O episódio aborda o câncer de mama e a reconstrução mamária, enfatizando a importância do diagnóstico precoce durante o Outubro Rosa. Explica-se que o câncer de
Por isso que tem gente que fala tumor maligno, tumor benigno. O tumor benigno é aquele que cresce e não invade os tecidos adjacentes, aqueles tecidos que estão ao redor. Já o maligno é o que é invasivo.
Às vezes um lipoma pode ter um crescimento, numa localização pode estar comprimindo nervos, vasos, então ele também pode ter um comportamento não tão benigno assim.
Do tecido mamário, de forma descontrolada invadindo os tecidos ao redor.
A gente está no dia 6 de outubro, porque é outubro é o mês da conscientização do Câncer de Mama.
Quem veio com essa ideia foi Susan Cammann.
Olá, meu nome é Letícia Miyamoto e está no ar mais um AmatoCache pelo canal do Instituto Amato. Agradeço mais uma vez o carinho da sua audiência para bater um papo aqui comigo sobre tudo que envolve qualidade de vida. Nos últimos episódios contei com a presença do Dr. Fernando Amato para trazer um pouquinho sobre informações aí de riscos de cirurgias plásticas e também sobre procedimentos extremos. Hoje, nesse décimo segundo episódio, conto novamente com a presença do Fernando Amato, dessa vez para falar sobre câncer de mama e também reconstrução mamária. Mais uma vez, obrigada pela sua presença, Dr. Eu que agradeço, Letícia, obrigada por estar participando nesses episódios. Acho que a gente tem conseguido agregar muito ao nosso canal, a sua presença. Vamos lá, né? Vamos já direto ao ponto. Muito obrigada também pelas suas palavras, então já vou começar perguntando já bem direto. O que é, de fato, o Dr. Câncer de Mama? Bom, é o Câncer de Mama, né? Uma alteração. Aliás, todo câncer ele é uma célula do corpo que ela acaba tendo um crescimento descontrolado e invasi, ou seja, ele vai começar a invadir, né? Por isso que tem gente que fala tumor maligno, tumor benigno. O tumor benigno é aquele que cresce e não invade os tecidos adjacentes, aqueles tecidos que estão ao redor. Já o maligno é o que é invasivo. É claro que existem tumores que podem ter um comportamento de crescimento benigno e, dependendo da localização, ele pode ser maligno porque ele pode ser difícil de rececção ou compressão de alguma estrutura mais nobre, né? Às vezes um lipoma pode ter um crescimento, numa localização pode estar comprimindo nervos, vasos, então ele também pode ter um comportamento não tão benigno assim. O Câncer de Mama é um crescimento de células, né? Do tecido mamário, de forma descontrolada invadindo os tecidos ao redor. E só para lembrar, a gente está trazendo esse tema agora no, em outubro, né? A gente está no dia 6 de outubro, porque é outubro é o mês da conscientização do Câncer de Mama. Por isso que ele é desde 1990, né? Quem veio com essa ideia foi Susan Cammann. E essa, e a ideia é de conscientizar a população desse câncer, né? O Câncer de Mama que acomete as mulheres e, por isso, por ser um dos câncer que mais acomete as mulheres, acomete, ele aumenta o risco, a vida da mulher, né? Então, aumenta o risco, é o que mais mata mulheres. Então, se ele é feito diagnóstico precoce, o tratamento é um. Mas, dependendo se espera muito para fazer o diagnóstico, demora muito, o tratamento já é outro e o prognóstico muito ruim. Bom, a gente, inclusive, falando sobre o outubro rosa, né? Tem dados que chamam muito atenção, né, doutor? É um assunto que está em evidência, sempre está, né? Todos os meses aí de outubro justamente por conta dessa pauta, que acabou ficando bem marcado, né? Outubro rosa, mas ainda assim é uma preocupação que precisa existir todos os meses, né? Ao longo aí de todo ano. Olha só, dados do Instituto Nacional de Câncer, projeta que deve acontecer 73 mil 610 novos casos de câncer de mama diagnosticados no triâneo que vai de 2023, desse ano agora, até 2025. Como você disse, doutor, é um dos mais comuns entre as mulheres, de acordo aqui com o Instituto, está atrás apenas do câncer de pele, não melanoma. Então, é questão de prevenção. O que a gente pode dizer em relação a esse diagnóstico? Porque todas as mulheres estão sujeitas a passarem por isso, né? Então, quais são os cuidados que a gente deve tomar? É, bom, a prevenção, né? A gente, quando a gente fala em prevenção, a gente traz juntos fatores de riscos, né? Desistem aqueles fatores de riscos que a gente, que a gente não consegue mudar, né? Por exemplo, o fato de ser mulher, né? Já aumenta o risco, né? O, a exposição hormonal, então, é uma puberdade precoce antes dos 12 anos, uma menopausa tardia depois dos 55 anos, não ter filho, né? Então, tem mais tempo de exposição hormonal, uso de, alguns hormônios de reposição, tratamento de reposição hormonal, todos esses são fatores de riscos e também algumas exposições a radiações, que é mais raro, mas também tem aqueles que a gente consegue mudar bem, né? Que é o relacionado ao sedentarismo, né? Então, a obesidade é um fator de risco para o câncer de mama. Então, é algo que pode trabalhar, o consumo de bebida alcoólica, tabagismo. Então, dentro dessas visões, dessa visão dos fatores de risco, a gente consegue prevenir, de alguma forma, né? O câncer de mama promovendo qualidade de vida e estilo de vida. E quando a gente fala de diagnóstico, né? O diagnóstico, a gente pode fazer um rastreamento, a mamografia, ela serve para identificar a lesão de forma precoce, né? Acho que seria o melhor exame para fazer um rastreamento. Mas também a história familiar de alguém com câncer de mama, né? Na família, isso também muda, até chama mais atenção quem tem alguém na família que teve câncer de mama, deveria estar, iniciar esse rastreamento de forma mais precoce e dependendo da proximidade do familiar, né? Às vezes, mãe e irmã, talvez isso, na verdade, isso é um indício para que você comece antes esse rastreamento. E pode ser feito testes genéticos também, como o gene BRCA1 e BRCA2, também estão muito relacionados ao câncer de mama. Então, quem tem essas alterações até pode ser considerado uma mastectomia que é retirada da mama