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Férias SAUDÁVEIS e Tranquilas: AmatoCast Ep 18

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Férias SAUDÁVEIS e Tranquilas: AmatoCast Ep 18

O tema central são os cuidados de saúde essenciais para viagens, especialmente para pacientes com condições crônicas. A cardiologista Marisa Amato enfatiza a im

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Perguntas respondidas neste vídeo

Agora, indefinido, né?

É, porque um dia é de verão, outro dia é de inverno, mas, enfim, quem vai viajar precisa saber os cuidados essenciais para ficar tranquilo durante a sua viagem. Doutora, inclusive, a senhora é autora de um livro sobre esse assunto.

Era uma demanda que, realmente, a senhora sentia, sendo médica, que as pessoas tinham uma dúvida, não era muito bem esclarecido, na viagem ficam meio perdidas, inseguras às vezes, né?

Porque está longe ali do médico que tem mais contato, não sabe muito bem como agir em caso de emergência. É, pois é, foi assim mesmo. Eu gosto muito de viajar, particularmente, eu gosto, e mesmo durante as viagens, as pessoas dizem, ai, ela é médica, então vou lá, vai chegando perto e sempre tem uma série de perguntas do que fazer ali no momento que já está ali.

Aquele básico ali para viagem, né?

É, para não ter problemas mais tarde, porque é muito difícil, às vezes, em alguns países, você ter algum recurso mínimo para situações muito emergenciais, que para você ir para um pronto-socorro, arrumar alguma coisa, você vai ter que ir às vezes, mas até chegar lá, você tem que fazer alguma coisa.

Vai correndo para um pronto-socorro, faz alguma coisa?

Quando um paciente tem insuficiência cardíaca, a insuficiência cardíaca é o resultado final de diversas cardiopatias, é um estágio final que o coração se encontra como consequência a doenças cardíacas.

Insuficiência cardíaca, o que que é?

É que o coração está insuficiente, a bomba cardíaca não está funcionando bem, e a hora que a bomba não funciona bem, o paciente fica inchado, porque não sai, ele começa a reter líquido, não sai o líquido como deveria, então ele retém líquido no corpo inteiro, inclusive no pulmão, então daí começa a apresentar tosse, falta de ar e o corpo todo inchado, entre outras coisas, retimia, outras coisas, mas principalmente isso.

Transcrição completa do vídeo

Olá, meu nome é Letícia Miyamoto, está no ar mais um Amatocast pelo canal do Instituto Amato. Agradeço mais uma vez o carinho da sua audiência para conversar, bater um papo aqui comigo sobre tudo o que envolve qualidade de vida. No último episódio, nós estivemos aqui com o doutor Luiz Henrique Dickmann, que é psiquiatra.

Nós falamos sobre desmorfia corporal, aquela condição quando a pessoa enxerga o corpo diferente da realidade, acaba fazendo muitas modificações, tem tudo na nossa playlist. Antes também estivemos com a endocrinologista, a doutora Lorena Amato, para falar sobre tratamentos de obesidade. Hoje nós estamos aqui com a cardiologista, a doutora Marisa Amato, para falar sobre um assunto que é urgente, muito importante, principalmente com a chegada do fim do ano, que as pessoas costumam planejar mais viagens.

Obrigada pela sua participação, doutora, bem-vinda. Obrigada. Nós vamos falar, então, como você adiantou, sobre algumas dicas de saúde para viajar tranquilamente.

O verão está chegando, está chegando, não estamos nele, quer dizer, nem sei mais em que estado. Agora, indefinido, né? É, porque um dia é de verão, outro dia é de inverno, mas, enfim, quem vai viajar precisa saber os cuidados essenciais para ficar tranquilo durante a sua viagem. Doutora, inclusive, a senhora é autora de um livro sobre esse assunto.

Como que foi essa ideia de escrever algo sobre isso? Era uma demanda que, realmente, a senhora sentia, sendo médica, que as pessoas tinham uma dúvida, não era muito bem esclarecido, na viagem ficam meio perdidas, inseguras às vezes, né? Porque está longe ali do médico que tem mais contato, não sabe muito bem como agir em caso de emergência. É, pois é, foi assim mesmo. Eu gosto muito de viajar, particularmente, eu gosto, e mesmo durante as viagens, as pessoas dizem, ai, ela é médica, então vou lá, vai chegando perto e sempre tem uma série de perguntas do que fazer ali no momento que já está ali.

Às vezes, algumas coisas não são mais possíveis, porque a pessoa já saiu do local onde mora, onde está habituada, então perde alguns momentos. Por isso que eu achei importante fazer assim, reunir, concentrar as principais dúvidas, as principais situações que a gente tem o que fazer, pode prevenir. E, com certeza, eu tenho muitos pacientes que, antes de viajar, marcam consulta para saber exatamente o que eles devem levar de medicamento, o que fazer numa emergência, mas isso aí é muito peculiar de cada paciente, então é um pouco difícil de comentar assim amplamente.

Mas, de qualquer maneira, tem muitas coisas que, de um modo geral, todo mundo deve e precisa fazer, pensar antes, para depois não... Aquele básico ali para viagem, né? É, para não ter problemas mais tarde, porque é muito difícil, às vezes, em alguns países, você ter algum recurso mínimo para situações muito emergenciais, que para você ir para um pronto-socorro, arrumar alguma coisa, você vai ter que ir às vezes, mas até chegar lá, você tem que fazer alguma coisa. Então, essa orientação, eu acho extremamente importante. Eu não sou a favor da automedicação indiscriminadamente, porque, assim, fica meio perigoso muitas vezes, mas a automedicação orientada, eu acho que é essencial.

Tantos pacientes que já sabem que podem ter alguma intercorrência, porque quem tem uma doença crônica sabe que tem algumas situações que ele mesmo precisa aprender a lidar. Então, por exemplo, dando algum exemplo, um paciente diabético, ele tem momentos em que acontece, ele dormiu, estava bem, quando ele acorda, a glicemia dele está super elevada. Então, o que fazer, como se cuidar nesse momento? Vai correndo para um pronto-socorro, faz alguma coisa? Quando um paciente tem insuficiência cardíaca, a insuficiência cardíaca é o resultado final de diversas cardiopatias, é um estágio final que o coração se encontra como consequência a doenças cardíacas.

