A curcumina, princípio ativo da cúrcuma, possui efeitos anti-inflamatórios e antioxidantes significativos, com baixa toxicidade. Na saúde vascular, ela atua red
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Lá em casa, por exemplo, a gente adora, arroz, sempre a gente coloca cúrcuma, sempre tá colocando, sempre que possível, tem o aspecto positivo disso aí, mas tem que saber que o uso da cúrcuma como tempero, ele é fraco, ele não tem todo esse efeito que eu vou falar aqui.
Ela vai diminuir aquelas espécies reativas de oxigênio que fazem parte da oxidação do corpo e preserva a função mitocondrial. Mitocondrial é aquela organela que tem dentro da célula, que é responsável pela respiração celular e é ela que produz a energia da célula.
Aumentando um mecanismo no nosso corpo, que é a superóxido desmutase, e dessa forma aumentando o nosso sistema de defesa da oxidação. Então, a oxidação é um fenômeno que acaba quebrando algumas moléculas nossas e levando ao envelhecimento e a várias doenças.
Tem alguns trabalhos que mostraram uma alteração no intervalo QT.
Não a disponibilidade no supermercado, isso aí você vai lá, compra e é super fácil. Eu tô falando disponibilidade no seu sangue.
Olá, sou o Dr. Alexandre Amato,
cirurgião vascular do Instituto Amato, e hoje eu vou falar sobre a cúrcuma, que é um
tempero super conhecido, adorado por muitos, e a relação com a circulação, se tem efeito
na má circulação e o que poderia ajudar ou piorar. Fica comigo que até o final vou
te dar até dicas de uso, dicas de preparo, como utilizar pra ter algum efeito. Mas antes
disso, pega esse link do vídeo, encaminha pra quem você gosta e que quer bem, porque isso
aqui vai te ajudar a melhorar a sua saúde. Me conta lá embaixo nos comentários, você gosta
de cúrcuma, você costuma colocar cúrcuma na alimentação? Lá em casa, por exemplo, a gente
adora, arroz, sempre a gente coloca cúrcuma, sempre tá colocando, sempre que possível, tem
o aspecto positivo disso aí, mas tem que saber que o uso da cúrcuma como tempero, ele é fraco,
ele não tem todo esse efeito que eu vou falar aqui. Então a curcumina é o princípio ativo
principal, bioativo, da cúrcuma longa, que é o açafrão da terra, também chamado de
gengibre amarelo. Se você cortar no meio, você vai ver que ele é bem amarelão no meio, tem
essa tonalidade exatamente por causa da cúrcuma. Ele é muito rico em polifenóis, e eu vivo falando
de polifenóis aqui no canal e do impacto dos polifenóis na saúde vascular. No caso da cúrcuma,
o polifenol mais importante é uma classe, são vários, são os curcuminoides. Quando a gente usa a
cúrcuma como tempero, ela tem uma baixa absorção, então por isso que eu falei que, apesar da
gente colocar no arroz, a gente teria que colocar em toda alimentação para conseguir
absorver o suficiente para ter algum efeito. Apesar disso, a cúrcuma já era utilizada há
mais de 3 mil anos atrás como tratamento, já tinha sido descrito. Então vamos começar
falando dos efeitos da cúrcuma, da curcumina, no corpo. Então o principal deles e o mais
conhecido é o efeito anti-inflamatório. Quase todo mundo sabe que a cúrcuma tem um efeito
anti-inflamatório. Agora tem alguns trabalhos que mostraram até que tem um efeito comparável
com alguns anti-inflamatórios não esteroidais, até mesmo alguns anti-inflamatórios derivados do
corticoide. Então esse efeito é significativo, a questão é que a gente tem que ter
a disponibilidade no nosso sangue, não adianta a gente comer e sair tudo
pelas fezes, a gente tem que absorver. E a grande vantagem, comparado
com outros medicamentos, é que tem uma baixíssima toxicidade. O efeito
anti-inflamatório da curcumina é muito complexo, ele vai envolver várias citocinas, várias células
diferentes, várias proteínas. Eu vou tentar fazer aqui a forma mais simples de explicar tudo
isso, eu já tenho um vídeo inteiro sobre isso. A inflamação aguda é boa, ela acaba
gerando reparo do nosso tecido, a inflamação crônica não, a inflamação crônica
faz mal. O efeito da curcumina é, primeiro, nas citocinas pró-inflamatórias, que acabam
desencadeando essa inflamação e inibindo a migração dos macrófagos. Os macrófagos
são parte do nosso sistema de defesa, então essas células vão atrás de algum
ataque no nosso corpo e, normalmente, a inflamação significa que está acontecendo
algum ataque, entre aspas, aí naquele local. Então a curcumina acaba inibindo
o fator de necrose tumoral, que é o TNF alfa, e a interleucina 6, que
são fatores inflamatórios significativos, e ele também modula o nosso sistema
imune. Algumas pessoas acabam falando, ah, porque aumenta a imunidade.