de forma profilática. Que é uma forma de prevenção para ficar bem claro aqui para quem está nos acompanhando, não é envolvido muito com a área da saúde. Existe a possibilidade de casos, tem acasos na família, como o senhor falou, quanto mais próximo, por exemplo, a mãe dessa mulher foi diagnosticada, existe a possibilidade de fazer a retirada da mama e é colocada possivelmente de uma prótise já para poder prevenir essa a retirada da mama de forma profilática, ela tem seus riscos também, não é só o benefício de diminuir o risco do câncer de mama, mesmo porque o risco ainda vai existir, porque quando se tira a mama, a gente tira de uma forma macroscópica, que é o que a gente consegue ver na cirurgia e pode ser que ainda tem algum vestígio de tecido mamário, então você faz uma cirurgia que mais reduz o risco de desenvolver, mas é mesmo assim, ainda pode desenvolver e uma cirurgia que é muito mais agressiva, porque você tira um tecido mamário, sobra pele e gordura, então ainda pode ter um resultado estético não satisfatório e tudo deve ser considerado quando se propõe uma cirurgia dessa com paciente, qual seria o melhor momento para essa paciente realizar a cirurgia, então fez um diagnóstico com 18 anos, já vai fazer uma mastectomia e reconstrução com prótise, sendo que essa prótise vão ter todos aqueles riscos que a gente já comentou num outro episódio, então tudo isso tem que ser levado em consideração até na fase de vida da paciente, às vezes fazer o acompanhamento por um tempo, até mesmo para essa paciente, às vezes poder ter filho, amamentar, tudo isso tem que ser considerado na hora de propor uma cirurgia profilática para paciente. No caso dessa cirurgia profilática, tira toda a mama? Exatamente, tira toda a glândula pode ser preservado, na verdade como é profilática, a gente tenta preservar, preserva o bico, a réula, mas todo o restante da glândula mamária é retirada na cirurgia. Agora em questão de rastreamento e diagnóstico, uma dúvida que é muito comum entre as mulheres que têm a prótise de silicone, costuma ser da mesma forma, o exame, elas precisam passar ainda caso tenha feito a retirada total e colocou a prótise, naquele exame de rotina, que é uma vez por ano, uma vez a cada seis meses, que precisa fazer uma vez por ano, que precisa passar por anualmente. O recomendado de rastreamento pela OMS é 40 anos, acima de 40 anos fazer a mamografia normalmente e no SUS, ele recomenda a partir dos 50, mas isso a gente está pensando de uma forma populacional, então às vezes pode ser feito antes uma mamografia, mas também uma mama fazer mamografia numa paciente de 20 anos também não vai ser muito produtiva, porque a mama é muito glandular, então por isso que muitas vezes se faz ultrassom, mas o exame de rastreamento para câncer de mama o melhor é a mamografia, porque vê as calcificações que é característico do câncer de mama. É claro que a ciência está indo em uma direção, em que a detecção precoce em breve vai ser por coleta de sangue, então tem outras alterações que isso vão aparecer precoce, mas atualmente o preconizado é fazer a mamografia a partir dos 40 anos, anualmente se não tiver história de ninguém familiar, nem mãe nem irmã, se tiver aí tem que fazer mais cedo e ultrassom ele pode ser complementado principalmente para essas mamas que são mais glandulares e a ressonância magnética é um exame que vê muitas alterações, mas é um exame caro e pode até atrapalhar e vai acabar vendo tanta alteração que as pacientes podem fazer cirurgias e procedimentos de forma desnecessária, então para o rastreamento não se faz mamografia, não se faz ressonância, então a paciente que colocou prótesse, sim, ela pode fazer a mamografia, tem uma posição que se faz para poder deslocar a prótesse num sentido e a glândula mamária em outro para que se possa ser visto todo a glândula mamária, ultrassom ajuda a ver a superfície até do implante, mas não consegue ver o implante e a ressonância seria o exame mais indicado às vezes para quem tem prótesse para ver alterações no implante. E caso a pessoa tenha feito essa retirada da mama no caso de ter uma mãe por exemplo que teve a doença diagnosticada, ela fez a retirada total e colocou o silicone, mesmo com a retirada total ainda precisa passar por esse exame de rotina anualmente? Se ela tem o risco aumentado de câncer, ela vai ter que ter um acompanhamento, até mesmo que vai ter demandas do próprio implante, alterações do implante, essas doenças genéticas elas não atingem somente a glândula mamária, ela pode ter alteração, pode comprometer até ovários, então elas são doenças sistêmicas, então o risco aumentado pode parecer para outras lesões, então tem que ter, não vai fazer cirurgia, vou fazer essa cirurgia, vou me livrer livre, não vou precisar, não, precisa ter algum acompanhamento. Eu cheguei a ver aqui também que de acordo com o instituto mostra que quando a doença é descoberta no início, a chance de sobrevivência, apesar de ser um assunto que ainda causa muito medo para as mulheres, passa dos 95%, então está aí também a necessidade desse acompanhamento, da importância dessa pauta que é reforçada no outubro rosa, porque é um índice muito alto, não é doutor? É exatamente isso, o diagnóstico precoce, ele muda, ele muda a cirurgia, ele muda o prognóstico, então é muito comum fazer, é importante fazer o alto exame, o alto exame é importante, não vou tirar a importância do alto exame, o alto exame é importante para a paciente até pode identificar uma lesão, mas muitas vezes as lesões que são identificadas no alto exame, elas poderiam ser diagnosticadas muito antes se o paciente estivesse fazendo uma momografia, então a momografia às vezes ela vê muito antes dessa lesão crescer, ela vê a pequena alterações menores, então isso é importante para os pacientes entenderem que o alto exame tem seu valor, mas que se for, não quero fazer a momografia, vou fazer só o alto exame, então isso pode retardar o diagnóstico e mudar o prognóstico, então esse é o grande ponto, porque é uma doença que tem tratamento e cura em