# Resumo: Os 3 Exames Baratos Que Batem Qualquer Check-up Caro na Prevenção Cardiovascular O Dr. Alexandre Amato, cirurgião vascular, apresenta uma análise crí
Se você tem mais de 35 anos ou só quer chegar aos 80 andando, presta atenção. Eu sou Dr. Alexandre Amato, cirurgião vascular e todos os dias vejo no consultório o estrago que um risco silencioso pode causar quando ninguém procura do jeito certo.
O paciente costuma perguntar: "Mas doutor, meu checkup veio todo normal, isso não quer dizer que eu tô protegido?" Não necessariamente. Normal não é a mesma coisa que preventivo. Pense assim: seu corpo é uma casa.
Exame pode ser excelente na pessoa certa e fraco na pessoa errada. Número três, ultrassom de carótidas. E aqui vem a surpresa.
Porque destrói em silêncio as artérias do coração, do cérebro, das pernas, rins, olhos. O paciente que mais me chega pra amputação é o diabético que descobriu tarde demais. Então, a hemoglobina glicada é a média da sua glicose nos últimos 3s meses e pega a fase da pré-diabetes, quando ainda dá para reverter com exercício, dieta e perda de peso.
A partir dos 35 anos, especialmente se você tem sobrepeso, barriguinha, [música] sedentarismo, hipertensão ou histórico familiar, vale conversar com o seu médico sobre a frequência. Detecta cedo, anos antes do sintoma, muda a conduta drasticamente.
Se você pudesse escolher três exames pelo resto da vida para conseguir pegar a doença antes dela virar problema, quais seriam? Se você tem mais de 35 anos ou só quer chegar aos 80 andando, presta atenção.
Eu sou Dr.
Alexandre Amato, cirurgião vascular e todos os dias vejo no consultório o estrago que um risco silencioso pode causar quando ninguém procura do jeito certo.
Outro dia, uma paciente chegou com uma pasta enorme de exames, hemograma, rim, fígado, tiroide, elétron, tudo normal, mas faltava o exame que colocaria o risco cardiovascular dela no centro da conversa.
o perfil lipídico LDL de 198.
Então, investigando melhor, já havia sinal de aterosclerose.
Ela fazia checkup todo ano, mas faltava justamente o exame que mudaria a estratégia.
A verdade é essa, não é sobre fazer muitos exames, é sobre fazer os exames certos.
Então, hoje vamos fazer uma eleição.
Seis exames famosos, frente à frente.
Um deles é uma armadilha.
Parece essencial, mas como rastreio pode mais atrapalhar do que ajudar.
No final, três sobem ao pódio.
Mas antes me conta lá nos comentários qual foi o exame que você mais confiou nos últimos checkups.
Então, por que tanto checkup caro não previne quase nada? O paciente costuma perguntar: "Mas doutor, meu checkup veio todo normal, isso não quer dizer que eu tô protegido?" Não necessariamente.
Normal não é a mesma coisa que preventivo.
Pense assim: seu corpo é uma casa.
O checkup deveria ser o inspetor que procura cupim, rachadura na estrutura, vazamento invisível, aquilo que vira tragédia e ninguém olha.
Muito exame de rotina é um inspetor medindo o tamanho da porta, conferindo se o interruptor tá funcionando, fotografando a sala.
Fica bonito no relatório, ó, mas não pega o cupim.
Então, guarda essa frase que é a chave do vídeo.
Exame bom o que acha alguma coisa, é o que acha algo importante, [música] cedo, e muda o que você vai fazer.
É com esses dois critérios que eu vou julgar cada candidato como jurado técnico.
[música] Nota de zer a 10.
Então, critério um, detecta a doença antes do dano.
Critério dois, o resultado muda a conduta.
Se passar nos dois, sobe.
Se não passar, cai.
Então, número um, hemograma.
É com certeza o exame mais pedido no Brasil.
Toda consulta tem hemograma.
Ele é excelente.
