O Dr. Alexandre Amato aborda os cuidados essenciais para prevenir complicações graves no pé diabético, uma condição comum que afeta de 5 a 10% da população e é
Na evolução da doença existe uma perda da dificuldade visual, há também uma perda da sensibilidade no pé. Isso quer dizer que pequenas feridas e, muitas vezes, feridas grandes não são percebidas, não há a sensação tátil, não há a sensação de dor.
Olá, sou o doutor Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato, e hoje vamos falar sobre pé diabético e os cuidados que nós temos que ter. As orientações valem não só para quem tem pé diabético, mas para quem também tem erizipela, insuficiência venosa crônica ou qualquer outro tipo de lesão em membros inferiores que seja necessário evitar feridas e infecções. Então, eu falo aqui do pé diabético, que é uma situação bem comum, 5 a 10% da população tem.
A diabetes é uma doença muito comum e, com o decorrer do tempo, a maior parte dos diabéticos, principalmente os não controlados, podem desenvolver algum grau de pé diabético. O pé diabético é uma das grandes causas no mundo de amputação e, por isso, todos os cuidados são até poucos para a gente evitar. Então, vamos lá.
O que a gente pode e deve fazer para evitar a infecção grave no pé diabético? Sabemos que o diabético tem uma dificuldade visual, tá? Na evolução da doença existe uma perda da dificuldade visual, há também uma perda da sensibilidade no pé. Isso quer dizer que pequenas feridas e, muitas vezes, feridas grandes não são percebidas, não há a sensação tátil, não há a sensação de dor. Então, a gente tem que proativamente procurar essas lesões e evitá-las.
Isso, então, significa que, diariamente, o diabético tem que examinar os seus pés à procura de pequenas feridas, pequenas lesões, pequenas rachaduras que podem crescer com o tempo, podem infeccionar e causar graves lesões. O tratamento das lesões deve, obviamente, ser feito em acompanhamento com um médico. Então, se for identificado qualquer feridinha, por favor, procure seu cirurgião vascular, procure seu endocrinologista.
Todos os pacientes diabéticos devem se preocupar com os pés e tomar os seguintes cuidados. Então, na higiene pessoal, lavar e manter os pés sempre bem secos para evitar uma micose. O uso de talco pode ser orientado pelo seu médico.
Existem, atualmente, meias especiais para evitar infecção. O uso de sapatos confortáveis. Então, existem sapatos próprios para quem tem diabetes, para evitar lesões, que são sapatos sem costura interna.
Falando de costura interna, a própria meia pode ser usada do avesso. Então, com a costura para fora, para evitar pequenos... evitar o contato diário com a costura, que pode causar danos pequenos, mas que podem crescer com o tempo. Olhar sempre dentro do sapato para ver se não tem alguma pedrinha, algum pedacinho de unha que possa ficar cutucando o dia inteiro e, no final do dia, formar uma ferida.
Deve também tomar muito cuidado ao emergir o pé na água. Então, vai tomar um banho de banheira, não vai colocar o pé primeiro na água, porque o pé, não tendo sensibilidade, não vai conseguir perceber uma água muito quente que pode queimar. Então, colocar primeiro a mão, ver a temperatura para depois entrar com o pé.
Evitar muito andar descalço. Andar descalço é pedir para ter algum tipo de lesão com algum prego, alguma pedrinha, alguma coisa. Evitar o uso da sandália de dedo, que pode machucar, preferindo os sapatos confortáveis próprios para quem tem diabetes.
Ao cortar as unhas, evitar aquelas bordas que podem acabar machucando os outros dedos. Tomar muito cuidado para não fazer nenhum outro machucado, tentando cuidar das unhas e dos pés, dos calos, não usar produtos químicos e, obviamente, se não tiver parado ainda, mas tem que parar de fumar. Isso é um fator principal aí no tratamento do diabético, do pé diabético, de quem tem aterosclerose e várias doenças vasculares.
Então, essas orientações de cuidado dos pés pode parecer um pouquinho exagerada, mas é para evitar um problema a médio e a longo prazo, que é muito grave, que seria a amputação. Obrigado pela sua atenção. Se você gostou desse vídeo, compartilhe e veja nossas outras dicas nas redes sociais.
Muito obrigado!
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.