O Dr. Alexandre Amato desmonta mitos comuns sobre o tratamento de varizes. Primeiro, esclarece que as varizes tratadas adequadamente não retornam, embora novas
Já fiz um vídeo sobre o assunto, a resposta curta é não, não voltam, se for feito o tratamento adequado e retirar as veias que estão doentes. Agora, tratamentos que são feitos de forma inadequada, as veias podem acabar voltando.
Não, não voltam. Segundo tabu, minha vizinha fez a cirurgia e não gostou do resultado, então não vou fazer. Bom, isso é importantíssimo levantar essa questão que um paciente não é igual ao outro e o objetivo de um paciente é diferente do objetivo de outro paciente.
Não necessariamente. Então, o laser é uma excelente técnica. Nós temos o laser tanto para via transdermal, que é por fora da pele, quanto pela via endovenosa, que é por dentro da veia.
O ultrassom é uma máquina que, se a gente trocar a pecinha, a pessoa que está usando essa máquina, ele pode ser uma boa máquina de exame ou uma péssima máquina de exames. Então, eu vejo muito frequentemente aqui no consultório, pacientes que fazem exames que levaram 3, 4, 5 minutos para ser realizado e vem um exame normal.
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Olá, sou o Dr. Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato, e hoje vou falar sobre 10 tabus do tratamento de varizes. Primeiro deles, as varizes voltam? Já fiz um vídeo sobre o assunto, a resposta curta é não, não voltam, se for feito o tratamento adequado e retirar as veias que estão doentes. Agora, tratamentos que são feitos de forma inadequada, as veias podem acabar voltando.
O que pode acontecer é que veias que são normais hoje podem, por causa da genética, acabar evoluindo e ficar doentes no futuro. Primeiro tabu, varizes voltam? Não, não voltam. Segundo tabu, minha vizinha fez a cirurgia e não gostou do resultado, então não vou fazer.
Bom, isso é importantíssimo levantar essa questão que um paciente não é igual ao outro e o objetivo de um paciente é diferente do objetivo de outro paciente. Então, varizes pode ter uma questão estética, pode ter uma questão de dor, pode ter uma questão de inchaço e talvez uma pessoa esteja buscando estética, outra esteja buscando a melhora da dor em fases diferentes da doença, ou numa fase em que tem pequenos vazinhos, ou numa fase final onde já tem manchas enormes. Então, é impossível comparar um paciente diretamente com outro paciente.
A probabilidade de você ter uma vizinha com as varizes na mesma fase, na mesma situação, fazer o mesmo tratamento com o mesmo resultado é muito baixa. Então, passe em avaliação com o seu cirurgião vascular para ver qual que é o melhor tratamento para você, para o seu caso, e discuta quais as possibilidades e quais os resultados associados ao tratamento das pacientes que estão na sua fase e com o seu objetivo de tratamento. Terceiro tabu, cirurgia de varizes precisa de um tempo muito prolongado de recuperação.
Não é verdade. Com as técnicas atuais de laser, microcirurgia, anestesia local e sedação, o tempo de recuperação é minúsculo. Então, o paciente faz a cirurgia às 9 horas da manhã, meio-dia, uma hora, já está indo embora para casa com o uso da meia elástica, já voltando gradativamente à vida normal, as atividades normais, e em uma semana já está quase fazendo tudo o que fazia antes.
Então, aquilo que acontecia antigamente de um mês, dois meses de repouso, não existe mais, ou se existe para algumas determinadas técnicas mais antigas. Então, converse com o seu cirurgião vascular, entenda quais as técnicas que ele está utilizando, se ele está utilizando as técnicas minimamente invasivas de laser e rádio-frequência, que têm uma recuperação muito melhor e mais rápida, e se está fazendo a sedação com anestesia local, onde a recuperação é melhor. Quarto tabu, as manchas que não somem.
