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entrevista TV grupo thathis.mp4

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# Resumo: Entrevista sobre Lipedema com Dr. Alexandre Amato O vídeo apresenta uma entrevista em programa de TV com o Dr. Alexandre Amato, médico cirurgião vasc

Perguntas respondidas neste vídeo

Tudo bem doutor Alexandre?

Ah, perdemos o contato com o doutor Alexandre. Parece que tem uma falha na conexão.

Como é que o senhor tá?

>> Tudo bom. Muito obrigado pelo convite.

Colocando um pouquinho da sua qualificação aqui e como médico cirurgião vascular, é, eu acho que você vai poder tirar todas as nossas dúvidas da diferença que tem entre e e e é uma doença que ela é muitas vezes confundida com a obesidade, né?

Que é o lipedema. Explica para a gente um pouquinho o que que é o lipedema.

>> O lipedema é um acúmulo de gordura em membros, né?

Membros inferiores, membros superiores. É uma gordura doente, é uma gordura sintomática, é uma gordura que que tem dor, uma dor à palpação, uma sensibilidade ao toque, tem também sensação de inchaço, sensação de peso, cansaço nas pernas, muitas vezes traz aquela celulite que as mulheres reclamam bastante.

>> Bom, as causas, é, ninguém, é, sabe direito, né?

Isso tá sendo investigado, tem vários estudos, mas a gente tem vários indícios, várias, é, é, pistas aí que a gente tem que seguir. Então a primeira delas é a genética. É uma doença caracteristicamente, é, genética.

