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Lipedema: A Verdade sobre Exercícios e Cirurgias Que Você Precisa Saber | Amatocast Ep. 55

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Lipedema: A Verdade sobre Exercícios e Cirurgias Que Você Precisa Saber | Amatocast Ep. 55

O episódio aborda a relação entre exercício físico e lipedema, com foco na prática segura e adaptada. A medicina do esporte é apresentada como essencial para pr

Perguntas respondidas neste vídeo

Inclusive acha que medicina do esporte é só para atletas, mas não tem nada a ver, né?

É assim, medicina do esporte a gente trata de atletas e a gente trata de pessoas que querem fazer exercícios físicos e assim a gente atua para fazer a pessoa fazer o exercício físico com segurança. Por exemplo, todo mundo quiser fazer exercício físico, pode fazer, pode, mas quando você passa no médico do esporte a gente vai fazer um check-up para ver se você pode fazer aquele tipo de exercício, se é o mais indicado para você, por o atleta a gente ajuda a melhorar a performance, mas assim, o que a gente atua é para fazer a prevenção de lesões, prevenção de doenças e ver se você já não tem alguma coisa.

Então, a gente vai ver, aquele paciente tem o cardio pulmonar dele adequado para aquele tipo de esporte, qual é o risco dele ter algum problema, um infarto, um mal-estar, um mal-súbito?

Então, a gente tenta cercar com exames para a gente deixar aquele paciente mais seguro possível para ter menor risco de lesão, menor risco dele ter algum problema cardíaco. Se tiver, a gente já vai tratar para prevenir um mal maior.

O que a gente percebe?

A maioria das pessoas aqui na cidade grande não cozinha a sua comida, não vai fazer a caminhada, não vai para o trabalho. A gente usa o metrô, ônibus ou carro, então a gente se movimenta pouco. No que a gente movimenta pouco, o nosso organismo tende a ficar mais acomodado.

Mas hoje em dia, com a informação, a gente também está melhorando isso aí, tá?

Na pandemia, o pessoal viu que a importância de estar bem fisicamente. As pessoas que estavam bem fisicamente conseguiam, tinham uma reserva muscular, uma reserva cardiopulmonar, conseguiam responder melhor às doenças.

Isso, de fato, é um limitador, a doença acaba sendo um limitador para essas práticas, ou é ao contrário, cada vez que a pessoa tem esse diagnóstico, ela precisa procurar a prática dos exercícios físicos?

O exercício físico é indicado para todos. A gente fala desde os 8 a 80. Então, assim, a gente tem que praticar o exercício físico, mas sempre com acompanhamento de um profissional, profissional médico, profissional de educação física.

