O vídeo aborda a relutância masculina em buscar cuidados médicos preventivos, contrastando com a maior conscientização das mulheres desde a adolescência. Especi
Então, a faixa etária maior está tendo mais cuidados também.
O pediatra e o geriatra. Exatamente.
Já estou quase chegando ao senhor. Desde que alguém me conduza dessa forma. Perfeitamente.
Sim. Em buscar os cuidados com relação à saúde. Tanto é que 70%, mais ou menos, as mulheres é que levam o homem ao consultório.
Então, a tua colocação é correta mesmo.
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Dr. Silvestre, prazer tê-lo aqui. Prazer, doutor. O senhor é urologista.
Eu gosto de reafirmar sempre, especialista em andrologia e geriatria. E peço insistentemente que o senhor me dê a diferenciação. Pois não, obrigado.
Então, a urologia, ele trata das vias urinárias, né? Sim. Agora, a geriatria é um campo que está aumentando, principalmente pela expectativa de vida, né? Então, a faixa etária maior está tendo mais cuidados também. Eu costumo dizer que o homem tem dois médicos, né? O pediatra e o geriatra.
Exatamente. Porque quando ele é levado, é isso mesmo? Já estou quase chegando ao senhor. Desde que alguém me conduza dessa forma.
Perfeitamente. Porque o homem, desculpe, ele é relutante, né? Sim. Em buscar os cuidados com relação à saúde.
Tanto é que 70%, mais ou menos, as mulheres é que levam o homem ao consultório. Ou o marido ou o filho, né? Então, a tua colocação é correta mesmo. Ele tem o pediatra, quando a mãe leva, né? E uma geriatria bem avançada quando alguém leva, porque está precisando realmente, né? Juliana Mato, doutora Juliana Mato.
Prazer tê-la aqui, doutora Juliana. Prazer é meu. Eu preciso que a senhora fique mais próxima do microfone.
A senhora é ginecologista. Sim, ginecologista. Ginecologista obstetra e faço área de reprodução assistida também.
Este nome é muito famoso, né? E é do Instituto, a Mato Instituto de Medicina Avançada. Isso. Que ela integra o instituto.
Nós somos um grupo de 14 médicos e a gente é de várias especialidades. E a gente tem um hospital dia também. Funciona como um hospital dia.
O que eu coloquei com o doutor Silvestre com relação ao homem, o homem é realmente relutante em procurar. Sim, com certeza. A gente vê pela família, né? E pelas pacientes que vão lá e contam dos maridos.
A gente pede um exame e não faz de jeito nenhum. Não faz? Tem isso também? É, demora pra fazer. Não quer fazer.
Ou a gente tem que pedir pra ir em neurologista. Mas eu acho... E mesmo assim não vai, né? Eu acho muito interessante e acho necessário que se destaque isso. Porque o doutor Silvestre colocou o termo correto.
O homem é relutante. Quando a mulher já começa a sair da infância, ela já é orientada a procurar cuidar dos médicos. Isso é... A mulher é com facilidade, ela já na sua juventude, na sua puberdade já está preocupada com isso.
O homem quer distância de médico, né? Fala por experiência própria. O homem tem medo. Porque ele só vai no pediatra, no urologista quando precisa e no geriatra.
Tem uma explicação pra isso? Eu não sei. Vocês que são homens, vocês me falam. Tem explicação pra isso, doutor Silvestre? Eu acredito que, veja só, na infância ainda, quem cuida é a mãe.
É uma mulher, né? Então, qualquer tipo de problema, dificuldade, ela vai levar o médico. Agora, a partir da infância, começa a pré-puberdade, a mocinha tem a menstruação e realmente a presença do sangue... Vamos dizer assim, a criança não vai entender aquilo. Choca.
Choca. Então, a mãe tem que preparar. Olha, se tiver um sangramento, ela vai explicar.
Ou seja, a menina vai ver a presença do sangue e já vai ter orientações da mãe com relação aos cuidados. E o garoto, não. Ele tem a fimose dele, que deveria ser tratada, e só vai tratar depois dos 20, 30, e olha lá.
Ele fica um tanto afastado mesmo com relação à orientação familiar. Que o pai não fala. Ele já não vai também.
E a mãe, ela costuma orientar mais a filha. É terno, não é não? É, isso é verdade. Mãe leva no ginecologista, a filha entra na menaka, menstruou, 12, 13 anos, já leva na primeira consulta.
Eu ressalto isso sempre, porque há um aspecto que no Brasil não existe, que é a prevenção. Vocês trabalham em áreas próximas, urologia, ginecologia, onde a prevenção é essencial. Todas as áreas, mas especificamente nesses casos.
E eu lamento que de parte dos homens não haja prevenção. O brasileiro não sabe o que é a prevenção. Então, eu destaco sempre, faço em tom irônico, mas destaco sempre este problema, que o homem, e muitas vezes a mulher também, não há prevenção.
Então, se eu vou no Dr. Silvich, e ele me diz que eu tenho algum problema, é mais fácil trocar de médico do que voltar nele. Lamentavelmente, essa é a consciência do brasileiro. É isso que acontece? É, exatamente.