Transcrição completa do vídeo

fazer o seguinte, já vamos para outra entrevista, um outro bate-papo, vamos falar de saúde.
Ribeirão Preto é, tá vivendo esses momentos, a gente fala muito da política aqui, a gente traz problemas é, que acontecem em nossa cidade, mas nós também estamos vivendo momentos terríveis no que diz respeito à saúde.
As pessoas tão preocupadas com a crise sanitária que a gente vive, talvez a maior da história da humanidade, que é a crise do Covid-19, mas tem que cuidar de outras coisas, inclusive do coração.
Eu tô recebendo aqui no programa agora o médico é, doutor Alexandre Amato, que é médico cirurgião vascular, endovascular e ecografista.
É também professor de cirurgia vascular da Faculdade de Medicina da Universidade Santo Amaro, a Unisa.
Muito obrigado doutor Alexandre pela participação e uma boa tarde.
Tudo bem doutor Alexandre? Ah, perdemos o contato com o doutor Alexandre.
Parece que tem uma falha na conexão.
É, doutor Alexandre, a a conexão com o doutor Alexandre deve estar sendo retomada, tá? Já temos doutor Alexandre? Agora sim doutor Alexandre, tudo bem? Como é que o senhor tá? >> Tudo bom.
Muito obrigado pelo convite.
>> Doutor Alexandre, te apresentei aqui, né? Colocando um pouquinho da sua qualificação aqui e como médico cirurgião vascular, é, eu acho que você vai poder tirar todas as nossas dúvidas da diferença que tem entre e e e é uma doença que ela é muitas vezes confundida com a obesidade, né? Que é o lipedema.
Explica para a gente um pouquinho o que que é o lipedema.
>> O lipedema é um acúmulo de gordura em membros, né? Membros inferiores, membros superiores.
É uma gordura doente, é uma gordura sintomática, é uma gordura que que tem dor, uma dor à palpação, uma sensibilidade ao toque, tem também sensação de inchaço, sensação de peso, cansaço nas pernas, muitas vezes traz aquela celulite que as mulheres reclamam bastante.
Então essa deposição de gordura do lipedema, às vezes, se não tiver olhos atentos, pode parecer que é uma obesidade.
E o nome também não ajuda, porque o nome é muito parecido com linfedema também.
Então muitas vezes as pessoas confundem ou com obesidade ou com linfedema.
A obesidade é quando a gente, é, avalia somente pelo IMC, que é que é pelo peso e altura, é, ela não, não vê a proporção corpórea.
E no lipedema, a característica principal é essa diferença da, do segmento do corpo inferior pro segmento do corpo superior.
Então são aquelas pessoas que são magrinhas de abdômen, tórax e a perna é grande, a perna, a perna é larga.
Isso não é obesidade, isso, se tiver sintoma, é o lipedema.
>> E, doutor, primeiro, quais são as causas do lipedema? E o lipedema pode ser tratado? >> Bom, as causas, é, ninguém, é, sabe direito, né? Isso tá sendo investigado, tem vários estudos, mas a gente tem vários indícios, várias, é, é, pistas aí que a gente tem que seguir.
Então a primeira delas é a genética.
É uma doença caracteristicamente, é, genética.
Aparece a hereditariedade da, da doença.
Então quem tem o lipedema, normalmente refere que na família, as mulheres da família tem as pernas largas, né? Então essas pernas largas, é, não necessariamente são uma constituição familiar, e sim a doença lipedema.
Agora, é, principalmente essas doenças que são muito frequentes, como o do que ocorre em 11% da população feminina, não é um gene só que que atua.
São vários genes, eh e e distinção de qual gene leva tempo, não é tão simples assim como pode parecer.
Agora, outro aspecto que é extremamente importante é o hormônio.
Então, tem que ter uma influência hormonal para disparar essa doença genética.
Então, tem muita gente que pode carregar o gene por aí e não ter expressado os sintomas porque não houve ainda um gatilho inflamatório ou alguma influência hormonal no corpo da mulher.
>> Doutor, eh a gente viu aqui imagens do lipedema principalmente nas pernas, né? Mas eu já vi também que nas nádegas ali pode ter também nos braços.
Eh isso acontece no quadril, né? Aqui também.
Eh isso acontece principalmente em mulheres? >> Sim, sim, principalmente em mulheres.
Eh pode acontecer em homens, mas é extremamente raro.
Eu lembrei que eu esqueci de responder a outra pergunta sua também que era sobre o tratamento, mas vou falar dos braços antes.
Pode acontecer acúmulo nos braços, antebraço, pode acontecer na perna, coxa, nádega.
Normalmente poupa as mãos e os pés.
Então, os pés eh não aparecem ter o problema.
Agora, sobre o tratamento, existem vários tratamentos, [limpando a garganta] né? Eh a basicamente a gente consegue separar em tratamento conservador e tratamento cirúrgico.
O tratamento cirúrgico é a lipoaspiração e o tratamento conservador visa mudança de vários hábitos eh eh de vida, eh buscando a qualidade de vida, melhora sintomática e é sim possível melhorar bastante.
>> Muito bem.
Eh a Flavinha tem pergunta aqui para o senhor também, doutor.
Vamos aproveitar aqui esse tempo.
Flavinha, é você.
>> Boa tarde, doutor.
Nós temos uma pergunta de uma telespectadora.
Eh, ela faz a seguinte, o seguinte questionamento: mesmo sendo uma doença genética, existe algum modo de evitar que ela chegue nesses estágios mais avançados? E qual seria essa prevenção? >> Ah, é é o diagnóstico precoce ajuda bastante, assim, se você tem a informação, você sabe o que tem que fazer para a doença não progredir.
Agora, quando a gente começa a falar de do tratamento, boa parte do tratamento são hábitos de vida saudáveis, ou seja, eh a gente consegue atingir com a alimentação adequada, com com exercício físico adequado, visto que não é toda dieta e não é todo exercício físico que dá certo com com o lipedema, mas fazendo isso direcionado, eh não não vai ser necessário tratar depois, porque você já tá já tá se mantendo eh estável, já tá se mantendo bem, numa situação de qualidade de vida boa.
Então, a doença ela só progride na persistência da inflamação.
Então, se a gente evita a inflamação, se a gente evita gatilhos inflamatórios, se a gente tem hábitos de vida saudáveis, a gente consegue evitar a progressão da doença.
>> Muito bem.
Doutor Alexandre, eu quero agradecer muito a sua participação, quero dizer que vamos recorrer mais algumas vezes aí, principalmente porque a gente sabe que nesse período o aumento de algumas doenças cardíacas também tem sido frequente, né? Então, falar sobre isso, trazer essa prestação de serviço para a população é sempre muito importante.
Muito obrigado pela participação hoje e ótima tarde.
>> Obrigado.
Junho, lipedema.
>> É isso aí, junho, dia de conscientização e combate ao lipedema.
Muito obrigado, doutor.
Um abraço.
Agora são 2:16, vamos para o break, eu já volto, tá bom?

Consulte um especialista

Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.