Um cisto ovariano é, com frequência, um cisto folicular simples, formado quando um folículo não ovula e acumula líquido. Geralmente benigno, ele possui paredes
Bem, vamos lá. O cisto nada mais é do que um folículo que se encheu de líquido em determinado ciclo menstrual, por exemplo, no meio do ciclo menstrual, que ele cresceu para ter ovulação. Esse folículo ele não eclodiu, ou seja, não ovulou e ele ficou ali acumulando líquido.
Existe o tratamento medicamentoso para a diminuição do cisto, onde a gente usa alguns hormônios, uma pílula combinada para a diminuição desse cisto, ou dependendo do caso, se ele perdurar por mais de seis, sete meses, até uma cirurgia, dependendo do caso.
Olá, vamos tirar dúvidas hoje sobre cisto-ovariano? Você sabe o que é o cisto-ovariano? Como que é feito o seu diagnóstico e o seu tratamento e o que ele pode causar no corpo da mulher? Bem, vamos lá. O cisto nada mais é do que um folículo que se encheu de líquido em determinado ciclo menstrual, por exemplo, no meio do ciclo menstrual, que ele cresceu para ter ovulação. Esse folículo ele não eclodiu, ou seja, não ovulou e ele ficou ali acumulando líquido.
Esse cisto a gente chama de cisto folicular e é o mais comum, é um cisto simples. A característica dele é que é um cisto de paredes regulares e de conteúdo anecoico, ou seja, líquido. Esse cisto a mulher precisa se preocupar com ele ou não.
Normalmente, esse cisto ele envolui em 50% dos casos, ele envolui sozinho, ele vai diminuindo e ali dois a três ciclos menstruais ele já não existe mais. A gente tem que se preocupar com um cisto folicular se ele cresce muito e ele chega a um tamanho aproximado de cinco centímetros. Por quê? Porque ele fica grande, com aquele líquido dentro, ele tem o perigo dele torcer e quando ele torce, ele dá uma dor aguda.
A mulher, ela normalmente tem que ir para o pronto-socorro para fazer um exame e ver por que ela está com essa dor aguda e diferenciar de outras doenças comuns que dão uma dor aguda, como por exemplo, uma apendicite. Ela precisa fazer uma cirurgia, que é a vigilaparoscopia, para a retirada desse cisto ovariano. Cistos menores que esse tamanho, normalmente eles regridem sozinho e não tem maiores repercussões.
O que pode acontecer é uma irregularidade hormonal, porque pela presença dele, ele pode alterar alguns hormônios do nosso ciclo, mas também o tratamento é expectante, ou seja, a gente avalia mês a mês se esse cisto está diminuindo. E se esse cisto não diminui? O que deve-se fazer? Existe o tratamento medicamentoso para a diminuição do cisto, onde a gente usa alguns hormônios, uma pílula combinada para a diminuição desse cisto, ou dependendo do caso, se ele perdurar por mais de seis, sete meses, até uma cirurgia, dependendo do caso. Existe o cisto também de corpo lúteo.
A diferença do cisto simples para um cisto de corpo lúteo é que ele é formado a partir de um corpo lúteo pós ovulação, ou seja, depois que a gente tem a eclosão de um folículo, a liberação desse óvulo, a gente tem a formação de um outro cistinho no ovário chamado de corpo lúteo, que ele é responsável pela produção da progesterona. E se a mulher engravidar naquele ciclo, quando ela ovulou, a progesterona é importante nesse primeiro momento de gravidez, porque é ela que faz o embrião inidar no útero, fixar no útero e a gravidez evoluir. Se a mulher não engravida, ela ovula e não engravida, esse corpo lúteo, ele também vai diminuindo de tamanho até o momento em que você menstrua e não tem mais ele.
Porém, em alguns casos, podem se formar esses cistos de corpo lúteo, que nada mais são que essa estrutura que não evoluiu. E o tratamento é o mesmo de um cisto normal. É expectante avaliar se ele vai diminuir, porque em 50% a 60% dos casos, ele evolui a cada quatro ou oito semanas, ou seja, em dois ciclos menstruais ele já evoluiu.
E se ele persistir, tem que ser avaliado o tamanho dele. Se maior que cinco centímetros, uma cirurgia, se não um tratamento medicamentoso. Recebi algumas perguntas nas redes sociais perguntando quando se preocupar se o cisto pode virar câncer ou não.
Bom, vamos lá. O cisto simples e o cisto de corpo lúteo, eles não têm a capacidade de malignizar, ou seja, de se tornar um câncer. Quando a gente tem um câncer de ovário, a gente tem a presença de um cisto que é diferente de um cisto simples.
As características dele são bem específicas, como a cápsula dele, o envolto dele não é regular, não é arredondadinho. Ele é mais espiculado, ele é mais irregular. A ultrassom, a gente visualiza uma imagem que não é tão líquida vista a ultrassom, ou seja, ela pode ser mais espessa, pode ter alguns debris no meio que a gente vê como se fosse uma visualização de uma estrutura mais densa no seu interior e ela pode ser septada.
Às vezes, não é só aquele redondinho, bonitinho com líquido. Ele tem vários risquinhos no meio, o que pode lembrar os septos e aí tem que se fazer uma biópsia para diagnosticar se aquilo é um câncer de ovário ou não. Então, é importante uma avaliação do seu ginecologista caso você tenha uma irregularidade menstrual, caso você esteja com uma dor nessa região pélvica.
É importante o exame anual com o ginecologista, onde vai ser pedido uma ultrassom transvaginal pra avaliar essas estruturas pélvicas. Além disso, o exame físico de um médico habilitado é super importante pro diagnóstico de cisto ovariano também. Então, não precisa se preocupar, porque a maioria dos cistos, eles são benignos e eles têm uma resolução sem precisar fazer nada.
Mas é importante que, tendo esses sintomas conversados, que se procure um ginecologista pra uma melhor avaliação. Se você gostou do nosso vídeo, inscreva-se no nosso canal, dê o seu like e ative o sininho de notificação.
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.