Eu acredito no seguinte, também a natureza, de repente, ela fez com que ocorresse isso. Pelo seguinte, uma das doenças graves é o câncer. Se for colocar, quais são os tumores mais frequentes no homem e na mulher? Entre eles estão o câncer do colo uterino e o câncer de mama na mulher.
E no homem está a próstata. Mas a natureza fez de tal forma que os problemas da próstata acontecem a partir dos 50 anos de idade. Enquanto que os das mulheres, a partir do início, após a puberdade, após o início das condições, mudanças orgânicas, ela já está sujeita a ter um tumor.
Então, a própria mãe, ela também está fazendo anualmente, de certa forma, um controle de prevenção com relação ao câncer do colo uterino. Isso desde jovem. E a mocinha também.
Não digo dos 15, mas a partir dos 18, 20 anos, já é comum ela fazer o exame que é o famoso Papanicolau, que é um teste, um exame. Então, a mulher, desde jovem, ela já está habituada a fazer esses controles. Doutor, o senhor esteve aqui no Gente que Fala no mês de outubro.
É uma campanha fantástica do Outubro Rosa. Depois nós tivemos o Novembro Azul, que é com relação à campanha para o câncer de próstata. E eu fico me perguntando, com insistência, se essas campanhas realmente trazem resultado.
Principalmente no caso do Novembro Azul. Outubro Rosa é uma euforia. Outubro Rosa é muito difundido.
As mulheres procuram mesmo. É uma euforia. Agora, nos homens, no Novembro Azul, eu fico imaginando se a campanha realmente trouxe um resultado positivo para que o homem comece a se preocupar com a própria saúde.
Eu fico sempre questionando esse aspecto, entendeu? Me preocupa muito isso. Sem dúvida. Isso ocorre, sim.
A informação acaba gerando, vamos dizer, dissemina mais essa informação. E os homens estão conscientizados. Tanto que eles têm, muitos pacientes já têm um agendamento anual.
Ótimo, ótimo. Dessa parte urológica da próstata e junto com cardiologia e outras áreas também. Desculpa, mas no caso específico agora, nós estamos em verão.
Nós estamos no verão. E uma das informações que a gente tem é que, eu não entendi, cálculo renal e cálculo urinário é a mesma coisa? É a mesma coisa. Exatamente.
Mas a terminologia... É localização. A terminologia mais comum é cálculo renal. Sim.
O que tem a ver o verão com o aumento desse problema no homem? Sim, exatamente. Pela própria, vamos dizer assim, a lei da física hidrodinâmica, vamos colocar dessa forma, o que é um cálculo? O cálculo é uma pedra. Então se fala pedra nos rins também, não é o termo.
Então o cálculo é uma formação pétrea que inicia com cristais. Então esses cristais, eles têm diferentes origens. Então ele pode ter uma conformação com a presença de cálcio, fosfato.
Então para formar um cristal, lógico, essas substâncias, quanto maior a concentração desse líquido, vai ser mais rápida a formação desses cristais. Então existem dois fatores, uma condição congênita ou genética, uma tendência a ter esses cálculos e também o fluxo do líquido. Quanto maior o fluxo do líquido, no caso urinário, ele vai lavando a região.
Esses pequenos cristais, eles são eliminados normalmente. Então quando se forma um cristal, ele vai aumentando de tamanho, vamos dizer assim. Até meio centímetro, que seria um cálculo de meio centímetro, 99% ele é eliminado espontaneamente.
Cálculo de meio centímetro é um grão de arroz? Exatamente. Veja que é relativamente grande. É isso? Eu estou fazendo uma comparação correta? Ele pode ser eliminado espontaneamente.
O homem nem percebe. Nem percebe. Eventualmente pode ter uma cólica, mas... Mas o que tem a ver o verão com esse problema? Exatamente porque ele concentra o líquido, a urina.
Veja só, numa mesma quantidade de ingestão de líquido, no inverno, praticamente o líquido é eliminado pela urina, pelas vias urinárias. E no verão, não. Ele é dividido pela transpiração, pela respiração.
Tem outras formas de perder, da perda do líquido. Sim. Então no sistema urinário se torna, o volume é menor, a urina é mais concentrada.
Então a formação é maior dos cristais. Mas não é no verão que se ingere maior quantidade de líquido? Sim, mas se perde muita quantidade também. Deve se ingerir mais, mas a perda é maior pelas outras áreas.
Veja, a maior ingestão de líquido que seja, mas a perda no verão se soma, a perda pela transpiração. Isso atinge as mulheres também? Também, com certeza. Eu tenho uma dúvida.
O cálculo renal, ele é mais comum em homem ou em mulher? Tem essa... Existe uma frequência, sim. É maior nos homens. Provavelmente pela condição do dia a dia, da vida e da alimentação também.
De repente o homem era mais exagerado, ele era fumante, tem várias condições que devem interferir no metabolismo geral, que vai dessa formação. Mas com a evolução do tempo, o tempo atual, a incidência do cálculo no homem é de uma vez e meia a mais que a mulher. Naturalmente a mulher também já saiu de casa, está tendo as mesmas atividades que o homem, e o tipo de alimentação também.
