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Cirurgia de Lipedema - O que você precisa saber?

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Cirurgia de Lipedema - O que você precisa saber?

A transmissão aborda a cirurgia de lipedema, focando em esclarecer dúvidas comuns sobre o procedimento e o pós-operatório. O tema central é a técnica cirúrgica

Perguntas respondidas neste vídeo

Por que, Mari, que a gente vai falar sobre a cirurgia do lipedema?

Então, a gente tem conversado bastante sobre essa demanda que tem vindo aí das pacientes. As pacientes que operam e algumas das vezes elas ficam um pouco perdidas.

Aquele contato pré-operatório que a gente faz com as pacientes, né?

Que a equipe principalmente faz. E vem uma série de dúvidas de como vai ser, de o que eu vou precisar. Então, a gente resolveu trazer aí algumas informações do tipo de cirurgia que a equipe faz.

Bom, pelo que eu entendi é isso mesmo, né Mari?

É uma demanda que as pacientes têm muitas dúvidas de como é a cirurgia e como que vai ser o pós-operatório. Por mais que eu fale na consulta como que vai ser a cirurgia e o pós-operatório, as pacientes elas ficam com dúvida no pós-operatório e é esperado.

Ela acaba esclarecendo muitas dúvidas e isso ajuda muito as pacientes, né?

Então, a gente está tentando fazer um modelo um pouquinho diferente aí de apresentação. Tentar colocar algumas fotos, alguns vídeos. Então, a gente está usando um software de transmissão.

Que vai aparecer aqui pra gente, né?

Então, já tem duas pessoas lá que mandaram mensagem. Sejam bem-vindos a essa live. E o objetivo dessa live mesmo é esclarecer a cirurgia do lipedema.

Transcrição completa do vídeo

Bom, agora a gente está ao vivo, Mari. Então, hoje a gente vai falar sobre a cirurgia do lipedema. O que você precisa saber? Por que, Mari, que a gente vai falar sobre a cirurgia do lipedema? Então, a gente tem conversado bastante sobre essa demanda que tem vindo aí das pacientes.

As pacientes que operam e algumas das vezes elas ficam um pouco perdidas. E também as pacientes que vão operar, né? Aquele contato pré-operatório que a gente faz com as pacientes, né? Que a equipe principalmente faz. E vem uma série de dúvidas de como vai ser, de o que eu vou precisar.

Então, a gente resolveu trazer aí algumas informações do tipo de cirurgia que a equipe faz. De como é o pós-operatório das nossas pacientes. Como que é o curso do pós-operatório delas.

O que elas precisam saber e com o que elas têm que se preocupar. E aí a vontade é a gente transformar isso num conteúdo para as nossas pacientes. E para quem tiver interesse de entender um pouco melhor como funcionam as nossas cirurgias, né? Bom, pelo que eu entendi é isso mesmo, né Mari? É uma demanda que as pacientes têm muitas dúvidas de como é a cirurgia e como que vai ser o pós-operatório.

Por mais que eu fale na consulta como que vai ser a cirurgia e o pós-operatório, as pacientes elas ficam com dúvida no pós-operatório e é esperado. A gente costuma explicar bastante antes, faz parte do pós-operatório falar antes da cirurgia. Já meio que preparar a paciente.

A Mari ajuda muito, né? Ela acaba esclarecendo muitas dúvidas e isso ajuda muito as pacientes, né? Então, a gente está tentando fazer um modelo um pouquinho diferente aí de apresentação. Tentar colocar algumas fotos, alguns vídeos. Então, a gente está usando um software de transmissão.

Se alguém quiser fazer algum comentário, mandar alguma mensagem, não vai conseguir pelo Instagram. Então, eu recomendo que entre no YouTube. Pode ser no YouTube do Instituto Amato ou no meu.

Que vai aparecer aqui pra gente, né? Então, já tem duas pessoas lá que mandaram mensagem. Sejam bem-vindos a essa live. E o objetivo dessa live mesmo é esclarecer a cirurgia do lipedema.

Como que ela é feita e como que é o pós-operatório. Então, eu fiz até uma pequena aula que eu posso até apresentar pra vocês. Mas eu acho que é melhor a dinâmica da Mari perguntando.

Porque ela que tem as dúvidas, ela que vem perguntar. Aliás, ela não só pergunta como ela vai na cirurgia pra ver a cirurgia. Pra entender melhor o que está acontecendo.

Então, quem tem uma fisioterapeuta e trata lipedema, deve recomendar que a fisioterapeuta vá assistir a cirurgia. É importante. Tem muitas pacientes que contam experiências excelentes de outras fisioterapeutas.

Que foram assistir ou acompanharam. E isso é o que faz a diferença pro paciente. Então, Mari, pode começar com as perguntas.

Então, vamos começar. E aí é legal até, Fernando, pras pacientes entenderem. E até pra quem é profissional e tá acompanhando a gente.

Que realmente esse vídeo é pra você voltar quando você tiver dúvida. Assistir quantas vezes precisar. Vai ajudar muito as pacientes e também as profissionais que trabalham.

Então, a gente vai desmistificar algumas questões sobre a cirurgia. E esclarecer o principal do que realmente você precisa saber. E aí eu ia combinar com você, da turma, e mandando as mensagens.

E a gente tentar fazer essas respostas no final. Tudo bem pra você? Tá ótimo, tá ótimo. A gente vai responder as perguntas que forem pertinentes ali no momento.

Se estiver bem no assunto, a gente aborda. Se for uma coisa mais pra frente, a gente espera. Então, se alguém tiver alguma dúvida específica, pode colocar.

A gente responde se estiver no assunto. Se não, a gente deixa pra responder no final. Vamos tentar deixar essa live de uma hora.

Vamos tentar fazer a live com uma hora. Vamos lá, Mari. Então, assim.

Primeiro, eu quero que você tente explicar pra gente sobre o tipo de lipoaspiração que as pacientes fazem, a adolescente. Quais são as indicações. E se existe algum outro tipo diferente desse aqui no Brasil.

Bom, então eu vou falar um pouquinho da história da lipoaspiração e do lipedema. Que eu acho que talvez faça um pouquinho mais de sentido. Então, se a gente for falar de lipoaspiração, já é desde 1910.

Se fala em alterações de gordura, uma lipodistrofia progressiva. E com isso começou a se pensar em tratamentos, pensando em doença. Mas mesmo foi aparecer a lipoaspiração lá pra década de 70.

Então, a gente tem o ILU em 1983 e 86, que difundiu. Então, a gente tem o Klein, que é muito importante ali. Na verdade, nem tá aparecendo aqui o Klein na minha aula.

Mas ele é muito famoso pela infiltração que ele faz. Então, ele acaba sendo importante pelo tipo de infiltração. E o Pitangui, por exemplo, é um cirurgião plástico que ele tem um artigo de 1964 falando de uma ressecção de lipodistrofia trocantérica.

Que retirava a pele e gordura da região do culote. Então, já era um tipo de tratamento do lipedema. Ele só não sabia que era lipedema que ele tava tratando.

Então, conforme foi descrevendo e foi um problema a distribuição de gordura. Começou-se a fazer propostas de tratamento. E no momento que surgiu a lipoaspiração, em torno de 1970, 1980.

Aí começou a associar a lipoaspiração como uma forma de tratamento. É curioso que no começo, acho que a primeira cirurgia que foi feita em lipedema foi uma retirada que deixava a perna virada pra cima. Ressecava a pele e gordura pra fora.

E depois fazia um enxerto de pele. Ou seja, era uma cirurgia extremamente agressiva e isso foi descrito em 1966. Então, porque já era um problema que chamava a atenção dos médicos e dos pacientes.

Então, essa aqui é a cirurgia proposta pelo Pitangui. Com retiradas de pele e gordura da região inferior do bumbum e da região trocantérica. E realmente foi descrito para tratamento de lipedema, pelo menos os artigos que encontro, só em 1988.

