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Inovações em CIRURGIA Plástica: AmatoCast Ep 15

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Inovações em CIRURGIA Plástica: AmatoCast Ep 15

O episódio discute inovações em cirurgia plástica, com foco na avaliação crítica de novas tecnologias. O tema central é a necessidade de analisar se uma tecnolo

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Perguntas respondidas neste vídeo

Bom, o que é importante a gente avaliar numa tecnologia que vem para ajudar na cirurgia plástica?

São tecnologias que têm que mudar, têm que fazer alguma diferença, têm que causar uma diferença importante para valer a pena, porque elas custam. Então, mais do que a gente avalia, não é só a qualidade de resultado, é a segurança.

Então, por exemplo, nesse sentido, a minha dúvida seria se essas novas tecnologias fizeram com que as pessoas tivessem preocupações excessivas ou até mesmo por apenas estar na moda, sabe?

Alguma tecnologia que é mais utilizada. O modismo nas tecnologias, sim, existe. Muitos pacientes vêm procurando um equipamento.

Mas qual é o conceito da lipohd?

É realçar a musculatura. Se a gente tem um paciente que tem uma musculatura bem definida, já porque já pratica atividade física, já tem bons hábitos, e essa pessoa tem um pouquinho de gordura, quando a gente tira a gordura de forma homogênea, a gente já vai ter um realce da musculatura, porque vai ter uma camada menor de gordura.

Será que tem flacidez de mama?

Então, tudo isso tem que ser avaliado no paciente, a indicação cirúrgica. Então, não adianta procurar um procedimento, um equipamento e comprar, não é um carrinho de supermercado, um carrinho que você vai lá e coloca o que você quer o resultado.

Qual que o objetivo, você já citou, que é a segurança, mas em questão de resultado ali para o paciente, de uma forma, porque as pessoas procuram muitas vezes, claro, sabe dos riscos, mas também já está disposto a pagar um valor mais elevado num procedimento que é mais moderno, justamente pela forma direta que vai receber ali aquilo, em questão de recuperação, poder voltar a trabalhar mais rápido, enfim, tudo isso é levado em consideração nas novas tecnologias?

Com certeza. Eu acho que tudo isso tem que ser levado em consideração quando o paciente vai definir um equipamento, uma tecnologia nova. Então, a recuperação, o tempo de recuperação, tudo isso tem que influenciar.

Transcrição completa do vídeo

Olá, meu nome é Letícia Miyamoto, está no ar mais um AmatoCast pelo canal do Instituto Amato. Agradeço mais uma vez o carinho da sua audiência e participação aqui conosco para falar sobre tudo o que envolve qualidade de vida. No último episódio, contamos com a participação da doutora Lorena Amato, que falou sobre reposição hormonal.

Antes também estivemos com a dupla mais conhecida como Batman e Robin, que falaram sobre técnicas de tratamento de tireóide. Também estivemos com o doutor Fernando Amato, cirurgião plástico, que falou sobre o Outubro Rosa e a conscientização sobre o câncer de mama. Dessa vez, contamos mais uma vez com a participação do doutor Fernando.

Obrigado pela sua participação, doutor. Obrigado, eu que agradeço. É um prazer estar participando aqui e estar contribuindo com assuntos que são bem interessantes e que a gente possa contribuir e ajudar muita gente com essas informações.

Exatamente. Hoje, como vocês viram, nós vamos falar sobre técnicas, novas tecnologias em relação às cirurgias plásticas. Então, doutor, eu já vou sem enrolação, como sempre, direto para a primeira pergunta.

Eu quero entender se essas técnicas, essas novas tecnologias são capazes de reduzir aí os riscos desses procedimentos ou foram as grandes incentivadoras para esses procedimentos considerados algumas vezes abusivos ou até mesmo exagerados, digamos. Bom, o que é importante a gente avaliar numa tecnologia que vem para ajudar na cirurgia plástica? São tecnologias que têm que mudar, têm que fazer alguma diferença, têm que causar uma diferença importante para valer a pena, porque elas custam. Então, mais do que a gente avalia, não é só a qualidade de resultado, é a segurança.

Então, todas essas tecnologias, elas têm que trazer também segurança, resultado e segurança. Então, quando uma tecnologia aparece, a gente tem que saber qual que se vai trazer, se vai mudar resultado, se vai ser melhor do que as tecnologias que já existem e se vão trazer seguranças. Mas, toda hora está vindo uma tecnologia nova e a gente tem que estar de olho aberto para saber se realmente é nova, vai trazer algum benefício, quais são esses benefícios, quais são os riscos que esse procedimento, essa tecnologia pode trazer, porque às vezes pode até trazer outros riscos, novos riscos, novas complicações.

Então, tudo isso tem que ser avaliado. Então, os países têm agências reguladoras que avaliam exatamente isso, o risco que esse material, esse equipamento pode trazer. Então, geralmente, eles estão liberados no país e são submetidos a vários procedimentos de segurança.

Segurança técnica, segurança também clínica, vendo os resultados. Porque a gente até diz que alguns desses procedimentos fez com que novas preocupações ou até mesmo novos termos, que a gente até dá um espelho do que a gente já vai falar mais para frente, mas em questão, por exemplo, da lipo-HD. A gente já conversou uma vez aqui, em um dos nossos primeiros encontros, ainda gravando uma reportagem, que a lipo-HD, na verdade, é uma técnica, não seria algo que... é um resultado diferente, mas é a técnica que é utilizada de outra forma, mas que ficou muito conhecida e que as pessoas que não são da área da saúde imaginam que é um outro tipo de cirurgia, mas sim, é uma de alta definição que a gente tinha dito.

Então, por exemplo, nesse sentido, a minha dúvida seria se essas novas tecnologias fizeram com que as pessoas tivessem preocupações excessivas ou até mesmo por apenas estar na moda, sabe? Alguma tecnologia que é mais utilizada. O modismo nas tecnologias, sim, existe. Muitos pacientes vêm procurando um equipamento.

Às vezes, não é nem a tecnologia em si, eles vêm falando o nome do equipamento de uma marca específica, mas a gente tem que avaliar realmente que tecnologia é e o que essa tecnologia pode trazer de benefícios. Às vezes, não é nem indicado. Tem pacientes que vêm procurar para fazer uma lipohd e a indicação é fazer uma abdominoplastia, porque tem muita flacidez de pele.

Então, a gente tem que ter bom senso na hora de indicar e contraindicar o equipamento que, às vezes, não tem indicação. Então, esse é o grande ponto. A lipohd é um conceito.

É um conceito de uma lipoaspiração. Não deixa de ser uma lipoaspiração. Mas qual é o conceito da lipohd? É realçar a musculatura.

