💬 Canal WhatsApp

Queda da Libido Feminina

Mais sobre este vídeo

Queda da Libido Feminina

A queda da libido feminina é um problema prevalente com múltiplas causas, que devem ser investigadas. Fisiologicamente, o desejo sexual aumenta próximo à ovulaç

Perguntas respondidas neste vídeo

A gente vê nos consultórios as pacientes, dessa diminuição do desejo sexual, e tem causas endocrinológicas e ginecológicas dentre várias, né, por isso nós duas aqui, né?

Exato. Sobre as causas ginecológicas. Pra gente entender um pouquinho das causas ginecológicas, de perda do desejo sexual, a gente tem que lembrar um pouquinho da fisiologia.

Por que que o desejo sexual acontece?

E é uma causa fisiológica, né, então toda a mulher quando ela cicla, quando ela tem as alterações normais do seu ciclo menstrual, ela tem um aumento do seu desejo sexual próximo da ovulação, que é naquele período que ela vai ter o aumento do estrogênio, o pico de um hormônio chamado LH, onde ela ovula, e se tiver relação naquele período, pode ser que engravide ou não.

Isso para as mulheres que estão ciclando, né?

Exato, para as mulheres que estão ciclando. Então, naturalmente, o que ocorre do desejo sexual é isso.

Mas lógico que podem acontecer algumas causas ginecológicas, como, por exemplo, pacientes usuárias de anticoncepcional, né?

O anticonpecional, ele bloqueia aquelas alterações normais que a gente tem do ciclo menstrual. Então, o estrogênio, ele fica no nível basal e com isso pode diminuir a vontade de fazer sexo naquele período.

Mas aí vai parar de tomar sem falar com o médico?

É, não. O ideal é não. Porque essa queixa, lógico, que se a gente for pensar na ação do estrogênio, realmente tem uma queda dessa libido, mas isso depende muito de paciente para paciente.

