💬 Canal WhatsApp

Como é a Vida Após a Cirurgia do Lipedema?

Mais sobre este vídeo

Como é a Vida Após a Cirurgia do Lipedema?

A cirurgia para lipedema não é uma cura, mas sim a remoção do principal alvo da inflamação, que é a gordura acumulada nas pernas. O procedimento pode melhorar s

Capítulos

Perguntas respondidas neste vídeo

Ah, mas como assim?

Vamos lá, vou fazer uma analogia para explicar isso para você. Mas antes, inscreva-se no canal lá embaixo, já pode ir descendo, escrevendo um comentário, falando se você quer operar, se você já operou, qual que é a sua percepção da cirurgia no Lipedema.

Então, como é que funciona isso?

Imagina que você tem um painel no seu carro e você tem uma luzinha e essa luzinha está piscando vermelho. Algumas pessoas vão pegar esse carro, vão levar no mecânico e falar, olha, eu quero que você descubra o porquê que essa luzinha no painel está piscando vermelho e resolva a causa dessa luzinha.

Qual que é a solução correta?

Escreve lá embaixo no comentário que eu quero saber, o que você faria com o seu carro.

Agora, o que você faria com o seu corpo?

Imagina que o lipedema, a gordura depositada na sua perna, é um sinal do seu corpo avisando que tem um problema muito maior acontecendo que é a inflamação. Algumas pessoas vão lá e falam, tira essa gordura do meu corpo porque eu não aguento mais.

Vocês conhecem alguém que consegue fazer isso?

Depende da idade, agora muito carro automático, as pessoas nem querem mais dirigir carro.