Se a gente tem um paciente que tem uma musculatura bem definida, já porque já pratica atividade física, já tem bons hábitos, e essa pessoa tem um pouquinho de gordura, quando a gente tira a gordura de forma homogênea, a gente já vai ter um realce da musculatura, porque vai ter uma camada menor de gordura. Então, às vezes, o conceito de lipohd se perde em fazer parecer que a pessoa tem músculo. E, na verdade, o ideal é que a pessoa tenha uma musculatura bem definida para ter um resultado mais natural.

Então, nessa linha, tem gente que começou fazendo a lipohd desenhando na gordura o formato do músculo. Mas não é músculo, é gordura. Então, se faz uma lipoaspiração mais superficial, tirando toda a gordura que tem abaixo da pele e tentando colar na musculatura.

Isso tem complicações, se a pessoa ganha peso, se engravida, isso vai ter um resultado ruim a longo prazo. Hoje em dia, além de fazer pacientes com melhor selecionado, os pacientes que já tem bons hábitos, já faz atividade física, fazer esse contorno fica muito melhor em quem não faz. Então, às vezes, o resultado fica mais natural.

Hoje em dia, a gente está até fazendo uma lipoaspiração e injetando gordura, às vezes, próxima na musculatura para realçar. Então, as técnicas vão evoluindo, mas o conceito é o mesmo. A lipohd, o conceito é realçar a musculatura, realçar uma definição.

Uma definição, principalmente, tirando mais onde tem transição de musculatura e, às vezes, deixando um pouquinho mais onde tem já aquela musculatura. Então, a lipohd tem esse conceito. Já as tecnologias, elas vêm para facilitar o procedimento e viabilizar que a gente tenha um resultado melhor.

E, no caso de flacidez de pele, tem um monte de tecnologia para tentar tratar a flacidez de pele. E quando a gente vê que tem um monte de tecnologia é porque não tem nenhuma que vá garantir a retração total da pele. Então, quem tem uma indicação de uma abdominoplastia vai continuar tendo uma indicação de abdominoplastia.

Esse tipo de esclarecimento é muito importante, porque até o que a gente já tinha conversado da lipohd é um procedimento que não é novo, não é uma tecnologia nova, mas que muitas pessoas entendem que é uma tecnologia nova. Inclusive, eu mesmo acreditava que era uma tecnologia nova, porque ficou muito famosa de algumas influencers que começaram a falar da lipohd e agora as mulheres principalmente falam demais nesse procedimento, achando que é uma tecnologia nova no sentido de transformar a pessoa que não é envolvida com musculação, com uma vida mais saudável, que consegue transformar o corpo dessa pessoa que nunca fez uma atividade física em um corpo de atleta. Então, existe realmente essa questão do modismo, que as pessoas procuram procedimentos que estão em alta, que começaram a ser mais falados do que eram antes, mas que não são novas tecnologias, que muitas vezes procuram já, eu quero fazer aquele procedimento novo, mas não é um procedimento novo, é porque realmente a internet trouxe como se fosse algo moderno.

Tem gente que só quer marcar a consulta, mas você faz lipohd? Mas tem que ver a indicação, né? É que nem paciente querendo, você coloca a prótese? Quanto que custa a prótese? Mas e o caso? Será que tem flacidez de mama? Então, tudo isso tem que ser avaliado no paciente, a indicação cirúrgica. Então, não adianta procurar um procedimento, um equipamento e comprar, não é um carrinho de supermercado, um carrinho que você vai lá e coloca o que você quer o resultado. Infelizmente, a medicina não consegue entregar um resultado exatamente do jeito que a pessoa deseja.

Às vezes, o jeito que ela deseja é o que é possível, mas existe uma grande falha no como pode evoluir. Às vezes, está tudo indo para uma evolução e pode ter uma evolução ruim. Como também tem pacientes que pedem um tipo de cirurgia e a gente até fala, olha, isso, nesse caso, acho que não é a melhor cirurgia, mas doutor, eu quero fazer desse jeito porque não tenho dinheiro para usar uma tecnologia, eu só consigo isso, isso vai, dessa forma, vai resolver esse problema e, às vezes, a gente entra em consenso com o paciente, faz, às vezes, uma lipoaspiração sem uso de nenhuma tecnologia e tem uma retração de pele.

Então, eu já tive, já me surpreendi com indicações conversando com o paciente, às vezes, alinhando a conduta de acordo com o que o paciente pode. Então, basicamente, é isso. Bom, aqui eu vi que uma pesquisa que foi divulgada ainda em 2020 pela Sociedade Internacional de Cirurgia Estética mostrou que o Brasil não é segredo para ninguém, é um dos países onde mais se faz cirurgias plásticas no mundo.

O equivalente aqui é 13% do total realizado em todo o mundo em 2019, que foi divulgado em 2020, mas eles levantaram essas informações em 2019. E entre os procedimentos mais realizados, está um que a gente já citou, lipoaspiração, 15,5%, aumento de mama, cerca de 14% e abdominoplastia, 10,4% e cirurgia de pálpebra, 9,7%. Então, essas questões das novas tecnologias, justamente para esses procedimentos que são mais utilizados, que são mais procurados aí pelas pessoas, é para procurar ser menos invasivo e menos agressivo, buscando uma recuperação mais rápida.

Qual que o objetivo, você já citou, que é a segurança, mas em questão de resultado ali para o paciente, de uma forma, porque as pessoas procuram muitas vezes, claro, sabe dos riscos, mas também já está disposto a pagar um valor mais elevado num procedimento que é mais moderno, justamente pela forma direta que vai receber ali aquilo, em questão de recuperação, poder voltar a trabalhar mais rápido, enfim, tudo isso é levado em consideração nas novas tecnologias? Com certeza. Eu acho que tudo isso tem que ser levado em consideração quando o paciente vai definir um equipamento, uma tecnologia nova. Então, a recuperação, o tempo de recuperação, tudo isso tem que influenciar.

E isso é importante. E são, como você disse, as cirurgias mais realizadas no mundo. E, às vezes, eu acho que esse número, às vezes, é até subestimado em relação à lipoaspiração, porque a lipoaspiração, tem muita gente que, às vezes, acaba fazendo lipoaspiração em ambiente ambulatorial, que seria hidrolipo, que a gente também já abordou, tem outros profissionais, às vezes, fazendo lipoaspiração.

E, muitas vezes, a lipoaspiração é associada em outros procedimentos. Por exemplo, na semana passada eu fiz uma mama, e eu aproveitei para fazer uma lipoaspiração na lateral da mama e enxertar um pouquinho, colocar um pouquinho de gordura que eu aspirei em alguns lugares para o contorno da mama ficar mais bonito. Agora, se me perguntassem que cirurgia que eu fiz, eu diria que uma mastopexia, e jamais falaria que foi uma lipoaspiração com lipoinsertia.