muitos casos. Em questão de tipos do câncer aí que podem ser diagnosticados, o que a gente pode citar sobre esses tipos mais comuns, isso muda na questão da reconstrução ou uma mária, tem alguma, olha isso a gente pode fazer, pode colocar uma prótise dependendo do tipo que você foi diagnosticada ou independente disso? O câncer de mama ele tem vários subtipos e graus de invasão, então também tem a classificação de radiológica, quando faz a mamografia que se pode ou não ter alteração da lesão, para ver se pode ser câncer ou não, que é o brilhades 1, brilhades 2, brilhades 3, a partir do brilhades 3 já começa a fazer algum acompanhamento, que é uma lesão que pode ter algum risco, mas pode ser feito uma biópsia, e agora os tipos, cada vez mais se investiga a parte genética, como que pode ser esse tratamento, então muitas vezes quando tem uma alteração de exame, mamografia acaba complementando com uma ressonância, faz uma biópsia, faz uma punção, uma retirada, uma corebiópsia, uma mamotomia e com esse material ele vai falar o subtipo do câncer e assim ser proposto o tratamento, o tratamento ele pode ser uma recepção somente do tumor com uma com um tecido, com uma margem de segurança ou pode ser uma recepção de um quadrante da mama, ou mesmo a recepção da mama inteira, e o que vai também diferenciar é se tem comprometimento dos linfonodos, das ínguas que ficam debaixo da axila que o pessoal fala, mas a gente, o mastologista acaba verificando se tem um linfonodo, se tem linfonodo comprometido no exame, já é preciso fazer a retirada dos linfonodos, ou se não tem é retirada o primeiro linfonodo que tem comunicação com o tumor, tem alguns exames que podem ser feito isso no intraoperatório, que é a injeção às vezes de até substâncias radioativas, que é como o tecnesio 99, que aí vai com um aparelhinho e identifica que esse linfonodo, e também pode ser usado um azul patente que é secolore, também próximo do tumor, e o linfonodo fica colorido, fica azul, então existem algumas maneiras de você identificar o linfonodo centinela, e esse linfonodo centinela é estudado, e esse estudo, muitas vezes é feito no intraoperatório, durante a cirurgia, e aí se tiver comprometimento aí, a cirurgia pode mudar a abordagem e até tirar mais linfonodos, aí fazer um esvazamento axilar, e tudo isso vai estar relacionado ao comprometimento, ao tipo histológico do tumor, ao comprometimento dos linfonodos para se determinar qual que é o melhor tratamento, então muitas vezes o tratamento cirúrgico do câncer de mama pode ser até mudado no intraoperatório, de acordo com o comprometimento do tumor, porque pode ter crescimento do tumor desde o último exame, então pode ter essas alterações, assim como o estudo antes da cirurgia do tumor pode permitir o uso de algum que me fazer uma quimioterapia antes da cirurgia, e isso muitas vezes pode diminuir o tumor e mudar o planejamento cirúrgico, então olha só que interessante, tem uma, às vezes tem paciente que tem um tumor, que a indicação seria uma mastectomia, mas pode ser feito uma quimioterapia que reduz o tumor e a abordagem pode ser uma recepção parcial da mama, então tudo isso deve ser considerado no tratamento da mama, caso a caso, caso a caso, e dependendo depois que retirou o tumor, retirou os linfonódios e fez o estadiamento da doença, pode ser complementado com quimioterapia ou radioterapia, então é um tratamento muito complexo, multidisciplinar, que envolve oncologista, mastologista e o cirurgião plástico, o cirurgião plástico, que é onde eu me encontro, eu acabo ficando com a reconstrução, e tudo isso interfere a decisão cirúrgica, o planejamento cirúrgico, porque às vezes eu não sei o que eu vou ter que fazer numa cirurgia, quando a gente vai ajudar numa reconstrução de mama numa paciente, a gente tem que ir preparado para diferentes cenários, às vezes a gente tem que considerar uma cirurgia mais conservadora ou às vezes uma cirurgia mais radical, isso muda material, muda o tempo cirúrgico, então tem que conversar com paciente as diversas possibilidades e o paciente tem que confiar que a gente vai tentar fazer o melhor possível com o que acabou ficando lá de mama, é claro que uma equipe bem trozada, bem alinhada facilita, então um mastologista que você está habituado a fazer cirurgia em conjunto, melhora muito tanto para o paciente quanto para os cirurgiões, o fluxo, a cirurgia flui muito melhor, então basicamente seria esse o tratamento. Legal, e agora já abordando essa questão da reconstrução que você citou que depois que foi feito o diagnóstico, foi decidida a melhor técnica tanto cirurgia ou quimioterapia ou que vai ser feito em relação a isso, partir do momento da reconstrução, o próprio nome já diz, a reconstrução seria uma reparação da mama da mulher que teve que passar por esse procedimento, mas queria que você explicasse de uma forma mais clara como que funciona a reconstrução, que ela envolve, a questão só estética ou não? Bom, eu só vou ver que se eu consigo aqui colocar uma aula aqui, eu vou colocar uns quadros aqui, mas antes enquanto está colocando, a gente tem que levar em consideração o formato da mama, o tamanho da mama, o desejo da paciente, tudo isso tem que ser considerado, tem que ser conversado, não adianta chegar lá e falar assim, não vou fazer igual. Muitas vezes a paciente, o outro lado da mama da paciente normal, não é agradável, ela quer mudar também, então às vezes a gente tem que operar as duas mamas, as duas precisam ser operadas para ficarem mais simétricas, às vezes a paciente tem uma mama muito flácida e a gente precisa reduzir ela ou colocar prótes também, a mama contra lateral. Então, consegue colocar aqui a ajuda dos universitários aqui, então a gente tem uma equipe aqui muito grande de edição. Bom, então quando entrar aqui, eu vou começar, eu já vou falando, tá ok? Ótimo, então aqui do lado tem um relógio e por que que eu tenho esse relógio? Porque é o tempo, mas esse é o tempo de cirurgia, porque a reconstrução ela não precisa ser feita de imediato, a paciente pode optar para fazer uma