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❤️‍🩹 Sua Fístula Arteriovenosa Merece Atenção Total

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❤️‍🩹 Sua Fístula Arteriovenosa Merece Atenção Total

A fístula arteriovenosa é uma conexão cirúrgica entre artéria e veia, crucial para o acesso vascular em hemodiálise. Sua preservação exige autocuidados específi

Capítulos

Perguntas respondidas neste vídeo

Você sabia que essa tampinha de água pode salvar a sua vida?

Fica aqui que eu vou te mostrar como.

Como cuidar para não ter problemas na hemodiálise e evitar complicações?

Fique ligado nesse vídeo que a gente vai ensinar os autocuidados necessários para você não ter problemas e algumas dicas aí para se safar de um problema bem grave. Aprenda a ver, ouvir e sentir os sinais que o seu corpo dá sobre a saúde da sua fístula.

O que acontece quando a gente une os dois?

O sangue que está nas artérias vai rapidamente para o sistema venoso, aumentando a pressão desse sistema venoso.

Quando que aparecem as fístulas?

As fístulas podem ocorrer por causa de um trauma.

O que você sugere para as fístulas?

A gente tem um impacto e aí, durante a cicatrização interna, acaba formando essa comunicação ou pode ser também congênito. As pessoas nascem com problemas de circulação, má formações circulatórias que permitem essa conexão entre o sistema arterial e venoso.

Transcrição completa do vídeo

Você sabia que essa tampinha de água pode salvar a sua vida? Fica aqui que eu vou te mostrar como. Quer saber como preservar a sua fístula arteriovenosa? Como cuidar para não ter problemas na hemodiálise e evitar complicações? Fique ligado nesse vídeo que a gente vai ensinar os autocuidados necessários para você não ter problemas e algumas dicas aí para se safar de um problema bem grave. Aprenda a ver, ouvir e sentir os sinais que o seu corpo dá sobre a saúde da sua fístula.

Olá, eu sou o Dr. Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato e eu ajudo pessoas com problemas de circulação a se sentirem mais seguras, informadas e tranquilas com relação ao seu diagnóstico. Então, em primeiro lugar, eu preciso falar o que é uma fístula arteriovenosa. Fístula arteriovenosa é uma comunicação entre uma artéria e uma veia.

A artéria é um sistema de canos de alta pressão e as veias é um sistema de canos também, mas de baixa pressão. O que acontece quando a gente une os dois? O sangue que está nas artérias vai rapidamente para o sistema venoso, aumentando a pressão desse sistema venoso. Quando que aparecem as fístulas? As fístulas podem ocorrer por causa de um trauma.

O que você sugere para as fístulas? A gente tem um impacto e aí, durante a cicatrização interna, acaba formando essa comunicação ou pode ser também congênito. As pessoas nascem com problemas de circulação, má formações circulatórias que permitem essa conexão entre o sistema arterial e venoso. Mas tem mais uma situação que é quando nós, médicos, cirurgiões vasculares, quando a gente cria uma fístula arteriovenosa conscientemente no corpo de alguém.

E quando que isso acontece? Principalmente quando precisa fazer hemodiálise, quando tem a insuficiência renal, o rim está falhando e precisa fazer aquela filtragem do sangue externa através de uma máquina. A gente precisa de um acesso venoso de alto débito, ou seja, não adianta pegar uma veinha no braço e pingar sangue, porque vai ter que tirar muito sangue, pouco tempo, passar num filtro e colocar esse sangue de volta no corpo. Então, isso que é um sistema de alto débito.

E para conseguir isso, a gente faz, então, numa cirurgia com anestesia local, um pequeno procedimento em que a gente une uma artéria numa veia. Normalmente, isso acontece em antebraço, mas na falha, a gente tem que tentar preservar essas fístulas, porque a gente não tem tantos locais que a gente pode fazer fístula. Então, perder uma fístula, a gente vai indo para um local mais próximo e vai diminuindo as possibilidades com o passar do tempo.

Então, a gente tem que preservar as fístulas ao máximo. Então, quais são os autocuidados importantes na preservação da fístula? Em primeiro lugar, se você fez uma fístula no antebraço, e normalmente a gente escolhe o braço não dominante, né, para não ser o que usa muito, você vai ter que evitar medir pressão arterial nesse braço e evitar punções. Veja, é muito fácil puncionar uma fístula arteriovenosa.

Pode ter gente que faz uma fístula arteriovenosa, que é uma fístula arteriovenosa, que é uma gente aí que vai em algum lugar fazer um exame ou aplicar alguma medicação e pode ser tentador para aquele enfermeiro ou auxiliar de enfermagem a puncionar essa fístula, porque é super fácil. Às vezes está tentando no outro braço, não consegue de jeito nenhum, aí fala, ah não, vou puncionar aqui rapidinho, não tem problema nenhum. Mas tem problema sim, porque uma pequena punção pode causar um hematoma no local e esse hematoma comprimir essa fístula e acabar trombosando, ocluindo essa fístula e você perde a fístula.