E a gente consegue controlar um paciente com insuficiência cardíaca de modo que ele fique extremamente normal, vamos dizer, praticamente sem sintomas, podendo fazer qualquer atividade, porém um descuido, essa insuficiência cardíaca pode aparecer novamente. Insuficiência cardíaca, o que que é? É que o coração está insuficiente, a bomba cardíaca não está funcionando bem, e a hora que a bomba não funciona bem, o paciente fica inchado, porque não sai, ele começa a reter líquido, não sai o líquido como deveria, então ele retém líquido no corpo inteiro, inclusive no pulmão, então daí começa a apresentar tosse, falta de ar e o corpo todo inchado, entre outras coisas, retimia, outras coisas, mas principalmente isso. E em algumas situações é extremamente fácil do paciente perder esse equilíbrio que quando ele está na casa dele, com a rotina certinha, ele se encontra, então ele precisa ter uma orientação para saber o que fazer, se ele se descontrolar ali, o que é mais importante, ele tem que sair correndo para ir para um socorro, ele pode tomar algum medicamento, ele pode fazer alguma coisa, então é mais ou menos assim, nessa linha que eu penso e que eu compilei aqui, algumas situações, alguns sintomas de alerta para os pacientes.

Perfeito, então eu acredito que o primeiro passo para quem tem uma viagem programada já para o final do ano, é essa questão de onde vai viajar, né doutora, se é um lugar muito quente, se é um lugar muito frio, com uma altitude muito elevada, enfim, algo que a pessoa não esteja acostumada ali no ambiente comum, né? Então, como que funciona isso, o que a pessoa tem que, tem algum tipo de, por exemplo, uma pessoa que tem uma doença considerada um pouco mais grave, tem que evitar um certo lugar, enfim, como que funciona essa escolha do lugar, isso também influencia aí nessa condição, nas condições, né? Sim, não só quanto ao calor, frio, altitude, mas também em condições socioeconômicas do lugar que a pessoa vai, e distância dos grandes centros e tudo, porque você viajar para uma grande capital, não tem muito problema, mas você viajar para um interior de qualquer país nosso ou aonde for, e muito distante de recursos, também é um fator que tem que se pensar, porque a mala tem que ser mais caprichada nessas situações. Um paciente que viaje, que tem uma doença crônica, como a gente estava falando, ele obrigatoriamente, ele deve conversar com o médico antes de viajar, porque ele pode fazer uma malinha especial, mesmo, muitas vezes eu fazia isso com paciente, olha, tal, tal, tal remédio, você leva, mas não usa, se precisar, entra em contato comigo, porque hoje em dia não tem problema, a gente fala com qualquer um, em qualquer lugar do mundo, a qualquer hora, porque o acesso é extremamente fácil. Há alguns anos atrás, que não era tão fácil assim, os meus pacientes conseguiam esse contato, então, hoje em dia, não tem por que não ser dessa maneira.

Então, daí o médico orienta o seu paciente a levar alguns medicamentos específicos para situações que não é para ele sair usando como ele achar, porém, se ele sentir determinados sintomas e ele ligar para o médico, que ele tem confiança, que cuida dele, o médico conhece, e daí ele pode dizer o que ele precisa tomar ou não, desde que o paciente tenha aquilo em mãos, porque muitas vezes, mesmo você estando num grande centro, os medicamentos de outros países não têm o mesmo nome que daqui e, às vezes, nem o genérico é igual, porque em alguns países é proibido, em outros é liberado, então, aí é muito importante que aquele paciente que está, por exemplo, com uma insuficiência cardíaca, que o paciente está super estável com os medicamentos que está tomando, às vezes, até trocar a marca do medicamento e tudo, às vezes, pode interferir, então, é importante ter essa malinha de cuidados especiais aí com as doenças que o paciente já conhece, já sabe que tem e existe probabilidade de sair do controle quando quebra toda aquela rotina. E a gente não precisa nem falar também, desculpa te interromper, na questão de mudar algo muito radical ali, uma viagem muito diferente, principalmente, né? Sim, então, para onde ir? Eu acho que, hoje em dia, é muito difícil você precisar limitar um paciente. Praticamente, se ele tiver, assim, se ele conhecer muito bem a sua doença, se ele saber em que condições, se ele souber em que condições ele vai estar, é muito fácil de controlar, não tem um problema maior, é só estar planejado, né? Planejado, cinco dias, dez dias, trinta dias, tudo isso, porque outra coisa, assim, que é muito banal e que eu acho que todo mundo precisa ter, são alguns antibióticos, porque você vai viajar, você tem uma infecção que dá para o seu médico que te acompanha tratar, porém ele não pode receitar, por exemplo, nos Estados Unidos, você não compra nada de jeito nenhum se você não tiver uma receita de um médico de lá.

Então, fica difícil, o médico daqui pode orientar, mas o paciente não vai poder comprar, por isso que eu digo que é importante esse planejamento. Mesmo que não é para usar, mas mesmo que leve, tenha lá, a pessoa tem uma baita de uma infecção urinária que está incomodando, não consegue fazer os passeios, nem nada. É difícil sair procurando um médico, assim, ainda mais uma coisa que não é tão aguda, é óbvio, você sofreu um acidente, você vai para o pronto-socorro, não tem o que questionar, mas algumas situações não são tão fáceis assim e é melhor você já estar preparado.

Leva uma picada de um mosquito no meio do caminho, te dá um inchaço, te atrapalha demais e você precisa fazer alguma coisa, não necessariamente você precisa sair num pronto-socorro ou sair procurando um médico no outro local. Então, é por isso que eu acho que algumas condições, o paciente perguntando para o médico que cuida, é extremamente importante estar na mala para você poder ficar bem tranquilo. E você estava perguntando, planejar a viagem, é óbvio que se você vai, momento.

É, porque só o desespero de estar em algum lugar e não ter esse contato pessoalmente ali com o médico, né, de confiança, é isso que causa o maior desespero, né? Causa, causa, dá um desespero muito grande, principalmente nesses pacientes que têm uma doença crônica, porque é em quem eles confiam, é quem salvou a vida, eventualmente essa crônica já era aguda em algum momento e depois tornou-se crônica. Então, existe uma ligação muito grande e o médico pode orientar a fazer essa malinha especial. De uma maneira geral, tem coisas que todo mundo deve levar direto, como, por exemplo, um remédio para a febre, um remédio para a dor.

