O episódio discute a relação entre anticoncepcionais e lipedema, esclarecendo como hormônios podem atuar como “gatilhos” para sintomas (dor, peso nas pernas e i
E foi tema também da sua palestra no Congresso de lipedema que teve, a pouco, não vou falar exatamente o tempo, porque eu não sei quando, que vai euar esse episódio, quanto tempo vai ter feito do Congresso.
Exatamente. E da sua última vez que você esteve aqui, a gente não falou, agora a gente está perguntando um pouquinho sobre isso para falar mais sobre cada um dos convidados aqui no episódio. Eu queria saber um pouco da sua escolha na medicina, se você sempre quis ser médica.
Faz eletro, passa no médico, vê se vai operar, se não vai operar.
Meu tio predileto e tal, tio zupa. E aí eu já tinha essa questão da doença cardíaca, ainda tinha meu tio também, que era a pessoa que eu achava que, nossa, olha, ele é médico, olha que lindo, olha que maravilhoso, olha o que ele faz, ele era vascular.
E aí eu achei que eu queria fazer neurocirurgia. Aí eu até fiquei um tempo acompanhando o meu professor da Neurocirurgia em cirurgia, de madrugada e tal.
Olá, meu nome é Letícia Miyamoto, está no ar mais um AmatoCache pelo canal do Instituto Amato e agradeço mais uma vez o carinho da sua audiência e participação aqui conosco para falar sobre tudo que envolve qualidade de vida. No último episódio nós recebemos um convidado especial e conversamos sobre tênis e os benefícios desta prática para a saúde. Hoje novamente nós recebemos, eu não vou dizer uma convidada especial porque ela já vem de vez em quando aqui no canal já é da família, já é da casa aqui da Clínica Amato, mas antes eu vou apresentar novamente o currículo da nossa convidada de hoje. A Dra. Juliana Amato tem título de especialista pela Febrasgo e pela Associação Médica Brasileira, pós-graduada em Infertilidade, Reprodução Humana pela USP, Universidade de São Paulo e Residência Médica em Ginecologia e Obstetrícia pela UNISA. Mais uma vez, bem-vinda, Dra. Obrigada, Letícia. Vamos conversar mais um pouquinho hoje. Exatamente. Faz tempo que a gente não fala, é por isso que eu falei, não é bem uma convidada especial porque é da família, mas de qualquer forma já faz um tempo que a gente não vem conversar sobre isso. Acho que o último assunto que a gente conversou foi sobre temas, perguntas frequentes em saúde da mulher. É, saúde feminina, foi isso. Hoje então a gente já colocou aí no título para você que já chegou aqui, já deve ter visto, o tema vai ser sobre tudo que envolve anti-concepcional e lipedema. A gente já estava falando um pouquinho nos bastidores agora sobre anti-concepcional, não é, doutora? E foi tema também da sua palestra no Congresso de lipedema que teve, a pouco, não vou falar exatamente o tempo, porque eu não sei quando, que vai euar esse episódio, quanto tempo vai ter feito do Congresso. Mas a gente também já adianta que no ano que vem deve ter de novo. Com certeza. O ano que vem vai ter lipedema evolução novamente, em 2026. Isso, com todas as especialidades, cada uma agregando de uma forma nessa doença, algumas pessoas até não médicas que estiveram ali, mas que... É, nutricionistas, fisioterapeuta, para uma equipe multidisciplinar da área da saúde, não só médica, não é? Exatamente. E da sua última vez que você esteve aqui, a gente não falou, agora a gente está perguntando um pouquinho sobre isso para falar mais sobre cada um dos convidados aqui no episódio. Eu queria saber um pouco da sua escolha na medicina, se você sempre quis ser médica. Nossa, a minha escolha na medicina é desde muito pequena, muito pequena. Eu acho que desde que eu me conheço por gente, que eu tenho noção de que eu sou alguém, assim, desde pequenininha, eu já queria ser médica. Eu tenho uma história bem específica. Eu, com dois anos de idade, fui diagnosticada com uma má formação cardíaca, chamada comunicação interatrial. Então, dos meus dois anos, até os meus 18 anos, que é quando eu fui operada, realmente, do coração, eu vivia em médico de seis em seis meses. Então, eu morava em São José dos Campos, aí o meu médico era aqui na beneficência portuguesa em São Paulo. Então, meus pais me traziam, então eu vivia em médico, né? Faz eletro, passa no médico, vê se vai operar, se não vai operar. E aí eu já venho de uma família, meu tio médico, meus primos médicos, então eu gostava muito, assim, eu tinha uma paixão pelo meu tio na época, né? Meu tio predileto e tal, tio zupa. E aí eu já tinha essa questão da doença cardíaca, ainda tinha meu tio também, que era a pessoa que eu achava que, nossa, olha, ele é médico, olha que lindo, olha que maravilhoso, olha o que ele faz, ele era vascular. E aí veio desde então, né? Aí depois eu fui fazer faculdade de medicina, aí fiquei na dúvida, que que eu vou fazer vascular, o que que eu gostaria de trabalhar, né? Aí eu passei pela neuro, pela cirurgia neurológica, né? E aí eu achei que eu queria fazer neurocirurgia. Aí eu até fiquei um tempo acompanhando o meu professor da Neurocirurgia em cirurgia, de madrugada e tal. Eu falei, será que é isso mesmo? Aí eu fui pra cardiologia, né? Bem o que você já tava acostumando? É, bem o que eu já tava acostumada. Aí eu fiquei um ano na cardiologia do H-Core. Aí eu fiz a cardiologia lá, esse um ano que eu fiquei, depois que eu me formei e tal. Eu falei, acho que não é isso ainda que eu quero, apesar de já ter essa história progressa, né? Aí fiquei pensando, não, acho que eu quero trabalhar com saúde da mulher. Porque daí tem a parte clínica, a parte de prevenção, a parte cirúrgica, a parte de parto, que também é muito legal, né? E aí eu decidi fazer ginecologia. Legal. E hoje você é mais próxima do que? Mais de parto, né? Obstetrícia, mas... Parto nem tanto mais, né? Eu tô mais na parte de ginecologia regenerativa agora, laser, longevidade, prevenção. É a área que eu atuo mais agora. Ginecologia estética também, né? Que a gente falou. Estética também, ginecologia estética também atuo. Teve um episódio muito legal sobre isso, inclusive. Teve, nossa, estendo