reconstrução num segundo tempo, então ela fez a retirada da mama, ela pode fazer a reconstrução de forma tardia em outro tempo, então ela quer resolver o câncer, tira o câncer, resolveu, aí depois eu faço a cirurgia de reconstrução ou ela pode ser feita de forma imediata, ou seja, nesse mesmo tempo. Ah, é muito melhor fazer no mesmo tempo, nem sempre, né? Às vezes a cirurgia é uma cirurgia de muito demorada, muito difícil, ou a paciente tem outras doenças como orbidades, que às vezes precisa de uma UTI, então tudo isso tem que ser considerado e conversado com o paciente, tem que ser explicado. O paciente tem direito dos dois, mas não necessariamente ele é o indicado para os dois, né? Então, vamos, a gente acaba avaliando, quando faz a cirurgia, a fez a cirurgia, o que a gente vai encontrar? Qual que é o tecido que a gente está encontrando? Qual que é a falha de que o mastologista deixou, né? Então, às vezes podem ter recepções muito grandes, numa mastectomia, e a gente tem que considerar essa falha, como que a gente pode reconstruir, né? Então, a gente tem que, tem várias maneiras, podemos usar próteses de mama, podemos usar expansores, próteses expansores, podemos usar retalhos locais, podemos usar os retalhos locais que seriam tecidos, como se fosse uma mamoplastia, podemos usar o retalhos que vêm das costas, podemos usar retalhos que vêm do abdome, quando eu digo retalhos, é um tecido da própria paciente que vai ser utilizado para reconstrução. Uma opção é o expansor mamário, é uma bexiga que a gente coloca dentro do paciente, fecha e deixa o paciente no proambulatório, no consultório, a gente acaba enchendo com um soro. Então, tem alguns modelos aqui, ele tem uma válvula, válvula pode ser dentro dessa bexiga, é uma bexiga de silicone, eu gosto de falar de bexiga, porque as pessoas entendem que é de encher, ou pode ter uma válvula que a gente deixa um pouquinho mais distante da mama para poder encher, e depois a gente troca para um implante de silicone, eu acho que eu tenho um videozinho aqui, olha, tem um videozinho, então a paciente tem mastectomia bilateral, e a gente localiza a válvula com um imã, e com esse imã a gente vai com uma agulhezinha, funciona e enche de soro, e vai expandindo esse tecido, e aí depois que expandiu, expandiu, expandiu, a gente consegue trocar e colocar uma prótesis de silicone, é uma técnica mais tranquila, porque a gente acaba usando o tecido mesmo, local da mama, e muitas vezes a gente pode fazer a cirurgia de mastectomia, e já quando é feita a mastectomia, a gente coloca o expansor, não faz nada, deixa para fazer essa expansão depois, no ambulatório, então a gente faz a reconstrução por etapas, isso é uma maneira de a gente poder viabilizar a reconstrução do paciente, não vai fazer nada quando faz a mastectomia, então a gente acaba viabilizando. Então nem sempre a pessoa fez a cirurgia, fez a retirada da mama, e ela já vai poder fazer colocar a prótesis, às vezes precisa passar. Exatamente, às vezes não tem tecido suficiente, então tem um modelo aqui que eu estou mostrando, que tem a bichiguinha, tem enchendo de soro, e depois a gente troca por um implante. Uma alternativa para a reconstrução de mama, que a gente tem usado bastante, é enxerto de gordura, às vezes pode ser complementado até quando a gente tem um expansor, para melhorar a espessura do tecido, porque às vezes o paciente tem só pele ali, a gente pode usar o enxerto de gordura, não é muito comum, porque ele não dá tanto volume, então é muito comum usar só o enxerto de gordura, mas ele é uma cirurgia que a gente acaba complementando muito nas cirurgias, tanto estética quanto reparadoras da mama, porque corrige pequenas depressões e regularidades na pele. Então até mesmo quando tem implante, a gente pode fazer o enxerto de gordura, é uma alternativa que a gente tem utilizado bastante, chama de cirurgia, homoplastia híbrida. Então como eu mencionei, dependendo da falha, quando tira só uma região a gente pode usar os tecidos ao redor da mama para reconstruir, preservando um formato de mama, diminuindo um pouco o volume. Tem a reconstrução em que a gente usa o músculo das costas, a gente chama isso de músculo grande dorsal, então tira o músculo, uma ilha de pele e aquela pele que fica no sutiã ali atrás, então é exatamente aquela que a gente tira levando o músculo e isso para cobrir o implante e ter tecido para fechar a pele. Então esse é um outro esquema dessa cirurgia e o resultado nas costas é para ficar uma linha onde tem a linha do sutiã mesmo e fica com uma ilha de pele na falha onde foi retirado o tumor. Também tem a reconstrução com o abdômen, com o músculo do abdômen que leva uma ilha de pele, às vezes essa cirurgia é uma opção porque a paciente que tem um abdômen maior acaba parecendo uma abdômenoplastia, mas não é uma abdômenoplastia e também é possível fazer como autotransplante, ou seja, ser retirado aquele tecido e fazer anastomose, juntar um vaso com o outro, preservando um pouquinho mais da musculatura, então é uma cirurgia mais complexa. E a reconstrução da arela, do bico, a gente consegue fazer com tecidos locais ou mesmo encherto de pele da outra arela. Então, por exemplo, tem pele ao redor da arela que estava normal, a gente pode usar pele de lá ou mesmo a papila que é o bico, a gente diminui de um lado e coloca do outro. Então a reconstrução é muito dinâmica, a gente tem que adaptar a demanda do paciente e tem que ser totalmente individualizado. A gente não pode sair fazendo a mesma cirurgia para todo mundo, a gente tem que fazer a cirurgia que o paciente precisa. Então, basicamente era isso que eu queria mostrar aqui nas aulas, nas maneiras. Exatamente. E essa questão de fazer tanto no momento da retirada ali da mama por questão do câncer e já fazer a reconstrução no momento ou a reconstrução tardia, quais são as principais diferenças? Isso vai só da escolha da paciente ou tem questões médicas também envolvidas nisso? Não, com certeza. Então são questões médicas, né? Às vezes a paciente tem uma idade já avançada e pode