Transcrição completa do vídeo

Olá, sou Dr. Alexandre Amato, cirurgia vascular no Instituto Amato e, continuando o mês do junho em Lipedema, vamos falar como é viver após a cirurgia do Lipedema. Esse é um assunto bem interessante porque muitas acreditam que operou o Lipedema, resolveu o problema, retirado a doença, então acabou, sigo a minha vida sem me preocupar mais com isso e isso está extremamente longe da verdade. Operou o Lipedema e aí agora você tem um enorme problema para resolver que é a sua causa inflamatória, a fonte da inflamação. Ah, mas como assim? Vamos lá, vou fazer uma analogia para explicar isso para você. Mas antes, inscreva-se no canal lá embaixo, já pode ir descendo, escrevendo um comentário, falando se você quer operar, se você já operou, qual que é a sua percepção da cirurgia no Lipedema. Então, como é que funciona isso? Imagina que você tem um painel no seu carro e você tem uma luzinha e essa luzinha está piscando vermelho. Algumas pessoas vão pegar esse carro, vão levar no mecânico e falar, olha, eu quero que você descubra o porquê que essa luzinha no painel está piscando vermelho e resolva a causa dessa luzinha. Agora, tem outras pessoas que vão pegar esse carro, vão levar no mecânico e vão falar, essa luzinha vermelha está me incomodando muito. Eu quero que você tire e tape esse buraco no painel, que eu não quero mais ver essa luzinha vermelha. Qual que é a solução correta? Escreve lá embaixo no comentário que eu quero saber, o que você faria com o seu carro. Agora, o que você faria com o seu corpo? Imagina que o lipedema, a gordura depositada na sua perna, é um sinal do seu corpo avisando que tem um problema muito maior acontecendo que é a inflamação. Algumas pessoas vão lá e falam, tira essa gordura do meu corpo porque eu não aguento mais. A inflamação vai continuar lá, mas eu não aguento mais ver essa gordura. Outras pessoas enxergam o problema e falam, opa, eu quero resolver a inflamação. Depois que a luzinha parar de piscar, se eu realmente não gostar dela apagada ali no meu painel, eu até posso tirar essa luzinha e fechar aquele buraquinho. Desde que eu saiba controlar a origem, a inflamação, sem ter mais aquela luzinha. Vamos supor, eu já tenho idade para dirigir carro manual e saber dirigir um carro manual e trocar de marcha sem pisar na embreagem ouvindo o motor do carro. Vocês conhecem alguém que consegue fazer isso? Depende da idade, agora muito carro automático, as pessoas nem querem mais dirigir carro. Mas como é que você consegue fazer isso? Se você tem o conhecimento da mecânica do carro, como que ele funciona, você treinou bastante, você vai conseguir fazer. Agora, se você errar, você vai acabar machucando a embreagem e o motor. Então, não é bom ficar fazendo. Por isso que a gente tem no painel, o marcador de rotação no carro manual. Começou a subir muito a rotação, tem que trocar de marcha. Então, a gente tem esses sinais no nosso painel para avisar quando alguma coisa está acontecendo. Enquanto você não tenha percepção, eu sugiro não tentar fazer essas coisas que vão acabar te machucando. No lipedema, a mesma coisa, gente. Se você não tem o conhecimento do seu corpo o suficiente para saber a hora de trocar a marcha, como é que você vai tirar o marcador que está avisando lá que pode trocar de marcha? Ou, como é que você vai tirar o marcador de que tem algum problema acontecendo no seu corpo? Conseguir me explicar com essa analogia? Então, como é viver após uma cirurgia de lipedema? Você não tem mais o marcador de inflamação. Você não sabe mais se você está ou não está inflamada. Considerando assim, toda a população, isso é uma vantagem. Você saber que está inflamada, porque quem não tem lipedema não tem outros sinais para saber que está inflamado. Eu, por exemplo, eu posso inflamar e eu não vou ficar sabendo que eu estou inflamado. Vou levar muito tempo para descobrir. Por isso que o homem de repente infarta e as pessoas falam, puxa a vida, mas ele estava tão bem de saúde e, na verdade, ele está trazendo já uma inflamação crônica há décadas e nem ele percebeu. Agora, quem tem lipedema tem lá a luzinha falando que está inflamada, está inflamada, está inflamada. Você pode se incomodar com essa luzinha e realmente me incomodo. Quando o painel do meu carro começa a piscar uma luzinha, eu fico com um ódio, caramba, tenho que resolver isso. Fico nervoso, só que eu nunca vou chegar no mecânico e falar, desliga essa luzinha e que eu não quero mais ver. Eu vou sim resolver a causa do problema. Então, falando de como viver após a cirurgia, mas eu queria deixar claro que eu não sou contra a cirurgia. A cirurgia, ela pode ser feita desde que a inflamação esteja completamente controlada. Que você já saiba controlar a sua inflamação, que você já saiba a causa, que está tudo bem. Aí, tudo bem, a cirurgia pode vir porque você já sabe escutar o motor do seu carro. Então, eu vou falar como é a vida após a cirurgia do lipedema, mas eu só vou falar aqui no vídeo para aquelas que realmente entenderam que é importante tratar a inflamação antes. Porque tem muita gente operando aí sem se atentar a inflamação e depois percebe que a cirurgia causou a inflamação na perna. Então, tem um pós-operatório horrível, cheio de dor, cheio de problema. Vocês podem entrar nos grupos de lipedema e vão ver um monte de gente falando absurdos de pós-operatório de cirurgia, mas é porque operou inflamada e sem o conhecimento do tratamento conservador. O único momento para operar é aquele em que está tranquilíssimo, o mar está calmo, não tem onda, já está desenflamada. E, sim, essa é a portadora de lipedema que eu vou falar agora como é viver após a cirurgia. Normalmente, o