O episódio aborda a saúde da mulher, com foco na prevenção e nos cuidados ao longo da vida. A ginecologista Juliana Amato destaca que a primeira consulta deve o
E em casa, imagino que vocês devem conversar muito sobre essa questão de como que a rotina, né, de vocês e tudo mais. E uma pergunta que eu tenho colocado aqui para os especialistas que é muito legal é sobre como vocês escolheram a especialidade, que eu acho que é legal para o pessoal também conhecer o especialista e não só já ir direto ali no assunto.
Não, eu não sempre quis ginecologia. Eu sempre quis medicina. Aí, na época da faculdade, eu tive algumas escolhas e, antes de terminar a faculdade, eu pensei em neurocirurgia.
Assim, não a parte tão triste como a neurocirurgia tem.
Dos nascimentos, dos partos. E tem a parte clínica que eu gosto muito e a parte cirúrgica também. Entendi.
Acaba fazendo de tudo. Eu sou mais próxima agora da ginecologia. Gosto mais dessa questão de prevenção de doenças, clínica, parte estética, parte da ginecologia regenerativa.
Meu nome é Letícia Miyamoto, está no ar mais um AmatoCast pelo canal do Instituto Amato e agradeço o carinho da sua audiência e participação aqui conosco para falar sobre tudo o que envolve qualidade de vida. Nos últimos episódios nós recebemos convidados especiais e falamos sobre os seis pilares da longevidade e também sobre saúde e tênis de mesa. Foi um papo super legal, a gente vai deixar aqui a playlist para quem deixou de conferir.
Hoje nós estamos com anfitriões aqui do AmatoCast, a doutora Juliana Amato, que é médica ginecologista, e também com o doutor Alexandre Amato, que é cirurgião vascular, e o tema do capítulo de hoje é saúde da mulher. Bom, então eu vou apresentar aqui, vocês já conhecem de outros episódios, mas vou apresentar novamente o currículo dos nossos especialistas. A doutora Juliana Amato tem título de especialista pela Febrasgo e pela Associação Médica Brasileira, pós-graduada em Infertilidade e Reprodução Humana pela Universidade de São Paulo e residência médica em Ginecologia e Obstetrícia pela Unisa.
Mais uma vez, bem-vinda, doutora. Obrigada, Letícia. Bem-vinda você também de novo.
Obrigada. Tanto tempo, né, que a gente ficou sem gravar, que também é um bem-vindo de novo. Porque eu estava vendo aqui no capítulo que faz mais ou menos seis meses que a gente... Que a gente não grava juntos.
Exatamente. Seis meses. Bastante tempo.
E agora, quem vocês também conhecem muito aqui no AmatoCast, o professor doutor Alexandre Amato é médico em cirurgião vascular e endovascular do Instituto Amato. O especialista é doutor em ciências pela Universidade de São Paulo. Atualmente faz pesquisa científica em lipedema e é presidente da Associação Brasileira de Lipedema.
Além disso, é autor de diversos livros sobre saúde. Bem-vindo, doutor. Obrigado.
Vamos falar então sobre a saúde da mulher. Tem tudo a ver, né, com ginecologia e cirurgia vascular. Exatamente.
A gente estava conversando, inclusive, antes aqui do episódio, né, para que as pessoas que estão começando a acompanhar agora, para eles entenderem por que a gente trouxe duas especialidades que são tão diferentes na prática, né, assim, imagino que na rotina de vocês. Aliás, uma curiosidade, né, para quem acompanhou... Acho que a gente gravou um com vocês dois, se eu não me engano. Há muito tempo, né? Mas, para quem não sabe, vocês são casados, né? E em casa, imagino que vocês devem conversar muito sobre essa questão de como que a rotina, né, de vocês e tudo mais.
E uma pergunta que eu tenho colocado aqui para os especialistas que é muito legal é sobre como vocês escolheram a especialidade, que eu acho que é legal para o pessoal também conhecer o especialista e não só já ir direto ali no assunto. Quer começar, doutora? Sempre quis ginecologia? Não, eu não sempre quis ginecologia. Eu sempre quis medicina.
Aí, na época da faculdade, eu tive algumas escolhas e, antes de terminar a faculdade, eu pensei em neurocirurgia. Até acompanhei alguns estágios de neurocirurgia, mas aí eu vi que não era muito a minha praia. Eu queria lidar com saúde, mas eu queria lidar com a parte de prevenção e a parte bonita, né? Assim, não a parte tão triste como a neurocirurgia tem.
Há alguns casos de sucesso, mas a gente tem alguns casos que não dão tão certo, né? Aí, eu me apaixonei pela ginecologia, porque tem a parte da obstetrícia também, né? Dos nascimentos, dos partos. E tem a parte clínica que eu gosto muito e a parte cirúrgica também. Entendi.
Hoje, tem algum lado que você é mais próxima, sim ou não? Acaba fazendo de tudo. Eu sou mais próxima agora da ginecologia. Gosto mais dessa questão de prevenção de doenças, clínica, parte estética, parte da ginecologia regenerativa.
É a área que eu tô mais atuando agora no momento. Tem um episódio bem legal que a gente falou sobre essa parte da regenerativa. E você, doutor? Sempre quis? Pois é. Eu tava lembrando aqui.
Eu entrei na faculdade querendo genética. E aí, eu tive um professor que acabou com o sonho. Comecei a achar muito chato.
Genética e o mundo dá voltas, né? Eu logo escolhi cirurgia vascular, já no segundo ano da faculdade. Aí, fiz cirurgia vascular. Hoje em dia, eu tô fazendo um monte de genética.
Acabou unindo os assuntos que a gente gosta. Mas meu avô era cirurgião vascular. Meu pai é cirurgião vascular também.
Então, eu já tinha mais ou menos uma boa ideia do que era a especialidade. Eu acho uma especialidade muito rica. Tem bastante clínica, cirurgia, tem estética, tem cirurgia arterial, venosa, exames, muita tecnologia.
Quando eu acabei de me formar, tava começando a cirurgia endovascular, que é minimamente invasiva. É muito legal. Então, foi por isso que eu escolhi.
Por causa da variedade de coisas que dava pra fazer e por uma tradição familiar também. E hoje o seu nome ficou referência em Lipedema, né? É só pesquisar no grupo do Nicole Lipedema que aparece. Pois é, eu acabei trazendo essa doença pra especialidade da cirurgia vascular.
Era uma coisa que ninguém queria falar muito sobre esse assunto. Eu lembro que nos congressos de cirurgia vascular alguém comentava assim, meio que de canto, mas não era uma coisa muito falada. E eu, por falar demais, acho que encher a paciência de todo mundo com isso, eu acabei fazendo os meus colegas vasculares se sentirem meio que na obrigação de pelo menos estudar um pouco pra ajudar suas pacientes.
Afinal, todo cirurgião vascular vai lidar com pernas, né? Nós somos os pernólogos, a gente trata de perna. E o Lipedema traz muita queixa nas pernas. E em casa, vocês conversam bastante sobre a rotina no consultório com os pacientes, ele no caso da cirurgia.
Vocês costumam trazer essa parte da medicina pra casa de vocês ou em casa é outro assunto e não quer nem fazer a rotina? A gente conversa bastante, até pra falar sobre os casos clínicos, às vezes tirar dúvida, né? A gente conversa. É, acho que um acaba complementando o outro, né? Ah, legal. É muito legal que a gente não precisa saber tudo, né? Mas se a gente sabe a quem perguntar, já é um grande salto.