Quando existe uma pergunta clínica, sintoma de cansaço, sangramento, infecção de repetição, pré-operatório, gestação, acompanhamento de doença conhecida, faz muita diferença.
O problema é usá-lo como rastreamento automático anual em todo adulto saudável.
Neste cenário, o rendimento é baixo, raramente muda o caminho do paciente e sobre as suas artérias não fala quase nada.
Então, nota 5 de 10.
O exame mais pedido do Brasil não entra nem na semifinal.
Número dois, TSH é útil em mulher acima de 60 anos, sintoma sugestivo, histórico familiar, gestação, pós-parton.
Em adulto jovem sem sintoma, ele não é rastreador universal de risco.
Então, nota 5 de 10.
Tá percebendo o padrão? Exame pode ser excelente na pessoa certa e fraco na pessoa errada.
Número três, ultrassom de carótidas.
E aqui vem a surpresa.
Esse exame é da minha área.
Exatamente por isso, preciso ser honesto com você.
O ultrassom de carótidas enxerga a placa dentro da artéria do pescoço.
Parece o exame dos sonhos para prevenir a AVC.
Agora, olha o que acontece.
As grandes diretrizes internacionais não recomendam esse exame como um rastreio de quem não tem sintoma ou não tem fator de risco.
Por três motivos.
A maioria dos AVCs não vem de uma placa operável na carótida.
Segundo, uma placa moderada sem sintomas nem sempre muda a conduta.
E terceiro, o que mais muda o risco na maioria dos casos é tratar LDL, pressão, diabetes e tabagismo.
Ou seja, o tratamento certo vem de outros exames.
Então, nota 3 de 10, tô desclassificando como rastreio universal.
E quem tem sopro no pescoço, episódio de AVC passageiro ou doença arterial em outro território, aí sim é outra história, é essencial.
Mas aí deixou de ser rastreio e virou investigação.
Se você achava que todo mundo acima dos 50 precisava fazer ultrassom de carótida, comenta lá embaixo.
Não sabia.
Três candidatos caíram.
Agora os três que mudam o destino.
O quarto [música] é pressão arterial.
Nem parece exame.
Dois minutinhos, aparelho no braço, mas a pressão alta é um dos maiores fatores de risco para derrame, AVC, infarto, insuficiência renal, demência vascular.
E muita gente tem pressão alta sem saber.
Detecta cedo? Sim, é uma medida bem feita, já pode acender o alerta.
Muda a conduta muito.
Então, perder peso, reduzir sal, fazer exercício e tratar quando precisa muda o risco real.
Isso não é opinião.
Controlar a pressão é uma das intervenções mais comprovadas para reduzir a VC.
Agora, só um cuidado importante.
Uma medida isolada não fecha o diagnóstico.
Se a pressão vive aparecendo acima do ideal, confirma fora do consultório em casa ou com aquele aparelho mapa e conversa com o seu médico.
Então, nota 9 de 10, pódio confirmado.
O número cinco é a glicemia de jejum com hemoglobina glicada.
Diabetes tipo 2 pega mais de um em cada 10 adultos no Brasil e quase um em cada cinco a partir dos 35 anos.
Boa parte sem saber.
E por que que o diabetes é cruel? Porque destrói em silêncio as artérias do coração, do cérebro, das pernas, rins, olhos.
O paciente que mais me chega pra amputação é o diabético que descobriu tarde demais.
Então, a hemoglobina glicada é a média da sua glicose nos últimos 3s meses e pega a fase da pré-diabetes, quando ainda dá para reverter com exercício, dieta e perda de peso.
É uma janela de ouro.
Estudos de prevenção do diabetes mostram que perder peso e se mexer mais podem atrasar ou até evitar a evolução da diabetes.
Agora, para quem? A partir dos 35 anos, especialmente se você tem sobrepeso, barriguinha, [música] sedentarismo, hipertensão ou histórico familiar, vale conversar com o seu médico sobre a frequência.