não ter uma condição clínica muito boa. Então pode ter diabetes descontrolado, pressão alta e isso vai aumentar o risco cirurgico do paciente. Mas a gente não vai ficar esperando o paciente controlar todos esses riscos, né? A gente pode preparar para uma cirurgia, mas a gente não pode, muitas vezes a gente tem que fazer a cirurgia porque senão a gente perde o melhor tempo para fazer a cirurgia. Então existe um preparo, mas ele não pode ser tão demorado. Então, dependendo das condições clínicas do paciente, a gente pode optar para fazer no segundo tempo. E até mesmo o paciente, tem paciente que às vezes fala assim, poxa, eu quero me ver livre do câncer. Gostaria de fazer a cirurgia, quero me ver livre do câncer, tira e depois eu penso nisso. Então eu já vi paciente com essa opinião, né? Claro, doutor, eu queria só saber sua opinião, se não estou errado, como que a reconstrução tardia. O importante é que esses pacientes, eles têm direito tanto no SUS quanto no convênio para fazer essas cirurgias. Então isso que é um ponto que eu ia citar aqui. No momento que o médico já chega e fala, olha, o melhor tratamento vai ser a cirurgia e o paciente já se prepara para isso. Nesse estágio já há a necessidade de ter uma conversa com o cirurgião plástico que vai falar da reconstrução antes do momento da cirurgia, para já avaliar se a reconstrução vai ser feita no momento ou depois. Exatamente, esse é o cenário ideal. Aliás, essa é a equipe ideal. Eu, como cirurgião plástico, eu preconizo o tratamento de uma equipe multidisciplinar, envolvendo mastologistas, cirurgião plástico e ter essa troca de informações, porque a gente compartilha o paciente, a compartilha as responsabilidades. Existem, por exemplo, mastologistas que acabam querendo fazer a própria reconstrução no mesmo tempo e já é a rotina deles fazer tanto a retirada como a reconstrução. Eu vejo vantagens nisso, mas eu também vejo desvantagens, até mesmo porque quando você vai, pelo menos eu vejo, se você vai tirar um tumor e você começa a pensar na reconstrução, você vai ficar com muito medo de tirar o que precisa. Às vezes você pode tirar de menos. Essa é uma teoria. Se você já vai reconstruir, se eu tirar demais, vai ficar mais difícil para reconstruir. Obviamente que não é bem assim, mas o trabalho em conjunto de um mastologista com um cirurgião plástico, ele fica muito mais enriquecedor para o paciente. O paciente vê várias opiniões, ter esse contato, ter essas explicações, saber que etapas, o que que esperar da cirurgia e direcionar. Você vai fazer a cirurgia naquele mesmo tempo cirúrgico ou se vale a pena esperar. Sempre vale a pena fazer alguma coisa na cirurgia, então pelo menos colocar um expansor, vale a pena. Mas tem paciente que às vezes não quer, que nem eu falei. Às vezes a paciente quer colocar, que é só que reduz a outra mama, então tudo isso tem que ser muito alinhado com o paciente. E outras, tem pacientes às vezes que são tabagistas, obesos, então isso pode aumentar o risco de complicações na reconstrução. Então às vezes fazer a reconstrução pode piorar a recuperação do paciente para iniciar uma radioterapia, uma quimioterapia. Então isso tem que ser considerado e conversado com o paciente. Há riscos dessa reconstrução? Sim, a reconstrução pode prejudicar às vezes o tratamento, a continuidade do tratamento. Então se tem sofrimento de pele, necrose, se tem exposição do implante, infecção, isso pode atrasar, cicatrizar e o paciente, por exemplo, iniciar a químio e radioterapia. Como que a vida desse paciente, depois sem contar, sem a gente citar essas questões das complicações que você já falou, depois fez a prótese a gente já sabe, que precisa ter a manutenção e tudo mais. Mas nessas outras opções que a gente mostrou, é uma vida normal, precisa ter um acompanhamento também em relação a isso, como que funciona? O precisa ter um acompanhamento, sim. Muitas vezes quem acaba fazendo o acompanhamento é o mastologista por conta da doença, ter certeza que teve o controle da doença, mas o implante pode ter contratura capsular, pode ter endurecimento, pode precisar troca de implante, pode precisar do enxerto de gordura. Então às vezes o paciente pode, como tem a pele e a gordura, a camada de gordura é mais fina, o implante pode ficar visível, então muitas vezes vão precisar de outras etapas cirúrgicas. Então o paciente tem que estar preparado, que não vai ser só uma cirurgia, não é uma cirurgia estética, a reconstrução de mama no câncer é uma cirurgia reparadora e tem seus riscos. Melhora muito para o paciente, vale a pena, eu recomendo que a paciente que tem desejo, que está nessa situação, tem desejo de reconstruir a mama, que entenda as possibilidades, os riscos, mas que considere, porque melhora muito a autoestima, é uma maneira de reconstruir a autoestima dessa paciente, então ela tem o seu momento de luto, mas pelo menos tem algum momento de reconstituição, então isso é muito importante para a mulher, eu acho que trabalhar, ter tido a experiência de ter feito reconstrução de mama no SUSE, eu fiz bastante, então você vê o que muda isso na vida da mulher, tem pacientes que às vezes estão cinco, cinco ou dez anos esperando uma reconstrução, porque fizeram a mastectomia e não fizeram a reconstrução imediata, quando você reconstruir a mama, pacientes se sentir mulher às vezes de novo, tem um reganho de autoestima, então isso faz uma diferença muito grande, então por isso que eu acho que é um tema extremamente importante, é conversar sobre a reconstrução de mama. Agora ainda nesse lado do SUSE, que você citou agora desse tempo, que eu não sabia que chegava a ser tão grande em alguns casos, de cinco, dez anos de pacientes que não fizeram ali no momento e que esperam para fazer reconstrução, não sei se também você vai saber me responder isso, mas existe um limite de tempo, porque não no sentido de que ela está apta a fazer a cirurgia, mas que o SUSE precisa disponibilizar essa reconstrução para paciente? Eu não me recordo de ter lido uma lei, teoricamente o SUSE já deveria ter absorvido