Aliás, o Google estourou por causa disso, né? Ele sabia pra quem perguntar, ele mostrava onde tava a informação, né? Agora, se a informação tá do seu lado, às vezes é mais fácil. Já tem o livro ali, né? O livro que tá do lado, literalmente. E nessa parte de endovascular, você entrou também na saúde da mulher, né? Fazendo a embolização de mioma.
No final, tem bastante, são as interfaces entre as especialidades, né? Acho que o que a ginecologia tem a ver com a cirurgia vascular, né? Uma coisa muito frequente é o mioma e a embolização de mioma. Uma cirurgia minimamente invasiva. E é o vascular que faz, né? E eu também, toda ligação de hormônio com os problemas vasculares, né? Então, são duas especialidades que estão, de certa forma, próximas.
Sim, inclusive essa é a minha próxima pergunta, né? Pra gente dar um resumo pra quem tá interessado no assunto, vem acompanhar sobre o mês da mulher, né? Não a gente fala bastante de conscientização, mas acho que pra ser mais prático a gente vai poder falar sobre, realmente na prática, o que as mulheres devem mais se preocupar, né? O que vão poder focar, o que vocês acham de mais interessante, assim? Sem dar muito spoiler sobre o capítulo de hoje. Ah, a gente pode falar bastante sobre os exames de prevenção, né? Qual a frequência que a mulher ela precisa ir ao ginecologista, quais os exames mais importantes que ela deve fazer, manter o seu check-up anual em dia. Bom, da cirurgia vascular eu acho que as duas mais prevalentes que é um problema mais feminino é o lipedema, né? E as varizes, né? São duas queixas muito comuns.
Não só a estética, né? Não só a estética, exato. Mas também da qualidade mesmo de vida. Bom, então antes da gente ir direto pro capítulo, de fato, aqui pro tema eu só vou, pra quem já acompanha já sabe, mas pra quem tá começando agora acompanhar o Amatocast, a gente tem um patrocínio aqui pro Amatocast, que é do Laboratório Origem especializado em saúde intestinal que é onde tudo começa.
O foco da Origem é qualidade de vida e prevenção. Bom, então agora eu trouxe um dado aqui pra gente dar início a um tema que é do IBGE, do Instituto Brasileiro de Geografia em estatística, que é da expectativa de vida das mulheres que aumentou, se eu não me engano, de 2023 ao último dado é 79,7, né? A expectativa de vida da mulher em quase 20 anos é bastante. É uma evolução muito grande.
Eu imagino que vocês que acompanham de perto vocês veem uma preocupação maior das mulheres e dos homens também com saúde, com prevenção. Então, eu queria que vocês começassem falando sobre o que é o start ali, né? Para as mulheres que nunca tiveram esse tipo de preocupação que é a mulher, né? O que deve ser o foco? Vocês já disseram alguns temas do estado de especialidade. Mas por onde começar? Você deve fazer exame de retina, check-up, ou se tem algum sinal, algum sintoma? Das duas especialidades, né? Porque, vascular, por exemplo, o ginecologista imagino que seja mais frequente as mulheres ali, que às vezes vai a cada um ano assim, levam certinho, né? Mas acaba tendo uma preocupação maior.
Agora, na parte vascular, eu imagino que tem mulher que não vai a ano, que nunca teve essa preocupação e às vezes tem algo que não saiba. Nessa parte de saúde da mulher, quando começar a ir no ginecologista, a mulher já vai desde cedo. Então, primeira indicação é menstruou.
É legal ir no ginecologista para ter a primeira orientação, tem aquelas alterações hormonais, vai mudando o corpo da menina, ela vai ganhando o corpo mais definido, as mamas, os pelos, vai tendo uma alteração até de comportamento dessa menina, que ela fica muitas vezes sem saber o que está acontecendo com o corpo dela. Então, acho que é interessante. Entrou na primeira menstruação, teve a menarca, é interessante que o pai e a mãe leve para conversar, para fazer os exames hormonais, fazer um primeiro ultrassom pélvico, orientação, a gente dá muita orientação também numa primeira consulta, do que é normal nessa menstruação, do que não é normal, às vezes a menina entra na menarca e fica há meses com uma irregularidade menstrual e fica preocupada, será que eu não estou menstruando por algum motivo? Então, é interessante já iniciar nessa fase.
Vou falar do outro lado, as mulheres vivem em média sete anos a mais do que os homens, porque elas têm essa proteção hormonal cardiovascular, mas isso é ótimo, mas tem o outro lado da moeda, que exatamente por se sentirem mais protegidas, elas podem acabar ficando um pouquinho mais distante da necessidade de uma prevenção, elas podem não se preocupar tanto com o risco cardiovascular, visto que o hormônio protege até a menopausa, então é importante se preocupar com isso até certo ponto, desde que seja saudável, fazendo a profilaxia. E às vezes essa falta de prevenção mesmo, ou de um controle ali, com aquele tempo igual a gente estava falando, normalmente toda mulher fala, né, a cada um ano eu vou, a maioria costuma colocar esse prazo, né, a cada um ano, algumas a cada seis meses, mas acontece de chegar paciente que nunca teve uma preocupação vascular e chegar num nível muito pior do que poderia ter descoberto antes, pra poder ter um tratamento mais fácil? Ah, é superfrequente, né, falando das duas doenças que eu comentei, varízes e lipedema, varízes é frequente chegar num estágio avançadíssimo, e que aí a gente precisa fazer muita coisa pra conseguir resolver, né, e se estivesse vindo antes aí seriam vários pequenos tratamentos rápidos indolores, né, mas fica juntando a vida toda, e naquela hora, primeiro, não aproveitou a vida toda com a perna bonita, né, sofre com a evolução das varízes a ponto de causar mancha, em último caso até úlcera. Do lipedema aí já é um pouquinho diferente, apesar de ter sido descrito em 1940, tá sendo mais falado recentemente, então muito provavelmente ela pode ter ido buscar ajuda no passado, mas ninguém soube ajudar, né, não tinha o que ser feito há mais de 10 anos atrás, então se tem uma queixa, peso, cansaço, inchaço, dor nas pernas, sensação de retenção de líquido, eu sugiro conversar com o cirurgião vascular para profilaxia, diagnóstico, prevenção da progressão de uma possível doença.
Quanto mais cedo, melhor, até na sua especialidade que a gente tá falando, né, que começa ali desde a adolescência, né, que já tem início essa fase da menarca, né, e da primeira menstruação, e doutora, você pelo menos vê no seu consultório pessoas que, mulheres que têm, que sentem vergonha de procurar médico, que acham que tá tão avançado ali, até no caso dele, né, no seu caso também, que às vezes fala, nossa, minha situação já tá tão crítica que eu vou chegar no médico e tenho vergonha. É vergonha de ir na praia, de mostrar as pernas, né? Sim, sim, é, às vezes afeta a rotina, mas também, às vezes vergonha até de procurar o médico e falar, nossa, o médico vai achar que eu não me cuido, né, que eu não... É, muitas chegam aqui e falam, ah, eu preciso contar uma coisa, faz uns 3 anos que eu não faço exame, que eu não vou no ginecologista, ela já vem até falando isso, né? Então tem mesmo. Mas não tem que ter receio do médico, por exemplo, tem muitas que ficam com vergonha de mostrar a perna pra mim, eu vejo perna o dia inteiro, todos os dias, inúmeras pernas, né? Então já vi de tudo quanto é jeito, não precisa ter vergonha de ir no médico, e assim, eu tô falando de mim, porque eu posso falar de mim, mas tenho certeza que meus colegas estão na mesma situação, né? Sim, e ginecologista também, né? Examine a mulher o dia inteiro, né? É, e por ser uma coisa mais íntima, imagino que seja mais difícil, às vezes a mulher tá pensando nessa consulta que vai ter com você já o mês todo, né? Fica pensando, ai meu Deus, tá chegando o dia, tá chegando o dia.
