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Quais as Novidades na Cirurgia de Tireoide?

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Quais as Novidades na Cirurgia de Tireoide?

O cenário mundial da cirurgia de tireoide está passando por mudanças significativas nos paradigmas de tratamento. Tradicionalmente, o câncer diferenciado de tir

Perguntas respondidas neste vídeo

Muito interessante a sua pergunta, viu Antônio?

Porque realmente está acontecendo hoje no mundo uma mudança muito importante nos paradigmas de tratamento das doenças da tireoide. Então hoje a cirurgia de tireoide a gente tem que entender que ela está mudando através de dois aspectos básicos.

Então o que é isso?

Antigamente qualquer paciente que tinha um câncer de tireoide, independente do tamanho, da localização, da extensão local da doença e da extensão ao redor da tireoide, você sabe muito bem dos linfonodos comprometidos, todo paciente era submetido a uma tireoidectomia total com o tratamento complementar com iodo radioativo.

Qual a importância da tireoide?

Só fala de tireoide, de tireoide, de tireoide. Por que a tireoide é uma glândulazinha desse tamanho, uma glândulazinha que a gente fala que é a borboletinha do pescoço, em uma localização muito delicada porque ela é colada, grudadinha com as artérias carotidas, que levam sangue para o cérebre, ela é grudada com as veias jugulares que trazem o sangue do cérebro, do restante do rosto, com nervos muito delicados que controlam a voz, enfim, a sensibilidade, com a traqueia, por onde passar, com o esôfago, tudo coladinho, um espacinho pequenininho.

E é por isso que essas técnicas novas, isso que o Ivelto falou, que a gente consegue preservar uma boa parte do tecido tiroidiano em detrimento do que acontecia antigamente, é tão importante, porque é diferença entre você produzir os seus próprios hormônios e ter um equilíbrio mantido, a despeito de retirar um pedaço da glândula, ou perder toda a glândula e ter que fazer uma reposição com hormônios de forma medicamentosa, o que não é uma coisa simples, né, Ivelto?

Muitas vezes é necessário que o paciente tenha um pouco de paciência para que nós consigamos atingir a dosagem ideal da reposição hormonal. Então, o que você falou é muito interessante, porque nós temos duas alterações principais da tiroide.

O que eu quero dizer com isso?

Que tem pacientes que fazem os exames de sangue e tem os exames totalmente alterados, e quando você vai fazer o ultrassom, a tiroide é bonitinha e normal no exame. E tem pacientes que têm alterações nodulares, até mesmo câncer de tiroide, lembrando que a maioria dos pacientes que têm câncer de tiroide, a função tiroidiana está preservada, ou seja, o exame de sangue está normal, mas ele tem um nódulo na tiroide, muitas vezes esse nódulo é maligno, e esse nódulo não causa alteração na produção dos hormônios tiroidianos.