Transcrição completa do vídeo

Olá, hoje nós estamos aqui conversando, eu, Dr. Juliana, ginecologista e a Dra. Lorena Endocrinologista, sobre um tema muito prevalente no nosso consultório, que é a queda do desejo sexual da mulher. Por que as mulheres hoje em dia reclamam muito de perda de libido, de falta de desejo sexual? Vamos conversar um pouquinho hoje? Vamos sim, muito comum, né, Juliana? A gente vê nos consultórios as pacientes, dessa diminuição do desejo sexual, e tem causas endocrinológicas e ginecológicas dentre várias, né, por isso nós duas aqui, né? Exato. Sobre as causas ginecológicas. Pra gente entender um pouquinho das causas ginecológicas, de perda do desejo sexual, a gente tem que lembrar um pouquinho da fisiologia. Por que que o desejo sexual acontece? E é uma causa fisiológica, né, então toda a mulher quando ela cicla, quando ela tem as alterações normais do seu ciclo menstrual, ela tem um aumento do seu desejo sexual próximo da ovulação, que é naquele período que ela vai ter o aumento do estrogênio, o pico de um hormônio chamado LH, onde ela ovula, e se tiver relação naquele período, pode ser que engravide ou não. Isso para as mulheres que estão ciclando, né? Exato, para as mulheres que estão ciclando. Então, naturalmente, o que ocorre do desejo sexual é isso. Mas lógico que podem acontecer algumas causas ginecológicas, como, por exemplo, pacientes usuárias de anticoncepcional, né? O anticonpecional, ele bloqueia aquelas alterações normais que a gente tem do ciclo menstrual. Então, o estrogênio, ele fica no nível basal e com isso pode diminuir a vontade de fazer sexo naquele período. Muitas pessoas se queixam, né, que usam o anticoncepcional e aí param diminuir o desejo. Mas aí vai parar de tomar sem falar com o médico? É, não. O ideal é não. Porque essa queixa, lógico, que se a gente for pensar na ação do estrogênio, realmente tem uma queda dessa libido, mas isso depende muito de paciente para paciente. Tem mulher que sente mais e tem mulher que sente menos. Não é que vai zerar totalmente a vontade de sexo naquele período, mas diminui, mas depende muito de mulher para mulher, né? Então, pessoal particular, Juliana, que essa questão do desejo sexual, da vontade de ter relação sexual, às vezes aquela mulher que se preocupa muito com gravidez, por exemplo, quando usa o anticoncepcional, se vê livre, liberta e aí talvez o desejo aumente, né? Para a gente ver que não tem só aspectos hormonais, que virou um tabu, né, que anticoncepcional leva a diminuição do desejo, hoje em dia é tão frequente a gente ouvir. Sim, é. A mulher se despreocupa que ela está protegida e pode aumentar o desejo. E pode aumentar o desejo. É bem relativo, né? Outra causa genicólogica que pode diminuir o desejo sexual é no pós-parto, onde a mulher tem um aumento da prolactina nesse período, né? Por causa da amamentação, que é o hormônio da amamentação, e com isso os níveis de estrogênio também estão baixos. Aí soma-se também com o pós-parto, com o cansaço, as noites mal-dormidas, exatamente. E a gente já fala de uma causa endocrinológica, de diminuição do desejo, que é o aumento da prolactina. Que no pós-parto é fisiológico, é natural, mas existem algumas doenças que a prolactina aumenta na endocrinologia e que não é natural e pode afetar libido, pode ser o primeiro sintoma, inclusive, né? Exato. E qual é a doença mais prevalente em endocrinologia que cursa com o aumento dessa prolactina? São lesões, né? Existem várias causas, mas quando a causa é uma doença, uma lesão, é um tumor benigno na região central, numa glândula chamada hipófise, que está no meio, localizada no meio do cérebro. Uma denominação hipofisária, um prolactinoma, produtor de prolactina, né? Mas pode ser por uso de medicamentos que elevam a prolactina, ou outras situações que a prolactina aumenta. Mas a causa na endocrinia, que não é secundária, é o uso de medicamento, seria esse tumor benigno, né? Assim, benigno porque não é, em geral, ele não metastatiza, mas que tem que ser tratado. Por isso que diminuição da libido tem que ser investigada. Pode ser simples. E os tratamentos para hiperprolactinemia? Dependendo da causa, depende da causa. Se a causa for esse tumor, é medicamentos. Você usa o medicamento, tem que ter acompanhamento. Muitas vezes, o quinto diagnóstico é o ginecologista, né? Porque essa mulher tem alteração da libido e se queixa para o ginecologista e acaba encaminhando para o