Então, em muitas cirurgias plásticas, a lipoaspiração, ela é muito comum, inclusive na blefroplastia, que você mencionou como uma das mais realizadas. Que é a do olho, da pálpebra. A gente faz uma lipoaspiração do mento ou de outra região para fazer uma lipoinsertia, colocar gordura em algum... e fazer uma harmonização facial com o natural, com a gordura do próprio paciente.

Então, a lipoaspiração, essas estatísticas, para mim, elas são totalmente subdimensionadas. Então, eu tenho certeza que tem muito mais do que isso em relação à lipoaspiração. E em relação ao resultado, a gente já falou que essas novas tecnologias buscam melhorar a recuperação do paciente, até mesmo ser mais natural, um resultado mais natural do que era antes.

Mas também, o que a gente pode citar em relação... As novas tecnologias, o que elas são, de fato? É em relação ao equipamento? É em relação à estrutura? Enfim, o que muda? Então, tem muita tecnologia, infelizmente, e eu sou um fanático por tecnologia. Então, quem me conhece sabe que eu gosto muito de gadgets. Aliás, o pessoal aqui sabe porque tem um microfone, computador, mesa de som, áudio.

Então, não é só na medicina, mas eu gosto muito. E eu acho que a gente... A linha de hoje é mais para a lipoaspiração. Então, eu vou focar na lipoaspiração.

E eu vou fazer o seguinte. Eu trouxe um iPad, tem uma aula. Eu vou mostrar umas animações de alguns equipamentos e eu vou falando dos equipamentos.

Mas antes disso, eu vou resumir. Na lipoaspiração, a gente tem uma lipoaspiração tradicional com cânulas. Essa lipoaspiração pode ser auxiliada por vibrolipo, que é um assistente de vibração que vibra a cânula para poder facilitar a aspiração.

A gente tem um outro equipamento, que é o Water Assisted, que é água sendo jogada para soltar a gordura para facilitar a aspiração. Isso a gente não tem no Brasil. Pelo menos, eu desconheço.

Nos congressos não tem ninguém vendendo. Mas é um equipamento que tem muito na Europa e nos Estados Unidos. Facilita a aspiração.

E a gente tem o Laser. O Laser é uma alternativa que já está há muito tempo. Funciona super bem.

Tem gente que chama... A Lipolaser chama de Endolaser. Até eu postei recentemente no meu Instagram uma pessoa que foi fazer um Endolaser e morreu. Então a gente falou de submundo, mas não foi por causa do Endolaser.

Foi por conta da anestesia local e foi feita por uma pessoa não médica em um ambiente totalmente inadequado para isso. É quase que a geladeira usando de aspirador, que a gente também já abordou aqui no nosso... Para quem não acompanhou. Tem o submundo da cirurgia plástica.

Se a gente tivesse essa história, a gente estaria lá. Mas é porque tem gente que não é médica fazendo um procedimento cirúrgico. Lipoaspiração é cirúrgica.

Lipólise é cirúrgico. A lipólise é invasiva, com uma fibra e queimando. Então, o Laser.

E aí tem muita gente que confunde o Laser com o Vaser. O Vaser é um ultrassom cirúrgico. O Vaser é uma marca.

Então tem outros ultrassons. Eu consegui um vídeo de um outro equipamento que eu vou mostrar já já para vocês. Tem os de radiofrequência.

E de radiofrequência a gente tem o Body Tight, no Brasil, que está bem conhecido a marca, Body Tight. E tem também o Renuvium. Só que o Renuvium é um plasma.

O plasma, que ele precisa de um gás para ele poder, com a radiofrequência, ele poder fazer o aquecimento. E, além do Renuvium, tem o argoplasma, que usa um outro tipo de gás, que é o hélio. O Renuvium usa o hélio, o argoplasma usa o argônio para fazer todo esse efeito de plasma.

Então, basicamente, são essas as principais tecnologias em lipoaspiração que podem proporcionar um resultado melhor do que uma lipoaspiração tradicional, que seria só a curetagem e a aspiração da gordura. Então, tudo isso melhorou muito. Aumentou segurança, aumentou também segurança, mas também aumentou complicações.

Então, porque esses equipamentos, eles podem sim ter complicações. Então, eu vou pedir para a nossa equipe aqui, eu vou mostrar um vídeo, que esse é o LipoSound. Ele é um concorrente do Vaser, né? Então, ele é injetado, o ultrassom interage com a água para vibrar a água e, assim, soltar.

Deixa eu ver se consigo aqui. Então, isso aqui seria o ultrassom, ele vibra a água e aí ele vai soltando a gordura e facilita para aspirar. Tem retração de pele? Tem retração de pele, mas é uma retração de pele que vai estar em torno de 10%, não muito mais do que isso.

E a gente não consegue esperar. Às vezes, essa retração pode ser até pela diminuição de volume. Uma outra tecnologia, que acabou vindo aqui, esse seria o ultrassom vibrando na água aqui.

Dá para ver a vibração, ele vai mexendo na água. Deixa eu ver aqui. O Morpheus é uma radiofrequência.

Aliás, o Morpheus, a empresa, a mesma do BodyTite, é o mesmo equipamento, é uma empresa israelita. E é um equipamento que é uma radiofrequência microagulhada. Então, são várias agulhas que vão na pele, furam e vão queimando em diversas profundidades.

E tem sido uma das tecnologias que tem sido mais colocadas em associação com outros procedimentos. Então, tem gente que usa o BodyTite, que é da mesma marca, mas tem gente usando também o Renuvium ou o Argoplasma. Então, mesmo sendo de outra marca, eles estão gostando porque ele vai pela pele, ele vai na superfície da pele e vai furando em várias profundidades.

Só que, assim, eu acho que é importante afirmar que essa tecnologia não vai tratar muito flacidez de pele. Ela vai melhorar a qualidade de pele, mas tem gente que tem uma indicação de abdominoplastia e está procurando esses equipamentos. Então, não é a indicação.

O BodyTite, tem esse vídeo da empresa também. A vantagem do BodyTite é a segurança que ele dá. Então, eu gosto do BodyTite, eu tenho, mas eu acho que todas as tecnologias têm suas vantagens.

Do BodyTite, o que eu gosto é que a temperatura é controlada. Então, é muito difícil ter uma queimadura de pele. Geralmente, a queimadura de pele vai estar associada a um erro técnico.

