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Lipedema Sem Mitos: Tratamento Clínico Antes da Cirurgia! | Ep. 97

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Lipedema Sem Mitos: Tratamento Clínico Antes da Cirurgia! | Ep. 97

**Resumo do vídeo “Lipedema Sem Mitos: Tratamento Clínico Antes da Cirurgia! | Ep. 97”** O episódio traz dois especialistas em lipedema – Dr. Daniel Benit e Dr

Perguntas respondidas neste vídeo

Foi um encontro histórico, né?

A gente já tem que contar esse bastidor, que foi difícil unir aqui. É difícil juntar. Não é fácil.

Tem essa dúvida, né?

Isso. É interessante. A gente se conheceu antes da cirurgia vascular.

Passa lá em casa depois, né?

Acho que uma ou duas semanas depois, eu estava indo para um curso em Londrina. Eu entrei no avião.

A gente tem que continuar a ideia do avião anterior, né?

E a gente também se encontrou em Elevador de Hospital. Foi. Que é a coisa mais difícil do mundo.

Mas deu um problema, eu tive que ir para Londrina, né?

Aí a gente falou, é para acontecer. E desde então, a gente trabalha juntos. E uma coisa legal do curso dos Osirix, que tem uma geração inteira de cirurgião vascular no Brasil, que passou por nosso treinamento.