Transcrição completa do vídeo

Meletícia, minha motos, está no ar mais um AmatoCache pelo canal do Instituto Amato e agradeço mais uma vez o carinho da sua audiência e participação aqui conosco para falar sobre tudo que envolve e qualidade de vida. Nos últimos episódios nós recebemos um convidado especial, o Dr. Thiago Gil, para falar de um assunto muito interessante que é novos tratamentos para a depressão e também o uso de cetamina. Hoje nós estamos aqui novamente com um convidado especial para falar sobre um tema muito interessante. Hoje nós estamos com o Dr. Keller Santos, que é cirurgião vascular e médico do esporte e nós vamos conversar sobre medicina esportiva e lipedema. Agora apresentando aqui o nosso convidado especial de hoje, o Dr. Keller Santos, formado em medicina pelo Centro Universitário de Volta Redonda, no Rio de Janeiro, fez residência médica em cirurgia geral no Hospital São João Batista, em Volta Redonda, é especialista em cirurgia vascular, endovascular pelo Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo e também participa de cursos e congressos nacionais e internacionais. Bem-vindo, Dr. Muito obrigado, obrigado pelo convite. É um prazer estar aqui com vocês no dia de hoje. E é um assunto também interessante porque eu imagino que quem está acompanhando às vezes já escutou falar de medicina do esporte, mas não sabe exatamente para que isso significa, né, Dr. Inclusive acha que medicina do esporte é só para atletas, mas não tem nada a ver, né? É assim, medicina do esporte a gente trata de atletas e a gente trata de pessoas que querem fazer exercícios físicos e assim a gente atua para fazer a pessoa fazer o exercício físico com segurança. Por exemplo, todo mundo quiser fazer exercício físico, pode fazer, pode, mas quando você passa no médico do esporte a gente vai fazer um check-up para ver se você pode fazer aquele tipo de exercício, se é o mais indicado para você, por o atleta a gente ajuda a melhorar a performance, mas assim, o que a gente atua é para fazer a prevenção de lesões, prevenção de doenças e ver se você já não tem alguma coisa. Hoje, depois que eu me tornei médico do esporte, eu faço esse check-up todo nos pacientes, eu pelo menos um paciente por mês, eu acho algum problema que ele não sabia que tinha. Por exemplo, nódulos de tireoide, a gente faz um check-up vendo como está o tiróideo, a gente faz uma ultrassonografia de tireoide para ver como é que está. A gente acha nódulo que a pessoa não sabe que tem e algumas vezes é benigno, outras vezes não. Se ela não tivesse feito todos aqueles exames, aquele rastreio para começar aquela atividade esportiva, aquilo lá ela só ia perceber quando tivesse um caso mais avançado. Independente também da pessoa já ter sido diagnosticada com uma doença ou não, às vezes a pessoa só quer começar um novo esporte ou quer se aprimorar nesse sentido e consegue custar. Sim, na medicina de esporte a gente tem que estudar várias coisas, a gente estuda endocrinologia, a gente estuda também a nutrição, a gente estuda também a cardiologia. Então, a gente vai ver, aquele paciente tem o cardio pulmonar dele adequado para aquele tipo de esporte, qual é o risco dele ter algum problema, um infarto, um mal-estar, um mal-súbito? Então, a gente tenta cercar com exames para a gente deixar aquele paciente mais seguro possível para ter menor risco de lesão, menor risco dele ter algum problema cardíaco. Se tiver, a gente já vai tratar para prevenir um mal maior. Legal. Então, antes da gente começar de fato aqui no nosso assunto do podcast de hoje, eu só vou fazer um breve comentário para quem ainda não sabe, a gente tem um patrocínio, aqui uma novidade no AmatoCast, que é o patrocínio do laboratório Origem, especializado em saúde intestinal, que é onde tudo começa. O foco de origem é qualidade de vida e prevenção. Doutora, eu trouxe um dado aqui interessante para a gente citar, que chama muita atenção, que mostra que 52% dos adultos no Brasil raramente ou nunca praticam atividade física, de acordo com dados do serviço social da indústria, do CESI. Isso foi levantado desde a pandemia. Claro que deve ter outras novas pesquisas atualizadas em relação a isso, mas chama atenção, porque apesar de a gente... Cada vez as pessoas mais novas têm essa questão do hábito de vida, negócio de ter um estilo mais saudável, pelo menos o que eu vejo da minha idade também, ao mesmo tempo também a questão do iFood, dessa praticidade das entregas ali, acaba fazendo com que as pessoas deixem às vezes de lado pela correria também no dia a dia esse cuidado com a saúde. É o que você percebe também? O que a gente percebe? A maioria das pessoas aqui na cidade grande não cozinha a sua comida, não vai fazer a caminhada, não vai para o trabalho. A gente usa o metrô, ônibus ou carro, então a gente se movimenta pouco. No que a gente movimenta pouco, o nosso organismo tende a ficar mais acomodado. A gente comendo uma comida mais pesada, uma comida de fast food, a comida rápida, a comida preparada com bastante gordura, sal e não se movimentando, esse é o mal, a gente vai ganhando peso, a gente vai tendo as doenças relacionadas, a obesidade, doenças relacionadas ao excesso de sal, com uma pressão alta, colesterol alto, isso tudo está relacionado ao estilo de vida. Então, antigamente, o pessoal que era lá do interior, que fazia a caminhada até o trabalho, que comia aquela comida que a própria pessoa cozinhava e tal, tinha uma qualidade melhor. Mas hoje em dia, com a informação, a gente também está melhorando isso aí, tá? Na pandemia, o pessoal viu que a importância de estar bem fisicamente. As pessoas que estavam bem fisicamente conseguiam, tinham uma reserva muscular, uma reserva cardiopulmonar, conseguiam responder melhor às doenças. Isso daí a gente percebeu. Certo? Doutora, e a gente não pode deixar de já direto, inclusive, para o nosso ponto, que para quem procurou o nosso episódio aqui de hoje, quer saber sobre lipedema, uma das suas especialidades, é cirurgia vascular, que trata sobre essa condição. Há muitas pessoas que falam, inclusive, que o lipedema, quando a pessoa tem essa condição, tem uma certa dificuldade de praticar exercício físico, sente algum incômodo. Isso, de fato, é um limitador, a doença acaba sendo um limitador para essas práticas, ou é ao contrário, cada vez que a pessoa tem esse diagnóstico, ela precisa procurar a prática dos exercícios físicos? O exercício físico é indicado para todos. A gente fala desde os 8 a 80. Então, assim, a