pós-operatório de lipedema de uma paciente desenflamada é tranquilo, vai ter um pequeno aumento da inflamação, isso é natural, mas, como a gente sabe a causa e já está controlado, é perfeitamente possível conduzir essa inflamação de uma forma tranquila, agradável. É preciso usar a malha compressora elástica, isso no pós-operatório imediato. A média e o longo prazo não vai ser tão necessário assim, mas pode ser que você queira usar como algo para ajudar a diminuir a inflamação, manter a tensão no local para dar conforto, não para o tratamento. Então, tem algumas malhas que são apropriadas, tem umas calças elásticas que ajudam, vou colocar um link aqui embaixo, se você quiser ver, do que pode ajudar de tecido que desenflama e dá conforto para quem tem o lipedema. No início do pós-operatório é bem comum um enchaço, esse enchaço tende a diminuir com o passar das semanas e com o drenagem de infática e com as medidas de controle pós-operatório. Com relação aos resultados imediatos e ao longo prazo, o resultado imediato, o que você vai ver logo na semana seguinte da cirurgia, é difícil avaliar porque vai estar com bastante inchaço, pode ter bastante roxo, pode estar bastante incomodada, muitas vezes ainda pode estar drenando um pouquinho de líquido e isso pode incomodar bastante. Ao longo prazo, a gente tem que lembrar que se diminuir bastante a inflamação, vai ter uma melhora estética bem significativa. Agora, eu tenho paciente que chegou para mim já com 5 cirurgias de lipospiração prévia em membros inferiores, então eu não fiz nenhuma delas e a paciente veio para fazer a sexta cirurgia. Eu examinei e falei, olha, você realmente precisa fazer o tratamento conservador porque se não você vai ter a sexta cirurgia, depois vai ter a sétima, oitava, nona, você não vai terminar, você nunca vai ficar contente com o resultado porque você não está tratando a sua fonte de inflamação. Então, a expectativa é muito relacionada com o tratamento conservador. Há, sim, uma melhora estética, visível e considerável, mas se não resolver a inflamação, você vai continuar incomodada com o aspecto das pernas. Agora, o que a cirurgia traz, como você remove boa parte desse tecido gorduroso, você tem uma diminuição do alvo dessa inflamação. A inflamação continua lá, ela vai atingir outros órgãos com outros sintomas, mas tendo menos alvo gordura que se inflama fácil na perna, você vai ter menos sintomas na perna, então vai ter menos dor, menos enchaço, menos cansaço, menos peso, menos roxo nas pernas. A melhora desses sintomas é o argumento utilizado para realizar a cirurgia, mas todos esses sintomas também melhoram quando a gente remove a inflamação da paciente. Então, o que vai acontecer é você tira um alvo da inflamação, que é a gordura, que vai melhorar os sintomas na perna e passa a ter a inflamação, então, em outros órgãos. Pode ser trato, gasto intestinal, com mais diarreia, mais intestino preso, com enchaqueca, às vezes com lesão de pele. Uma coisa muito frequente também é a alteração dos exames laboratoriais e a deposição de gordura visceral. A gordura visceral, a gordura na barriga, é a gordura da inflamação, é a gordura que inflama, que piora também a inflamação no corpo e que está diretamente relacionada com obesidade, com diabetes, com Alzheimer, com câncer. Então, são as doenças crônicas degenerativas. Agora, como manter os resultados após a cirurgia? É muito importante o tratamento conservador. Muito importante manter o tratamento clínico. Operar o lipedema não significa abandonar tudo que você precisa fazer para diminuir a inflamação. Operar não significa cura do lipedema. Operar significa tirei o alvo da gordura das pernas, eu vou diminuir os sintomas das pernas, eu ainda tenho a inflamação para resolver. Então, é essencial, é crucial que você tenha um bom relacionamento com o seu médico, que o seu médico mantenha e persista com o tratamento conservador ao longo da vida. Ah, mas eu vou precisar do médico para a minha vida toda? Não, o médico está lá para te ajudar a colocar no eixo, colocar no trilho de volta, sempre que for necessário. Se você conseguir cuidar da dieta, alimentação, fazer tudo direitinho, tirar os seus gatilhos inflamatórios da sua vida, você não vai precisar do médico tão frequentemente. Porém, se você operou, você lembra que tirou aquela luzinha que pisca, você não tem mais o aviso de quem a inflamação está acontecendo. Então, você tem que estar muito mais perceptiva ao seu corpo, você tem que estar mais sensível às mudanças no seu corpo para você entender quando você está mais inflamada ou menos inflamada. Agora, principalmente naqueles casos em que eu também concordo que a cirurgia é crucial, que é quando tem dificuldade de mobilidade. Então, não consegue fazer exercício, não consegue caminhar, porque o lipedema está impedindo isso. Aí sim, a cirurgia é para correção desse defeito. Nesses casos, o procedimento vai, então, melhorar a mobilidade. É muito importante você aproveitar essa mobilidade para passar a fazer os exercícios físicos adequados para manter a desinflamação. Tem que lembrar que a cirurgia tem muitas complicações desde a hematoma, que é quase certeza que vai acontecer. Bora, tem a gente aí falando que nunca teve hematoma. Na verdade, a hematoma sempre acontece. A pergunta é se o hematoma é grande o suficiente para ter que fazer algum procedimento, ou se ele é pequeno e o seu corpo vai acabar absorvendo. Tem as equimoses, os roxos, tudo isso muito frequente. Mas tem outras complicações piores. Tem relato de caso publicado, de limpedema pós cirurgia. Tem isquemia de pele, casos catastróficos. Eu recebo aqui no consultório muitas histórias de gente que foi parar na