Dr. Silvestre, o senhor falou de alimentação, existem alimentos que devem ser evitados para que se... Sim, eu... Sim, existem. Com relação a cálculos renais? Eu colocaria da seguinte forma, o indivíduo que não tem uma tendência genética, ele não vai ter cálculo nunca na vida. Mas aqueles que já tiveram uma vez, a reincidência é muito grande.
70% ou 80% de quem teve cálculo vai ter de novo, e vai ter várias vezes. Então nesses casos vale a pena um cuidado, uma ingestão maior de líquido e alimentação. Então que tipos de alimentos são, vamos dizer assim, bem-vindos e devem ser evitados? Bom, bem-vindo realmente é água, líquido.
Deve ser evitado carne vermelha, amendoim, castanha, frituras... Aquela história de tomate é verdadeira? Tomate é verdadeiro? Não é assim também, porque o pessoal fala por causa da semente, acho que a semente e o tomate vai seguir o cálculo, é um pouco de folclore. Mas é bom desmistificar isso. Não é, com certeza não.
Agora, então veja só. Desculpa, tomate e pepino são os dois alimentos. Se tem cálculo, não coma tomate, não coma pepino, coisas desse tipo.
O povo fala, não coma tomate. Tomate, coisa muito condimentada, muito... São frituras esse tipo de alimento. Agora, o que é importante é ingerir bastante líquido, sem dúvida, principalmente no verão.
Isso para quem já teve é obrigatório. Agora, para quem nunca teve, talvez não faça a diferença. Doutora Juliana, um problema que nós temos no Brasil e de maneira assustadora neste momento é a microcefalia.
Sim. Nós tivemos... Pois não. Causada pelo Zika vírus.
O nosso país hoje vive uma epidemia do Zika vírus. Esse Zika é um vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo da dengue, do chikungunya. Começou mais na região norte, o Zika apareceu em meados do ano passado.
E hoje em dia a gente vê que está bem disseminado. Só do Natal... A gente já sabe que tem mais de 3 mil casos de Zika. E do Natal até dia 2, 199 casos novos.
Tem aumentado muito. E é um vírus que é transmitido por esse mosquito. Então, a gente tem que tomar muito cuidado.
Principalmente agora, na região sudeste, que começam as épocas de chuva, a população de mosquitos, se a população não se conscientizar, vai aumentar muito. A senhora fala do nordeste, a senhora registra o nordeste. Primeiro que não é novo esse problema, não é novo.
Já foi detectado há bastante tempo, mas agora que virou uma epidemia. Agora que nós somos surpreendidos realmente com... Isso, agora que aumentou o número de casos e que esse número de casos é bastante significativo esse aumento. Até então o Aedes aegypti era tratado como problema de dengue.
Só a dengue. A dengue, a dengue, a dengue. Aí, no ano passado, se começou a falar no chikungunya.
E agora, no final do ano, zika vírus. Mas é tudo próximo, é tudo... Aí a palavra que eu usei, prevenção. O Brasil não tem uma prevenção para isso, lamentavelmente.
Não tem uma prevenção, mas a gente... Essa questão da prevenção tem que ser bastante enfatizada. Não deixar acumular água, tomar cuidado com as piscinas, com as casas vazias que têm piscinas, que têm um acúmulo de água, pneu, lixo, água acumulada em calha. As mulheres têm que usar uma proteção, usar o repelente quando estiver grávida.
Quando não estiver também, porque a dengue está aí. Apesar do zika, ele ter uns sintomas a menos e a gente muitas vezes não saber que tem a zika, porque parece uma gripe normal. Mas para grávida, mais para frente, isso dá problema.
Tem um motivo para que, de repente, isso tenha explodido? Parece que é uma grande novidade isso daí. Por que esse aumento assustador? Pelo aumento do número de mosquitos. Porque se a gente lembrar de uns tempos atrás, a gente tinha muito pernilonga, mas está demais.
De uns dois anos para cá, eu acho que essa população de mosquito aumentou muito. E do Aedes aegypti, então, triplicou. Fugiu ao controle, realmente.
Fugiu ao controle. Antigamente, eu lembro que eu morava em São José dos Campos, quando eu era mais jovem, não tinha feito faculdade, mas no condomínio dos meus pais passava aquele fumacê. Em vários bairros, acho que aqui em São Paulo também, passava aquele carro com aquele fumacê e tinha a população de mosquito controlada.
Controlada, não extinta, mas diminuída. E de uns dois anos para cá, a gente não vê isso. Eu acredito que também, lógico, tudo responde ao equilíbrio.
O equilíbrio ecológico está mudando. Na hora que você elimina um determinado tipo de agente, lógico que o outro vai proliferar, com certeza. E o Aedes aegypti, na verdade, é aquele mosquito que já se conhece há mais de 50 anos.
Ela é transmissor de muitas doenças. E agora, por que mais o Zika? Porque, com certeza, a frequência dela deve estar contaminando mais esse transmissor. Agora, você fala, por que o Aedes aegypti? Todo mundo está ouvindo falar dele.