gente tem que praticar o exercício físico, mas sempre com acompanhamento de um profissional, profissional médico, profissional de educação física. Há as pessoas que têm lipedema. Lipedema, aquele acúmulo de gordura, dolorosa, mais os membros inferiores, a gente tem vários estágios. No estágio inicial, a limitação é bem pouca. No estágio intermediário, estágios mais avançados, a pessoa tem uma limitação por conta do tamanho da coxa. A coxa é muito grande, uma começa a bater na outra, a pessoa começa a pisar mais aberto, desalinha joelho, desalina tornozelo. Antes de começar uma atividade física, a gente orienta. Venha, passa com um dos médicos da equipe, passa com o professor de educação física para ele, te dá orientação. Porque, muitas vezes, a pessoa tem lipedema, está acedentária, faça assim, a partir de hoje vou matricular numa academia e vou fazer tudo que é exercício que eu posso fazer. Ela acaba se lesionando. Por quê? Está fazendo exercício com joelhos alinhados, com a coxa mais grossa e tal, começa a assar no meio da coxa, começa a ter dor no joelho e tem lesão. Vai, matricule, um mês depois tem lesão, falar, isso aqui não é para mim. Essa coisa de exercício não é para mim. Então, a gente vai periodizar, vai ajudar a achar o melhor exercício para aquela pessoa. Então, a pessoa que está acedentária, que vem sem fazer nada, um dos exercícios que a gente indica, são exercícios em água. Por quê? O impulso da água, ele vai tirar o peso da coxa, do joelho, tem o risco de você ter lesão fazendo exercício como uma hidrogenástica, uma anatação, aqueles funcionais na água, é muito menor do que você chegar e querer fazer um funcional convencional, uma musculação sem supervisão. Eu não sou contra nenhum tipo de exercício, desde que seja supervisionado e ele é adaptado para a condição física daquela pessoa. Então, no LPE, a gente atua nessa questão. A gente vai ver a parte vascular, se não tem nenhuma insuficiência venosa, se não tem nenhuma varice e vai ajudar também nessas questões. Muitas vezes, o paciente vem com a gente e já tem lesão de joelho, já tem lesão no tornozelo, já tem uma artrose, uma condromalácia, mas nunca se atentou para tratar daquilo, que no começo essas doenças não causam dor. Ela vai causar um estalido, uma crepitação no joelho e, ah, isso aqui já soa assim há dez anos, não é nada. Aquilo ali é o começo do martrose. Então, a gente já atua num paciente de 20, 30, 40 anos, para ele não chegar lá com o seu 60, 70 anos, ter colocado uma próxima de quadril, uma próxima de joelho. Então, é nisso tudo que a gente ajuda na medicina do esporte. Além de melhorar o condicionamento, na prevenção das doenças, prevenção de uma lesão maior. Isso é importante, né, doutor? Porque as pessoas costumam ter essa preocupação, cuidado, conforme vão ficando mais velhas. Normalmente, quem é novo sente uma dor, às vezes até sente um incômodo persistente, mas falar isso aí, que vai melhorar, nada grave, e é justamente aí que entra. Sim, muitas das mulheres, eu falo a questão do pneu do carro. Eu falo assim, você tem o pneu do carro, se ele está alinhadinho, ele desgasta de uma forma... É... Uma forma normal, uma forma equilibrada. Se o pneu do seu carro está desalinhado, você vai ter um desgaste irregular, do seu joelho também. Você está com a coxa mais grossa, o joelho desalinhado, um lado você força o ligamento, do outro lado você força o menisco, você força as articulações. Então, você vai ter um desgaste irregular. Esse desgaste regular que vai trazer essas consequências, essas lesões. Isso é uma das coisas. E aí assim, pô, não posso fazer exercício nenhum? Exercício na água é uma boa dica. Ou um exercício de menor impacto, um pilates, um yoga. Isso para sempre. Toda mulher com NPD, mas tem que fazer isso para sempre. Não, a gente fala num começo. Mas se a gente que gosta tanto começa a fazer natação, adora que aí só vai agregando outras coisas e a nata é com aquele primeiro exercício. Doutor, algum exercício que é considerado proibido de fato, eu imagino que algumas pessoas que estão acompanhando já têm crossfit na cabeça. Uma dúvida que imagino que muitas pessoas também te procuram para saber de crossfit. Tendo-lhe PDMOL, não. Qual que é a sua opinião sobre esse tema polêmico? Ah, a questão... Desculpa. A questão do crossfit é um excelente exercício. Aquele que eu falei. Tem que ter alguém para ajustar para você. Tem até um grupo aqui da Santa Casa de São Paulo que fez trabalho sobre lesões do crossfit. O esporte que mais dá lesão em número absoluto, sabe qual é? Futebol. Porque é o esporte também mais praticado. Quando eles pegam e vêm por horas de exercício, eles vêm que o crossfit por hora de exercícios causa a mesma quantidade de lesão do que uma natação, por exemplo. O que você vai ter de lesão fazendo crossfit é assim, quando você está fazendo um exercício que não é adequado para o seu condicionamento físico. Então assim, eu e você, nós somos os iniciantes em crossfit. A gente entra numa turma que já tem avançados. Aí a gente vai estar com o corpo quente, está vendo o pessoal fazer e fala, não, vou fazer também. Aí a gente acaba se machucando. Então, se tem um professor atento para fazer adaptação do exercício do movimento para você sem problemas, dá para fazer crossfit. Não naquele inicial. No inicial, eu falo, vamos tentar fazer um exercício de menor impacto. Mas o exercício, o esporte que a gente fala assim para evitar é um que eu gosto muito, que eu fiz por muitos anos. Que é, por exemplo, o Mai Tai. Mai Tai é um exercício que você vai chutar. E no que você chuta, você pode machucar aquela gordurinha do lipidema. Mas eu tenho paciente que tem lipidema e fala, eu adoro fazer Mai Tai, eu adoro fazer luta. Ok, a gente vai fazer umas adaptações. Então, vamos colocar uma caneleira mais acolchoada. Vamos chutar no aparador, vez um saco de pancada, entendeu? Então, assim, a gente consegue ajustar. Mas tudo que você tem trauma direto nos membros inferiores pode piorar os sintomas do lipedema. Então, Mai Tai luta de uma maneira em geral que você bate o futebol, você vai bater a bola ali naquela região, pode piorar. Em questão da inflamação do lipedema. Eu até fiz um episódio aqui, como eu sei que tem muitos médicos aqui da Clínica Mato, que são especialistas nessa questão do lipedema. Eu lembrei que uma vez a gente comentou sobre a inflamação do lipedema, que se eu tiver errada, pode me corrigir, mas que o lipedema é uma inflamação e que isso pode tanto melhorar como