esse episódio. Foi bem legal mesmo. Foi um dos que mais viralizou, inclusive, sabia? Depois de um tempo, deu um boom no canal. Foi um assunto que acho que ficou em alta por algum motivo. Acho que foi alguma famosa, alguma coisa que fez. Às vezes tem isso, né? Tem, tem. O que faz algum procedimento aí, o pessoal começa a procurar no YouTube. É, todo mundo quer saber o que fez, o que não fez, o que melhora, o que não melhora, o que é possível fazer. Aliás, a gente tava falando aqui com o Kev, né? Que faz a nossa gravação. Que os seus vídeos acabam sendo os mais bombásticos do canal, porque acaba caindo de alguma forma nos assuntos virais, né? Então você é que mais bomba, que gosta. É, porque eu acho que vem essas notícias na mídia mesmo, né? E aí as pessoas vão atrás sobre o assunto. Ah, aconteceu isso. Vamos lá ver se realmente esse assunto, o que tem na internet sobre esse assunto, né? E acaba viralizando. Às vezes nem tanto quando sai, mas quando aparece, né, o assunto. É, de alguma forma nos furgerinos train de topics. É, e aí as pessoas querem saber. O assunto de hoje também vai bem legal, porque une duas coisas que as pessoas gostam muito de saber, né? De contracepcional, método contraceptivo e lipedema, que tá muito em alta, a gente conversou. O doutor Alexandre, inclusive, seu marido, né? Pra quem acompanha aqui há muito tempo, cirurgião vascular. Nos últimos episódios ele falou bastante sobre essa ligação dos assuntos que são muito temáticos, não sei se é essa a palavra, como o doutor de contracepcional, né? Os métodos contraceptivos com a alta do que tem se falado sobre o lipedema. A gente conversou sobre isso, porque que agora todo mundo escuta lipedema, lipedema, né? Ver às vezes na TV ou na internet, nas redes sociais, enfim. Acho que a gente vai poder esclarecer muito sobre isso, porque até eu, que já falei quinhentas vezes aqui sobre lipedema, não sabia falar sobre a ligação, né? Não tinha conhecimento nenhum. Nenhum especialista ainda falou sobre esses dois assuntos juntos, então esse é o nosso objetivo. Antes, doutora, pra quem já tá aqui há bastante tempo já sabe, mas pra quem tá chegando agora, também queria agradecer novamente o patrocínio aqui do AmatoQuest, que é do laboratório Origem, especializado em saúde intestinal, que é onde tudo começa. O foco do Origem é qualidade de vida e prevenção. Então começando agora, de fato, o nosso tema, doutora. A gente fala de anticoncepcional, já vem hormônios na cabeça, né? Os hormônios estão ou não ligados com essa questão do lipedema, o que, de fato, influencia nessa condição, nessa doença nas mulheres? É que as pessoas, quando falam em lipedema, têm uma associação com uma predominância estrogênica, né? As mulheres que têm lipedema, elas têm mais estrogênio circulante no corpo, né? Então todo mundo acha que, putz, lipedema, essa mulher já tem muito hormônio. Se eu tomar mais hormônio, eu vou piorar a situação dela. Mas, gente, o hormônio não é o vilão, né? O estrogênio, ele é um hormônio que é muito importante pra saúde feminina, né? Se a gente for pensar que todo mundo acha, ai, o estrogênio tá ligado só com gravidez, com ciclo menstrual, com ovulação, com saúde da mulher. Ai, todo mundo pensa em menopausa quando ele cai. Mas ninguém pensa que o estrogênio, ele tá associado com uma proteção cardíaca. Então, ele tem o poder de diminuir o risco cardíico da mulher, porque ele é protetor. Ele aumenta o HDL e diminui o LDL. O HDL é o colesterol bom e o LDL é o colesterol ruim. Além disso, ele aumenta as concentrações de óxido nítrico na vascularização, o que previne aqueles eventos trombóticos. Então, previne trombose, previne tromboembolismo, previne formação de coágulos sanguíneos. Então, o estrogênio, ele é protetor. Além disso, ele protege o osso da mulher. Sem o estrogênio, a gente não consegue, a gente não consegue muito bem deixar esse osso mais fixo ali. Como que isso acontece? O estrogênio, ele diminui a ação dos osteoclastos, que são células que quebram o osso, o cálcio do osso. Então, o estrogênio, ele vem para prevenir isso. Então, ele mantém mais a atividade dos osteoblastos, que são as células ali que estão se diferenciando e que vão fixar no osso quando a gente tem uma vitamina D boa e também um cálcio sanguíneo bom. Além disso, ele é protetor neuronal. Ele está atuando ali nos receptores sinápticos da serotonina, da dopamina. Então, ele tem vários efeitos bons, né? Só que ele também está associado com a inflamação. Então, ele não é o vilão. Na verdade, o que a gente tem que ter é o manejo dessa inflamação para que a gente tenha um controle melhor desse lipedema. Tá. Então, para quem já foi diagnosticada como lipedema, tem histórico na família, não sei se isso muda, né? Na orientação em relação ao anticoncepcional ou não. Não está proibido, mas precisa ter certeza se é a melhor indicação para aquele paciente. Exato. Precisa. Não dá para a gente indicar um anticoncepcional específico para aquela mulher e ser igual para todo mundo. Não existe uma regra. Mas a gente fez um trabalho, a gente está fazendo esse trabalho ainda, mas eu tirei umas preliminares desse trabalho. A gente fez ali uma avaliação com o estatístico, tudo direitinho. E nesse trabalho, a gente tirou aí, a gente fez um corte de 148 mulheres para avaliar a relação do lipedema com o anticoncepcional, em relação aos tipos de anticoncepcional ou contraceptivo que a gente tem, né? Então, o que a gente viu lá foi o implante hormonal. O implante hormonal é num falo do chip, não. É um implante que tem um nome comercial, que já é bem conhecido. A gente avaliou também o anticoncepcional oral Apila, o anel vaginal, os DIU hormonais e o DIU de cobre e DIU de prata. Para ver exatamente como que essas pacientes, qualquer o perfil dela, de melhor ou de piora. E foi assim um resultado, assim, preliminar muito interessante, porque a gente viu que o implante, que é um implante, ele piora os sintomas do lipedema. Ele é capaz de piorar os sintomas daquela mulher, assim como