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Quais as 5 Novidades no Tratamento da Tireoide?

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Quais as 5 Novidades no Tratamento da Tireoide?

O vídeo apresenta cinco novas tendências no tratamento de nódulos da tireoide. A primeira é a alcolização, um procedimento minimamente invasivo para nódulos pre

Perguntas respondidas neste vídeo

Então, na verdade, o que é a alcolização?

A alcolização, quando a gente fala de nódulos tireidianos, quando a gente fala de alcolização, isso é direcionado a um tipo específico de nódulos tireidianos. E são os nódulos tireidianos sísticos ou quase totalmente sísticos.

Qual que é a diferença?

Temos nódulos sólidos, que não tem conteúdo líquido dentro de si ou tem muito pouquinho, e os sísticos, que são, na verdade, como se fossem umas bichiguinhas, umas bolinhas de água dentro da tireoide. De água, na verdade, de conteúdo colóide, de conteúdo produzido para essa tireoide.

E como é que nós matamos?

Nós fazemos um tratamento à base de álcool absoluto. É um álcool altamente concentrado, não é o álcool que tem em casa, é um álcool mais concentrado do que esse. Então, a gente injeta dentro do sisto, tem uma maneira correta, precisa, que evita complicações.

E você, qual é a sua novidade?

Nós vamos falar sobre a ablação de nódulos de tirióide por rádio e frequência, que é uma tendência cada vez maior no mundo inteiro, especialmente aqui no Brasil, tem crescido muito. O Antônio explicou que para nódulos predominantes líquidos, predominantemente sísticos, onde o conteúdo líquido é maior do que no 80%, a ablação com etanol, que nós chamamos de ablação química, ela é bastante eficaz.

E nós temos ainda uma última novidade para comentar com vocês, não é Antônio?

Exatamente, Nervelto. Então o que eu vou falar agora é uma coisa um pouco mais específica, mas é importante que os pacientes entendam isso, entendam o que é, que é a marcação com carvão ativado.