Não, não é que aumenta, ele modula, de forma que deixa em uma intensidade
correta, nem para mais, nem para menos. Alguns estudos mostraram até
que ele aumenta os marcadores anti-inflamatórios no nosso corpo e diminui
os marcadores pró-inflamatórios. Agora, a curcumina tem outro efeito também, muito
conhecido, que é o efeito antioxidante. O efeito antioxidante e o efeito
anti-inflamatório andam juntos. O que a curcumina faz? Ela vai diminuir aquelas
espécies reativas de oxigênio que fazem parte da oxidação do corpo e preserva a função
mitocondrial. Mitocondrial é aquela organela que tem dentro da célula, que é responsável pela
respiração celular e é ela que produz a energia da célula. Então, a curcumina acaba protegendo
e preservando a função dessa mitocôndria. E como que ela faz isso? Aumentando um mecanismo
no nosso corpo, que é a superóxido desmutase, e dessa forma aumentando o nosso sistema de defesa
da oxidação. Então, a oxidação é um fenômeno que acaba quebrando algumas moléculas nossas e levando
ao envelhecimento e a várias doenças. Tem alguns trabalhos que mostraram efeito bactericida,
bacteriostático, antiviral, antifúngico. Eu não vou entrar nesse mérito, se você
quiser que eu fale disso, por favor, comenta lá embaixo que eu posso fazer um vídeo
sobre esse assunto. Mas aqui eu tô falando da curcumina e a sua influência na circulação.
Afinal, eu sou cirurgião vascular, tem trabalho estudando a curcumina com câncer, a curcumina
com Alzheimer, diabetes, artrite, psoríase. Então tem todas essas doenças aí, porque
realmente é uma substância bem interessante e com propriedades bem úteis para o nosso
corpo. Agora, do ponto de vista vascular, eu vou buscar o dano endotelial. Endotelial é aquela
primeira camada de células dentro da artéria. Então na parede do vaso, a
curcumina tem um efeito de diminuir esse enrijecimento da parede
vascular. A parede não fica tão dura, que é exatamente o processo de evolução
da aterosclerose. Principalmente quando a curcumina é consumida junto com o exercício
físico, esse efeito é mais benéfico. Em pacientes que têm também diabetes, esse
efeito é benéfico, já foi demonstrado em pesquisa científica, melhorando vários dos
parâmetros hemodinâmicos. Agora, a curcumina tem também um efeito anti-apoptótico. O que é
isso? Apoptose é a morte programada da célula. Então todas as nossas células, elas nascem com
um tempo de vida programado. Elas vão morrer, não tem como não morrer. Agora a curcumina,
ela acaba postergando essa morte, acaba empurrando o reloginho
um pouquinho mais pra frente. Isso ficou demonstrado nos cardiomiócitos, são as
células musculares do coração. Então tem um efeito cardiovascular importante. Agora já tem relato na
parede vascular da curcumina melhorar o colágeno, melhorar também a elastina, que são as duas
estruturas principais da parede do vaso. Exatamente a falha no colágeno, a falha na
elastina, que acaba levando à formação de aneurismas, aquela fragilidade da parede
do vaso, grandes rompimentos por causa dessa fragilidade do vaso. Então se a
gente tem o colágeno, que é o tijolinho que acaba formando a nossa estrutura da
parede vascular. Agora não é sem risco. Esse é um grande problema. A
curcumina, ela é um tempero, ela tá disponível pra todo mundo, é fácil,
você compra no supermercado. Será que ela realmente zero toxicidade? Será que não tem
influência nenhuma negativa na saúde? Tem alguns trabalhos que mostraram
uma alteração no intervalo QT. O que é isso? É no eletrocardiograma,
ou seja, na parte elétrica do coração. Tanto isso é relevante que algumas pessoas
propuseram o uso da curcumina junto com uma outra medicação pra tentar diminuir esse
efeito. Outras pessoas começaram a colocar a curcumina em formatos diferentes, nanoformatos,
ou disponíveis junto com uma molécula carregadora dela, que acaba pegando e levando
moléculas lipídicas e acaba liberando de forma mais controlada e evitando
essa alteração no eletrocardiograma. E abaixa a disponibilidade, né? Não