Independente de tratar a causa da febre, você tem que diminuir a febre até saber a causa. Então, um medicamento para baixar a febre, um antipirético é essencial e ele já serve para a dor, qualquer situação de dor, não que vá tratar a causa, porém, já você consegue alguns momentos a mais para poder resolver a situação, ver se é sério, se não é. A dor de barriga, quando viaja, isso é uma causa meio que frequente, porque você muda os seus hábitos alimentares, você começa a experimentar alimentos diferentes e isso realmente atrapalha o seu hábito ali e pode levar a dores que compliquem numa viagem. Então, alguns medicamentos, por exemplo, enzimáticos que ajudam a digerir quando se percebe que comeu, às vezes sem querer, só para provar, para experimentar uma coisa diferente que aquela comida vai estar te pesando, ou se você ficou com muitos gases, também antigases.

Então, tem alguns remedinhos básicos que isso aí não precisa nem consultar o médico. Isso deve ter ali um kit, uma pomadinha para picada de inseto, ainda mais no calor, é muito frequente, tem bastante. E atrapalha, incomoda, por isso que é importante ter um antihistamínico, que é um remédio para alergia.

Se levou a picada e aquilo deu uma alergia e o corpo inteiro está coçando, você pode fazer algumas coisas antes de procurar um médico. Doutora, essa questão de medicamento mais específico, por exemplo, o antibiótico, que não é considerado esses mais básicos, de prador, febre, precisa levar receita dependendo do destino? Não precisa, não. É assim, antigamente, eles exigiam muito até a receita médica para estar com os remédios ali.

Hoje em dia, eu não vejo ninguém pedindo, mas também não custa nada você guardar até embarcar, só por uma questão de controle, porque varia, não é nem do momento, acho que é até da pessoa que está ali, não tem uma regra específica. Agora, pacientes que têm uma doença mais grave, às vezes, a companhia ali, eles pedem um relatório para ver se o paciente pode entrar no avião, se ele não vai ter problemas. Se chega um paciente com cadeira de roda, com ofegante, com aparelho para respirar, qualquer coisa, isso vai precisar mesmo, com certeza.

Mas uma pessoa normal que está ali, que ninguém vai ver nada, ninguém vai descobrir porque que a pessoa está, então ninguém pede para você quando você vai viajar, um laudo médico ali na hora, então isso também não vai pedir. Agora, é difícil na embarcação, eles abrirem a bolsa e ficarem vendo. O mais importante, então, é a pessoa comprar antes, já no Brasil, para não ter esse problema de ter que comprar com a receita lá, porque isso não dá certo, se for uma viagem internacional.

Não, não dá certo por várias razões, porque às vezes, o medicamento que o médico passou não tem lá, tem que ter um outro nome, então não daria. E às vezes, no outro local, eles não aceitam a receita de médico de fora. E mais uma terceira razão, não é para esses remédios que eu estou falando, como especificamente o antibiótico, não é para o paciente tomar por conta própria, eu não estou de jeito nenhum falando isso, precisa ficar bem claro, porque não é assim, mas é para ele ligar para o médico, entrar em contato com o médico e o médico saber o que ele tem lá e com o que o médico pode lidar e tratar mesmo à distância.

Em caso de um diagnóstico que possa ser feito à distância. É, porque existem algumas infecções banais que podem ser tratadas assim, às vezes nem tão banais, mas que se você não pode deixar ficar esperando, às vezes, uma semana o paciente voltar, tem que tratar lá mesmo, mas não precisa ser o paciente se locomover, se ele tiver esse contato com o médico antes aqui e fizer esse tipo de combinação com o médico, eu fiz isso a vida inteira, por isso que eu falo e é, eu sabia onde os meus pacientes estavam viajando, por várias razões, eles já queriam me avisar que ia para tal lugar e porque se acontecesse alguma coisa, eles queriam saber aonde eu estaria para poder... Tem uma segurança ali, né? É, então, isso é uma coisa, hoje em dia, então, com consulta online, não tem por que não ser dessa maneira, né? Realmente é fácil. E você tinha perguntado, eu me desviei um pouco, mas alguns climas são muito extremos e isso, com certeza, interfere muito para qualquer pessoa, sendo uma pessoa absolutamente saudável ou não.

Então, altitudes, altitudes, por exemplo, todo mundo sabe e vê que equipes de jogadores que vão jogar numa altura muito maior do que estão acostumados, eles vão, o quê? Uma semana antes, 10 dias, 15 dias para o organismo se adaptar, porque nós, seres vivos, não só humanos, seres vivos, nós nos adaptamos, uns mais facilmente, outros com maior dificuldade, mas se adaptam em todos os sentidos, não só o que se chama aí de inteligência emocional que a pessoa se adapta aos ambientes de uma maneira psicológica, mental, não é só isso, mas o organismo se adapta. Então, quem vive nas montanhas, eles têm até uma cor de pele diferente, mais vermelha, porque o sangue da pessoa que mora lá tem que ser diferente do que mora aqui, porque tem que carregar mais oxigênio. Aqui, a gente tem uma pressão, com a pressão mais baixa, menos oxigênio dá conta.

Lá, como o oxigênio é rarefeito, então, precisa de mais hemoglobina para poder dar conta da necessidade. Então, por isso, as pessoas, quando vão jogar, competir, eles vão gastar muita energia, vão precisar de muita força, de muita aptidão, então, eles vão antes para dar tempo do organismo ir se adaptando a essa situação, esse clima, essa situação. Não se dá tanto atenção para calor extremo e frio extremo, porque a adaptação não é tão longa como das altitudes, a altitude realmente precisa de um tempo para se fabricar mais hemoglobina no organismo para esse tipo de adaptação.

Mas, um calor extremo, ele pode ser muito prejudicial se a pessoa não tomar os devidos cuidados. Então, uma das coisas que sempre é bom em qualquer situação é a pessoa manter-se hidratada e as pessoas acham, normalmente, que estão hidratadas. Puxa, eu já tomei três copos de água hoje, não estou com sede, não quero tomar água, não gosto de água.

