O lipedema é uma doença crônica e progressiva, quase exclusiva em mulheres, caracterizada pela deposição simétrica de gordura dolorosa nas pernas (e, por vezes,
Escreve lá embaixo no comentário que eu quero saber. Diferencendo o lipedema de obesidade, a obesidade, a gordura está distribuída no corpo todo e a gordura visceral é a gordura relacionada à inflamação e ao risco cardiovascular.
Especialista em lipedema é o médico que estudou sobre o assunto. Não existe uma especialização reconhecida pelo CRM, médica de lipedema. Mas aquelas pessoas que se dedicam ao assunto, então, eu sou um especialista em lipedema, eu pesquiso em lipedema, eu publico artigos científicos sobre lipedema, eu mudo e direciono a pesquisa mundial com as publicações sérias sobre o assunto.
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Olá, sou Dr. Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato e hoje vou falar sobre como identificar o lipedema e qual o papel do cirurgião vascular nessa doença. Então, o lipedema é a deposição de gordura nas pernas, é uma doença que ocorre mais frequentemente em mulheres, ou quase que exclusivamente, e que vem junto com dor, sensibilidade, autóquia e roxos nas pernas. Normalmente são simétricas, então a quantidade de gordura numa perna é igual a outra, não vai ter uma asimetria grande. É frequentemente confundida com obesidade, com linfedema, mas é uma doença à parte. Afinal, obesidade não tem dor, linfedema também não é para doer, desde que não esteja infeccionado. É uma doença crônica e progressiva desde que haja uma persistência da inflamação. Então, é muito importante tratar a inflamação adjacente ao lipedema. De nada adianta tirar a gordura se não tratar a causa. A gordura é simplesmente a resposta do nosso corpo à inflamação, é uma camada protetora, é uma forma do corpo se defender. A gordura do lipedema, ela já está descrita como um fator de proteção de risco cardiovascular. Então, você pode ter uma relação de, ah, eu não gosto do aspecto estético da gordura nas pernas, mas tem que entender o outro lado, aquela gordura nas pernas, se não tivesse essa gordura nas pernas, você estava sofrendo todos os danos inflamatórios no seu corpo. Então, os sintomas mais comuns são a sensibilidade ao toque, encosta nas pernas. O lipedema pode acontecer em membros superiores, membros inferiores também, mas você encosta na perna e não faz aquela depressão, pode ficar branquinho, mas não faz a depressão, às vezes pode até ser um pouquinho, mas não demais. Mas tem uma sensibilidade aumentada, tem dor, tem sensação de peso, cansaço nas pernas. Muitas vezes tem uma fadiga no corpo inteiro, esse é um bom exemplo do problema metabólico que envolve o corpo inteiro, não é só nas pernas. E a sensação de enchaço, muitas vezes descritas como, ah, eu retenho o líquido, essa retenção de líquido descrita pelas mulheres. Muitas vezes não é o líquido em si, mas a inflamação que está agindo ali naquela gordura. Muitas vezes as mulheres encontram algum alimento, ah, comita o coisa e percebo que piora minhas pernas. E aí, você já percebeu algum alimento desse? Escreve lá embaixo no comentário que eu quero saber. Diferencendo o lipedema de obesidade, a obesidade, a gordura está distribuída no corpo todo e a gordura visceral é a gordura relacionada à inflamação e ao risco cardiovascular. A gordura visceral é aquela que está dentro do abdômen, não é nem na parede do abdômen, ela está dentro, está junto com os órgãos. E muitas vezes ela estrapola, e aí, quando não tem mais espaço na gordura visceral, acaba tendo até esteatose hepática, acaba depositando em outros órgãos de outras formas. Agora, a diferença crucial entre obesidade e lipedema é obesidade não dói. Ponto, não é para doer. Só que tem alguns lipedemas que também não têm dor. Então, um lipedema que não dói para diferenciar de obesidade já não é tão fácil assim. Aí a gente tem que ver gordura visceral, tem que ver outros sintomas. Muitas vezes tem outros sintomas inflamatórios, mas não tem a dor caracterizada. A diferença do lipedema de linfedema é que o linfedema, a maior parte das vezes, é unilateral, ocorre em uma perna só. Então, tem uma diferença muito grande de um lado para o outro. O linfedema também, a maior parte das vezes, ele é adquirido. Ou seja, ele vai acontecer secundariamente alguma outra