Porque é relativo. Se tem mais mosquito e mais gente infectada, mais mosquitos infectados surgirão por aí. Então, essa explicação que tem o problema básico seria o saneamento.
Mas aí existe uma outra explicação também. Tem muitas casas, aqui em São Paulo, que é grande metrópole, abandonadas, estão fechadas. Esses quintais não estão sendo fiscalizados.
Tem as piscinas, as poças d'água e tal. Mas eu acredito que isso não é relevante. Sempre teve casas vazias.
Sempre teve poças também. O que realmente é... De repente, esse mesmo mosquito, ele não está tendo um agente de controle natural. Ele não tem mais.
De repente, ele está sozinho. Acaba o predador. Acho que é o mesmo transmissor da dengue.
Porque, de repente, é o único mosquitinho que vem picar. Os outros já foram. E o Zika... Já existiam casos de microcefalia.
Mas começaram a estudar o Zika como causador de microcefalia faz pouco tempo. Tem alguns casos descritos, mas como um dos causadores, tem pouco tempo. Doutora Juliana, quando... Dengue, a primeira coisa é dengue.
Aí chikungunya. Aí Zika. Tem sintomas? Os sintomas são parecidos? Como é que se consegue facilitar o diagnóstico? Sim.
O Zika, ele parece uma virose. Então, pode ter coriza, o nariz escorrendo, dor no corpo, sensação de fraqueza. Parece uma gripe mesmo.
Sim. Por isso, às vezes, passa desapercebido. A pessoa que tem, acha que é uma gripe comum.
A dengue, não. A dengue já cursa com febre alta, além das dores no corpo. Pode ter um declínio da... Uma anemia, um declínio das plaquetas do sangue, uma anemia profunda.
O mais dissimulado seria mesmo o Zika? É, o mais dissimulado seria o Zika. O chikungunya já tem alteração ocular também. Pode ter uma conjuntivite.
É bem parecido com a dengue, mas cada um... Chikungunya e dengue, às vezes, é difícil se diferenciar muito. Agora, o Zika é uma virose, é uma gripe. Lamentável.
Desinformação e descaso das autoridades. A dengue tem, basicamente, na cefaleia. E alterações intestinais também.
Também. Isso é importante destacar. Tanto que os pacientes que tomam, e muitos tomam, com prevenção cardíaca, medicamentos que eles falam, popularmente afinam o sangue.
O AES, por exemplo. E medicamentos tipo anticoagulante, que é contraindicado quando se tem a dengue. Então, muitos pacientes estão com dengue e estão com hemorragia.
Eles devem suspender esses medicamentos. Quando o senhor fala em desarranjo intestinal... Ah, sim, a diarreia, exatamente. Porque ela... Isso no caso da dengue.
É muito pouco falado, doutor. Então, ela dá uma diarreia constante? Sim. Deve-se suspeitar, sem dúvida.
As pessoas suspeitam de outras coisas. Cefaleia. Cefaleia e essa parte intestinal.
Cefaleia e dor de cabeça. E causa desidratação pela diarreia. Exatamente.
Aí, tadinho do brasileiro. É. É lamentável. Eu chamo muito a atenção, porque quando você conhece a realidade brasileira, nós vivemos num mundo, São Paulo, que é uma realidade.
Aí, onde estão acontecendo esses casos que são divulgados? Fora de São Paulo, longe de São Paulo. Então, isso me assusta muito, porque é realmente falta de informação e mundos diferentes dentro do país que nós vivemos. Então, minha luta é sempre falar de prevenção, sempre alertar e tudo.
Há muito tempo eu faço isso, mas eu acho que, lógico, eu não sou nada nesse universo todo. E acho que as autoridades têm um descaso muito grande. Então, o que a gente diz para as grávidas em relação ao Zika? O Zika, como eu disse muitas vezes, ele passa desapercebido.
Então, as pacientes que estão engravidando agora ou que estão grávidas, elas têm que usar repelente todos os dias e têm que usar calça comprida, de preferência blusa de manga comprida, para evitar... São cuidados muito simples. São cuidados simples. Sim.
Ótimo, ótimo. O que se orienta nesse sentido, doutora? Para evitar que ela seja picada, porque o diagnóstico da microcefalia ela é só feita no sexto mês de gravidez por ultrassom. Então, não é um diagnóstico que a gente saiba antes.
Então, ela já vai estar lá no sexto mês dela e ela vai para fazer um ultrassom e descobre que o cérebro do bebê é hipodesenvolvido. Mas posso fazer uma colocação? Fazer uma pergunta, né? Poderia, vou colocar, poderia ser de rotina um exame para uma mulher grávida quando ela visita o ginecologista, né? No caso, a obstetra. Quando ela vai fazer o pré-natal, né? Existem exames que ela poderia fazer de prevenção, já que estamos nesse... Então, agora é que estão fazendo um exame de sangue, que é recente também, que é o PCR, que é o método de biologia celular, específico para zika vírus, para as pacientes que têm esses sintomas, né? Mas não é de rotina ainda.