Mas acontece que o nosso organismo, ele é praticamente água, 76% do organismo é água, água, água, água. Se você fica com uma porcentagem menor de água, de líquido no organismo, o cérebro murcha, o vaso murcha, o sangue fica mais grosso, com uma probabilidade maior de causar trombos e essas coisas assim. E, fora a tontura, o mal-estar, dor de cabeça, sonolência, tudo isso somente pela desidratação.

Mas eu vou falar mais um pouquinho aí, porque o momento que as pessoas sentem sede, quando a pessoa sente a sede, o momento de tomar água já passou, a pessoa já está desidratada antes disso. A sede aparece com um determinado grau mais avançado de desidratação. Então, não sei se você, particularmente, já percebeu, você deve tomar água, muitas vezes sem estar com sede.

Nossa, isso é muito importante, porque imagino que a maioria das pessoas não saiba disso, porque a gente, às vezes, na correria do dia a dia, acaba só tomando quando sente aquela secura. É, quando sente, agora não dá para falar. Não dá mais.

Tem que falar. Você, talvez, tome um pouco mais, estou vendo que não tomou aí. Vou tomar agora, inclusive.

Porque você fala bastante. Depois disso, fiquei um pouco preocupada. Então, mas que as pessoas andam normalmente, eu tenho certeza absoluta, porque tinha uma época que eu fazia check-up e, quando eu fazia check-up, eu fazia uma avaliação nas pessoas de bem impedança e que daí dá o grau de hidratação de cada um.

Então, era bem fácil você ver. E não tinha, era assim, excepcional a pessoa que chegava em consulta com um nível adequado de hidratação. E isso em todos os climas, no frio e no calor.

No calor, porque você transpira, o suor que sai para refrigerar o organismo é bastante, mas, além disso, tem o ar-condicionado que também ajuda a secar. Então, no frio, você também tem o ar-condicionado para deixar quente ou lareiro, seja lá o que for, isso também te deixa desidratado. Então, tomar água, é assim, não é, e eu digo, não existe, assim, uma quantidade de água, porque as pessoas falam dois litros, um litro, três litros, é também o tamanho do corpo.

Mas não é só isso. É muita coisa para avaliar e não dá para falar desse jeito, porque são as condições climáticas, o ambiente em que a pessoa está, se ela está em um ambiente de calor com estresse, aquilo é maior, o que perde é mais ainda, se ela está falando, também está perdendo mais ali água. Então, é um contexto, assim, bem complexo.

E eu falo para as pessoas saberem, se estão hidratadas, o xixi tem que sair branco. Vixe! Então, ficou mais preocupante ainda. É, mas é fácil, é um parâmetro super fácil.

Se a pessoa faz aquele xixi amarelo, fedido, aquilo ali, ela pode ter certeza que está faltando água. Então, tem que ser amarelo, aquele amarelo bem fraquinho, quase branco. Bem clarinho, daí ela está adequadamente hidratada.

Transparente, né? Ao invés de branco, na verdade. Daí, ela está tranquila. E isso é bom para tudo, não junta pedras nos rins, é uma série de coisas, você fica mais animada, porque a pressão não cai por falta de... Só eu sei o que é ter uma pedra no rim, do nada, no meio de uma viagem, sem nem imaginar que eu estava quase tendo, nunca tive também nenhum indício, do nada, senti uma cólica.

Gente, não queiram passar por isso, quem nunca passou, realmente, quando falavam que é uma dor de parto, eu não tenho filho, eu não tenho como dizer se realmente é uma dor de parto ou não, mas é uma dor insuportável, eu cheguei vomitando no hospital. Só para as pessoas ficarem assustadas aí e tomarem água, né, doutora? É, não, com certeza, porque às vezes as pessoas pensam, ah, mas eu nunca tive nada, então eu não tenho problema. Nunca teve, mas sempre tem a primeira vez e a primeira vez pode acontecer, assim, de surpresa, pegando a pessoa viajando, numa situação assim que dificulta bastante.

Então, água é uma coisa, assim, essencial e principalmente em viagem e já começa na hora que você vai começar a viajar, seja de avião, de trem, de carro, aquele problema que todo mundo escuta, ah, vou ter uma trombose, vou ter uma embolia porque vou viajar de avião, vou ficar muitas horas, dez horas, bom, pode dar até andando de carro também, né? É óbvio que, mais uma vez, tem as pessoas que têm uma possibilidade maior de ter, né, dependendo de algumas situações, de doenças que a pessoa tenha, a idade também, os hormônios, se está usando, se não está usando, se a pessoa fuma, se ela não fuma. Então, existem diversas situações que predispõem a esse tipo de síndrome acontecer, mas pode acontecer em qualquer um e até viajando de carro. Então, por isso, o movimento das pernas, andar, mexer, fazer exercício e, em algumas situações, meio elástica, porque ela ajuda bastante, ela contém ali, então você não sai de um avião com a perna parecendo um elefante, ela contém, ela ajuda, mas também isso tem que ser muito bem usado, porque se você usar uma meio emprestada, uma que se arrumou, qualquer uma ali, e ela não tiver adequada à sua perna, ela pode ser até pior, porque ela pode apertar, garrotear, que a gente chama assim, apertar, e essa obstrução é pior do que ficar sem nada.

Então, também precisa ser uma coisa bem adequada. Existem também medicamentos que as pessoas, muitas vezes, têm indicação de tomar antes da viagem. Por isso que eu digo, uma consulta com o médico que cuida da pessoa antes de planejar a viagem é essencial, porque não pode sair aí tomando, ah, eu ouvi dizer que aspirina é bom, então eu vou tomar uma aspirina aqui antes de eu entrar no avião, não é assim que funciona.

Existem diversos medicamentos para diversas situações, que precisam ser bem avaliadas, a dose, tudo, toma, toma um, toma dois, toma antes, toma depois, durante, tudo isso tem que ser bem avaliado. A gente falou também sobre essa situação da pessoa ser pega de surpresa, às vezes não está esperando ali uma pedra no rim, no meio da viagem, por exemplo. Quando a pessoa não tem nenhuma condição, por exemplo, essas questões cardiológicas, ela ainda assim... Existe uma necessidade de fazer um check-up antes de uma viagem que seja um pouco mais longa, uma viagem um pouco mais importante, algo com um período mais longo ali? Você diz uma pessoa que não tem nada, com que idade? Saudável.