isso, então existem, por exemplo, em São Paulo a fila não é tão grande, tem serviços que acabam fluindo muito melhor, mas tem pacientes que são do Brasil inteiro e que não têm nem material para fazer reconstrução, apesar do SUSE disponibilizar isso, não disponibilizem algumas regiões, não tem estrutura, não tem material, não tem implante, não tem médico apto para isso, então o Brasil é muito grande, então com certeza tem pacientes que estão na fila há muito tempo, então aguardando fazer uma reconstrução e acabam dando azar, porque tem filas que vão mais rápido, menos rápido, porque não é uma fila única no Brasil inteiro, são filas por serviços, então tem serviços que são mais ágeis e outros um pouco mais demorados, então o SUSE acaba direcionando esses pacientes que dão aguardando para serviços que conseguem atender, mas aí com certeza vão encontrar pacientes que já estão há muito tempo aguardando, inclusive com a pandemia esses pacientes ficaram de lado, com certeza, muitas pacientes, fora as que fizeram o diagnóstico tarde e tiveram o comprometimento da vida, porque demorou para fazer o diagnóstico e acabou sendo fazendo o diagnóstico tarde e entraram naquela porcentagem de mortalidade, vão ter pacientes que estavam na fila e alguns serviços fecharam, pararam de atender, então a fila só aumentou. Então justamente isso da pandemia, eu lembro que fazendo reportagens em relação a esse assunto, que o número de mulheres diagnosticadas nessa forma já tardia do câncer, que a gente pode dizer assim, é numa forma mais perigosa da doença, não sei se esse termo está certo, mas que com a pandemia isso aumentou demais justamente por isso que você falou que as mulheres deixaram de muitas vezes fazer o exame de rotina por conta das restrições, isso já vem se recuperando? É, já tem uma normalidade, tanto é que todo mundo já está indo atrás, já parou aquele negócio de ficar em casa e não fazer nem exame de rotina, mas realmente no meio da pandemia ali em que em 2020, 2021 muitos pacientes faziam o diagnóstico com alto exame, então teve até paciente próxima que entrou em contato que, ah, estou com caroço, mas está fazendo o face mammografial, não estou fazendo porque já faz dois anos por conta da pandemia, então a gente viu muito paciente fazer o diagnóstico já atrasando, já com um pouco mais tarde e também no sul, eu tive a oportunidade de ajudar uma colega minha numa reconstrução de mama e que a paciente estava com um tumor enorme, comprometeu totalmente o retardo no atendimento, totalmente paciente, a gente fez uma cirurgia higênica para limpeza, então é muito triste você ver essa realidade, então fazer a mammografia, fazer os exames de rotina é fundamental, agora no último ano aí eu já tenho visto que as pessoas já estão voltando a fazer exames e exames até exagero de exame, porque as pessoas já estão fazendo, tem exames de sangue que fazem todo mês, não precisaria, não preocupação e excesso, e essa questão também de diagnóstico ter um certo medo, as mulheres não sabem como vai ser a questão justamente da reconstrução, não sabe como vai ficar o posmo, essa questão estética, que é muito importante para mulher, existe um certo preconceito pelo que você vê também no constório quando as mulheres fazem, tem um diagnóstico do câncer, existe um certo medo de como vai ser esse pos ou de mesmo preconceito em relação a isso de fazer essa reconstrução? Na verdade, as pacientes que vem no constório, muitas vezes elas estão em negação ainda do câncer, elas nem fizeram raciocínio que elas tenham câncer, então muitas vezes quando vem encaminhado, no constório não tive, as pacientes são um pouco mais esclarecidas, mas no sul teve algumas pacientes que eu atendi para orientar a reconstrução, elas estavam com a cirurgia já agendada, passaram com a cirurgia plástica para orientar a reconstrução, e a paciente não tinha entendido que ela ia fazer uma mastectomia, então há esse ponto porque não caiu a ficha, então existe esse momento de negação da paciente, então a cirurgia plástica na verdade não vem como um fator de reconstrução, não vem como um fator ruim e preconceito, na verdade vem como algum conforto para o paciente para ela não ficar sem nada, o doutor vai ficar sem nada, vai ficar sem bico, então quando a gente começa a orientar, existe sim uma dificuldade do paciente entender as possibilidades, no consultório, particular ela entende a cirurgia do tratamento do mastologista, mas também ela fica querendo um resultado mais estético ainda, mas a gente tem que explicar que é uma cirurgia reparadora, então a gente vai tentar trazer o resultado mais estético possível, mas não é estético, é uma cirurgia reparadora, e a gente tem que ter plano A, plano B, plano C, e vai depender do tratamento cirúrgico de acordo com o mastologista, o que que o mastologista propôs e o que que ele pode mudar na conduta dele de acordo com a patologia, o patologista vai lá, avalia a peça, se tiver alteração, que alterações podem vir naquele caso que podem mudar a nossa conduta na reconstrução de mama, então por isso que eu falo, tem que ser uma conversa, tem que ser uma equipe muito entrosada, então olha, eu estou pensando em fazer isso, mas talvez tenho que fazer aquilo, aí eu me preparo como cirurgião plástico pra vou fazer essa reconstrução ou aquela dependendo do que o mastologista for fazer. Há possibilidade desse trabalho conjunto mesmo quando o mastologista não é um parceiro já seu da sua clínica, por exemplo? Sim, sim, existem outros colegas, mas se me chamar, ah, você vai numa reconstrução lá, é um mastologista, se a gente não tem nenhum contato com o mastologista, é melhor não ir, né, então se alguma paciente minha de estética, aí eu vou fazer a reconstrução, você iria e se eu não conheço, é melhor não ir. É uma recomendação, é uma experiência que colegas meus já tiveram de ir lá pra fazer a reconstrução e se arrependerem porque não tinha um bom relacionamento no entro em sintonia com o mastologista, mas é uma possibilidade, né, vou fazer a retirar, até mesmo conta de