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Reposição HORMONAL: Quem Pode? AmatoCast Ep 14

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Reposição HORMONAL: Quem Pode? AmatoCast Ep 14

A reposição hormonal é um tratamento médico para deficiências comprovadas de hormônios, não existindo o termo "modulação hormonal". Hormônios são moléculas sina

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Perguntas respondidas neste vídeo

Dessa vez, contamos com a participação da doutora Lorena Mato para falar sobre tratamentos aí, sobre todas essas questões de reposição hormonal, né doutora?

Bom dia, obrigada pela sua participação.

Bom dia, vamos lá falar desse assunto tão interessante, né?

Da última vez, nós estivemos aqui também, nos primeiros episódios ainda com a minha participação com a doutora Lorena para falar sobre o que não deveria fazer sobre o submundo da endocrinologia.

Então, hoje a gente vai abordar um pouquinho, né doutora?

Sobre o que deve fazer em questão de reposição hormonal, como que funciona, quem realmente precisa fazer.

Então, agora é um pouco ao contrário aí, né?

Antes o que não deveria, agora o que a gente deve fazer em relação a isso. Com certeza, é super importante a gente falar sobre quem deve fazer, como a gente pode fazer reposição hormonal para quem realmente precisa não ficar sem esse tratamento.

Sempre fala, teve um problema de hormônio ou precisa fazer uma reposição hormonal ou fez uso incorreto, mas algumas pessoas ou grande parte das pessoas não sabe de fato o que é o hormônio, né?

Então, eu queria começar com esse esclarecimento.

Transcrição completa do vídeo

Olá, meu nome é Letícia Miyamoto e está no ar mais um Amatocast pelo canal do Instituto Amato. Agradeço mais uma vez o carinho da sua audiência e, claro, participação para bater um papo aqui comigo sobre tudo que envolve qualidade de vida. Nos últimos episódios, se você não lembra, nós conversamos com os especialistas doutor Erivelto Volpe e também doutor Antônio Raal sobre tratamento de tireoide.

Também estivemos aqui com o doutor Fernando Amato para falar sobre outubro rosa e conscientização sobre o câncer de mama. Dessa vez, contamos com a participação da doutora Lorena Mato para falar sobre tratamentos aí, sobre todas essas questões de reposição hormonal, né doutora? Bom dia, obrigada pela sua participação. Bom dia, vamos lá falar desse assunto tão interessante, né? Da última vez, nós estivemos aqui também, nos primeiros episódios ainda com a minha participação com a doutora Lorena para falar sobre o que não deveria fazer sobre o submundo da endocrinologia.

Então, hoje a gente vai abordar um pouquinho, né doutora? Sobre o que deve fazer em questão de reposição hormonal, como que funciona, quem realmente precisa fazer. Então, agora é um pouco ao contrário aí, né? Antes o que não deveria, agora o que a gente deve fazer em relação a isso. Com certeza, é super importante a gente falar sobre quem deve fazer, como a gente pode fazer reposição hormonal para quem realmente precisa não ficar sem esse tratamento.

A gente fica falando do submundo, das coisas ruins, mas falar das coisas boas também é importante para as pessoas que se beneficiariam não deixar de se tratar. Exatamente. Então, eu já vou lançar a pergunta aqui, doutora, para ir direto ao ponto, sem muita enrolação, porque eu sei que o pessoal gosta.

Muitas vezes a gente fala que, todo mundo comenta bastante sobre o hormônio, né? Sempre fala, teve um problema de hormônio ou precisa fazer uma reposição hormonal ou fez uso incorreto, mas algumas pessoas ou grande parte das pessoas não sabe de fato o que é o hormônio, né? Então, eu queria começar com esse esclarecimento. O que é o hormônio de fato e como ele funciona? Hormônios são moléculas sinalizadoras de alguma mensagem no organismo. Basicamente isso.

A endocrinologia é a especialidade que estuda os hormônios. Então, por isso que é tão amplo, né? Por isso que existem até subespecialidades dentro da endocrinologia, porque as glândulas produzem hormônios, né? As glândulas endócrinas são várias no organismo e esses hormônios são moléculas que sinalizam, que saem do órgão, que foi produzido, pra ir pra algum outro lugar e mandar uma mensagem, ativar uma série de funções, né? Então, por isso que é tão complexo e engloba todo o corpo toda vez que a gente tá falando de hormônios, reposição hormonal. E tem essa diferença em questão de hormônios femininos, hormônios masculinos? Ou todo mundo tem todos e aí tem uma predominância quando é mulher, quando é homem? Como que é isso? Sim, as pessoas falam, principalmente essa questão, quando a gente fala em hormônios femininos e hormônios masculinos, a gente tá falando dos hormônios sexuais, que são os produzidos pelas gônadas, testículos e ovários em homens e mulheres, respectivamente.

É claro, todo mundo tem um pouquinho de tudo. No entanto, esses hormônios sexuais, quando a gente fala em hormônios masculinos, são os mais prevalentes. Por exemplo, a gente fala em hormônios masculinos, testosterona, tá em muito maior nível no homem do que na mulher.

A mulher tem um pouquinho? Tem, mas nem se compara. A ordem de grandeza, o homem tá a nível de 300, 400, mulher tá a nível de 30, né? Então é bem mais. E na mulher também é o estradiol, o hormônio feminino.

É porque o homem não tem estradiol? Não, o homem tem, mas não se compara as quantidades. E é inclusive esses hormônios que dão as características que a gente chama sexuais secundárias, essa conformação de corpo feminino e conformação de corpo masculino, que lá a criança, quando criança é tudo igual, né? Mas no sentido de corpo. E quando vira adolescente, esses hormônios entram em ação, dá essa conformação corporal feminina e masculina.

Por isso que a gente fala hormônio feminino, hormônio masculino. É claro que os dois, homens e mulheres, têm um pouquinho de cada, mas com suas prevalências, né? Predominâncias. Homem com a predominância da testosterona e mulher com a predominância do estradiol.

E esses também são os mais conhecidos, né? Quando tem essa diferença de hormônio masculino, hormônio feminino, mas então, pelo que eu entendi também, são diversos hormônios em diversos órgãos, digamos assim, né? Que também estão presentes tanto nos dois sexos. Sim, aí tem outros hormônios que são iguais, como os hormônios tiroidianos, hormônios das adrenais, hormônios hipofisários, aí são iguais tanto em homem quanto mulher. Só os sexuais, que é produzido pelo ovário e testículo, como a mulher tem ovário e o homem tem testículo, tem essa diferença.

Perfeito. Em questão de quando tem alguma carência hormonal, costuma ser nesses hormônios sexuais ou também pode ser em qualquer tipo de hormônio? Pode ser em qualquer tipo de hormônio. Todas as glândulas podem entrar em falência e precisar de um endocrinologista atuando na reposição do hormônio que falte.

Tá. E como que funciona a reposição? O que é de fato essa reposição? É por um período, né? É algo que a pessoa tem uma carência ali, algo crônico, que sempre precisa fazer esse tratamento? Como que funciona? O que é a reposição? Existem várias situações. Uma coisa que a gente tem que deixar bem claro aqui pra todo mundo, é que não existe o termo modulação hormonal.

Tem pessoas que divulgam, inclusive a Sociedade Brasileira de Endocrinologia, tem uma nota falando que não existe modulação, existe reposição. Você não vai modular algo que você tem. Ou você tem ou você não tem, tá? Você pode ter uma deficiência parcial, sim, mas aí você ou repõe ou não repõe.

