# Varizes e Vasinhos: Entrevista com Dr. Alexandre Amato O vídeo apresenta uma entrevista com o Dr. Alexandre Amato, cirurgião vascular, que explica de forma d
>> Prazer é todo meu, eu que agradeço.
>> Com certeza. Eu achei interessante o tema e realidade aumentada. Você tava falando sobre a realidade aumentada >> e é uma coisa que a gente tem usado muito na medicina.
Tecnologia >> é fantástica. E no tratamento das varizes tá sendo aplicado a realidade aumentada. Aham.
>> Exatamente. Nós temos veias que são muito superficiais, fáceis de ver e que incomodam as mulheres. Mas por baixo dessas veias, nós temos outras que são um pouquinho maiores, mas não são tão visíveis e elas são como a raiz ou o a que nutre o problema.
>> Já já. Isso a gente já faz há um bom tempo.
que agora eu tô recebendo aqui no nosso estúdio o Dr.
Alexandre Amato, que é cirurgião vascular e vai conversar conosco sobre varizes e vasinhos.
Tudo bem, doutor? Boa tarde.
>> Tudo bom? Boa tarde.
>> Prazer recebê-lo aqui, viu? >> Prazer é todo meu, eu que agradeço.
>> Tem para todo gosto, tem gente caçando Pokémon, mas o que a gente não pode fazer, fica mal informado quanto a saúde, né, doutor? >> Com certeza.
Eu achei interessante o tema e realidade aumentada.
Você tava falando sobre a realidade aumentada >> e é uma coisa que a gente tem usado muito na medicina.
>> É fantástica, né? Tecnologia >> é fantástica.
E no tratamento das varizes tá sendo aplicado a realidade aumentada.
Aham.
Porque às vezes é muito pequenininho, é muito, é muito ruim para enxergar.
Exatamente, né, doutor? >> Exatamente.
Nós temos veias que são muito superficiais, fáceis de ver e que incomodam as mulheres.
Mas por baixo dessas veias, nós temos outras que são um pouquinho maiores, mas não são tão visíveis e elas são como a raiz ou o a que nutre o problema.
Então, a gente usa a realidade aumentada, é um aparelho que capta a projeção infravermelha e projeta na pele do paciente o desenho da anatomia da da veia do próprio paciente.
>> Isso já aqui no Brasil, doutor? >> Já já.
Isso a gente já faz há um bom tempo.
>> Há quanto tempo mais ou menos? >> Ah, eu uso já no consultório há mais de de 6 7 anos.
>> Que a realidade aumentada já é uma realidade, né? é uma realidade pra gente, já é uma realidade.
Então, eh, quando a gente projeta a imagem da anatomia no paciente, a gente consegue tratar olhando o paciente e olhando a anatomia dele.
Então, a precisão é [música] é incrível.
Eu achei interessante que calhou de ser o mesmo assunto essa ligação, né, doutor? Eu vou perguntar mais então sobre esse assunto, mas antes eu queria entender um pouco sobre qual é a diferença entre varizes e os vasinhos, como a gente costuma falar.
>> OK? Então, varizes é uma doença bem eh que tem várias classificações, né? >> A primeira fase das varizes são os vasinhos.
Eles são chamados por de telejectectasias.
São aqueles vasinhos fininhos e superficiais, vermelhinhos, azuis, que incomodam as mulheres.
As veias um pouquinho maiores são chamadas de reticulares.
Além disso, quando ela são maiores ainda, aí são as varizes, são veias dilatadas e tortuosas visíveis a olho nu.
Então, a os vasinhos seria a classificação, a primeira classificação da doença venosa.
Varizes já é a segunda classificação.
Na classificação vai de um a seis, sendo a seis é a catástrofe, é a fase final da doença.
Quando a gente tá falando de varizes e vasinhos, a gente tá falando das primeiras categorias.
>> Doutor, vamos entender os motivos.
Eu queria saber se fatores genéticos ou alguma coisa que a gente faz, a gente ouve, fala muito de salto alto, anticoncepcional no caso das mulheres ou até mesmo peso.