o anel vaginal. Todos, na verdade, eles tiveram um impacto ali, sabe? Na piora dos sintomas, um mais ou outros menos. Por exemplo, o DIU de cobre não tem hormônio, então ele tem um impacto menor. Então, para as mulheres que têm lipedema, dependendo do estágio desse lipedema, dos sintomas, o ideal é que ela não use nenhum hormônio, mas o DIU de cobre e DIU de prata está lá para ajudar nesse quesito e é muito bem, é uma boa escolha para esses casos. Seria a melhor escolha em geral? Em geral, em geral, em geral a gente lipedema. Muito sintomático, grau 2 para cima, um DIU não hormonal, cobre ou prata, depende muito qual para qual mulher, porque o cobre em mulheres que já têm um fluxo sanguíneo muito grande durante a menstruação, se ela apanha o cobre, esse fluxo aumenta. Então, a gente escolhe um DIU de cobre mais prata, que a prata tem essa ação de diminuir esse sangramento. De prata não é tão conhecido, né? É porque ele é uma mistura do prata com cobre. Então, todo mundo acaba chamando de cobre, mas o de cobre também existem vários DIU de cobre, cobre, tamanho, quantidade, se é cobre prata, cobre e não prata. E a principal diferença, assim, até a gente estava conversando aqui nos bastidores de um outro tipo, que eu já esqueci o nome, que é o que tem uma quantidade menor de hormônios. É isso, de hormonal a gente tem 2, a gente tem um com 52 miligramas de levonorgestrel, que a mulher entre a menor ré, ou seja, não menstrua mais e a gente usa muito para tratamentos de endometriose, para bloquear a progressão da doença. E a gente tem o dios hormonal de menor dosagem, que tem 19 miligramas de levonorgestrel, e que a gente, ele é mais tolerado pelas mulheres que tem lipedema, assim, pode entrar em amenorreia, mas assim, 80% das mulheres ainda menstruam com ele, uma menstruação bem pequenininha, mas é uma boa opção para a mulher que também não quer menstruar e que é um anticoncepcional que vai durar 5 anos. E a quantidade de hormônio, isso é escolhido também de perfil para perfil de paciente, porque a gente fala muito do anticoncepcional e tem às vezes até uma publicação que acaba viralizando na internet de alguma bogeira, alguém que acaba falando que quais são os tipos mais indicados sendo que a pessoa nem é médica para falar. E tem muita essa dúvida daqueles que são considerados os nossos vilões ali, e alguns que todo mundo já conhece que são os mais indicados. Qual que é a diferença de um para o outro na parte prática? Dos anticoncepcionais orais é a dosagem do estradiol e da progesterona, e dependendo de qual você escolhe, ele é um progestágeno, ele não é uma progesterona natural, por exemplo, não é um bio idêntico. O progestágeno da pílula sempre vai ser um progestagênio, um químico. E aí a gente tem que escolher qual é o melhor progestagênio para aquela mulher. Por exemplo, drosperinona. Drosperinona é ótimo para a pele, mas ele não é tão legal para a parte vascular das pernas. Aí a gente tem vários tipos de progestageno, e ele é associado com o estradiênio em várias dosagens. Aí depende muito do perfil de cada mulher. Nas reclamações? Exato, das reclamações, se ela já usou antes ou não usou, se ela tem alguma alteração, porque na família, por exemplo, se tem algum antecedente de trombofilia, aí a gente tem que ir atrás para ver se ela não tem nenhum fator de trombofilia se ela pode usar aquele anticoncepcional ou não. Uma dosagem maior, uma dosagem menor. Qual vai ser o ideal para ela? Então, escolher anticoncepcional, porque uma influencer falou que usa esse, que é legal, e a outra fala que não, usa aquele lá que é melhor, não é o ideal. O ideal é sentar e conversar com o seu médico, olha, isso aqui é meu perfil. Você já conhece todo o meu histórico, tem acesso a todos os meus exames, fez uma pesquisa detalhada sobre trombofilias, estilo de vida também conta muito, e vamos escolher o melhor anticoncepcional para mim, é o oral, qual a dosagem, qual o progestágeno é melhor para mim em relação a minha queixa, é pele, não é? Então tem toda uma escolha aí que não é tão simples assim. É, porque às vezes quer escolher pelo que está mais famoso, né? É. Pelo que às vezes as pessoas veem mais reclamações aí, excluem, trocam, sem entender de fato. É, e às vezes sai um novo no mercado, e aí nossa, um novo no mercado, e a pessoa começa a ser propaganda daquele remédio, e você nem sabe se o negócio é bom. Às vezes sabe o que acontece? É uma medicação que já existe, mas que acabou ali os 5 anos que ela atende exclusividade, e aí outra farmacêutica, indústria farmacêutica pode produzir, e ela produz com outro nome. Então às vezes é a mesma formulação, só que a medicação é de outro laboratório com um nome diferente. Aí, ai, mas esse é melhor do que esse, na verdade é a mesma coisa, só mudou o laboratório. Entendi. E, doutora, às vezes quando existe a possibilidade do lipedema que está se manifestando naquela paciente, ser influenciado diretamente, unicamente, por algum problema hormonal, ajuda, mas tem outras causas também que estão por trás? O anticoncepcional, ele pode ser um gatilho, sim, para os sintomas do lipedema. Então, sempre quando o paciente chega, a gente acaba conversando sobre o método anticoncepcional e trocando, porque se a gente começa a fazer o tratamento conservador e ela não muda os sintomas, ela não melhora alguma coisa, tem, deve ser o hormonal. A gente acaba tirando, eu acabo tirando de todas, o Lejano também acaba tirando de todas, e conversa sobre outro método anticoncepcional mais adequado. Exclui 100%. Exclui, o que a gente tem usado muito é o dia hormonal de baixa dosagem. E nas mulheres que a gente acha que dá o dia de cobre, aquelas que tudo bem menstruar, a gente usa mais o dia de cobre. E naquelas fases, por exemplo, puberdade, gravidez, enfim, então, já que tem essas alterações hormonais nessas fases, costuma piorar o lipedema também, pode ver se se piorar nesses momentos? Costuma piorar nesses momentos. Eu tive uma história de uma paciente que assim, ela não se deu muito bem com o