piorar dependendo dos hábitos que a pessoa tem. O exercício físico é capaz de diminuir isso de forma direta a inflamação do lipedema? A inflamação é aquilo. A inflamação tinha um professor que ele falava o seguinte, a inflamação não é de toda ruim, também não é de toda boa. A inflamação a gente tem que ter um equilíbrio, porque a gente precisa da inflamação para várias coisas. Ele dava um exemplo que é assim, fogo na sua casa, você tem uma lareira em casa, você quer o fogo ali na lareira, você não quer que incendeie a sua casa. Então, a inflamação quando ela está exacerbada, ela pode dar dor, pode dar aquele matoma, pode piorar de várias maneiras. Mas, por exemplo, quando você faz um exercício físico, que você sente aquela dor muscular no outro dia ou dois dias depois, aquilo ali é uma inflamação que está acontecendo para você ter hipertrofia, ganho de força. Então, a inflamação, por si só, ela não é de totalmente ruim. A gente tem que ter um pouco de inflamação para a gente fazer essa hipertrofia muscular, ter o ganho de força, porque a gente não pode exagerar. Então, o que acontece nos exageros? Aquela questão que eu falei, ah, vou fazer um hi-tai, estou chutando lá, fazendo 100 chutes no saco de pancada. Aí, ali, você vai ter aquela inflamação da gordurinha. Hoje, tem uma inflamação, uma dorzinha, e aquilo lá vai piorando, vai causando aqueles nodos, aquela retração da pele. Então, aquela não é uma boa inflamação. Mas, a gente sai daqui, vamos lá fazer uma musculação. Faço exercício, eu sinto aquela dorzinha no outro dia, aquilo lá, a inflamação é a dor muscular, a gente chama de desordem muscular, o dormo muscular de origem tardia, que é o seu corpo fazendo a hipertrofia, você ganhando mais força, é isso que acontece. Então, a inflamação, quando é demais, é ruim, a gente tem que tentar controlar, mas um pouco de inflamação é bom. Então, o que a gente ajuda o paciente com lipedema é que normalmente ela está exposta a algo que está inflamando numa maneira prejudicial há muito tempo. Então, você olha aquela perna que você encosta no paciente, ela sente dor, já ative o paciente que entrou com o marido, que eu falava assim, não, essa inflamação é essa dor que ela sente a do lipedema. O marido começa a chorar e fala assim, não, porque eu encostava nela, ela falava que estava com dor, que doía, que falava, minha mão é mão de urso, mão pesada, não era, era que ela estava inflamada. Tá, mas uma inflamação de uma coisa ruim. E muito se fala também da questão estética do lipedema, que principalmente as mulheres têm essa preocupação, não que os homens não tenham, mas as mulheres costumam se preocupar mais, a tensão da saia ali, que a perna aparece mais do vestido. O exercício físico também é capaz de diminuir nesse sentido? Sim, ajuda. O que acontece? Aquela gordura do lipedema, quando ela está inflamada, ela forma aquelas nodulações, pode fazer retração de pele. Então, você vê, a gente fala que é um aspecto tipo casca de laranja, um aspecto todo irregular. A gente descobrindo o que é sensível essa pessoa, que está causando aquela inflamação, fazendo um teste calórico, que a gente diminui aquela camada de gordura também. E fazendo o exercício que ajuda na hipertrofia, então você consegue modelar, mas a gente tem que ir por etapas. Então, na primeira etapa, a gente vai fazer a naminésia, aquela conversa no consultório, vai tentar descobrir quais são os problemas, quais são as insensibilidades daquela pessoa, depois a gente vai retirar aquilo. Depois, a gente vai fazendo aquele exercício de baixa intensidade, porque se eu pego o paciente e jogo no exercício de alta intensidade, ela vai piorar aquela inflamação. Então, eu já peguei o paciente que foi fazer funcional com eletroestimulação. Sabe aquelas roupas que fazem choque para todo o lado? Aí na outra, eu estou com dor, peorei. Mas foi por quê? Porque fez algo muito intenso. Então, a gente tem que fazer devagar e escalonando. Na última etapa, a gente trabalha essa parte de hipertrofia. Já diminuiu a camada de gordura, faz aquela hipertrofia, aí desenha aquela musculatura, a pessoa fica bem melhor. Legal. Doutor, esse processo que normalmente as pessoas fazem às vezes sozinho, na academia, ou às vezes com o personal, ali, quando tem, de fato, o diagnóstico da doença, é recomendado que siga a instrução ali de um médico, de fato, especialista mesmo. Sim, a gente, como médico, a gente vai dar o caminho. O professor de educação física vai prescrever os exercícios. A gente precisa do nutricionista também para fazer aquela dieta específica. E a gente precisa também, por exemplo, do fisioterapeuta, que ajuda também a mobilização de litos, ajuda a liberação de fibrose, ajuda a melhorar a dor. Fazendo tudo isso, ela vai estar no caminho para ter essa melhora. Mas isso tudo também não é de um dia para o outro. A gente fala, assim, em média de seis meses a um ano, fazendo tudo direitinho, ela vê um excelente resultado. Nas primeiras semanas, você já sente melhor. Eu tive paciente que descobriu, assim, o que era, o que é inflamava, quais eram os gatilhos inflamatórios, ela lá tirou, assim, cerca de uma semana, dez dias depois, falou que estava sentindo super bem, muito melhor. Às vezes pela alimentação também, não é? Exatamente. Essa questão da alimentação, eu falo que é super importante. Acho que isso é um número aleatório, mais assim, na minha cabeça, mas o que eu percebo é que cerca de 80% do processo está na questão da alimentação. Uma alimentação regrada, tirando aquilo que você é sensível. Então, nos primeiros momentos, a gente tenta descobrir tudo isso, na primeira e na segunda consulta, que a gente tenta desenhar isso para a pessoa seguir. Doutor, e você aqui também lida com atletas profissionais? Para quem tem a condição do lipedema e pensa em seguir no esporte, é possível? É possível, não é um limitador. Normalmente, os atletas que eu atendo, que têm lipedema, eles conseguem regredir, eles ficam com o lipedema no estágio inicial, o estágio 1, aquele estágio bem pequeno, que a gente consegue detectar aquela gordurinha do lipedema ali no ultrassom, mas dependendo do tipo de treino, da intensidade, a pessoa às vezes sente um incômodo, porque o atleta já usa o corpo no extremo. Então, ele usando o corpo no extremo, às vezes, depois de uma competição, ele sente um incômodo ali naquela região. Então, a gente vai trabalhar para tentar minimizar aquilo, mas dá para ser atleta, tem atleta competindo, tem até atleta que representa a nossa seleção