Isso tudo influencia? >> Tudo isso tem um um uma influência eh com pesos diferentes.
O principal, sem dúvida nenhuma, é o fator genético, né? A gente carrega a genética dos nossos pais e isso não tem como mudar.
Não existe nenhuma terapia genética.
não mudar o nosso gen para parar de de apresentar a doença venosa.
Mas existem os fatores de piora, então o sedentarismo, a obesidade, usar o salto alto não necessariamente causa varizes, mas ele pode causar os sintomas da varizes.
Então, quem usa salto alto por muito tempo pode sentir dor, inchaço, um peso nas pernas.
E isso eh às vezes nem tá relacionado com uma doença venosa, mas tem uma tem a os sintomas muito parecidos.
>> Uhum.
>> Então, >> Dr.
Gurdo, quando a gente pensa em veas entupidas, logo a gente pensa em comer gordura, em comer bobagem.
Isso pode agravar de fato no caso das varizes.
>> Das varizes, não.
E comer gordura, comer bobagem, estar acima do peso, não controlar o colesterol.
Tudo isso causa deposição de placa nas artérias, que são os vasos que levam o sangue paraa nossa periferia.
Os vasos que trazem o sangue de volta pro coração são as veias.
>> Então, quando a gente fala de gordura, a gente normalmente tá falando das artérias.
Quando a gente fala de veia, não é o problema principal.
O que pode acontecer e que muitas vezes e eh assusta as pessoas é a trombose, [música] né? Uhum.
>> A trombose venosa, que é a formação de um coágulo dentro dessas veias, obstruindo o retorno venoso.
Esse coágulo quando fica ali parado é um problema local, tem que ser tratado, tem que ser rápido, não pode enrolar, mas o problema maior é quando esse coágulo desprende e vai até o pulmão.
>> Uhum.
>> Nessa situação ocorre uma embolia pulmonar que é gravíssimo.
>> E muitas vezes pode até levar morte, né, doutor? >> Sim, sim.
embolia pulmonar.
Pode, pode.
>> Doutor, especificamente sobre desde os vasinhos até as varizes, explica um pouco pra gente quais podem ser as complicações pra saúde com relação a isso.
>> OK? Então, quando a gente tá falando da da das primeiras categorias aí da doença venosa, pode ter sintomas, então dor, inchaço, sensação de peso, às vezes formigamento, algumas pessoas têm câimbra, ã, a síndrome das pernas balançantes, né? ficar balançando a perna, pode ser até um sintoma de doença venosa.
>> Uhum.
>> Além disso, a doença pode começar a causar danos na pele e na no subcutâneo, que é o tecido embaixo da pele.
E isso pode causar o endurecimento da pele, manchas, eh, e até a abertura de feridas.
Essas feridas são a fase final da doença, que seriam as úlceras venosas.
Nessa fase o tratamento, existe tratamento, mas é o tratamento já é mais complicado.
>> Então, por isso é o ideal é sempre tratar antes nas na no início da doença.
Doutor, muitas mulheres, principalmente, eu sei que também pode acontecer com homens, mas eu acho que quando a gente tá falando do começo dos vasinhos, a questão estética muitas vezes incomoda as mulheres demais.
Ainda que a mulher não sinta ou mesmo homem não sinta dores, mas comecem a aparecer esses vasinhos e e se perceba um aumento que tá incomodando ali na estética, apesar de não estar incomodando eh com dores e tudo mais.
Vale procurar um médico? Vale já começar a tratar? >> Deve.
Eu vou explicar porquê.
as mulheres chegam antes no no médico exatamente por causa da do [música] problema estético.
Então, ah, o que me incomoda é esse vasinho, passa num médico e acaba identificando um problema maior que tinha atrás e que ela não percebia.
E aí a gente [música] trata no início da doença.
Os homens nem sempre estão preocupados com a com a estética e eles demoram um pouquinho mais para chegar no médium.
