O mel é um alimento funcional com propriedades terapêuticas reconhecidas há milênios, incluindo efeitos antimicrobianos e anti-inflamatórios. Sua composição e b
Vamos mergulhar no incrível mundo do mel. Vamos ver a ciência por trás desses compostos bioativos e desvendar como esse líquido dourado pode melhorar a sua circulação, reduzir inflamações e até mesmo ajudar no processo de cicatrização.
Se tiver dentro de um campo de laranjeiras, por exemplo, pode ser que encontre no mel a esperidina, que é uma substância encontrada na laranjeira. E a esperidina tem um efeito anti-inflamatório, tem um efeito até de melhora de retorno vascular, melhorando o fluxo venoso.
Pode ter vitamina K, pode ter vitaminas do complexo B, pode ter a vitamina E, o tocoferol, que tem um efeito anti-inflamatório também. Mas lembre-se que a quantidade é sempre pouquinha e não faz sentido aumentar a ingesta de mel absurdamente, porque tem muita açúcar e essa açúcar também não faz bem.
Vamos lá! O oxigênio que está aqui à nossa volta, ele é muito importante para a nossa vida, mas ele acaba causando a oxidação, acaba causando a liberação de radicais livres, e isso é a inflamação. A gente inflama, só o fato da gente estar vivo, a gente vai oxidando, entre aspas, enferrujando, e aí a gente tem que ter algum mecanismo para limpar isso, que são os antioxidantes que nós produzimos, porque esses radicais livres vão danificar as células, inclusive aquela célula endotelial, que é da parede interna do vaso.
Esse dano endotelial pode acontecer pelas doenças, qualquer doença pode causar isso, pode ser um trauma mesmo, alguma lesão, mas normalmente são as doenças crônicas que acabam danificando essa camada de célula.
Você sabia que algo tão doce e aparentemente tão simples como o mel pode ter um impacto tão grande na sua saúde e até mesmo tratar algumas doenças? Vamos mergulhar no incrível mundo do mel. Vamos ver a ciência por trás desses compostos bioativos e desvendar como esse líquido dourado pode melhorar a sua circulação, reduzir inflamações e até mesmo ajudar no processo de cicatrização. Lembre-se que nem todo mel é igual.
Olá, eu sou o Dr. Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato, e eu ajudo pessoas com problemas de circulação a se sentirem mais confiantes, informadas e tranquilas com a sua saúde. Desde a antiguidade, o mel é reconhecido pelos seus efeitos terapêuticos e profiláticos, possuindo efeitos antimicrobianos, antibacterianos, antivirais, antifúngicos e até mesmo anti-inflamatórios. Há mais de 2.700 anos o mel já é usado, até mesmo tópico, para fazer alguns tratamentos que somente na nossa geração aqui que a gente está conseguindo explicar a química por trás de tudo isso.
Considerado a comida dos deuses, mas eu vou contar aqui uma curiosidade que é a múmia melificada ou o doce de múmia humana. Mas antes disso, pega esse vídeo, pega o link lá em cima, encaminha pra quem você acha que pode se interessar por esse assunto, pela parte da saúde do mel, não só pelas curiosidades que eu conto, mas pra melhorar a saúde de quem vive ao seu redor. É uma boa ação que você pode fazer.
Inscreva-se no nosso canal, já clica um joinha lá embaixo, quero saber se você gosta ou não gosta de mel, escreve no comentário lá embaixo. Então vamos contar a curiosidade da múmia melificada. Tem em algumas fontes chinesas, antigas, relatos desse processo de tratamento.
E o que é isso? Ocorria na Arábia, onde pessoas próximas do seu fim da vida doavam o corpo pra essa situação, e aí elas começavam a se alimentar somente de mel, o tempo todo só de mel, e isso é fatal em algum momento, e aí à medida que a pessoa fosse definhando, morrendo, ela ia morrer no final, aí completavam, colocavam num caixão de pedra, completavam com mel, e deixava um século isso descansando, e esse processo todo ia levar a uma múmia melificada que era um componente utilizado no tratamento de várias coisas. Muito interessante que da forma como eles contavam, isso só funcionava com as pessoas que se submetiam voluntariamente a esse processo. Mas no final, era um cadáver humano no mel, e eu não estou recomendando isso pra ninguém.
Então o mel é um alimento funcional que tem muitas variedades, assim como própolis, ele depende muito da área em que as abelhas estão vivendo, por causa das plantas, das flores, do necta que as abelhas vão buscar. Mas não só isso, depende também das variedades de abelha que existem naquela região. Já tem descrito pelo menos 320 variedades diferentes de mel, é muita coisa.