dia hormonal, com o de mais alta dosagem. E aí, ela não queria colocar de jeito nenhum o de cobre porque ela não queria menstruar, nem o de cobre e nem o de prata. E ela insistiu muito de colocar o implante. O implante acho que não vai ser muito legal pra você, você vai ficar mais sintomatico e tal. Aí ela começou a tomar de concepcionar oral por conta assim. Ah, minha amiga falou que é legal e vou tomar esse aqui de baixinha dosagem, que não sei o que. Ficou mal, né? Pernichada, aquela sensação de peso, não conseguia dobrar a perna direito, quem chava muito e você olhava pra perna dela, realmente o lipedema grau dois, mas os sintomas não condiziam com o que a gente olhava. Mas é lógico que ela estava sentindo aquela dor, né? Ela insistiu pra colocar o implante. Nossa, aí foi, coloquei num dia, piorou tanto que dois dias depois eu tive que tirar. Então... Em dois dias já? Em dois dias ela, eu não estou aguentando. Era dor que ela sentia? Muita dor nas pernas. Então o anticoncepcional sim, ele pode ser um gatilho pra iniciar os sintomas do lipedema e pra piorar pra quem já tá com o lipedema inativa, né? E ela, ela já tava com sintomas quase zerados, tava no tratamento bonitinho, mas pra você ver, né? Ela já tava super controladinha. Trocou o método contraceptivo, foi em dias, piorou demais. Nossa, muito rápido, achei que tinha um tempo ainda pra começar a se fazer feito. E do lado ao contrário também, você já viu algum caso de alguém que conseguiu ajustar essa questão do método contraceptivo e teve uma melhora muito significativa? Se o gatilho, se o gatilho dela foi só hormonal, sim, porque tem aquelas pacientes que chegam e que tem poucos sintomas, né? Mas que a gente vê que tem um lipedema instalado. E às vezes se a gente acerta de tirar o anticoncepcional e ela já melhorar, a gente já faz o diagnóstico. O gatilho dessa pessoa era hormonal, tem sim, tem várias. Sim. E aí a pessoa consegue por sinais e sintomas específicos saber se a questão dela é mais hormonal ou isso só com exames específicos? Com exames e com exclusão também, né? A gente vai testando. Lógico que a gente faz vários exames pra ver se tem alguma coisa visível no exame da onde que vem essa inflamação, mas às vezes só de tirar ali, sem fazer exame nenhum, a gente já faz um diagnóstico se ela melhorou ou não. É, porque o diagnosto, as pessoas às vezes têm essa, apesar da ginecologia de forma geral, todo mundo sabe que tem que ir uma vez por ano, já tem essa rotina. Mas ainda assim tem algumas que têm pra conceito, né? O que tem, já percebe que é o lipedema e fica tão focado em outras especialidades que não enxerga essas que também estão ao redor, né? Claro que alguns médicos já orientam, como o doutor Alexandre já conhece, já te, não porque por essa relação direta com você, mas por essa, que ele vê o contexto mesmo, mas nem sempre isso acontece, porque às vezes as redes sociais fazem o que as pessoas tentam se tratar ali sozinha, né? É, então, e não é legal, né? Porque às vezes você pode tomar uma decisão errada e que vai piorar muito sua condição. E pra quem só pode usar o anticoncepcional por algum motivo específico, né? Tem algum impedimento pros outros métodos que se existe de ter que escolher, a pessoa tem o lipedema e não pode usar algum outro método, não sei se existe isso, mas só existe um anticoncepcional como opção, aí tem que escolher entre o que tem a quantidade menor de hormônio. É, aí tem que avaliar muito bem, porque ela ficar sem hormônio é melhor. Vou dar um exemplo aqui prático, vamos ver se eu entendi. Paciente com endometriose. Paciente com endometriose, a gente tem que tratar a endometriose, que também é uma doença de base inflamatória. E a endometriose, a gente tem que cessar aquele ciclo hormonal dela, né? A gente tem que barrar aquele crescimento endometrial, que vai culminar com a menstruação, né? Porque o endometro vai se formando, se formando, e aí, quando ele diz cama, tem a nossa menstruação. Só quando tem a menstruação, o endometro ele proliferou ali, e ele vai proliferar onde tem foco de endometriose também, né? Às vezes no ovário, às vezes no intestino, às vezes na bichiga. Então, a gente precisa usar, por exemplo, um DIOR hormonal de mais alta dosagem pra bloquear aquela endometriose de continuar a sua progressão. Então, essa tem mais indicação de usar um DIOR hormonal. Então, não existe a possibilidade, por exemplo, de só poder tratar alguma condição com o anticoncepcional, sem contar o lipidema. Por exemplo, o Policístico. Apesar que esse é um termo que todo mundo conhece, né? Às vezes não sabe o que significa, mas... Às vezes tem a indicação de tratar com o anticoncepcional, pelo que eu conheço. E aí, a pessoa ainda assim tem uma outra opção que não só com o anticoncepcional, se tem o lipedema também. Sim, sim. Porque o ovário policístico também, hoje a gente já sabe que o anticoncepcional não é o tratamento do ovário policístico, né? Porque ele é uma doença metabólica. Então, tem várias coisas associadas. Então, pra determinadas doenças, sim. Mas se ela tiver o lipedema, a gente tem que reavaliar. Será que esse é o melhor pra essa paciente? Pra essa doença? E existe também aquele... Acredito que seja um mito. Talvez esteja tanalista aqui dos mitos e verdades depois. Mas das pessoas que às vezes estão tomando muito tempo o mesmo método e falam que precisa trocar, porque senão o organismo a costuma e às vezes não vai nem prevenir a gravidez, por exemplo. E isso conta... E isso conta de concepcionar oral. Às vezes o que a gente vê é aquela pessoa que toma tanto tempo aquele hormônio que ela começa a ter sangramento no meio da cartela. Aí já é um sinal de alerta, porque realmente precisa reavaliar se esse anticoncepcional ainda está fazendo efeito pra ela, né? E tem uns anticoncepcionais muito antigos, que às vezes acontece isso mesmo. E a gente tem que reavaliar a quantidade de estrogênio daquela pílula, por exemplo. E o progestagênio no que está ali. Se é uma trusperinona, se é um heteronogestrel, o que