Então, mais frequentemente, as mulheres [música] chegam no início da doença, na categoria um e dois, os homens acabam chegando na categoria três e quatro, ou seja, chegam [música] eh mais tarde, >> porque eles só vão por conta da dor mesmo, né? Porque por conta da estética dificilmente o homem vai, né? >> Isso.
Isso quando não vem arrastado pela esposa, >> com dor, mas ainda arrastado, né? Dor e falando que não tá sentindo nada, mas tudo bem.
Isso aqui, >> isso porque acostuma, como é uma doença de uma evolução muito lenta e progressiva, o nosso cérebro para não ficar sofrendo o tempo todo, ele se acostuma com a dor e a gente para de de sentir, porque não é uma dor aguda, é uma dor crônica.
>> Então é é interessante, >> que a pessoa fala: "Não, eu tô com aquela minha dor", né? O pessoal fala assim, às vezes, >> ex.
Ah, trabalhei o dia inteiro, trabalhei, como que minha perna não vai doer no final do dia? É normal, mas não, não é normal.
Doutora, eu queria entender sobre o risco da automedicação.
Quando a gente fala de varizes e vasinhos, a gente tem até algumas propagandas falando sobre use isso, use aquilo, com exceção daquilo que é totalmente natural.
Agora eu tô pensando em medicamentos, a gente tem que tomar muito cuidado, não tem >> muito na automedicação para tudo, não só não só varizes.
Eu vou falar das varizes, mas automedicação é perigosa para tudo.
>> Eh, existe muita medicação natural para varizes e elas funcionam eh atuando no sintoma, não na causa.
Então, primeiro que nem não existe e remedinho milagroso que vai fazer as veias desaparecerem.
O que existe são medicamentos que diminuem o sintoma, então pode melhorar um pouquinho a dor, melhora um pouquinho o inchaço, mas não trata a causa.
E aí a pessoa pode estar se autoenganando, >> ela vai, ela, aliás, na verdade eu imagino até o senhor me corrija que a doença pode até evoluir, porque a pessoa vai, ah, passou minha dor, eu vou continuar tomando isso aqui.
>> Exatamente.
E aí acaba chegando no médico mais tarde.
E se tivesse vindo antes, talvez o problema fosse mais fácil e menor de de tratar.
Mais rápido até, né? >> Mais rápido, menos invasivo.
>> Doutor, que eles Ai, falando invasivo, tem muitas perguntas para fazer.
Me dá até um negócio aqui pensando nas varizes e aquelas que a gente vê comuns em algumas pessoas, depende da faixa etária, às vezes em homens também que são grossas e parece que você sente ali pulsar quando a pessoa fala que tá com dor.
Meu Deus, me dá uma agonia.
Fala pra gente sobre isso, doutor.
>> Essas são as veias varicosas.
Essa já é a classificação de dois para cima.
>> Às vezes verdes até, né, doutor? >> Sim, sim.
É, é essas aí.
Eh, aí o interessante de Varizes é que é uma doença muito prevalente, muito frequente, >> muito, muito.
Se você não tem, você conhece alguém que tem, né? Então, qual que é o bom disso? É que tem muita gente estudando o assunto, então tem existem muitos tratamentos eh atuais.
Então, eh, quando eu falo: "Ah, esse tratamento pode ser feito, mas existem alternativas".
Então, a gente tem que conseguir unir o desejo do do paciente com o objetivo dele e com a necessidade.
É o que ele quer.
Não, não é só o que ele quer, é o que ele precisa, o que ele pode.
E >> pode pode concluir e o que ele deve fazer, né? >> Eu vou abrir aqui para ver se tem perguntas.
Você entra na nossa página facebook.com/jaquelineestfano e deixa aqui sua pergunta pra gente.
Tô só conectando e queria entender então um pouco sobre tratamentos.
O doutor é a pessoa que chega no começo, às vezes até vai, portanto, pela questão estética e já começa a tratar.
Como a pessoa que chega aí, de repente nesse grau cinco, como o senhor cita pra gente, os tratamentos são muito diferentes, >> muito, muito.
Na primeira fase, que são os vasinhos, são as telejectectasias, é [limpando a garganta] uma fase mais estética.