Mas assim, a partir dos 25 anos, toda mulher, ela deve fazer o papo aniquilado, né? Se não, 25, se não tiver a vida sexual ativa, mas se ela começar a vida sexual antes, ela já tem que fazer desde aquela fase que ela começou. Entendi. E o pessoal às vezes acaba também, até falando de homem e mulher nesse caso, mas acaba, imagino que falando quando vocês perguntam sobre a própria rotina mesmo, né? Não só de exame, mas de atividade física, de alimentação, às vezes a pessoa quer não deixar tão ruim ali a situação, pra não falar que tá tão, né? Que não tá fazendo exercício já há anos, que tá comendo.
Ah, como tão mal assim? Sabe o que é super frequente? Perguntar, você faz exercício? Ah, eu me inscrevi semana passada. Ele marca, marca, consulta, se inscreve na academia pra ter uma resposta diferente do que tá sedentária, né? Exatamente, de falar assim, ah, não tô tão mal cuidado assim, né? Tentar aliviar ali. Pelo menos tô planejando.
Mas é, acho que sair da inércia já é um grande passo, né? É, e eu não posso deixar de citar, mas assim, todo episódio que a gente fala de forma de prevenção, que acaba sendo o foco, né? Do mês da mulher, não dá pra deixar de falar sobre a questão da alimentação, do exercício físico, que todos os assuntos, até hoje que eu fiz, estava comentando aqui antes de começar, né? 64 episódios, eu participando, que não teve um que quando eu cheguei na parte, mas o que que deve fazer pra prevenir? O especialista não falou, atividade física, boa alimentação. É o estilo de vida, né? É o básico bem feito, né? As pessoas ficam buscando o ultramoderno, a cirurgia mais tecnológica, mais não sei o quê, mas às vezes isso aqui é irrelevante se você faz o básico bem feito, né? Alimentação, exercício, controle de estresse e tudo mais, né? Que a gente vive falando. E hoje não tem desculpa, né? Existem até esses aplicativos que tem vários treinos que você pode fazer até na sua casa, né? Então se você não pode ir numa academia, abaixa o aplicativo desse, né? E começa a fazer atividade física.
Tem várias coisas, pilates no solo, competição com outras pessoas, né? Faz essa competição com outras coisas, chama um amigo, aí ela vê no aplicativo ah, minha amiga fez hoje, eu não fiz ainda. São treininhos básicos, mas que se feito todo dia, eu acho que a importância aqui é a constância, né? Descobrir alguma coisa que goste de verdade também, que não seja um sofrimento fazer, né? O que vai manter uma pessoa qualquer, tanto homem quanto mulher saudável até o fim da vida é músculo. Tem que ter músculo, não pode entrar em sarcopenia.
E pra ter músculo tem que ter alimentação correta, tem que fazer exercício, né? Isso é fundamental. E vocês veem também, imagino, o outro lado da moeda de pessoas que acabam ficando tão obcecadas nessa questão de vida fitness, né? Às vezes está se inspirando em alguém ali, quer seguir aquele mesmo cronograma de um influenciador e acaba não sabendo que tem alguma condição, como a gente já conversou, aquele IPD, hemavarisis, se for um estágio mais avançado, é um impedimento, né? Dependendo da atividade física. Eu até vou falar uma coisa que depois você completa, mas exercício físico de uma forma exagerada, eu vejo muita gente querendo usar hormônio pra melhorar isso, né? Chip hormonal.
O uso de hormônio masculino pelas mulheres, né? Tudo isso com o objetivo de ganho de massa muscular. A testosterona, ela vai dar músculo, realmente, ela ajuda nisso. Só que lembra que eu acabei de falar que as mulheres têm sete anos a mais do que os homens? O quanto vale a gente mudar esse metabolismo da mulher e trazer pra uma maior masculinização, aumentando o risco cardiovascular, né? É aquele pequeno ganho que tem no início, a curto prazo, e que talvez você esteja jogando fora o médio e longo prazo.
Então, o corpo da mulher foi feito pra funcionar bem, sem a necessidade de hormônio em quantidade suprafisiológica pra fins estéticos. E a testosterona pra mulher tem suas indicações, né? Não é pra todo mundo sair usando. E hoje o que a gente vê é, ah, vou colocar um chipzinho hormonal.
O que que tem nele? Gestrinona e testosterona. Aí o que que acontece? Aumento de pelo, aumento de clítores. Detona o perfil de colesterol, né? Detona o perfil de colesterol, começa a ficar com a voz mais masculinizada, e essas coisas elas não regridem.
E ninguém avisa antes. Então, se a gente tá falando de prevenção de doenças, não é com o uso disso que a gente vai prevenir. Exatamente não usando isso.
É, e cada vez mais, né? Que as pessoas se espelham. Tem um lado bom, né? De às vezes você ter uma forma de incentivar, né? A pessoa tá acompanhando ali o influenciador e fala, nossa, olha como ele evoluiu, né? Quero ter um objetivo também. Mas também eu mesmo vejo a minha faixa etária acabou dos, sei lá, dos 20 aos 30, né? Dos 20 aos 30 anos, eu vejo muita gente preocupada que parecia que não tinha essa preocupação antes, né? Quando a minha mãe falou que não existia assim uma preocupação tão excessiva.
É uma cobrança muito grande da sociedade, né? Exatamente É uma cobrança não necessariamente explícita, né? Na hora que você tem uma mídia social, Instagram, qualquer coisa que fica só aparecendo foto bonita, e aí você fala, poxa, só a minha que não tem essas fotos bonitas, né? Eu tenho que fazer alguma coisa Se assiste comendo uma batata frita, já até larga a batata ali de lado, né? Só que as pessoas têm uma dificuldade muito grande de dosar isso, né? Tem o lado bom, ah, vamos dar uma cutucadinha, vamos ver se sai da inércia, né? Mas aí tem o exagero, né? É difícil as pessoas ficarem... É por isso que a doença mental aumentou muito também, né? A desmorfia corporal, eu vejo muito frequentemente Alguma coisa que é inacessível, né? Às vezes é inacessível e às vezes não é saudável, né? Eu vejo mulheres com o corpo quase masculinizado e veem isso como se fosse bonito, né? Mas por quê? Porque é forçado, goela abaixo de mídia social Cada um tem o seu corpo, tem o seu perfil, querer parecer com o outro, você pode até tentar buscar aquela forma, mas cada um é um indivíduo único, não dá pra você se espelhar assim em todo o mundo, isso gera uma frustração muito grande Acho que o que é mais importante das pessoas e que não aparecem tão visualmente é a parte de dentro, né? O que a pessoa pensa, o que ela faz pra sociedade, né? Tem tanta gente bonita por fora, mas aqui por dentro é uma porcaria, né? Se a gente invertesse isso, talvez a sociedade fosse muito mais saudável Como que vocês lidam com isso em questão da saúde mental, né? Porque nas duas especialidades, eu imagino que vocês já citaram isso, né? Que chegam pacientes que às vezes estão com até questão de de se enxergar de uma forma errada, né? Diferente, mas quando vocês percebem que é uma situação grave ali, né? De um problema psicológico que a pessoa tá passando, não tem como vocês deixarem isso de lado, né? Apesar de tá tratando algo específico da pessoa Tá tudo junto A gente tem que tratar e encaminhar, né? Precisa de uma terapia, mas já começar ali nesse momento que a gente já vê que o problema tá instalado ou começar a dar algumas diretrizes dar algumas orientações Depressão, ansiedade TBH São coisas que estão disseminadas na sociedade, né? E se a gente ignora, por exemplo, vou falar de TBH Vamos supor que a gente precisa pra tratar determinada doença precisa fazer uma rotina de exercício, rotina de alimentação O TBH não consegue fazer uma rotina se não for ajudado de alguma forma com o tratamento medicamentoso ou não, mas não adianta eu falar olha, você precisa fazer isso, isso e isso e não dar as ferramentas pro paciente conseguir fazer isso, né? E as vezes a ferramenta é uma ajuda nessa parte mental, né? Uma depressão, as vezes a pessoa fica parada, não consegue fazer nada não consegue sair do lugar, então, as vezes nem pra ir tomar um remédio, né? Então a gente precisa dar esse empurrãozinho Sim, é porque as vezes vai procurar uma questão específica, né? Com vocês, igual, as vezes quer fazer alguma coisa estética e íntima ou tá preocupado com a questão estética do lipedema e vocês percebem que a pessoa tá com realmente uma coisa muito mais profunda ali, né? No lipedema eu vejo isso frequentemente né? A paciente, ela chega na minha frente com um saco cheio de coisa e no saco tá escrito estética. Aí eu abro o saco e começo a tirar as coisas dentro aí dentro tem inflamação tem alimentação errada tem falta de sono, tem um monte de coisa dentro desse saco. Depois que eu tiro todos os probleminhas, aí a gente vê que o saco que tava escrito estética esvaziou e não tem mais nada.