Transcrição completa do vídeo

Olá a todos, eu sou o Antônio Raul, sou médico, radiologista e intervencionista com o foco nas patologias da tireoide. Olá, meu nome é Erivelto Volpe, eu sou cirurgião de cabeça e pescoço, especialista em doenças da tireoide e da paratireoide. Hoje vai ser um assunto muito interessante aqui porque eu vou perguntar aqui para o meu grande parceiro, amigo Erivelto Volpe, como é que está o cenário mundial das novidades da cirurgia no campo da tireoide, Erivelto, porque a gente fala muito das terapias mínimas vagas, das terapias ablativas, do diagnóstico, da imagem, já teve vídeos que eu falei também. Agora eu acho que é interessante a gente passar para o nosso público, como que detalhes da cirurgia de tireoide e o que nós temos de novo, qual o status atual da cirurgia de tireoide no Brasil e no mundo? Muito interessante a sua pergunta, viu Antônio? Porque realmente está acontecendo hoje no mundo uma mudança muito importante nos paradigmas de tratamento das doenças da tireoide. Então hoje a cirurgia de tireoide a gente tem que entender que ela está mudando através de dois aspectos básicos. Primeiro o aspecto da extensão da cirurgia. Então o que é isso? Antigamente qualquer paciente que tinha um câncer de tireoide, independente do tamanho, da localização, da extensão local da doença e da extensão ao redor da tireoide, você sabe muito bem dos linfonodos comprometidos, todo paciente era submetido a uma tireoidectomia total com o tratamento complementar com iodo radioativo. Diagnóstico de câncer de tireoide, diferenciado de tireoide, era igual a tratamento cirúrgico, tireoidectomia total e complementação com iodo radioativo. A partir de 2015 isso começou a mudar. Começou a se perceber que para tumores iniciais de tireoide, especialmente tumores com menos de um centímetro, a cirurgia não era necessária que fosse feita uma tireoidectomia total. Ou seja, para muitos pacientes os trabalhos científicos começaram a notar, começaram a confirmar que para pacientes com tumores iniciais de tireoide a retirada total da tireoide e a retirada parcial da tireoide tinham resultados praticamente iguais no que se refere à sobrevida livre da doença e de cura da doença. Assim, para muitos pacientes fazer uma tireoidectomia total é a mesma coisa que fazer uma tireoidectomia parcial em termos de cura da doença, com as vantagens do paciente ficar com parte da tireoide que em muitas situações pode evitar a necessidade do uso de hormônio para o resto da vida. Acho que isso é um ponto crucial do que você está falando, porque para quem nos está acompanhando acho que temos que passar a importância da glândula de tireoide. Por que a gente fala tanto de tireoide? O pessoal que está acompanhando a gente vai falar, esses dois aí, o que eles tanto gostam de tireoide? Qual a importância da tireoide? Só fala de tireoide, de tireoide, de tireoide. Por que a tireoide é uma glândulazinha desse tamanho, uma glândulazinha que a gente fala que é a borboletinha do pescoço, em uma localização muito delicada porque ela é colada, grudadinha com as artérias carotidas, que levam sangue para o cérebre, ela é grudada com as veias jugulares que trazem o sangue do cérebro, do restante do rosto, com nervos muito delicados que controlam a voz, enfim, a sensibilidade, com a traqueia, por onde passar, com o esôfago, tudo coladinho, um espacinho pequenininho. E essa glândulazinha, pequenininha diminuta, é que produz os hormônios que promovem todo o equilíbrio do nosso corpo, exatamente, são os hormônrios do metabolismo. Do metabolismo, então exatamente. São os hormônios que controlam a entrada de energia dentro das células. E o hormônio tiroidiano, Antônio, ele tem uma peculiaridade que é o único hormônio que atua em todas as células do nosso organismo, desde a célula da unha até a célula do cérebro, célula do coração, célula do pulmão, do aparelho digestivo, do aparelho reprodutor, enfim, em todas as células do nosso organismo, elas precisam de hormônio tiroidiano. E é por isso, inclusive, que as alterações, as patologias envolvendo a glândula tiroide, os nódulos, enfim, as tiroidites, promovem um leque tão grande de impossíveis sintomas. Então tem pacientes, por exemplo, que podem ter perda capilar, podem ter pacientes que têm alterações no humor, tanto irritabilidade quanto quadros depressivos, na verdade, podem ganhar peso, perder peso, alterações nas unhas, na verdade, então tem um leque