Então, existem vários tratamentos eh atuais, como a escleroterapia, injeção de glicose, injeção de vários medicamentos, esclerosantes.
Eu queria falar de um de um tratamento específico que é o clax.
Clax é o crio laser associado a crioglicose.
Então são eu pego duas técnicas de escleroterapia e que são de baixo risco e com poder não tão alto de esclerosar, mas eu sou na hora que eu uso os dois, eles acabam se multiplicando.
Então >> intensifica o poder.
Então, na hora que eu faço um tratamento com o laser em cima dessas veias associado com a com a escleroterapia, a gente começa a ter resultados melhores, com menos risco.
Então é assim, as diversas técnicas existentes apareceram nas últimas décadas e agora a gente tá estudando como que a gente vai associar essas técnicas para conseguir ter um resultado melhor, mais rápido e atingindo o objetivo da mulher ou do homem também, né? Eh, resolvendo tanto o problema estético como o problema da doença também.
Então, quer dizer, a doença para de evoluir.
Além de tudo, a mulher, principalmente, eu falo porque a questão estética conta muito pra gente, se livra daquelas varizes que muitas vezes a mulher deixa de usar saia, às vezes fala: "Ai, não gosto mais de praia, não gosto de usar vestido".
Impressionante como isso interfere, né, doutor? >> Exatamente.
Tem tem gente que vem no inverno pedindo assim, meu objetivo é ir na praia no verão.
>> OK.
Vamos então bolar um plano, uma estratégia de resolução, porque isso também é verdade.
As pessoas acreditam que, ah, vou no médico e vai ser uma pílula milagrosa que resolve ou um evento que a gente desenvolva e que vai desaparecer tudo.
Muitas vezes tem que ter uma estratégia por trás.
A gente trata primeiro a doença maior, depois a doença menor, depois a parte estética e o que dá para fazer junto a gente faz.
Mas muitas vezes são eventos diferentes e separados que precisam acontecer para ter um resultado bom.
>> Se uma mãe e uma filha vão com idades diferentes, o médico pode optar por tratamentos completamente diferentes, né? >> Pode, pode.
>> Pela resposta de uma e outro.
>> Mas aí tem uma um outro aspecto.
Quando é mãe e filha, a genética é parecida, então é mais ou menos o mesmo tratamento, né? Já operei várias mães e filhas no mesmo dia.
É.
É.
>> Ah, legal.
Uma fala: "Não, eu vou, te dou coragem e a gente vai junto", né, [risadas] >> doutor? Mas tem outro aspecto também.
Ah, porque uma não quer cuidar do pós-operatório da outra, né? Então, >> pronto.
[risadas] Aí elas já se livram as duas coloca os homens de casa para ajudar, né? Boa, doutor.
Que se a minha filha fizer, eu vou ter que cuidar.
Ou se a minha [risadas] mãe fizer, eu vou ter que cuidar.
Já faz junto.
Doutor, dói muito pensando nessa primeira etapa? >> Não, é um procedimento é relativamente indolor.
>> Não é invasivo esse.
Então, >> não, não, não é tudo transdérmico, né? A, a escleroterapia com glicose, que é injeção, é uma injeção dérica.
A, >> por que que tem nela? Só por curiosidade, >> tem existem várias substâncias esclerosantes.
A mais utilizada no Brasil e é é o é a glicose hipertônica, que é pela alta usmolaridade, ele acaba destruindo o vaso.
Mas existem diversas outras, como polido isso, inão, isso aí da injeção não dói não, doutor? >> Então, primeiro, depende da mão de quem tá aplicando.
Quando você aplica no vaso, geralmente pr médico que faz isso, >> é para ser o médico, né? >> É para ser, né? É, exatamente.
O problema de outras pessoas fazerem é que eh elas não vão estar preocupadas com a doença atrás.
>> Não é só estética, o médico quer tratar.
>> Exatamente.
A gente foca em tratar a doença e depois resolver a parte estética.
Outras pessoas que não têm esse foco na doença vão ficar fazendo a a escleroterapia seguida eh sem tratar a doença e não vai resolver o problema.