Detecta cedo, anos antes do sintoma, muda a conduta drasticamente.
Então, nota 9,5, pódio garantido.
Agora vem a pergunta que decide o vídeo.
Por que o exame que mais ajuda a enxergar o risco de infarto e AVC às vezes recebe menos atenção do que o hemograma normal? É o número seis, perfil lipídico.
Colesterol total, LDL, HDL, triglicerídios.
Doença cardiovascular é grande causa de morte no Brasil e no mundo.
E a base de muita coisa é aterosclerose.
É a placa crescendo na artéria por décadas, sem dar sintoma nenhum.
O LDL é uma das pistas mais importantes desse processo.
Ele não conta a história inteira.
pressão, diabetes, cigarro e histórico familiar também importam, mas sem olhar o LDL você tá dirigindo no escuro.
Aquela minha paciente da abertura de LDL 198, se esse risco tivesse aparecido mais cedo, a estratégia poderia ter começado anos antes.
Detecta cedo, décadas antes.
Muda a conduta? Sim, dieta, exercício, perda de peso.
E em quem tem indicação? Medicação.
E aqui a evidência é muito sólida.
Reduzir LDL reduz eventos cardiovasculares, especialmente em quem tem risco aumentado.
Então, nota 10.
O pódio ficou recapitulando, terceiro lugar para pressão arterial, pelo menos uma vez por ano.
Se vive aparecendo acima do ideal, confirme fora do consultório e investigue.
Segundo lugar ficou pra glicemia de jejum, hemoglobina glicada, adulto a partir dos 35 anos, principalmente com fatores de risco.
Tem que fazer.
E o campeão a partir dos 20 anos, pelo menos uma vez, olha o LDL, não só o colesterol total.
Como regra geral, muita gente mira o LDL abaixo de 100, em alto risco abaixo de 70 ou até menos, mas a meta exata depende do seu risco individual.
Quem define é o seu médico.
Então, esses três vigiam os três cupins que mais carcomem suas artérias: aterosclerose, diabetes e hipertensão.
Juntos eles vão responder pela maioria dos infartos, AVCs e amputações.
Agora, atenção, porque isso é importante.
Se você é mulher acima dos 50 anos, existe um segundo pódio que é o seu.
O pódio geral é pressão, glicada e LDL.
Mas o seu pódio pessoal soma mais dois nomes que não podem faltar, a mamografia e o Papa Nicolau.
As recomendações variam por país e diretriz.
No sistema público brasileiro, a faixa clássica de mamografia é 50 a 69 anos a cada 2 anos.
Grandes diretrizes internacionais recomendam começar aos 40.
No Brasil, isso deve ser individualizado pelo seu médico, considerando idade, histórico familiar e densidade mamária.
Medicina preventiva não é lista pronta, é prioridade por idade, sexo, risco e histórico.
Agora, antes de terminar, o exame de rotina é prevenção.
Se você tem dor no peito, que irradia pro braço, fraqueza de um lado do corpo, fala embolada, dor súbita numa perna só com inchaço e vermelhidão, isso não é checkup, isso é pronto socorro.
Liga já.
192.
Então você aprendeu pressão, glicada e LDL.
São as três informações simples, baratas e fáceis de medir.
E a regra mãe é não é sobre fazer muitos exames, é sobre fazer os certos.
Exame bom é o que acha algo importante cedo e muda o que você vai fazer.
Porque se também não vai mudar nada, não precisa nem fazer.
Se você passou dos 35 e não sabe o seu LDL, sua glicada ou sua pressão média, leve isso para uma próxima consulta.
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Mais de 80% de quem assiste ainda não se inscreveu, compartilha com aquela pessoa de família que faz checkup todo ano, mas não sabe dizer o próprio LDL, a própria glicada, nem a própria pressão.
No próximo vídeo, os valores de LDL que ajudam a mostrar se você está na trilha do infarto e o número que quase ninguém sabe interpretar.
até lá e cuida da sua circulação.
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.