Mas em 1988, já é quase 50 anos, 40, 50 anos do que a gente tá atualmente. Então, a cirurgia do lipedema já é feita há mais de 40 anos. Então, a gente já tem um tempão que tá sendo feita a cirurgia, quase 40 anos.

Tá sendo feita a cirurgia do lipedema. Então, como a gente faz hoje com a lipoaspiração. Então, muito pouco mudou.

O que tem mudado são as tecnologias. Mas realmente foi uma doença, uma condição que tem sido pesquisada mesmo nos últimos 10, 15 anos. Então, a lipoaspiração começa desde 1921, que tentaram fazer uma aspiração com uma curetagem numa perna de uma bailarina.

E o que aconteceu? A bailarina perdeu a perna. Então, ela começou de uma forma muito trágica, a lipoaspiração. Mas, olha lá, aqui que tá a data.

Que foi o Klein, que descreveu a solução dele em 1985, 86. Então, aí que começou a solução tumescente, que a gente fala tanto. Que é uma lipotumescente.

O que é a tumescente? A gente injeta soro com anestésico e adrenalina para ter vasoconstrição. E aí sim a gente poder aspirar gordura. Então, isso é desde 1985, 86, que já se faz uma lipoaspiração tumescente.

E a lipo mesmo foi descrita lá em 1964 e 74. E ela foi evoluindo as cânulas. Então, teve uma grande evolução.

E só em 1990 que descreveram a lipoaspiração com o uso de um ultrassom. O ultrassom vibra a água, solta gordura para facilitar a aspiração. Então, hoje a gente faz uma infiltração tumescente, que a gente injeta soro.

A gente usa tecnologias como o Vibrolipo no Brasil. A gente não usa o UAU, que é Water Assisted Liposuction. Que é um jato de água que ajuda a soltar gordura.

A gente não tem isso no Brasil. Tem Anvisa, mas não tem nenhum importador no Brasil. Mas é muito utilizado na Alemanha.

Então, quem vê no Instagram um videozinho falando que é essa a melhor tecnologia. Mas a gente não usa isso aqui no Brasil. E não tem um comparativo de uma tecnologia para outra.

Então, o que existe é que para fazer lipoaspiração nas pernas. Existem trabalhos mostrando que a solução tumescente protege os vasos linfáticos. E por isso que a gente injeta soro.

Porque dá vasoconstrição. E essa constrição faz com que os vasos sejam protegidos. E você, com a lipoaspiração, não danifique os vasos linfáticos.

Então, essa é a grande questão em relação à lipoaspiração tumescente. E agora, a gente usa o Vaser, que é o ultrassom cirúrgico. Aí tem o Safer, tem o Liposound.

Então, tem várias marcas no mercado de ultrassom cirúrgico. Tem para retração de pele. Tem os de radiofrequência, o Body Tite e o Morpheus.

Tem o Retraction, que chegou também, é novo no Brasil. Chegou esse ano. Tem Laser, tem Plasma.

Então, tem um monte de tecnologia para tentar brigar e ter alguma retração de pele. Para a paciente não ter a flacidez pós lipoaspiração. E também a gente realiza a dermolipectomia abdominal.

Que é a retirada de pele e gordura. Quando tem muito excesso, não tem jeito. Tem que tirar a pele e gordura de uma forma cirúrgica.

Então, a gente associa varizes na cirurgia. A gente associa a retirada de nódulos, de lipomas. Então, tem várias coisas que podem ser associadas na cirurgia.

Também, para melhora da qualidade de pele, a gente ainda faz subincisão. Que é soltar a pele do subcutâneo. Pode usar bioestimulador, fazer microagulhamento.

E, às vezes, algumas irregularidades. A gente até coloca gordura de volta. Que a gente chama de lipoinxertia.

Então, basicamente, a gente faz lipoaspiração. Essas retiradas de pele e gordura. E ressecção de nódulos.

Então, basicamente, é isso a cirurgia. Mari, alguma coisa? Vamos ver se tem alguma coisa. Vamos fazer por etapas.

Se não, eu saio falando e as pessoas não vão me aguentar. E a gente não abordou nenhum assunto aqui. Tem alguma pergunta específica sobre isso? Você consegue ver as perguntas, Mari? Eu não sei se você... Não? Então, tá.

Então, já fez aspiração de quadril. A Ana Lúcia. Pernas.

E não resolveu. E, na época, não sabia que tinha lipedema. Bom, é exatamente isso.

Tem um monte de gente que fez lipoaspiração. Não sabia que tinha lipedema. Não fez um preparo.

E, na verdade, até melhora dos sintomas. Porque tirou a gordura. Mas a pessoa não fez mudança do estilo de vida.

E o que estava causando lipedema nela, ela não tratou. Ela simplesmente tirou a gordura. Então, por isso que eu falo.

A gordura é só o sinal de que a pessoa tem uma doença. E que o lipedema está descontrolado. Mas, se ela tira a gordura, ela perde o sinal.

Ela perde o aviso. Mas alguma coisa vai estar lá estimulando. Então, tem que ter... Até eu separei.

É isso. Eu separei esse assunto. Porque eu acho importante a gente falar desse assunto.

Dos cuidados pré-operatórios. Para uma melhora no pós-operatório. Então, eu acho que isso é importante.

Porque, às vezes, a pessoa faz a cirurgia. Não sabe que tem. E é isso que você falou.

Tira a gordura, mas não muda todo o resto. O processo inflamatório segue ali. Porque é uma doença inflamatória.

E aí, não melhora. E essa é a sensação mesmo. Que não melhora.

E quando faz lipoaspiração no quadril. Na coxa. Não é um problema.

Porque é uma região que já é habitualmente... A gente já faz a lipoaspiração nessa região. E não tem problema. Então, pela lipoaspiração, não teria um problema.

Não saber que tem o lipedema. O problema é você tirar a gordura. E a pessoa continuar tendo os estímulos do lipedema.

Agora, na perna. Aí, se não tiver ciência que tem lipedema. Descompensa e descompensa bem.

Até fica muito mais inchado. Olha só que legal, Mari. Aparece até a pergunta aqui no negócio.

Vocês podem fazer pergunta que agora eu vou colocar. Vamos lá. Tem essa outra.

Linfedema tem cura? Ou só tratamento paliativo? Olha, o linfedema... Linfedema até tem cura. Dependendo da causa. Porque o linfedema é uma alteração do fluxo linfático.

Então, se tem uma interrupção do fluxo linfático. Você pode ou fazer uma junção do linfático com veia. Uma anastomose que a gente fala.

Mas o linfedema também pode ter outras causas. E não ser possível fazer essa anastomose. E também daria até para fazer transplante de linfonodo.

Tira da região inguinal. Coloca na axila. Então, existem cirurgias para isso.

Mas o lipedema, eu já não falo que tem cura. Porque o lipedema é uma condição em que a pessoa tem... Ela tem predisposição a desenvolver esse acúmulo de gordura. Ter todos os sintomas.

E não necessariamente ela vai ter cura. Ela vai ter melhora na qualidade de vida e controle. Então, o lipedema é mais uma característica de muitas mulheres.

Vamos ver, tem mais uma perguntazinha aqui. Cirurgia plástica normal. Lipo com retirada de pele.

Resolve ou precisa ser uma cirurgia específica? Carla, teoricamente, se você fizer isso, você não está tratando o lipedema. Você está tirando pele e gordura. E o problema do lipedema não é a gordura.

O problema do lipedema é a pessoa. Ela está doente. Algo está causando esse acúmulo de gordura.

Então, tirar a gordura e a pele, você vai estar tirando gordura e pele. E se você não tiver o controle do lipedema, o lipedema vai continuar aparecendo. O que a gente vê é muitas mulheres com o braço grosso, cheio.

Porque o lipedema não foi controlado. Fez lipoaspiração em um monte de lugar. E na hora de acumular gordura, acaba acumulando no braço.