a disponibilidade no supermercado, isso aí você vai lá, compra e é super fácil. Eu tô
falando disponibilidade no seu sangue. Significa o quê? Significa o quê? Que se eu virar tudo isso
aqui de curcumina, eu vou aproveitar muito pouco. Boa parte disso vai sair nas fezes do
jeito que entrou. Então às vezes você gasta muito dinheiro com uma curcumina que
tá entrando e saindo e não tá fazendo efeito nenhum. Então a gente tem que aumentar essa
biodisponibilidade e isso tem como ser feito. Eu vou explicar aqui, porque afinal é
um medicamento barato no ponto de vista custo-benefício, seria capaz de minimizar o
impacto de uma das doenças que mais afetam o mundo inteiro, são as doenças cardiovasculares,
que mais causa óbito no mundo inteiro. Imagina se a gente tem algo tão simples assim que a
gente consegue diminuir na população toda a morte por causa disso. Seria muito interessante,
mas pra isso a gente precisa ter mais pesquisa, mais estudo pra contornar os
problemas relativos à curcumina. Agora eu já falei de todos os efeitos, falei de
como é a curcumina, o que faz e não faz no corpo. E a má circulação? O que tem a ver? Bom, a gente
divide má circulação em má circulação arterial, que seria as doenças ateroscleróticas basicamente,
e a má circulação venosa. Então aonde que tem todo esse impacto? Eu falei da fisiopatologia,
de tudo isso, e essa fisiopatologia tá relacionada à doença aterosclerótica, então a
aterosclerose tá nas artérias e não nas veias. Então o uso da curcumina para profilaxia,
para prevenção de doença arterial, faz sentido. Agora, como fazer isso
pra doença venosa? Será que vale? Tem algum efeito? Olha, eu procurei muito
na literatura científica algum efeito da curcumina em doença venosa em varizes.
Não encontrei, não tem nada falando disso. Pelo modo como a curcumina funciona, eu acredito
que ela possa diminuir um pouquinho a fase inflamatória da doença venosa. Então poderia
melhorar talvez um pouquinho dos sintomas inflamatórios da doença venosa, mas não vai
prevenir a doença, principalmente porque a doença venosa tá mais ligada a uma questão genética
e seria mais um sintomático. Agora, no quesito doença arterial, sim, ela tem um impacto, a gente
precisa de mais estudo para saber exatamente quanto que é esse impacto, mas nada impede
de você começar a usar de forma profilática. Agora, qual que é a dica de uso,
como a gente deve usar a cúrcuma no dia a dia? Então, você pode colocar
como tempero, porque gosta do tempero, porque gosta do sabor, sabendo que tem
essa biodisponibilidade limitada. Agora, você pode usar de uma forma mais controlada, né?
Então aí vai ser por meio de suplementos ou com a manipulação. Normalmente quando a gente
faz a manipulação, a gente vai colocar uma outra substância junto, que é a piperina,
que vai aumentar a absorção da curcumina. Todos os estudos da curcumina na saúde
vascular, a dose diária gira em torno de entre 150 a 2 mil miligramas por dia,
então tem até trabalho com menos, com 110, mas a maior parte dos trabalhos está entre
200 miligramas e 600 miligramas por dia. Para prevenção da doença vascular, a dose seria
menor, faz sentido, né? Aí talvez em torno de 500, 600 miligramas diário junto com em torno de 10
miligramas de piperina é o suficiente para ter uma boa absorção. Agora tem gente que relata
doses altíssimas de curcumina no tratamento, então eu já ouvi gente falando 3 gramas,
4 gramas de curcumina no tratamento. Eu preciso falar que isso não está embasado
em literatura nenhuma, né? Como eu disse, os trabalhos chegam até 2 gramas diários,
para 2 gramas diários a gente poderia colocar 40 miligramas de piperina junto para
aumentar essa absorção. Mas fora isso, a cúrcuma é bem saborosa, é algo que você pode
colocar no tempero da comida da sua família e sabendo que está fazendo um bem. Gostou do
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Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.