Não existe uma modular, não tem como modular. Se tem a falta do hormônio, você vai lá e repõe o que está faltando. Algumas situações são definitivas, a pessoa vai ter que tomar pra sempre.

Outras são transitórias. Você pode precisar de um hormônio por um período e depois não precisar mais. A tireoide tem essa situação, a adrenal tem essa situação, ovários e testículos também tem essa situação de falência transitória, mas geralmente as situações são definitivas.

Muitas das situações, a pessoa quando não tem mais a função da glândula, vai precisar da reposição hormonal pra sempre. Entendi. E até estava vendo aqui que os mais conhecidos são esses três, testosterona, progesterona e estrogênio.

Tá certo a pronúncia? Bom, então esses três, quando precisa fazer a reposição, ele ocorre diferente dos outros também? Esses outros que você citou anteriormente, que são da tireoide, tem essa diferença na questão da reposição, como funciona? Tem, tem as diferenças sim na reposição. Principalmente nas mulheres, né? Porque o ovário, a gente sabe que não produz hormônio continuamente, isso é até um pouco transcomum todos os dias. A gente fala, ah, mulheres ciclam, variam os hormônios.

As pessoas sabem disso. Então a mulher, em geral, quando a gente vai fazer a reposição hormonal, a gente até pode optar por respeitar essa ciclicidade que a mulher já tinha. Apesar de que na maioria das vezes as mulheres não querem ficar com essa ciclicidade.

Já os homens não, a gente faz uma reposição contínua porque a testosterona, a produção é contínua. Entendi. E além desses três exemplos, também tem a reposição das substâncias da tireoide, que a gente tá falando, né? Que é um hormônio responsável pelo crescimento GH, que é mais difícil também de se diferenciar aí qual que é, que é muito falado também, né, da tireoide, de todos esses que são mais conhecidos, mas quando tem a falta, os sintomas já são, atrapalha a vida da pessoa, digamos assim.

Precisa ter essa reposição. Qual que é a importância dessa necessidade? Por exemplo, o hormônio sexual, o que que vai afetar se tiver essa carência ou se tiver, por exemplo, uma carência na tireoide? Qual que é a importância de um e de outro? Qual que é a escala entre eles? Todas as deficiências hormonais vão cursar com sintomas importantes, significativos, geralmente dentro da função que aquele hormônio exerce. Como eu falei, o hormônio circula pelo corpo inteiro, então geralmente os sintomas vão estar presentes no corpo inteiro.

O hormônio feminino, por exemplo, são os clássicos da menopausa, os calores, o mal-estar, a sensação de fadiga, muitas vezes alteração de libido, alteração de lubrificação vaginal e também outras situações relacionadas ao hormônio feminino. Até pode ter mudança da composição corporal e a infertilidade. Se você não tem os hormônios femininos, você fica infértil.

Os homens, alteração de libido, falta de energia, osteoporose, até mesmo anemia, deficiência do hormônio masculino. Deficiência de hormônio tireoidiano, que é muito prevalente. Alguns estudos mostram que até 20% da população adulta poderia ter, dependendo da população, deficiência de hormônio tireoidiano.

Cansaço, fadiga, edema, discreto ganho de peso, sonolência. Então, os hormônios muitas vezes são sintomas muito parecidos. Alguns são mais específicos, outros vão estar mais prevalentes porque os hormônios agem no corpo inteiro.

Mas sempre você vai ver essa questão de fadiga, mal-estar, sempre a pessoa sentindo falta de algo. A deficiência de um hormônio no organismo causa sintomas muitas vezes bem expressivos. E aí depende de qual hormônio e de qual função, mas sempre com manifestações clínicas.

E teria uma certa dificuldade de ser diagnosticado isso quando as pessoas sentem essas características, esses sintomas? São características também conhecidas. Às vezes a pessoa fala que pode ser um cansaço do trabalho, um estresse. Então acaba sendo mais difícil de chegar a esse diagnóstico de falta de algum tipo de hormônio específico, de uma carência? Com certeza.

A endocrinologia é uma especialidade que precisa de exame. Infelizmente, porque a gente não pode fazer o diagnóstico só na conversa com o paciente, clinicamente, como a gente fala. Porque às vezes existem pessoas com todos os sintomas, por exemplo, da deficiência de hormônio tiroidiano, você dosa o hormônio e está normal.

E o cansaço, o estresse, o burnout, a depressão, todos podem trazer sintomas muito semelhantes. Todos os sintomas podem estar presentes. Por isso que você tem que dosar o hormônio tiroidiano.

Se ele estiver normal, você vai buscar outra causa para esses sintomas da pessoa. Agora, se ele estiver em falta, aí você vai repor. E algumas pessoas, às vezes, são assintomáticas.

Vão fazer um exame de rotina e, de repente, se deparam com a disfunção da tireoide. Falam assim, mas eu não estava sentindo nada. Talvez um pouco de sono, mas a pessoa nem percebe tanto.

Então, isso é claro, depende de uma sensibilidade de cada um, mas a gente precisa do exame para confirmar a suspeita. Se o exame estiver normal, aí não tem modulação, não tem nada. Aí vai buscar outro diagnóstico, como eu falei.

Porque tem gente que ainda fica insistindo naquela deficiência. Se o hormônio está ali, dosável, ele está funcionando no corpo. Então, a gente vai buscar outros diagnósticos.

Porque tem, como você mesmo disse, cansaço, burnout, depressão. Podem simular qualquer deficiência hormonal. E esses sintomas, aí vai ter que, por exemplo, a pessoa está com uma deficiência de algum tipo de hormônio.

Ela vai apresentar sintomas genéricos, digamos assim. Depois vai ter que descobrir qual tipo de hormônio que ela tem essa deficiência. Ou também podem ser sintomas diferentes.

Por exemplo, se for uma carência em hormônio da tireoide, se for uma carência de hormônio sexual. Isso vai também ajudar no diagnóstico ou não? Isso é só com os exames mesmo? Sim, tem sintomas mais característicos de alguns hormônios e faixa etária também. Por exemplo, a mulher jovem, você não vai esperar sintomas típicos da deficiência de hormônio feminino.

Porque geralmente não entram na menopausa. Existe a menopausa precoce, falência ovariana precoce? Existe. Mas a gente também entra na questão do perfil da pessoa.

Quantos anos, quais são os sintomas? Isso entra no nosso raciocínio clínico, com certeza. E caso a pessoa precise mesmo fazer essa reposição, como que é feito esse tratamento? E até vi aqui que tem diversas possibilidades. Injeção, adesivo, implante.

Existe um direcionamento para cada tipo de deficiência? Ou isso vai mesmo da opção do paciente? Sim, não. Existe para cada tipo de deficiência. Por exemplo, hormônio tiroidiano, via oral.

Sempre via oral, vai ser comprimido. Não existe reposição em implante de hormônio tiroidiano, em gel de hormônio tiroidiano, se alguém está divulgando isso. Isso não existe, não está, não é eficaz, não pode ser usado.

É via oral do hormônio tiroidiano. Já do GH, por exemplo, que é o hormônio do crescimento produzido pela hipófise, uma glândula central. É com injeção subcutânea.

Não vai fazer reposição de GH via oral, não existe. Não vai fazer reposição de GH com implante, não dá. É injeção subcutânea, que inclusive atualmente a gente tem a diária, mas foi lançado nos Estados Unidos, vai ser aprovado no Brasil em breve, a injeção semanal de GH.