Quem sabe um dia a gente consiga colocar isso na rotina. Quem sabe um dia. Doutor Silvestre, voltando a falar de verão, férias de verão, cautela com DST, são doenças sexualmente transmissíveis.
Sem dúvida. Em primeiro lugar, que é um período de férias, né? De modo geral. Então, período de férias, passeios, né? Almoçada, lógico, vai ter mais... Mais oportunidades.
Mais oportunidades, né? Então, os cuidados devem ser maiores pela frequência, pelas condições de disponibilidade. Agora, o próprio verão, vamos dizer assim, o que ocorre? Muitas doenças bacterianas, ela desenvolve na presença de umidade. E no verão, a nossa pele é mais úmida.
Então, o desenvolvimento de bactérias é maior. Então, essas infecções genitais, tanto no homem como na mulher, é maior também nesse período. E, lógico, uma infecção pode trazer outra, né? Pelo enfraquecimento da resistência.
E, com isso, pode adquirir uma DST. Não há um desprezo maior, nesse momento atual, da população com relação à DST? Porque, colocando melhor, há 30 anos, quando foi difundido... Doutora Judeira não estava... Ela era muito jovem. Mas há 30 anos, quando surgiu a AIDS, surgiu aquele pavor da população com relação a essa doença que tomava vulto.
De lá para cá, estou colocando três décadas. Hoje, me parece que há um desprezo muito grande com relação à DST toda. A população está, de repente, entendendo, está perdendo esse receio, esse medo.
De repente, como se fosse uma condição mais natural, comum. Mas, você comentou com relação à AIDS, por exemplo. No início, o primeiro ato, a primeira atitude, como não tinha tratamento, seria o uso do preservativo.
Que, na verdade, seja há 30 anos, até hoje, é fundamental isso. Todo relacionamento deve-se usar o condom. Então, ele deveria estar presente, até uma ocasião, eu até coloquei, que ele deveria estar presente do lado de uma maquininha de banco.
Uma venda do condom, quem sabe de brinde até. Que muitos países não estão vendendo. Eles cedem.
Que é uma forma preventiva. Então, o uso do preservativo, o condom, é muito importante para doenças sexualmente transmissíveis. O brasileiro usa já? Nas farmácias vendem.
Na almoçada usa, sim, com certeza. Agora que você falou, usa. O risco está sendo maior nos idosos.
O idoso não usa muito preservativo. A formação dele é de uma outra época. Mas o jovem tem mais consciência do uso.
O jovem já foi conscientizado da necessidade do uso? Sim, exatamente. Nós, mais antigos, não temos essa conscientização da necessidade do uso do preservativo. Talvez, também porque as parceiras que ele tem não são muitas, ou é uma só.
Então, ele ficou casado durante muito tempo. De repente, ele se torna vilvo, um exemplo. Ele ficou muito tempo sem usar preservativo.
Ele nem sabe mais, na verdade. É o hábito. É difícil incutir a necessidade disso em alguém que já tenha passado essa barreira.
Sem dúvida. Com relação às mulheres, doutora Juliana? As mulheres, elas usam, sim. Principalmente as mais novas, as adolescentes.
Elas fazem questão de usar. Às vezes, a dificuldade vem do parceiro mesmo que não quer usar. Mas a maioria usa.
Mesmo porque dessas DSTs, a AIDS, tem também o HPV que é muito difundido nas mulheres hoje em dia. Que causa câncer de colo de útero. Então, elas estão bem orientadas.
Algumas não usam, mas a maioria... De novo, a mulher... Está na frente, né? Está na frente, sem um papel determinante no uso do preservativo masculino. Eu acho que a maioria usa. A maioria, uns 80% usa.
Faz questão de usar. O machão não usa, doutora Silvete. Agora, a jovem, eu acredito que ela não está conscientizada com relação ao HPV.
Porque 90% dos tumores do câncer uterino está presente o HPV. São presentes no HPV. Mas depois que difundiu a vacina, que teve a campanha, eu acho que as mulheres se conscientizaram mais.
Mesmo porque quando elas começam no ginecologista, já tem a indicação da vacina. Muito cedo, 12, 13 anos. Então, as meninas de uns 2, 3 anos para cá, elas já têm essa percepção que existe o HPV.
Essa campanha é a partir dos 9 anos de idade já. Tem que ser antes da idade sexual. Antes da idade sexual.
Não que tenha que ter. A partir dos 9 anos já estão estudando essa vacina. Já há uma conscientização.
Interessante que essa campanha dá a impressão que é voltada às mulheres, às meninas, né? E os rapazes, né? Aí volta aquele ponto. Por que eles não tomam a vacina? Existe essa possibilidade? Da mesma forma, o HPV ele vai acometer independente do sexo, né? Sim. Então, se o garoto tiver, ele vai transmitir.
O diagnóstico... Eu tenho muita dificuldade no consultório. As mulheres, elas vêm com o diagnóstico de HPV. E aí elas têm um receio de falar com o parceiro.
Porque o parceiro, ele fala, não, mas eu não tenho nada. Eu não tinha, né? De onde que apareceu? É, eu não tenho. Como é que você tem? E às vezes o homem tem e não sabe.