Transcrição completa do vídeo

S明ubre Olá, meu nome é Letícia Miyamoto, está no ar mais um AmatoCash pelo canal do Instituto Amato e agradeço mais uma vez o carinho da sua audiência e participação aqui conosco para falar sobre tudo que envolve qualidade de vida. Nos últimos episódios nós recebemos convidados especiais, falamos sobre a relação da fisioterapia com o Lipedema, antes sobre mitos e verdades relacionados ao Crossfit. Foi um papo polêmico, a gente já vai deixar o link aqui para quem não acompanhou esses últimos para que vocês possam assistir e não perca a nossa playlist. Então hoje a gente recebe novamente dois convidados especiais, vocês já viram aí no título que hoje o tema é Lipedema novamente, é só que voltado ao Lipecurso e vocês também daqui a pouco já vão entender o que é o Lipecurso, como funciona, todos os detalhes. Então já vou apresentar aqui os nossos convidados especiais, antes de dar as boas-vindas a eles. O Dr. Daniel Benit é médico formado pela USP, com residência em cirurgia vascular e endovascular no Hospital das Clínicas. É referência nacional e internacional no tratamento do Lipedema, sendo o fundador da Associação Brasileira de Lipedema e professor do primeiro curso brasileiro sobre o tema, voltado exclusivamente a médicos. Também autor de diversos artigos científicos e capítulos de livros, além de membro de sociedades médicas brasileiras e internacionais. O professor doutor Alexandre Amato é médico e cirurgião vascular, endovascular do Instituto Amato. O especialista é doutor em ciências pela Universidade de São Paulo. Atualmente faz pesquisa científica em Lipedema e é presidente da Associação Brasileira de Lipedema. Além disso, é autor de diversos livros sobre saúde. Bem-vindos. Obrigado. Obrigado. Super feliz de estar aqui de novo. Foi um encontro histórico, né? A gente já tem que contar esse bastidor, que foi difícil unir aqui. É difícil juntar. Não é fácil. É, exatamente. A gente trabalha junto, mas não é fácil juntar. Exato. E, aliás, já começo perguntando como vocês se conheceram, a quanto tempo vocês trabalham juntos. Conta aí para a gente um pouquinho dos bastidores dessa amizade, porque são dois cirurgiões vasculares. Tem essa dúvida, né? Isso. É interessante. A gente se conheceu antes da cirurgia vascular. Eu já tinha feito cirurgia geral e tinha entrado na aeronáutica como médico especialista. E o Benit entrou antes da cirurgia geral. É isso, né? Se conheceu em 2005 na aeronáutica. E logo depois eu fui fazer cirurgia geral e fui fazer cirurgia vascular. E aí a gente foi se cruzar de novo no aeroporto indo para Itália, em 2010. Olha, uma coincidência enorme. Eu estava indo para conhecer alguns serviços, acompanhar algumas cirurgias na Itália. Ele estava indo para o hospital que ele já fazia, um Felo, que seria um aprimoramento. E na época estava começando a ideia de um programa de visualização de imagem médica que chamava Osirix. E aí, em terça hora, fazia um curso aqui no Brasil sobre o Osirix. E a gente se encontrou no aeroporto. Estávamos no mesmo voo, mas indo para lugares diferentes da Itália. Mas no final, a gente estava indo para o mesmo congresso. Para que também tinha uma parte só de discussão do Osirix. E ele estava em conjunto com a Universidade de São Rafael de Milão, fazendo o projeto lá de Osirix. Chegou a ter publicação científica sobre o assunto. E quando a gente voltou para o Brasil, a gente falou, vamos então fazer o curso juntos? Vamos. E teve mais, né? Para não colar a ideia, o que é um negócio de convite de brasileiro, né? Passa lá em casa depois, né? Acho que uma ou duas semanas depois, eu estava indo para um curso em Londrina. Eu entrei no avião. E quem que estava sentado do meu lado? Ele. E não foi nada combinado? Foi o Caminambó. A gente tem que continuar a ideia do avião anterior, né? E a gente também se encontrou em Elevador de Hospital. Foi. Que é a coisa mais difícil do mundo. E nesse voo foi uma coisa muito engraçada, porque era para eu estar em Maringá. Mas deu um problema, eu tive que ir para Londrina, né? Aí a gente falou, é para acontecer. E desde então, a gente trabalha juntos. E uma coisa legal do curso dos Osirix, que tem uma geração inteira de cirurgião vascular no Brasil, que passou por nosso treinamento. Tem o artigo. Quem sabe fazer planejamento vascular, ou aprendeu conosco, ou aprendeu com alguém que aprendeu conosco, certeza. Foi uma coisa disruptiva, porque foi o planejamento da cirurgia indo vascular lá 15 anos atrás, que ninguém sabia fazer na época. A gente ensinou uma geração inteira. E tem até o artigo do impacto do curso na vida do cirurgião vascular. E foi bem legal. Que legal. Não, e eu ia até perguntar isso, porque às vezes, até na minha área, falando do jornalismo, existem, quando são pessoas que são referências no assunto, às vezes existem atritos, até às vezes uma certa imemisade. E vocês trouxeram, agora vocês trabalham muito juntos, e também agora o Lipe Curso, os dois que estão fazendo... Uma coisa interessante nisso que você falou, é que a gente trabalha junto e não necessariamente a gente pensa igual. Mas a gente respeita o pensamento do outro. Por mais que eu não concorde com 100% do que ele fala, e com certeza ele não concorda com 100% do que eu falo, eu dou margem para ouvir o que ele tem para falar, e às vezes mudar ou adaptar o meu pensamento à ideia dele. Então, é uma coisa legal, porque um puxa o outro. A gente não fica parado. As pessoas hoje têm uma dificuldade muito grande de conversar com alguém que pensa diferente. Eu falo, gente, não tem nada melhor do que pensar, conversar com alguém que pensa diferente de você. Porque você vai ver um ponto de vista diferente da mesma coisa que você está olhando, mas com um raciocínio diferente. E isso, às vezes, faz você subir um nível. Ele é pomerêncio, eu sou corentiano e está tudo bem. E as pessoas hoje têm uma dificuldade nisso. E às vezes uma coisa que você pode achar ridícula, às vezes para o outro, não é. E na hora que você olha outro ponto de vista, você fala, ele está certo e, na verdade, eu estou errado. E isso só vai multiplicando. É dividir conhecimento e, no final, multiplicar o resultado. Acho que é resultado um pouco da polarização da política atual, né? As pessoas colocam a bandeirinha num ponto e falam, não quero mais saber do resto e, ponto final, eu estou certo e não quero mais saber. Eu tinha muita dificuldade quando, bem jovem, de entender esse negócio de esquerda e direita. Porque eu tinha minhas opiniões, mas eu não conseguia colocar num lado ou no outro. E hoje parece que é tudo tão claro o que é da esquerda, o que é da direita. O problema da polarização é esse, né? As pessoas param de pensar, param de colocar o sapato do outro, para entender o que está acontecendo do outro lado. Sim. E vocês, nessa parte de lipedema, vocês têm muitas ideias diferentes. Como é que foi? Até para desenvolver o curso, né? Tem várias coisas, várias histórias interessantes. Eu lembro que o dia que eu cheguei, falei, eu acho que a alimentação tem tudo a ver com o lipedema, ele saiu falando, esse cara está doido. Mas eu não falei isso para ele na época. Eu achei uma loucura sem guafa e falei, gente, que absurdo que ele está pensando, mas quando alguém fala uma coisa diferente do que eu penso, eu fico quieto. E, logicamente, ele estava certo, a gente viu esse desenrolar, mas eu, lá atrás, eu não valorizava a alimentação. Como eu valorizo hoje em dia? E você não imaginava que teria, hoje até, algo tão, assim, chegar até o lipecurso, por exemplo, que vocês juntos, assim, com essa... A lipecurso, acho que a gente sempre