Isso ainda vai chegar, nos Estados Unidos já está disponível. Hormônios sexuais, masculinos e femininos, testosterona e estradiol respectivamente. Geralmente via transdérmica, é a melhor.

Existe a questão dos implantes, porque é por via da pele, é subcutânea. O grande problema dos implantes é a falta de estudos mostrando a manutenção daquele nível de hormônio. Você tem às vezes bem no começo um pico e depois lá no final está em níveis baixos.

Então precisaria, com cada implante, um estudo de segurança. E o problema é, se apareceu uma contraindicação do uso do hormônio, como que você vai retirar esse implante? As pessoas falam, ah, dá para retirar. Dá, até dá, mas é bem complexo essa história.

Então, por exemplo, você está usando um implante, e aparece uma contraindicação do uso do hormônio, porque existem essas contraindicações. Como é que você vai fazer? O implante vai durar seis meses. Você vai esperar seis meses, por exemplo, para aparecer um câncer de mama nesse período.

Ah, eu fiz o rastreamento antes. Isso pode acontecer, é agressivo. Você tem que tirar essa reposição hormonal, porque é uma contraindicação absoluta.

Aí é o grande problema dos implantes. Você não tem uma noção de exatamente qual nível está ficando o hormônio no corpo. E esse é o problema da retirada.

Se você tem um efeito colateral, tem uma contraindicação que aparece, sofre um infarto. É uma contraindicação para a reposição hormonal da pós-menopausa. Aí como é que você vai tirar esse implante? Aí fala, ah, dá, dá, mas é um trabalho a mais.

A pessoa já tem o trabalho do infarto, ainda vai ter que ter o trabalho de resolver como tirar esse implante. Entendi, não é algo simples essa retirada, como se fosse um chip mesmo. Quando tem, tem uns que tem um plástico, um pellet de plástico, de silicone, na verdade que você consegue até localizar, e outros não.

É absorvível, você coloca lá e nem dá pra localizar. Então você teria que mais ou menos na área tirar um pedaço de tecido. Então, bem complexo isso.

E a reposição diária por gel transdérmico é mais fisiológica. Todo dia você está colocando um pouquinho, se aparecer a contraindicação, você simplesmente para de usar. A grande questão é o desconforto de uso, né? Todo dia ter que passar um gel.

Mas, né, todo mundo, tem gente que toma comprimidos todos os dias, por exemplo, a reposição de tireóides são comprimidos todos os dias, a reposição de GH são injeções todos os dias, de insulina também. Então, no caso do gel, a pessoa tem esse desconforto de todo dia ter que passar um gel, que eu não acredito que seja um grande desconforto, né? Sim, e também por um período, né? Parte do tratamento pode ser que não dure ali tanto tempo, assim, algo que... Muitos são pra sempre, né? A maioria? É, ainda mais após a menopausa, por exemplo, a pessoa não vai ter mais a função do ovário, acabou. E ela vai ter que fazer pra sempre.

Então, é por isso que algumas pessoas acabam optando pelo conforto de um implante, que vai lá, coloca a cada seis meses e não tem que se preocupar com passar algum remédio. No entanto, tem esses prós e contras. Em questão dessas contraindicações, inclusive, era um assunto que eu acho muito importante também a gente trazer.

Porque, por exemplo, a pessoa, o que é considerado uma contraindicação, é caso tenha um caso de câncer de mama na família, por exemplo, uma mulher que está com uma carência de hormônio sexual, aí ela vai ter que tomar esse cuidado a mais ou não? Isso precisa ser de forma geral, realmente, precisa ter esse controle, porque pode sim desenvolver um câncer, por exemplo, em mulheres que fazem a reposição hormonal. Como que funciona isso? As pessoas têm muito medo dessa questão do câncer de mama e reposição hormonal, né? Porque tiveram alguns estudos que mostraram um aumento. Existe um número enorme de mulheres, uma pequeníssima porcentagem podem vir a desenvolver o câncer de mama durante o tratamento de reposição hormonal.

No entanto, é tão seguro que essa medicação, o número de mulheres que vão se beneficiar e não vão desenvolver um câncer, fazem com que essa não seja uma contraindicação, né? Então, as pessoas têm muito medo. E, na verdade, por exemplo, a obesidade é um fator de risco muito maior do que a reposição hormonal para o câncer de mama. E as pessoas não têm tanto medo da obesidade.

E aí tem medo da reposição hormonal, que sim, pode trazer o mínimo risco, mas a quantidade de mulheres que vão usar e não vão ter nada e vão se beneficiar dos milhares de benefícios da reposição hormonal é gigante. Então, quando bem indicado, a história pessoal de câncer de mama é contraindicação. Ah, eu tive câncer de mama, eu não posso mais fazer uso de hormônio feminino.

Isso é fato. Mas a história de familiar, geralmente, quando não é genético, não contraindica. E a maioria das vezes não é genético.

É um câncer de mama esporádico. Ah, minha mãe com 70 anos teve câncer de mama. Ok, foi um risco dela pelos hábitos de vida dela.

Às vezes obesidade, sedentarismo, mal alimentação. Não quer dizer que eu vou ter os mesmos riscos. Então, não é uma contraindicação para mim.

Então, claro, cada médico vai avaliar cada caso, mas as pessoas deixam de se beneficiar por um medo que não se sustenta com estudos, né? Que não se justifica. E nesse caso da mulher que já teve o câncer de mama, que ela não vai poder fazer essa reposição, como que é feito? Ela vai precisar lidar com essa carência de uma ou outra forma? Com outros hábitos, por exemplo? Vai continuar com essa carência sem poder fazer a reposição? Ou existe alguma forma de fazer esse controle? Sim, existem muitas formas de tratar a mulher na pós-menopausa sem a terapia de reposição hormonal. É claro que a melhor para a maioria dos sintomas seria, mas existem tratamentos vaginais tópicos, existem medicações que não são hormônios, que melhoram os fogachos.

Então, existe uma atividade física, né? Estilo de vida é um tratamento excelente para muitos dos sintomas da menopausa. Então, para as mulheres que não podem ou não querem fazer a reposição hormonal, existe sim outras formas de tratar todos os sintomas que ela tem da deficiência de hormônio. Então, existem sim outras opções.

E até existe o caso que você citou, que uma pessoa nova, uma mulher jovem, pode ter sim essa questão da carência, mas que é mais difícil acontecer isso. É mais raro. Exato, com certeza.

Existe uma situação chamada falência ovariana prematura, que mulheres jovens perdem a função do ovário, né? Por causas autoimunes, enfim. Ou até um trauma, teve algum problema, teve que fazer uma cirurgia e tirar o ovário. Não era um câncer de ovário, era um câncer em outra região e teve que acabar tirando os ovários.

Essas mulheres, nesse caso, é mandatório, como elas são muito jovens, é mandatório a reposição hormonal. Tem que fazer, isso muda a sobrevida. Essas mulheres, se não fizerem, jovens, uma mulher de 30 anos, que por um acaso não tem ovário, se você não repõe o hormônio, ela morre mais do que a mulher de 30 anos que tem o hormônio feminino.

Elas morrem muito mais cedo. Então, você tem que fazer a reposição hormonal nesses casos e essas mulheres vão fazer toda a diferença na vida delas. Então, existem essas indicações.