Essa colocação, doutor Stivich, é importantíssima. É um diagnóstico difícil. A conscientização do homem é difícil.
E é um diagnóstico que no homem não é tão simples, né? Porque se ele não tem uma lesão, ele... Sim, não tem como ter o material para lesão. Exatamente. Você está acompanhando o Gente que Fala e nós retornaremos em instantes.
Você está conosco no Gente que Fala pela rádio Trianon, AM 740 São Paulo, Rádio Universal, AM 810 Santos, altv www.altv.com.br, TV Guarulhos, canal 20 UHF, canal 3 da NET em Guarulhos, 11h30 da noite. Como toda quarta-feira, nosso contato com o doutor Nelson Letizio, que é cirurgião plástico. Doutor Letizio, prazer pelo mais um... Mais uma vez aqui no Gente que Fala.
Prazer é nosso, Jean Coutet. Como é que você está? Tudo bom de ano aí? Tudo bem, começando o ano juntos. Doutor Letizio, vamos falar do verão, pleno verão, cuidados preventivos para a pele.
Mas em sua clínica, o senhor realiza uma série de tratamentos para a recuperação da pele. Como são esses tratamentos, doutor Letizio? Olha, Jean Coutet, é uma coisa interessante de a gente falar, sabe? O pessoal gosta, todo mundo gosta de tomar um solzinho, ficar bronzeado, ficar com o corpo, o pessoal fala cor de saúde, né? Mas é interessante, eu fiz a consulta de uma paciente segunda-feira, que ela tem uma pena de pavão, é uma senhora já, ela tem 63 anos de idade, e ela tem uma pena de pavão muito bonita, desenhada no braço direito, no antebraço direito, na projeção do dorso da mão, do braço direito. Uma pena muito bonita, verde, clara, com detalhes em vermelho.
Bonita até, eu não gosto muito de tatuagem, mas achei uma tatuagem bonita. E é interessante, para ela não danificar essa pena de pavão, ela usa manga comprida, mais de um lado que do outro. E ela cruzou os dois braços, na minha frente.
Foi muito interessante, que o braço da pena de pavão, que ela protege do sol, a pele estava muito mais bonita, muito melhor cuidada, do que o outro braço, que ela expõe sem medo. Eu quero dizer o que com isso, Zancopé? O sol é muito bom, é saudável, a gente sintetiza vitamina D, mas ele é muito agressivo para a gente, ele está ficando cada vez mais. Conclusão, os cuidados da pele.
Primeiro, evitar sol. Segundo, se a pessoa tem uma tendência a melasma, que é aquela mancha gravídica, ou mancha por hormônio, você não pode fazer um laser de CO2, que você pode tirar mancha, uma série de coisas. Você tem que usar tratamentos, vulcanais, outras coisas para clarear a mancha.
Se você tem mancha semil, você faz luz pulsada, você faz laser de CO2. Se você tem efélite, que são as manchas da juventude, se você tem manchas por sol, manchas causadas por efeito químico do sol, você tem um outro tipo de tratamento, que pode ser a luz pulsada ou só clareadores de pele, associados ou não ao laser de CO2. Então, Zancopé, existe uma infinidade de tratamentos para que a gente possa fazer o micro dermabrasão, que você faz uma pequena micro dermabrasão da pele.
Você pode fazer pequenos peelings com ácido tricloroacético. Então, Zancopé, depende de cada caso, do tipo de pele, da classificação de feites pétriques, que vai de 1 a 6, o que a pessoa precisa. Às vezes, uma pele muito clara, atualmente só alfama muitos vazinhos, você tem pele ajetadia.
Então, você usa um laser específico para tirar aqueles vazinhos, tirar aquela pele que a gente fala que parece que está com frio, o nariz fica vermelho e a bochecha fica vermelha, excerto de vazinhos. Então, Zancopé, qual que é a grande recomendação do verão para cuidar da pele? Evite o excesso de sol, tente usar filtros solares e cuide da pele. Tem tratamentos? Sim, mas tem alguns casos que mesmo com tratamento a pele fica tão forte envelhecida que não fica um bom resultado.
Doutor Letizio, eu agradeço tua gentileza mais uma vez com o nosso Gente Que Fala, permaneceremos juntos em 2016. Um grande abraço, doutor Letizio. Que Deus esteja conosco e com nosso Brasil, porque nós estamos precisando de uma certa ajuda.
Ok, doutor Letizio, conosco hoje aqui no estúdio, urologista doutor Silvio Fujisaki, a ginecologista doutora Juliana Amato. Doutora Juliana, o livro Em Busca da Fertilidade, a senhora lançou, publicou recentemente? Sim, eu publiquei recentemente esse livro, é voltado para os pacientes que estão em tratamento e para demistificar um pouquinho dos tipos de tratamento, que existe ainda muitas dúvidas, das causas de infertilidade feminina ou do próprio casal e os tipos de tratamento. Então lá eu explico direitinho as diferenças dos tratamentos, as causas, tanto masculinas quanto femininas e o que ela deve fazer para buscar a fertilidade dela, para ela conseguir engravidar.