Na verdade, ela tava englobando todo o problema da estética como uma forma de juntar tudo e tentar expor o seu sofrimento né? Porque depois que você resolve o restante a estética deixa de ser um incômodo. Então é importante também de ser integrada as especialidades, porque não adianta olhar uma coisa específica ali do corpo e não ver o que tá acontecendo de todo o resto, né? Exatamente. Exato.
Mulher que usa anticoncepcional e tem lipedema às vezes está numa inflamação tão crônica ali por causa do hormônio, né? Ou que também acontece né? O paciente começa a tomar hormônio, anticoncepcional, o que seja, e por causa daquilo já começa a sentir um monte de mudança no corpo e na perna. E se não tiver uma orientação às vezes fica forçando até o negócio piorar bastante, né? Precisa ter algum profissional orientando não, não deu certo esse, vamos tentar outro. Sim.
Tem que ser uma sinergia. Sim. Até se a gente for falar muito especificamente de cada um dos tópicos, eu imagino que a gente vai ficar aqui o dia inteiro falando, né? Mas olha, a gente tem episódio falando de lipedema.
Tudo que a gente tá falando dá pra procurar e ver específico, né? De ginecologia tem bastante também. Exato. Mas acho que dá pra gente passar pelo menos pra alguns tópicos, né? Que às vezes o pessoal já viu aqui a especialidade, já imagino que a gente vai falar da parte de ginecologia, falando de método contraceptivo e daquelas não sei se é considerada uma doença, mas por exemplo, candidíase, que as mulheres têm bastante, né? O que pode ser feito pra fazer a melhor escolha nesses casos? Agora, então, vamos começar por método contraceptivo que as meninas costumam começar ali com uma idade já bem jovens, né? É, método contraceptivo o ideal é a gente avaliar de pessoa pra pessoa.
Menina, hoje em dia começa com método contraceptivo mais cedo, né? Mas existem vários problemas no método contraceptivo pra menina. Primeiro, pode aumentar os vazios nas pernas, pode dar o estroboloma, que é uma alteração intestinal hormonal também que é importante, né? Então a gente tem que avaliar caso a caso. Mas não é pra não usar por causa do risco de aparecer varízes ou risco de trombose? A gente tem que avaliar caso a caso porque às vezes tem uma trombofilia, às vezes a outra não tem uma trombofilia.
Porque o não uso do anticoncepcional, falando do ponto de vista de vascular, risco de varízes e trombose. Se não usa o anticoncepcional e engravida a gravidez, o risco é muito maior de trombose e de varízes. Exatamente, por isso que tem que ser avaliado caso a caso.
Talvez um dia o não hormonal pra essa menina, né? A gente coloca em adolescente de... É, porque hoje eu vejo, né, até das pessoas mais próximas, são tantos métodos que às vezes a pessoa fica perdida, né? Já não sabe mais também o que que é melhor, aí vai um especialista, um fala uma coisa, vai outro, outro fala outra, e aí fica meio nessa dúvida, né? Abre o cardápio e tem um monte de opção, né? Exatamente. E o Implanon foi proibido, doutora? O Implanon é... ele não foi proibido. Implanon é o nome da marca ou é o médico? É o nome da marca.
Tá, então vamos falar do resto. O que tinha sido proibido era o chip hormonal, mas que depois já foi regularizado de novo. Porque ele realmente, pras mulheres menopausadas, pode ser uma opção de reposição hormonal, né? Regularizado em termos, né? Não existe o chip hormonal padronizado de empresa grande, existem os formulados, que é uma brecha onde as farmacêuticas conseguem fazer um chip hormonal.
Mas não tem um padrão de uma farmacêutica grande. Que nem o Implanon, que é o chip mesmo, que é o implante, que nem o Mirena, que é o DIU, não existe. Na verdade, são as manipulações que fazem e a gente usa.
Tem uma indicação boa pra menopausa? Tem, mas assim, tem que avaliar caso a caso. Porque não é uma formulazinha de bolo, sabe? Você tem que se basear nos exames daquela mulher, das queixas daquela mulher e tava muito desenfreado, usavam pra fins estéticos, né? Mas como método contraceptivo não tá sendo mais utilizado? Não, contra método contraceptivo, não. Hoje tá muito sendo utilizado é o DIU mesmo, ou Mirena, ou Caguinho, o DIU hormonal, né? É, porque hoje a gente escuta muito falar do DIU, mas ainda tem aquela preferência pela oral, né? O anticoncepcional.
Na oral, você vai ali na farmácia, compra, tá tudo certo, né? Mas tem que ter uma indicação do médico, senão a menina vai lá, minha amiga, toma esse aqui, vou comprar lá esse aqui também. E às vezes não é a melhor indicação pra ela. Quantidade de hormônio, né? Exato.
Só se a pessoa, ela é regrada de tomar sempre no mesmo horário, ou se ela vai errar o horário, já muda o anticoncepcional, né? Isso é uma coisa que inclusive, acho que foi no nosso episódio, não sei se não for, pode me corrigir, mas eu lembro que algum médico aqui, no Amato Keshe, citou que essa questão do anticoncepcional tem um grande mito, né? Que falam que tem que ser exatamente ali no horário, no minuto, mas que na verdade precisa ser naquela faixa de horário. Na faixa de horário, né? Se você demorar mais de duas horas pra tomar, o que pode acontecer é você ter um escape, você sangrar. Tá, mas correr risco de engravidar é arriscado também? Diminuir um pouco a eficácia do anticoncepcional, mas não é que vai engravidar.
E pra quem já tem algum problema vascular? O método de anticoncepcional costuma ser menos indicado? O problema é genético, né? Se a pessoa tem uma genética forte pra ter varízes, o anticoncepcional pode acabar piorando. Mas como eu disse, uma gestação é pior ainda, né? Então, às vezes é melhor a gente usar o anticoncepcional e fazer uma observação. Vamos ver como que ficam essas veias e vamos ver se vai progredir ou não.