Então, a lipoaspiração é uma cirurgia que pode ser feita. Ela é um pouquinho diferente da lipoaspiração tradicional. É um pouquinho diferente de uma lipoaspiração HD, que está na moda.

Mas a teoria é muito semelhante. Então... Mas eu não recomendo que alguém vá procurar o cirurgião para fazer uma lipo sem que a pessoa não tenha experiência e nem conhecimento de lipedema. Porque senão o negócio vai desandar mesmo.

Até porque, acho que falando sobre a cirurgia ser um pouco diferente, Fernando, vale a gente falar aqui sobre as incisões. Existem pontos específicos no joelho, no tornozelo, na panturrilha, na coxa. Que quem está acostumado com a cirurgia, sabe como fazer.

E às vezes quem não está, não consegue direcionar corretamente a cânula para esses pontos. É isso mesmo? Na questão de furo, sim. A gente realmente acaba fazendo mais para ter um acesso mais seguro.

Mas o que eu vejo muito é até a inexperiência no pós-operatório. Os colegas que se aventuram a fazer uma liposprojeção de lipedema desistem muitas vezes de fazer lipedema porque o pós-operatório é um pós-operatório difícil. E se você não tem uma fisioterapeuta ali do lado fazendo uma boa drenagem, sabendo cuidar e o médico não ficar junto do paciente, esse paciente pode sair prejudicado.

Pode simplesmente ter um... Ficar com uma erisipela, como a gente já viu uma paciente que não quis fazer a drenagem, voltou e um dia a paciente ficou melhor. Só por conta de uma boa drenagem. Então isso caracterizou bem, que eu acho que não é nem a questão da cirurgia, mas sim todo o contexto, toda a equipe multidisciplinar, todo o fluxo.

Isso tem que estar bem desenhado. E quem está fazendo liposprojeção vai fazer uma liposprojeção e às vezes pode até usar uma tecnologia agressiva e pode ter necrose de pele, pode ter um edema mais prolongado, pode lesar mais vaso linfático. São detalhes da cirurgia do lipedema que a gente tenta evitar.

Então quem já tem experiência não vai ter o risco de ter esses erros. O risco vai ser bem menor. Perfeito.

Quando a gente fala de tratamento do lipedema, o que a gente quer? Melhora dos sintomas, melhora da mobilidade, melhora do contorno de uma forma funcional, às vezes até para vestir roupa, mas é uma melhora de contorno. E quais são nossos desafios? E aí eu coloco mesmo objetivos e desafios. Que é melhora da flacidez de pele, porque às vezes piora e é um desafio.

A gente quer manter o estilo de vida, então que a paciente tenha uma melhora no estilo de vida. E isso faz parte do tratamento do lipedema e ela tem que manter essa melhora do estilo de vida, porque a gente não quer uma recidiva. E a gente quer também atender as expectativas da paciente, que aquilo que a gente está entregando é o que ela quer, é o que ela esperava.

E isso é muito difícil no paciente, porque tem uma questão estética. A paciente quer sempre uma melhor estética. E a gente às vezes não consegue entregar.

Então esses seriam os nossos desafios. Só para aproveitar, esse aqui é um aplicativo de streaming, então a gente está no YouTube, no meu canal e no canal do Instituto Amato. Acredito que a gente esteja na nossa live do Instagram, porque a gente fez tudo isso para conseguir passar no Instagram, só que quem escrever no Instagram não vai passar a pergunta.

Então é melhor ir lá, se quiser fazer uma pergunta, ou mandar no direct que a gente responde depois, ou vai no YouTube e manda uma mensagem lá no YouTube, que aí a gente consegue captar a mensagem aqui e fazer a pergunta aqui, aparece, olha só que legal. A gente mostra aqui e some com a mensagem. Então se você quiser aparecer aqui, a gente coloca aqui.

Então é muito importante isso, quem quiser participar, ir lá para o YouTube. Tá bom? Vamos lá. O que mais, Mari? Então assim, a gente falou um pouquinho da cirurgia, daí eu queria voltar com você um pouco sobre aquele líquido todo.

Então você comentou que é sorofisiológico, adrenalina, para fazer uma vasoconstrução e o anestésico. E esse é o líquido que a paciente vai ficar drenando por alguns dias, é isso mesmo? Então o que acontece? A paciente, ela vai ficar inflamada, o período de inflamação é os primeiros dois, três dias. Isso muda, a parede das células, elas ficam mais permeáveis.

Então a pessoa fica mais inchada. A paciente vai reter mais líquido nos tecidos, só que não fica dentro do vaso. Então suga, o paciente suga, incha muito, ela até às vezes sai até mais pesada do que ela entrou na cirurgia, porque ela absorve muito líquido.

Então esse líquido que tá saindo é uma mistura do soro, mistura de líquido da água mesmo do paciente que ela tá eliminando, e tem um pouco de sangue, muito pouco. Mas é isso que assusta as pacientes, é um líquido vermelho, e tá saindo por uma ferida. E ela fala assim, doutor, eu tô morrendo, tô sangrando aqui.

Não é? É uma cor, é um líquido com uma cor como se fosse água de salsicha, água de churrasco. Pega uma jarra de água, se você pingar três gotas de sangue, é o que vai estar saindo. É muito pouco que tem sangue, não é? O sangue mesmo é mais denso, ele vem com coágulos, ele coagula, é diferente.

E esse líquido, a paciente fica vazando muito por dois, três dias. E ela continua vazando depois por mais uns dez dias, e aí já não é, e aí começa a ficar amarelinho o líquido, fica um amarelinho cada vez menos. Mas os primeiros três dias é muito, e suja.

E é o que o paciente fica agoniado no pós-operatório, porque ele acha que suja a casa, suja o sofá, suja tudo. E isso está muito relacionado com essa técnica, que a gente injeta muito soro. É mais de seis litros de soro no paciente.

Então, isso acaba sendo diferente de uma outra lipoaspiração. E é importante injetar esse líquido exatamente pra dar segurança pro paciente. Perfeito.

E aí, só pra gente falar só mais um pouquinho sobre a cirurgia, existe uma margem de segurança, né? Você quer comentar sobre isso? Quanto que pode retirar de gordura das pacientes? Como que funciona pra segurança da paciente? Bom, não é nada da nossa cabeça que a gente faz, né? Então, a única coisa que a gente tenta fazer é fazer um tratamento clínico do paciente. É muito importante isso. Até mesmo pro paciente ter um resultado mais duradouro.

Mas essa questão de volume, tem uma resolução do CFM, Conselho Federal de Medicina, que você pode fazer uma lipoaspiração de até 7% do volume corpóreo, nessas técnicas mais úmidas. E com um máximo de 40% de área tratada. Por isso que eu não faço pernas e braços.

Porque cada perna tem 18% de área corpórea. Cada membro tem isso. Então, a gente vai sobrar 4%.

Não tem onde fazer 4%. Então, por questão de segurança, por área, eu acho que eu sigo essa regra de não tentar passar de 40% de área corpórea. E o volume, a gente acaba ficando em 7% do volume corpóreo.

E ainda tem uma sugestão da sociedade americana de cirurgia plástica de nunca passar de 5 litros. Então, são regras que dão segurança para o procedimento. Então, a gente ainda faz profilaxia para a trombose, para embolia pulmonar.

E eu, pelo menos eu, pessoalmente, não associo a cirurgias grandes, como abdominoplastia, mamoplastia, ou fazer lipo em outras regiões. Porque não conversa. A gente vai muito além quando a gente faz isso.

E aí, a gente foge da segurança. Então, na verdade, é bem isso. Eu, pelo menos, nunca prometo resolver em uma cirurgia só, numa etapa só.

Sempre falo que vai precisar de mais de um procedimento. Em média, eu falo pelo menos 3 cirurgias. Nunca a gente associa quando faz varízes safena.