muito grande de alterações associadas à glândula tiroide. E por isso que falar sobre a cirurgia, a preservação do máximo possível de tecido tiroidiano é importante, porque se você tira a sua tiroide inteira, você fica sem esses hormônios, né, Sr. Ivelto? E tem que repor pelo resto da vida. E é por isso que essas técnicas novas, isso que o Ivelto falou, que a gente consegue preservar uma boa parte do tecido tiroidiano em detrimento do que acontecia antigamente, é tão importante, porque é diferença entre você produzir os seus próprios hormônios e ter um equilíbrio mantido, a despeito de retirar um pedaço da glândula, ou perder toda a glândula e ter que fazer uma reposição com hormônios de forma medicamentosa, o que não é uma coisa simples, né, Ivelto? Muitas vezes é necessário que o paciente tenha um pouco de paciência para que nós consigamos atingir a dosagem ideal da reposição hormonal. Então, o que você falou é muito interessante, porque nós temos duas alterações principais da tiroide. Nós temos as alterações de função da tiroide, quando a tiroide funciona pouco, que é a doença mais comum da tiroide, que é o hipotiroidismo, ou quando a tiroide funciona muito, que nós chamamos de hipertiroidismo. Isso são alterações da função da tiroide. E tem as alterações na forma da tiroide, que são, principalmente, os nódulos de tiroide. É importante que se entenda, Antônio, que essas alterações não necessariamente andam juntas. O que eu quero dizer com isso? Que tem pacientes que fazem os exames de sangue e tem os exames totalmente alterados, e quando você vai fazer o ultrassom, a tiroide é bonitinha e normal no exame. E tem pacientes que têm alterações nodulares, até mesmo câncer de tiroide, lembrando que a maioria dos pacientes que têm câncer de tiroide, a função tiroidiana está preservada, ou seja, o exame de sangue está normal, mas ele tem um nódulo na tiroide, muitas vezes esse nódulo é maligno, e esse nódulo não causa alteração na produção dos hormônios tiroidianos. Exatamente. Então, daí a importância que nós falamos aqui, inclusive, dessa parceria entre um radiologista, intervencionista ou cirurgião, porque nós trabalhamos em todas as partes desse caminho da tireoide. Então, é importante que você que esteja nos acompanhando, veja, você é uma glândula tão importante, que trabalha no equilíbrio de todo o seu corpo, até no raciocínio, no peso e em tudo, é importante que essa glândula esteja funcionando adequadamente. Quando você conhece a sua tireoide, nos nossos postagens a gente sempre coloca você, e você, você conhece a sua tireoide? Então, é muito importante que vocês semente conheçam. E no que diz respeito ainda a cirurgia, a Livelt, a gente fala sempre das terapias ablativas, que a gente trouxe, nós fomos aí um dos grupos pioneiros, em trazer ablação por radiação de frequência, então, sempre com foco em tratar os nódulos preservando a parte saudável do parênquima. Então, muitas pessoas, às vezes, me perguntam, dava em perguntar para você também. Bom, então, a cirurgia de tireoide está com os dias contados? Seria isso? Ou existem situações em que a cirurgia ainda é mandatória, é necessária, e só para algumas situações, ablação, é? Como funciona isso? Como você responderia isso para o nosso público, que pode fazer essa pergunta para você? Então, Antônio, você está fazendo uma colocação interessante, porque hoje, cada vez mais, nós temos terapias minimamente invasivas, nós temos as terapias químicas com etanol, especialmente boas para nódulos sólidos que você faz bastante, ablação por radiação, que hoje, para nódulos benignos, talvez seja a melhor opção terapêutica. As novas coisas que estão vindo aí, que nós vamos falar sobre as ablações por microwave, por ondas curtas, e nós vamos ter uma gama muito grande de opções de tratamento, sempre tratamento solidamente embasados nos conhecimentos científicos atuais, mas a cirurgia, ela também está mudando. A tiroidectomia total tradicional sempre vai permanecer uma opção segura e eficaz na mão de especialistas bem treinados. Sempre vai ser um tratamento de escolha para muitas e muitas situações. Mas, como tudo muda, a cirurgia também muda, as novas tecnologias nos ajudam a fazer cada vez mais cirurgias mais eficazes e menos agressivas, e sobre alguns pontos de vista, especialmente do ponto de vista estético, sobre o ponto de vista de eficiência, a gente tem cada vez mais opções de tratamento. Então, uma das novas opções de