>> Voltar.
No caso, >> vai voltar, não é? Pode.
Se não trata doença, vai voltar.
Então, por isso que eu acho importante, mas a glicose quando é aplicada, ela é aplicada na eh em vasinhos bem superficiais.
A agulha não chega nem a entrar a a pontinha dela inteira.
Ela fica metade para fora.
É bem é bem quando bem aplicada, ela é bem suportável.
Existe existe a crioanestesia, que é muito legal.
A crioanestesia é um ar gelado que eh a gente joga em cima da pele e esse ar gelado a -30 -2º ele vai enganar o seu cérebro.
Seu cérebro eh vai sentir frio naquele local, mas ele não consegue diferenciar o frio da dor.
Ele fica ele fica com aquele com aquele friozinho, mas não, não compreende a dor.
>> O frio de alguma, de alguma forma vai dissipar ali na, no atendimento do cérebro o frio, né? E na hora que a gente usa o laser, aí o o essa essa crioanestesia tem duas funções, é abaixar a temperatura da pele para não queimar a pele, além de causar essa analgesia ou falta de e não sentir dor eh pela temperatura.
>> Doutor, tem várias perguntas chegando, ó.
Dani, Daniela de Vitória da Conquista na Bahia.
Dani, obrigada pela sua participação.
Um beijo.
Ela fala que ela começou a malhar e depois começaram a aparecer alguns vasinhos nas pernas dela, que ela não pegava muito peso.
Pode ser a causa? >> Puxa, essa pergunta é muito frequente no consultório, muito.
Eh, a o exercício, em primeiro lugar, exercício físico é bom para quem tem varizes, tá? Nunca eu vou falar pare com exercício que vai aparecer vazinho.
O que pode acontecer é que com o exercício físico ela diminui a primeira camada de gordura da pele.
>> Uhum.
>> E aí começam a aparecer mais vasinhos que muitas vezes já até estavam lá.
Então quando a gente perde essa camada que tava escondendo os vasinhos, eles vão eles vão aparecer.
>> Então na verdade só deixa visível aquilo que já estava lá.
Exatamente.
Alguns exercícios isométricos em que é é feito muita pressão, muita força, mas aí eu tô falando de exageros, pode aumentar a a pressão nesses vasinhos e acabar fazendo aparecer um ou outro, mas >> que deve acontecer apenas com atletas ou pessoas que estão querendo pegar muito pesado, né? >> Eu acho que é um pouquinho diferente.
Acontece em quem tem a genética para isso.
>> Quem não tem genética não vai pegar o pescor que isso não vai não vai ter relação, né? O fator principal é sempre a a genética >> ou eh a doença secundária, né? Quem tem varizes por conta de uma outra doença que teve antes.
Por exemplo, eh se você tem uma trombose hoje, daqui a a anos, às vezes décadas, você pode ter uma doença varicosa por causa da trombose.
>> Uhum.
Mas geralmente muito mais grave.
É outra é outra outra categoria.
>> Doutor, e fala um pouco mais pra gente sobre os tipos então de tratamento que existem.
Conta para nós.
A gente tava falando aqui dos vasinhos que já são tratados a doença e a questão estética.
Vamos evoluindo um pouco para as outras fases.
>> OK.
Tem Vamos fal, não posso deixar de falar do tratamento conservador, né? Não vamos operar.
A melhor cirurgia é aquela que a gente consegue evitar, né? >> O tratamento conservador é tratamento clínico.
Existe tratamento clínico.
Então, existe esses medicamentos sintomáticos quando bem prescritos associados à meia elástica, que também deve ser prescrita pelo especialista.
A meia elástica, ela comprime o sistema venoso superficial, direcionando o fluxo venoso pro pro sistema venoso profundo.
E isso tira os sintomas e, entre aspas, aí estaciona a doença, ela não vai progredir, só que não tem melhor estética.