Nunca economizamos acesso para lipo, ou seja, a gente faz muito furo mesmo, e faz parte da segurança fazer vários furos. Não reoperamos, não fazemos uma segunda etapa com menos de 6 meses. A gente evita fazer 360 graus o membro inteiro.

Não faço também pernas e braços juntos. E aí, quando tem muita gordura, não adianta você tirar a pele, fazer uma dermolipectomia. Eu prefiro fazer a lipoaspiração e depois retirar a pele.

Então, basicamente, é isso. Perfeito. E aí, em relação à anestesia, que elas também perguntam bastante, anestesia geral, anestesia local com sedação, como que funciona? No mundo, se faz muito bloqueio.

No Brasil também faz anestesia geral com bloqueio, como uma pele dural ou uma haque anestesia. Faz a geral e faz um bloqueio central. No Instituto Amato, a gente faz diferente.

A gente faz em sedação e local. Então, a gente tem mais de 75% dos pacientes nossos a gente faz com sedação e local. E a gente sente seguro fazendo com sedação e local.

O paciente ajuda mais na cirurgia. Tem outros lugares que fazem até com anestesia local pura. Eu não recomendo fazer com anestesia local pura, mas uma boa sedação... Você vê, tem gente até da Itália aqui, né? Mas eu não vou falar italiano, não.

Então, assim, tem lugares... A gente faz sedação e local. É legal a sedação e local, porque o paciente tem uma recuperação mais rápida, não tem a intubação, não precisa sondar a paciente. Na hora de virar a paciente, a paciente mesmo vira.

E a recuperação é muito rápida. Então, diferente de outros lugares, a gente faz a cirurgia no mesmo dia, dá alta no mesmo dia, e faz parte da recuperação o paciente sair andando. Então, isso é algo que a gente preconiza para uma reabilitação precoce, você deambular.

Então, até o curativo, ele tem que viabilizar que a paciente consiga andar, né? Então, faz parte da cirurgia você se preocupar com essa recuperação mais acelerada, mais precoce do paciente. Perfeito, perfeito. E aí, a gente já comentou, então, sobre o controle da inflamação, né? Então, mudança de estilo de vida, dieta balanceada, hidratação, exercícios.

E aí, existe uma coisa muito importante que a paciente precisa saber, que é a preparação do ambiente para ela operar. Então, como você comentou, a gente tem bastante líquido que sai das incisões, é um líquido que suja, é um líquido que assusta. E aí, é importante elas saberem que algumas delas vão ficar na própria casa, e aí elas vão precisar forrar o máximo possível por onde elas estiverem.

Então, sofá, colchão. Mas para as que vêm para São Paulo para operar e que se hospedam em algum lugar específico, elas precisam ter ciência de que elas vão sujar o ambiente onde elas estão, né? Então, a gente avisar a paciente com antecedência para ela preparar o ambiente em que ela vai se recuperar é bem importante, né? Sim, sim, exatamente. Concordo plenamente.

O que a Mari está falando talvez seja... Acho que vale a pena falar com a Mari antes da cirurgia, quando vai programar, que ela dê essas dicas. Oh, compra um tapetinho que absorve líquido. Prepara, forra a cama com plástico.

Se for alugar em algum lugar, algum lugar que não tenha tapete. O carro? É, ficar atento com o carro. A gente tenta ajudar.

Essa parte, enquanto está saindo da clínica, a gente tenta até ajudar e já deixar alguma coisa preparada para o paciente não sujar. Mas, às vezes, o problema é depois, né? Voltar para a clínica, né? É. Então, acho que isso é uma coisa que vale, né? Para elas terem bastante ciência de que vai acontecer. E, principalmente, não só a paciente, como o acompanhante que ela escolher para ajudá-la nesse primeiro momento, né? Porque a gente tem aí... Isso que até o último paciente que eu... Última paciente que eu operei, assim, o marido deve ter quase dois metros.

É grande e forte. Eu vou recomendar que todas as pacientes tenham um marido alto e forte, assim. Porque ele carrega ela.

Fora que, às vezes, o marido passa mal, né? A gente já teve situações que a paciente não está se sentindo bem e o marido, que é o único acompanhante que está com ela ali, também não consegue segurar a onda, né? Então, é difícil. Acho que tem que pensar nisso tudo e, realmente, escolher um acompanhante que esteja presente no pós-operatório, né? Não, e não só o acompanhante, mas a explicação tem que ser para o acompanhante também, né? Acho que a gente tem que preparar o acompanhante para falar do líquido que vai sair, o que é que a paciente, nesses três primeiros dias, ela está perdendo líquido, mas ela está com o líquido nos tecidos, porém, não no vaso. Então, ela tem mais episódios de hipotensão e pode ter episódios de desmaio.

Então, tem que ter alguém preparado, sabendo que a paciente pode, às vezes, desmaiar. Não é para desmaiar. Então, se a paciente sabe que ela pode desmaiar, ela não vai desmaiar.

Ela vai se preparar, ela vai tirar a cinta com calma, ela vai ficar de pé, vai sentar, vai esperar, vai ficar de pé, vai esperar e vai caminhar devagarzinho, sempre com apoio. Ela não vai desmaiar se ela fizer dessa forma. Agora, se ela não souber que ela pode desmaiar, ela vai, na hora que tem que ir no banheiro, ela vai achando que está tudo bem e ela chega caindo no banheiro.

Então, é muito perigoso a pessoa achar que ela... Não, eu estou segura, não vou passar mal. Não, é um pós-operatório que precisa de ajuda, sim. Precisa ter gente ali perto cuidando de você, sim.

E exatamente para não acontecer nada. Então, até no banho, fala, coloca uma cadeira, toma banho com chuveirinho, um banho mais de gato, mas tem que tomar banho. Não existe esse negócio de não tomar banho, né? Mas é importante essa interação.

Então, eu gosto muito de conversar com o acompanhante, com o marido, né? Se a gente deixa telefone com eles, geralmente, eles acabam mandando mensagem no primeiro e no segundo dia, porque ficam assustados. É, eu acho isso uma informação bem importante, porque, no geral, as nossas pacientes, elas saem se sentindo muito bem. Primeiro que elas saem da LPA andando, que já é uma coisa que, para elas, nossa, eu não imaginei que eu ia conseguir andar, que meu joelho ia mexer.

E elas têm um bem-estar. E daí, elas acham que está tudo bem. Aí, vai para o banho e, às vezes, tem um episódio, né? Então, assim, mesmo que ela esteja se sentindo muito bem, mesmo que tudo esteja rolando ok, é importante ela saber que pode acontecer e que ela precisa ter cuidado.

Porque, às vezes, a gente fala uma, duas, três vezes, e aí a paciente chega e fala Ah, eu aprontei. No terceiro, quarto dia. Aí você fala, o que aconteceu? Não, é que eu achei que eu estava bem, aí eu fui tomar banho sozinha.

E sempre tem alguma coisa porque a paciente achou que estava ótima, né? E as pacientes que moram fora, né? Eu já tenho a rua que eu não gosto, né? É o Carfreire. Viu, Mari? É o Carfreire a vítima, né? As pacientes adoram andar no Carfreire, né? A clínica é no Jardim América, né? Então, é perto. Muitas vezes, as pacientes vão no Carfreire e falam, caramba, que a pessoa, no terceiro dia, vai fazer caminhada no Carfreire, né? Então, ou ideia, né? Eu tenho uma história muito curiosa sobre o Carfreire que eu preciso compartilhar.

Teve uma paciente que veio do Nordeste e ela, da área da saúde, a paciente, e aí ela veio com a mãe, que foi a acompanhante dela. E ela foi passear no Carfreire nesse esquema, drenando líquido e passeando no Carfreire. Ela me disse que ela sentou num banco para tomar um sorvete.