Por quê? Tem um sensor de temperatura que fica dentro da gordura. Então, vê qual é a temperatura da gordura e qual é a temperatura da pele. Então, os parâmetros que a gente usa é a temperatura para não queimar pele, para atingir a temperatura certa na gordura para causar a lipólise e causar retração de pele.

Mas isso tem um preço, tempo. Então, todos esses equipamentos têm esse preço, que é o tempo. Aumenta o tempo cirúrgico.

Eu ia chegar nessa parte também, questão de diferença de todas essas técnicas. Não sei se tem mais alguma aí para mostrar, mas questão de valor, doutor, é muito diferente uma da outra? Esse aqui é o laser passando. Então, acaba que ele vai no subcutâneo, ele tem essa luzinha na ponta que a gente acaba tendo controle da profundidade.

Esse aqui é o argoplasma. Deixa eu ver como está esse vídeo do argoplasma. Está carregando ali.

Ele vai no subcutâneo. Ele causa esse raio de eletricidade, de radiofrequência, com o gás. Mas ele precisa do gás.

O argoplasma precisa do argônio para poder se difundir. E ele vai queimando as traves que ficam entre a gordura para causar essa retração. E o renúvel é exatamente a mesma coisa.

Vai causando, queimando as traves para poder causar essa retração. A gente pode tirar já essas telas aqui. E fica mais fácil de eu explicar com a tela cheia, certo? Aqui? Você coloca aqui? Deu para mostrar, não é? Deu.

Assim, não tenho... O meu conflito... É importante falar meu conflito de interesse. E isso eu acho importante, porque eu mostrei marcas e nenhuma delas me paga para fazer uma publicação. Aliás, se quiserem pagar, é muito bem-vindo.

Aqui o pessoal vai gostar. Se alguém quiser financiar o nosso podcast, é muito bem-vindo. Mas isso tem que ficar claro.

Não ganho. E eu tenho o BodyTite. E o BodyTite, a minha escolha foi por essa questão da temperatura.

Esse controle de temperatura. Não ter queimadura. Tenho o Liposound, que é semelhante ao Vaser, porque facilita a retirada de gordura.

Mas não tenho nada contra. Aliás, foi uma dificuldade muito grande. Na verdade, não comprei o Vaser, porque o Vaser não tem um representante, um distribuidor no Brasil.

Ele está meio sem órfão aqui no Brasil. Então tem essa marca, o Liposound, que tem duas equipamentos diferentes no Brasil. E tem o Safer, que é de uma outra marca.

Então todos, eu acredito, são equivalentes e funcionam para soltar gordura. E o Argoplasma e o Renuvium, a questão é essa energia. Eles fazem um bolsão de ar com esses gases, ou hélio ou argônio, para poder queimar.

Então está injetando esse ar no subcutâneo, esse gás, e ele vai queimando. Só que a temperatura, o problema está... Às vezes ele atinge uma temperatura muito grande no subcutâneo e na pele, às vezes, não dá tempo, não sai queimando a pele. Então a segurança dele está nisso.

Só que a gente perde um pouquinho o controle e pode ter um maior risco de queimadura. Essa é a minha queixa, mas não quer dizer que todo mundo que use tem essas queimaduras. Muitas vezes as complicações não estão no intraoperatório, não é que sai queimando.

Muitas vezes está na agressividade do procedimento e às vezes as pessoas estão associando tecnologias e essa agressividade somada pode lesar vasos e aí sim ter uma necrose de pele, ou ter uma fibrose. Então essas complicações, elas são... Elas podem ser muito variadas. Eu acredito que... Inclusive o Borytite pode ter uma queimadura, mas a queimadura que ele pode ter é pontual.

Mas um paciente que fez uma lipo muito agressiva, usou um ultrassom cirúrgico para soltar a gordura e aí de repente usou por muito tempo o Borytite, também poderia ter uma complicação, um sofrimento de pele. Então a segurança deles é principalmente nisso. E outra, aumenta o tempo de cirurgia e bastante.

Então o ultrassom cirúrgico vai uns 20 a 40 minutos. O Borytite vai uns 20 a 40 minutos. O Morpheus, 20 a 40 minutos.

Você vai soltando 20 a 40 minutos, às vezes você está gastando mais da metade da cirurgia utilizando tecnologia. E isso aumenta o tempo cirúrgico, aumenta o tempo de inflamação, aumenta a resposta inflamatória. Às vezes o paciente pode ter uma complicação por conta do procedimento prolongado e aumento da inflamação de todo o corpo.

Então é um paciente diferente. Então às vezes o paciente quer fazer tudo em uma só cirurgia. E como eu já disse em outros podcasts e outros vídeos, tem regras para as tecnologias.

Tem regra para a lipoaspiração. Não dá para aspirar o corpo inteiro, até 40%. Isso já está no nosso Conselho Federal de Medicina, até 40%.

E o volume de até 7% do volume corpóreo para poder ser aspirado. Em questão dessas novas tecnologias, também até era muito falado, principalmente antigamente, sobre o risco da lipoaspiração. Quando falava, muitas pessoas já se preocupavam.

Ah, mas e o risco de perfurar um órgão e a pessoa morrer na hora do procedimento? Essas novas tecnologias, eu lembro que a gente já tirou essa dúvida que isso é muito difícil de acontecer, que ainda as pessoas insistem em falar disso quando o assunto é lipoaspiração. Mas essas novas tecnologias foram as responsáveis por evitar esse tipo de erro? Costumava realmente acontecer isso e agora é praticamente impossível? Ainda pode acontecer? O que mudou? Eu acho que a gente tem que falar a verdade para o paciente e tem que ter um termo de consentimento explicando e faz parte, se você está introduzindo um equipamento com um mínimo furo, e dependendo de como você introduz esse equipamento, você pode ter uma perfuração, sim. A cânula de lipoaspiração, ela tem a ponta redonda, então ela não é feita para perfurar nada, ela é feita, aliás, você tem que furar a pele, cortar com bisturi e aí sim você consegue introduzir a cânula.

Então ela é feita para ficar na gordura. Ela pode furar? Pode. Então às vezes o paciente pode ter uma fragilidade na parede, pode ter uma hérnia, às vezes, que não foi diagnosticada e isso pode até favorecer uma perfuração.

Ou a força que é feita, ou às vezes o paciente está com uma anestesia local e o paciente se move na hora que está fazendo o procedimento. Utilizar essas tecnologias que vibram, que auxiliam, elas podem tanto ajudar a perfurar, como elas podem também proteger, porque tem equipamento que para de vibrar no momento que ele sente uma estrutura mais rígida. Então também eles podem diminuir o risco.