Ah, mas então qualquer hematoma pode causar isso? Sim, então por isso que tem que evitar traumas nesse local da fístula. E se por ventura acontecer um hematoma, primeiro fazer compressa gelada nas primeiras 24 horas e depois fazer compressa morna para acelerar a absorção desse hematoma e diminuir a inflamação local. Evitar carregar peso em excesso, então não vai no supermercado ficar carregando todas as sacolas nesse braço que tem a fístula arteriovenosa.

E principalmente não dormir em cima do braço, porque se você dorme em cima do braço, você vai colabar essa fístula e tem até um trabalho científico mostrando que quem dorme em cima do braço está correlacionado com a formação de aneurisma, dilatação dessa veia de uma forma anômala. Agora você tem que estar diariamente examinando a sua fístula, ver, ouvir e sentir. Então ver o quê? Você pode conseguir até ver a pulsação dessa fístula.

Sentir o quê? Colocar a mão em cima da fístula, você tem que sentir esse frêmito, essa vibração do sangue passando em alta velocidade. Ouvir, muitas vezes é possível até ouvir o funcionamento dessa fístula. Mas o que é importante é você sentir alguma mudança, assim, puxa vida, ontem estava bem e hoje eu estou sentindo um pouquinho diferente, corra atrás do seu médico, pode ser uma trombose, uma oclusão e se a gente consegue identificar rápido é possível fazer o salvamento dessa fístula.

Agora se tem uma trombose, essa trombose vai causar uma reação inflamatória local, vai ter um vermelhão, vai ter uma dor local, mas muitas vezes isso é muito inespecífico no início, então esperar ficar bem delimitado às vezes já é tarde demais, é melhor ficar atento e buscar ajuda antes. Agora eu vou falar como que essa tampinha pode salvar a sua vida, veja, um dos grandes problemas de uma fístula é uma hemorragia, uma hemorragia numa fístula que é de alto débito, ou seja, passa muito sangue em pouco tempo naquele local, porque é o objetivo de uma fístula, se tiver um pequeno machucadinho vai sangrar e vai sangrar muito em pouco tempo, é possível se exvair em sangue numa hemorragia por causa de uma fístula arteriovenosa, eu lembro há quase 20 anos atrás uma paciente minha que teve uma hemorragia de uma fístula no elevador do hospital, imagina a sorte, então a gente pegou ela no elevador e já levou para o centro cirúrgico para tratar, mas nem todo mundo vai ter essa sorte e é aí que entra a tampinha, uma das melhores formas de parar um sangramento qualquer que seja é a compressão local, então se você apertar o local vai diminuir o sangramento, mas numa fístula pode ser difícil porque o débito é muito grande, muito sangue em pouco tempo e você pode não saber exatamente onde que você tem que apertar, você pode apertar só em cima da fístula e aí tem o refluxo do sangue e continua sangrando, você pode apertar só embaixo e aí vai sangrar mais ainda ou se você aperta no meio não é o suficiente, então você pega uma tampinha e pega a parte vazia da tampinha e coloca em cima do sangramento e aperta, você vai conseguir fazer a hemostasia, vai conseguir fazer parar esse sangramento, então ele é extremamente útil, obviamente tem que continuar fazendo a compressão até chegar no médico. Fazer exercício no membro da fístula também é muito importante, então com essas bolinhas de apertar, tanto antes de fazer o procedimento da fístula arteriovenosa, que aí ele vai aumentar um pouquinho o diâmetro dessas veias e artérias e facilitar e dar mais chance de dar certo, isso é muito bom, mas também para manter essa fístula funcionando, então não pode carregar peso exagerado, mas o exercício contínuo é importante.

Tem que examinar também frequentemente para ver se não tem alguma lesão de pele que pode dificultar uma punção, uma necrose, tudo isso se você chega no médico antes a gente consegue tratar. Uma infecção é muito grave, então se tiver febre, se tiver um vermelhão, dor, pode não ser só uma inflamação, pode ser uma infecção e se tiver infecção tem que entrar com antibiótico, senão você pode perder a fístula por uma besteira. E ficar atento com a síndrome do roubo, o que é isso? Quando a gente desviou a artéria para uma veia, essa artéria deveria levar sangue para a mão, só que ela vai levar sangue para essa veia, só que ainda vai chegar a sangue na mão, mas se estiver desviando muito sangue para a veia, pode começar a faltar sangue na mão.

Então o que vai ter? Pode ter uma diminuição da temperatura, pode ter uma palidez, pode ter até mesmo dor nessa região, essa pode ser a síndrome do roubo. Essas são as dicas principais para você evitar uma complicação e postergar a necessidade de uma nova cirurgia, de um novo procedimento para fazer uma outra fístula. Obviamente, quando o paciente faz um transplante renal, a gente pode meio que desencanar dessa fístula e aí faz uma pequena cirurgia, que é a ligadura dessa fístula, para restabelecer o fluxo normal.

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Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.