A maior parte das vezes, ela fica estacionada, não tem que fazer nada. Eventualmente, aí tem essa progressão e aí a gente trata sem problema nenhum. E questão de imunização, né? Que eu acho que entra em uma das... Se a gente tá começando a falar da adolescência e da fase da infância, a adolescência depois pra chegar na parte adulta dessas mulheres, a gente não pode deixar de citar da imunização.
Isso. É o principal, né? Hoje do HPV. O principal do HPV é menino a partir dos 9 anos e menino a partir dos 12 anos, né? Aí a gente tem alguns tipos de vacina, a mais indicada que mais se usa é a nona valente que são duas doses.
Mas é importante mesmo fazer a imunização contra o HPV porque vai prevenir câncer de colo de útero lá na frente, né? E até pros meninos, né? Porque os meninos, eles não têm um sintoma específico, um sinal específico de HPV, de informação pelo HPV. Então, se fica tendo relação com aquela menina, ele vai passando por várias. Entendi.
E já estavam até comentando sobre, por exemplo, imunização pra candidíase, né? Que tava sendo estudada. É, tem algumas vacinas pra candidíase, pra quem tem candidíase de repetição. Já tá sendo usado? Já tá sendo usado, mas aí não vai no postinho e toma.
As clínicas que disponibilizam essas vacinas pra candidíase. Mas isso depois que você já tomou todos as providências pra diminuir a candidíase, né? Então não comer muito carboidrato, diminuir o doce, não ficar com roupa molhada depois da academia, na praia. Várias coisas pra você fazer antes pra evitar essa candidíase.
O básico bem feito. O básico bem feito, sim. E nas suas doenças mais comuns, né? Acaba sendo difícil nessa questão, não tem no caso uma imunização ali contra aqueles problemas que a gente estudou.
Acho que todo mundo queria uma vacina contra a parísis, né? Exatamente. E acaba sendo, em alguns casos, genético, né? Que a gente tinha comentado. É genético.
É escolha ruim dos pais. Como se a gente pudesse escolher, né? Mas na verdade você herda. Aí dependendo de como você leva sua vida, você tem mais chance ou menos chance de desenvolver.
Fazendo exercício físico, mantendo a musculatura boa, você mantém uma bomba funcionando bem e uma possível insuficiência venosa pode não se desenvolver tanto. Agora se você tem a genética, depois vem obesidade, vem sedentarismo, vem tudo, às vezes vão aparecer mais rápido. E da saúde vascular tem muita coisa que acaba ficando em silêncio ali, né? Que depois a pessoa descobre quando já ou vai fazer algum check-up.
Ah, você sabe? Eu vou falar uma coisa. Um dos problemas da cirurgia vascular, principalmente arterial, que são as doenças silenciosas, então aneurisma, obstruções arteriais, aterosclerose, placa, tudo isso vem de uma forma silenciosa. Então era uma coisa que eu sofria bastante vendo isso, porque eram pessoas que estavam levando uma vida que parecia normal pra elas, aí elas fazem um exame e aparece a doença, mas elas não estavam sentindo nada antes.
Apareceu a doença e você vai lá e tem que tratar essa doença arterial. Uma cirurgia grande, colocação de endoprótese, ou alguma coisa bem que eu sei que acabei salvando a vida da pessoa. Mas na verdade, pra ela, o que ela enxerga é, ela tava tendo uma vida normal, fez um exame que mostrou que ela tinha que fazer uma cirurgia grande e depois ela vai voltar à vida normal dela, ou seja, eu como médico fui o cara que tirou ela da normalidade.
Acaba não enxergando essa ajuda toda. Então, aí eu comecei a olhar mais pra prevenção do que para o tratamento, pra não chegar nesse ponto. Sim.
Isso que é o mais difícil, porque às vezes vai virando uma bomba relógio mesmo ali, a mulher já vai pensando. Eu mesmo, como uma mulher jovem, já falo que às vezes eu olho e falo assim, mas tem tantos anos ainda pra me preocupar com isso, né? Eu preciso focar em outra coisa agora, depois eu me preocupo com isso. Mas passa rápido, realmente.
E depois, às vezes, quando vai, a pessoa descobre que já tá tarde demais pra ter uma preocupação mais ativa ali, né? Que vai realmente ajudar, que vai resolver o problema. O problema é sempre ficar postergando, colocar só no planejamento, né? Ah, eu vou fazer exercício, eu vou fazer dieta. Ah, deixa só passar o ano que eu vou fazer não sei o que.
Gente, tem que começar ontem. O ano passa pro carnaval, depois do carnaval passam as férias de julho. Pois é, o ano só começa depois do carnaval, né? Quantas pessoas não falam? A gente escuta muito, né? O ano começa depois do carnaval.
Não tem jeito, são ciclos da vida, mas a sua saúde não tá nem aí pra esses ciclos. Não interessa, o seu corpo não tá esperando o próximo ano novo pra causar alguma coisa. Então a gente tem que começar assim que dá, assim que antes.
Igual a desculpa do bêbado, né? Que fala, vou beber pra comemorar, ou porque eu tô feliz. Ou vou beber pra afogar as mágoas porque eu tô triste. Então sempre acha uma desculpa pra... Ou porque tá monótono, não tá nem feliz, nem triste.
Hoje eu tô sem nenhuma movimentação, então também vou beber aqui um pouquinho, né? Sempre tem uma forma de... Exatamente. Bom, agora eu imagino também que uma... Às vezes se a pessoa tá preocupada, tem essa preocupação de vir aqui acompanhar o episódio, é porque já tem algum sinal de alerta. Então das duas especialidades, como você falou, vou começar com a doutora Juliana, que deve ser de alerta pra pessoa que tem uma vida normal e às vezes sente alguma coisa e ignora.
O que que deve, além daquele prazo, realmente é um ano, né? Mais ou menos ali pra ter uma consulta de rotina que eu lembro que você tinha falado no outro episódio, mas se você já passou pela consulta e tá tendo algum sinal, o que que deve ser alerta na sua especialidade? Bom, de alerta, se você já passou pela sua rotina esse ano e você apresentou um corrimento, que é um corrimento que não vai embora, que tem um odor diferente, característico, que tem uma coloração diferente e que você tá vendo que não é normal, é ideal procurar o ginecologista antes de um ano. Além disso, sangramento que não tá relacionado com menstruação no meio do ciclo. Por que que será que eu tô tendo esse sangramento, né? Às vezes é um sangramento de colo de útero, uma ferida no colo de útero, talvez, quem sabe, um espessamento de um endométrio ou até um câncer de colo de útero.
Então esse sangramento que não tá relacionado com esquecimento de pílula, por exemplo, nem com a menstruação, é importante. Presença de nóbulo, tá ali no banho, se tocou, viu que tem uma bolinha diferente na mama ou até mesmo na axila, vai no ginecologista. Às vezes até de sair uma secreçãozinha na mama, você passar a mão e espremer e ver que tem uma secreção branquinha, vai no ginecologista.
São sinais de alerta que é muito importante pra prevenção de doenças, né? Pra diagnóstico e prevenção de doenças no futuro. O que mais? Menopausa também. Começou a ter fogachos, alteração de ciclo menstrual.
Tem muita mulher que não tem sintoma na menopausa. Então, começou a alterar ciclo menstrual. Tá vendo que tá faltando mês ou tá vindo duas vezes no mês, já é um sinal de alerta.