O body tight é feito para você ter controle da profundidade, mas ele pode também perfurar, porque a ponta é muito fina. Então dependendo do paciente, dependendo da indicação, dependendo do profissional que está sendo feito, isso pode acontecer. Então eu acredito que todos esses tipos de complicação são não conformidades que devem ser estudadas uma a uma e tem que estar bem esclarecido o que aconteceu.

Porque pode ser erro técnico do médico, pode ser ao acaso. Então tudo isso tem que ser avaliado. A gente não pode falar que o médico não erra.

O médico também erra, mas ele também tem que mostrar que ele estudou, que ele treinou, que ele está habilitado. Então é importante isso. Eu fico muito preocupado, por exemplo, com o laser, que é uma fibra pequena, e eu estou vendo que tem um monte de pessoas não médicas postando indo laser e vendendo um procedimento que do meu ponto de vista é cirúrgico, é uma lipolaser.

Indo laser, no vaso, é o vascular que usa, na safena. E ele tem esse nome de indo laser. Por isso que veio esse indo laser, porque ele fica dentro.

E o indo laser na gordura é lipolaser. Então não se enganem achando que está fazendo o indo laser para tratar a gordura com o farmacêutico, com o biomédico, que vai ser mais seguro do que fazer com o cirurgião plástico. Não é. Então, ah, mas é mais barato.

Então tem algum motivo para estar mais barato. Às vezes é uma fibra que foi reutilizada, reesterelizada, e não pode, então tem regras. Então tem que ver por que está ficando mais barato.

Como que esse profissional se habilitou para fazer isso? Em um curso de final de semana? Qual a formação dele? Ele tem estudo de anatomia para saber? Se eu, que sou cirurgião plástico, estudei por pelo menos 11 anos da minha vida em período integral e continuo estudando e tenho medo dos procedimentos. Então é importante saber disso. Todos esses procedimentos, o risco existe, então eu tenho medo.

Mas eu vou fazer de tudo para garantir a segurança do paciente. Eu preciso, isso é um compromisso meu com a minha paciente, é garantir a segurança dela. Agora, qual que é o compromisso de alguém que não tem formação e que fez 4 anos de faculdade e meio período? Às vezes a pessoa nem sabe, ela tem desconhecimento da segurança do procedimento que ela está propondo.

No caso do Endolaser, eu já vi caso, que não foi meu, de dar fibra, quebrar no orifício de saída. Então fica um granuloma que foi necessário retirar por cirurgia. Então tem riscos, os procedimentos têm riscos.

Todos têm risco. Agora, como que a gente minimiza os riscos? Procurando alguém que tenha experiência e que consiga dar mais segurança por conhecimento técnico. Esses procedimentos, então, quando essas novas tecnologias, até essas últimas que a gente mostrou agora, quando elas são encontradas em valores muito atrativos, que realmente chamam muito a atenção, deve haver uma preocupação em relação a isso? O barato, muitas vezes, sai muito caro.

Não que eu não queira fazer barato. Então é óbvio que eu quero fazer mais barato. Aliás, comprar um equipamento desse, porque, assim, é possível alugar.

Essas empresas nem deixam alugar, mas tem gente que aluga. Então tem muita gente que aluga os equipamentos. Então, comprar um equipamento para você poder oferecer para o paciente já é uma maneira de você diminuir custos.

Então, por exemplo, eu tenho aqui o laser, eu tenho o aparelho de ultrassom cirúrgico, eu tenho o body tight. E isso tudo para poder diminuir o custo para o paciente. Mas é caro.

Há um momento que você vai diluir isso. Acaba sendo, não dá para ficar muito barato. Então você vai economizar para o paciente 5%, 10% do valor.

Não tanto. Agora, quando o valor é muito barato, eu acho muito estranho. Então, por exemplo, o laser, que é bem claro para mim isso.

Tem gente que aluga o laser e o valor de aluguel com a fibra é o mesmo valor que eu gasto comprando uma fibra. Ou seja, e às vezes até menor o valor, custa até menos. Mas como que isso é possível? Simplesmente a fibra é reutilizada.

A fibra, até onde eu me lembro, a fibra não pode ser reutilizada para lipolaser. Tem uma fibra específica que parece para questões de uro, pode ser reutilizada, mas a fibra de lipolaser não está registrada assim na Anvisa. Então quem faz isso está indo contra a Anvisa.

Então traz riscos para o paciente. Qual que é o risco? Essa fibra pode ficar mais frágil, pode entregar uma energia diferente e pode ter resultados diferentes. Então às vezes a energia que você aplica no paciente tem que ser diferente.

Então tudo isso tem que ser considerado quando a gente vai procurar um procedimento mais barato. Alguma coisa tem. Deixando bem claro, lipoaspiração, procedimento cirúrgico.

Então a única pessoa, o único profissional que pode fazer uma lipoaspiração seria o cirurgião plástico. Qualquer outro tipo relacionado a isso? Na verdade, como cirurgião plástica, eu gostaria de falar isso. Mas a cirurgia, a lipoaspiração, ela é um procedimento cirúrgico, ela é restrito aos médicos.

E segundo o Conselho Federal de Medicina, está restrito a quem tem formação de cirurgia. Então é um cirurgião poderia. Então, mas tem outros, por exemplo, eu já vi ginecologista fazendo lipoaspiração, otorrino.

Eu acredito que esses profissionais, eles não tenham uma rotina de lipoaspiração e talvez eles tragam mais complicações. Mas muitas vezes, outras especialidades utilizam a lipoaspiração para... Até ortopedista eu já vi fazendo lipoaspiração. Mas, por exemplo, o ortopedista, para coletar gordura, fazer uma extração de gordura, fazer um enxerto de gordura numa técnica na área dele.

Então, às vezes, eu não vejo como um procedimento, mas como uma técnica ali que pode até agregar a outros procedimentos médicos em outras especialidades médicas. Agora, um farmacêutico fazer uma lipoaspiração, eu não vejo relação. Um dentista fazer, também não vejo relação.

Um biomédico fazer, também não vejo relação. Um enfermeiro fazer, também, eu não acho que são especialidades que tenham uma formação adequada para o procedimento, que parece ser muito simples, mas ele também pode trazer complicações. Um ginecologista, no caso, estaria errado fazendo, porque, de acordo com a sociedade brasileira da cirurgia, é assim que fala.

É o Conselho Federal de Medicina. Mas é que tem uma questão que, na medicina, o médico pode fazer tudo, desde que ele comprova que ele seja capacitado se tiver uma complicação. Então, o problema de um ginecologista fazer, às vezes, ele pode fazer, porque ele vai fazer uma ninfoplastia, que é uma cirurgia estética da região íntima, e ele quer coletar gordura para fazer um enxerto de gordura na região e melhorar, fazer uma melhora na sua abordagem cirúrgica da região.