De repente, tinha um monte de cachorro de rua em volta dela, cheirando, óbvio, porque ela estava drenando pra caramba. Aí eu falei, eu não acredito que além de você ir passear no Carfreire, você deixou os cachorros chegarem perto de você, né? Então, eu tenho umas dessas. É, de cachorro tem mais história, mas eu vou poupar.

Bom, esse líquido todo que drena, então, não é sangue, né? Essas pacientes não precisam se preocupar que vão ficar anêmicas porque o líquido está drenando demais, certo? Não, não é sangue, mas pode, sim, ficar anêmica por conta da cirurgia. Geralmente, as pacientes têm uma reserva de ferro muito baixa. Então, essa reserva de ferro, a gente tenta repor na cirurgia e, às vezes, ela não consegue nem... Por conta da inflamação mesmo, ela não consegue transformar esse ferro em hemoglobina.

Então, às vezes, a gente precisa até fazer uma suplementação de ferro no pós-operatório, mas nenhuma das nossas pacientes, do jeito que a gente faz, precisou de sangue, de transfusão. Isso é algo que eu vejo que alguns outros colegas têm, essa questão de transfundir sangue. Então, a gente não tem isso.

A média de volume que a gente tem de lipoaspiração é 4,5, ou seja, tem pacientes que a gente aspirou 1.000, 1.500, mas teve pacientes que a gente aspirou 8.000 e a média é 4,500. Média e mediana, ou seja, a gente aspira um volume considerável, com segurança, mas nenhum caso de necessidade de transfusão de sangue. Somente, às vezes, reposição de ferro e como a gente tem uma estrutura hospitalar, a gente consegue fazer endovenoso, mas às vezes poderia até ser via oral.

E também, complicação que a gente tem, irregularidade de pele, eu nem vejo como complicação, porque o paciente de lipedema, ele tem esse risco de irregularidade de pele. É o seroma. Seroma é o que a gente tinha bastante, né? E aí eu fiz uma estatística, levantei com o estatístico e eu vi mais associação antes da gente usar o ultrassom cirúrgico.

Então, o ultrassom cirúrgico, desde que a gente colocou o ultrassom cirúrgico, a gente não teve mais seroma, que é um paradoxo, porque todos os cirurgiões que fazem lipoaspiração corporal e usam o VASER ou qualquer outro ultrassom cirúrgico, tem mais seroma. Mas o que muda é que no lipedema a gente deixa os orifícios abertos e contando que vai drenar bastante pelo orifício. Então, o VASER, às vezes até ele aumenta mais o volume que vai drenar nos primeiros dias e que drena, depois passa e aí não precisa, e não tem o seroma, né? Que a gente diagnosticava lá com duas semanas.

Não tem mais. Não tivemos, né? E a gente viu também na estatística que tem uma associação maior com o LASER, quando a gente fazia o LASER, a lipolaser, aumentou um pouquinho mais o seroma. Não com um P importante, né? Com significância, mas com uma tendência que se a gente fizesse mais, talvez a gente pudesse ter uma estatística positiva, né? Então, até comparando com VASER e ultrassom, o VASER, nesse aspecto, é mais seguro.

Perfeito. E aí, falando da compressão, né? Essa é uma grande dúvida das nossas pacientes. As malhas de compressão, as cintas de compressão, quais são, como usar, vai fazer enfaixamento, não vai fazer enfaixamento, uso o dia inteiro.

Eu queria conversar com você um pouquinho sobre a compressão e também conversar sobre o excesso de compressão e os garrotes, que às vezes a gente costuma ver, e quão eles são prejudiciais se eles acontecerem. Aí você pegou um tema bem legal, né? E eu acho muito bom isso, porque é algo que é evolutivo e individualizado. Então, cada paciente vai ter uma demanda diferente.

Então, não existe regra. Não é assim, e aí vai ser para todo mundo. Não tem e não pode ser assim.

Na medicina, eu não vejo que tenha protocolos que funcionem para todo mundo. Acho que a gente tem que olhar o paciente como ela é e entregar o que ela precisa. Então, o que a gente tem feito muito, eu mandei fazer uma calça de pós-operatório e ela tem um tecido de emana, que é um tecido mais macio, exatamente porque eu não quero uma compressão muito forte.

Então, eu sei que outros serviços têm enfaixamentos muito fortes e tudo, mas eu vejo que esses enfaixamentos, quando a gente tem que fazer algum enfaixamento, tem algum garrote, tem algum marca-pele, às vezes fica marcado mais tempo, às vezes pode até ficar um degrau nessas áreas de garrote. Então, eu vejo que nos primeiros 2, 3 dias, que está drenando bastante, vai drenar. Comprimindo ou não, vai drenar.

Então, se você comprimir, não vai parar de drenar, porque é do processo inflamatório. Então, é interessante a cinta, porque é mais frouxa, para não machucar, porque eu vejo também que os pacientes que têm dor no pós-operatório, eu falo uma coisa para o paciente, tira a cinta e coloca ela de novo e melhora a dor. E uma dor que de 0 a 10, é 9, é 8, é 10, que só cessa com morfina.

Aí você fala para tirar a cinta e colocar de novo e passa. Você entendeu? E estou falando isso por causa dos pacientes no pós-operatório imediato. Está desesperador, às vezes eu estou ocupado atendendo o paciente e fazem morfina.

E aí quando eu vou lá ver, tirou a cinta, colocou a cinta, a doutora agora melhorou. Então, a cinta tem um poder de prejudicar, ele pode ajudar muito, mas ele pode prejudicar muito. Então, a cinta tem que comprimir toda a região operada e mais um pouquinho.

Então, se a gente fez até o tornozelo, a cinta tem que ir até o pé. Se foi até o culote, a cinta tem que ir até a cintura. Então, a maneira que você escolhe a cinta é tem que ir além de onde foi operado.

E agora, a compressão, nos primeiros 2, 3 dias, eu prefiro que seja uma compressão leve. Eu só quero uma compressão mais compressiva mesmo, que tem que fazer enfaixamento, quando não cabe a minha calça, porque a paciente tem uma conformação, um formato diferente, uma distribuição que a cinta não vai ficar bem nela. E às vezes é uma limpa, às vezes muito agressiva na perna, tudo.

Então, tem mesmo o risco de ficar um espaço morto e ficar acumulando líquido lá. Então, aí vale a pena fazer uma compressão. Mas, mesmo assim, a compressão tem que ser refeita no dia seguinte.

Ou, às vezes, até no mesmo dia, eu faço, tiro e faço de novo antes do paciente ir embora. Então, a compressão, ela tem um poder de, às vezes, até pode ser a causa de uma necrose de pele, talvez seja até uma compressão exagerada, porque não deixa a pele respirar. Então, eu não... Pode falar.

Eu queria até adicionar duas informações aí, queria que você, se quiser, dar a sua opinião. A gente precisa, e aí a equipe, né, vai estar vendo essa paciente todos os dias. Então, é obrigatório, no nosso caso, nas nossas pacientes, tirar a cinta ou qualquer coisa, meias ou qualquer coisa, todos os dias, justamente para a gente observar a pele e para a gente manipular.

Então, a gente manipula direto na pele. E, também, muitas das pessoas falam dos enfaixamentos e desse excesso de compressão para evitar seroma. E não necessariamente a gente tem percebido que é o excesso de compressão é que evita o seroma.

É claro que existe uma gordura que você retira entre a pele. Eu tenho trabalho, meu, por exemplo, em outro tipo de cirurgia. Seroma, ele vai se formar.

Às vezes, com paciente com drenum, o seroma se forma com 10 a 14 dias. Fluxo do seroma não é o primeiro dia. O que pode acontecer no primeiro ou no segundo dia é ter um hematoma, sangrar, e esse hematoma forma uma coleção de sangue, um coágulo, e o período dele se desfazendo vai virando um seroma.

Mas não é. O seroma não forma em três dias, nos três primeiros dias. O que forma é hematoma. Agora, como o paciente está eliminando o líquido e tem um tecido solto, ele pode acumular líquido ali.