Quando a gente olha uma perna com varizes, a gente vê manchas. Primeiro, tem que entender o que são as manchas, se elas são veias escuras por trás da pele, que estão dando um respeto mais escuro, ou se é a pele já manchada. Quando as veias estão deixando a pele mais escura, e essas veias são retiradas, e não há uma pigmentação da pele, não há mancha.
Então, retirou a veia, e esse local não vai ficar com uma mancha. Agora, se já havia uma mancha, já havia pigmentação no local, já tinha dermatite ocre, já tinham as complicações das varizes, a cirurgia das varizes pode até minimizar o impacto dessa coloração, mas não vai fazer a mancha desaparecer. Depois é necessário um tratamento dermatológico para aliviar essas manchas.
Então, o tratamento das varizes vai diminuir essas manchas, principalmente quando não há ainda pigmentação na pele. Tabu 5, a cirurgia vai causar manchas, um pouquinho diferente do outro tabu. Então, você conhece alguém que fez uma cirurgia de varizes e ficou manchado depois.
Bom, não é para causar, é uma das possíveis complicações da cirurgia, mas a gente faz de tudo para tentar evitar. Eu também não quero que manche a perna de ninguém. Agora, quando a gente retira a veia, pode haver um pequeno sangramento no local e formação de hematoma.
Esse hematoma pode ter uma dificuldade para o corpo de reabsorver. No sangue há a hemociderina, o ferro que acaba depositando no tecido gorduroso, na pele, e essa hemociderina é de difícil absorção. Então, pode ficar uma mancha que leva um tempo para desaparecer, às vezes semanas, às vezes meses, mas não é o habitual, porque a gente faz várias técnicas para diminuir essa essa formação de hematomas e, consequentemente, a formação de manchas.
E mesmo se ocorre, há também o tratamento. Tabu número 6, o laser é sempre melhor que outras técnicas? Não necessariamente. Então, o laser é uma excelente técnica.
Nós temos o laser tanto para via transdermal, que é por fora da pele, quanto pela via endovenosa, que é por dentro da veia. Cada uma com uma utilização e indicação diferente. Mas algumas cirurgias não há necessidade do laser.
Há microcirurgia de varizes, por exemplo. São veias muito pequenininhas, onde a cirurgia tradicional, principalmente aqui no Brasil, essa técnica foi desenvolvida aqui no Brasil, com pequenos furinhos, essas veias são retiradas de forma minimamente invasiva e com resultados excelentes. Nesses casos, o laser endovenoso não tem nem como fazer, porque a fibra ótica é mais grossa do que a própria veia, não dá para entrar dentro da veia.
E o laser transdérmico, ele pode ser uma possibilidade, mas pode ser necessário várias seções. Então, nesse caso, a microcirurgia, que é uma técnica que já tem mais idade, mas feita com os princípios atuais de sedação, anestesia local, uso de vasoconstrutor para diminuir a formação de hematoma, os resultados são excelentes. Então, o laser não é para todo mundo.
O laser, ele pode ser muito útil, mas às vezes ele não vai trazer grandes benefícios. Tabu número 7. Eu tenho esses vazinhos que me incomodam, já fiz um monte de aplicação e não melhora. Então, não adianta eu tratar varizes.
É extremamente frequente eu encontrar pacientes que estão fazendo tratamento de vazinhos, não com cirurgiões vasculares, com outros profissionais, que não identificaram uma doença maior por trás. E essa doença é a causa, ela nutre esses vazinhos. De jeito nenhum, nada adianta fazer o tratamento desses vazinhos superficiais sem fazer o tratamento da doença originária, a causa de tudo isso.
Então, por isso que é importante fazer o tratamento e a avaliação adequada com o cirurgião vascular. Se tiver uma doença por trás, trata-se essa doença, já há um benefício estético bem grande e depois pode fazer o tratamento final estético desses vazinhos, das telenjectasias. Tabu número 8. Fiz um exame de ultrassom e não mostrou nada.
Então, esse é o pior tabu de todos, porque o exame de ultrassom não é igual em todos os locais. O exame de ultrassom, ele é extremamente dependente de quem está fazendo. O que isso significa? O ultrassom é uma máquina que, se a gente trocar a pecinha, a pessoa que está usando essa máquina, ele pode ser uma boa máquina de exame ou uma péssima máquina de exames.