gostou de dar aula junto. A gente começou com o curso de Osiris em 2010. A gente foi uma geração inteira e foram quase 10 anos de curso Osiris. A gente chegou a fazer a parceria com a sociedade brasileira de cirurgia vascular. E a gente sempre teve essa vontade de ensinar os outros aquilo que a gente sabe. Muitas vezes, a minha formação assim, não compartilhar conhecimento. Eles não ensinavam a gente, não ensinavam. Ensinavam, mais ou menos, a operar, ensinava quase nada da parte clínica e muito a gente aprendeu sozinho. E na hora que você ensina o outro, na verdade, você está aprendendo mais. E você está multiplicando o seu conhecimento. Isso, pelo menos, para mim, não tem preço. Tem um proverbio árabe que eu gosto muito. Quem tem um pão e troca com outro fica com um pão. Quem tem uma ideia e troca com outro fica com duas ideias. Então, o compartilhamento de conhecimento é onde a gente cresce mais. Sim. E agora vocês decidiram colocar... Agora não, né? A gente até está falando dos bastidores. Parece que é uma coisa, já foi o curso mais... Eu queria que vocês contassem um pouco dessa... da origem que a gente estava contando aqui antes de começar a gravar, que foi o primeiro curso, é isso? Primeiro curso de voltada ao IPDMA. Quanto todo o mundo estava discutindo ainda assim. Ah, IPDM existe, não existe, existe, não existe. A gente já estava ensinando o tratamento, né? Eu lembro que me chamaram para um congresso e que era uma discussão de dois lados. E eu ia ter que viajar. Eu não lembro exatamente onde era, acho que era Campos de Jordão. E a ideia era colocar lados opostos, de novo, lados opostos. Um falando que o IPDM existe, o outro discutindo com a argumentação de que o IPDM não existe. Eu falei assim, obrigado pelo convite, mas eu já estou numa fase de discutir tratamento. Vocês estão querendo falar se existe ou não existe? Não dá, né? Vamos passar essa fase. Só que ainda levou anos desse evento para a gente parar de discutir se existe ou não existe. Hoje em dia ainda tem um ou outro que fala isso é doença da moda, né? E quando a gente foi para a Alemanha em 2017, onde a gente aprendeu a fazer ali pós-spiração, porque é onde mais fazia no mundo, há mais tempo na época, a gente foi aprender com o Stephan Raprist, que já operava IPDM há 20 anos, só que a maioria da publicação dele era em alemão. Então, muita gente não tinha acesso a isso, mas a gente foi lá, aprendeu com ele. Quando a gente falou que tratava clinicamente IPDM, ele falou impossível, não tem como tratar. E aí, quando a gente voltou e falou, a gente precisa divulgar mais sobre o tratamento. E aí, foi até essa necessidade de ensinar os outros que a gente fez o Lipe Curso na pandemia. Em 2020, tinha muita gente perguntando para a gente, você precisa ensinar a gente, você precisa ensinar a gente, você precisa ensinar a gente. E o primeiro Lipe Curso foi de máscara. A gente fez o primeiro curso de máscara. O interesse era tão grande que a gente encheu, que era a quantidade que a gente queria, sempre um grupo fechado para ensinar, porque é muito disruptivo. A gente ensinou todo mundo de máscara. Foi bem desconfortável ficar falando um dia inteiro de máscara, mas o nosso primeiro Lipe Curso, lá em 2020, no início da pandemia, logo depois que começou a imunização, foi todo mundo de máscara. E qual foi o intervalo de um para outro? Foi em 2020, então, o primeiro, né? Foi quando começou a pandemia? A gente fez o primeiro em 2020, depois a gente fez um logo em seguida, porque tinha muita gente querendo. Mas acho que é interessante que esses cursos para os médicos, a gente chamou de Lipe Curso 1, 2 e 3, não porque teve três cursos, mas porque teve três grandes mudanças radicais na nossa visão do Lipe Dema. Foi pela necessidade, assim, de atualizar isso. Foi pela necessidade de atualização. Até quem fez os primeiros cursos não tem a visão que a gente tem hoje, é não ser que tenha continuado estudando, desenvolvendo de alguma forma esse assunto. E acho que a gente fez uma média de uns quatro, três, quatro cursos por ano, mais ou menos. Mas esse de 2025 acaba sendo o primeiro. Em 2025 teve o primeiro agora, mas porque a gente fez o Congresso? A gente queria muito fazer um Congresso grande para um monte de gente e puxa, foi um sucesso, foi muito bom, foi muito legal, a gente recebeu gente do Brasil inteiro. Foi realmente não só disruptivo, mas foi muito legal ver a quantidade de gente que está mergulhando no assunto e querendo desenvolver isso no Brasil. E agora vocês falaram bastante de novidade, de trazer essas atualizações quando tem o Lipe Curso. E agora, então, o que a gente pode esperar para esse, já que teve essa necessidade de atualização? O que mais que vocês vão focar? Qual que é o tema principal? O Lipe Curso começou porque a gente estava com uma demanda, uma lista de espera de mais de 300 pessoas querendo fazer o Lipe Curso presencial. E a gente falou que a gente precisa gravar o curso, a gente fez em estúdio para ficar com áudio bom, com todos os slides disponíveis para a pessoa também conseguir acompanhar de casa. Porque a gente tinha uma demanda reprimida muito grande, um aumento da informação muito grande, chegando muitas vezes sem vazamento científico. E a gente falou que na hora da gente divulgar informação para mais gente. Por isso que a gente tornou disponível o Lipe Curso online. Para quê? Para poder divulgar informação por maior número de pessoas possíveis. E para dar um exemplo, é impossível uma pessoa que não vive, não respira Lipe Dema todos os dias, conseguir acompanhar a publicação científica. Porque nos últimos cinco anos, teve mais artigos científicos do que nos últimos 70 anos sobre Lipe Dema. Então a gente acompanha e a gente publica junto, então a gente sabe já o que vai sair de artigos científicos. A gente não lê a publicação, a gente já sabe o que está para sair. Me mandaram uma mensagem aqui perguntando a relação de Flebotônico com Lipe Dema, qual que era o artigo, eu falei assim, olha, o artigo não tem, mas eu sei quem escreveu e está no prelo, já está para sair na revista. Então, é assim, a gente não só sabe o que está para sair, a gente sabe o que não deu certo. Essa é a grande falha na medicina em geral. Ninguém publica falha. Quando dá errado, as pessoas querem esconder que deu errado. O problema disso é que outras pessoas vão fazer o mesmo erro e vai dar errado de novo. Então, até existe um jornal chamado Journal of Negative Results, quando dá errado alguém publica, mas as pessoas não gostam de fazer isso. Então, por exemplo, a Gestrinona, que tanto falam hoje em dia de ah, é tratamento para o Lipe Dema. Isso é uma coisa que há dez anos atrás a gente já pensou, já tentou, já errou, já viu que o caminho não era por aí e estão colocando agora como uma possibilidade. Está enterrada essa história. Entendi. E a gente, por exemplo, explica muito desses erros para não seguirem o mesmo caminho que a gente já errou lá atrás no tratamento do Lipe Dema. Por exemplo, o ano que foi para mim um divisor de águas no tratamento do Lipe Dema foi em 2022, porque saíram muitos estudos genéticos, saíram os primeiros e aí você vê que não dá para ter um protocolo de tratamento de Lipe Dema. Ou você conhece o caminho para poder orientar a pessoa a seguir esse caminho, porque cada uma vai ter um caminho diferente ou ela nunca vai conseguir melhorar o Lipe Dema dela, nunca. E não adianta tentar encaixá-la num protocolo de tratamento. O medicamento que dá certo para uma, dá certo porque ela tem um GNX, para não confundir com x e y, sei lá, vai, tem um GNZ. Mas não dá certo para outra que tenha o