A questão é, um ginecologista fazer uma lipoaspiração, por exemplo, num homem, fugiu totalmente, nas costas de um homem, fugiu totalmente do propósito de como ele começou a sua formação. O problema é que, se ele tiver uma complicação, vai ser muito difícil de ele comprovar que ele não foi imperito. Então, aí entra uma questão mais jurídica, que aí ele pode estar sendo, ele pode ser acusado de imperícia se ele tiver um erro médico.

Então, é esse o ponto. Então, ele pode fazer. Se eu quiser fazer agora uma neurocirurgia, eu posso.

Eu só não sei fazer, mas eu poderia fazer, e se eu tiver uma complicação, eu não tenho como me defender. É esse o ponto. Está bem esclarecido.

É, acho que não vou fazer a neurocirurgia. Entendi. Bom, até essa ninfoplastia, a gente está falando bastante da lipoaspiração, mas a ninfoplastia está entre as técnicas mais aperfeiçoadas nos últimos tempos que está na lista aqui.

A facelift, mamoplastia de aumento, ninfoplastia e blefaroplastia. Blefaroplastia. Isso, para não falar errado.

E a lipoaspiração que a gente tanto falou. A lipoaspiração, ela teve a técnica mais à frente desses outros procedimentos porque é uma das mais realizadas, ou não? Todas aí andam junto nessa questão. É uma análise muito boa, porque a lipoaspiração, ela é muito realizada há muito tempo.

Então, as empresas, elas vão focar onde tem um volume maior. Então, o fato de se desenvolver muita tecnologia para a lipoaspiração é porque é uma das cirurgias mais realizadas. Se você vê, faz uma lista com 20 cirurgias e você vai investir na que tem menos, talvez você tenha, você invista muito e consiga, e tenha pouco resultado.

Então, eu acho que foi acertado o investimento na lipoaspiração. Há 10 anos atrás, eu já tinha o laser, e aí eu estava pesquisando sobre a lipolaser. E eu fui questionar alguns colegas mais velhos sobre a lipoaspiração, sobre a lipolaser.

E todos me tentaram desacreditar e convencer que não valia a pena. Ah, está deixando mais caro uma coisa que é simples. E isso me marcou muito, porque eu não parei por aí.

No momento que começaram a me desacreditar, eu falei assim, não, mesmo assim eu tenho que insistir, porque talvez não estejam enxergando, e a gente tem que estar sempre à frente dos outros. E, às vezes, essas evoluções, as pessoas mais tradicionais acabam tendo resistência. E eu acho que foi bem isso.

Eu vi que é uma tecnologia que agrega muito. Por exemplo, o lipolaser, eu ainda acho que tem muitos casos com indicação. Talvez por conta de eu estar usando o ultrassom também, eu até diminuí minha indicação do laser.

O laser não é um equipamento, eu falo laser porque é uma tecnologia que ela pode ter. Ela tem o poder de destruição da gordura, de causar lipólise, mas tem comprimentos de ondas que podem ser utilizados no laser e, dependendo da energia, não destrói a gordura, permitindo até que essa gordura seja coletada, seja usada para enxerto de gordura. Inclusive tem uma frequência, um comprimento de onda, que é uma empresa que vende para cirurgia regenerativa, ou seja, para coleta da gordura, para uso em articulações, uso em reconstrução de mama, reconstruções de deformidade.

Então, existem várias tecnologias no laser que, ou seja, continuam evoluindo. Mas, há 10 anos atrás, eu vi essa resistência em pessoas mais velhas, inclusive resistência em pessoas que hoje fazem a lipolaser. Então, eu acho engraçado que pessoas que eu conversei há 10 anos atrás falaram mal e estão fazendo o lipolaser.

Então, a gente tem que dar um passo à frente, tem que testar tecnologias novas, avaliar de cabeça aberta o que elas podem trazer, tem que avaliar os benefícios, tem custo, a indústria acertou, vamos mirar onde tem um volume maior, deixou mais caro, muito mais caro o procedimento, mas também trouxe resultados muitas vezes incríveis. Então, a gente tem que avaliar bem isso. Então, essas tecnologias, poder de retração de pele aumentou.

Então, antes o que poderia ser em torno de 10% de retração de pele comparado com uma abdômen ou plastia, hoje podem estar chegando em torno de 30% ou às vezes até mais. Só que também carece, a empresa investe pouco em pesquisa. Ou seja, eles lançam o equipamento e não entregam tanto trabalho, artigo científico provando o resultado.

Esse é o grande problema da empresa. Eles jogam o equipamento e deixam os próprios médicos desenvolverem os parâmetros, os usos. Então, falta um pouco investimento dessas empresas em pesquisa para até melhorar o seu próprio uso.

Muitos desses outros procedimentos, que até é bom a gente explicar o que é dessa lista que a gente citou, facelift, ninfoplastia, que não são tão conhecidos, porque a mamoplastia de aumento a maioria das pessoas já conhece, já sabe como funciona. Mas muitos desses procedimentos são resultado, inclusive, dessas novas tecnologias. Ou não eram tão conhecidos, porque pelo menos a gente não ouvia falar desse tipo de cirurgia.

Não. A queixa do paciente, a gente vai direcionando os tratamentos. Os nomes podem ter diversos apelidos.

Na cirurgia plástica, por muito tempo, se resumia à retirada de pele. A gente procurava o melhor lugar para colocar os cortes e retirava a pele. E que não é isso hoje em dia.

A gente consegue fazer muito mais. No facelifting, é a retidoplastia, que é outro nome, que é a retirada de pele no rosto. Na verdade, é puxar o rosto para a pessoa ficar mais nova.

Eu gosto muito de dividir as cirurgias mais estruturais e as cirurgias rejuvenescedoras. No caso do facelifting, ele é mais rejuvenescedor, ou seja, você puxa os tecidos. Só que não adianta puxar só a pele.

Você vai puxar a pele, mas tem toda uma musculatura embaixo e outras estruturas que também causam esse envelhecimento. No rosto, tem pele, gordura, aí tem uma camada chamada esmaz. Esse esmaz é o sistema musculoporneurótico superficial.

Então, ele faz até continuação com o platisma, que é esse músculo da mímica do pescoço. E a gente tem que tratar essa musculatura também. Então, hoje em dia, ao invés de só puxar a pele, a gente puxa todas as estruturas.

Então, depende da profundidade em relação ao esmaz, a gente tem uma técnica ou outra. Por exemplo, tem o high esmaz, que ele vai logo abaixo do esmaz, tracionando todas essas estruturas. Tem o deep plane, que é uma técnica que você vai bem profundo, bem abaixo desse esmaz, inclusive visualizando os nervos e estruturas mais nobres, mas você consegue ter uma mobilização muito melhor do rosto.

