A colelitíase, popularmente conhecida como pedra na vesícula, é uma condição comum que afeta cerca de 20% da população. Sua formação ocorre devido a um desequil
Bom, a pedra na vesícula, né, pessoal, o nome técnico seria colelitis, né, muita gente pega no ultrassom, colelitis, não entende o que é isso, né, mas seria a nossa pedra na vesícula, né, na linguagem popular a pedra na vesícula.
Muita gente relaciona a pedra na vesícula com alimentação, eu brinco com o pessoal, se fosse assim todo paciente acima do peso teria pedra na vesícula, isso não é realidade, a gente eventualmente pega pacientes magros com pedra na vesícula.
Seria uma concentração da bilhe, o fígado normalmente produz a bilhe e essa bilhe é lançada no intestino para ajudar a digestão, durante o momento em que você não está se alimentando, essa bilhe produzida pelo fígado continuamente fica armazenada na vesícula, esse processo de armazenamento na vesícula, ele eventualmente por um desbalanço dos elementos que compõem a bilhe, pode começar a precipitar e formar alguns grumos, concentrar algumas areias, alguns sedimentos que vão se aglomerando e formando pequenos cálculos que vão crescendo com o tempo.
Hoje a pedra na vesícula pode ter algumas consequências, alguns pacientes vão ter a pedra na vesícula durante toda a vida e não vai ter nenhum problema, então o protocolo hoje de tratamento, quando o paciente tem o cálculo sem nenhum sinal de alerta, que não está provocando dor, nunca teve alguma complicação relacionada com inflamação, infecção ou pancreatite, podemos fazer um acompanhamento, mas sempre alerta que no primeiro sinal de complicação o tratamento será cirúrgico.
Geralmente durante a alimentação, principalmente com alimento gorduroso, ao ingerir o alimento essa vesícula contrai e tenta jogar a bilhe para o intestino, se tiver um cálculo na saída da vesícula, ela não vai conseguir fazer essa expulsão da bilhe e vai causar uma dor, geralmente caracterizada como a cólica biliar.
Olá a todos, eu sou o doutor Fernando Amato, sou cirurgião plástico aqui no Instituto Amato e hoje eu trouxe o doutor Cássio, ele é cirurgião geral, cirurgião do aparelho digestivo e é um parceiro aqui no Instituto Amato já há um bom tempo. E eu acho legal esse tema, porque quando eu era apenas um cirurgião geral, né, então foi uma das cirurgias que ele me ajudou, ele me ensinou também e por um bom tempo eu ajudei ele nessa cirurgia, né, que é a cirurgia de retirada da vesícula, né. Então o tema de hoje é pedra na vesícula.
Então o que eu vou perguntar para o doutor Cássio é o que é a pedra na vesícula e por que que ela aparece? Bom, a pedra na vesícula, né, pessoal, o nome técnico seria colelitis, né, muita gente pega no ultrassom, colelitis, não entende o que é isso, né, mas seria a nossa pedra na vesícula, né, na linguagem popular a pedra na vesícula. Como forma essa, é comum, é comum, a pedra na vesícula é comum, 20% da população tem pedra na vesícula, alguns tem, dependendo algumas populações a incidência é até maior, tem algumas populações, dependendo alguns locais essa incidência é maior. O que causa a pedra na vesícula? Muita gente relaciona a pedra na vesícula com alimentação, eu brinco com o pessoal, se fosse assim todo paciente acima do peso teria pedra na vesícula, isso não é realidade, a gente eventualmente pega pacientes magros com pedra na vesícula.
O que causaria essa formação da pedra dentro da vesícula? Seria uma concentração da bilhe, o fígado normalmente produz a bilhe e essa bilhe é lançada no intestino para ajudar a digestão, durante o momento em que você não está se alimentando, essa bilhe produzida pelo fígado continuamente fica armazenada na vesícula, esse processo de armazenamento na vesícula, ele eventualmente por um desbalanço dos elementos que compõem a bilhe, pode começar a precipitar e formar alguns grumos, concentrar algumas areias, alguns sedimentos que vão se aglomerando e formando pequenos cálculos que vão crescendo com o tempo. E quem tem pedra na vesícula, tem algum risco? Hoje a pedra na vesícula pode ter algumas consequências, alguns pacientes vão ter a pedra na vesícula durante toda a vida e não vai ter nenhum problema, então o protocolo hoje de tratamento, quando o paciente tem o cálculo sem nenhum sinal de alerta, que não está provocando dor, nunca teve alguma complicação relacionada com inflamação, infecção ou pancreatite, podemos fazer um acompanhamento, mas sempre alerta que no primeiro sinal de complicação o tratamento será cirúrgico. A complicação que a pedra na vesícula pode causar, primeiro, estando na vesícula, quando a vesícula é estimulada para jogar essa bilhe para o intestino, como é feita essa estimulação? Geralmente durante a alimentação, principalmente com alimento gorduroso, ao ingerir o alimento essa vesícula contrai e tenta jogar a bilhe para o intestino, se tiver um cálculo na saída da vesícula, ela não vai conseguir fazer essa expulsão da bilhe e vai causar uma dor, geralmente caracterizada como a cólica biliar.