Então, por isso, eh, eu, eu sempre, eh, comento com os pacientes, existe os dois tratamentos, você pode partir pro tratamento conservador, mas se tem um desejo estético, a gente vai ter que ser um pouquinho mais invasivo, porque a meia elástica não vai resolver a a estética, resolve a doença, resolve o sintoma, pelo menos melhora, né? >> Então, dependendo da faixa etária, se a pessoa falar: "Não vou me submeter a isso porque eu já tenho tal idade, não me preocupo muito com isso, não há necessidade".
Exatamente.
Tem a opção do tratamento conservador.
Agora, quando a gente fala em cirurgias aí, primeiro que existem várias técnicas cirúrgicas.
Existe a cirurgia tradicional que a gente arranca as veias, existe a cirurgia agora com laser também.
Então, a gente faz um pequeno furinho, entra com uma fibra ótica dentro dessa veia.
>> As coisas são fantásticas, né? >> É uma maravilha.
Eu adoro tecnologia, né? Então, >> é, tava falando do Pokémon, né? É, é impressionante a que ponto chegamos com a tecnologia, né? Então a gente coloca a fibra ótica dentro da veia.
Essa essa fibra vai emitir um laser.
Esse laser coagula a parede do vaso.
O vaso se fecha >> e aí o seu próprio corpo vai reabsorver essa veia no futuro.
Então uma cirurgia que era feita em hospital com anestesia muitas vezes geral, agora dá para ser feita até em Day Hospital ou até no consultório com anestesia local.
Isso significa inclusive se você pensa em todo o aparato, gastar menos, né? Embora a tecnologia possa ser um pouco mais cara, no todo você acaba gastando menos, né? Mas tendência da tecnologia é a medida que ela é mais utilizada vai diminuir o preço.
>> E tem as tecnologias que estão para vir, né? Nos Estados Unidos estão, tá sendo estudada uma cola, né? Então a gente injeta a cola, a cola gruda veia, ela se fecha e resolve o problema.
né? >> É fantástico, mas como a gente acabou de comentar, essa cola é caríssima lá, né? Chegando aqui vai ser >> um absurdo por enquanto.
>> É, e não chegou ainda que tá numa fase de estudos, mas é uma possibilidade.
Quem sabe se der certo lá, quem sabe não >> não possa dar certo aqui também em breve, né? >> Não chega aqui eh em breve.
>> Pois é, eu gostei dessa dessa ideia.
Doutor, como são as cirurgias? Por exemplo, utilizando o que eu falei que foi a realidade aumentada, a gente começou aqui o nosso bate-papo.
Quais cirurgias são essas? Eh, bom, é, é mais na fase inicial da doença, tá? A gente identifica não só esses vasinhos, mas a gente identifica as veias reticulares que nutrem esses vasinhos com a realidade aumentada.
>> A gente consegue identificar nitidamente qual que é a veia que tá nutrindo e qual que é o problema.
a gente pode fazer uma marcação cirúrgica e tirar essa veia cirurgicamente ou o que eu tenho feito é tratar com o laser externo.
Então a gente dispara o laser e de modo transdérmico numa veia que a que a olho nu não é visível e eu consigo fazer ela fechar antes dela aparecer e e consequentemente resolver os problemas eh superficiais dos vasinhos que estão incomodando.
Doutor, pensando no pós de qualquer um dos tratamentos que a gente cita aqui, são muito diferentes, como é que funciona? >> Ah, são a cirurgia tradicional, se a gente fala de algumas décad [música] poucas décadas atrás, a cirurgia tradicional recuperação era de 30 dias para cima, né? Mesmo a cirurgia tradicional já diminuiu isso, então a gente já consegue uma recuperação um pouco mais rápida.
Mas >> eu lembro de pessoas que falavam que tinham dificuldade até para pôr o pé no chão no começo, alguma coisa assim, né? A cirurgia era muito agressiva, por isso a tendência antiga era posterga o seu problema o máximo que puder para operar assim no fim da vida, se precisar.
Hoje em dia a gente pensa diferente.
Resolve o problema hoje que é pequeno.
Se precisar resolver de novo, depois vai ser um problema pequeno de novo.