GNW, entendeu? Então essa é a bioindividualidade, super importante. E outra coisa, inteligente é aquele que aprende com o próprio erro, mas o gênio é aquele que aprende com o erro dos outros. Então a gente está ensinando nossos erros do passado para que as pessoas evitem fazê-lo. Sim. E no começo a ideia era ser voltado mesmo para paciente ou para médico. Qual que era a ideia assim no início de vocês? A gente tem uma demanda enorme de vários públicos querendo o curso. Então tem médicos, eram os primeiros. Realmente queriam muito e a gente fez o curso de emersão. Mas nesse processo todo, todos os profissionais de saúde envolvidos com o Lipe Dema, então psicólogo, personal trainer, nutricionista, fisioterapeuta, terapia ocupacional. Tem um monte de profissional envolvido e que queria aprender um pouco mais. Queriam oferecer os seus serviços para esse público. Mas não só eles, as mulheres com o Lipe Dema também estão muito carentes de informação confiável, segura. Porque por um lado as mídias sociais ajudaram bastante na divulgação da doença. Foi muito rápido. Por outro lado a divulgação de muita besteira está sendo feita. Então separar o joio do trigo é muito importante. E a gente começou a ver essa venda de protocolos. A gente aí vendendo caixinhas com kits prontos para paciente fazê-lo com histório, com preços exorbitantes e muitas vezes pelo desespero pela dor que elas têm. 90% das mulheres com o Lipe Dema tem dor. Mas eu falo que 120% delas têm vergonha. E quando a pessoa está no nível vergonha com dor, ela aceita qualquer coisa. Muitas vezes ela gasta muito mais até do que deveria na busca de uma esperança. E muita gente se aproveita da dor delas para explorar isso daí. E no Lipe Curso a gente consegue ajudar essa mulher com o Lipe Dema, que muitas vezes não consegue ter acesso à nossa consulta, a ter um acesso ao conhecimento. Porque eu falo, todos os caminhos levam à Roma, mas o caminho não precisa ser o inferno, a vida não aceita atalho, mas o caminho precisa fazer sentido. E para esse caminho fazer sentido para a pessoa precisa ter conhecimento. Sem conhecimento o caminho não vai saber qual seguir. E a partir do momento que o caminho tem sentido, ela tem conhecimento, ela se liberta. E elas melhoram muito. É assim, todo Lipe Dema é tratável e a cirurgia é raramente necessária. A cirurgia é a cereja do bolo, em último caso. Só que a grande maioria das mulheres pulam todo o processo do tratamento conservador e vai para o tratamento caro, ao invés de fazer o que realmente dá certo antes. E é o que a gente ensina, é o que a gente ensina para todo mundo. Sim, então vocês até acabaram falando um pouco sobre, para cada lado, como vai funcionar o lado do especialista e o lado do paciente, para que a gente possa ter isso bem definido. Os caminhos de aprendizado são um pouquinho diferentes, mas a gente dá isso para todos os públicos. E agora falando desses dois públicos, o que vocês acham que ainda é o maior desafio para ambos? Para o paciente entender, para o paciente colocar assim de fato na cabeça, não talvez as que vocês já têm mais contato, mas assim de uma forma geral, das outras que vocês veem, sobre os mitos que as pessoas acreditam. E a parte dos médicos também, ainda que vocês acreditam que tem mais resistência nesse sentido. Eu acho que o pior hoje para a mulher que tem Lipe Dema é que estão vendendo uma imagem de que é um pesadelo do qual ela não acorda. E a pior coisa do mundo que você pode fazer é tirar a esperança dela. Porque estão vendendo uma esperança e na verdade isso não existe. A mulher com Lipe Dema nunca vai conseguir terceirizar o tratamento dela. Nunca, não vai ser a cirurgia que vai resolver, não vai ser o protocolo que vai resolver. Vai ser o conhecimento, vai ser a mudança. A gordura no corpo é sempre uma necessidade, a gente sempre precisa entender porque esse corpo está precisando disso de gordura. Porque na hora que a gente mostra que não precisa da gordura, o corpo metaboliza. E o músculo é um merecimento. Mostrou que está tudo aqui, o corpo vai e dá músculo. Só que as pessoas estão procurando os atalhos. Então a primeira coisa que a mulher com Lipe Dema precisa entender, que é que eu falo muito, é o melhor metabolismo do mundo. É a melhor genética do mundo, porque é uma genética de sobrevivência. Mas a mulher tem que mostrar que ela pode viver e não sobreviver. Porque se ela precisar sobreviver, o corpo vai dar sobrevivência para ela e ela vai ter um aumento do volume de gordura corporal. Ela interra todo mundo a sua volta, reclamando a perna, mas ela não vai perecer. Só que se ela entender que o caminho dela é outro, ela vai ter o melhor metabolismo do mundo. Sim, agora da parte dos médicos, você, doutora, acredita que tem alguma... Dos médicos, a gente teve várias fases, que eu acabei de comentar. Da época que ninguém acreditava que existia o Lipe Dema. A gente passava em congresso, assim... Mas hoje ainda tem médico que fala que não... Ainda tem, ainda tem. Da área mesmo de vocês? Da área. Hoje caiu muito. Caiu bastante, mas a gente passava em congresso e as pessoas estão apontando o dedo, falando que é o louco ali que inventou uma doença. Hoje em dia, assim, a vergonha não está em não saber fazer o tratamento. A vergonha está em não fazer o diagnóstico em caminhar para quem faz o tratamento. Então, se o médico, ele... E está tudo bem. Ele fala, não quero tratar Lipe Dema porque é complicado, porque não é fácil. Está tudo bem, mas faça o diagnóstico e informe a paciente. Ela mesmo vai começar a se informar e se aprofundar no assunto e vai atrás de quem pode ajudá-la. Então, tem que ter um pouquinho de humildade. Eu acho que isso é importante para todos os médicos. Acho que o que eu mais aprendi nesse processo todo do Lipe Dema é a humildade de falar, olha, eu não sei tudo. Deixa eu ouvir o que você tem para falar para mim. As melhores professoras são as minhas pacientes. Volta em meia, chegam com um comentário ou alguma coisa que eu acho que vale a pena puxar o fio. Sabe quando você puxa o fio da roupa e vem a roupa toda? E aí vem uma ideia legal. Por exemplo, que eu estava comentando da alimentação. Quando eu falei que a alimentação tinha a ver com Lipe Dema, isso não partiu de mim, isso partiu de várias pacientes que me falaram, eu melhorei fazendo isso. Uma melhorou, duas melhorou, três? Calma aí, tem um padrão aqui. Deixa eu entender o padrão dessas que estão melhorando. Então, a humildade, acho que de baixar a bola e falar, eu não sei tudo, deixa eu aprender um pouquinho mais. Eu acho que em segundo lugar, achar divertido aprender. Isso aí é até o fim da vida. E falando em aprender, já está bem estabelecido que as faculdades hoje, quando o aluno está cursando medicina, já fala sobre Lipe Dema, já tem isso estabelecido? Quando eu estava na docência e dava aula na UNISA, eu ensinava, eu fazia questão de dar uma aula de Lipe Dema para os meus alunos. Então, tem uma geração de alunos que teve essa aula, mas porque passaram comigo. Hoje em dia eu não dou mais aula em universidade e eu acredito que em nenhuma esse seja um assunto abordado. E até uma coisa de profissional médico e profissionais da saúde, eu falo que o médico no Brasil reclama muito que o paciente não valoriza ele. Eu falo que o lugar do mundo, que o paciente mais valoriza o médico e o profissional da saúde é o Brasil. É onde ele mais está disposto a investir nisso daí. Só que se o médico não investe o tempo dele, e se eu falo tanto para aprender quanto para dedicar esse tempo ao paciente, ele não vai evoluir no consultório. Não vai. Agora você dedica o seu tempo. Você tira a dor