endócrino, que faz esse tratamento medicamente todo, que é capaz de regredir o tumor. Sim. E quando o tumor é acima de um determinado tamanho, pode ser até cirúrgico, né? Aí pode precisar de cirurgia. Mas é raro, né? É mais incomum, é mais incomum. Que é uma questão que, em geral, é mais tranquila dos pacientes felizes. Mas não precisa se preocupar que o medicamento, em geral, resolve a maioria das situações. E falando, então, um pouquinho dessa prolactina alta, a gente sabe que algumas medicações também aumentam essa prolactina. Sim. Com os tão usados antidepressivos, que têm sido tão utilizados, outras medicações relacionadas ao controle neurológico, neurolépticos, né? Controle de doenças psiquiátricas também podem elevar a prolactina. E aí essa investigação, né, feita pelo médico e sobre suspensão ou não de medicamento, é sempre com o médico que prescreveu. Assim como o anticoncepcional, as medicações neurológicas psiquiátricas só vai suspender se o médico autorizar. Sim, com certeza. Inclusive, até essas alterações, falando um pouquinho da diminuição de desejo sexual também, em mulheres, a gente tem os antidepressivos que têm alteração, eles causam uma alteração dos neurotransmissores, então, baixa da serotonina. E aí também pode estar associado com isso, linkando aí que a gente já conversou sobre essas medicações. Olha que situação, né? A depressão é uma doença que causa a diminuição da libido e o tratamento dela também pode causar a diminuição da libido. Exato. Por isso que tem que estar bem. É claro que existem outras opções medicamentosas, mas a conversa com os médicos, porque é um grande problema também, Juliana, que é assim, eles não relatam. E como o libido do desejo sexual, o libido tem tudo a ver com qualidade de vida, essas mulheres muitas vezes sofrem essas alterações e não relatam para os seus médicos. Então tem que relatar porque existe ajuste, se você está usando um remédio para depressão e notou que alterou a libido ou um anticoncepcional, vale a pena relatar para o seu médico, procurar ajuda, porque na maioria das vezes tem o que ser feito. Tem, às vezes a substituição de uma medicação já ajuda e muito. Com certeza. E nas outras causas de neurológicas, as questões relacionadas ao climatério, sim, a gente também... Exato. Tanto na minha área quanto na sua, a gente trata em conjunto climatério, menopausa, e a gente vê bastante disso, porque é pela diminuição do estrogênio. O envelhecimento ele cursa com essa atividade do ovário que vai diminuindo ao longo do tempo, as mulheres diminuem essa produção de estrogênio e causam esses fogachos, que são esses valores noturnos, falta de desejo sexual, muito associado a ressecamento vaginal também. Que é elevador na relação sexual. Exato. A mulher com dor, ela vai ter vontade de ter relação sexual? Não, não tem. E tem tratamento? Essas causas de necológicas? Sim. Tratamentos existem às medicações, são os hormônios que a gente passa, tanto eu quanto você, e tem os tratamentos específicos para a área da vagina, que é o laser vaginal, que ajuda muito no trofismo dessa região de vulva, então ela melhora o turgor ali daquela mucosa, melhora a lubrificação e diminui esses eventos de machucar durante a relação sexual, e com isso ela se vê apta a ter relação com o marido e não ficar com aquele medo de se machucar. É importante as mulheres saberem disso, porque elas acham que é só reposição hormonal. Cheguei na menopausa, vamos supor que não possa fazer reposição hormonal por alguma contraindicação. Isso, às vezes um câncer de mama. Mas tem o que fazer, para a região vaginal. Tem laser, tem esses tratamentos tópicos. Tem o creme vaginal, a base de hormônio que tem ação mais local. Tem muito que ser feito, mesmo para quem não pode tomar hormônio, então não precisa ficar sofrendo com esses sintomas, é só procurar ajuda, que solução tem. Com certeza. Lorena, e tem outras causas também de baixa de desejo sexual. Por exemplo, se a mulher está passando por alguma situação estressante na sua vida, ou a perda de alguém, ou um problema no trabalho, isso também influencia muito no desejo sexual. Então existem as causas psicológicas. Com certeza. A gente fala que o desejo sexual na mulher, nos homens também, mas como é que o foco é falar da mulher, é como se fosse uma pizza, que tem várias fatias. Tem as causas de necológicas e endocrinológicas, mas tem muitas outras. Causas psicológicas, causas de experiências