E nem todas vão passar por essa necessidade ao longo da vida de realmente ter uma carência hormonal? Ou basicamente a menopausa é uma regra ter essa carência? É uma tristeza para as mulheres, né? Enquanto os homens, as pessoas usam o termo andropausa, que seria a menopausa do homem, que é um termo inadequado começando por esse ponto. Nem todos os homens vão passar. Um homem que se mantiver saudável, ele vai chegar aos 80, 90, 100 anos com a função testicular dele reduzida em relação ao jovem de 18, com certeza, mas ainda produzindo a testosterona.

Ainda vai estar lá, funcionando de alguma forma, se ele se mantiver saudável, né? Que a partir dos 80 vai ficando cada vez mais difícil. Mas as mulheres não. Saudável que for, atleta, come bem, faz tudo certinho, entre astros.

Pensa no melhor estilo de vida do mundo. Não tem como fugir. Não tem como fugir da menopausa.

Se ela viver até os 60, ela vai ter a falência do ovário. O ovário tem data de validade, entendeu? Mesmo que você tenha o estilo de vida mais saudável possível. É claro que quanto mais saudável, tem mais chance dessa data de validade durar um pouco mais.

Mas não existem mulheres depois dos 60 que têm função ovariana, por mais saudáveis que elas sejam. Então, por isso que é um pouco injusta essa questão que todas as mulheres vão passar por essa falência dos ovários. E sintomáticos ou não, depende de cada uma.

Por isso que tem essa questão da escolha da reposição hormonal nessa faixa etária. E os homens, então, pra deixar bem claro, existe sim a possibilidade de ter essa carência, mas pode ser que um homem chegue até o fim da vida sem a necessidade de uma reposição hormonal. Exato.

Tanto de hormônio sexual como de qualquer outro. Exato. E essa carência nos homens está muito associada ao estilo de vida.

Quando nas mulheres, nem tanto. Então, homens que se tornam obesos, que são sedentários, que fumam, que bebem, que têm uma alimentação inadequada, que têm diabetes, hipertensão, esses, até mais jovens do que uma mulher com 50 anos na menopausa, podem ter uma falência testicular. Mesmo que não total.

Eles geralmente têm, inclusive. Mas se eles se mantiverem saudáveis, tem estudos que mostram isso. A pessoa que se manteve saudável até os 80 anos, teve sua produçãozinha de testosterona ali.

Os testículos estavam viáveis. Então, tem essa diferença entre homens e mulheres. Uma vantagem aí, masculina, né? Pois é. Ponto positivo pra eles.

Exato. Em questão dessa, também, da necessidade de reposição, nenhuma mulher, ali, existe uma regra em relação a isso. Mas quando a pessoa, também, já é mais nova, né? Tem questão de crescimento, aquele hormônio quando a pessoa tem a questão da altura, né? Que eu já vi muito falar disso, também.

Ah, vai precisar fazer essa reposição pra pessoa crescer mais. Até mulheres que, logo na infância, já são diagnosticadas, né? Diagnosticadas com esse problema da altura. Como que funciona isso? É outro tipo de hormônio? Não é tão falado, né? Sobre isso.

Mas isso, também, pode ser diagnosticado, essa carência, na infância, mesmo. Eu imagino que nem é tão falado, justamente porque, por exemplo, menopausa, todas as mulheres aos 60 vão ter passado por ela. Então, todas.

Então, é uma situação muito prevalente, né? Mulheres de 60 anos vão estar todas na pós-menopausa. Já essa questão do hormônio do crescimento, a deficiência desse hormônio existe, existe, mas é uma situação rara. Geralmente, o que se faz, é uma criança muito baixa, você dá o hormônio do crescimento em doses maiores do que a criança já tem.

Mas você dá uma dose que a gente chama de suprafisiológica, acima do normal, para que ela tenha um ganho em estatura. E é um tratamento caro, é um tratamento que, como você há de convir, a consequência é só estatural, porque ela não tem deficiência do hormônio. Então, o ganho vai ser só em estatura, não tem essa questão do cansaço, do mal-estar, não, não tem.

É uma criança saudável, que é um pouco mais baixa, a maioria das vezes. Existe a deficiência do hormônio do crescimento? Existe, mas é raro. Aí tem que repor, porque não tem o hormônio, não tem o que discutir.

Mas existe essa outra situação, uma criança que tem o hormônio do crescimento, mas que é baixa, só isso de sintoma, não tem mais nada, e você dá o hormônio em injeções diárias, caras, é uma medicação cara, para que ela cresça um pouco mais do que ela cresceria. O ganho é só em estatura, aí é só no período de crescimento. Quando ficar adulto, não precisa mais do hormônio, afinal nunca teve a deficiência, você deu um pouco a mais para que ela atingisse uma altura que talvez fosse mais adequada do ponto de vista dos pais, enfim.

Isso é considerado um tratamento extremo? Não, as pessoas, é indicado, a gente chama de baixa estatura idiopática, é padronizado, todas as sociedades reconhecem como ok, como uma boa conduta médica, você pode sim fazer isso, mas é uma decisão da família, porque na verdade a criança não tem uma deficiência, ela só tem uma altura mais baixa, se ela não usar, ela vai ficar o quê? Sete centímetros mais baixo do que ela poderia ficar se ela usasse o remédio. Então, é uma decisão geralmente dos pais, não é uma situação de deficiência que a pessoa vai ter uma repercussão na saúde dela se ela não usar. Então, mas não é extremo, não é uma decisão.

Existe a questão de contraindicação, não seria exatamente a palavra, de alguns sintomas que a pessoa pode ter, por exemplo, uma mulher que vai usar esse hormônio do crescimento para ter a questão da altura melhor resolvida, digamos assim, porque a família considera mais adequado, como você falou. Mas, ainda assim, ela pode apresentar outros problemas na utilização desses hormônios? Pode ter efeitos colaterais, são raros também, tanto é que é considerado seguro esse uso, mas existem efeitos colaterais, ainda mais que você vai estar dando uma dose acima do fisiológico, porque a pessoa já tem o hormônio, você vai dar uma dose suprafisiológica, que é o que a gente chama. Então, tem possibilidade de efeitos colaterais.

Tudo isso tem que ser medido ali com o médico? Bem ponderado. Para criança, então, o que costuma ser utilizado de reposição hormonal é mais para crescimento? Exato, porque criança pode ter disfunção da tireoide? Pode, mas não é tão comum. E existem crianças também que nascem sem a função do testículo, meninos, e sem a função do ovário, meninas.

Existem síndromes clássicas de Kleiner Felter, por exemplo, nos meninos, e de Turner, nas meninas, que eles nascem sem a função do testículo, no Kleiner Felter, e do ovário, na Turner, e aí você também tem que repor os hormônios sexuais, senão essas crianças nem ganham as características, nem entram em puberdade. Então, nessa situação você precisa repor também os hormônios sexuais. Que não é mais tão comum, né? Comparado com... Menopausa, por exemplo.

As mulheres não escapam, né? Não. E a questão das mulheres, voltando a falar sobre, já para uma forma de prevenção, para essa situação de reposição hormonal. Aquele chip da beleza que a gente chegou a falar no outro episódio, para quem não acompanhou também, a gente comentou sobre os riscos de quem se submete a esses procedimentos pensando literalmente na beleza, o nome já diz, chip da beleza.