Então esse é um dos problemas do cálculo dentro da vesícula. Outro problema que pode ter é o cálculo na vesícula, ele irrita a parede da vesícula e pode predispor a infecção, que a gente chamaria de cólice cítia aguda. Outro problema também, principalmente com cálculos pequenos, é quando ele sai da vesícula, no processo de contração da vesícula, além da bilhe, joga também o cálculo.
Esse cálculo, quando vai para o intestino, no meio do caminho passa pelo pâncreas, passando pelo pâncreas pode predispor a pancreatite, que a pancreatite pode evoluir para um quadro mais grave, então é uma preocupação que a gente tem. Muitos pacientes perguntam, doutor, mas eu tenho que operar a minha pedra pequena? Não é o tamanho da pedra que indica a cirurgia, tanto a pequena como a grande tem suas indicações. A pequena, às vezes, nos causa até mais preocupações pelo risco da pancreatite.
Bom, essa era exatamente uma das perguntas, quando que precisa operar, então é exatamente quando o paciente tem sintoma e o paciente tem que ficar atento, porque o sintoma já é a indicação de uma cirurgia com o risco de ter uma infecção, uma inflamação, e nesse caso, quando é uma pedra pequena, tem o risco de ter uma pancreatite, pancreatite realmente, ela pode ser muito grave e muitas vezes os pacientes têm pancreatite e demoram para se fazer o diagnóstico, porque tem o sedimento na vesícula, mas é muito pequeno e às vezes os exames não conseguem visualizar tão bem, às vezes a causa da pancreatite foi uma areinha, uma pedra na vesícula. E o paciente pode ter infecção na vesícula também, colicistite, e que também a causa principal é o cálculo, a pedra na vesícula. Tem um outro nome que a gente vê no exame, não é só colitíase, colitíase seria a pedra, mas também tem a coledocolitíase, e o que seria a coledocolitíase? Bom, a coledocolitíase seria quando a pedra fica no meio do caminho, ela não está na vesícula nem no intestino, ela está no caminho que liga o fígado ao intestino, que chama-se colédoco.
Então, a pedra saiu da vesícula, mas não conseguiu chegar até o intestino, então está nesse caminho. Qual o problema dessa pedra impactada aí? Às vezes dificulta a passagem da bile, e é um dos motivos do paciente ter o problema da ecterícea, que fica amarelo. São casos como hepatite, o pessoal confunde com hepatite, não só a hepatite fica amarelo, então tem outros problemas também que causam o amarelo, que seria a colestase devido ao cálculo impactado.
Aí teria que fazer um procedimento, operar a vesícula vai resolver esse cálculo? Não, você teria que fazer um procedimento, seria colangiografia endoscópica, para retirar esse cálculo para ver a bilhar, que seria o método menos invasivo. Que é a papilotomia, que abre esse esfíncter para poder drenar, e às vezes ele vai com uma mãozinha, o basquete, para poder tirar essa pedra lá de dentro. E nesse procedimento não daria para esvaziar também a vesícula? Não, esse tratamento você não consegue atingir a vesícula, teoricamente seria até possível, mas uma vesícula que é litogênica, que causa cálculo, já é doente, você tem que retirar a vesícula.
Porque às vezes pode estar também relacionada à mobilidade dela, à capacidade dela de esvaziar a bíblia. E como que é a cirurgia para a retirada da pedra da vesícula? Vai lá, abre a vesícula e tira a pedra, ou retira a vesícula inteira? Como que é essa cirurgia? Essa é uma boa pergunta, porque é frequente, os pacientes, doutor, mas vai tirar a vesícula também? Não tira só a pedra? Não, tira a pedra e a vesícula. No momento que você tem uma vesícula que promove a produção de cálculos, se você tirar só a pedra, vai provocar a formação de cálculos de novo.
Até brinco com o paciente, eu vou tirar só a pedra, aí no ano que vem eu te opero de novo, eu te opero de novo. Então o correto é fazer a cirurgia, correto não, é feito assim, tá? O pessoal confunde muito, às vezes, ah, doutor, mas teve um amigo que operou e não tirou a vesícula. Ah, veja bem, ele ia ter operado pedra no rim.
O pessoal confunde as coisas, é uma entidade completamente diferente, pedra na vesícula e pedra no rim. Quando é pedra na vesícula, o tratamento hoje é a colistectomia, que é retirada da pedra junto com a vesícula, e hoje a gente dá preferência para o método menos evasivo, que é a cirurgia laparoscópica. Que é por vídeo, né? Por vídeo e laparoscópica.
