O Dr. Alexandre Amato aborda a relação entre tipos sanguíneos e predisposição a doenças, com foco nas cardiovasculares. Explica que os tipos A, B, AB e O são de
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A gente tem o tipo A, o sangue que tem na superfície o antígeno A, tem o tipo B que tem o antígeno B e tem o tipo A e B que tem o antígeno A e o antígeno B e tem aquele que não tem antígeno nenhum nessa superfície e aí vai ser chamado, então, de grupo O.
Se você não tem o antígeno A e você recebe um sangue do tipo A numa transfusão, o seu corpo vai reagir a isso como um corpo estranho e pode causar hemólise, a destruição das células, trombose e pode ter um monte de complicação.
Trombofilia, eu tenho um vídeo inteiro falando disso, é aquele aumento do risco de uma trombose. São pessoas que carregam uma doença no sangue e que podem ter esse aumento significativo. São várias doenças genéticas, entre elas o fator 5 de Leiden e outros, mas a gente pode falar em grupos populacionais que tem um aumento desse risco, não por uma doença, mas uma característica genética.
Quando a gente pega só o sexo biológico como indicador, mas há essa diferença. A estatística é que enquanto ocorre a trombose em 93 mulheres a cada 100 mil mulheres, nos homens vai acontecer em a cada 85 homens em 100 mil homens.
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Olá, sou o doutor Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato, e hoje eu vou falar sobre os tipos sanguíneos e sua correlação com as doenças, doenças cardiovasculares. Tipo sanguíneo tem tudo a ver com a cirurgia vascular, afinal a cirurgia vascular cuida da circulação e o que passa dentro da circulação, das nossas artérias, veias, é o sangue. E o tipo sanguíneo, então, influencia em algumas doenças cardiovasculares, e é isso que a gente vai falar hoje aqui.
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E o tipo O é aquele que não tem antígeno nenhum na superfície da célula, então o que a gente tem no final? A gente tem o tipo A, o sangue que tem na superfície o antígeno A, tem o tipo B que tem o antígeno B e tem o tipo A e B que tem o antígeno A e o antígeno B e tem aquele que não tem antígeno nenhum nessa superfície e aí vai ser chamado, então, de grupo O. Os antígenos acabam disparando alguma reação do nosso corpo se você não for preparado para isso. Então o que significa? Se você não tem o antígeno A e você recebe um sangue do tipo A numa transfusão, o seu corpo vai reagir a isso como um corpo estranho e pode causar hemólise, a destruição das células, trombose e pode ter um monte de complicação. Então, os grupos sanguíneos são extremamente importantes na doação de sangue, no recebimento de sangue doador.
Aí a gente tem o tipo A e B, ou seja, quem tem o tipo A e B são as pessoas que podem receber qualquer tipo de sangue A, B ou O, porque eles já estão preparados para esses dois tipos de antígeno, que é o antígeno A e o antígeno B. Your blood type is A, Charlie's was O, and I just came out AB. Ma, that is not genetically possible! Agora, aquelas pessoas que estão no grupo O, não tem antígeno nenhum, eles não estão preparados para receber um sangue nem tipo A, nem tipo B, ou tipo A e B. Então a gente tem que tomar muito cuidado. Quem é portador do tipo A e B, então, é o receptor universal, pode receber sangue de qualquer pessoa.
E o grupo O são aqueles que são os doadores universais, então são as pessoas cujo sangue pode ser aproveitado por qualquer um, aquele que tem o tipo A e que tem o tipo B também. Agora, quando a gente está falando se o sangue é A positivo ou A negativo, esse mais ou menos, depois do grupo sanguíneo, aí ele não tem a ver com essa classificação ABO, tem a ver com a classificação Rhesus. É outro tipo de antígeno, também pode disparar essas reações imunes.
Eu expliquei bastante o tipo A, tipo B, não falei da classificação Rhesus, mas ela também é relevante. Então, o que é interessante é que esses tipos sanguíneos, eles estão relacionados a aumento de algumas doenças. Se você sabe disso, você pode se precaver, você pode saber aonde você tem que focar a sua vida para evitar alguns problemas maiores.
Então, o grupo A, ou seja, o tipo sanguíneo tipo A, ele está relacionado com as doenças cardiovasculares, provavelmente porque esse antígeno está ligado a um aumento do risco de trombose. Esse aumento, ele é pequenininho, não é muito grande, mas é o suficiente para aumentar, estatisticamente, quando a gente avalia em grandes populações, esse risco. Da mesma forma, o grupo O, que não tem o antígeno, ele está relacionado a um menor risco de doença cardiovascular.
E quando a gente está falando de doença cardiovascular, entra aí AVC, derrame, entra o infarto agudo do miocárdio, entra também a trombose, a gente pode falar até de trombofilia, né? Trombofilia, eu tenho um vídeo inteiro falando disso, é aquele aumento do risco de uma trombose. São pessoas que carregam uma doença no sangue e que podem ter esse aumento significativo. São várias doenças genéticas, entre elas o fator 5 de Leiden e outros, mas a gente pode falar em grupos populacionais que tem um aumento desse risco, não por uma doença, mas uma característica genética.
E quando a gente fala de características que podem aumentar o risco de uma trombofilia, consequentemente de uma trombose, até o sexo biológico, gênero, pode influenciar. Então as mulheres têm um risco um pouquinho maior de ter trombose do que os homens. Esse risco é pequenininho, tá? Quando a gente pega só o sexo biológico como indicador, mas há essa diferença.
A estatística é que enquanto ocorre a trombose em 93 mulheres a cada 100 mil mulheres, nos homens vai acontecer em a cada 85 homens em 100 mil homens. Então há essa pequena diferença. A gente tá falando de números pequenos, não tô falando de uma doença em que aumenta significativamente o risco, mas quando a gente olha para o grupo sanguíneo, também tem essa influência.
Tem um trabalho de 2005 que mostra que o grupo sanguíneo que não seja o O tem um aumento do risco de trombose em 2,2 vezes. A gente tá falando de um risco pequenininho, quando aumenta em 2,2 vezes não é tão, pode não ser considerado tão significativo assim. Agora quando a gente pega uma trombofilia, esse risco aumenta em 2,8 vezes.
E aí quando a gente associa o grupo sanguíneo não O, ou seja, o grupo A, B ou A e B associado a uma trombofilia, esse risco vai para mais de 7 vezes. Uma curiosidade é que o grupo O são pessoas que tem um risco menor de contrair malária também. O grupo sanguíneo com o tipo AB, com os dois antígenos ao mesmo tempo, tem um risco um pouquinho maior de apresentar Alzheimer no decorrer da vida.
E o grupo tipo B tá associado com o aumento pequeno aí do risco de câncer de pâncreas. Quando a gente tá falando desses grupos sanguíneos, o que tá relacionado com a minha especialidade, com a doença cardiovascular, com a circulação, é especificamente o grupo A. Agora o que a gente pode falar é que no mundo inteiro, o O positivo é o mais comum, seguido do A positivo e depois do B positivo. E aí, qual que é o seu grupo sanguíneo? Você sabe? Isso é muito importante se tiver um trauma, você precisar receber sangue, é importante saber o grupo ABO que você pertence.
E é muito importante eu falar aqui que você apresentar um aumento do risco não quer dizer que você vai ter a doença, mas sim que você deve ficar atento, deve ter hábitos de vida saudável, deve se precaver, deve visitar o seu médico regularmente. Gostou desse vídeo? Inscreva-se no nosso canal, clica no sininho, compartilha com seus amigos e fica aí que eu vou colocar o próximo melhor vídeo para você assistir.
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.