é e que a gente precisa mudar. E pode dar, por exemplo, o sangramento pra quem está já muito tempo com o mesmo anticoncepcional de consequências ali, ou pode realmente não combater uma gravidez? Pode não ser eficaz nesse sentido, ou pode ser que a pessoa tenha... Diminuir e eficaz anticoncepcional. Também. Se você começa a ter esporte, esse sangramentozinho, nada garante que você não está ciclando ali, se seus hormônios não começaram a ciclar novamente. Se tem o sangramento, é porque pode ter proliferado endometro ali e descamado. Aí também pode ser um sangramento só do colo do útero. Aí tem que dar uma avaliada. Entendi. Falando agora também mais especificamente sobre o seu trabalho no Congresso, que você apresentou ali, já tem evoluído em questão nessa parte da ginecologia junto com a parte do lipedema. O que tem que se falar sobre os avanços? Enfim, algo que merece desistir aqui? Até quero deixar aqui que esse trabalho que a gente apresentou no Congresso, ele está em andamento ainda. A gente só parou e fez um panorama com as preliminares pra gente ter uma ideia. Mas a gente ainda está continuando com esse trabalho. A gente vai publicar esse trabalho. E depois eu vou deixar o QR Code aqui. Legal. Porque esse QR Code, a pessoa que tem lipedema, ela pode responder, escanear e responder essa pesquisa para o trabalho científico. Tem até o termo de consentimento e tal. Isso vai ajudar muito a gente terminar esse trabalho e tirar conclusões mais específicas. Porque a gente não tem nenhum trabalho no mundo que avalie cada anticoncepcional e sua ação no lipedema. O que a gente tem é assim, tem um trabalho italiano, avaliando o anticoncepcional oral, mas naquela quantidade, naquela dosagem, mais um trabalho que realmente englobe tudo, a gente não tem ainda. Então isso vai ajudar muito as pacientes com o lipedema. O que se preconiza atualmente, mas isso sem estudo científico ainda que corrobore isso. É que se use métodos anticoncepcionais contraceptivos não hormonais. Então eles falam, DIU se for colocar, de cobre, método de barreira, uso do preservativo masculino, para casais que querem uma esterilização, já tem vários filhos, querem uma laqueadura, uma vasectomia, que a mulher ou faça laqueadura, ou faça vasectomia, métodos de barreira, não hormonais. Aí também, uma coisa que a gente não falou, que existem algumas pílulas que talvez dêem certo no lipedema, mas ainda a gente tem que descobrir se vai dar certo. São pílulas que só têm progestogênio. Já existem o que deve ser desenvolvido? Existem, mas a gente não sabe ao certo qual é a ação na paciente. Ainda está bem igual, se você desconhece da palavra, mas não é um tema realmente muito falado. Não, não é um tema. O lipedema já é um tema muito antigo, que caiu no esquecimento e que agora voltou com força. Então tem muita coisa ainda que precisa se descobrir, que precisa de mais pesquisa para ter certeza. É por isso que a gente quer acabar essa pesquisa que a gente está fazendo para a gente ter um panorama melhor em relação ao hormônio e lipedema. Sim, não só na parte das pacientes, falar de dois pacientes, mas acaba sendo mais discutido entre as mulheres, mas de forma geral, no meio da medicina, no congresso mesmo, a gente falou de muitos assuntos, de avanços relacionados na parte médica, dos especialistas que, se a gente for assistir esse mesmo episódio daqui, um ano, cinco anos, é uma diferença absurda, do que surge, do que começa realmente. E isso consegue ajudar muito, porque, de fato, tiver uma base que vai ser mais conhecida também sobre o que que ajuda, o que que piora. Não, tem diversas pesquisas mostrando a parte genética, os genes envolvidos, quando estão envolvidos, que não é uma coisa muito fácil também, mas tem muita coisa nova por aí, mas em questão de hormônio, estão engatinhando ainda. Acho que tem muita coisa para fazer pesquisa e muita coisa que está para vir. É muita coisa que a gente vai descobrir mesmo, de verdade. Eu separei aqui, Dr. Angus, mitos e verdades, porque eu acho que a gente consegue também incluir algumas perguntas nesses tópicos. Cadê? Aqui. Eu separei o que está sendo mais perguntado sobre isso, mas até de uma forma para conseguir unir as duas coisas foi um pouco mais difícil, confesso, porque, como a gente falou, não é algo que tem muita... algo divulgado na internet sobre esse assunto. Então, eu tive que tentar unir as perguntas relacionadas com o do anticoncepcional e do Lipe D, para se juntar aos dois. Vamos ver o que a gente consegue responder aqui. Primeiro, anticoncepcional causa Lipe Dema? Causar não, mas ele pode ser um gatilho para o desenvolvimento do Lipe Dema. Que é o que a gente falou... Porque essa mulher já tem uma predisposição, já tem uma predisposição para ter o Lipe Dema e o anticoncepcional, ele pode ser o gatilho para o início desse Lipe Dema, para ela apresentar esse Lipe Dema. Como pode, também, a pessoa não ter essa predisposição hormonal para o Lipe Dema. E aí, o anticoncepcional não afetaria. Não, se ela não tem essa predisposição, não. E aí, isso como exame, a pessoa vai saber, se com o médico, por exemplo, tem o Lipe Dema, para que fique bem claro isso, tem o Lipe Dema, mas essa parte hormonal não influencia tanto. Então, pode continuar com o anticoncepcional, que não vai mudar. Dependendo do anticoncepcional. O Lipe Dema é uma doença dependente de hormônios. Quando fala dependente de hormônios, eu entendo que é dependente de estrogênio, provavelmente. Mas, na verdade, o Lipe Dema, ele ocorre em mulheres que têm uma predominância estrogênica, ou seja, ela tem uma quantidade de estrogênio maior que as outras mulheres, que não têm o Lipe Dema. Se a gente pensar nisso, nessa predominância estrogênica, sim. Mas não que o estrogênio seja o vilão de tudo, porque a gente viu que as mulheres que têm Lipe Dema, elas têm menor risco cardíaco. Essa gordura que elas têm, protege ela contra várias doenças. Quando você pega um exame de sangue, por exemplo, de uma mulher que tem Lipe Dema, ela pode estar super