Por isso que tem que fazer as drenagens, e as drenagens não são nem linfáticas, não é nem no sentido linfático. Você faz mesmo uma ordenha, que você tem que espremer mesmo esses lugares que foram mais tirados a gordura, que poderia acumular líquido, e tirar esse líquido que está se acumulando lá, para não virar um seroma, para não ficar acumulado lá. E aí o seroma mesmo é um líquido inflamatório, e ele acaba se formando com 10 a 14 dias.

Então, o que está formando no começo é normal. É a eliminação de líquido normal. Agora, se não tira, se não faz uma drenagem correta, esse líquido continua no local, fica acumulado, aí ele vira um seroma mesmo.

Sim, é. Até algumas das incisões acabam até ficando abertas, sem estrutura. Algumas com estrutura mais frouxa, até para facilitar essa retirada do líquido, que como você disse, nos primeiros dias, ele não respeita necessariamente o sistema linfático. O ponto, se tiver líquido, nenhum ponto vai segurar o líquido.

Quer dizer, tem pontos que podem, você pode deixar vedado ali e não sair líquido, mas um ponto simples não vai segurar líquido. Então, mesmo que eu dê um ponto, o líquido vai sair. Mas, às vezes, pontos pequenos, nem precisa, furinhos pequenos, a gente nem precisa dar ponto.

Agora, quando o ponto está maior, eu pessoalmente prefiro fechar para direcionar uma cicatrização melhor, porque senão você evita um seroma, mas você fica com uma cicatriz muito feia, escura, né? Às vezes pode ter um quelóide. Então, para evitar isso, a gente acaba, eu pessoalmente, fecho alguns que estão maiores mesmo, os orifícios maiores. Seção da pele, né? Na verdade.

Isso. Tem uma pergunta aqui, que, vamos lá, colocar uma pergunta aqui, só porque veio agora, que a Paula Vanessa quer saber se a cirurgia de lipedema pode se tornar mais acessível financeiramente. Assim, Paula, eu acho que não só acessível, como tem que ter uma cobertura dos convênios, né? Não tem, mas eu acho que a tendência é que tenha.

E as pessoas, os médicos, aprendendo a fazer, vão começar a prescrever mais vezes, vai ter uma concorrência maior e o preço deve abaixar. Mas o tratamento do lipedema não é a cirurgia. Então, se você está procurando a cirurgia para tratar o seu lipedema, você está procurando o caminho mais longo, apesar dele parecer curto.

Então, eu não recomendo que procure a lipoaspiração como tratamento do lipedema único, exclusivamente. Vá fazer um tratamento clínico, porque o tratamento clínico pode ser muito simples. Com melhora do estilo de vida, melhora da alimentação, sono, atividade física, você já trata 80%, 90% das doenças, nem do lipedema, de todas as doenças.

Perfeito. Tem mais alguma pergunta aí? Não. Então, aí agora, eu queria entrar um pouco mesmo na atuação do pós-operatório.

As pacientes perguntam quantas vezes por semana a gente vai ter que se encontrar, qual é a frequência, né? Então, assim, é importante que o pós-operatório correto e essa coerência entre a equipe sempre seja estabelecida para realmente a cirurgia ter sucesso. Então, faz parte do sucesso da cirurgia o pós-operatório correto. A princípio, as nossas pacientes, elas vêm para a fisioterapia todos os dias, então o atendimento é diário, principalmente nesse primeiro momento que ela vai estar drenando esse líquido pelas incisões, né? Para a gente conseguir tirar o máximo possível do líquido, como você mesmo disse, nem sempre respeitando o sistema, o sentido do sistema linfático, mas sim, quando as incisões começam a fechar, a gente volta a fazer no sentido tradicional.

E aí a gente pode associar algumas tecnologias nesse período de pós-operatório, então a fotobiomodulação através do laser, do LED, ajuda aí a modular um pouco o processo inflamatório do pós-operatório. Alguns profissionais adicionam, por exemplo, a compressão pneumática, que na minha opinião, ela pode ser utilizada com parcimônia, porque ela não pode substituir, por exemplo, a drenagem linfática. Mari, a galera aí faz, deve ter gente vendo aí, vai brigar com o que eu vou falar, mas aí coloca um monte de equipamento, não encosta a mão no paciente e cobra mais caro.

E aí coloca vários pacientes ao mesmo tempo. Então eu, principalmente, não recomendo isso. Eu acho que é um... Tanto é que a Mari vê.

Às vezes eu entro na sala lá e eu mesmo dou umas drenadas lá, umas ordenhadas. Eu gosto. Eu acho que é bom pegar no paciente e ordenhar.

Então, esses primeiros dias, é mão na massa mesmo. Tecnologia nenhuma. Ah, pode... Tem tecnologia que pode melhorar? Tem.

Tem o... Aquele lá da SkinTech, que diminui um pouco a cor, turo, deep slean. É uma opção. Eu acho ele muito caro.

Eu acho que ele vai encarecer o tratamento. Tem pessoas querendo mais barato. Então isso aí vai deixar cada sessão muito pesada para o paciente.

Mas é algo que melhora a dor. Nem todas as pacientes melhoraram, mas tem pacientes que melhoraram a dor. Pode estar melhorando o processo inflamatório e teria uma recuperação mais rápida.

A Mari tem usado o LED no intraoperatório. Eu acho o máximo. Porque ela, enquanto está fazendo de um lado, ela deixa o LED do outro lado.

Então eu acho que é algo simples, mais fácil de ter, né? Tem o Lib, lá, que ela também usa. São coisas simples. Não tem problema tecnologia.

Só não pode ser só tecnologia e deixar de ter mão. É isso. Até porque, assim, a maior ferramenta do fisioterapeuta, que é, na minha opinião, o bem mais precioso, é o toque.

É a mão. É com a mão que a gente sente a pele, as irregularidades, o líquido, a diferença de consistência de uma região pra outra. Hoje você mandou uma paciente ir lá passar comigo.

Eu nem estava com a agenda aberta. Eu passei na clínica, ela apareceu lá na minha sala que eu estava indo embora. E aí, olha só.

Eu tirei uns chips hormonais, né, da região do glúteo, faz três semanas. E a paciente, ó, do Mamari, pediu pra eu vir aqui porque ela acha que tem líquido. Aí eu falei assim, bom, se a Mari falou que tem líquido, líquido provavelmente vão ter.

Aí eu fiz ainda um traçom, vi que tinha líquido, funcionei e veio dois MLs. Veio pouquinho. Mas a mão, pegar, o físio tem que pegar no paciente porque ela vai ser, ela vai identificar as complicações antes do médico.

Essa paciente não ia voltar comigo nunca mais. Ela não ia voltar. Eu tirei os pontos, ela não queria mais voltar comigo e ia falar sobre outro assunto comigo.

Não ia mais falar sobre essa região. Então, a físio está lá todo dia. Ela vê evolução, ela vai identificar se está, não, isso não está normal.

Ah, pode ser uma infecção. Ué, começou a sair secreção diferente. Ué, o que é isso? Então, a físio é quem vai te ajudar no pós-operatório e vai identificar a complicação.

Então, é por isso que a físio tem que ter um bom relacionamento com o médico, né? Então, tem que ter uma conversa. Ó, avisa ele. Ó, ficou estranho, aconteceu isso.

Então, é um tratamento multidisciplinar. Porque se fica só do médico, vai lá, faz a limpia-aspiração e manda uma físio. Ah, manda, vai para uma físio especializada.

Mas eles não se conversam, aí é um tiro no pé do paciente, do médico, da física. Vai dar tudo errado. É, eu acho que esse é o grande tesouro mesmo, né? A gente poder ter essa comunicação aberta e trocar, né? A troca é importante.