Então, eu vejo muito frequentemente aqui no consultório, pacientes que fazem exames que levaram 3, 4, 5 minutos para ser realizado e vem um exame normal. Isso não foi, com certeza absoluta, um exame bem feito. O exame, um mapeamento venoso, é um exame trabalhoso, onde todas as veias são analisadas, avaliadas para insuficiência, para falha da válvula e pela dilatação, tanto o sistema venoso superficial quanto o venoso profundo.
Quando a gente fala de um exame de ultrassom bem feito, avaliando todos os sistemas, no mínimo ele vai levar 20 minutos, podendo levar muito mais tempo do que isso. Então, quando a gente compara um exame bem feito por um laboratório rápido, na rotina, de maneira linha de produção, é muito provável que ele tenha, entre aspas, comido bola. Tabu número 9, se fizer cirurgia de varizes, vai ter trombose.
Na verdade, as varizes por si só podem causar trombose. Então, o não tratamento pode levar a formação tanto de tromboflebite, que é a trombose superficial, quanto a trombose de verdade, a trombose profunda. Então, o tratamento das varizes visa evitar, prevenir uma formação de trombos nas veias, que seriam a trombose.
Agora, a cirurgia pode desencadear a formação de uma trombose, principalmente em quem tem fatores de risco associados, como, por exemplo, uma doença do sangue, uma trombofilia, ou que já tiveram trombose anteriormente. Mas isso não impede de fazer o tratamento. A profilaxia pode ser realizada medicamentosa, de forma que, mesmo pessoas com alto risco de trombose, podem ter o tratamento de varizes feitos.
Tabu número 10, o uso da meia elástica. Quem tem varizes vai ter que usar a meia elástica o resto da vida. A questão é que a meia elástica é usada para razões diferentes.
Então, a meia elástica pode ser usada de forma profilática, para evitar a doença. Ela pode ser usada de forma terapêutica, para tratar uma doença. Então, quando você tem varizes e não fez o tratamento cirúrgico, é necessário usar a meia de forma terapêutica, onde o uso é muito mais rigoroso.
Coloca de manhã, tira a noite, todos os dias, para evitar a progressão da doença. Agora, quando a gente fala de uso profilático, quer dizer, depois de uma cirurgia, você tem a genética para desenvolver mais varizes. Então, vamos usar a meia de forma profilática, para evitar que isso aconteça.
E tem o uso para prevenir a trombose, para prevenir inchaço, tanto em avião, quanto em qualquer outro procedimento cirúrgico, e isso vai ser orientado pelo seu cirurgião vascular. Tabu bônus, todos os tratamentos de varizes são iguais. Muito longe disso.
Varizes, insuficiência venosa, vazinhos, reticulares, telenjectasias, tudo isso está dentro do mesmo saco, da mesma doença, cada um tem um tratamento diferente. E não só um tratamento, muitas vezes tem vários tratamentos para cada tipo dessas veias. A gente tem que ver o que é melhor para você.
Essa avaliação, que é o grande segredo. A gente tem que entender o que vai ser mais adequado para o seu caso. Por isso que é importante a avaliação pelo profissional, que é o cirurgião vascular.
Ele, tendo todas as ferramentas à disposição, ele vai poder falar, olha, para essa veia o melhor tratamento é esse, para essa outra veia o melhor tratamento é esse, mas também pode ser feito esse outro. E nessa conversa a gente acaba chegando no tratamento customizado para o seu caso. Essa é mais uma das razões porque é impossível comparar um caso com outro como se fossem todos iguais.
Então passe em consulta com o cirurgião vascular, que tenha todas as ferramentas modernas à disposição, entre elas o laser, a radiofrequência, espuma e tudo mais. Gostou do nosso vídeo? Curta, compartilhe, clica no sininho para receber as notificações e até o próximo.
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.