Ele faz uma promessa também ali de questão de... qual que seria a palavra, de deixar essa questão que o hormônio traz mais presente na vida da mulher? Que é a pele bonita, né? Tudo ali mais jovem, digamos assim. Quais são, de fato, esses benefícios? Existem benefícios do chip da beleza que podem ser utilizados numa medida certa? Existe uma recomendação para isso? Ou realmente só traz riscos para a saúde da mulher? Basicamente, falar só na medicina é complexo, mas basicamente só traz riscos. Por quê? Você está falando de uma pessoa que tem um hormônio, não precisa dessa dose extra, né? De hormônios sexuais, por exemplo.

E muitas vezes, o que é que se faz? Algumas pessoas até estão chamando de chip da cura, né? Não sei se você já ouviu falar. Porque colocam hormônios masculinos na mulher, geralmente, ou com efeitos masculinos. A gestrinona, que é o famoso, é isso, é um hormônio sintético que é uma progesterona sintética, mas que faz as vias da testosterona.

É como se fosse um anabolizante. Em resumo, é como se fosse um anabolizante para a mulher. E a gente sabe.

Anabolizantes, a gente vê os efeitos. A pessoa ganha massa magra, perde massa gorda, né? Fica mais definida. De fato, isso acontece.

Só a gente olhar nas academias, algumas pessoas falam que já está chipada. No entanto, a mulher não nasceu para ter esse excesso de hormônio masculino. Ela nunca teve.

E aí a gente está fazendo isso com essas mulheres. Primeiro ponto que aí tem que ter estudos. O que isso vai acontecer? Mulheres nunca conviveram com níveis de hormônios masculinos.

E aí a gente vai e faz isso com elas para elas terem massa magra. O que vai acontecer com essas mulheres? Um questionamento. Então já tem uma questão de risco cardiovascular.

Por que os homens infartam mais que as mulheres? Porque eles têm mais testosterona. A testosterona causa isso. Quando você bota a testosterona na mulher, é de se entender que as mulheres também vão ter um maior risco cardiovascular, ou seja, de infartar, de ter um AVC.

Primeiro ponto. Tem outros pontos mais complexos, mas outro ponto. Existem os efeitos ruins da testosterona.

Acne. As mulheres por muito tempo reclamam, quando tem excesso de testosterona, excesso de pelos, alopécia, queda de cabelo. Por que os homens ficam carecas e as mulheres não? Eles têm testosterona.

Então se você bota um monte de testosterona na mulher, ela começa a ficar careca. Começa a virar homem. Ela não é um homem trans, não está fazendo uma transição.

Ela é uma mulher, quer continuar sendo mulher, mas está usando hormônio que é prevalente em homens. O que vai acontecer? Vai nascer barba, vai engrossar a voz, vai ficar musculosa também. Os homens são mais musculosos mesmo.

Muita gente fala por que o homem não tem celulite? Os hormônios masculinos. É raro ter por causa disso. Então a mulher está buscando aquele corpo, mas ela esquece das consequências.

E por isso que é tão ruim. Por isso que não é um bom tratamento estético. Se você está pensando em estética, não é o melhor caminho.

No primeiro momento você ganha risco de infartar, você ganha alguns efeitos bons, porque é perda de massa, de gordura, mas e a queda de cabelo? O aumento de clitóris e engrossamento da voz não resolve. Clitóris e voz não resolve com a interrupção. Então você para de usar, sua voz vai continuar grossa.

E clitóris, existe agora clitoroplastia, que os cirurgiões plásticos fazem, que é para reduzir, porque aumenta de forma que até fica algo que incomoda a paciente. Perde cabelo, aí tem que fazer implante capilar, aí tem que tomar rocutan para melhorar, e surtismo, excesso de pelo, aí tem que ficar fazendo tratamentos, então assim, que beleza que é essa. Agora que coloca na balança.

Exato, que aumenta o infarto e que você tem um monte de consequências. Ganha massa magra? É inegável que ganha. Perde gordura? É só olhar homens.

Homens ficam rapidinho na academia, eles ficam mais fortes que as mulheres. É por causa dos hormônios masculinos, que são mais prevalentes. Mas se você coloca na balança, isso não vale a pena.

Por isso que as sociedades são contra, e eu particularmente também sou, porque afinal a medicina não está aí para trazer doença. A pessoa pode ficar bonita, mas aí infarta. E aí? Então assim, isso não é uma boa medicina.

Existe até a questão da mudança do formato do rosto, parece, não sei se é por conta da perda de gordura ou se realmente tem alguma mudança de fato, porque parece que as pessoas que fazem o uso de hormônios relacionados a estética, principalmente a academia, que quer potencializar os efeitos, tem essa mudança muito drástica. Também tem a ver com o GH, eles usam esse hormônio do crescimento também, que também tem uma perda de gordura, isso é fato. Mas aumenta a mandíbula, pode separar os dentes, deixar os dentes mais afastados, aumentar o nariz.

Existe uma doença na medicina que é esse excesso de hormônio chamado acromegalia, e a pessoa vai ficando grandona, com a mão grandona, com os dentes, a mandíbula grande, o nariz grande, então é essa consequência mesmo. Então, coloca na balança, só tem mais riscos nessa questão de quando procura por estética, do que realmente pela saúde quando é diagnosticada essa carência do hormônio. Bom, a gente falou um pouquinho também sobre essa questão mais focada em beleza, que acaba levando também essa questão dos homens, porque quando, por exemplo, ele já tem o hormônio a testosterona, por exemplo, que o homem já tem naturalmente, mas ele quer potencializar esses efeitos também da academia, isso pode levar de fato a consequências até relacionadas a a vida mesmo do homem, porque é muito falado sobre isso, vai tomar um hormônio, vai ter um efeito da academia, realmente vai ser potencializado, mas a questão de qualidade de vida desse homem pode ser afetada.

Sim, há riscos, e principalmente é isso que a gente fala, cardiovascular, de infartar e AVC. A pessoa fala, conheço uma gente que usou e não teve. Sim, tudo pode acontecer, você está ali colocando sua saúde incógnita, pode acontecer com você ou não, porque aumenta o risco, você coloca os hormônios masculinos em níveis muito altos pra você conseguir esse ganho de massa extra muscular, e esses níveis muito altos podem levar a esses eventos, infarto, AVC, além de outros menos complicados, como por exemplo o testículo atrofiar, porque o testículo fala, mas já tem testosterona aqui, pra que eu vou trabalhar? Já tem, já está vindo de fora, ele vai parando de trabalhar, então pode haver essa atrofia testicular, infertilidade, então existe consequência.

A pessoa fica forte? Fica, se a gente olhar na academia, não tem dúvida que a pessoa ficou forte, mas as consequências são essas. Já vi também falar, doutora, essa questão de quando os homens resolvem usar algum tipo de hormônio pra potencializar esses efeitos, toma por um tempo quando para, acaba acontecendo o efeito reverso, digamos assim. Realmente, o corpo acostuma com aquela quantidade, depois essa carência vai acontecer de uma forma mais potencializada? Ou não? Realmente depois a quantidade volta, isso é um mito? É mito ou é verdade? Existe, o corpo entende exatamente isso, estou usando, não preciso mais produzir, dou uma pausa.