Transcrição completa do vídeo

Olá, muito obrigado a todos por estar assistindo esse vídeo. Eu sou o Dr. Antonio Raal, sou médico, radiologista e intervencionista com foco no diagnóstico e nos procedimentos minimamente vazivos direcionados à glândula tireoide. Olá, meu nome é Erivel Tuvope, eu sou cirurgião de cabeça e pescoço, especialista em doenças da tireoide e da paratireoide e hoje nós vamos falar para vocês sobre 5 novas tendências no tratamento dos nódulos de tireoide. Então, dica 1 ou novidade 1, a alcolização de nódulos tireoidianos. É isso mesmo. Então, na verdade, o que é a alcolização? A alcolização, quando a gente fala de nódulos tireidianos, quando a gente fala de alcolização, isso é direcionado a um tipo específico de nódulos tireidianos. E são os nódulos tireidianos sísticos ou quase totalmente sísticos. Qual que é a diferença? Temos nódulos sólidos, que não tem conteúdo líquido dentro de si ou tem muito pouquinho, e os sísticos, que são, na verdade, como se fossem umas bichiguinhas, umas bolinhas de água dentro da tireoide. De água, na verdade, de conteúdo colóide, de conteúdo produzido para essa tireoide. Então, esses sísticos são benignos, são de natureza benigna, são esmagador, a maioria, só que eles causam um aumento cervical, por vezes muito desconfortável, tanto do ponto de vista estético, quanto do ponto de vista funcional. Tem pacientes que vão deglutir e sentem, que têm um corpo estranho, e precisam tratar isso. Esse é o tipo de nódulo, esses sísticos, que podem ser tratados da seguinte maneira. A gente aspira esse conteúdo, sempre ligado para o traçom, como a equipe dedicada a isso, mas a gente contração o carterismo e esse sisto, aspira esse conteúdo, mas não basta aspirar, porque depois de um tempo esse conteúdo volta. Então, isso é uma queixa muito comum dos pacientes que nos procuram, olha, eu já esperei três vezes esse sisto e o sisto voltou. Ele realmente vai voltar, porque as células que produzem esse líquido estão vivas. Então, nós precisamos matar essas células. E como é que nós matamos? Nós fazemos um tratamento à base de álcool absoluto. É um álcool altamente concentrado, não é o álcool que tem em casa, é um álcool mais concentrado do que esse. Então, a gente injeta dentro do sisto, tem uma maneira correta, precisa, que evita complicações. Ah, eu ouvi dizer, um colega, seu falou que foi operar um sisto que foi submetido à alcolização. É bem possível mesmo, porque há maneiras e maneiras de se fazer essa alcolização. Trajetos específicos que não, onde se alco não extravasas, o álcool tem que ficar dentro do sisto. Então, a alcolização é bastante efetiva. Procedimento rápido, um procedimento que rapidamente diminui o volume do sisto, a gente já sai com uma percepção de redução volumétrica e com a certeza de que esse sisto não vai voltar. Pode até ser que volte a crescer em alguns casos, menos de 5%. Nesse caso, a gente vai e repete a aplicação e resolve esse crescimento. A grande maioria das vezes, uma sessão só basta. Isso é uma grande tendência, um procedimento mínima e intivazivo, e bastante efetivo para esse tipo específico de nódulo. E você, qual é a sua novidade? Nós vamos falar sobre a ablação de nódulos de tirióide por rádio e frequência, que é uma tendência cada vez maior no mundo inteiro, especialmente aqui no Brasil, tem crescido muito. O Antônio explicou que para nódulos predominantes líquidos, predominantemente sísticos, onde o conteúdo líquido é maior do que no 80%, a ablação com etanol, que nós chamamos de ablação química, ela é bastante eficaz. No entanto, quando esse nódulo é completamente sólido, ou quando a maior parte desse nódulo é sólida, a ablação por rádio-frequência é um procedimento de escolha. E a ablação por rádio-frequência diferente do etanol, que é uma ablação química, a ablação por rádio-frequência, ela é uma ablação térmica. Ou seja, a gente destrói o nódulo por calor. Inserimos lá uma agulinha, que nós chamamos de eletrodoagulha, essa agulha pode alcançar temperaturas de até 100 graus, e esse calor, guiado por ultrassol, o médico vai destruindo o nódulo pontinho por pontinho. E aí, esse nódulo, literalmente ele derrete, vira uma geleia e é absorvido pelo organismo. Essa ablação, ela pode ser feita para qualquer nódulo benigno e para uma parte dos nódulos malignos que a gente vai falar no outro dia. Mas é um procedimento minimamente invasivo, sem necessidade de anestesia geral, sem necessidade de internação, e o mais importante é que preserva a função da tireoide. Mas o meu amigo António tem mais uma novidade para falar para vocês. Exatamente, então é de conhecimento da grande maioria das pessoas que estão nos acompanhando esse vídeo, que nós fomos, felizmente, um dos grupos pioneiros, em trazer esse tratamento minimamente invasivo, que é a ablação por rádio frequência de nódulos tireidianos, sempre voltados para a preservação da parte saudável da tireoide. Então a gente trata o nódulo, assim como a alcolização nesses casos, a gente trata o sisto e preserva o resto saudável do tireoide. Não tem porque você perder o resto da sua tireoide, que vai conduzir o equilíbrio do seu corpo, sendo que você não precisa, sempre lembrando caso a caso. A gente avalia caso a caso, existem indicações precisas para cada um tipo de tratamento. Tem situações que é possível, situações que não. Então nós trouxemos a ablação por rádio frequência, estamos aí com quase 300 nódulos tratados nesse momento, nesse momento em três anos de advento no Brasil desse tratamento. Agora está chegando uma outra novidade, que é um outro tipo de ablação, para casos específicos de nódulos em que a ablação por rádio frequência tem um resultado bom, mas poderia ter um resultado ainda melhor, que é o caso da ablação por microondas. Então é isso mesmo. Não é o forno. Não é o forno de microondas, mas tem um efeito como se fosse o forno. Então tem umas diferenças técnicas entre a ablação por rádio frequência e a ablação por microondas. A ablação por microondas usa umas anteninhas que ficam entre o nódulo. Então o nódulo é sumetido a uma variação de energética que causa um aquecimento mais efetivo e mais homogêneo do nódulo. Nem sempre isso é preciso. Então