Não, com que idade? Ah, a idade, isso que influencia na questão do check-up. Isso influencia também. Entendi.

Porque, por exemplo, existe um hábito de levar a criança ao pediatra. Qual é a mãe que não se esguela, não faz o que for preciso para ir ao pediatra, ouvir do pediatra. Nossa, como o seu filho cresceu, como está bonito, olha, já faz... Não é verdade? Exatamente.

É um hábito que isso ninguém tira, está enraizado. Acontece que o organismo, crescendo, por que ele não precisa mais de uma vigilância médica para saber como está? Então, o hábito de ir ao clínico, de ter um clínico, não é de sair na hora que já aconteceu, mas é de ter um clínico e, mais tarde, um pouco de ter um geriatra. É um cuidado assim, que você previne as coisas.

Porque existe uma série de vacinas e, cada vez mais, vamos ter, porque a transformação dos, a adaptação dos bichinhos aos antibióticos e tudo, eles vão criando resistência e vai ter que existir mais vacina para mais doenças e isso é uma coisa contínua. Mas as pessoas não sabem. Eu posso tomar essa vacina? Eu devo tomar? Eu preciso tomar? Ou quais as vacinas que existem hoje que eu devo tomar com 40 anos, com 50, com 60? Então, são situações que daí eu não acho nem que seja específico para viagem.

É um hábito que a pessoa deve ter. Quantas mortes você não ouviu já de pessoas extremamente saudáveis que estavam correndo e tiveram um infarto no meio da pista? Ou que estavam na academia e tibum. É verdade.

Então, é isso que eu digo. Aí não é especificamente para a viagem. Porque se a pessoa tem esse hábito, ela nem precisa passar com o médico antes de viajar.

Ela pode entrar em contato e falar, eu vou para tal lugar, devo levar alguma coisa? Porque sempre alguma coisinha a pessoa tem, pode ser extremamente saudável, mas tem, é muito alérgica e, às vezes, muda de ambiente assim, fica uma loucura, alergia, porque entra em contato com outros alérgenos que não conhecia. Então, eu acho que, eu diria que não é para ficar procurando doença, não é isso. Porém, se você achar algumas doenças bem precocemente, você não pode imaginar como muda a evolução de tudo na vida dessa pessoa.

Porque também tem muita gente que fala, eu não vou porque eu não quero procurar, mas Deus me livre, não quero saber que eu tenho nada. Mas não é assim. Hoje em dia, o recurso de tratar o que nós temos para poder controlar diversas doenças, principalmente câncer, nem se fala.

O estágio em que você pega o câncer, ele determina a vida ou a morte da pessoa. Então, por que não? Se a mãe te leva ao pediatra insistentemente só para pesar e falar que está bonitinho, por que você não quer ouvir depois, nossa, você também está bem, poxa, você fez as coisas direito, nem parece que tem essa idade. É bom também, é saudável.

E se falar o contrário, dá tempo de você entrar nos eixos e seguir um outro caminho. E daí essa pessoa que você tem um relacionamento, ela pode te orientar. Porque é óbvio que se você tem 20, 30 anos e é completamente saudável, você não vai ter que nada.

Mas que deve levar um enzimático, um antigase, um antipirético em uma viagem, deve. Porque qualquer coisa pode acontecer para qualquer um. Importante já ter esse... É, mas se você não tem, primeiro você tem que ter certeza que não tem.

Para não passar por essa surpresa desagradável, né? É, para não ter. E também não adianta chegar num laboratório e falar assim, eu quero fazer todos esses exames e dar uma lista de exames. Porque se você vai fazer particular, você pode fazer o que você quiser e depois não faz nada com aquilo.

Não, tem que ser uma coisa focada no que pode você ter com aquela idade, com o teu histórico. O teu histórico não é só o seu. O histórico do paciente tem o histórico familiar, que é extremamente importante.

Conforme a pessoa conta o que os pais têm, tiveram, ou irmãos, isso aí dá muita orientação para o médico saber o que o paciente tem ou não que fazer. Porque é uma coisa que já orienta, né? Algumas doenças têm um fator hereditário que pesa bastante. E vale a pena saber, vale a pena conhecer.

A coisa mais importante que a gente tem é conhecer a si mesmo. Você tem que saber. Você tem que saber se você... Até que você não tem nada.

E isso, mas só que você não tem nada, não vale para a vida inteira, tá? Não é um registro lá, o teu RG se foi lá, tirou, é aquele lá. O seu check-up, você vai lá, faz, é aquele. Mas você, o organismo, vai se adaptando no decorrer da vida e tudo aquilo não é mais a mesma coisa.

Tem que ir vendo. Agora, em questão de vacina. Tanto para o território nacional, como viagens internacionais.

Existe alguma vacina obrigatória ou algo que é recomendado? Como que está? Eu vi que isso vai atualizando, né? Se a gente chegar a pesquisar bastante, é difícil afirmar, né? Então, por isso que é importante o planejamento da viagem, com esses detalhes também. Porque se você vai fazer uma viagem para alguns lugares, é imprescindível tomar determinadas vacinas. Que aqui, você não tem por que tomar, porque são doenças que já foram extintas aqui.

Mas em outros lugares, não. Então, você tem que se prevenir. E tem que ver todo o percurso de viagem que você vai fazer.

Porque, às vezes, no primeiro destino, você não precisa, ninguém vai te cobrar nem nada. Depois, você vai para um outro no meio do caminho, que precisa, e você não tem nem como se virar ali. Ou se você for tomar uma vacina, que às vezes eles proporcionam isso no próprio aeroporto.

Você vai tomar a vacina e, se você tiver uma reação, vai ficar bem na viagem, com febre, com mal-estar. Porque cada organismo é diferente. Tem gente que é mais sensível e qualquer vacina aí pode dar uma reação maior, outras pessoas não.