E a paciente só se beneficia porque cada momento da recuperação dela tem uma demanda diferente e a equipe conversando, o sucesso é garantido, né? Então, aí só queria trazer outra informação. Como eu falei aqui antes, as incisões, elas começam a fechar e a gente não abre incisão para o líquido continuar drenando, tá? Então, às vezes isso acontece em alguns lugares, mas a gente começa a respeitar o sentido do sistema linfático e da drenagem linfática tradicional a partir do momento que a paciente para de drenar os líquidos aí pelas incisões cirúrgicas. É, eu entendo que tem muito médico que abandona o paciente e a física acaba absorvendo essas complicações.

Mas não é algo normal um não médico enfiar uma agulha no subcutâneo para funcionar... A tesourinha. Oi? Aquela tesourinha Kelly, né? É, ir com Kelly, ir com uma cânula para tentar aspirar. Isso não, isso não pode, tá? Isso pode, se fizer, alto chance de ter uma infecção, né? Ou ter uma lesão de algo que não era para ter.

Então, isso não pode ser feito por alguém não médico. Eu não recomendaria nem para quem não é cirurgião plástica, que não estava na cirurgia, entendeu? Não é, não tem que ser feito isso. Então, tem pessoas que já pegaram pós-operatório já teve gente que teve infecção.

E o que aconteceu? A físio foi lá e futucou a saída, o orifício, não pode. Então, assim, ah, o médico abandonou, eu fiz, ok, mas eu não abandono minhas pacientes, então não façam isso com as minhas pacientes. Eu não abandono, eu vejo, eu vejo paciente até de domingo, né? Eu abro a clínica para ver paciente, por que alguém vai lá e vai cutucar meu paciente, né? Vai colocar uma agulha, né? Então, às vezes, colocar agulha machuca e sangra, aí o problema que não tinha vai ter.

Então, são detalhes, e eu faço ultrassom ainda, eu tenho um ultrassom, porque eu não funciono, eu já funcionei muito paciente sem ultrassom, mas eu tenho ultrassom, eu vou lá e vejo. Por que eu vou ficar furando, né? Então, são detalhes que a gente precisa estar sempre bem alinhado com a equipe e não pode ninguém se aventurar, né? Acho que a gente tem que se ajudar, mas não se aventurar. Perfeito.

E aí eu sei que é um assunto que a gente não precisa explorar demais, mas essa paciente, ela vai sair da cirurgia com alguns medicamentos. Claro que as indicações são específicas para cada paciente e dependendo das comorbidades, por exemplo, associadas e tudo mais. Mas, basicamente, essa paciente sempre vai precisar de algum medicamento específico ou ela sai da cirurgia e tudo bem.

Como que funciona a questão de medicação? A gente podia experimentar, né? Fazer uma paciente sem medicação, hein? Daria. Daria. Daria.

Por que que daria? Porque a gente já faz antibiótico na cirurgia e a cirurgia, a gente faz anestésicos locais. O que que acontece? Se você não fizer nada local, ela não vai tomar nada no primeiro dia. No segundo dia, ela vai estar com dor e aí ela vai começar no segundo dia.

E a gente vê isso. Muitas pacientes... Ah, eu não estava sentindo nada, não tomei, mas eu acordei com muita dor. Então, o problema é isso, né? O pós-operatório, a gente dá antibiótico, mas poderia ficar sem, né? Mas aí, como o paciente fica muito secretivo, acaba tendo mais chances de infecção por conta dos orifícios, então a gente deixa com antibiótico.

A gente também deixa com analgésicos, com medicações para dor. Então, basicamente, seriam esses medicações. Eu coloco medicação para constipação, a gente coloca anti-inflamatório, que também diminui dor, a gente coloca analgésicos mais fortes, como a codeína, mas isso tudo tem que ser alinhado com o paciente para ver o que ele realmente precisa.

Tem gente que coloca medicação para estabilizar a pressão, para a pessoa não ter hipotensão. Eu, pessoalmente, não coloco. Às vezes, eu coloco relaxante muscular, que eu acho que a paciente também fica um pouquinho mais tranquila no pós-operatório, mas eu não acho necessário.

Tem gente que coloca protetor gástrico, que deu muito remédio e quer proteger o estômago. Eu, pessoalmente, não coloco. Eu gosto de falar muito da dieta nos primeiros dias, tomar bastante líquido, comer muita fruta, evitar fritura, evitar alimentos pesados, comer mais legumes.

No primeiro dia, eu gosto da paciente comer muita fruta, então eu falo para a paciente deixar uma salada de fruta na geladeira já cortada, porque se ela passar mal, quando está um alimento quente, imagine fritar um bife e passar mal, uma hora depois vai comer aquele bife requentado, é meio ruim. Então, eu acho que alimentos frios são mais fáceis de aceitar. Eu gosto muito de suco de limão, suco de laranja.

Eu acho que esses cítricos são excelentes para recuperação. E a gente pode também suplementar com vitamina também, não seria um problema. Perfeito, perfeito.

E aí, a gente entra numa outra questão, a gente falou bastante do seroma, e aí eu queria falar um pouco sobre fibrose. As pacientes ficam com o tecido um pouco mais endurecido, perto do décimo, décimo segundo dia, e às vezes elas vão para outras profissionais e voltam com a informação de que elas estão com fibrose. Esse endurecimento, ele é a fibrose? O que é esse processo de recuperação? A fibrose é um processo cicatricial interno, então realmente pode ter um tecido fibrótico mesmo que está cicatrizando.

Geralmente, ele vai estar associado, às vezes quando tem um sangue, o sangue irrita mais, então fica um hematomasinho pequeno, ele pode até formar uns nódulos cicatriciais. Mas acho que existe fibrose, realmente tem isso, às vezes fica nódulo e dá para desfazer ele, tem que fazer um monte de equipamentos que podem ser utilizados, mas o que a gente vê é que o paciente está com 3, 4 dias, a física está falando que está com fibrose, e não é fibrose. Na verdade, a paciente tem um edema, um edema mais localizado, o processo inflamatório vai causar um edema, então às vezes tem uma parte interna da coxa, ela fica mais endurecida e melhora, só que não melhora com uma semana, às vezes melhora com dois meses, com três meses, mas vai melhorar, e não é fibrose.

Só que quem não está habituado com lipedema, quando vê alguma coisa diferente, chama de fibrose, é mais fácil, e é até mais fácil de vender tratamentos quando você rotula uma doença, e aí coloca fibrose, tudo vira fibrose, é mais fácil de você vender até os tratamentos mais caros. Então, geralmente, quando é pontual, endurecido, eu concordo, muitas vezes é fibrose mesmo, agora, quando é uma área maior, e você vê que não é dura, é endurecida, um endurecimento, aí se aperta, você vê que fica marcado, é um edema, é do processo inflamatório, é ali onde foi mais agressivo, geralmente a parte interna da coxa, que a gente é mais agressivo mesmo, às vezes até onde tem mais flacidez de pele, que tinha mais volume de gordura, a gente vai mais, tira um volume maior de gordura, então fica endurecido, mas é uma área grande, então não é fibrose, agora menorzinho, aí sim eu concordo que pode ser uma fibrose, e geralmente está relacionado, às vezes não é nem fibrose, às vezes é um seroma, não identificado, forma uma bolinha, aí você tem que puncionar ele, e tirar para ele poder esvaziar, e ao redor do seroma, forma uma cápsula, uma cápsula fibrótica, aí tem a fibrose ao redor, mas às vezes tem um seroma relacionado, então nem sempre é fibrose. Isso é importante até, para quem é paciente e está assistindo, é comum chegar perto de 20 dias, um mês, e esses endurecidos ficarem mais evidentes, ainda em áreas grandes, e elas ficam assustadas, mas não é, então faz parte do processo, é importante conhecer o processo de cicatrização, a gente sabe que o final do processo chega até em seis meses do pós-operatório, e essa paciente... Seis meses não, tem paciente que é um ano, às vezes dois anos, então tem paciente que com seis meses ainda estava reclamando, e eu fui ver, ela só com oito meses, ela melhorou.