No pescoço, a gente trata o platisma, mas muitas vezes a gente tira a gordura abaixo do platisma. Tem gente que tira a glândula salivar, submandibular. Tem gente que desgasta a musculatura que fica mais para dentro do platisma.

Então, tem várias técnicas e vão se desenvolvendo. Você fala assim, então esse deep plane é novo? Então, não é bem novo, porque começou com uma descrição muito mais antiga, mas ficou abandonada. E depois retornaram com essa técnica.

Então, muitas vezes a gente vai usando técnicas novas e a gente vai revendo as técnicas que já existiam e vão evoluindo as técnicas mais antigas. Até da lipoaspiração. A lipoaspiração mais superficial era uma complicação da lipoaspiração.

Então, a pessoa ficou com deformidade, ficou mais afundado aqui, porque ele fez uma lipoaspiração mais agressiva. Alguém teve uma grande ideia, por que eu não vou fazer uma lipoaspiração mais agressiva, mas desenhando a musculatura. Então, muitas vezes são evoluções de complicações ou evoluções de resultados que teve lá atrás que a gente acaba aproveitando aquela situação para desenhar um novo procedimento.

A ninfoplastia parece que é só retirada de pele dos pequenos lábios, mas hoje em dia se faz grandes lábios, se faz um monte de pubiano, faz inclusive a redução clitoriana. Como a gente já viu, tem muita gente tomando hormônio. A doutora Lorena falou exatamente isso.

Exatamente, tem muita gente tomando hormônio. Aí, algumas regiões se desenvolvem mais. É muito intenso.

Então, uma técnica nova que está em alta agora é a modelação da cartilagem costal para o resultado da cintura da paciente ficar mais fina. Então, é uma técnica nova, não tão nova porque já se falava isso antes, retirou a costela ou não, que há 10 anos atrás talvez não fosse muito bem aceita. Então, tem também uma curva de aceitação.

Às vezes, uma técnica não vai ser bem aceita. Hoje, mas daqui a 10 anos, talvez ela faça todo sentido para o momento que a sociedade está vivenciando. É justamente essas atualizações, as novas tecnologias que fazem esses procedimentos ficarem mais... realmente que cabem ali dentro da necessidade das pessoas.

É isso que acho que traduz essa questão das mudanças. O que antes era um medo, realmente pegou aquilo que era uma dificuldade e transformou em algo mais fácil de se adaptar à necessidade das pessoas, de forma geral. Sim, com certeza.

E também tem técnicas, por exemplo, na rinoplastia, tem técnicas que faziam muito rinoplastia fechada, ou seja, sem fazer o cortezinho na columela, que é a região aqui do nariz. Hoje em dia, fazia fechada, depois evoluiu para aberta, abrindo, e agora voltou à tona o fazer fechado de novo. Então, tudo isso vai evoluindo de acordo com as demandas, com a evolução das técnicas, os treinamentos.

Hoje também se vende muito curso para os médicos. Então, às vezes, eu sinto que o mercado não está nem mais nos pacientes, estão nos cursos, porque eu ligo o meu Instagram, eu patrocino de curso para todo quanto é lado, todo mundo é especialista. Eu digo que as pessoas são especialistas, transespecialistas, porque elas colocam lá e elas já se sentem que são especialistas naquele assunto.

Mas tem muito curso para os médicos, não necessariamente a pessoa ter feito um curso, ela vai ser tão boa, porque eu acho que tem uma vivência, é importante o treinamento, é importante a capacitação, é importante o conhecimento, o estudo, o estudo em anatomia. A gente tem muita oportunidade hoje de cadáver labs, que são com cadáver. Isso é importante para o treinamento, para garantir a segurança.

Tem pessoas que talvez acham um pouquinho mórbido, mas eu acho extremamente importante esse treinamento em bonecos, treinamento em cadáver labs antes de ir para um paciente. Tem muitos procedimentos que eu aprendi no paciente mesmo. E eu acho que isso expõe o paciente a um risco que não deveria ter.

Então, basicamente, acho que as tecnologias têm que ter esse treinamento. Em questão de inteligência artificial, não tem como a gente falar de novas tecnologias sem citar a inteligência artificial. Para cirurgia já é algo realmente que dá para ser colocado em prática? Qual a sua opinião em relação a isso? Ainda precisa ser desenvolvido? Tem algo, ainda tem muito o que se falar em relação a isso? Ou isso realmente consegue dar uma ajuda prática ali na hora da cirurgia? A inteligência artificial ainda não é tão interessante para as tecnologias.

Eu acho que ela pode ajudar, ela pode fazer uma assistência, mas não substitui. Então, por exemplo, no diagnóstico, ela não pode falar, essa pessoa tem câncer de mama. Eu acho que não.

Eu acho que ela tem que identificar todos os parâmetros e tem que colocar uma estimativa se pode ter ou não, se aquela imagem estar relacionada a um câncer de mama. E aí algum médico confirma o diagnóstico. Eu acho que a inteligência artificial, ela vai poder ajudar a assistir o médico para garantir a segurança, mas ela não pode ter o poder de... Tomar a frente.

Tomar a frente, porque ela pode ainda colocar em risco. Mas eu acredito que é mais fácil a inteligência artificial estar certa do que um ser humano. Então, eu acho que o homem erra muito mais do que uma inteligência artificial.

E a cirurgia também já é uma realidade? Não, a cirurgia, ela não vai ter a parte, a destreza, a manipulação. Eu acho que ela vai poder, talvez, ajudar nos parâmetros. Olha, o paciente.

Isso já tem um pouquinho, mas não é inteligência artificial. São só parâmetros. Então, por exemplo, a pessoa com essa pele, com isso aqui, ela pode definir melhor, talvez, a quantidade de energia que vai ser colocada, mas essa parte ainda não está tão bem desenvolvida.

Mas eu acho que agora, com inteligência artificial, é muito mais rápido. Ela vai conseguir atingir isso e até validar. Então, eu acho que vai ser muito rápido.

Eu acredito que ela vai ajudar, vai ser um assistente do médico. Ainda para o cirurgião, eu acho que vai ser o último a ser substituído. Mas o clínico, o diagnóstico, a radiologia para diagnóstico já está bem contada.

Se bem que também, você fez cirurgia de... Refrativa é o nome. Refrativa é um robô. É um robô.

É um robô. Então, realmente, eu estou pensando muito, eu estou muito, desculpa, eu estou muito focado em cirurgia plástica, mas a gente tem que expandir nos outros procedimentos. Então, por exemplo, uma oftalmológica é robô.