de uma paciente. Você vai atrás de conhecimento. Hoje a gente tem 12,3 milhões de brasileiras com Lipe Dema. 90% delas têm dor. Por que você não investe o seu tempo para dar uma qualidade de vida melhor para a pessoa que está te procurando? Não é melhor fazer isso. A gente aprendeu de pequenininho que tem lá o dragão, ou a onça com o espinho e na hora que você tira o espinho, o bicho te protege e não esquece de você por resta da vida. Quando você tira a dor de alguém, essa pessoa vai ter uma gratidão tão grande por você que vale a pena fazer esse investimento porque você vai trazer o melhor para alguém. Eu falo, vale a pena fazer o curso. Você vai ter um conhecimento que só vai agregar a sua consulta, o seu atendimento. Não adianta ficar insistindo em fazer aquilo que já fez antes e não deu certo. A gente tem que avançar, tem que estudar, tem que querer se desenvolver. Tem que partir de dentro. Não adianta a gente vir de fora e falar, olha, você tem que aprender isso aqui, isso aqui é obrigatório. Esse é um processo que todo mundo passa individual. Eu tive esse meu momento de querer mudar a forma de atender, de desenvolver isso. Não adianta a gente decorar todos os guidelines e saber tudo isso. Fazer uma consulta de 10 minutos que você não consegue extrair da paciente aquilo que realmente ela precisa passar. E aí eu entendo porque muita gente não quer atender Lipebema porque vai levar uma hora de consulta ou às vezes um pouquinho mais. Fica mais fácil com o tempo. A gente começa a direcionar para ficar mais ágil, mas não dá para espremer isso além disso. Mas eu falo para todo profissional de saúde em vista do seu tempo e do seu paciente. O retorno é garantido. E o pessoal não entende isso. Não dá para você atender para pacientes por uma hora e achar que você está dando um bom atendimento. No momento em que você começa a dedicar o seu tempo você vai ter retorno em todos os quesitos, em todos os planos. Às vezes o médico acha que está sendo mais lucrativo colocar quatro pacientes em uma hora, mas dá um efeito do contrário. Pois é. Por exemplo, nos Estados Unidos, como normalmente funcionam os consultórios médicos, tem várias salas. A enfermeira coloca um paciente em cada sala e o médico vai entrando por outra porta, de pé consulta. Ele pergunta alguma coisa, terminou, passa para outra sala, depois passa para outra e depois passa para outra. Isso é assim, do ponto de vista logístico, brilhante. Você consegue resolver um monte de coisa e ir rápido. Só que você perde no fílim do paciente, você perde na conversa, você perde muita coisa que a paciente não vai contar, porque ela acha que não te interessa. Quer ver um exemplo idiota, mas é o mais importante de todos? Ábito intestinal. Qual a mulher que vai contar o hábito intestinal para um médico que está de compressa, de pé, esperando para chamar o próximo? Não vale, ela acha que aquilo lá é o normal dela e não tem nada a ver com a vida atual. A gente tem que dedicar tempo. E, fora de criar a intimidade também, para a pessoa se sentir um pouquinho mais da vontade para falar esses detalhes, porque às vezes tem um bloqueio. Eu já vou aproveitar e fazer uma pergunta polêmica agora sobre isso, dessa barreira que vocês falaram que existe. Vocês também acreditam que tem um certo interesse financeiro das faculdades, não falarem tanto sobre o lipidema ou de médicos que preferem já colocar direto a cirurgia como primeira opção. Vocês acreditam que é mais um interesse financeiro por trás ou uma ignorância mesmo do assunto? A ignorância no sentido de falta de conhecimento? Tem uma frase muito boa. Como que eu posso ensinar alguém se o salário dessa pessoa depende da sua ignorância? Upton Sinclair. A questão é, por que eu vou querer me desenvolver numa coisa que talvez me traga menos lucro? Se eu continuar do jeitinho que eu estou agora, eu vou ganhar bem. E aí, não é que a pessoa faz por maldade. É simplesmente que ela bloqueia isso do cérebro e não avança. Às vezes a gente precisa dar um passo para trás ou um passo lateral para a gente conseguir avançar num labirinto e chegar no final. E as pessoas ficam muito às vezes só focadas naquele objetivo final e não conseguem avançar. Tem uma barreira na frente. Para passar essa barreira, eu ia ter que dar um passo para trás para depois contornar. Mas fala a sua opinião. Eu acho que o principal que a gente sina no lipecurso e que é difícil muitas vezes passar isso para a mulher colipedema é tirar o foco do tratamento da gordura. Porque a gordura é uma necessidade. E se você não entender por que o corpo entendeu que ele precisa de tanto de gordura, você nunca vai melhorar essa paciente. A paciente está com uma dor na perna. Se você é um putar a perna, você vai tratar a dor dele. Mas não significa que ele vai ficar melhor. Por exemplo, do intestino é muito importante. Uma mulher nunca vai ficar bem com o intestino ruim. Com uma obstipação. Só para dar um exemplo, aumenta todas as causas de morte. Inclusive, demência é uma pessoa que vai no banheiro a cada três dias. Então, tem várias coisas que estão acontecendo que precisam ser tratadas antes de você focar na gordura. Porque na hora que você melhora isso, naturalmente, a porcentagem de gordura do corpo diminui. Mas é muito difícil você falar para alguém que só tem uma chave de fenda que ele pode usar um martelo. Ou alguém que só tem um martelo falando que pode usar a chave de fenda ou a chave de félix. A gente trabalha com o maior número de ferramentas possíveis. Porque normalmente é isso que a pessoa precisa. Ela precisa de conhecimento e as ferramentas necessárias para ela seguir o caminho dela. E o que está acontecendo agora é que as pessoas têm alguma ferramenta, algum aparelho, a empresa tem algum produto que quer vender e está todo mundo vestindo aquilo lá de uma forma um pouquinho diferente para vender. Agora isso aqui é para o lipedema. Mas era a mesma tecnologia ou o produto que já existia antes. Então sim, tem um interesse da indústria em manter a ignorância. Eu até falando de outra forma, enquanto o celulite era uma questão estética e médico não se importava com isso, está todo mundo indo para protocolo de estética, não sei da onde, os médicos não estavam nem aí porque não é um problema médico. Na hora que a gente descobre que a celulite é um aspecto do lipedema, que é uma doença, uma situação médica, a gente tem que ter protocolo de pesquisa, as coisas para avançar, a gente precisa provar que aquilo é A ou B. Mas não, está todo mundo com teoria da própria cabeça querendo fazer sem evidência científica nenhuma. Então por isso a nossa luta de publicar, de fazer pesquisa de mudar o rumo do lipedema no mundo. E agora, quem participou do congresso? Porque no congresso eu lembro, eu consegui ver aos poucos algumas... Você estava lá? Estava gravando, quase que o dia todo, interrupidamente, mas eu consegui acompanhar algumas vezes vocês falando. Quem participou do congresso pode participar também do lipecurso. Tem algumas partes, legal a gente esclarecer isso. Sim, se deve. Aliás, acho que até deve porque são complementares. Todo conhecimento é bem-vindo e quanto mais conhecimento você tem sobre o assunto melhor. Eu falo que a melhor combinação é o lipecurso com o lipedema Evolution 1 e com o lipedema Evolution que vai ter em 2026. Porque já tem artigos novos que saíram até recentemente que já está pronto na nossa aula e dos anticorpos intestinais que são diferentes nas mulheres com o lipedema e a gente vai explicar o porquê disso no ano que vem. O legal do congresso é que a gente apresentou as evidências antes delas serem publicadas. As