Então, pacientes com lipedema grau 4, estágio 4, às vezes, como ela já tem uma insuficiência linfática, a recuperação é mais demorada. Sim. E aí, como que a gente pode dizer para elas, qual é o tempo estimado para voltar ao trabalho, para voltar a dirigir, para voltar a praticar exercícios físicos, usa cinta por quanto tempo, tira a cinta para dormir, como é que você tem indicado? Dirigir, eu recomendo depois que parou de vazar líquido, acho que seria... A paciente vai ficar mais inchada, mas acho que ficar vazando é bem desconfortável, às vezes pode molhar e bater o carro por conta disso.

Atividade física, também, depois que parou, mas umas três semanas, já pode ir voltando, mas vai inchar. Então, a gente tem que coordenar bem essa atividade física que está voltando. Voltar ao trabalho, teve uma médica que eu fiz, que ela deu plantão com três dias, dois, três dias de cirurgia e vazando.

Então, dá para voltar a trabalhar, mas é desconfortável. A cinta, enquanto está inchada, eu peço para usar, mas, às vezes, a cinta que eu tenho, às vezes eu peço para usar depois uma mais compressiva, às vezes uma meia calça compressiva, não precisa estar usando a cinta minha, porque ela vai perdendo elasticidade e a paciente vai desinchando, então ela deixa de ser útil. Então, a cinta, eu prefiro tirar a precoce e deixar com uma meia elástica, que é mais fácil de encontrar.

E dormir, pode dormir, acho que foi tempo mais usar a compressão, uma compressão bem distribuída, é bem-vindo. Agora, se tiver uma compressão com garroteamento ou está machucando, é melhor ficar sem. Então, tem pacientes que eu peço para ficar sem, porque a compressão não está ficando legal com ela.

Perfeito, perfeito. E aí, a paciente está se recuperando, passou um mês, passaram-se dois meses e vem a flacidez. E agora, assim, o que elas podem esperar? Porque o que eu quero dizer com essa pergunta? Você, muitas vezes, associa algumas tecnologias para ajudar a diminuir a flacidez de pele.

Então, às vezes, elas estão enxergando uma pele mais flácida, mas e aí? Isso aí, como é que funciona a questão da flacidez? Até que tecnologias, né? Tem várias, né? Tem o Water Assisted, que é para melhor tirar a gordura. Tem o Power Assisted, que é o Vibrolipo, que também ajuda para o cirurgião a tirar a gordura. Tem o Ultrasound, que também ajuda a tirar a gordura, mas ele solta a gordura, ele vibra a gordura e ela solta.

E tem aí, que vão ter retrações de pele, a radiofrequência, o plasma e o laser. Então, basicamente, são essas. Deixa eu ver se eu tenho aqui.

Talvez aqui as que a gente usa. Eita! Ixi! Não deu certo aqui. Não deu aqui.

Então, tem... Deixa eu ver se tem aqui. Eu tinha uns videozinhos e não abriu. Tecnologias que atrapalham o médico a apresentar a aula.

Mas, basicamente, assim, o que vai retrair pele, né? O Body Tite, o Morpheus, o Argoplasma, o Renúvio. Só que eu não uso essas tecnologias em toda a área do lipedema. Eu uso mais na coxa.

Tanto na coxa, na parte de dentro, quanto no culote. Na perna, eu nunca usei. E eu não recomendo que use, porque eu acho que a circulação já é um pouco comprometida nas pernas.

E a gente ser muito agressivo pode prejudicar. E na perna, a espessura da pele é maior. Então, ela já tem uma retração muito boa.

Então, na verdade, nem precisa na perna. E a gente acaba usando essas tecnologias na coxa. Agora, não tem um tempo certo que a tecnologia vai entregar.

Geralmente, eu falo que esse estímulo de colágeno, que ela vai fazer, vai demorar em torno de uns três meses para poder mostrar efeito. E eu sou muito sincero com a paciente, falando que, muitas vezes, se ela não ver nenhum efeito, ela vai precisar de cirurgia. Então, eu tenho que... Só que a cirurgia depende muito da expectativa da paciente.

Então, eu acho que é algo que é muito importante conversar antes, para a paciente também não sair gastando dinheiro nessas tecnologias, sendo que não é uma certeza de entrega de resultado. Então, eu acho que isso tem que estar bem claro para a paciente, que é uma opção, uma chance da paciente não ficar com flacidez de pele. Então, eu acho que são tecnologias que podem ser associadas, mas que eu, pessoalmente, não deposito muita crença nelas.

Acho que, ainda assim, pode ter flacidez de pele. Mas eu tenho indicado para os pacientes em estágio 1 e 2. Estágio 3, eu só faço quando o paciente me pede. E estágio 4 não faz sentido nenhum.

Na verdade, eu até acho que deveria ser evitado. Então, o laser também. O laser é bem interessante, porque ele vai queimando a gordura, facilita para a gente respirar e também aquece a pele e tem o estímulo de colágeno.

Então, basicamente é isso, Mari. Perfeito. Eu acho que a gente conseguiu dar bastante informação de como funciona o pós-operatório.

Muitas das dúvidas que chegam, acho que a gente conseguiu sanar. E se as pessoas tiverem mais dúvidas, a gente pode responder diretamente também, ou a gente faz um próximo só com as dúvidas. E dá para a gente fazer vários, Mari.

A gente só precisa se organizar melhor, porque a gente está há uns dois meses falando, vamos fazer? Vamos. Vamos fazer. Ah, vamos gravar.

Então, acho que a gente acabou desse jeito. Você gostou desse jeito? Também funcionou super. Eu achei ótimo.

A gente só precisa explorar um pouquinho mais os vídeos. A gente separar melhor os vídeos, saindo o líquido. Eu queria colocar de cirurgia, que eu também tenho medo de expor demais e as pessoas se assustarem.

Não sei quem está vendo, às vezes pode ter criança, tudo. Mas eu acho que é importante para ensinar os pacientes. Eu acho que vale muito a pena.

Bom, Mari, foi um prazer. Muito obrigado. Muito obrigada.

Obrigada a você por disponibilizar esse tempinho aí, essa noite. Tem um detalhe que é muito importante, a gente não falou e deveria ter falado. Quem vai fazer uma cirurgia de lipedema e não vai fazer com a gente, a Mari tem um curso dela online para fisioterapeuta.

Então, às vezes pode ser uma maneira da física tentar seguir do jeito que a gente faz. Então, é uma opção. Ou quem vai fazer com a gente, mas não vai conseguir seguir com a Mari, às vezes pode ser uma opção.

Ah, eu tenho minha física, o que vai dar a sequência? A Mari sempre fica, dá atenção para as físicas, responde dúvidas, está em comunicação. E, às vezes, valeria a pena até a pessoa fazer o curso dela para entender como que a gente trabalha. É diferente.

E tem outros lugares do mundo que tem rotinas muito mais diferentes, até envolvendo piscina de gelo e coisas que a gente não faz aqui. Então, eu acho que é importante a gente divulgar o curso da Mari, que pode ajudar. Com certeza.

Obrigada. Eu acho que sempre... A gente não tem o certo e não tem o errado. A gente tem o que funciona para a gente.

Então, não existe nenhum tipo de rivalidade com outras equipes. Cada um tem, realmente, a sua melhor maneira de trabalhar. E a nossa é essa.

Então, eu acho que para quem tem interesse de seguir no nosso estilo, acho que vale a pena acompanhar de perto. Com curso, com formação, com contato. Eu estou sempre respondendo, recebendo físio quando as pessoas me pedem para visitar.

Estou super à disposição. Está ótimo, então. Então, muito obrigado.

Obrigada. Um beijo, Mari. Um beijo.

Boa noite. E até amanhã. Amanhã a gente está lá.

Está bom. Tchau.

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