Vamos procurar o que que é. Tá. É porque às vezes também só complementando, né, antes de ir pra sua especialidade, eu vejo também alguns medicamentos que as pessoas veem na internet, às vezes tá tendo a, ah, eu acho que eu tô com candidíase porque já teve alguma vez e aí toma algum que já comprou em farmácia e às vezes nem é candidíase, né? A gente tem as infecções mistas que pode ter a candida presente mas tem a bactéria junto. Então, você trata candidíase e aquele negócio fica maltratado e aquela infecção vai piorando e aí pode se tornar uma doença inflamatória pélvica.
O que que é isso, né? Quando não é bem tratado ela pode acender pelo órgão reprodutor e pode inflamar útero, trompas e ovário. Pode até causar a mulher não poder ter filho depois. Exato.
Porque quando você tem uma inflamação crônica na trompa, você pode ter a obstrução dessa trompa. Aí o óvulo que tá ali no ovário, ele não consegue caminhar pela trompa até chegar no útero pra ser fertilizado. Tá.
Então, sinais de alerta. Agora, da sua especialidade... A gente não dá pra resumir... É, dor e inchaço. É. Acho que dor e inchaço são os principais.
Tem outros sintomas também, mudança de cor, temperatura, mas acho que os principais, dor e inchaço, que a gente já abrange muita coisa. Dor é o corpo falando que tem alguma coisa errada. Direciona a sua atenção pra lá que tem que fazer alguma coisa.
E inchaço... Muito frequentemente eu vejo as pessoas vindo reclamar de inchaço e na verdade não é inchaço, é muita inflamação. Mas tá tudo bem. Desde que procure ajuda, tá tudo certo.
Seria aquela retenção de líquido. E quando falam em dor, eu tenho certeza que quem tá... Por isso que eu falei que o pessoal ia ficar com medo, porque só de falar dor e inchaço... Até eu fico com medo, porque eu falo, gente, no final do dia eu tenho dor no pé. Eu também, a hora que eu tiro a calça, tá a marca ali da costura da calça.
Então, até que ponto é normal até aquela dor no fim do dia de você ter ficado o dia inteiro de pé trabalhando? Ou é uma dor insuportável, que é um alerta? Ou é uma dor... Puxa, você sabe por que é difícil responder isso? Porque as pessoas têm percepção diferente da dor. Tem pessoas que não têm uma sensibilidade grande e tem pessoas que têm uma sensibilidade altíssima. Eu tenho um colega que ficou com um cisco de metal no olho por uma semana, fez uma úlcera e nem percebeu.
Tem um nível de sensibilidade diferente do meu. Esquenta qualquer coisinha aqui, eu entro em pânico. O que a gente pode falar, então? Uma dor que seja diferente.
Alguma mudança nas características da dor. Desconforto, talvez, diferente. Não sinta.
Pois é. Ah, eu sinto esse incômodo no final do dia sempre que eu trabalho, mas no final de semana, não. Ok, então deve ser por causa do trabalho. Mas aí, estava sempre sentindo.
De repente, muda a característica. Aparece alguma coisa diferente. Tudo bem, eu tinha dor, mas agora é só de encostar que dói.
Piorou a intensidade. Piorou a intensidade, mudou a localização, apareceu um vermelhão, febre, alguma mudança de característica. E até tinha viralizado na internet um teste no Tik Tok, que o nipedema ficou tão famoso que as pessoas começaram a comentar muito sobre o tema que eu até te mandei, eu acredito que para fazer um vídeo no Instagram, eu falei uma sugestão de vídeo para postar das pessoas fazendo um teste na própria perna para descobrir se tem nipedema ou não.
Então uma menina falou assim, você quer saber se você tem nipedema? Então aperta a sua perna, vê se vai sair várias celulites, aquela marca para quem acho que todo mundo sabe o que é uma celulite, mas sai aquelas marquinhas na perna. Se sair, ela mostrava na dela, é o nipedema, só que não era uma médica falando. E aí todo mundo começou a fazer na perna e eu fiz na minha também no dia, eu falei, meu Deus, eu também tenho.
Se você apertar muito numa região que você tem um pouquinho mais de gordurinha, vai ficar mesmo. A questão é como aperta, se ao apertar tem dor ou não, se está inflamado ou não está. Não é só o fato de parecer que tem celulite que vai dar o diagnóstico de nipedema.
É que a gente teve um episódio inteiro falando disso. Eu nem encaro o nipedema como uma doença, algo que tenha que ser estipado do corpo da mulher. Isso é uma resposta natural do corpo da mulher à inflamação.
Então, puxa, será que eu aperto lá, tenho nipedema? Ou isso simplesmente está querendo dizer que naquele momento da sua vida, você está numa fase inflamatória por alguma razão, está comendo errado, está fazendo, está sedentário, está super estressado, alguma coisa assim. Eu acho que tem que levar, a vida tem que ser levada mais leve. Levar isso como uma mensagem de, poxa, deixa eu rever minhas prioridades.
O que é mais importante? Eu sair todo final de semana, encher a cara com cerveja ou fazer exercício físico todos os dias? Colocar prioridades. E exames de rotina, o que é prioridade nas especialidades? Se quiser começar, já que a gente já está falando aqui da vascular. É que você falou prioridade.
O ultrassom venoso a gente só vai fazer se tiver queixa, senão não precisa. Mas arterial tem algumas coisas, a partir do, principalmente se for fumante, se tiver fator de risco cardiovascular, fazer um ultrassom de carótidas e ultrassom do abdômen. A partir de quantos anos isso? A partir de 55, 60 anos.
Tá falando mais pra frente. Dos mais novos, tem algum exame, assim, por exemplo, exame de sangue já pode indicar alguma alteração vascular? Eu não pediria, que aí a gente cai no risco do sobrediagnóstico, né? Resumindo, é aquele quem procura, acha. E às vezes acha o que não é pra ser cutucado.
Deixa lá dormindo que tá tudo certinho. Então, pros mais novos, tem algum, algo específico que deve fazer assim, rotina ou não? Só se tiver alguma queixa? Só se tiver alguma queixa, senão eu não faria nenhum exame. E agora no seu já é diferente.
A gente falou já, né? Daquele a partir dos 20 anos. Inicio a vida sexual, já tem que fazer, e as mulheres que não iniciaram até os 25 anos, tem que fazer. Até os 70 anos.
Depois dos 70 anos, a gente pode espaçar um pouquinho o Papa Nicolau. Porque o índice de câncer de colo de útero, ele diminui. Mas, o que é importante também pras mulheres, né? Fazer o tração das mamas, começar a fazer lá pelos 20 e poucos anos, e fazer a cada ano.
Mamografia a partir dos 40 anos, a cada um ou dois anos, depende, se ela tiver um módulozinho, um cisto, que já foi visualizado, ela faz de um em um ano. A cada ano. Senão, ela pode fazer a cada dois anos.
O tração transvaginal a gente faz anual, né? Pra ver cisto, pra ver se tem alguma alteração no endométrio. Então, o tração anual. E aí tem algumas outras coisas que a gente pede também, né? Como os exames de sangue, colesterol, triglicérides, saber como estão as vitaminas, vitamina D, OSHK.
Todo mundo tem uma vitamina D baixa, né? Epidemia. Todo mundo fica dentro de um escritório ou na frente do computador. Se não tiver no escritório, é em home office.
As crianças, hoje em dia, não ficam tanto no sol fazendo atividade ao ar livre, né? Então, é importante fazer exames de rotina todo ano. Os vitaminas, colesterol, avaliar a tiroide, avaliar os hormônios. É muito importante.
E nas mulheres acima dos 60 anos, colonoscopia. Mesmo que não tenha nenhum sinal, entra de rotina mesmo. Bom, tá bem explicado.