UTI por causa de uma cirurgia na tentativa de retirar um excesso de gordura, passa do limite do aceitável e do seguro, e vai parar na UTI, vai parar com uma anemia gravíssima. Tem que fazer transfusão de sangue. Já vi infecção, já vi tudo isso acontecer. E eu preciso deixar claro aqui que eu não posso fazer pós-operatório de outro médico. Muito embora muita gente venha me perguntar aqui, ah, acabei de fazer a cirurgia com não sei quem. Você pode cuidar do meu caso agora? Não, tem que ser o médico que te operou. Se teve uma complicação, ele vai ter que resolver. Se não, eu vou acabar sendo corresponsável por uma cirurgia que muitas vezes eu nem concordava que precisava ser feita. E a flacidez de pele que pode acontecer também. Na maior parte dos casos, lembrando lá no passado, mais de dez anos atrás, quando eu comecei a trabalhar com lipedema, eu imaginei que seria necessário fazer muito tratamento cirúrgico de flacidez de pele. Realmente, eu acreditava nisso. E com o passar dos anos, eu fui vendo que não é tão frequente assim. A flacidez ela acontece, mas muitas vezes há uma aceitação do corpo, a melhor estética é tão grande que não tem essa vontade de passar para a próxima fase de um tratamento agressivo para essa flacidez. E aí tem vários procedimentos que a gente pode fazer que acabam melhorando a flacidez, por exemplo, laser. E tudo isso, desde que seja superficial, que não cause uma inflamação local, pode ajudar, estimulando colagem. Mas aí a gente tem que diferenciar a flacidez de pele, da flacidez da gordura, da flacidez muscular. Eu tenho um vídeo inteiro falando sobre isso, se você quiser entrar nesse assunto. Então, acompanhamento médico é muito importante. Você tem que ter um acesso fácil ao seu médico. Aqui no consultório, eu deixo um contato fácil para falar comigo, para trazer algum problema aqui para a secretária no momento em que eu consigo resolver. Eu vejo muita gente reclamando de consulta no convenio, de consulta no sul. Eu entendo esse problema, mas eu queria que os dois lados entendessem o problema. A demanda do tratamento conservador do lipedema é grande, porque são muitas queixas acontecendo por inflamação e a inflamação que atua no corpo inteiro num problema metabólico. Isso não é fácil de resolver. Muitas vezes, uma consulta de 15 minutos de convenio é quase impossível atender a demanda e resolver o problema. Nesse tempo, muitas vezes, o médico tem o tempo de fazer uma receita de um medicamento para aliviar um sintoma e olhar lá. Em relação a esse problema, eu faço um trabalho de formiguinha aqui, tentando ajudar uma pessoa por vez. Veio aqui no consultório, realmente vou atentar todo o problema, todo o metabolismo, todos os sintomas do corpo, mas eu só consigo fazer isso uma pessoa por vez. Para tentar ajudar mais pessoas, a gente acaba ensinando outros médicos. A gente tem curso, tento publicar bastante em revistas científicas para divulgar isso para todo mundo. E, obviamente, não posso esquecer do nosso canal aqui, já aproveita e se inscreve lá embaixo, em que eu publico quase todos os dias. A gente tem vídeo aqui no canal falando de aspectos importantes da saúde e o conteúdo é gratuito, gente. Não tem desculpa para não assistir. E para finalizar o vídeo, eu queria dar algumas dicas aqui. Em primeiro lugar, nunca opere o lipedema com menos de um ano de tratamento. Ah, mas de onde você tirou um ano? Ah, eu já fiz um monte de tratamento para obesidade antes. Tratamento para obesidade não serve para lipedema. Estou falando um ano de tratamento real de verdade para o lipedema. Porque um ano é um tempo razoável para conseguir perder um volume duas a três vezes maior do que a cirurgia. E com um ano, a maior parte das mulheres vão acabar até desistindo da necessidade da cirurgia. E desistindo porque melhoraram, desistindo porque realmente o problema resolveu. Isso não quer dizer que vai levar um ano para melhorar os sintomas. Os sintomas melhoram muito e rápido. Eu fiz um trabalho há muitos anos atrás e que eu conseguia, em um mês, uma melhora de 36% nos sintomas. Hoje em dia, a gente tem muito mais ferramenta clínica e dá para melhorar muito mais esses sintomas em muito menos tempo. Uma outra dica é nunca opere se estiver em vigência da inflamação. O pós-operatório vai ser ruim, você não vai gostar do resultado e sinceramente você não está tratando a causa. Outra dica importantíssima, não caia no conto das influenciadoras. Entenda o que está acontecendo no mercado. Há dez, mais dez anos, quando eu comecei a tratar lipedema, ninguém falava de lipedema. Hoje, lipedema virou uma palavrinha da moda e tem muita gente querendo crescer em cima do lipedema e tem muita gente querendo ganhar uma cirurgia gratuita ou tem contrato de marketing para divulgar alguma cirurgia, algum médico. E eles vão usar você como moeda de troca. Então, se tem alguém querendo forçar a barra para um procedimento para você e eu sei que isso acontece nos grupos por aí, entenda que provavelmente você está sendo moeda de troca para essa pessoa. Não caia no conto. Lembre-se que as influenciadoras que são pagas para mostrar o resultado elas só vão mostrar o resultado bom, aquela que teve o resultado ruim, ela está com vergonha de aparecer. Gostou do nosso vídeo? Inscreva-se no nosso canal, compartilhe com suas amigas que você acha que pode ter lipedema e clique no sininho para receber as notificações do próximo vídeo porque a gente está sempre publicando quase que diariamente vídeos para melhorar a sua saúde e melhorar a saúde da sua família. Fica aí que eu vou colocar o próximo melhor vídeo para você assistir.

Consulte um especialista

Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.