sintomática. E, às vezes, uma mulher que não tem Lipe Dema, e olha colesterol, triglicérides, normalmente, essas pacientes com Lipe Dema, elas tendem a ter esses exames normais, acredita? Para ver o quanto que elas são protegidas pelo hormônio. É lógico que tem toda uma questão de dor, de cansaço, de todos os sintomas que, realmente, quando eles estão muito presentes, é incapacitante. Mas, de falar que o estrogênio é o vilão e que tudo é por conta dele, também tem a parte que a gente tem que lembrar. Às vezes, tem muita mulher que vai lá, aí eu tenho Lipe Dema, Fase Lipo, sem tratar antes. Essa gordura vai voltar em algum lugar, e ela volta aonde? Depois? Abdomen, gordura visceral. E aí, ela perde aquele benefício do estrogênio na gordura costifemoral. Que essa gordura costifemoral, ela tem muito receptor de estrogênio, alfibeta. E esse equilíbrio desses receptores só tem nessa região, mas nessa região porque tem mais gordura nessa. Ela que promove essa proteção para a mulher. Quando você vai para a gordura visceral, a gente sabe que a gordura visceral está relacionada com várias doenças, cardíacas, inclusive. E não tem mais esse benefício? E não tem mais esse benefício. Toda mulher com Lipedema deve parar o anticoncepcional? Aí depende de cada uma. Foi uma explicação completa. A gente tem que conversar com essa mulher, ver o que ela tem de antecedentes, porque esse anticoncepcional foi passado, se ela está tratando alguma outra doença. Se for uma pessoa que está usando anticoncepcional, só por usar, só para contraceptão, para que ficar com esse hormônio? Por que não ir para um método não hormonal? Mas aí tem que ser avaliado caso a caso. O dia hormonal, Mirena e Kailinia, que falam, não interfere no Lipedema? Depende de mulher para mulher, mas a gente tem uma tolerabilidade até que boa para os dois. Tem até um estudo sendo feito agora com o dia o Kailina, de menor dosagem, associado com um gestrinona para Lipedema. Não tem nada ainda, não acabou esse trabalho, a gente não tem nenhuma conclusão, mas para mostrar que ele é bem tolerado. E se Kailina ficou mais famosa agora por algum motivo, ou só eu que nunca escutei muito dele, agora que eu estou escutando mais, mas antes era só a cobre que todo mundo falava? Porque o Kailina veio para o mercado há poucos anos atrás, antes a gente tinha o Mirena, que era o mais conhecido, que era o de dosagem hormonal um pouquinho mais alta, mas o Kailina, quando ele veio, ele veio também para essas pacientes adolescentes. Então deu um boom mais nesse Kailina, mais de falar sobre o Kailina, ver os benefícios que ele tem. Poxa, o Mirena lá atrás tinha todos esses benefícios para pacientes, com a denomiosa e endometriosa, é ótimo. Mas ir para uma mulher que não quer menstruar, para uma mulher que não precisa de tanto hormônio assim, e aí ele foi mais usado, hoje em dia é o mais usado até que o Mirena. Nossa, mais usado até? É, mais usado. Esse nome realmente eu não tinha escutado muito, agora que teve até a orientação. Faz alguns anos, eu não sei ao certo quantos anos, já faz uns cinco anos. Tá, mas por aí? Por aí. Uns cinco anos. O dia de cobre, é o método mais seguro para quem tem lipedema? O mais seguro para quem tem lipedema, sim, é o método não hormonal, tanto cobre quanto prata, contra o preservativo, mas em relação à contracepção mesmo assim, que a gente prescreve, eu acho que sim, é o melhor. E já aproveitando falar dessa partida, eu estou engatando uma pergunta aqui que nem estava, mas a gente está falando muito do método contra o preservativo, que a maioria das vezes, para a grande parte das mulheres, é para prevenir engravidês. Sim. Quando a pessoa tem lipedema, a gravidez acaba sendo, não diria um problema, mas algo que prejudica a condição? Sim, na gravidez a mulher, ela pode ter uma piora dos sintomas do lipedema, por conta dessa variação hormonal que ela tem. É uma época da vida totalmente diferente para a mulher. Uma alteração hormonal, que fisiologicamente é muito boa, porque está gerando uma vida, mas é muita mudança. O estrogênio e a progesterona vão lá para cima, o FSH e o LH, eles ficam muito baixinhos. Então, por conta dessa flutuação hormonal, pode ter a piora do lipema. E pode até ser o momento em que ela desenvolve o lipedema, que ela não tinha nenhum sintomas, e que depois de uma gravidez, ela tem. E isso seria mais pela questão hormonal e não pelo peso em si, da gravidez? Pode ser até uma associação dos dois, mas pode ser só por conta da gravidez. Porque a gente vê em mulheres que já têm propensão a lipedema, quando elas engordam, quando está associado com obesidade também, aí piora, porque a obesidade, por si só, mesmo em mulheres que não têm lipedema, já é uma condição inflamatória. Aí se a gente unir duas condições inflamatórias, numa mulher que está grávida ainda, aí complica mais ainda. E o tratamento pode acontecer junto com o acompanhamento da gravidez? Pode, inclusive é o recomendamento. Sim, pode. O anticoncepcional, pode piorar o enchaço e a dor do lipedema? Pode, pelo acúmulo de líquido? Pode. Anticon é engorda, e por isso piora o lipedema? Tem muita gente quer saber se anticoncepcional engorda ou não, acho que esse devia estar no top 1 aqui das perguntas. Então depende muito de anticoncepcional para anticoncepcional. E depende muito de mulher para mulher. O que a gente vê é que sim, pode aumentar o peso mais por acúmulo de líquido. Então às vezes você sobe na balança de manhã, está 3 kg mais magra, e a noite está 3 kg mais gorda. E isso, se você tomar esse anticoncepcional por muito tempo, você vai ter um peso que não é seu na balança. E aí quando as pessoas falam assim, ah, esse tipo de método contraceptivo engorda, que ele emagrece, não tem como definir, especificamente aqui, ele vai engordar todas ou vai emagrecer todas? Depende de mulher para mulher. Que foi o que você falou da... Todo mundo colocava no mesmo saco. Isso vai causar isso na mulher e pronto acabou. Hoje em dia a gente sabe que tem a individualidade de cada