Então, agora eu vou aproveitar esses últimos minutos aqui, os 10 últimos minutos, pra fazer os nossos mitos e verdades que o pessoal adora, né? Que eu vejo comentando aqui. Olá, eu queria também perguntar alguma coisa. A gente sempre olha, mas eu coloco algumas sugestões aqui quando volta, né? No especialista ou no tema.
Então, vamos lá. Primeiro, mulheres não precisam consumir gorduras na alimentação. Mulheres não precisam? Mulheres não precisam consumir gorduras na alimentação? Uma pergunta.
Nossa, a gente precisa de gordura. Nosso cérebro é gordura. Imagina se a gente não consumir gordura? Fica faltando no nosso corpo.
Não adianta evitar tudo. Pois é. Aliás, eu acho um grande erro da pirâmide alimentar é ter colocado mais importância nos carboidratos. Eu acho que a quantidade de carboidrato tinha que ser diminuída e a gente poderia viver mais saudavelmente, com mais proteína e gordura.
A gordura é uma forma muito eficaz de armazenar energia. O problema é o mundo atual, onde a comida está disponível à torta direito, tudo super industrializado, sedentário, e aí as pessoas comem errado e acabam armazenando gordura. E a gordura errada.
O fato de comer gordura não é um problema. O problema é comer errado, comer o que vai te inflamar ou comer em quantidade exagerada. Próximo.
Alimentação não impacta na prevenção da osteoporose? Tem algumas perguntas que eu acho que dá pra focar mais na sua resposta e outras que estão bem focadas pra sua especialidade, então a gente vai intercalando. Essa é pra você. Essa é pra mim.
Se a alimentação... Alimentação não impacta na prevenção da osteoporose? Impacta. Porque se você tiver uma alimentação também pobre em cálcio, você tem mais risco de ter osteoporose. Eu posso completar isso aí com outra informação.
Pra nosso corpo combater inflamação, ele vai ter que usar uma molécula de cálcio. Então, pra gente... Ao inflamar, a gente libera a estamina, a estamina tem que ser quebrada pela diaminooxidase, a diaminooxidase vai usar a cálcio pra conseguir limpar o nosso corpo dessa estamina toda. Então se você fica... Mas resumindo é, se você inflama, o corpo vai usar a cálcio pra combater essa inflamação.
Então comer errado, ou estresse, ou doenças inflamatórias, tudo isso pode levar também a osteoporose. Se você já tem uma dieta pobre em cálcio, não adianta você ficar tomando cálcio, ficar lá no sol e você não vai ter a quantidade ideal diária de cálcio. Você pode até tomar o suplemento de cálcio, mas aquela parte que vem da alimentação também é muito importante.
Alimentos ricos em açúcar podem afetar o humor? Par. Pode responder. Ele ficou entusiasmado.
Percebi. Pode responder. Se alimentos muito açucarados mudam o humor, qualquer telespectador que tiver um filho é só dar um pirulito à noite e me contar como que o filho fica.
Não come, né? Fica saltitando. Mas imagina que isso acontece com o adulto também, de formas e intensidades diferentes. Primeiro, o açúcar é um baita de um inflamatório, é assim, é caloria pura, então vai dar um boost de energia, mas às custas de nenhum nutriente.
Então sim, muda o humor. Muda bastante. A pessoa pode considerar ali que está mudando para melhor em um primeiro momento, mas eu já escutei falar que dá ansiedade e depressão.
E depois cai. Ah, por isso que pode causar. Você dá um açúcar, um carboidrato, vai ter o pico da glicemia, que ele pode até se sentir satisfeito naquele momento, mas aí o pico começa a cair, e cai rápido.
E na hora que cai, tinha uma propaganda muito engraçada de uma velhinha que ficava brigando com todo mundo, aí alguém dava um chocolate para ela. Ela falou assim, acho que se você está com fome, ela comeu o chocolate, aí não era uma velhinha, era um dos amigos do grupo que estava mal humorado, porque estava sem o açúcar. Então é o oposto, né? Então existe, na hora que cai a glicemia, vai ter uma mudança de humor também.
A questão é, se você faz isso com carboidrato simples, como o açúcar, esse pico e essa queda é muito rápido. Fica mais evidente essas mudanças de humor. Por isso que as pessoas falam assim, eu sou viciada em açúcar, né? Não consigo ficar almoçando, aí eu sou viciada.
Aquele chocolatinho depois do almoço. Não, é dependência mesmo, o negócio. Parece aquela brincadeira da clínica, que fala, oi, meu nome é Letícia, estou há tantos dias sem comer chocolate.
Tinha que participar dessa roda, porque é difícil. Estou há tantos dias sem comer chocolate depois do almoço. Respondido, então, né? Vou para o próximo aqui.
É necessário tomar suplementos de vitamina D apenas se você não se expõe ao sol? Olha, para viver, desculpa, para viver, precisa de duas mil unidades por dia. Isso é a média. Todo mundo tem que ter essas duas mil unidades.
E não tem como ter essas unidades andando ali na rua? Depende muito do estilo de vida da pessoa. Até consegue alguma coisa da alimentação, mas é pouco. Mas aí tem que dosar, né? Tem que dosar e realmente... A maioria acaba, que vocês citaram, realmente ficando mais no escritório, num lugar fechado.
É difícil a gente que vive em cidade ficar há tanto tempo na rua. Sim. E se for São Paulo... Leva o seu celular.
Leva o celular e você passa por chuva, tempo nublado, calor, tudo no mesmo dia. A alimentação pode influenciar os sintomas da TPM? Sim, pode. A alimentação tem tudo a ver com os sintomas do TPM, né? O que piora? Bom, o que melhora? O que eu vejo no consultório.
Às vezes tem mulher falando assim, quando eu tô de TPM, eu preciso de um chocolatinho, que eu me sinto mais feliz. Mas, na verdade, são... Tem esflavonoides, né? Tem aqueles óleos que vêm das castanhas. Por isso que, quando tem TPM, a gente dá um blend de óleos minerais, que ajuda bastante nessa questão da TPM.
Então, se ela tem uma alimentação que não tem tanta oleaginosa naquela... Se ela come muito açúcar, muito carboidrato naquele período, ela fica mais estressada, ela fica mais sensível. Uma vez sim. E quem toma, só complementando, quem toma anticoncepcional não tem TPM, né? Porque as pessoas confundem.
Na verdade, depende do tipo de anticoncepcional que ela usa. Os anticoncepcionais de baixa dosagem ela pode até ter uma TPM, sim. Por que não, né? Quando a mulher não menstrua? Quando não menstrua, teoricamente não é pra ter, né? Fica com aquelas dosagens hormonais sempre lineares.
Não tem uma oscilação. Já o anticoncepcional tem a pausa, por exemplo. Que daí tem uma queda nos hormônios que faz ela sangrar.
Não é a menstruação, né? É só o sangramento. É só o sangramento. Pela privação do anticoncepcional.
E acaba podendo ter um pouco de TPM nesse momento. Pode. Não é pra ser muito, né? Dormir sem calcinha faz bem para a saúde íntima? Isso é o que mais o pessoal fala.
Faz, faz bem. Porque não abafa a região, né? Principalmente nos dias mais quentes. Não abafa a região, então diminui a frequência de candidíase.
A incidência de candidíase. Já complementando essa, absorvente diário ajuda a manter a higiene? Não. E até ruim.