E as flores em que a abelha vai buscar o néctar, influenciam muito nos compostos bioativos que estão dentro desse mel, e portanto, nos efeitos que você pode esperar de um ou outro mel. Do ponto de vista de açúcar, as abelhas pegam um açúcar mais complexo no néctar e acabam digerindo e transformando isso num açúcar mais simples colocado aqui no mel em forma de outras açúcares, a glicose, a frutose, a maltose e várias outras. Pelo menos mais outros 22 tipos de açúcares diferentes dentro do mel.
Agora os fitoquímicos, os nutracêuticos, são as substâncias, os compostos bioativos que vão ter algum efeito na nossa saúde, vão depender então, como eu disse, das flores em que a abelha está buscando o néctar. Então, o que a gente pode encontrar? Se tiver dentro de um campo de laranjeiras, por exemplo, pode ser que encontre no mel a esperidina, que é uma substância encontrada na laranjeira. E a esperidina tem um efeito anti-inflamatório, tem um efeito até de melhora de retorno vascular, melhorando o fluxo venoso.
A quercetina, eu já falei bastante aqui, ela é encontrada na cebola, mas as abelhas não vão lá na cebola buscar a quercetina, mas é que na cebola tem uma quantidade enorme. Mas a quercetina existe em várias outras plantas, então no mel a gente vai encontrar a quercetina também. E uma outra substância bioativa importante é o campoferol, encontrado no mel, que tem o efeito antioxidante, efeito anti-inflamatório, um efeito anti-inflamatório das vias aéreas significativo e muitos outros compostos bioativos.
Agora a cor do mel, a cor do mel vai depender da fonte vegetal, que as abelhas estão buscando o néctar, mas vai depender também dos minerais que estão adicionados aqui. Agora o que já está provado é que o mel mais claro, ele tem menos compostos bioativos, o mel mais escuro tem mais compostos bioativos. E portanto o mel mais escuro, ele tem um sabor mais forte e ele tem um efeito maior antioxidante, pois ele tem muito mais compostos fenólicos.
Então o mel vai ter em torno de 75% a 80% de açúcar, de 15% a 20% de água, então você pode ver que a maior parte do seu composto é açúcar e água, e o restinho que sobra aí vai ter esses compostos bioativos, flavonoides, antioxidantes, aminoácidos, vitaminas, minerais, ah, mas quais vitaminas né? Pode ter vitamina K, pode ter vitaminas do complexo B, pode ter a vitamina E, o tocoferol, que tem um efeito anti-inflamatório também. Mas lembre-se que a quantidade é sempre pouquinha e não faz sentido aumentar a ingesta de mel absurdamente, porque tem muita açúcar e essa açúcar também não faz bem. Então onde que o mel pode ter algum efeito na circulação? Vamos lá! O oxigênio que está aqui à nossa volta, ele é muito importante para a nossa vida, mas ele acaba causando a oxidação, acaba causando a liberação de radicais livres, e isso é a inflamação.
A gente inflama, só o fato da gente estar vivo, a gente vai oxidando, entre aspas, enferrujando, e aí a gente tem que ter algum mecanismo para limpar isso, que são os antioxidantes que nós produzimos, porque esses radicais livres vão danificar as células, inclusive aquela célula endotelial, que é da parede interna do vaso. Esse dano oxidativo é o que vai levar às doenças do envelhecimento, as doenças crônicas e inflamatórias, elas vêm por causa desse estresse oxidativo, e os antioxidantes vão diminuir esse dano. Tem um trabalho que mostrou que parece que o mel aumenta a produção de peróxido de hidrogênio intrínseco, de forma que esse peróxido de hidrogênio vai atuar como antioxidante, e iniciar um processo de cicatrização dessa parede celular.
Isso foi visto num estudo em que eles pegaram o mel do trigo sarraceno, e que exatamente no momento em que o peróxido de hidrogênio entra na célula, ele desencadeia esse processo de cicatrização, provavelmente com uma sinalização do cálcio, do íon de cálcio, atuando aí na regulação intracelular da quantidade de cálcio. Agora como que acontece esse dano endotelial? Esse dano endotelial pode acontecer pelas doenças, qualquer doença pode causar isso, pode ser um trauma mesmo, alguma lesão, mas normalmente são as doenças crônicas que acabam danificando essa camada de célula. A inflamação, o dano dessa camada de célula é o evento inicial, é onde começa a deposição daquela placa de cálcio que vai obstruir lá no futuro, e levar a doenças como infarto do miocárdio, derrame, AVC, oclusão arterial, fechamento das artérias com a claudicação, perda de membros, mas até mesmo o fluxo turbilionado nessa artéria também pode acabar fazendo aquela força de cisalhamento e iniciando esse processo de formação de placa aterosclerótica.