Então, a vacina, eu não posso falar de uma maneira geral. Eu só posso falar, e mesmo porque fica mudando, às vezes precisa, às vezes não precisa. Já visto aí a de Covid, eu já estava liberada.

Eu me lembro que eu fui para Paris, na volta. Para ir, eu fui, tudo bem, ninguém pediu nada, eu estava de Air France. Então, ninguém pediu nada, eu fui, não tive problema.

Na volta, eles não queriam me deixar entrar no avião, porque eu não tinha... Na realidade, eu tinha, porque eu tinha tomado tudo. Só que a internet não estava funcionando no aeroporto. Eu não consegui entrar em contato, não conseguia com a carteira digital que a gente tem.

E como que eu ia fazer para embarcar? Eu já tinha passado tudo aquilo. Para ir, não precisava. Daí, na volta, não queriam me deixar voltar.

Daí, graças a Deus, o fato de ser médica me ajudou. Falei, pelo amor de Deus, é claro que eu tomei isso. Estou pregando para todo mundo tomar, fazer uso.

Como que eu não ia? Trabalhando em hospital, assim, não pode, você tem que tomar. Então, eu acabei conseguindo embarcar. Mas são imprevistos e que a gente não pode.

De repente, eu estava voltando para cá. Se atrasasse um dia, ia ser bem horrível, mas eu ia voltar para cá. Mas se é no meio da viagem, às vezes, você perde toda a sequência.

Isso é importante também. É importante. Pesquisando, eu percebi que, independente do destino internacional, o mais importante é ter essa carteira nacional de vacinação, que vai ter o registro ali que a pessoa tomou a vacina.

E não tem como a gente fazer uma lista, então, das vacinas obrigatórias, porque isso depende do destino. Depende do destino e depende da situação no momento. Porque Covid precisava, agora não precisa mais.

Por um grande período, em alguns países, precisava o Covid e aqui não. Então, tem que fazer uma pesquisa de vacina no momento que vai. Novamente, a companhia aérea já diz, não é? Sim, sim.

Tanto para a nacional, que de repente você vai para alguns lugares aqui que ainda tem algumas endemias e a gente precisa tomar a vacina, como quando vai para fora. Está certo. Bom, agora, falar um pouquinho sobre os casos mais comuns que as pessoas, às vezes, não só em viagem, mas quando acontece em viagem, acaba assustando um pouco mais as pessoas nesse desespero de estar longe de casa, às vezes estar longe do médico, enfim.

Sangramento nasal, dor de ouvido, dor de garganta, que normalmente as crianças costumam ter bastante, os jovens também. Dor de cabeça, tonturas, náuseas. Esses sintomas mais comuns que as pessoas, às vezes, lidam de uma forma mais natural, porque não é considerado, no primeiro momento, algo tão grave.

Mas que quando a pessoa nunca teve, está nessa viagem, nessa situação que a gente está falando, acaba assustando. Nunca teve um sangramento no nariz? De repente, tem ali, não sabe o que fazer. Como que, quais são os primeiros socorros para uma pessoa dessa? É, assim.

Por exemplo, o sangramento do nariz é mais frequente, assim que não sabe, e acontece em criança. É bastante, porque a mucosa é bem sensível, é muito rigada no nariz. E se pega um ambiente seco, como, por exemplo, dentro de um avião, fica aquele ar-condicionado direto, seco.

Eles deixam extremamente seco. E precisa, para não ter nenhuma proliferação de nenhuma bactéria, vírus, qualquer coisa. Mas aí é propícia ao sangramento, que é uma causa local.

Não tem, assim, uma preocupação maior. Agora, uma pessoa que é hipertensa e começa a sangrar o nariz durante o avião, aí é uma, é por isso que estou falando, é daí a doença crônica, que o paciente já sabe, e ele tem que saber se ele está controlado ou não com a pressão. Porque, com certeza, pode não ser só o sangramento.

Não quer dizer que não seja, pode ser local. Mas existe uma chance de ser um problema mais sério, como uma pressão elevada. Mas essa pessoa que já sabe é mais fácil.

E, mais uma vez, eu volto aqui, por isso que eu digo que todo mundo tem que se conhecer. E eu falo assim, parece que é absurdo, né? Como que a pessoa não se conhece? Mas não se conhece, sabe? Porque 50% das... Eu vou desviar um pouco, porque é importante falar isso. 50% das pessoas que são hipertensas, elas não sabem que são.

É um número muito alto. E, das outras 50 que... Não. Da outra metade.

Da outra metade que sabe que é hipertensa, tem um terço que se trata, mas não é se trata e fica com a pressão normal. Vai ao médico, faz o diagnóstico, o médico manda tomar a medicação e manda voltar para ver como é que está. Porque, como já falamos antes, o organismo da gente vai se modificando no decorrer da vida.

A tal da adaptação para o bem, para o mal, para o ruim, ele vai mudando. Então, aquele medicamento, aquilo que foi dado um dia, pode ser que depois de um ano não esteja dando conta, ou até que nem precise. Então, é importantíssimo saber como está.

Então, um terço das pessoas continuam tomando, aparecem no consultório depois de cinco anos, assim, ah, mas eu estou tomando o remédio direitinho, como que a minha pressão está alta? Mas se está tomando o remédio direitinho, que eu passei há cinco anos atrás, não é a mesma coisa. Não pode ser. Daí, um terço sabe que tem a pressão elevada e faz o tratamento rigoroso, e um terço sabe que tem e não faz nada.

Porque se sente bem, por que eu vou tomar remédio? O remédio me deixa tonta, eu gosto de ficar no ritmo da hipertensão, a pessoa fica mais agitada. Então, eu acho um valor muito, muito alto de porcentagem de pessoas que negligenciam se conhecer, e daí tem esses imprevistos. Por exemplo, vai viajar, está ótimo, por que eu vou me preocupar com alguma coisa, né? E daí tem, por exemplo, um sangramento dentro de um avião, às vezes pode ser até desencadeado pelo ar seco e tudo, mas só que continuou e não parou o sangramento por causa da hipertensão de base.

Então, no primeiro momento, o nariz, quando sangra, é apertar, é apenas apertar. E, se possível, colocar um gelinho, porque o frio dá uma constrição nos vasos e isso para de sangrar naquele momento. Se for, assim, criança, dificilmente é alguma coisa mais séria, mas às vezes também precisa cauterizar o vasinho.