doença, algum outro evento que pode ter sido um trauma. Você bateu a perna e acabou tendo linfedema. Ou teve uma írisipela e depois teve linfedema nesse membro, por dano, no sistema linfático. Até existe o linfedema congenito, mas ele é bem mais raro. E como o lipedema é crônico e evolutivo, as pessoas que veem aquela imagem dos estágios do lipedema, muitas vezes olham o estágio final, o estágio 4, que é a associação do linfedema com o lipedema, e entro em pânico, nossa, estou no estágio inicial, mas eu vou, se eu não fizer nada, eu vou chegar lá no estágio 4. Pelo amor de Deus, retire essa gordura do meu corpo para curar, eu não quero mais ter esse problema. Longe disso, o que quer dizer é que quem está no estágio 4, algum momento da vida esteve nos estágios iniciais e teve uma progressão. Mas só progride quem não faz o tratamento conservador, só progride quem persiste na inflamação diariamente. É muito frequente, pessoas no estágio super inicial, mas com bastante sintoma inflamatório. Então tem bastante dor, bastante sensação de inchaço. São aquelas mulheres que as pessoas ao redor não enxergam o que ela está falando, falar, caramba, eu tenho essa dor, tenho peso, está me incomodando, está feia a perna, e muitas vezes as pessoas não veem nada, não veem nem a feiura que ela fala. Isso é uma dissociação do que ela sente com que as pessoas veem. Isso não é uma dismorfia corporal, porque o sintoma existe. A gente sente essa inflamação, e o nosso cérebro junta toda essa informação e entrega para a gente a maneira como a gente vê o nosso corpo. Mas como o lipedema é uma doença que não é ensinada nas faculdades, não são todos os médicos que estão acostumados a diagnosticar e tratar, muitas vezes essas mulheres passaram em vários médicos já e ninguém fez o diagnóstico. E como ninguém fez o diagnóstico, acaba deixando isso de lado. Poxa, eu fui em tanto vascular, só falava das varizes. Como que ninguém falou do lipedema antes, não falou porque não foi ensinado na faculdade. Só estuda lipidema, quem teve uma curiosidade a mais e foi estudar algo que não fazia parte do currículo. É muito frequente ainda hoje o autodiagnóstico. Para fazer o autodiagnóstico, você pode acabar fazendo pesquisa no Google, nas mídias sociais, vendo uma imagem de uma perna que é parecida com a sua, você se identifica e vê um termo novo, esse termo lipidema, e começa a estudar sobre o assunto. A minha sugestão é ler em fontes confiáveis. A Associação Brasileira de Lipidema, que é a única associação sem fins lucrativos no Brasil, está no site www.lipidema.org.br. Ali você vai ter informação confiável sobre o lipidema. A maior parte das outras aparições que vão aparecer para você vão tentar te empurrar algum tratamento, algum produto, alguma coisa. E aí, a partir do momento em que você começa a estudar sobre o lipidema, vai ser bombardeada, impactada pelo assunto de várias formas. Mas para fazer a autoavaliação, tem um questionário padronizado, que eu tenho orgulho de falar que a gente criou e publicou e está sendo usado no mundo inteiro. E ele não pode dar o diagnóstico, mas ele pode dizer a probabilidade de você ter o lipedema. E essa probabilidade, então, é calculada de uma forma estudada cientificamente e comprovada. Eu vou colocar o link lá embaixo caso você queira fazer o teste. Mas se você conhece alguém que tem queixas nas pernas, alguém que você conhece, alguma amiga, alguém da família, pode pegar esse link em caminho para ela responder, talvez seja bem valoroso para ela abrir um leque de conhecimento. Então, quando procurar ajuda médica, quando procurar um especialista em lipedema, afinal, quem é o especialista em lipedema? Especialista em lipedema é o médico que estudou sobre o assunto. Não existe uma especialização reconhecida pelo CRM, médica de lipedema. Mas aquelas pessoas que se dedicam ao assunto, então, eu sou um especialista em lipedema, eu pesquiso em lipedema, eu publico artigos científicos sobre lipedema, eu mudo e direciono a pesquisa mundial com as publicações sérias sobre o assunto. Eu sou cirurgião vascular, mas não precisa ser cirurgião vascular para se dedicar ao lipedema. Tem muita gente que gosta do assunto ou estuda o assunto, porque tem, alguém na família tem, e considera-se apto a tratar o lipedema. Agora, o momento de procurar o especialista é quando surge