Simplesmente o cara aperta o botão lá, o robô que calcula os parâmetros, o médico só dá a confirmação. Então, eu acho que precisa de um médico dar o ok. É, e parte também é dele ali, de preparar, de fazer... Mas ele só dá o ok.

Por exemplo, você vai fazer um óculos, você vai no oftalmo, ele coloca o negócio, sai é tanto. Ele só valida com as lentes depois. Então, isso é muito importante, que algumas áreas fazem sentido, outras não.

Então, ainda não. Então, pelo menos na cirurgia plástica... Não tem como substituir. Não vai me substituir muito rápido, não.

Não vai ter como escapar ainda, né? Bom, também mostra aqui alguns dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, que teve uma mudança em relação às mulheres, em comparação com os homens, que os homens passaram também a fazer mais cirurgias relacionadas à estética. Tem até aqui, em 2019, um homem fazer um procedimento estético a cada 2 minutos no Brasil. É um dado relevante, né? Em 2020, também a porcentagem de gênero masculino que se submeter a algum tipo de procedimento estético subiu de 5% para 30% em 5 anos.

Foi uma mudança drástica também. Essa questão... Os homens se submeteram a mais procedimentos estéticos por conta dessas novas tecnologias, que antes era ali mais focado nessa questão das mulheres, a mamoplastia de aumento, enfim, algo... Agora, essas novas tecnologias podem ser mais focadas em homens? Dá para a gente afirmar isso? Não. Assim, as tecnologias não são feitas para os homens.

Acho que elas têm parâmetros diferentes para homens. Então, quando você vai tratar uma mulher, não é a mesma coisa que tratar um homem, inclusive a lipoaspiração. Se você fizer uma lipoaspiração e estiver habituado a fazer em mulher e for fazer em homem, talvez seu resultado seja mais feminino.

Então, isso é muito importante, que são resultados diferentes. Mas sim, os homens têm sido mais vaidosos e têm procurado procedimentos estéticos. E é importante, né? As pessoas têm que se sentir bem.

A gente só não pode deixar que isso seja patológico, né? Então, as pessoas que ficam incansavelmente procurando procedimentos cirúrgicos. Tem até... é interessante que em breve a gente vai trazer um psiquiatra para falar desses distúrbios de imagem, né? É importante isso, não só na cirurgia plástica, mas na endocrinologia e em todas as áreas que mexem com o visual, né? Às vezes as pessoas buscam muitos procedimentos. Agora, é bom que os homens estejam procurando, sejam mais vaidosos e tenham uma melhor aceitação.

Isso é saudável até um certo ponto e importante. Tá certo. Bom, já fui sinalizado que o nosso tempo está acabando, então eu já vou para a última pergunta, que é em relação a esses procedimentos não cirúrgicos que algumas vezes são relacionados aí a essas cirurgias plásticas, né? Como, por exemplo, o pilenquímico, toxina botulínica.

É realmente uma recomendação unir o procedimento que foi feito em uma cirurgia plástica depois, antes ou depois, a esses outros procedimentos? Eles podem ser associados de forma positiva a essas cirurgias? Com certeza existem indicações de procedimentos que devem se complementar, né? A gente não pode ficar vendido a uma máquina, e até falo aqui, de pilen, algo muito simples, barato e que traz excelentes resultados, né? Então o pilen, e o pilenquímico, ele tem vários ativos que vão funcionar e tem funções diferentes. Então não é um procedimento, são vários, e tem que ser adequados a cada paciente. As concentrações são diferentes e eles podem sim ser feitos, por exemplo, para um preparo de pele para depois ser realizada a cirurgia.

Assim como a toxina botulínica também pode ser usado para complementar o resultado. Assim como um bioestimulador pode ser complementado para melhorar a qualidade de pele. E não precisam ser no mesmo momento.

Podem ser, por exemplo, um bioestimulador para melhorar um pouco a pele para depois ser usado uma radiofrequência microagulhada para melhorar mais ainda. Então, às vezes, em vez de fazer três sessões de uma radiofrequência microagulhada, às vezes pode ser feita uma bistimulação, depois uma radiofrequência, depois um preenchimento. Tem biomodeladores também, né? Então existem um monte, uma gama de materiais e tecnologias que podem complementar e saber usar, saber fazer esses casais, juntar isso, é fundamental.

Então, quando te vendem só um equipamento, nenhum equipamento faz milagre para tudo. Tem tudo uma combinação. Inclusive, às vezes, a dermolipectomia, a abdominoplastia pode sim ser complementada na mesma cirurgia por outras técnicas.

E vale também essa observação, esse destaque, que quem pode direcionar de forma mais eficaz é justamente o cirurgião plástico, né? Antes de, se a pessoa passa ali numa consulta, ela já sinaliza o que ela quer fazer, ele pode falar se realmente vai ser válido ou não, fazer esses outros procedimentos, essas novas tecnologias, se vão ser úteis, né? Ou às vezes até mesmo não tem a ver ali com o objetivo dessa pessoa, né? Eu vou aproveitar esse gancho e vou falar um detalhe que você precisa saber na hora de escolher um cirurgião ou um médico. Um médico bom, uma pessoa que você pode confiar, é aquela pessoa que fala todos os tratamentos que ele enxerga que você possa fazer, explique os tratamentos, qual que é o objetivo de cada tratamento, quais resultados esperar de cada procedimento e dentre essa lista de procedimentos que ele ofereça, inclusive inclua procedimentos que ele não faça. Então muitas vezes tem médico que vai lá e fala todos os procedimentos que ele só tem na clínica, só ele tem na clínica.

Tome cuidado com esse profissional. É importante ter um profissional que fale todos, inclusive fale os benefícios ou não de cada um, dos que ele tem ou que não tem. Isso mostra uma relação de sinceridade com o paciente que eu acho que é fundamental, até mesmo para poder escolher qual que é o melhor tratamento ou tecnologia que você vai utilizar no seu procedimento.

Com certeza. Acho que isso resume bastante nessa questão de escolha que muitas pessoas que provavelmente estão aqui acompanhando esse episódio estão sinalizando já algo aí que pretendem fazer, buscando novas tecnologias, novos procedimentos. Bom, doutor, estamos chegando ao fim.

Muito obrigada pela sua participação mais uma vez. Foi ótimo a nossa conversa. Eu que agradeço.

Foi um prazer até mais. Muito obrigada também você pelo carinho da sua audiência, a participação sempre aqui conosco e se você tiver alguma sugestão de tema para a gente trazer aqui também no Amatocast, comente nos nossos vídeos. Nós temos playlists também aí para você não perder nenhum episódio que muitas vezes um assunto pode ser relacionado ao outro.

Conto com a sua participação e também com o carinho da sua audiência nos próximos episódios. Até mais. Tchau.

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