horário, disponibilidade de horário, então esse contato, essa sintonia, pelo menos uma conversa antes, ligar, conversar, isso é fundamental. Tem um mastologista que faz a reconstrução, que nem eu disse, isso tem um, tem cada vez mais mastologista fazendo a reconstrução, mas como eu preciso de um plástico, eu ainda acho que não seja mais adequado, eu acho que a gente que mora em São Paulo, a gente tem uma diversidade de especialidades e a gente quer ir fazer todo o processo, né, então talvez faça muito mais sentido pra quem tá no interior do Brasil, que não tenha disponibilidade das especialidades e ele mesmo vai ter que fazer todo o tratamento, inclusive a parte oncológica, né. Envolve também, é muita coisa, né, pro paciente, tô pensando agora no lado da mulher, né, que foi diagnosticada muita informação, às vezes quando a pessoa não tá esperando, recebe o diagnóstico e já pensa como vai ser cirurgia, se vai ter um tratamento depois envolvendo quimioterapia, radioterapia, fazer a reconstrução, é realmente muita coisa, né, pra pessoa entender. Envolve também uma questão, prepara psicológico. É, exatamente, é muita coisa, em curto período de tempo, precisa ter um amparo psicológico, né, então às vezes é importante envolver uma equipe multidisciplinar com psicólogo, que tem alguém pra conversar, pra fazer, é muito bom ter acompanhantes, né, então eu sempre chamo algum, algum irmã, algum amãe, ou marido, filho, que esteja junto pra entender, né, pra ficar claro, quais são os tratamentos que estão sendo propostos, e quais são os riscos, os benefícios, então, e a paciente vai ter um curto período de tempo pra se preparar, fez o diagnóstico, vai ter que correr atrás de exames pré-operatórios, vai ter que se preparar em casa, vai ter que conversar, entender a cirurgia, e vai querer operar o mais rápido possível, então tudo num curto período de tempo, então é uma pressão muito grande pra mulher. Com certeza, agora entrando nessa questão também aí de pós, né, que é uma forma de uma opção talvez pra essa mulher, talvez seja algo que chega a ser polêmico, eu vi que tem uma cirurgia, uma cirurgia não, desculpa, uma tatuagem que faz esse papel da reconstrução, que é como se fosse da Urela que fala, que faz a reconstrução nesse sentido, de pessoas que tiveram câncer, fizeram a retirada, não colocaram próte, não fizeram nada, e só fazem essa tatuagem como forma de reconstrução, isso é algo que já tem um estudo em relação a isso, sabe me dizer, se isso traz algum prejuízo por ser uma tatuagem ali naquele lugar que passou por câncer? O ideal é a micropigmentação, que precisa ser retocado com um tempo, e é uma alternativa micropigmentação, e eu prefiro, quando vou reconstruir uma arela, tentar utilizar tecidos do próprio paciente, então a papila, o bico, a gente pode reconstruir tanto com um pedacinho da papila do outro lado, do lado que estava sadio, ou mesmo fazendo um retalhos, usando tecidos locais para fazer a projeção, e a parte escura que é a arela, eu posso utilizar assim tecido da outra mamãe, quando a gente vai fazer uma redução da arela do outro lado, ou mesmo usando pele de outras regiões do corpo, por exemplo, numa parte interna da coxa, ela é mais escura em muitas mulheres, e é uma cor bem semelhante a da arela, então a gente acaba usando isso para deixar escuro, mas a micropigmentação vem para complementar, porque tem pacientes que não têm uma pele tão escura, ou mesmo faz a reconstrução e não fica com uma pigmentação tão boa, ou não quer fazer algum procedimento cirúrgico, então é até interessante que eles conseguem fazer até uma simulação 3D da reconstrução, então é uma sombra, funçombreamento, então fica muito bonito, tem trabalhos muito bonitos de micropigmentação, eu acho que é uma alternativa, eu acho que também pode ser usado como um complemento, às vezes ao redor da cicatriz, ainda fica que está numa cor não tão boa, então você acaba deixando mais natural, então a micropigmentação é uma alternativa e muito bem vinda. Que é também, então não traz prejuízo nessa questão de se complementar a reconstrução. Exatamente. Agora falando um pouquinho, só a gente já está com o tempo meio apertado, mas falando um pouquinho rapidamente sobre a cicatriz, existe alguma forma de diminuir essa questão da cicatriz, alguma algum outro tipo de técnica ou algo que pode ser feito em relação à cirurgia plástica, porque a cicatriz incomoda muitas pessoas, e como a região da mama é algo muito importante para a mulher, eu imagino que a cicatriz, até quando é só uma prótise, assim a questão do diagnóstico de câncer, as mulheres já se preocupam de como vai ficar isso no pós-operatório. Existe alguma técnica nesse sentido? A cicatriz, ela vai depender do que foi retirado, então basicamente vai depender do diagnóstico, proposto inicialmente de acordo com a lesão, é claro que tem cirurgias mais agressivas e também do estádio da doença, então uma doença mais avançada vai ter que tirar mais pele, se é um estágio inicial, não precisa nem tirar pele, então aí os cortes podem ser menores em localizações estratégicas, então no suco da mama, ao redor da arela, e aí não precisa se preocupar tanto com a cicatriz, mas isso tudo vai depender do diagnóstico, do diagnóstico mais precoce e também da equipe médica, então nem sempre a mastectomia é a primeira indicação, pode ser feito um quadrante que tira só uma parte da mama, e no quadrante, se o quadrante for um quadrante inferior, que é a parte mais baixa da mama, abaixo da arela, pode ser feito como uma cicatriz semelhante a de mamoplastia redutora, é retirado o tumor e a paciente ainda fica com resultado muito similar a mamoplastia redutora, então por isso que é importante esse relacionamento do mastologista de falar o que ele vai tirar e do cirurgião plástico falando das opções, então esse plano estratégico, esse alinhamento de conduta é extremamente importante para tentar trazer a melhor cicatriz, com certeza, as cicatrizes a gente não tira, a gente só aumenta elas, então a gente tem que pensar a localização que vale a pena