É melhor resolver várias vezes pequeno do que um gigante depois.
Então, a cirurgia tradicional tem essa recuperação, mas as cirurgias minimamente invasivas, assim, opera de manhã, se for com anestesia local, na hora do almoço já tá indo para casa e já tá se mexendo, já tá pronta para recuperar.
Aí depende de médico para médico, né? sempre conversa com seu cirurgião vascular antes para entender.
Mas a um afastamento de uma semana e não é afastamento para ficar deitada o tempo todo, não.
Deve se movimentar.
É bom para ah cuidar da própria saúde, né? Para >> se a pessoa de repente trabalha em casa, um home care pode até continuar normalmente, >> pode continuar.
Assim, a pessoa vai se sentir tão bem no tão normal no dia seguinte que vai sentir a vontade de voltar a trabalhar.
Essas pessoas que têm essa ânsia por trabalhar, às vezes eh ficam tão focadas no trabalho que não sentem uma pequena dorzinha, alguma coisa, que é o corpo falando, ó, tá na hora de descansar um pouquinho com a perna para cima e aí vai acumulando, no final do dia sente um pouquinho de dor.
Então, para evitar, >> melhor ficar uma semaninha fora.
>> Melhor melhor ficar uma semaninha fora.
Doutor, tem uma faixa etária de maior incidência, apesar de ser genético? >> Ah, tem.
Ah, tem.
Eh, dos 20 aos 50 anos é uma faixa que acontece bastante, mas à medida que a idade vai aumentando, eles também aumenta o aparecimento.
Pensar, já cheguei aos 40, 100, tô livre.
Não, infelizmente ainda pode aparecer, né? Não, eu já eu já operei até criança com varizes, mas aí aí era um caso específico que nasceu sem as válvulas venosas >> e e não é frequente, é bem é bem raro, mas pode acontecer.
>> Pode acontecer.
Doutor, chegaram mais perguntas aqui.
Deixa eu pegar essa essa pergunta é da Josenilda.
Ela diz que fez uma cirurgia para Varizes no dia 23 de junho e tirou a safena.
>> Sim.
>> E estou sentindo muita dor, isso é normal ainda.
Estou sentindo muita dor, isso é normal.
É, já faz um bom tempo, né? Eh, uma primeira coisa que eu tenho que recomendar é voltar no próprio médico e e investigar.
Eu não tô examinando, eu não tenho como ter certeza do que aconteceu.
Eh, mas não é para est sentindo dor.
Se não é para est sentindo dor, tem que tem que investigar, tem que ir atrás.
>> Chegou uma outra pergunta aqui pra gente da Sol Ramos, é muito longa.
Vou só vou só ler a introdução pro pro doutor poder te orientar.
Ela disse que tem muitas dores internas na perna e ela crê que é varizes.
Ela foi ao médico e o médico disse que não, que são só vasinhos e que são bem visíveis.
Aí ela conta de alguns produtos naturais que ela já utilizou, castanha da Índia, outras medicações, enfim, ainda não passou.
Ela tem 56 anos, 80 kg.
Será genético? Primeiro, é lógico, a doutor vai tentar te orientar.
Precisava vê-la de farra.
>> Ela fez uma introdução enorme para fazer uma pergunta muito simples.
É genético? Sim.
já resolvido.
Não, mas eu faço um contexto todo com relação a isso.
>> Eh, as pessoas acreditam que esses vasinhos superficiais que incomodam esteticamente causam muita dor, [música] mas é raro ter essa essa ligação desses vasinhos com dor.
>> Então, no começo da doença, ela não causa tanta dor mesmo, >> não.
Não é para causar.
Então, se for somente essa esses vasinhos da classe um, não, normalmente não causam dor.
Aí tem que investigar outras causas.
É isso.
É, é é o importante, é o que tem que ser feito >> para quem já tem varizes.
Por exemplo, a Rauriana Matos, ela diz que ela tem varizes, ela ainda fala assim por causa do meu pai.
[risadas] >> E daí ele já cai, gente, tem que ser culpa de alguém.