Por outro lado, a gente tem que lembrar que o próprio açúcar, o aumento do pico glicêmico também pode causar o dano na parede vascular. Se a gente pegar o açúcar de mesa, a sacarose, vai ter 50% de glicose, 50% de frutose, pra mim não é um alimento, tá dentro lá dos 4 pós brancos que destroem a sociedade, mas ele vai dar um pico glicêmico que pode levar ao dano na parede vascular. O mel também tem bastante açúcar, então quando a gente usa em pequena quantidade, esse aumento glicêmico não é significativo, agora se usar bastante, ou se usar mel junto com algum outro carboidrato, então coloca mel na banana, fica gostoso, fica, mas banana é muito carboidrato, muito açúcar, você já vai ter um pico glicêmico por causa do carboidrato, ainda vai aumentar um pouquinho mais por causa do mel, o ideal seria adicionar o mel em alimentos que não são carboidrato, então com nozes ou com alguma fruta mais gordurosa como um abacate, um coco, alguma coisa desse tipo.
Agora qual que é o efeito do mel na circulação? Ele pode possuir a vitamina C, pode possuir catalase e outras substâncias com efeito antioxidante, de forma que acaba reduzindo essa inflamação, e como eu disse anteriormente a inflamação é o início de tudo. Teve um trabalhinho que mostrou que mulheres pós-menopausa, em suplementação com mel por 12 meses, apresentaram uma diminuição dos fatores de risco cardiovascular. Tem um efeito na pressão, tem alguns trabalhinhos que mostram efeitos discretos, inclusive um efeito diurético, que poderia diminuir um pouquinho a pressão, mas na verdade são poucos estudos para a gente afirmar categoricamente que isso vai acontecer.
Agora lembra da quercitina e do camferol que eu falei? Eles são muito eficazes na diminuição da inflamação, antioxidante, na produção de óxido nítrico e permitindo a vasodilatação arterial, auxiliando também na proteção contra a acidose hipoclorosa e até mesmo diminuindo a formação do TNF-alfa, que é o fator de necrose tumoral, que é inflamatório. Quais são os riscos do mel? O que a gente precisa saber? O mel, apesar de ser uma substância hiperosmolar, extremamente concentrada, que mata quase todas as bactérias que entram em contato com ela, simplesmente porque acaba puxando toda a água de dentro da célula, a célula explode e aí a bactéria morre, existe um tipo de célula que é capaz de sobreviver no mel, que são as bactérias que formam esporos, então são bactérias bem mais resistentes e elas podem sim sobreviver ao mel. Tem que lembrar que o mel é açúcar, então ele vai aumentar a sua glicemia e não é para comer em grande quantidade, esperando atingir qualquer quantidade de vitamina ou mineral através do mel, o mel é em pequenas quantidades, principalmente os diabéticos tem que tomar muito cuidado com isso, fazer a glicemia acompanhar e aumentar a ingesta de fibras também para diminuir aquele pico de glicose, porque além do mais, tem bastante frutose no mel e a ingesta de muita frutose aumenta os triglicerídeos, podendo causar resistência à insulina, obesidade e risco cardiovascular e aí é aquele tiro que saiu pela culata, tem que tomar muito cuidado com isso.
Dito tudo isso, o mel é bom em pequena quantidade, como tem bastante açúcar, é uma fonte de energia e que tem bastante antioxidante com efeito anti-inflamatório também, tem que tomar muito cuidado com mel falsificado, quando eles colocam xarope de milho, que aí você não vai ter nada desses benefícios, aquele mel que cristaliza, aquele mel que vira aquele açúcar, é muito mais mel do que aquele mel quase líquido, aguado, que é o xarope de milho. E eu não tenho como dar uma dose segura de mel para qualquer um aqui, porque vai depender de muitos fatores, o principal deles e mais fácil de entender é a própria diabetes, e vai variar muito quanto cada um produz ou não de insulina, o quanto de insulina que está sendo utilizado, então saiba que o mel é um alimento saudável, obviamente se a gente comparar ele com açúcar de mesa, ele é muito mais saudável, então dê preferência para adoçar alguma coisa com o mel, mas saiba que continua sendo energia e o excesso de energia você vai armazenar de alguma forma, tome cuidado. Gostou desse vídeo? Inscreva-se no nosso canal, compartilhe com seus amigos e fica aí que eu vou colocar o próximo melhor vídeo para assistir.
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.