um. Cada um é cada um. Meu corpo funciona de uma maneira diferente do seu e vice-versa. Então a gente tem que avaliar bem caso a caso. Métodos de progesterona isolada. Não interferem no lipedema? Ah, isso que eu estava falando, dessas pilhas só de progesterona. A gente tem algumas pacientes usando. Não vejo muito sintomas, mas é uma coisa que a gente não pode bater uma artela ainda. Mas nas que estão usando, por exemplo. E não tem alteração da condição? Tudo bem. Suspender o anticoncepcional. Faz o lipidema regredir? Só a suspensão do anticoncepcional não. Ela tem que descobrir o que pode mais estar inflamando. Porque não é só o anticoncepcional. Ela pode ter outros gatilhos inflamatórios. Às vezes até a presença de varizes na perna, uma insuficiência venosa já é um gatilho para o desenvolvimento do lipidema. O uso de algumas medicações. Por exemplo, hoje em dia tem muita mulher que toma espironolactona, achando que vou tomar o diurético. Porque eu estou enxada e vou melhorar o meu enxasso. Isso pode ser um gatilho para me envolver. O lipidema. Testosterona. Existem até os gatilhos alimentares, as intolerâncias alimentares. Então, depende muito. Às vezes tem uma que tem um gatilho, só tem mulher que tem vários gatilhos associados. E aí não vai regredir, mas se tirar, para de evoluir. Isso a gente pode afirmar. Se for um único gatilho, sim. Não existe nenhuma pesquisa que comprove a relação entre anticoncepcional e lipedema? Que a gente falou do Congresso. Inclusive, depois, quem puder responder o QR code? Eu acho que vai ser muito legal porque a gente vai conseguir ajudar mais mulheres com lipedema com o resultado desse estudo científico. A gente vai deixar o link aqui. E aí, quem quiser já o acessar, já fica mais fácil de ir direto pelo link da descrição do vídeo. Toda gordura que aparece após o anticoncepcional. Lipedema? Não. Não. Pode ter várias coisas associadas. De repente, ela está numa fase que ela engordou mais, ela está comendo mais. Pode ser que seja por conta disso. O anticoncepcional pode influenciar nesse sentido também de comer mais? Não, não. De comer mais, não. O controle da TPM, isso sim. Não, o controle da também o anticoncepcional controla bem. Consegue já... Muita gente fala que o anticoncepcional alivia muito. Já alivia bastante cólica, TPM. O anticoncepcional piora a inflamação crônica do corpo. A crônica seria o lipedema ou outro tipo de inflamação? Eu acho que a crônica, a gente poderia colocar com todas as doenças de base inflamatória, né? O lipedema, sim. Outras doenças, depende muito. O que a gente vê alguns estudos associados com o estroboloma, que é uma inflamação intestinal causada por hormônio. Então, o ideal seria que ninguém tomasse hormônio, mas a gente sabe que não dá, né? É, que acaba sendo um anticoncepcional ainda mais usado em comparação com os DIUS? Sim. Ainda é o mais usado. Quem usa anticoncepcional nunca vai conseguir controlar o lipedema? Nunca é uma palavra muito forte, né? É, nunca é uma palavra muito forte. Aí é o que a gente conversou. Depende do anticoncepcional. Tá. O anticoncepcional influencia na retenção de líquidos do lipedema? Sim, influencia. O anticoncepcional oral influencia bastante, né? Se eu tivesse que deixar uma mensagem para pacientes que têm lipedema, né? Posso usar pílula anticoncepcional? Poder dependendo do caso até pode. Mas pra que se pode piorar o seu lipedema? Por que a gente não vai para um método não hormonal? E aí pode ser. Tem alguma forma de não se adaptar a esses métodos não hormonais? Quais são os queixos mais comuns? Por exemplo, do DIUS, né? O DIUS de córnea foi o que a gente falou. Ele pode aumentar muito o sangramento para quem já tem um fluxo muito aumentado de menstruação. E aí essa pessoa não se adapta a um método de prata que diminui o seu útero, né? Que aí diminui um pouquinho. Mas tem algumas mulheres que elas não gostam de saber que tem um corpo estranho dentro delas. Então elas preferem tomar o anticoncepcional ao invés de ter alguma coisa no seu útero, por exemplo. É, que pelo menos você está visualizando que você está tomando ali, você tem certeza, né? É, então. O que é aquela? Doutor, é o DIUS quando colocado de maneira correta num lugar com um especialista que realmente sabe o que está fazendo. Aí fica, se é garantida, tem algum exame que dá para ele falar, não, pode confiar no DIUS que ele realmente está funcionando porque acaba viralizando nessas histórias ah, bebê, nasceu segurando o DIUS, bebê, não sei o que é, que o DIUS. Mas com anticoncepcional também acaba acontecendo, né? Sim, é. Todo método anticoncepcional, ele tem lá a sua porcentagem de falha. O DIUS é muito pequena, é muito pequena, mas pode acontecer, né? De engravidar com o DIUS. O DIENA, ele não está muito bem colocado ali, se ele já passou da validade dele, por exemplo. Hoje a gente sabe que o Mirena, ele pode ficar até uns 7 anos, em bula, né? Mas se tem uma pessoa que está lá com aquele negócio há 10 anos, o DIUS, ele só vai ter ação local, ele não vai ter ação pela liberação do hormônio mais, né? Mas diminui um pouquinho a eficácia. Pode acontecer, pode acontecer. É raro, é raro. Pessoal, pode fazer alguma coisa errada que diminui essa eficácia? Porque o anticoncepcional tem várias coisas erradas, né? A coisa que quem tende, não pode fazer é plataforma vibratória. Então, mulheres com lipedema, plataforma vibratória, tende, não faz porque desloca. Desloca o DIUS. A plataforma vibratória seria aquele... É aquele que você sobe em cima, sabe? Vibrando assim, é muito utilizado por mulheres com lipedema. Porque ajuda ali a fazer uma drenagem, sabe? Dar um bem-estar e tal. Isso é importante. Isso é importante, né? Porque senão o DIUS desloca mesmo. Até me veio na cabeça isso, mas eu ia perguntar até de... Eu achei que estava falando de outro tipo de vibrador. Aí eu falei, gente, será que também não pode? Porque tem... A ligação importante é esclarecer, né? É a plataforma. Então eu falei, pera aí. Às vezes com a dúvida aqui na cabeça de alguém