também, que tem lipedema e segue a vida. Não precisa deixar as vontades e sonhos de casa. E uma das coisas, que às vezes eu pego o paciente, eu peguei uma que chorou até, que ela perguntava, eu tenho lipedema, posso ter filho? Pode, vá, tenha filho, a gente ajusta o que precisa da dieta, a gente ajusta o que precisa do treino. Às vezes, piora um pouco, mas está tudo bem. Ela saiu no estágio 1 e foi para o estágio 2. Depois, a gente consegue recuperar. Se é o sonho dela ter filho, sem problema. Ela tem aquela gestação acompanhada por esses profissionais, que eu falhei, sem problema nenhum. Mas isso não é um impedidor. Dá pessoa a fazer exercício físico, de se tornar um profissional, dá pessoa a ter filhos, nada. A pessoa com lipedema, pessoa normal. Doutor, outro esporte, outra prática que tem viralizado, inclusive nas redes sociais, Instagram, TikTok, de pessoas que colocaram na vida e viram a mudança, possam ter até aquela Manuela City, uma influenciadora que fala sobre corrida, e como isso transformou a vida dela. Então, eu imagino que seja uma dúvida também das pessoas. Cada vez mais na moda, a questão da corrida. Uma pessoa que não tem lipedema, que não tem nenhum sinal, se começa a correr, a gente sabe que é um esporte de impacto. Também a questão do tênis, isso é importante a gente falar, vamos deixar um pouquinho mais para frente para dividir bem, porque tem essa questão do preparo para tudo que é utilizado. Uma pessoa que não tem, ela pode desenvolver algo crônico por conta desse esporte de impacto? O esporte, ele é bom. O que a gente tem que cuidar? A gente tem que cuidar se a pessoa não tem algum desvio de joelho. Se a pessoa não tem um valgo que a gente fala, ou varo o joelho mais para dentro, o joelho mais para fora. Se ela tiver, isso também não há impeditivo. Mas aí a gente precisa fazer trabalho com fisioterapeuto, com professor de educação física para fortalecer aquela musculatura, para dar condições para ela fazer aquele exercício sem se machucar. Porque assim, essa é a importância de fazer a avaliação pré-participação que a gente fala. A gente vai ver, aquele coração tem algum problema, ela tem alguma arritmia, porque às vezes a pessoa tem algum problema cardíaco, que ela não repouso, não sente nada. Mas se ela fizer um exercício com alta intensidade, ou moderada intensidade que seja, isso pode desencadear uma arritmia, a arritmia pode piorar no exercício. Então, a gente faz esse rastreio antes de liberar para tudo isso. Está com dor no joelho, está com a pisada diferente. Então, isso tudo a gente ajusta. A gente tem com parceria também, hortopedistas. Tem colegas hortopedistas, especialistas em joelho, especialistas em pé. Então, a gente vai fazendo tudo, junto a tudo esses profissionais, é algo multiprofissional. Daí a gente vai pedindo a orientação a justa aqui ali. Tem alguns pacientes que precisam de cirurgia, outros pacientes só precisam de um fortalecimento, outros pacientes só precisam de ajustar um tênis, ajustar a pisada, ajustar a palmilha. Tem pacientes que precisam de cirurgia. E é recomendado que mesmo se a pessoa não quer, não pretende seguir mesmo como atleta, naquele exercício. Antes de começar assim, a pessoa tem nenhuma condição, nenhuma doença que procure para ter esse direcionamento. Às vezes ela não sabe o que tem. Ou, às vezes, a pessoa passou no postinho de saúde, passou num clínico aqui e foi diagnosticado, você está pré-diabético ou você está diabético, vamos começar a fazer uma caminhada. Será que tem um problema de sensibilidade, uma neuropatia? Porque às vezes a pessoa ter uma neuropatia e está pisando o torto, pode machucar, fazer um calo. E muitas das vezes histórias de... uma puntação de dedo, um paciente diabético, começa assim. Ah, fui fazer uma caminhada, entrou uma pedrinha no meu sapato, não percebi, na hora que tirei o sapato, tinha um machucado ali. E ali começa a infecção, começa tudo. Então, a gente é para ajudar você a fazer o exercício com mais segurança. Certo. Doutor, e a dor no exercício físico? Até onde que é uma dor aceitável e quando é algo que acende um alerta para a pessoa, olha, precisa procurar de fato, pode ter uma condição por trás dessa dor? Então, quando você faz exercício, ah, fiz exercício de perna, fiz exercício de membros superior, você vai ter dor naquele grupamento muscular que você fez o exercício. Ah, eu fiz exercício de perna, eu estou com uma dor na lateral do meu joelho direito. Opa, é uma dor pontual, pode ser que tenha acontecido alguma lesão ali, na região do menisco, uma inflamação, alguma coisa assim. Agora, não, estou com uma dor geral, na coxa, na panturrilha. Aquilo ali é a dor esperada do exercício, tá? E aí tem algumas coisas na literatura, né? Tem um grupo que fala que aquilo lá é da desordem muscular. As fibras musculares, elas entram no desarranjo e aí elas começam a se rearranjar em 24 a 48 horas, que é quando dá dor. Então, eles falam que é desordem muscular de origem tardia, que é o esperado. Tem um outro grupo que fala a questão da ruptura da fibra. Ah, rompeu a fibra muscular é o tempo que ela vai recuperar. Então, essas duas teorias, né? São para falar esse estímulo e a dor. Mas para você estimular, você tem que estar causando essa dorzinha. Quer dizer que você fez um exercício bom. O Arnau, as fases negas, ele falava. Ele foi Mr. Olympia, se não me engano, foram sete vezes que ele foi Mr. Olympia. Ele sempre falava, tem que sempre estar dando sustinho no músculo. Que é isso. Se você está adaptado ao exercício, se você vai lá, vai na sua academia, faz só musculação. Você está lá seis meses fazendo o mesmo treino e você não está sentindo nada, é hora de trocar. Doutor, e questão também até do lipedema, isso, né? Isso, isso para qualquer coisa. Mas nas pacientes com o lipedema, em um primeiro momento, a gente não quer essa dor. No primeiro momento, os primeiros três a seis meses, eu quero, se ela está acedentar, aquela saia do sedentarismo. Quero que ela ajuste a alimentação. O que eu vejo, quase todas as pacientes não tomam a quantidade de água adequada. Quase todas as pacientes não comem 50% da proteína que a gente precisa. Porque se a gente não come proteína, não adianta eu fazer aquele exercício que eu não vou construir músculo. O que eu falo aos pacientes, a gente quer construir uma parede. Eu preciso de quê? Tijolos. Eu quero construir músculo, eu preciso dos aminoácidos que eu consigo onde? As proteínas. Se eu não como de uma maneira adequada, não adianta eu