prévias, estresse, a pessoa está estressada com privação de sono. Enfim, tóxicos, medicamentos, outros que podem atrapalhar. Mulheres que têm endometriose, também que têm muita dor pélvica, quando tem relação, pode ter aquela dor de profundidade. E não vai ter desejo de ter relação. Ela não vai ter o desejo de ter relação. Com certeza. Lorena, e qual é o papel da testosterona? No consultório, eu pego muitos pacientes usando testosterona. Para tentar melhorar a libido. Exato. E às vezes, não trata a causa da falta de libido. Como é que funciona isso? Exatamente. Está até um pouco na moda. Todo mundo quer usar testosterona para a libido também. E, na verdade, uma das pouquíssimas indicações do uso da testosterona em mulher, em forma de gel manipulado, porque a gente não tem apresentação no Brasil de testosterona para a mulher, é o transtorno do desejo sexual e proativo. Então, mulheres que têm, que caracterizem esse transtorno do desejo sexual e proativo, que, em resumo, em maneira mais fácil de falar seria essa diminuição do desejo sexual, pode até você fazer um teste, uma prova terapêutica com esse géia e testosterona, para ver se melhora. Mas é muito importante a gente mostrar que a gente não precisa dosar a testosterona para fazer esse diagnóstico. Exato. Eu vejo muitos exames. A paciente vem com vários exames de sangue, e tem a dosagem de testosterona. Não precisa. Só de conversar com a paciente, médicos, dinicologistas, endocrinologistas, quem estiver cuidando daquela paciente, caracterizar esse transtorno do desejo sexual e proativo, pode fazer uma prova terapêutica com a testosterona. Se tiver, preencher todos os quesitos, então você não precisa dosar e ver se ela está baixa ou não. Nem dá para dosar em mulher. Tem todas as dificuldades das dosagens da testosterona em mulher. Dá para dosar, mas tem toda uma alteração laboratorial. Então, que torna difícil a interpretação. Então, só de conversar, você pode fazer esse diagnóstico e fazer uma prova terapêutica. Precisa dosar. Tem mulher que não está sentindo nada, dosou por um acaso, e falou que a testosterona está baixa. Precisa fazer alguma coisa? Não precisa, né? Sim, com certeza. Se não está sentindo nada. Exato. É diferente do homem, né? Com certeza. Totalmente diferente. Você pediu uma dosagem para o homem para fazer um diagnóstico de algum tipo de doença, como hipogonadismo. Isso. O homem, o hormônio essencial é a testosterona. Na mulher? Não. Não é. E um erro que eu vejo muito, não sei vocês, mulheres na pós-menopausa que não estão fazendo a reposição hormonal feminina, que seria estrogênio, epigesterona, já fazem o uso da testosterona com o hormônio masculino. E aí, é um problema também. Ou seja, não está tratando a causa ali dos sintomas dela, né? Que é a diminuição de estrogênio. Ela só está tratando um sintoma que é a queda do desejo sexual. Porém, se ela não aumentar ali o estrogênio dela, não é, não vai fazer efeito nenhum. Para já até ser meio temporário. Mas a gente tem que lembrar também dos efeitos colaterais da testosterona em mulher, né? Com certeza, que muitas vezes você não tiver uma boa indicação, soperem os benefícios. Exatamente. Os efeitos colaterais são bem maiores do que os possíveis benefícios. E quais são? Acne, queda de cabelo, aumento de clitores, a voz que engrossa. E alguns não são reversíveis, né? Sim. Clitores, voz, isso não reverte com a pausa. Acne e cabelos até podem, a atrofia mamária também pode acontecer. Então, isso é bem complicado. Por isso que é essencial procurar ajuda. Exato. Algum aqui. O ideal é procurar o seu médico, o ginecologista, o endocrinologista para fazer uma boa avaliação. O médico vai examinar, vai pedir os exames se forem necessários e vai fazer um tratamento adequado. Com certeza. A gente decidiu falar sobre isso aqui porque é tão importante para a saúde global da mulher, né? A questão sexual. E essas mulheres não referem, não só, pior a qualidade de vida delas, como pode ser um sinal de uma outra doença. Sim, exato. Então, se queixar disso para o seu médico, da sua confiança, é importantíssimo para diagnosticar uma possível causa e tratar e melhorar a qualidade de vida. Exato. Se você gostou do nosso vídeo, inscreva-se no nosso canal. Deixa seu like aqui no vídeo, ativa o sininho de notificação. E até a próxima. Legendas pela comunidade de Amara.org

Consulte um especialista

Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.