Alguém lá atrás também dele também recebeu, né? Pode ir lá para trás.
>> Tem mais para trás.
Aí gente, aí a Rauriana pergunta, ela fala que dói muito quando ela coloca salto alto.
Quem já tem variz sente mais dor de fato.
>> Ah, mas eu o o salto alto a gente pode fazer um programa inteiro para falar só de salto alto, falar quanto pedir vou pôr até mais para trás.
Não, mas esse aqui tá OK, vai, tá médiozinho, vai.
Não tá muito alto.
Mas não vou falar sobre isso.
>> Bom, o salto alto, ele impede a movimentação do pé e consequentemente a contração da musculatura da panturrilha, que é o que bombeia o sangue para cima.
Eh, por causa disso, o com o bombeamento diminuído, a pessoa vai sentir dor, vai sentir inchaço, vai sentir todos os sintomas da doença venosa.
E tem todo o aspecto ortopédico também.
O salto alto, ele pode eh causar alterações ortopédicas que causam dor também.
>> Até nos tem dois, viu, gente? Que eu conto que eu tenho umas alterações.
O ideal v o que que pode ser feito, né? Um salto menor, um salto de dois, três dedos pode ser usado.
>> Ah, isso aqui tá super, então três dedões tamanho do dedo, >> mas a plataforma não tem, não tem esse problema.
Agora, uma coisa que eu faço e recomendo pras mulheres, muitas de nós em algumas ocasiões, por exemplo, no trabalho, quando vai para uma entrevista de emprego, a gente gosta de usar salto alto.
Então, deixa o salto alto na bolsa, vai.
Eu faço muito isso, sapato baixo, sapatilha para andar aqui, gente, por essas avenidas São João, aqui no centro de São Paulo e tudo mais.
>> Aí quando eu tô aqui, eu ponho meu ponto alto, não é verdade? >> A minha esposa tem o sapato do carro e >> Pois é, meu carro é cheio de sapato porque precisou para ocasião tá ali, você coloca o salto, né? >> Exatamente.
Exatamente.
>> Não precisa se >> minizar assim, eu eu sei que tem gente que considera isso essencial pro serviço, às vezes é norma, >> mas tenta minimizar o tempo de uso.
>> Aham.
>> Né? E até se a gente for pensar nas [música] ruas, você tá nos assistindo de qualquer lugar do Brasil, mas eu falo que por São Paulo é tudo esburacado, além de estragar o sapato, você tá sempre tropeçando com salto alto, sempre é um risco maior, né, doutor? >> Nossa, tem uma lesão, uma lesão ligamentar, uma torção.
Isso é >> quebrar um salto caríssimo, minha gente, é muito proohens pensou no salto, mas eu pensei no pé.
Quebrar o pé, né? Pensou no pé.
A primeira coisa que eu penso quando engancha de salto na rua é: "Meu Deus, qual que é o sapato?" É [risadas] >> para ver o tamanho do prejuízo.
Não penso nem no pé, doutor.
Não pode, né, doutor? Foi um prazer recebê-lo aqui.
Muito obrigada.
E eu queria que o senhor deixasse uma orientação final, porque muitas pessoas mandaram mensagem, não dá para responder tudo.
Eu acho que prevenção aí é uma boa, né? >> A prevenção é uma boa.
Então, passar com o especialista o que é o cirurgião vascular.
Consulte seu cirurgião vascular se tiver qualquer dúvida, porque tem muita coisa sendo falada por aí.
O acesso à informação tá muito fácil, mas a informação, né? Bom, >> exatamente.
A informação nem sempre é de é de qualidade.
Então, converse com com seu médico, com o seu vascular, exercício físico, faça sem se não tiver nenhuma outra contraindicação, >> mesmo que tem varizes, pode fazer, né, do >> deve fazer.
Exercício físico é bom.
Fortaleça a musculatura da perna, da panturrilha, que é que vai fazer bem.
>> Muito obrigada.
Quem quiser entrar em contato tem o site www.amato.com.br br e o telefone 0 operadora 11 50532222.
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.