pessoas que foram para o congresso ficaram sabendo de muita coisa antes do resto do mundo. É o avanço preparando as pessoas para irem mais longe e na frente dos outros. A nossa intenção é ensinar é compartilhar o conhecimento para melhorar o tratamento das mulheres com o lipedema no Brasil e no mundo. Já tem alguma data que a gente pode deixar um save the date? É o Corpus Christi de 2026. Confirmado. É o maior spoiler que teve aqui e foi agora. Já fecha a agenda porque vai acontecer você também. Sim, por favor. Muito legal. A gente já tem coisa nova para falar. Eu queria perguntar um pouquinho como vocês fazem tanto da parte quando é voltada aos médicos quanto aos pacientes não só do lipecurso, mas na vida. Como vocês conseguem equilibrar essa parte da ciência e do acolhimento? Exatamente isso que a gente vê de vocês aqui na introdução já tinha falado. Uma vez eu li num comentário do vídeo que era isso que o paciente falou. É por isso que eu me sinto acolhido de ouvir aqui os especialistas que participam do AmatoCache porque eu sinto tanto o nível muito alto de ciência, de estudo de base mesmo científica para falar como o acolhimento que às vezes é o que falta. E eu agora falando do lado do paciente como que não sou da área médica eu vejo que falta realmente muito isso. Você vai numa consulta e não é muito difícil de você se sentir ali realmente ouvido. A pessoa escuta, mas parece que daqui uma hora já não vai lembrar mais. A pessoa está ali de corpo, mas não está de alma. Acho que isso resume. Então eu queria ouvir de bastidor mesmo, como que vocês conseguem equilibrar isso até na consulta trazer essa parte científica ao mesmo tempo um acolhimento. Assim, ter estado do outro lado facilita. Enxerga mais fácil a visão do paciente. Acho que essa é a minha história. Eu acho que numa consulta médica você pode ter o nível mais técnico do mundo. Mas quando você toca uma alma humana você tem que ser uma alma humana. E muita gente tem esquecido isso. E a gente tem visto uma geração médica focando muito em dinheiro em pouco trabalho e muito dinheiro. Toda vez que você fizer alguma coisa pensando em dinheiro lá vai dar errada. Toda vez que você fizer alguma coisa pensando em melhorar a vida do outro você vai prosperar em todos os quesitos inclusive no financeiro. Mas é o real, as pessoas têm uma dificuldade entender isso. E sem todas as aulas, não só na mencida. Se você focar no dinheiro você vai perder, porque a pessoa percebe. Ah, não percebe, percebe. E você também não faz de novo. Todo malandro dura pouco e a gente está vendo isso acontecer. E trazendo essa parte do acolhimento como já aconteceu de vocês terem um apego maior em algum paciente eu sei que precisa ser muito bem separado no sentido de que vire algo pessoal de apego mesmo, mas já aconteceu isso com vocês, como vocês lidam com isso? Tem muita paciente que acaba ficando um pouco mais próxima por uma razão ou por outra. A gente tenta manter o profissionalismo da melhor forma possível. Mas isso não quer dizer que o profissionalismo empessa a gente de ter um bom relacionamento com os pacientes, mantemos um bom relacionamento. No sentido da pessoa ter uma regressão no sentido do tratamento estar fazendo certinho e desanimou? Eu já tive paciente que no desespero me mandou mensagem, assim, eu estou na frente da padaria que desesperado eu vou entrar na padaria. Virei psicólogo agora, não, não faça isso. Respira fundo, vira as costas e vai embora. Eu não liguei de fazer isso, eu liguei ela naquele momento. Ótimo, fico feliz. Sim, então isso acaba sendo até engraçado de certa forma. Eu me envolvo bastante, a gente sofre junto, mas eu falo para todo mundo, a vida não tem como você não ralar o joelho. E a gente foca muito nos 20% ou menos que dá errado. A gente tem que focar no 80% que dá certo, porque a vida é isso. E eu falo às vezes, eu deixo, tenho que ter besteira. Até por casal, casal que faz besteira junto com o graça do casal. É importante ter a besteirinha, mas é aquilo lá, não pode ser a rotina. Pode ser, você vai pagar um preço, mas é bom ter história também para contar e só tem que tomar cuidado para não valorizar o que deu errado. A gente tem que valorizar as pequenas conquistas. Porque tem esse lado da imagina que não seja tão comum para vocês, mas deve existir. Vocês podem contar se já aconteceu pelo menos uma vez. Uma paciente está evoluindo muito bem, abriu mão por algum motivo, até de profissional, familiar, amoroso, desanimou. Isso é normalmente um drama familiar, uma separação, alguma coisa, e acaba fundando no restante da vida. E o que é complicado, toda pessoa que teve um aumento de peso, de gordura, o corpo cria uma memória. Então mesmo que essa pessoa emagreça, a vida dela é mais difícil do que quem nunca ganhou peso. Então ele tem uma memória muito grande e ela tem um reganho de peso muito fácil, mas isso também não pode ser motivo para desanimar. Eu falei, todo mundo rala o joelho na vida, não tem jeito. E acontece assim, é difícil uma pessoa ter uma vida extremamente regrada, mas a pessoa que já ganhou peso, perdeu 10, 20, 30 quilos para ela ter o reganho de peso é muito fácil. Eu acho que também é a mesma coisa. O que seria da felicidade se não houvesse a tristeza? A gente tem que ter os altos para se sentir vivo, porque a gente fica extremamente linear, assim, não tem essa qual é a a vida? Não existe vida de Instagram. Todo mundo feliz o tempo todo, né? Entre uma foto e outra, aconteceu muita coisa no meio ali, que ninguém conta. E as 500 fotos para que ela está postada, né? Os caras foram para a Lua e tiraram 16 fotos. Hoje em dia as pessoas tinham 160 de um prato do restaurante. E ver cada detalhe para mostrar o mais bonito. Agora, falando um pouquinho dos bastidores do Lipe Curso, como que vai funcionar a questão de módulo? É dividido por módulo, quanto tempo de curso, enfim, mais detalhes para o pessoal que já se interessou para saber um pouquinho mais. São mais de 20 horas de gravação, são diversas aulas. A gente fala da fisiopatologia, da genética, do tratamento clínico, dos tipos de alimentação, a gente tem de atividade física, hipertrofia, é um histórico, é um compêndio, na verdade, de Lipe Dema. Sem dúvida nenhuma, é o curso mais completo do mundo sobre Lipe Dema. Qualquer pessoa que fizer o curso está apta assim que terminar, logicamente, todas as aulas a poder gerenciar o tratamento de Lipe Dema para a pessoa. Eu ia perguntar, então agora já vou direcionar a pergunta aqui, Doutora Alexandre. Tem módulo diferente para paciente, para médico, consegue unir mesmo e todo mundo ouvir tudo. Tem um nível de profundidade da informação. Quem quer se aprofundar mais vai para a próxima aula que tem mais algo mais profundo. Ou pode acabar ficando ali, se for um paciente, por exemplo. Quero só uma informação mais superficial, ver a primeira aula, a segunda aula e quando começou a ficar um pouco mais complicado, está tudo bem, porque já foi falado o necessário antes. Foi pensado para conseguir preencher as lacunas necessárias para todo mundo. Todas as aulas, vocês gravaram juntos? A gente gravou separado, no mesmo local, mas separado. É o que era o necessário para a gente conseguir. É muita informação colocar nós dois num dia para falar. Não dá, é muita coisa. A gente separou os dias. Foram diversos dias de gravação e eu acho que um gran foram vários dias em estúdio. A gente separava o horário e eu acho que um grande diferencial é toda essa parte que é realizada em módulos sobre lipedema e uma aula bem extensa de tratamento clínico falando que tem isso, vamos tratar dessa forma. Está acontecendo isso, vamos