a ablação por rádio frequência dá conta da grande maioria dos nódulos em que há indicação. As indicações são as mesmas, basicamente, para rádio frequência e para microondas. Porém, em casos em que a gente sabe que a rádio frequência, ou é mais trabalhosa, ou leva mais tempo, a ablação por microondas vai ser mais rápida. Esse aproximamento que é rápido, vai ficar ainda mais rápido e ainda mais efetivo. E muito promissora também no tratamento dos cânceres, de cânceres selecionados. Mas talvez a gente consiga, sem dúvida, tratar os cânceres que a gente atrata de uma maneira ainda mais segura e talvez num futuro médio próximo, isso se amplia para outros tipos de cânceres que a gente possa vir a ter evidência científica nesse sentido. Então a ablação por microondas, ela absoluta a novidade no Brasil e nosso grupo aí sempre como na vanguarda de trazer o que há de mais novo, mais moderno, também estamos envolvidos nisso e vamos fazer os primeiros casos muito em breve. Isso mesmo. Eu tenho mais uma novidade que é uma tendência interessante que nós estamos fazendo no tratamento dos nódulos de tireoide para aquelas pacientes ou aqueles pacientes que têm algum tipo de restrição em ter uma incisão no pescoço, ter um cortinho no pescoço. Embora os resultados estéticos com as cicatrices convencionais hoje em dia estejam muito bons, realmente numa porcentagem muito grande dos pacientes, a cicatriz cervical, ela fica praticamente invisível quando todos os passos para uma boa cicatrização são seguidos, alguns pacientes por diversos motivos não querem ter cicatriz alguma no pescoço. Hoje em dia nós conseguimos oferecer para os nossos pacientes a possibilidade do que nós chamamos de acessos remotos, acessos extra-servicais, onde através da cirurgia endoscópica ou da cirurgia robótica nós conseguimos acessar a tireoide através de pequenas incisões por dentro da boca, através dos lábios e aí nós conseguimos realizar a cirurgia sem que haja incisão no pescoço. Evidentemente como ablação por etanol, como ablação por rádio frequência, como ablação por microondas, esse tipo de técnica ela tem indicações muito precisas e muito específicas para cada tipo de paciente, mas também é uma novidade. E nós temos ainda uma última novidade para comentar com vocês, não é Antônio? Exatamente, Nervelto. Então o que eu vou falar agora é uma coisa um pouco mais específica, mas é importante que os pacientes entendam isso, entendam o que é, que é a marcação com carvão ativado. O que é esse carvão ativado? Então existem situações e que o paciente vai ser submetido a uma cirurgia, por exemplo, talvez não só para tiroide, mas para algum ganglio cervical em que o colega vai operar esse ganglio, vai ter que ressecar esse ganglio, quando o paciente, o colega vai operar, quando vocês vão operar, uma das grandes dificuldades às vezes é saber qual o melhor acesso, Nervelto. Será que eu entre e faço uma incisão mais alta, uma incisão mais baixa? Às vezes o ganglio está um pouco mais alto e o colega faz uma incisão mais baixa, ele tem que dar muito mais trabalho, uma cirurgia mais demorada para se chegar à área de interesse. Então isso é uma situação. Existem outras situações de pacientes que foram submetidos a tiroidectomias, rececção total ou parcial da glândula e que, às vezes, por algum motivo, no segmento 2, 3, 4, 10 anos pós-cirurgia, algum ganglio, algum lifonodo suspeito de recidiva local, ele apareceu ali e o cirurgião vai ter que abrir, reabordar essa região que já foi operada para localizar esse nódulo e em meio a outros nódulos. Muitas vezes é muito pequeno. Muitas vezes é muito diminuto, dado as técnicas de imagem e a precisão dos nossos anos hoje, então procurar esse nódulo no pescoço em uma situação de pós-cirurgia, no pescoço que já foi operado, toda a anatomia dá uma mexida na anatomia, então é uma cirurgia mais trabalhosa para o cirurgião. Hoje nós dispomos, e também quem faz isso são os radiologistas e transmisionistas, eu tenho uma quantidade razoável desse tipo de procedimentos já realizados, a gente injeta, localiza para o traçom, o traçom muito preciso para identificar onde está esse nódulo, onde estão esses nódulos, às vezes, é mais de 1, e a gente com uma agulha muito fininha, quer dizer, lembra muito o procedimento de punção aspirativa. A gente faz de modo muito confortável com o paciente acordado, mais uma anestesia local bem tranquila, ele funciona, coloca uma agulinha dentro dessa lesão e injeta, guiado por traçom, uma substância chamada carvão ativado, esse carvão ativado é um carvão que ele é estéreo, ele não reage de modo agressivo com o restante do tecido do corpo, mas ele é pretinho, é um material pretinho, então a gente consegue deixar dentro do nódulo e eu consigo fazer um caminho, a gente faz um caminho que vai do nódulo até a pele, então você faz um caminho para guiar o cirurgião para que ele planeje melhor o acesso cirúrgico e chegue de uma maneira mais efetiva e menos invasiva e mais rápida a esse nódulo, essas lesões alvo. Então é uma novidade que mostra a importância da parceria do radiologista, do intervencionista com o cirurgião de cabeça e pescoço. Então essa conversa, esse bate-papo é fundamental, veja como vocês pacientes ganham com isso, na verdade, porque a gente consegue ter essa conversa pré-procedimento, fazer essa marcação, isso facilita muito o trabalho do cirurgião em casos de primeira cirurgia ou de recirurgia em casos de lesão, engangliocervicais. Então essas são as cinco novidades, não é? Existem outras aí, mas são as cinco principais que a gente alencou para trazer para o nosso público, não é verdade? É verdade, Antônio. Então é isso, acho que a gente vai ficando por aqui e convidando vocês para nos acompanharem nas nossas redes sociais, acompanharem aqui o nosso canal no YouTube e até breve, até o próximo encontro. E dessa vez você vai falar para eles se inscreverem aqui, tocar no sininho, tocar no sininho aqui, se inscrevam aqui e nos acompanhem nas nossas redes sociais. Isso aí, muito obrigado a todos e até os próximos vídeos. Grande abraço e até o próximo. Um abraço. Legendas pela comunidade de Amara.org

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