Como a gente estava dizendo agora, a prevenção da fertilidade dela. A senhora cita doenças mais comuns, o que seriam doenças mais comuns? As doenças mais comuns na infertilidade feminina é a endometriose, são as anivolações, a síndrome do ovário policístico, que devem ser diagnosticadas e tratadas para que esse casal consiga engravidar. Doutor Silvestre, o senhor que é urologista, o exame de sangue basta para se diagnosticar o câncer de próstata? Não.
Os exames preventivos da próstata são dois. Um deles é o exame de sangue, que é o PSA. Mas eu pergunto se este exame basta para diagnosticar.
São dois. O segundo exame é o toque prostático. Os dois são obrigatórios.
E na dúvida, sim. Aí tem outros exames, desde o ultrassom. Mas o homem continua a resistir ao toque? Na ideia de fazer o toque? Na verdade, ele resiste a tudo.
Até o exame de sangue. Essa é a verdade. Até o exame de sangue? A doutora Juliana diz que prescreve o exame e o homem não faz.
O marido não vai. Veja, é comum o paciente ligar a clínica e o pessoal fala, doutor, o paciente pediu um novo pedido. Por quê? Porque a data já venceu.
É comum isso. Então você faz um pedido e tem que se referir. Não é um toque, não.
Qual é o exame? O espermograma é um exame que eles também, quando já está há muito tempo tentando engravidar, até faz, mas numa primeira consulta, assim, dificilmente, protela um pouquinho. Imagina, Zé Copê, o exame pré-nupcial, que era muito comum nos anos passados, atualmente saiu também fora da pauta. Diria saiu da moda.
Talvez no casamento, de repente, também diminuíram. Mas o exame pré-nupcial consistia em uma avaliação também de uma fertilidade. E com relação às doenças transmissíveis também.
Ou seja, todo jovem, noivo, noiva, deveriam passar por uma avaliação médica dessas doenças mais comuns, a sífilis, que seja o AIDS, agora também, hepatite, essas doenças que são transmissíveis. E junto com isso, para o menino, para o homem, ele fazia o exame de espermograma. Mas o padre mandava fazer, senão ele não celebrava o casamento, então ele fazia.
É verdade, ele tinha que ser aprovado, ele tinha que fazer um cursinho pré-nupcial. Aí eram convidados psicólogos, etc., e médicos também, médicas. Aí eles faziam uma palestrinha, muito importante para a fertilidade e tal, fazer o espermograma.
O padre tem mais incidência positiva do que o próprio médico. Está com mais persuasão o padre do que os médicos. Na verdade é um casamento.
Mas existem fatores externos que comprometam a infertilidade? Sem dúvida. Eu vou colocar da parte masculina. Então na parte masculina, no nascimento, que é muito comum, não é a primeira incidência de infertilidade masculina.
A primeira é varicocélio, que posso comentar rapidamente. Mas na infância, no nascimento, é muito comum a não descida dos testículos na bolsa escrotal. Chama criptorquidia.
Cripto é oculto, escondido. Criptografia, cripto. Criptorquidia seria o testículo que não aparece.
Ele não está no saquinho escrotal porque ele está elevado, está no abdômen. Porque a origem biológica dele é no abdômen, então ele vai descendo. Então no nascimento é muito comum ele não estar no saquinho, na bolsa.
Mas normalmente até o sexto mês, até um ano de vida, ele deve descer. Mas em alguns casos não desce. E quando esse testículo não está na bolsa escrotal, ele está sofrendo porque a temperatura é mais elevada na região abdominal.
Então esse tecido vai sofrendo. No futuro, ele vai produzir menos hematosoide com as células que engravidam, o gameta masculino. Então isso há tratamento.
Então já poderia ter um tratamento preventivo logo após o nascimento, ou no primeiro ano de vida, para o garoto. Após isso, tem as doenças infecciosas, que é muito comum. Uma doença transmissível também, ela pode comprometer as vesículas seminais, que é uma glândula que produz o líquido, e o próprio testículo também.
E com isso levar a uma obstrução, processo inflamatório ocluir a saída. Por exemplo, o repedidimide pode afetar. E tudo isso vai afetando a qualidade do espermatozoide.
E a varicocele, vou colocar já terminou. Varicocele são umas varizes na região escrotal, mas é a primeira causa que afeta a qualidade espermática. Elevação de temperaturas? Na verdade, existem... Sou leigo, estou perguntando o que eu ouço fora dos consultores.
Eleva a temperatura, mas ela traz também um refluxo. Os vasos dilatados, ela acaba trazendo substâncias que seriam, vamos dizer, do nível do rim, ele acaba refluindo para a região escrotal. Essas substâncias seriam tóxicas.
Esse é fácil de avaliar. Quem tem varicocele tem essas substâncias na região escrotal. Quem não tem, não tem essas substâncias.
E a produção espermática vai declinando também. Se tratado a tempo... Doutora Juliana, infertilidade é sempre culpa da mulher, doutora Juliana. O homem sempre passa esse peso para a mulher, né? Isso é importante a colocação.