Então, às vezes precisa ir noturrino, por que aquele sangro? Daí, qualquer outra coisa, vai só o nariz sangra de novo, por que o vasinho é muito fininho, é muito sensível e, às vezes, precisa ir para uma cauterização local. Agora, se a pessoa já sabe, um dia já falaram que tem hipertensão, ou se pai e mãe é hipertenso e nunca foi ver, ela tem que ir atrás de correr para ver algum outro problema. Esse negócio do ouvido, quando entra no avião, a gente sente aquele mal-estar, porque a gente não conseguiu equalizar com a pressão de fora do avião.

A mesma coisa que quando você está em uma ladeira, vai descer, assim, dá um mal-estar. Isso aí, a pessoa pode mascar um chiclete, abrir a boca de sono, são manobras locais que pode fazer para resolver o problema. Agora, se tiver uma dor muito grande que não passa no decorrer da viagem, é difícil fazer um tratamento específico.

É aí que eu digo, se tem um médico que cuida de várias coisas, e levou os antibióticos que ele falou que deveria levar, eventualmente pode até ser tratado à distância. Sintomas isolados é difícil, né? É difícil. Seria algo mais grave nesse sentido, né? Se for um lado só, é mais possível de ser alguma infecção, alguma coisa assim.

Se forem os dois, muitas vezes é só um entupimento, porque ainda não adaptou direito o tímpano com os movimentos que você fez de viagem, de pressão e tudo. Ou também pode ser por catarro, porque você vai desenvolver um resfriado, ou a própria rinite, se você tem uma rinite alérgica, aquilo também dá repercussão no ouvido, que é tudo uma coisa só, né? Olho, lacrimeja, entope o nariz, eles se comunicam. Então, às vezes é uma coisa que vai passar em algum momento, sem um cuidado especial maior.

Agora, ficar pingando coisa assim, sem saber o que é, não. Não. Não.

Por isso que é importante esse acompanhamento, né? Porque pode ser uma dor, pode ser muita coisa, né? Muita coisa. Muita coisa pode não ser nada. O que pode usar é soro fisiológico no nariz.

Isso aí pode, porque alivia, deixa mais úmido, como pode usar colírio também, sem nada, só para não deixar o olho seco nessas situações. Isso é bom, isso ajuda bastante e elimina uma situação que às vezes pode evoluir, né? Legal. Agora, na questão de sintoma que leva a um diagnóstico de intoxicação alimentar, né? A náusea, vômito, a pessoa já comeu alguma coisa, já imagina.

Esse cuidado de alimentação na viagem também é muito importante, né? É muito importante. É muito importante. E náusea, depende, porque se você estiver caminhando para uma altitude maior, você pode ter náusea também.

Você pode ter dor de cabeça, você pode ter... E não tem nada que ver com o alimento que você comeu lá embaixo antes, né? Aí vai culpar o... É, o alimento lá... O pão de queijo lá do aeroporto. É, e não é nada disso. Então, as coisas precisam ser bem analisadas e vistas no local, assim, onde você está naquele momento, o que você está fazendo.

As refeições, é óbvio que se você está viajando, você quer experimentar coisas novas, né? Comidas típicas, assim, é gostoso saber, mas tem que ser muito moderado, porque realmente tem coisas que são muito diferentes. Eu fui para a Índia uma vez e eu gosto de comida apimentada, eu gosto muito. Mas só que eu tenho medo, então, quando eu vou viajar assim, não sei o que, o que é pouco ou muito para as pessoas, né? Você vai para a Bahia e aí você pede um acarajé sem pimenta, também vem com muita pimenta.

Mas eu lembro na Índia que, de manhã, eu queria comer pão simples, sem pimenta nenhuma, e simplesmente não existe. O sem pimenta deles é uma coisa que, para mim, que gosto, é extremamente forte. Então, o resto da comida, você imagina como que é. É uma delícia, eu gosto, mas ninguém aguenta esse tipo de alimentação, se você não está acostumada.

Eles nascem assim, as crianças lá comem, para eles é normal. Eu ficava admirada de ver, porque as crianças, criança mesmo, pequena, pegam aquelas coisas e comem assim como se fosse pão doce. E não é, para a gente é diferente.

Então, isso, às vezes, pode trazer muitas dores para as pessoas que estão experimentando. Então, toda vez que for experimentar, se informar bem do que você está comendo ali, para não ser pega de surpresa, e tentar bem de pouquinho, bem de pouquinho, e readmitir que você muita coisa não vai conseguir e nem deve ficar tentando, porque não vale a pena. Esse cuidado até, não só durante a viagem, como também nesse pré-viagem, quando as pessoas estão se preparando, já planejando um lugar diferente para ir, que sabe que vai comer algo muito diferente do que está acostumado, e também no avião, que eu vi que também tem algumas orientações para quem, por exemplo, costuma passar mal, costuma sentir náuseas, enfim.

Existe uma orientação já que, inclusive, o médico vai poder fazer essa preparação já, dependendo do quadro, se a pessoa é diagnosticada com óleo. Sim, hoje em dia, se a pessoa tem alguma restrição, ela já pode pedir na companhia aérea antes que seja feita a comida especial com a restrição que ela precisa, não tem problema nenhum. E, de qualquer maneira, quando se está num avião, não deve ficar comendo exageradamente.

Isso não é saudável. Você vai ficar sentado, sem fazer nada ali, e comendo não dá, como também não deve beber álcool em quantidade exagerada. Não é que não possa, em quantidade exagerada não pode nunca, mas numa situação como essa, não deve.

E tem pessoas que não só bebem exageradamente, como ainda, ah, isso aqui vai demorar muito para passar, vou tomar um remédio para eu dormir, assim, passa rápido. É a pior coisa que tem, porque até se acontece alguma coisa dentro do avião e você precisa estar atento para cair o máscara, você tem que fazer alguma coisa, você perde a chance, porque se está lá desmaiado, não dá. Então, por diversas razões, e a soma de uma quantidade de álcool maior com esses medicamentos, eles não são adequados.