tratar dessa forma, com todos tratamentos acessíveis para qualquer paciente, logicamente com níveis diferentes de poder aquisitivo, mas podendo alcançar um tratamento adequado para todas as mulheres com lipedema. Acessibilidade, então, já ia agora me veio na cabeça o que era da tradução. Vocês pensaram em fazer uma tradução das aulas sem mente para os próximos? Queríamos fazer para inglês. Tem muita gente lá nos Estados Unidos pedindo para traduzir para o inglês que eu queria que o dia tivesse 30 horas eu consegui fazer tudo que eu planejo, que eu quero. Realmente está aí na lista no checklist. Tem até uma ferramenta no YouTube que faz a tradução sem mente e já automática por IA mas eu acho que vocês fazendo também. No canal aqui nos vídeos de longos estamos traduzindo para 10 idiomas. Olha que legal. E ver falando indie é uma coisa mais engraçada do mundo. Não, e tem o vídeo que pega a voz e também já pega o que vocês falaram e aí só muda para a língua com o rosto de vocês. É, mexe em boca todo, é impressionante. Isso aí chega a ser meio... Uma coisa que as seis meses atrás era impensável, agora já é tranquilo, fácil. E falando de acessibilidade também não posso achar de perguntar como que está funcionando questão financeira aí do curso pode ter link que o pessoal consegue saber como funciona nesse sentido. Tem o link que a gente vai colocar aqui www.lipecurso.com.br A gente vai deixar então o preço promocional né? Vamos saber né, a gente já deixa aqui então Vamos deixar aqui na descrição E a mesma coisa para médico e para paciente Esse curso é, esse curso é exato Exato Quer complementar? Eu ia falar alguma coisa. Então a gente deixa o link para quem quiser saber mais detalhes sobre isso, os vídeos ficam gravados, isso que é falar, a pessoa pode assistir em qualquer momento ali, teve uma dúvida durante um ano Exato Que é a previsão que vocês têm também para fazer uma atualização Queremos fazer, isso é uma coisa contínua Tem algumas novidades aí que a gente quer colocar Sem mais um spoiler E se a gente não vai contar ainda tem as aulas de fisioterapia que a gente já tem vamos colocar em breve no curso, então quem está lá vai aproveitar E quem não está, a chance é agora Que vai aumentar o preço Já ficou a chamada aí O corte já veio pronto E acho que uma coisa que a gente não pode deixar de citar A gente conversou nos vestidores para a gente deixar bem dividido como que funciona para paciente, para profissional da área, para médico Mas para vocês também Eu imagino que seja uma forma inédita de ir andando lado a lado para o conhecimento para o médico e para o paciente Isso eu nunca vi também um médico paciente poder assistir a mesma coisa e poder extrair alguma coisa do mesmo produto Isso para vocês é uma coisa também diferente A primeira vez que eu vi isso foi no Congresso, nos Estados Unidos Congresso Médico, onde as pacientes participavam também E eu fiquei assim em pasmo com isso Nossa, elas estão aqui, perguntam Eu acho bem Acho que é a geração atual As pessoas estão ultra informadas Então O que era impensável há 10, 15 anos atrás um paciente participar de um congresso nos Estados Unidos está normal Então por que aqui a gente não pode dar essa informação para as pessoas que querem Eu sou 100% a favor de dar o conhecimento para quem está indo atrás Porque a pessoa valoriza o que ela está aprendendo E uma coisa que eu acho importante também para as mulheres com o epidema, mas sinceramente é para todo mundo, a gente tem que pegar as rédeas da nossa saúde A gente não pode terceirizar isso e achar que o convênio vai resolvermos não precisa me preocupar com isso Você pode até encontrar um médico legal, um médico bom que te ajudou Aí depois de o sono, já mudou de médico você já perdeu o link, já não sabe já vai ter que apertar o recete, começar de novo Então todo mundo tem que começar a entender o próprio corpo Isso é básico para conseguir ter uma vida saudável Sim E essa parte também de unir, imagino que tem os dois lados de conseguir trazer benefícios mas também tem, se sofrem o sentido de médicos que ainda não aceitam muito bem essa ideia de unir os pacientes e os médicos para ter um curso sobre esse assunto sobre o epidema Eu acho assim Tem muito médico que não gosta de paciente que vem informado porque eu retruca ou fico perguntando demais ou eu nunca me incomodei com isso o paciente que chega mais informado do que eu, eu falo, nossa, que legal, deixa eu ler isso, deixa eu me aprofundar nisso que eu não sabia Então eu acho que o cara que se sobe no pedestal e ficou olhando para baixo achando que está todo mundo em um outro nível vai se incomodar mas esse cara não me incomoda esse cara não é o meu alvo ele tem que mudar internamente antes de querer evoluir e eu não consigo ajudá-lo ele vai ter que se ajudar e às vezes até muda tanto de cabeça que no futuro está ainda até vocês procurar por exemplo, uma coisa legal do curso presencial vários médicos que participaram do curso depois mandam mensagem para a gente falando, não, eu mudei de vida isso é muito legal muda radicalmente porque a gente aprende que ter um estilo de vida faz toda a diferença, só que com o conhecimento porque a gente não aprende nada disso nada, ninguém toca no assunto é visto como uma coisa alternativa e na verdade não é alternativa é um princípio básico da medicina você tratar o indivíduo e não tratar a doença é, eu acho que pode concluir é interessante nas pessoas falar a medicina integrativa cada um dá um nome mas na verdade não é alternativo, não é integrativo não é nada disso na medicina, tudo que funciona tem que entrar a minha medicina a medicina que me foi ensinada pelos meus pais, pelos meus avós é me preocupar com alimentação me preocupar com exercício físico me preocupar com tudo e hoje em dia está todo mundo falando que isso é o alternativo isso não é um alternativo nunca foi que a medicina deixou de se preocupar com isso, não é? é essa parte também de número, de pessoas que conseguem ter algum tipo de conhecimento quando tem um curso desse tipo você estava falando dos médicos que de alguma forma foram impactados com o conhecimento que foi tirado dali, mas também os pacientes quais são os números, quantas pessoas já, assistência de cabeça? no total no total então, é muita gente e às vezes as pessoas que foram no início também agora retornam com uma outra ideia acho que era o seu objetivo da fala por exemplo, quem está assistindo aqui pode fazer um teste, pega o vídeo de 6, 8 anos atrás meu aqui no canal e vê como eu estava e ver como eu estou hoje é simples, é a mudança de vida faça o que eu faço e não só o que eu falo eu tenho que ser o exemplo o exemplo arrasta bom, agora eu tenho que separei mitos e verdades sobre o Lipecurso deixei voltado para o Lipecurso para a gente ter um resuminho de como vai funcionar, às vezes ficou alguma dúvida do que a gente não falou então vamos lá o Lipecurso é voltado apenas para médicos temos um corte o Lipecurso é voltado para todo mundo e vamos lá para o Lipecurso então agora doutores, vou começar com mitos e verdades voltado ao Lipecurso para a gente esclarecer o que a gente não se estou ainda se ficou alguma dúvida o pessoal comenta também manda nas redes sociais de vocês que estão bombando inclusive já deixamos a rouba aqui para o pessoal que ainda não segue para acompanhar o Lipe Dema é uma doença rara 12,3% da população feminina está longe de ser uma coisa rara e isso me faz até pensar quanto que isso é uma doença ou um sintoma quanto mais uma doença maléfica que mata isso é retirado da população a evolução natural corta e seria um número