a dúvida. Se surge a dúvida é porque algo está te incomodando. Pode ser dor, peso, cansaço, enchaço, sensação de retenção de líquido nas pernas. Qualquer deposição de gordura nas pernas também pode ser o empurrão inicial para você consultar um especialista em lipedema. Eu considero o cirurgião vascular a especialidade mais completa para lidar com o lipedema. E tudo bem, eu sou cirurgião vascular, posso estar um pouquinho enviesado para responder essa pergunta. Mas eu vejo o cirurgião vascular como aquele médico que tem muita cirurgia, tem muito atendimento clínico e tem, do em vista aí, a angiologia, que é o consultório que a gente faz. Cirurgião vascular também lida muito com estética, com tratamento de vazinho, varizes. Cirurgião vascular também é responsável pelo tratamento de enchaço. Cirurgionario vascular lida com perna o dia inteiro. Então, eu vejo que é o médico mais completo para poder oferecer todos os tratamentos para quem tem lipedema. Por exemplo, se você olha alguém que tem uma ferramenta só para tratar o lipedema, vai tentar fazer de tudo para que aquele tratamento siva para todo mundo. Muito embora possa não servir. Por exemplo, o cirurgião plástico faz cirurgia para lipedema. Então, tá bom, para todas as pacientes ele vai ter que oferecer a cirurgia, porque ele não vai ter outra ferramenta para oferecer. Só que a cirurgia não é adequada para todo mundo. Aliás, a cirurgia nem deve ser a primeira tentativa de tratamento. A cirurgia é a cereja no bolo. Afinal, tirar a gordura você está simplesmente tirando o alvo da inflamação. O problema é a inflamação e não a gordura. A gordura é consequência do problema inicial. E o processo diagnóstico, ele é feito com anamnese, que é a conversa, que é entender os sintomas do paciente. E o exame físico, que é o momento em que o médico vai palpar a gordura, vai tentar entender o quanto que isso está causando inchaço no local, vai avaliar o inchaço, vai avaliar o quanto que afunda quando aperta o dedo, o quanto que está inflamado as pernas. Então, quando vai no cirurgião vascular para avaliar a perna, ele não está olhando a perna. Tem até algumas pacientes que ficam com vergonha de mostrar as pernas, não mostram as pernas de jeito nenhum, não coloca shortinho, não vai na praia, ninguém na família pode ver as pernas. Essas pessoas têm o receio de mostrar as pernas pela questão estética. Mas na hora do exame físico, o cirurgião vascular não está preocupado com a estética, ele está buscando os sinais, esses sinais que indicam a presença de alguma doença. Esse sinal pode ser um sinal inflamatório, tem um vermelhão lá, tem uma dor à palpação, tem um enchaço que causa depressão ou não, no momento em que aperta, na movimentação, tem uma crepitação ou não. Tudo isso é muito importante para avaliar não só o lipedema, mas todas as comorbidades associadas, porque vem junto com dromalácia, vem junto ansiedade, estresse, muitas vezes tem um TDAH associado. E tudo isso influencia muito nos sintomas que a paciente está presenciando no momento. Dito tudo isso, então eu devo ressaltar que o cirurgião vascular está aí para te ajudar. Se o cirurgião vascular que você vai não conhece o lipedema, não fica brava com ele, ele não teve esse assunto na faculdade. É muito importante, então abrir o leque, abrir essa informação. Você pode direcionar esse médico para informação de qualidade, pode deixar um folder institucional, então a Associação Brasileira de Lipedema tem folder para sair distribuindo, que não faz propaganda de nada e de ninguém, apenas informa sobre a existência do lipidema e pode deixar um artigo científico ou pode abrir a mente para um campo totalmente novo que muitas vezes ele não estava ciente da existência. Gostou do nosso vídeo? Inscreva-se no nosso canal, clica no sininho para receber notificações de novos vídeos, a gente está publicando aqui quase que diariamente vídeos para você e para a sua família. Pega o link lá em cima, encaminha esse vídeo para aquela sua amiga que você acha que pode ter lipidema, pega esse link, manda para o seu médico que você acha que tem que estudar um pouquinho sobre o lipidema, mas não fique sem fazer nada, faça a sua parte, pois o mundo depende de você. E fica aí que eu vou colocar o próximo melhor vídeo para você assistir.
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.