fazer o crossfit, musculação, o funcional. O exercício que seja que eu vou dar o estímulo, mas eu não vou dar o substrato para construir aquele músculo. Doutora, pela sua especialidade também de cirurgião vascular, em que ponto que começa a ser cogitado uma cirurgia na questão do lipedema? Com relação da vascular e do lipedema, o que acontece? A maioria dos pacientes com lipedema vem sentando na frente do vascular, desde sempre. Por quê? O principal problema do vascular, problema que eu digo, a maior queixa dos pacientes que chegam até o vascular são de varízes, dor na perna e enchaço. As mulheres com lipedema também têm dor na perna, inflamação e muitas têm varízes associadas. Muitas vezes, essa paciente com lipedema não tem nenhuma varíze maior. Ela passa no médico A, B ou C, ele faz um ultrassom, ele olha e fala, não, você não tem nada. Mas não, se a pessoa está reclamando que tem dor, ela tem alguma coisa. Aí quando você olha para o lado do lipedema, você vê, não, essa paciente não tem uma insuficiência venosa, não tem uma doença venosa, mas ela tem o lipedema. Então, o cirurgião vascular, ele vai fazer a primeira análise para ver se não tem nenhum problema de insuficiência venosa, os vasinhos, as varízes, porque o vasinho, o pessoal fala, a vasinha é coisa estética, não. Vasinho é o primeiro estágio da doença venosa. É o que a gente chama de varízes CAP1, primeiro estágio. E vai até o sexto estágio. O sexto estágio são aquelas varízes grandes que chegam a dar úlceras. Mas o primeiro estágio é aquele vasinho. Não necessariamente a pessoa que tem vasinho vai chegar a ter úlceras. Mas a pessoa que tem úlcera, aquela varíze grande com úlcera, ela já passou para aqueles estágios iniciais. Então, chegou no vascular, a gente vai olhar essa questão. Com relação ao lipedema, a gente vai olhar também. Muitas das vezes a gente pode fazer cirurgia associada, mas quando que está indicado a cirurgia de varízes? Quando tem aquela varíze maior que incomoda. As varízes menores a gente pode fazer aplicação, fazer laser, spool, uma radiofrequência. A gente tem várias outras técnicas. Varízes maiores a gente às vezes vai para a cirurgia, pode ser a cirurgia convencional ou também a cirurgia com o endolaser, que a gente tem essa tecnologia. Com relação ao lipedema, o lipedema quando é indicado a cirurgia? Quando ela já está tendo aquela deformidade, que aquela coxa está muito grossa, que ela não consegue andar com os pés e os joelhos alinhados, e aí começa até aquele problema ortopédico. Nesse momento é a hora de a gente fazer. A gente tenta primeiro fazer o tratamento clínico, a gente faz o tratamento clínico por alguns meses, e aí tem paciente que chega no seu limite. Chegou no seu limite, é a hora que a gente, junto com a equipe de cirurgia plástica, que aqui a gente tem o Fernando Amato, que a gente opera junto, a gente vai fazer aquela lipo contra o mescência, alguns pacientes precisam fazer em mais de um tempo. Tem paciente que faz uma lipo agora, daqui três, seis meses faz uma ou outra, com retirada de excesso de pele, porque às vezes você tira a gordura, mas fica aquele excesso de pele, porque aquela coxa foi sempre grande por muitos anos. Então você tira e sobra aquele excesso, e às vezes aquele excesso ainda continua batendo um no outro e não permite com que a pessoa resolva aquele problema ortopédico dela. Então não adianta fazer infiltração no joelho, fazer aquelas injeções de ácido hialurônico na região do joelho, para repor, para lubrificar aquela região do joelho, se a gente não melhorou essa questão do alinhamento. Doutor, e depois que a pessoa faz a cirurgia, ela pode voltar para as práticas das atividades físicas, por exemplo? A cirurgia é feita, a gente fala para esperar pelo menos uns 15 dias, porque como é feita? A cirurgia do lipedema, tem a cirurgia do lipedema, a cirurgia das varízes, e às vezes a gente faz a cirurgia combinada. Quando é só a cirurgia de varízes, já teve paciente que no outro dia eu liberei para fazer exercício. Isso, o cirurgião vascular convencional não faz, mas o marido dessa paciente era o personal dela. Então ele veio e falou, posso fazer exercício com ela? Eu falei, pode, não vou fazer exercício de perna nessa primeira semana, mas ela pode fazer braço, ela pode fazer abdômen. Então no segundo dia eu já liberei para fazer exercício, mas aí é com uma intensidade menor, com um impacto menor, e com o professor lá olhando. Com relação ao lipedema, é o tipo de malipaspiração e fica alguns cortezinhos, alguns furinhos onde passaram as cânulas, e aquilo ali drenam um pouco das secreções. Então a drenagem linfática a gente faz no dia da cirurgia. A gente faz cirurgia de manhã, a tarde já faz a primeira sessão. Então nesses primeiros momentos, algum exercício que vai fazer vai ser junto com a drenagem com fisioterapeuta. Isso na primeira uma semana até dez dias. Depois disso fechou, já dá para fazer um exercício mais leve, exercício mais de membros superior e tal. Mas para voltar ao exercício mais de perro, a gente pede em torno de um mês, mais ou menos, tá? E pode ter nada. Não, porque se ela quiser fazer exercício nos menos 15 dias, pode vazar. Então aquilo se torna suja, o chão, aquilo fica desagradável para ela, pode descorregar, esse é o problema. Tá, mas nada que comprometa ali a... Não, da cirurgia não. Cirurgia. Não tem o sol cuidado, né? Doutor, não posso deixar de citar, já que a sua especialidade envolve a medicina do esporte e a cirurgia vascular, a questão dasquelas canetas de emagrecimento, que as pessoas estão usando muito agora. E esse está um nome que é mais conhecido, não tem problema a gente estar também, acredito, né, o ZenPik, mas que tem outros também que estão muito conhecidos, né? Agora, qual é a sua opinião em relação a pessoas que estão associando a prática da atividade física com ou sem LPD, mas isso serve para todas as pessoas, né? Como uma forma de emagrecimento unindo com a atividade física? É assim, o principal é aquilo, é a dieta. Eu vejo que o exercício físico faz uma mudança significativa quando você faz uma intensidade maior, mas às vezes a gente não tem um condicionamento físico para fazer uma questão maior, mas a dieta é o principal, tá? Com relação a essas canetinhas, elas são uma das ferramentas. É igual você perguntar para mim, a cirurgia é o melhor método para tratar o LPD? Não, ela é uma das ferramentas. Então, se o paciente tem uma obesidade associada ou o paciente não está conseguindo emagrecer, a gente pode