pequenininho mas como o número é alto então quer dizer, ou tem uma vantagem evolutiva, ou não é uma doença grave não é nem um pouquinho raro para não falar nada de raridade raro são os estágios finais rário é o estágio 4 rário é a associação do Lipe Dema com o Lipe Dema decorrente do Lipe Dema e infelizmente quando uma mulher que tem Lipe Dema estágio inicial vê uma foto de um estágio final ela acha que ela vai chegar naquele estágio e não vai porque? porque é raro isso quer perguntar, você já respondeu na mesma frase ou agora próximo, o conhecimento sobre Lipe Dema, ainda é recente na medicina o primeiro trabalho sobre Lipe Dema é a descrição, foi feita na clínica MAI em 1940 então a gente não pode considerar que é um diagnóstico um termo novo, é bem antigo só que o conhecimento está tendo uma explosão maior sobre a patologia sobre a genética nos últimos 3 a 5 anos então a gente pode considerar que o conhecimento é novo, mas não que é uma doença nova o Lipe Dema foi definido como doença antes mesmo da obesidade e a pergunta também já emenda o Lipe Curso é o primeiro curso de Lipe Dema no Brasil? no mundo primeiro curso de Lipe Dema no mundo é o primeiro do mundo e sem dúvida que juntou, que realmente trabalha com isso há mais de 10 anos e publica no mundo sobre o assunto com revistas de fator de impacto consideráveis altos considerados altos o Lipe Curso ensina apenas técnicas cirúrgicas longe disso a gente ensina, a gente fala da cirurgia, a gente fala porque tem que aprender a tomar uma decisão em cima disso mas a técnica em si a gente não consegue ensinar uma técnica no curso online às vezes tem que pegar na mão e falar é assim que faz mas a parte teórica e o principal que a gente ensina é que se não tratar a mulher antes de operar em um ano ela vai recuperar toda a gordura que foi retirada uma parte volta onde operou e outra parte onde ela não tinha a gordura é sempre uma necessidade se você não entender isso você sempre vai perder ou melhor, ganhar a gordura de novo o Lipe Curso ajuda a combater a desinformação nas redes sociais esse é um objetivo de verdade é impressionante, todo dia mas todo dia alguém me manda olha isso que estão falando é verdade isso aqui gente, pelo amor de Deus como vocês podem cair nessa e a intenção do Lipe Curso é chegar à informação de uma forma acessível financeiramente também para todos já em meio de outra pergunta polêmica para a gente encerrando se vocês acreditam agora que era a opinião dos dois se vocês acreditam que agora como ficou nas redes sociais da conhecida tema como as pessoas falam sobre isso até os famosos celebridades, celebridades seja o que for se isso ajuda a ter mais conhecimento sobre o tema, mais pessoas escutarem falar irem pesquisar e ter mais saber ali sobre esse assunto ou de certa forma atrapalha porque acaba distorcendo a imagem como vocês citaram dos vídeos que viralizam e que mandam para vocês isso é certo, isso é errado então resumo da pergunta redes social, celebridade falando sobre o tema atores, atrizes, isso ajuda ou às vezes piora atrapalha eu já tenho uma relação antagônica com isso não é fácil eu tenho um baita de um ciúmes e de um carinho pelo assunto é difícil, eu ouvi algumas besteiras que são faladas por aí mas por outro lado, quando falam de uma forma de querer ensinar mesmo sem colocar algo como uma coisa definitiva só abre o leque para mais pessoas ouvirem e entenderem qual que é sua opinião? Hoje na mídia social a gente não tem como bloquear a desinformação tem um estudo turco até sobre o assunto mostrando que mais de 90% do que falam sobre lipidema na internet é besteira não tem jeito, você tem que procurar quando alguém fala com o embasamento científico quando você olha a revista pelo menos é indexada se é uma revista que existe mas, por exemplo, a gente tem celebridade que mostra um lado muito positivo do lipidema que é o caso da Iasmin Bruneck um resultado espetacular mostrando que a mudança o conhecimento que o tratamento clínico dá um resultado espetacular e aí ela vira um exemplo para esses 12 milhões de brasileiras que também tem lipidema porque o nosso cérebro é muito visual quando você visualiza que alguém teve muito grande você usa essa pessoa como exemplo porque hoje tem muita gente vendendo a imagem de uma pessoa com deformidade que é uma coisa muito rara para assustar e aí ela vê aquela imagem falando que não quero chegar nisso de jeito nenhum e aí muitas vezes ela cai numa encrenca com um valor financeiro muito grande e não vai ter o resultado que ela deseja então a gente tem exemplos bons e é importante seguir um exemplo bom e algumas influenciadoras também que ganham uma cirurgia e aí começa a contar embutido no preço tem que falar do procedimento da permuta e aí começa a falar de uma coisa e as outras que estão assistindo acham que aquilo é o tratamento que ela deveria fazer isso é um caos e tem muita permuta na internet que tem uma lei que tem que avisar que tem mas infelizmente isso não ocorre na prática a pessoa ganha a cirurgia em troca de divulgação e isso é uma coisa que acontece muito então filtra, quer saber se realmente é verdade pergunta se ela pagou a cirurgia é de um comprovante porque a maioria que fica divulgando fez uma permuta e isso é triste porque a mulher muitas vezes acredita que esse é o único caminho que ela pode seguir e não é e é o mais caro e o último eu vejo muitas mulheres falando que o tratamento é muito caro mas não fez o tratamento está querendo ir direto para o que não é o tratamento? eu falo que cara é você ter uma qualidade de vida ruim é você ter dor todo dia eu falo que é investimento tratamento de lipidema é o melhor investimento que você pode fazer na sua vida tanto como profissional como paciente o lipecurso é apenas um evento pontual para encerrar vai ter mais comunidade porque todas as pessoas que fizeram o lipecurso no final a gente tem contato até hoje e tem o meio de se comunicar com a gente então na verdade o lipecurso está virando uma comunidade e provavelmente a gente vai colher frutos cada vez maiores ao longo do tempo e apesar de não ser pontual vale a pena a gente destacar aqui de novo que as inscrições já estão ali vocês falaram que está com uma promoção é temporário exatamente então a gente vai deixar todo o acesso aqui para quem já deixa o link direto para se associar de vocês também para caso ficou alguma dúvida para trás vou pedir para vocês dois passarem pode falar doutor o meu é arobadr.danielbenic o site que é o cirurgião vascular ponto.br perfeito estamos deixando aqui doutor o meu é arobadr.alexandriamato no instagram e eu estou aqui nesse canal aqui no youtube direto estamos aqui falando sobre npdm e outras coisas então já pode deixar as dúvidas sugestões para a gente trazer de novo doutor daniel para conversar com a gente na verdade o pessoal te chama mais de benic do que de daniel até eu falei daniel achei estranho achei que isso foi um pouco diferente gente muito obrigada pela participação foi muito legal um papo super esclarecedor então a gente está deixando todos os links sobre o lipecurso qualquer dúvida vocês podem enviar aqui como a gente falou nas redes sociais dos cirurgiões vasculares que ficou essa dúvida como era a pronúncia foi uma coisa de bastidor deixa suas sugestões também para os nossos próximos vídeos muito obrigada doutor alexandria muito obrigado até breve venham a aprender com a gente até a próxima não deixe de curtir, comentar e compartilhar que é muito importante para que a gente continue com especialistas em qualidade de vida obrigado

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