Então quando ele para de usar, o corpo demora pra entender, não vai vir mais esse hormônio? Eu estava aqui, entra de férias, entendeu? E geralmente volta a produzir, ou volta a produzir em níveis mais baixos, e a pessoa fica sempre sentindo aquela carência. Mas também existem os homens que precisam, que têm a testosterona baixa, por isso que eu falo, devido ao abuso, pessoas que não precisam e fazem uso abusivo de medicações, acaba acontecendo o contrário, os que precisam ficando com medo da testosterona, porque os que precisam se beneficiam muito, faz uma grande diferença na saúde, bem-estar, vitalidade, inclusive melhora índice de diabetes, melhora osso, possibilidade de anemia, humor, então para os homens que têm deficiência, mesmo que parcial, essa reposição é maravilhosa, mas é essa balança, a pessoa precisa ter a queda no hormônio pra você dar aquele hormônio, se você não tem a queda, você está criando uma doença que a pessoa não tem, está tomando algo sem precisar. Existe essa questão de preconceito também, relacionados aos homens, de tem realmente essa falta da testosterona, vai ter que fazer a reposição hormonal, alguns não buscam nem mesmo fazer exames pra serem diagnosticados, existe um tabu em cima disso? Existe um tabu, e aí eu me deparo com homens no consultório que precisam da reposição, eu indico, eles ficam com medo, não doutora, eu vi na internet que isso é perigoso, aumenta o infarto, eu falo, não, calma, é perigoso pra quem não precisa da reposição, aí eu falo pra você, é uma maravilha, vai te ajudar e realmente melhora a qualidade de vida, então essa é a questão, por o mau uso de quem não precisa, as pessoas que precisam ficam com medo, e muitas vezes não querem, já aconteceu várias vezes, estar no consultório e a pessoa começar a usar e ficar com medo, eu vi falar que vai dar infarto, eu falo, não, calma, dá infarto pra quem tem excesso e não precisa fazer esse uso e acaba fazendo.

É, porque realmente essa questão da internet não tem como fugir desse assunto, toda vez, qualquer coisa que a gente fala sobre essa questão de saúde, a gente já leva pra internet, porque até quando a gente tem qualquer sintoma, já vai lá procurar, o famoso Google, o doutor de todo mundo, e aí ele já mostra ali os riscos, até tem a brincadeira, que eu fui procurar um sintoma e no Google eu tenho uma semana de vida, tenho dias de vida, então a pessoa vai procurar e acaba encontrando até essas outras possibilidades de fazer essa reposição, mas que não são as indicadas realmente pela medicina, né? Exatamente, isso que acontece, a pessoa fica com medo quando precisa e porque fez, tem que procurar um médico, se desconfia, você quer fazer, acha que precisa de um hormônio, procure um médico da confiança hormônios endocrinologistas, que são os mais especialistas nisso, pra saber se você realmente precisa, e se precisar, faça com acompanhamento médico, porque só vai melhorar a qualidade de vida. Como que é feito, qual que é o exame, como que é feito esse diagnóstico? Depende de qual, por exemplo, da tireoide, geralmente exame de sangue, exame de sangue é o que detecta que os hormônios estão ali no sangue, então deficiência de testosterona, deficiência do hormônio feminino, estradiol, progesterona, deficiência de hormônio da tireoide, tudo com exames de sangue, e outros hormônios também. E aí também tem essa questão dos sintomas, que a gente já tinha falado, que são alertas ali, que aí sim a pessoa vai fazer a confirmação por meio do exame.

Tá. Essas contraindicações da terapia hormonal também vão nessa questão de estilo de vida da pessoa, ou só mesmo doenças? Com certeza. Mulheres na pós-menopausa, a gente já viu que vale a pena fazer reposição hormonal na maioria dos casos.

No entanto, estilo de vida não saudável, uma mulher tabagista, uma mulher alcoólatra que bebe muito, etilista, obesa, tudo isso vai fazendo com que a gente pense que os riscos são maiores do que os benefícios. Então não são contraindicações absolutas, mas muitas vezes a gente contraindica porque a pessoa, no caso da reposição hormonal da menopausa, o hormônio tireoideano, quando tem deficiência, não tem contraindicação, tem que repor. Tem deficiência, tem que repor.

Não tem contraindicação. Então é claro que depende de cada hormônio, mas o da menopausa, se a mulher tiver um estilo de vida muito ruim, pode ser que a reposição fique um pouco, os benefícios deixem de ser tão grandes e os riscos maiores e a gente acaba optando por não fazer. E essa questão de riscos, até mesmo de prevenção, né? Existe essa qualidade de vida que tanto a mulher como o homem pode se adaptar? Pode ser uma forma também de prevenir essa necessidade de reposição hormonal? Ou ela não pode até ajudar o corpo de forma geral, né? Mas precisou da reposição, não tem jeito.

A mulher a gente já falou que não escapa, né? Mas de outros tipos de deficiência pode ser uma forma de prevenção? Não, infelizmente não. Por exemplo, a tireoide, se ela entrar em falência, independe do estilo de vida da pessoa. Existem alguns grupos que querem trazer a ingesta de glúten, tudo relacionado à disfunção da tireoide.

Nada disso está provado. O que acontece é, a pessoa não depende do estilo de vida, é o que a gente sabe hoje. Ela pode vir a ter uma disfunção na tireoide.

E aí, não tem nada a ver com o estilo de vida dela. Aconteceu. Já a questão do homem, na idade mais avançada, o estilo de vida interfere sim na produção da testosterona.

Então, tudo depende de qual hormônio, de qual facheta área. Por isso que é essa complexidade toda, né? Algumas situações não tem nada a ver. A pessoa pode ser o mais saudável possível e vir a ter uma disfunção da tireoide.

Que até as pessoas comentam, né? Aquela questão de... realmente vai para o lado da estética, né? Porque é uma pessoa que se preocupa, às vezes, muito com essa questão de física mesmo, né? Ali, estética, exteriora, não tem relação direto com essa questão de se vai ter alguma deficiência. Pode ser algo genético, pode ser algo que já ia acontecer para aquela pessoa, independente do estilo de vida, independente dessa prevenção. Exato.

Exatamente isso. Pode acontecer dependendo da deficiência, independente do estilo de vida. Até para os jovens isso? Sim.

Inclusive para os jovens. Existem algumas doenças na hipófise que não tem nada a ver com o estilo de vida. Simplesmente acontece por questões genéticas, enfim.

E não tem a ver com o estilo de vida. De forma geral, são benefícios, né? Da reposição hormonal que a gente diz aí. Até quando a pessoa não está apresentando sintomas tão claros, se a gente for considerar todo esse quadro de... que vai ser na medida correta, da melhor forma em questão, se vai ser por implante, se vai ser por como que chama aquele da pele? Gel, né? Da exposição.

São benefícios que de forma geral vão auxiliar aí na vida da pessoa. Sim. Quando a pessoa... A gente fala até o termo reposição.

Então a pessoa não tem. A pessoa não tem aquele hormônio. Na maioria das vezes ela vai se beneficiar de você dar aquilo que ela não tem.

Que todas as pessoas produzem, mas aquela pessoa em particular não está produzindo. Então a reposição de um hormônio é, na grande maioria das vezes, benéfica e necessária. Mandatória, inclusive.

O hormônio tiroidiano, se você não repor, a pessoa pode entrar em coma. A insulina é um hormônio. A pessoa que precisa de insulina, se ela não repuser, ela também vai parar no hospital.

Então a maioria dos hormônios é mandatório ser reposto quando ele está em falta. Aí é essa linha tênue. E não dá para quem já tem, para causar um excesso por um objetivo sei lá qual, estético, enfim.