usar dessas canetinhas que tem o ZenPik, o Igove, o SacSendas tem várias no mercado, mas como um auxiliar, tá? Mas ele não é a principal, tá? Mas pode ser usado, sim, mas sempre sobre orientação médica, porque às vezes você vê o pessoal comprando, ah, vou usar durante dois meses por conta de um casamento. Aí vai lá, usa, perde 5 quilos, parou no outro dia, no outro mês ganhou 7, tá? Porque o que acontece? Se você usar algo para inibir o seu apetite, e você não faz uma dieta adequada, aquilo que eu falei, se você não dá o substrato alimentar de proteínas adequadas para você construir músculo, se você não dá o estímulo com exercício, com a musculação, com o funcional, com a natação, com a hidrogenás, se você não dá o estímulo, não dá o substrato, você acaba emagrecendo, perde peso na balança, mas você perde músculo também. No que você tem o reganho, você não reganha com músculo, você reganho com gordura, sua composição corporal fica pior, o que sua composição corporal fica pior, a sua taxa de metabolismo basal, que é a sua queima basal, a queima de calorias, também diminui, porque o que ajuda muito na queima de calorias é você ter músculo. Você usou canetinha, perdeu peso, perdeu massa muscular, depois você ganha com mais músculo, com mais gordura do que músculo, você perde o seu contorno corporal, sua qualidade da composição corporal e a sua taxa metabólica. Depois você fala, eu já usei várias coisas para me ajudar a emagrecer, não consegui e hoje eu faço dieta e não responde bem, por conta disso você perdeu um pouco de massa muscular, piorou sua composição corporal. É porque tem muita essa ilusão que o Mozempique vai deixar, ainda mais pelo contorno que as pessoas acham que o emagrecimento vai ser, vai ficar aquele corpo dos sonhos, e não de uma forma realmente acredita que vai ser de uma forma proporcional e é o contrário do que acontece. Doutor, a gente tem um quadro aqui que é muito legal no Amatocache, que é de mitos e verdades do que tem sido mais discutido na internet, eu separei alguns relacionados à lipedema, alguns envolvem atividade física ou não e alguns a gente até citou, mas é importante porque está no Trendy Topics, que as pessoas estão mais comentando ainda na internet, só para a gente esclarecer se é verdade ou não. O lipedema é causado por uma malimitação ou falta de exercício. O lipedema é genético, mas ele pode ser piorado por uma alimentação irregular e por uma prática de exercício irregular também. Então, por isso que a gente precisa ter a orientação adequada. Doutor, o lipedema afeta mulheres adultas? Não, o lipedema é o mais comum depois da primeira menstruação, começar a aparecer os primeiros sinais, então já começa naquela menina de 13, 14 anos, depois que engravidar se a pessoa não estiver cuidando pode piorar, mas existe lipedema em homens também. A gente publicou um poster que Doutor Alexandre levou agora, esse mês de novembro, para Nova Iorque, mostrando os casos aqui da clínica, nós temos cinco casos de lipedema em homens. É mais raro, mas tem também lipedema em homens. Ainda mais pela questão estética, as mulheres se preocupam mais, não é mesmo? É, é, o homem vai deixar. Acho que é mais parte. Toda pessoa com pernas grossas tem lipedema? Nem toda, nem toda. Às vezes é uma questão de hipertrofia muscular e tal, mas a gente hoje em dia tem várias formas de fazer diagnóstico. A gente faz o diagnóstico clinicamente, a gente também pode ter o auxílio do ultrassom com medidas de gordura do subcutâneo para avaliar e a gente também pode usar o DEXA, que é uma densitometria óssea com avaliação de composição corporal. Então juntando tudo isso a gente consegue dar um diagnóstico preciso. O lipedema pode ser curado com dietas e exercícios? Ele pode ser controlado. Como é uma doença genética, hoje a gente ainda não consegue editar o DNA da pessoa. É igual a questão de varizes. Você operou, você tratou, você está bem hoje. Pode ser que daqui a alguns anos você venha a ter novos sintomas, mas é controlável, tem tratamento. O diagnóstico do lipedema é simples? É complexo. Normalmente quando é o caso mais avançado, qualquer um daqui de nós consegue olhar para a paciente, e falar que aquela paciente tem lipedema. Mas quantos são casos iniciais, estágio 1, estágio 2? Isso é mais difícil. Então aí que a gente precisa, a gente precisa usar dessas ferramentas auxiliares, desses exames para complementar o nosso diagnóstico. O lipedema é apenas uma questão estética? Não, não é estética. Por conta daquilo que a gente falou. Estágeos mais avançados, ele pode dar problemas ortopédicos, pode dar uma artrose, uma condroma alácia, pode dar outros problemas que pode levar a ter que fazer cirurgias ortopédicas ou dar dificuldade à mobilidade naquela pessoa. O lipedema desaparece com a idade? Não, normalmente se você não cuidar, ele pode piorando com a idade. Diagnóstico precoce, ajuda a gerenciar o lipedema? Ajuda. Normalmente, quando atende um paciente, que ela tem lipedema, numa das perguntas, as primeiras consultas é, você tem filha? Ah, tem uma filha de 5, 6 anos. Ok, tem a probabilidade dela ter. Então, todo esse hábito saudável que a gente vai fazer com você, vamos tentar fazer com a sua filha também. Então, quanto mais cedo a gente trata, menos ela evolui. É mais fácil pegar uma adolescente, uma criança e colocar ela para fazer hábitos saudáveis, para praticar hábitos saudáveis, do que eu pegar uma pessoa que está no estágio avançado e fazer regredir. Doutora, só aproveitando essa pergunta, caso a pessoa tenha essa tendência, digamos assim, por essa questão genética de ter o lipedema e ela comece a fazer exercício físico bem cedo, ali ainda na infância ou até na adolescência, pode impedir a pessoa de desenvolver o lipedema, de fato? Sim, ela pode ter a genética, mas não ter desenvolvido, exatamente. Isso é o que a gente quer. A mãe tem lá, a mãe tem o lipedema, está lá no estágio 2, tem uma filha. O que a gente quer fazer é ajustar a alimentação daquela família, ajustar os hábitos de vida daquela família para que a criança não desenvolve. Então, assim, pode ser que ela tenha a genética, mas ela não teve os gatilhos para desenvolver o lipedema. O tratamento do lipedema em adolescentes é semelhante ao tratamento em adultos? Sim, é semelhante, mas normalmente, quanto mais jovem a gente pega essa paciente, é mais fácil de mudar os hábitos. Por exemplo, digamos que a pessoa tem uma intolerância à lactose, por exemplo, e ela já tem 40 anos de idade, é mais difícil você