Por outro lado, tem pessoas que necessitam de algum medicamento porque tem pavor de andar de avião. Então, mais uma vez, tem que ser analisado pelo médico qual seria o medicamento ideal para essa pessoa tomar antes de entrar no avião. Mas, de um modo geral, a pessoa que só está com pressa, quer ver o tempo passar, não deve fazer isso, porque é risco.

Daí que ela vai ficar sentada, imóvel, sem sair do lugar, e pode acontecer uma série de coisas. O fato de você ficar desmaiado e não ficar nem se mexendo no local é muito ruim numa viagem. Você tem que incomodar o vizinho, sair do lugar, ir até o banheiro, tomar bastante líquido.

Ah, eu não tomo líquido, porque daí eu fico atrapalhando o outro, porque eu preciso sair toda hora para ir no banheiro. Não, mas isso faz bem, isso é saudável. Você tem que atrapalhar o outro, é bom porque o outro também levanta e se mexe, está atrapalhando de uma maneira útil para o outro, e tem que se movimentar enquanto está lá nessa viagem.

Vou falar rapidamente agora da prisão de ventre, que a gente falou de alimentação. Muitas pessoas têm esse problema por conta da viagem, está em um ambiente diferente, ou até mesmo pelo ambiente, se é algo que não está acostumada. Como lidar nessa situação? O hábito intestinal é uma coisa muito importante, que apesar de ser uma coisa fisiológica, natural, que deveria ser normal, muitas vezes não é. Mas não é porque nós não somos animais que vivem na selva e estão com vontade de ir ao banheiro, vai em qualquer canto lá, por causa da nossa situação social.

Você é obrigada, n vezes por dia, em não ir ao banheiro na hora que você tem vontade, porque você não pode. Você está trabalhando, está no meio de uma entrevista, não pode. Então, você faz isso com o seu organismo.

Numa viagem, você faz isso muito mais, porque você tem situações que você não está acostumada e é difícil você relaxar e ter um hábito ali bem normal. Então, a gente tem que pensar que é extremamente importante, de preferência, já ter criado um hábito matinal, de preferência, antes de sair de casa, você já ter resolvido a sua situação intestinal para poder não pensar mais nisso durante o dia e principalmente para não ter que prender essa vontade que atrapalha muito. E o mais importante é você ter criado esse hábito durante a vida, porque daí, na viagem, isso não vai te atrapalhar tanto.

Mas mesmo assim, a recomendação é, mais uma vez, tomar bastante líquido, que hidrata, hidrata as fezes, hidrata tudo e fica mais fácil de você não ter a obstipação. Comer bastante verdura, que também ajuda a fazer o bolo que vai sair mais facilmente. E levar alguns remédios, alguns laxantes, algumas coisas que tenham sido indicadas pelo seu médico.

Porque tem alguns que umidificam o conteúdo intestinal e não fazem mal. Mas nunca tomar, por exemplo, um medicamento para tirar cólica, porque daí você vai ficar pior ainda. Ele vai prender mais ainda o seu intestino.

Então, alerta, não tomar esse tipo de coisa que vai prender. Prestar bastante atenção, tentar fazer da forma mais natural possível. Tem uns medicamentos que são fibras, que você ingere, e isso ajuda.

Mas, de preferência, criar essa rotina para não ter esse problema. Perfeito. Nossa equipe aqui já está avisando que o nosso tempo está acabando.

Eu tenho um último assunto para falar, que eu tenho certeza que muitas pessoas têm dúvida em relação a isso, que é o jet lag. Como que isso atrapalha também na questão do organismo, né? A gente já falou um pouco sobre essa mudança de altitude, né? Muito calor extremo, frio extremo, mas essa questão do jet lag é uma preocupação também, já me sinalizaram aqui do tempo, mas rapidamente, como que as pessoas podem se prevenir por essa questão de mudança? O jet lag é porque o nosso organismo funciona num ciclo. Você tem o horário de acordar, o horário de dormir, e esse ciclo existe porque o organismo libera hormônios que te fazem despertar a hora que sai o sol e que você pula da cama, você tem uma descarga de adrenalina ali também, e na hora que você vai dormir, que vai ficar tudo escuro, você tem outros hormônios que fazem esse tratamento.

Se você muda disso radicalmente, obviamente, seu organismo não está preparado, vai ter que ter o período de adaptação. Então, quando a diferença de fuso é muito pequena, duas, três, quatro horas, a minha recomendação é que nem tente mudar. Continue com o fuso do seu local de origem, porque se você for ficar pouco tempo e o fuso for pouco, deixa assim que é melhor, você vai se sentir melhor.

Mas um fuso maior, que você não tem como, nem que seja pouco tempo, você vai estar naquela situação, você pode ir tentando alguns dias antes na sua casa, a já ir mudando devagarinho, que fica mais fácil de você se adaptar à situação. E entrou no avião, já coloca o seu horário do destino. Só mais uma coisinha, e tomar sol, lembrar que tomar sol ajuda a despertar.

Então, os momentos que tiver que ficar acordado, bastante luz. Os momentos que tiver que dormir, sem computador, sem internet, para poder ficar mais escuro. Perfeito, papo muito esclarecedor, rendeu super bem, quase que a gente estoura o tempo, porque ainda tem muita coisa para falar sobre esse assunto.

Então, eu vou aproveitar, doutora Marisa Amato, cardiologista, vou pedir para a senhora mostrar o seu livro e explicar onde que as pessoas conseguem adquirir, se está disponível online, como que as pessoas conseguem, que aí está tudo bem explicado no livro dessas questões que a gente tratou aqui. Esse livro aqui, ele se consegue adquirir online pelo nosso site www.amato.com.br. Perfeito, buscar o nome na internet também acredito que as pessoas consigam achar a seleção de dicas médicas para viajar com saúde, que foi o nosso tema de hoje. Muito obrigada pela sua participação, doutora Marisa.

Obrigada a você. Muito obrigada também pela sua participação aqui conosco. Se tiver alguma sugestão de tema, comenta aqui no nosso vídeo, não deixe de conferir a nossa playlist com os outros assuntos que nós trouxemos aqui nos outros episódios e conto com a sua participação também nos nossos próximos.

Obrigada e até mais. Tchau.

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