Então a reposição é benéfica, na grande maioria das vezes, quando bem indicada e bem conduzida. Existe alguma tendência também de necessidade da população a mais, assim, um crescimento mesmo nesse tipo de deficiência? Ou não tem nenhum dado realmente que comprove isso? Sim. As questões da disfunção da tireoide, a gente não sabe se aumenta a deficiência ou se estamos diagnosticando mais.

Algumas disfunções hormonais. A menopausa, como eu falei, acontece em todas as mulheres. A deficiência do hormônio masculino está aumentando a prevalência principalmente por causa do aumento da obesidade.

E a obesidade nos homens está associada a essa queda do hormônio masculino. Então está aumentando a prevalência. Algumas situações estão cursando com aumento da prevalência de algumas deficiências de alguns hormônios.

E existe uma tendência também de crescimento para isso? Sim. Principalmente nos homens, por exemplo, por causa da obesidade. E da tireoide? Não, não tem muita relação.

Como eu falei, a tireoide não está a ver com o estilo de vida, então não está aumentando a prevalência. Se alguém detectar um aumento da prevalência, é provavelmente um aumento do diagnóstico, porque a gente está tendo mais acesso a serviços de saúde. E sobre essas técnicas também deve ter alguma... Existe algum estudo novo sobre novas tecnologias? Algo que deve auxiliar isso? Até numa questão a pessoa ter esse alerta, ter algum tipo de diagnóstico mais cedo, que possa auxiliar ao longo da vida para não chegar realmente a esses sintomas, a esses problemas que a carência traz? Existe algo que pode ser evoluído ainda em relação a isso? Há algumas deficiências, por exemplo, o diabetes, a gente acabou não falando, é a deficiência da insulina, o diabetes tipo 1. A pessoa não tem insulina, que é o mais incomum.

Existem alguns estudos atuando para prevenir essa falência dessa produção e que a pessoa não precise fazer uso da insulina, mas muito incipientes. Já na questão do ovário, desconheço, seria uma maravilha se tivesse algum estudo para que a mulher tivesse o ovário dela funcionando para sempre. Para poder escapar da fase? Para poder escapar, é, você deixar aquele ovário funcionando e não repor depois o que ele produz.

Não sei nem se teria um interesse, porque seriam talvez tratamentos muito caros e a reposição é muito semelhante à que o ovário já produz. Então, para que preservar esse ovário, se depois a gente consegue repor o hormônio dele? Por exemplo, você vai tomar remédio para preservar esse ovário para depois, sendo que você já tem o hormônio que ele produz, a medicina trabalha muito com interesse. Então, seria viável, seria melhor você tomar um monte de remédio para prevenir que aquele ovário para de produzir estradiol, sendo que eu tenho estradiol, então é melhor tomar só estradiol do que tomar um monte de remédio para fazer essa prevenção.

Então, tem esse racional também das pesquisas, em que a gente vai investir que, de fato, vai melhorar a qualidade de vida. Como já tem muita reposição muito boa, bioidêntica, que a gente chama, ou seja, os hormônios são idênticos ao produzido pelo organismo, meio que você pensa, para por aí, está legal assim, talvez essa questão do desconforto de passar o gel todo dia, talvez os implantes tenham que ser melhor estudados para trazer maior conforto para o paciente, mas realmente do jeito que está agora manipulado, sem a gente saber a dose direito, ainda está um pouco difícil achar isso como um avanço tecnológico na reposição. Está mais para o ainda está mais para o contrário, a gente ter mais riscos do que benefícios.

E essa questão até da estética, quando é utilizado para a estética, também não teria como fazer essa separação, desenvolver nesse sentido. Ah, ele vai trazer benefícios para quem procura a estética, para quem quer potencializar os efeitos da academia, dos exercícios, mas sem trazer aqueles malefícios que a gente citou. Excelente essa pergunta, porque existem médicos que defendem o uso de hormônios para fins estéticos, apesar de que todas as sociedades falam contra.

Sociedades de endocrinologia todas, mundiais inclusive, do Brasil, são contra hormônios para fins estéticos. Por quê? Isso pode vir a mudar algum dia, quem prescreve, fala que, ah, por que você pode fazer uma cirurgia plástica, que bota a pessoa numa mesa cirúrgica para benefício estético, você não pode dar um hormônio para benefício estético. A questão é, a cirurgia plástica hoje em dia está muito segura, é um momento, é pontual, você saiu dali, você está com benefício estético para sempre, por exemplo, você fez uma cirurgia de nariz, fez uma cirurgia na orelha, fez uma cirurgia que quer que seja, aquele benefício está ali para sempre, você não está mais no risco.

É naquele momento o risco cirúrgico cada vez está mais seguro, a gente sabe, e acabou, o hormônio não, enquanto você está usando, você só está tendo benefício enquanto usa, e o risco depois continua. Então por isso que não bate essa conta do hormônio para benefício estético. E além do que, o benefício estético é até questionável, como eu falei, muitas vezes você fica falando de um benefício estético, mas existem, você tem que tomar um monte de remédio para controlar a acne, aí tem que usar rocutan, que é um remédio forte, falando em termos leigos, aí o cabelo cai, você tem que botar um implante na cabeça.

Então quer dizer, que estética é essa? Existe a medicina estética, dermatologia e cirurgia plástica que estão avançando incrivelmente, fazem maravilhas, né? Dermatologia faz coisas maravilhosas, cirurgia plástica, então, e por que elas são aprovadas? Porque é seguro, você tem um benefício pontual, o hormônio não, você tem que ficar usando, você tem um monte de risco, quando você para, vai embora o benefício, então assim, não, não, essa balança não fecha na questão da saúde, como médicos que sejam médicos na medicina estética, como a plástica e a dermatologia, eles estão preocupados em promover saúde nesse caso psíquico, né? No caso do benefício estético, a pessoa tem mais autoestima, e aí quando você entra num hormônio para fim estético, você perde essa balança, essa balança pesa mais no risco, por isso que é contraindicado. Existe medicina estética? Existe, e é maravilhosa, né? Sou super a favor, né? Eu e o mundo é a favor, dermatologia e cirurgia plástica avançando cada vez mais com tecnologias maravilhosas. Não é a endocrinologia, não é com hormônio a medicina estética, então se você quer ter algum benefício estético, celulite, gordura localizada, procure um plástico ou um dermatologista, e não endocrinologista.

Isso é o recado mais importante. Porque tem, tem tratamento, gordura localizada tem tratamento, flacidez de pele tem tratamento, e não é usando hormônio, não é usando GH para você ficar jovem. Gente, tem um monte de coisa para ficar jovem, já aprovado que GH traz aumento de risco de desenvolvimento, de proliferação de câncer.

Então, quer dizer, não faz sentido. Já os tratamentos dermatológicos e cirurgia plástica não tem esse risco, então não tem o que discutir. Hormônio para fim estético vai perder disparado com o que a medicina estética tem a oferecer.

E também a gente vê isso, nossa, cada vez mais as pessoas mais novas, né, também usam para a estética, porque eu aí tô na faixa dos 20 anos dando spoiler da... Mas tem gente próxima da minha idade, muita gente, inclusive, que usa já para fins estéticos ali, até que tem essa questão que fala que procurou até mesmo alguém da medicina que indicou essa questão de hormônio para potencializar os efeitos. Então é realmente assustador, nesse sentido que a pessoa, se ela tá buscando aquilo, né, que não é indicado, mas que se ela busca o resultado por conta do da potencialização, né, dos efeitos, ela vai ter que usar aquilo sempre, né? Não é uma questão pontual ali, né? Exato. Então já aproveita esse vídeo que vai ser importante para todo mundo que falar sobre isso.