tirar a lactose da vida dela. Você acha que uma criança é mais fácil, porque ela não tem aquele hábito de anos consumindo aquele produto. E é muito... A gente consegue esclarecer nesse... Apesar de a gente não ter um tempo tão para entrar em detalhes da especialidade do médico do esporte, que as pessoas acreditam muito que está ligado só a pessoas que já têm essa alta performance, os atletas que a gente falou no início, a gente percebe agora como que até a forma de prevenção realmente é importante. Sim, a maioria dos pacientes que procuram a medicina esportiva são atletas amadores ou pessoas que não são atletas. A maioria dos pacientes que eu atendo aqui no Instituto Amato não são atletas, são os pacientes com lipedema que a gente vai começar a colocar ao fazer exercício. É esse o perfil aqui do paciente. Veio com lipedema, está sedentário, então a gente vai iniciar na prática esportiva. É isso que a gente ajuda. Atleta, a gente ajuda também, faz ajuste, mas hoje em dia a maior parte dos pacientes é não-atleta, ou atleta amador ou não-atleta, o sedentário que a gente vai começar a tratar. Doutor, quero aproveitar os últimos minutos agora para fazer uma última pergunta aqui sobre o acesso da sua especialidade da medicina do esporte. Claro que tem outras também, como, por exemplo, a cirurgião vascular, que a gente estava comentando que está associado diretamente a essa questão do lipedema, a cirurgia vascular. Mas a medicina do esporte, até para fazer uma pesquisa prévia aqui para o nosso episódio de hoje, eu confesso que eu não achei muitos detalhes tão fáceis, ainda mais relacionado ao lipedema. Existe de fato uma dificuldade de acesso da população hoje à medicina do esporte? A medicina do esporte é uma especialidade que tem pouca gente, com o título de especialista. Tem muita gente que faz um curso A, B, C e trata na parte da medicina do esporte, mas médico do esporte mesmo tem poucos. Para você ser médico do esporte, você precisou fazer residência médica, são três anos de medicina do esporte, ou você faz uma pós-graduação e depois você presta uma prova de título de especialista atuando, fazendo um estágio, um tempo na área. Então, assim, é uma especialidade que tem pouca gente na área, mas tem muita gente que estuda e trabalha nessa área da medicina do esporte. Mas por que eu me interessei na medicina do esporte? Eu me interessei por conta da cirurgia vascular e o lipedema. Que nas mulheres do lipedema, o que a gente vai indicar? O que ela vai fazer? Como ela vai treinar? Você consegue ver o paciente como um todo. Aquilo que eu falei, o médico do esporte vai estudar o quê? Vai estudar a parte da endocrinologia, parte da cardiologia, parte da ortopedia e a parte da vascular. Você junta tudo isso e ajuda o paciente a olhar o paciente como um todo. É isso que faz a medicina do esporte. E o acesso no sentido também de... Normalmente é só no particular que as pessoas conseguem acessar? Não, na Santa Casa de São Paulo, eles têm um ambulatório que eles atendem medicina do esporte. Os dois médicos que coordenam lá tem a doutora Ana Paula Simões, que era a médica da seleção brasileira de futebol feminino. Hoje ela atua lá na Santa Casa de São Paulo, nessa parte de medicina do esporte, e o doutor Gunn Spray, também que é um ortopedista e médico do esporte. Doutor Gunn, especialista em joelho. Ana Paula, especialista em pé e tornozelo. Então eles atendem na Santa Casa também medicina do esporte. Então no SUS, a gente também tem acesso à medicina do esporte. Em questão do convênio, doutor, se não souber responder, imagina que seja algo mais específico, mas essa pessoa provou que tem NPD, mas ela também consegue ter acesso ao médico do esporte pela cobertura do plano de saúde? Tem convênio, tem essas grandes redes que têm também médico do esporte. A maioria está relacionado com a ortopedia para ajudar a tratar e prevenir lesões mais relacionados ao Lipedema eu desconheço. É que eu acabo sendo um desafio, até para o tratamento de fato. Porque a pesquisa agora do Lipedema está sendo até um pouco mais... Eu vi alguns levantamentos de quantas mulheres relacionadas a homens têm, incidência ali, mas também não é algo tão... Tem outros assuntos que são bem mais fáceis de achar conteúdo na internet. Lipedema, as primeiras publicações, são lá de 1940, mas foram nos últimos 10 anos que o pessoal começou a se interessar mais. Foi também quando a gente começou a entender mais o que é a inflamação, a inflamação de baixo grau, qual é a inflamação ruim, o que é a parte boa da inflamação, o que eu falei da hipertrofia de constro em músculo, que é uma inflamação menor que a gente precisa. Então, a gente começou a entender várias coisas agora. Eu acho que a gente vai evoluir muito, entendendo coisa de nutrição, genética, microbiota intestinal, essas coisas todas. Então, eu vejo que isso a gente ainda está evoluindo muito. E eu creio com esse avós da inteligência artificial, a gente vai evoluir muito nos próximos anos também. A gente vai lembrar aqui do episódio, vai resgatar, vai fazer um outro, lembra daqui, ele puxa um trecho e aí vai aparecer. E vão fazer atualização. Exatamente. Doutor, muito obrigada, um papo muito esclarecedor. Vou pedir para você passar as suas redes sociais aqui. Para quem tiver alguma dúvida, quiser mandar direto nas redes aqui do Dr. Keller, ou pode comentar aqui também no nosso vídeo. Dr. Quais as redes? A rouba Dr. Keller Vascular, Instagram e no Facebook Dr. Keller Vascular. Legal, muito obrigada. Vou pedir também para vocês se ficou alguma dúvida, querem que a gente traga aqui de novo o Dr. Keller. Tem muitos assuntos relacionados à medicina do esporte. Foi a primeira vez que a gente participou aqui junto, Dr. Mas tenho certeza que tem muitos outros temas também que a gente pode trazer, contando com a sugestão aqui do nosso público, né? Obrigada, Dr. Nada. Obrigada, você também pela participação aqui no nosso episódio. Não esqueça de curtir, comentar e compartilhar com todos que possam se interessar no nosso tema aqui de hoje. A gente também vai deixar os links de sub temas relacionados ao que a gente trouxe aqui hoje. Falando sobre lipedema, causas, sintomas, como diagnóstica, porque hoje foi um pouquinho mais relacionado à medicina do esporte de fato. Mas se ficou alguma dúvida, aí ficou algo para trás. Vocês podem comentar que a gente responde aqui nos comentários e nas redes sociais também do Dr. Obrigada e até...

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