colocar uma uma cicatriz, às vezes vai fazer uma biópsia de uma lesão, que precisa ter um diagnóstico, tem que ter uma localização que seja favorável, uma reconstrução futura, então tudo isso tem que ser considerado, então a cicatriz, ela é importante para você ter uma melhor cicatriz, tem o planejamento de onde você vai ser feito essa cicatriz, e para ter uma cicatriz menor no câncer de mama, o diagnóstico precoce, ele é fundamental. É em questão desse, agora só para a gente retomar a questão do diagnóstico, porque a gente já falou um pouquinho no início sobre isso da prevenção, então aquela questão de exercício físico, a qualidade de vida mesmo que a mulher tem, é capaz de evitar uma situação como essa. Diminui o risco, então tem gente que fala, se todo mundo fosse, se tivesse qualidade de vida, com certeza algumas pessoas ainda assim teriam câncer de mama, porque não são fatores exclusivos para o câncer de mama, mas a exposição hormonal é algo importante, que não tem como a gente ainda mais, cada vez com mais hormônios, com anticoncepcionais, tudo isso pode melhorar, mas ainda não tem essa exposição. O filho, não ter filho, aumenta o tempo de exposição, menopausa tardia, a puberdade precoce, aumenta o risco, também a gente não tem como mudar isso, mas o sedentarismo sim, então a qualidade de vida, o ingesta de alimentos mais inflamatórios, gordura, não fazer atividade física, fazer consumo excessivo diálogo, tabagismo, então tudo isso influencia no desenvolvimento do câncer, então se você faz, se você é obesa, se você é sedentário, se você fuma, bebe, então por favor procure uma melhora na sua qualidade de vida, uma melhora no estilo de vida, porque o seu risco para desenvolver um câncer de mama e outros câncer está aumentado, então o câncer, outros, está relacionado a esses hábitos de vida, então ter hábitos de vida saudáveis, vai também diminuir o risco de desenvolver câncer. A autoexame não substitui os exames, aqueles de rotina. A autoexame da mama ajuda, porém ele não substitui a mamografia, o diagnóstico do câncer de mama, ele é feito, o screening, ele é feito com a mamografia, então é importante para o diagnóstico precoce realizar a mamografia. E também essa questão da reconstrução, então que foi o nosso, como é que a gente pode dizer, o resumo do nosso episódio aqui também, claro, sempre fazendo esse alerta, como eu disse, foi importante a gente repetir em questão da prevenção, em questão do autoexame, mas sempre trazendo essa questão também, aproveitando a sua especialidade, como o cirurgião plástico, de garantir essa questão da autoestima, que é um assunto tão importante para as mulheres e que é algo que quando a mulher recebe o diagnóstico, eu tenho certeza que, claro, a primeira preocupação é da vida da pessoa, mas para a mulher é realmente algo muito importante ter essa certeza, que tem muitas possibilidades que a gente conseguiu ver aqui agora, que podem trazer essa questão da autoestima de volta e que a mulher consiga se olhar no espelho de uma forma que ela se sinta bem, né? Sim, exatamente, o papel da cirurgia plástica no câncer de mama é de trazer conforto, de trazer a autoconfiança e bem-estar para a mulher. É importante também falar que com o diagnóstico tão, como se diz, tão importante do câncer de mama, como é uma doença tão importante que acomete tantas mulheres, a ciência também caminha para a melhora da qualidade de vida dessas pacientes e para que seja feito o diagnóstico precoce. Então, cada vez mais terá técnicas e métodos para um diagnóstico mais precoce, então as mamografias vão melhorando, os exames vão melhorando, inclusive existem outros métodos que em breve vão saindo. O tratamento, cada vez, é menos invasivo, então cada vez mais com o uso de quimioterápicos mais direcionados para o tipo de cada tumor e a cirurgia também cada vez mais ela vai deixar de ser precisa, de ser necessária, né? Cada vez a cirurgia é minimamente invasiva, cada vez tirando um pedaço menor, até um momento que talvez nem seja preciso fazer a cirurgia para o tratamento do câncer, né? Então, existem já trabalhos em andamento para câncer de mama com cria ablação, né? Congelamento que talvez pode ter, ser até abordado no próximo episódio que vem o Antônio Raul, se ele vier, então você faz essa pergunta aí para ele. Mas os tratamentos de câncer, cada vez mais, eles são direcionados, eles são menos invasivos, o diagnóstico mais precoce, tudo isso para aumentar, diminuir a mortalidade e aumentar o bem-estar e qualidade de vida desses pacientes. Com certeza, foi a nossa mensagem, como o Dr. Fernando Amato já disse, um spoiler do próximo episódio que nós vamos falar de técnicas minimamente invasivas para o tratamento de câncer, não só da tireoide, que vai ser o nosso foco do próximo episódio, mas também vamos falar aí sobre o câncer de mama e essas técnicas que já são aplicadas e já tem vários estudos em relação a essas outras possibilidades. Dr. Fernando, muito obrigada pela sua participação, foi um assunto muito importante, fica um recado, outro para o Rosa, muito importante a conscientização em relação a isso e que a gente espera que realmente muitas mulheres, seja a partir desse episódio, a partir dessas informações, consigam prevenir ou, de repente, a partir de um diagnóstico consiga ter a melhor forma de tratamento e a melhor qualidade de vida em relação a isso, que é o que a gente sempre fala aqui no Amato Ache. Eu quero agradeço, muito obrigada. Se você perdeu os episódios anteriores, não deixe de conferir aqui no canal do Instituto Amato, que como eu disse no início, nós falamos de assuntos polêmicos, riscos de cirurgias plásticas e também tudo que envolve aí sob o mundo da internet, sob o mundo das cirurgias, da endocrinologia, tem muitos assuntos interessantes aqui na nossa playlist no YouTube. Agradeço a companhia da sua participação e sempre a sua audiência que conosco. Não deixe de nos acompanhar também nos próximos episódios. Meu nome é Letícia Miyamoto, até mais, tchau.
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.