Você manda, se quiser, corta esse trecho, coloca lá e também todo mundo que ouvia que vale a pena divulgar. Isso é saúde que as pessoas estão perdendo. E existem maus profissionais em todas as áreas, né? Em todas as áreas.

Infelizmente, na medicina também tem. Infelizmente, geralmente, esses médicos estão tendo um grande conflito de interesse porque eles estão ganhando um grande dinheiro para passar isso. Então estão cobrando caro para fazer esse tratamento.

Aí você vai me falar, dermatologista e plástico também. Sim, mas está aprovado, né? Então que a pessoa vá fazer cirurgia plástica, que a pessoa vá fazer dermatologia se ela quer fazer medicina estética. Por que ela não escolheu esse caminho? Se ela quer trabalhar com estética nas pessoas, por que ela escolheu o caminho que não está aprovado? Ela vai ganhar dinheiro? Cirurgia plástica também vai ganhar dinheiro.

Mas por que ela escolheu o caminho que não está aprovado? Escolhe o caminho que não tem risco. Por que esse médico está fazendo essa escolha? Aí a gente tem que se questionar. E outra coisa, por que essa paciente não está optando pelos tratamentos já aprovados? Infelizmente, geralmente é o caminho mais rápido.

É o caminho mais rápido e mais barato. Se você for falar que os tratamentos dermatológicos e cirurgia plástica são caros, são tratamentos caros. Por quê? Porque são eficazes, são efetivos, são seguros, né? São caros também.

A gente há de convir que tomar um remedinho ali que a pessoa compra manipulado para ganhar massa muscular é bem mais barato do que passar uma consulta. Então, tanto a pessoa está buscando o caminho mais rápido, quanto também médicos que também estão buscando o caminho mais rápido. Eles podem se especializar em medicina estética.

Por que eles não fazem isso? Não é endocrinologia. Quando você entra na endocrinologia, em nenhum momento tem a área estética. Não tem lá.

Não existe. Não existe em lugar nenhum. Endocrinologia estética.

Entendeu? Então vá fazer medicina estética. Agora é difícil chegar lá. É difícil fazer 5 anos de cirurgia plástica.

É difícil operar, aprender a operar bem. É difícil fazer os tratamentos que os dermatologistas fazem bem feito. Bem feito é difícil.

Mal feito a gente vê por aí. Então, o médico e o paciente estão buscando o caminho mais rápido, né? Você vai lá, prescreve um hormônio. A técnica cirúrgica é você prescrever um hormônio para o paciente e ganhar muito dinheiro prescrevendo, fazendo uma... Então, infelizmente, é um conflito que me chateia muito, inclusive, esse tema.

E o paciente também está buscando o caminho mais rápido, né? Porque ele sabe que não é o caminho. A gente tem vários... É só entrar nas sociedades. Entra no Google, entra no chat de APT e pergunta endocrinologia para benefício estético.

Vale a pena? Não vai valer. Em lugar nenhum vai falar que vale. Só a pessoa que está vendendo.

A pessoa que está vendendo vai falar que vale a pena. Se a pessoa falar que vale a pena, você fala, onde é que é que eu compro? Ela fala, vem aqui que eu te falo. Porque é ela que está vendendo.

E aí, também essa questão das pessoas que confiam em procurar opções que não são... Quando está procurando na estética, não procurar algo realmente que é direcionado para isso. Pensa, ah, eu sou novo. Ai, ainda tenho uma... Ai, eu tenho tanta saúde.

Não vai prejudicar. Porque a gente vê, como eu falei, pessoas novas realmente, buscando essa questão de hormônio para fins estéticos. Então, pensa que não vai ter grandes consequências.

Ou, se tiver, vai ter saúde suficiente para poder reverter a situação, para poder... Muitas pessoas pensam dessa forma. Em geral, as coisas dão certo. A pessoa bebe e dirige bêbado e não acontece nada.

Sim, você deve conhecer alguém que já fez isso e não aconteceu nada. Mas e o risco que você está assumindo, pode acontecer. Então, vai ter alguém que vai usar e não vai acontecer nada? Vai.

Vai ter. Não vai acontecer nada. Vai ficar lá, mas fala de tudo.

E vai ter uma acne, vai parar e vai estar tudo certo. Mas o problema é para o que acontecer. Para o que acontecer vai ficar muito mal.

Então, quando você assume algo que tem um risco grande, pode dar certo? É a história, é uma roleta russa. Você pode dar tudo certo, mas pode não dar. E se não der, você está muito mal.

Você vai se dar muito mal. Então, é o risco que você assume quando você vai fazer qualquer coisa que a gente sabe que não dá certo. Você pode fazer um procedimento estético com alguém que não é cirurgião plástica.

Pode dar certo? Pode, mas de vez em quando um morre. Pode não ser você. Pode ser a Lisa, não fui eu.

Morri. Conheci três que foram e fizeram. Mas pode ser que seja na sua vez.

E não tem como saber. E você, como médico, o médico não deveria propor isso, porque existe essa pessoa que vai se dar mal. E a gente não tem como saber.

Entendeu? E existe um monte que vai se dar bem, tanto é que por isso que um monte acaba acreditando, confiando, não tendo medo. Porque, ah, não sei quem usou, não deu nada. Sim, pode ser que tenha acontecido.

Mas e os que dão, né? E os que dão problema? Porque ninguém conta, né? Agora o recado é, né? Vai assumir o risco? Tem muito risco aí, realmente, né? Não é algo simples. As pessoas fazem o que querem com a saúde, né? Não é algo simples. Pode até colocar a vida em risco das pessoas.

Bom, então, eu já estou acabando aqui. Por conta do seu tempo, a gente já está estourando. Dois minutinhos.

Mas eu queria agradecer mais uma vez a sua participação. A doutora Lorena Amato, endocrinologista, esclareceu aqui pra gente, da última vez, como eu disse no início, pra quem não acompanhou, tem a nossa playlist aí também do Amatocast. Ela trouxe todas essas questões de submundo da endocrinologia, que é muito ligado com o que a gente falou hoje, né? Com o que deve ser feito.

Então, nós trouxemos aí os dois lados. O que não deve ser feito no submundo e agora como que deve ser feito da forma correta, sem deixar de dizer também os riscos de quem se atreve a utilizar pra estética, que é o que mais a gente vê, né, doutora? Então, muito obrigada pela sua participação. Eu que super agradeço.

Foi excelente a nossa conversa e espero que divulguem informações aí de qualidade e promoção de saúde pra todo mundo. Com certeza. Sempre da forma mais clara pras pessoas entenderem realmente como funciona.

Sem termos difíceis, né? Pra realmente esclarecer. Até como a gente falou no início, o que é o hormônio, né? Então, foi desde como funciona até quais são os riscos pra ser um conteúdo completo aí pras pessoas entenderem e esclarecerem todas as dúvidas. Doutora, muito obrigada.

Super obrigada também. Obrigada pela sua audiência e participação aqui conosco. Se tiver alguma sugestão de tema, também pode comentar aqui nos nossos vídeos.

Manda pra gente que a gente traz aqui especialistas pra falar sobre qualidade de vida. Conto também com a sua audiência e participação nos próximos episódios. Meu nome é Letícia Miyamoto e está no fim aqui mais um episódio do Amato Cast.

Tchau!

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