Que são pequenos furos, pequenos furos para poder acessar a cavidade abdominal, para poder retirar a vesícula. Antigamente faziam um corte de cóquer, que era em cima da vesícula, e cortava toda a musculatura para chegar lá. Era uma cirurgia muito mais dolorosa, com pós-operatório um pouco mais difícil.
Mas hoje se faz por vídeo, né? E como que é essa recuperação do paciente? Dá para fazer em hospital dia? Como que é essa cirurgia? Perfeito. Essa cirurgia videolaparoscópica, no vídeo, o pessoal no popular fala muito de cirurgia laser, né? Ficou caracterizado, embora não tenha laser nela. Mas é uma cirurgia que a gente, o termo dessa seria cirurgia videolaparoscópica.
É uma cirurgia hoje que é considerada, né? Bastante feita, uma das mais feitas, junto com as hérnias nos hospitais. E hoje a gente tem uma recuperação muito rápida, né? Você já comentou. Hoje não tem mais aquele corte, né? Então você opera, opera num período e o paciente vai embora no mesmo dia, né? Então, sim, dá para fazer em hospital dia, cirurgia ambulatorial, né? A recuperação tranquila.
Tem que ser paciente selecionados, que não tem outras enfermidades. Pela cirurgia, é uma cirurgia de baixa complexidade. Mas sempre a gente tem que considerar a cirurgia e o paciente, né? Se o paciente for um paciente que tem outras doenças, isso tem que ser considerado também.
E esse paciente, pô, você tirou um órgão, a pessoa tirou a vesícula. O paciente, como que vai viver sem a vesícula? Ele vai viver bem? Vai ter uma vida normal? Como que vai ser esse pós-operatório dele? É, eu brinco com meus pacientes. Você não vai ficar aleijado sem a vesícula, fica tranquilo.
Porque quando você tem essa vesícula doente, né? Com pedra, geralmente ela já não está fazendo a função dela, tá? Ah, doutor, mas não vou ficar com problema pra digerir, pra comida. A ideia de operar é você melhorar o que você já tem de problema, né? Então, ao contrário, quando tira a vesícula, alguns pacientes perguntam, se tirar a vesícula eu vou engordar? Pode ser, se você comer mais, porque vai deixar de ter a dor que você tinha antes, né? Então, às vezes o paciente, enquanto tem pedra na vesícula, evita comer comida gordurosa, porque já percebe que a gordura predispõe às cólicas, né? Se depois da cirurgia começar a abusar de comidas gordurosas, tem o peso. E vai ter alguma orientação alimentar no pós-operatório, por conta da falta da vesícula? Recomendamos, nos primeiros 30 dias, evitar comida gordurosa.
Pra não ter aquele estímulo, né? Ter aquele estímulo e... A gente, assim, vai estragar a cirurgia se comer comida gordurosa? Não, mas vai dar mal-estar, né? Então, até o organismo adaptar, o fígado assume essa função da vesícula. Vai ser adaptado, mas até esse primeiro mês, evita-se a comida gordurosa. E outro problema que a gente preocupa também, em alguns poucos casos, pode aumentar a frequência evacuatória depois da cirurgia de vesícula, né? E se você comer comida gordurosa, também piora esse quadro.
A maioria, com o tempo, retoma a sua normalidade. É um tema muito frequente, né? O cálculo na vesícula, tem muita gente que tem, é uma das principais causas de dor abdominal no pronto-socorro, né? A gente tem o apendicite, é também um dos mais frequentes, talvez seja um tema pra gente falar no futuro. Mas a vesícula é muito frequente, aquela dor em andar superior do abdômen, na altura do fígado, e muitas vezes pode ser só aquela cólica biliar, né? Que é aquela dor que vai e volta, associada a alimentos mais gordurosos.
E o paciente pode evoluir com uma colicistite, que é a inflamação, que consequentemente evolui com a infecção da vesícula. E um outro risco é a pancreatite, que tem uma dor também em andar superior do abdômen, mas às vezes ela confunde muito, às vezes vai pras costas, é uma dor mais em faixa, e ela pode ter uma evolução muito desfavorável. Então, é por isso que é o tema que a gente trouxe hoje.
Se alguém tiver alguma sugestão de tema, pode colocar aqui nos comentários, pode sugerir, pode perguntar. Não deixe de se inscrever no canal. Se a gente tiver mais inscritos, a gente consegue convencer o Dr. Cássio a falar sobre mais assuntos.
Curta o vídeo e compartilhe com quem tem uma pedra no caminh... Opa! Pedra na vesícula. Muito obrigado, Dr. Cássio. Espero te ver em próximos vídeos.
Eu que agradeço.
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.