também, né? É, não. É a plataforma vibratória. Outro tipo de vibrador. Não vai entrar lá dentro. Vai ficar mais para fora, né? Sim. Então tá bom. Próximo, o uso de anticoncepcional é contraindicado para todas as mulheres com lipedema? Isso a gente fala bastante, né? Sim, já falamos. Depende de casa a casa mas se puder evitar, o melhor é se evitar. Tá. O anticoncepcional atrapalha a resposta à dieta e aos exercícios no lipidema? Não. Acredito que não. Mas assim, quem já tem o lipidema, se tiver mais inchaço, se tiver mais inflamada, ela já não vai conseguir emagrecer porque está inflamada, né? Quando a gente está inflamado, o nosso corpo não deixa a gente gastar muito energia. O corpo é que é guardar energia e está no embate ali diário, né? Então fica mais difícil de emagrecer. Se o anticoncepcional está sendo um gatilho ali, provavelmente não vai emagrecer mesmo não. Tem mulher aqui que faz dieta, que faz exercício físico, mas se ela não tira o gatilho inflamatório, ela não emagrece. Quem tem histórico familiar de lipidema? Deve evitar anticoncepcionais hormonais? Aí considerando então que tem algum histórico que ela não foi diagnosticada. Sim, sim. Sim, você já tem um histórico familiar para que mexer nisso, que pode ser que ela venha a desenvolver também. A pessoa pode não ter lipidema com até, por exemplo, uns 40, 50 anos e começar a ter a partir da cidade ou já aparece a partir do limite? Tem muita mulher que, assim, já tem aquela conformação do corpo mais de gordura genóide, mais magrinha aqui, e que só vai desenvolver os sintomas do lipidema na menopausa. Entendi. Então, pode aparecer em algum momento. Isso, porque o lipidema está muito acessado com as fases hormonais da vida da mulher. Então, se não for lá na puberdade, pode desenvolver numa gravidez, se não no uso de anticoncepcional oral, dependendo de qual e de quanto tempo, e se não, é na menopausa. E tem como saber, quando a pessoa é mais nova, por exemplo, em uma fase dos 20, tirando o histórico, porque o histórico, às vezes, toda a família já tem, mas sem nada disso, tem como ter a certeza. Às vezes, até batendo o olho, quando a gente vê uma criança de uns 10, 11 anos, a gente já olha, assim, essa pode ser uma candidata a desenvolver lipedema. Físicamente, é pela distribuição da deposição de gordura do corpo daquela menina, a gente já sabe. Se ela tem mais quadril, essa gordura ginoide, provavelmente ela pode ser que ela desenvolva um lipedema assim. Já se a gente vê aquela menina que é mais magrinha, que não tem muita gordura nessa região, mesmo que já tenha entrado na menarca, já esteja menstruando, aquela ali tem pouca probabilidade de desenvolver lipedema. É mais pela distriburação de gordura corporal mesmo. E aí tem com alguma forma de prevenção, por exemplo, já viu ali criança que tem chance de ter algo que a mãe já tem que se preocupar já para... Uma boa alimentação, evitar industrializados, evitar açúcar, um estilo de vida adequado, prática de exercício físico, tem sim, tem como prevenir. Legal. A última pergunta é um termo diferente até, não sei se a gente já citou, citado de outra forma aqui. Anticoncepcional bioidêntico, também piora o lipedema. Então, o bioidêntico... O que seria o bioidêntico? O bioidêntico é que tenha moléculas exatamente igual ao produzido do nosso corpo. Hoje em dia a gente tem alguns hormônios bioidênticos. Mas é hormônio do mesmo jeito. É lógico que é melhor do que por exemplo, o progestágio de uma pílula anticoncepcional, que a gente sabe que ele é sintético, produzido em laboratório e não tem a mesma molécula, uma molécula similar que a gente fala e que pode dar outros efeitos colaterais. É melhor, é, mas se puder evitar, hormônio melhor. É uma forma, então, seria, por exemplo, na parte do paciente. O bioidêntico seria uma diferença na empresa, no que é vendido. É, no que é vendido. Na verdade, ele é uma molécula muito parecida com a molécula natural que o nosso corpo produz. E o não-bioidêntico é um sintético que não tem nada a ver, mas que atua como se fosse aquela substância. Entendi. Tá bem explicado, doutora, inclusive. Quero te agradecer pela participação aqui no Amatocache mais uma vez. Produtiva a nossa conversa. A gente queria horas falando sobre o mesmo assunto. Passa muito rápido, voa. A gente vai deixar o link da pesquisa reforçando mais uma vez para quem chegou até aqui para que possa auxiliar. E também vou pedir para você passar o que você prefere, rede social, que o pessoal possa te procurar ou algum site, enfim, o que você prefere que as pessoas possam dar alguma dúvida. Assista aqui os nossos vídeos pelo canal do YouTube e pelo Instagram Dra. Juliana Amato. Então, se ficou, não é alguma dúvida relacionada a esse assunto? Acho que ficou bem esclarecido porque é um tema ainda com poucas, como a gente citou, poucas coisas para se dizer, assim, de novo, mas, quem sabe, daqui um tempo a gente volta para falar mais uma vez. E com essa pesquisa aí, com esse estudo científico que está para sair, que a gente vai fazer para ajudar mais mulheres, eu acho que, daqui um tempinho, a gente vai voltar com mais informação, né? Exatamente. Coisas mais sólidas, digamos? Sim. Nada, não que a gente, o que a gente falou aqui não seja, mas, né? Sim, lógico. Com mais embasamento científico. Exatamente. Não é? Exatamente. Muito obrigada, doutora, pela sua participação. Obrigada. Até a próxima. Obrigada a você também que acompanhou até aqui. Como a gente citou, não deixe de curtir, comentar e compartilhar, que é muito importante para que a gente continue trazendo os nossos especialistas em saúde aqui no AmatoCast. E também, mais uma vez, não deixe de acessar o link que a gente está deixando aqui na descrição que a gente explicou durante a nossa conversa. Pode procurar a doutora Juliana Amato, nossa médica angiologista pelas redes sociais que ela passou, que a gente está deixando para vocês ou mandar as dúvidas aqui pelos comentários. Obrigada e até a próxima.
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.