tratamento são o que nós chamamos de acessos para a tiroide extra-servicais. O que são isso? São as famosas cirurgias endoscópicas. Especialmente para a tiroide, nós temos hoje em dia o que chamamos de tiroidectomias transorais. O que é isso? Ao invés de a gente fazer um cortinho aqui, nós fazemos o acesso da tiroide através de três pequenas incisões no lábio, por dentro da boca aqui. E colocamos equipamentos muito semelhantes ao que usamos para fazer cirurgias por vídeo, colhe esses tectomias por vídeo. São as famosas cirurgias endoscópicas. Então, ao invés da pessoa ter a cicatriz aqui, ela tem uma cicatriz escondida por dentro da boca. E as cirurgias robóticas também, que para a tireoide, também estão bastante utilizadas quando há indicação. O importante, e é isso que é importante que a pessoa entenda, que cada cirurgia tem os seus prós, tem os seus contras, e cada cirurgia, cada técnica operatória tem as suas indicações. Do mesmo jeito que a ablação por rádio frequência não é para todo o paciente, não é para todo o nódulo de tireoide, a cirurgia transoral, a cirurgia robótica, a cirurgia parcial de tireoide, conforme a gente falou no começo, ela não é para todo o paciente. Cada situação, cada diagnóstico, cada doença, cada estadiamento, cada paciente, cada preferência do paciente, cada situação anatômica do paciente exige um tipo de tratamento. E isso é uma coisa que nós falamos muito no nosso dia a dia, que é o tratamento individualizado. Não é, António? Exatamente. Então, por exemplo, um microcarcinoma papilífero de 7 milímetros, por exemplo, que é um diagnóstico muito frequente, que você faz muitas funções. Esse paciente pode ser submetido a uma cirurgia parcial de tiroide, pode ser submetido a uma tiroidectomia total, pode ser submetido a uma ablação por rádio frequência. E aí nós temos que discutir através do que nós chamamos aqui da nossa equipe multidisciplinar, junto com o paciente, porque a opinião do paciente é muito importante, com o melhor tipo de tratamento. Eu acho que esse é o objetivo de nós estarmos fazendo esses vídeos informativos, é justamente isso, quer dizer, passar para quem está nos acompanhando tudo que há nessa seara do diagnóstico e do tratamento da glândula tiroide. A gente já ressaltou aqui a importância dessa glândula, quer dizer, o estrago que pode acontecer quando uma glândula dessa não está funcionando bem, sobretudo por mais tempo, e sempre com o foco de preservá-la sempre que possível. E então eu acho que isso que é importante dessa multidisciplinaridade, que na verdade temos aqui um grupo, um radiologista, intervencionista, um cirurgião com ampla experiência, eu focado no diagnóstico e intervenção da tireoide, o herivelto sempre tem novas tendências, e nós trabalhando juntos, atendendo juntos muitas vezes, que é justamente para a gente poder ter esse bate-papo e individualizar esse tratamento. Quer dizer, cada paciente é único, cada proposta terapêutica é única, não há respostas padronizadas, quer dizer, o único padrão que há é a literatura médica, quer dizer, a gente se baseia no que há de publicações científicas nacionais e internacionais. Então, a gente passa com isso muita segurança para o nosso paciente, oferece um leque de possibilidades, e sempre a gente indo nessa linha também informativa, que é o paciente, também às vezes tem pacientes que ficam ansiosos, naquela dúvida que eu tenho, tem pacientes que falam que tem alguma coisa na tireoide, não sei o que é, tem um leque de possibilidades, então a gente acredita que esses ídios também auxiliem nesse sentido. É isso que a gente também se dedica bastante a isso. É isso mesmo. O mais importante é a gente oferecer a melhor opção de tratamento e ouvir a opinião do paciente também, como algumas situações o paciente tem mais de uma opção que é eficaz, que é segura, que é confiável, e a opinião do paciente sempre é importante também. Exatamente, Aretha, que a pouco a gente tem uma consulta, a gente já vai lá fazer isso, a atender conjuntamente esse paciente que está chegando, tá bom? Muito obrigado a todos, obrigado, Eniverta, por responder essas colocações que a gente fez, essas perguntas para o nosso público, e até os próximos vídeos, na verdade. É isso aí, um grande abraço, muito obrigado, e nos sigam nas nossas redes sociais. E aqui, façam a inscrição nos nossos canais, tá bom? Muito obrigado a todos. Grande abraço.

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