Porque você vai abafar essa região da vagina e não vai ter troca ali de ar, né? Não vai ter uma correntezinha de ar ali. E aí pode suar naquela região, ficar muito úmido e a candida adora a umidade, né? Fungo, o que mais gosta é a umidade. Prolifera esse fungo, essa candida, e pode dar candidíase.
É porque, às vezes, muita gente usa sempre, né? É, usa um protetor diário, né? E fala, ah, eu uso porque sempre eu tenho uma secreção vaginal. Mas será que sempre não tem essa secreção vaginal? Porque já tá abafado lá embaixo e já tá com... O que veio antes, o ovo velhinho. Exatamente.
Já mudou o pH vaginal. É mais trocante porque vem demais, ó. E já tá com aquela secreção porque mudou o pH vaginal, né? Mas tem muita gente que usa protetor diário, eu tiro de todas. Não, não pode.
É o vilão, né? Essas duas perguntas acabaram ficando mais para a sua especialidade, mas eu vou finalizar uma que essa vai precisar, todo mundo vai querer saber. A penúltima agora. Existe um tipo de sabonete próprio para a higiene íntima ou é recomendada apenas água corrente? Muita gente fala que é melhor só água, né? É, na verdade, o sabonete não é de todo mal, desde que seja um sabonete neutro, líquido ou com pH próximo do pH vaginal.
Se não for sabonete em barra, tem um pH que não é legal para a área vaginal. Aí é melhor só água, pouquinho de vinagre de maçã e acabou. Mesmo aquele de glicerina? Glicerina é o pior.
Nossa, e tanta gente fala que glicerina é o melhor. Glicerina é o pior. Acho que você falou de vinagre, é melhor comentar a quantidade, porque as pessoas até têm noção, né? Vinagre de maçã, uma colherinha de café em, assim, uns 250 ml de água ou uma colherinha e meia em 500 ml de água deixa ali do ladinho chover.
Bem diluído. Bem diluído. Fico só imaginando o pessoal jogando o vinagre na mão e assistindo e falando deixa eu pegar o vinagre de maçã.
E é o vinagre de maçã, não pode ser nem o vinagre de álcool nem o de vinho. É que o cheiro é ruim, né? É, o cheiro é ruim, mas o cheiro não fica não. Diluído assim não deve sobrar nada.
É, não sobra nada. Ou sabonete líquido neutro que você disse. Neutro.
Tem que estar escrito neutro. Neutro e líquido. Esse daí, vale um corte isso daí, né? Meu Deus, vai ser todo mundo vai tomar um susto.
Bom, agora esse último. Gente, viralizou, só pra gente descontrair um pouco pra gente finalizar. A pergunta era, após fazer xixi, o recomendado é sempre lavar a região íntima, mas eu não podia deixar de falar do que viralizou essa semana do nosso grande jogador de futebol Neymar, que se envolveu em uma polêmica, né? Agora disseram que, eu não quero dizer se ele estava ou não de fato envolvido ali naquela festa lá que a moça veio ao público, né? Eu vou contar uma história rapidinho.
Sabia que o Neymar o Neymar de verdade ele chegou a trocar o filtro de água da minha casa? Como assim? E eu tenho provado isso. Como assim ele vai trocar o filtro? Pois é, eu tenho um vídeo O Neymar, Neymar mesmo. Mas por que? Agora todo mundo quer saber.
Você pode contar? Posso. Antes de a gente mudar pra nossa casa a casa era usada pra gravar, ter algumas filmagens e no episódio de um seriado, o FDP ele era um personagem que estava lá na casa trocando o filtro de água de futebol. Aí quando a gente mudou pra casa, aí a minha cunhada chegou e falou escuta, vocês já viram que a casa de vocês está na televisão? Meu Deus, e com o Neymar trocando o filtro de água.
Se o pessoal pedir, eu posto esse vídeo. Ah, todo mundo vai querer. Eu coloco o link aqui junto com o vídeo que essa daí até eu quero ver.
Esse caso polemizou, né? Mas assim, não é que vai fazer xixi depois da relação que não vai engravidar. Na verdade a entradinha ali da uretra É um completo desconhecimento da anatomia da mulher. Ela é mais externa e a entrada da vagina é ali no fim.
Acho que ela precisa de um espelhinho. São entradas diferentes. Então se teve ejaculação na vagina Não tem nada a ver.
A uretra, ela tá aqui em cima. Mesmo que faça força e às vezes até sai um pouco se teve ejaculação dentro Nossa, mas... Se tiver um nadador vencedor lá só basta um. Numa ejaculação, o homem libera de 300 a 400 milhões de espermatozoides.
E eles, os espermatozoides eles nadam muito rápido. Então eles chegam muito rápido ali. Eles passam a cervix, o canal do colo do útero muito rapidamente.
Então por mais que você saia correndo e vá no banheiro e ache que saiu tudo você corre grande risco de engravidar. Mas assim, esse assunto é legal e tem uma novidade que eu vi. Antigamente, até recentemente, a tendência era acreditar que era o primeiro que chegava lá que ia fecundar.
Mas não é. É o que o óvulo permite passar. Que entra. Chegou, já passa a barreira e já vai fecundar.
Mas não, se tiver um que ele reconhece como sendo bom pra fecundar, ele abre a porteira lá. Mesmo que não seja o primeiro que chegou. Agora, o interessante de você fazer xixi depois da relação é pra limpar a uretra.
Pra prevenir infecção urinária. Porque a uretra da mulher é mais curtinha. Então a chance de uma cistite é maior do que no homem.
Gente, vai engravidar. A importância de ter conhecimento básico das coisas. Inclusive, ela veio ao público, não sei se vocês viram esse outro vídeo.
Falou, mas se eu tiver um bebê, ele vai nascer no meu ovário. Ela falou ovário. E depois se explicou falando assim, porque eu não sou médica, não sabia que não era no ovário.
Então, tá aí a importância de ter a conclusão de todo o episódio aqui de hoje, é que tem que ter conhecimento básico das coisas pra poder ter uma vida melhor. Não falar besteira na internet. Não falar besteira até pode, desde que aprenda e depois passe o correto.
O duro, às vezes, acaba realmente influenciando do lado ruim. É de um lado ruim, às vezes pode prejudicar alguém. Tem um alcance muito grande, pequenas coisas que falam podem mudar a vida de verdade de muita gente.
Então tem que ter uma certa conscientização do que tá sendo falado. Essa linha é muito tênue entre a responsabilização do que fala até uma censura, não é isso. Mas, gente, falem sobre o que vocês sabem, não fica inventando moda.
É, e tá aí a importância que a gente não tá fazendo tantos episódios à toa, justamente pra usar o conhecimento de vocês, pra que seja uma forma de tirar dúvidas de quem acompanha, às vezes que é paciente daqui ou não. Enfim, foi um papo muito esclarecedor, muito obrigada pela participação de vocês, obrigada doutora Juliana. Obrigada Letícia, até a próxima.
Até a próxima, obrigada doutora Alexandre. Eu agradeço, puxo a vida. Muito legal.
Tudo que a gente citou, inclusive o vídeo do Neymar. Eu prometo. A gente vai colocar aqui.
Mas só se vocês pedirem. Se não pedirem eu não vou colocar. Tem que comentar, dá engajamento e a gente coloca o link pra vocês.
Muito obrigada pela sua participação aqui no nosso Amatocast. Não deixe de curtir, comentar e compartilhar, que também é muito importante pra gente continuar trazendo nossos especialistas. Se ficou alguma dúvida desse assunto, vocês podem comentar aqui no vídeo, ou também mandar nas redes sociais dos nossos especialistas.
A gente vai deixar os links aqui pra vocês.
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.