O homem que passa. O homem nunca tem esse problema. E os homens que fazem muito exercício físico, essa infertilidade, ela está mais associada à própria força do exercício, pegar muito peso, ou mais a esses anabolizantes que eles usam? Hoje em dia não se usa muito mais, testosterona.
É mais anabolizante mesmo, porque qualquer substância que altere o metabolismo geral, pode refletir em uma condição da produção espermática. Então, eu diria exercício físico não, a não ser que traumatize o testículo. Tanto que se colocava no passado o uso de vestimenta muito apertada, uma cueca apertada, andar a cavalo, andar de bicicleta.
Nada disso é verdade. Se não ciclismo, não se andaria de bicicleta. Mas é anabolizante mesmo, né? Sim.
Essas proteínas em excesso... É que alterem o metabolismo, o equilíbrio. Obesidade também, que é um reflexo também. Sim.
Infertilidade, né? Com relação às mulheres. É tabu para os homens? É tabu para as mulheres? Como é que é, doutora? Hoje em dia as mulheres elas chegam já nos 30 querendo saber se elas são férteis. Porque hoje em dia as mulheres tem filho mais tarde, elas vão protelando essa gravidez, essa maternidade.
Então, elas já chegam no consultório agora, né? Essas pacientes novas de 30. Elas chegam no consultório querendo saber se elas são férteis para no futuro elas conseguirem engravidar. Por isso que está bem difundido o congelamento de óvulos.
Hoje em dia as mulheres congelam esses óvulos porque não tem uma perspectiva de casamento ou não tem uma perspectiva de ter filhos porque está trabalhando, está em plena ascensão no seu trabalho e elas não querem engravidar. Então, está muito difundido o congelamento de óvulos. Mas, lógico que existem os casais que chegam que já estão tentando há 2, 3 anos engravidar e que não conseguem.
Aí a gente tem que fazer uma investigação do casal tanto do homem quanto da mulher. Na mulher as causas mais comuns que eu falei são as causas ovulatórias, endometriose. Mas existe também o casal.
Podem ter patologias tanto da mulher quanto do homem que associadas estão levando a uma infertilidade. Então, não é só da mulher, é do homem também. E a compatibilidade.
E a compatibilidade. Na própria secreção do fluido da mulher na vagina, no caso, em contato com esse plomatozoide por uma condição imunológica pode até imobilizar o plomatozoide. Mas há tratamento, né? Sim, com certeza.
Doutor Silvich, disfunção erétil ainda é tabu para ser tratada? Aqueles que chegam lá procurando o doutor Silvich Sem dúvida, né? Como é que eu posso dizer? Qual é o termo que eu... Eu não tenho problemas, mas... Veja, porque pegou o homem, né? E o homem é relutante em fazer essa consulta. Ele foge, né? Então, seria mais ou menos o indivíduo que... O normal. O carro está andando, o pneu está murchando, ele está andando, ele esquece.
Na hora que não andar mais, aí ele vai no borracheiro, né? Para ver o que pode ser feito, né? Então, essa disfunção erétil é a mesma coisa. Quando ele realmente passa a não dar a condição, né? Ele vai procurar, né? A preocupação e o desespero, né? Quando chega no desespero... E hoje a cobrança da companheira está aumentando também. Né? Bom, de toda forma... Mas continua a ser um tabu de parte do homem procurar um médico... E realmente fazer a consulta e... colocar o diagnóstico.
Doutor, se eu vim aqui é porque eu não estou funcionando mais. Com essa facilidade da mídia, né? Presente hoje, né? Internet, TV, né? Lógico que o homem, ele tem essa informação, ele tem um acesso maior também de manter um contato. E, lógico, quando ele vai na consulta, ele não vai acompanhado, ele vai sozinho, a grande maioria.
Então, esse tabu... É a única hora que ele vai sem a mulher. Ele só vê aquelas câmeras de segurança pra ver se tem alguma coisa. É a única hora que ele procurou médico sem a mulher.
A mulher nem sabe que ele foi. É, muitas vezes não. E hoje em dia está na moda reposição, né? Reposição hormonal? O que o senhor acha disso? Sem dúvida.
Reposição nada mais é... Veja, como o próprio nome diz, né? Está repondo os hormônios, né? Mas isso ocorre quando o órgão que produz esse hormônio, né? Ele está, de certa forma, falido. Não está produzindo mais. Então, vai se repor.
E como a expectativa de vida está aumentando, lógico, quanto mais idade, mais vai ter uma reposição hormonal. Que, normalmente, é a partir dos 50 anos. Para o homem, tudo acontece a partir dos 50.
Disfunção erétil e vasectomia ainda é um tabu, né, doutor Silvestre? Ela pode ser revertida hoje? Sempre pode. Hoje, em melhores condições, pela microcirurgia, com o microscópio cirúrgico. Mas nós temos um grande aliado hoje.
Nem sempre há necessidade de uma recanalização, porque existe a fertilização artificial. A colocação é o seguinte, os resultados são bons em ambos, mas a única colocação seria o custo. A tendência é, eu diria, o custo da fertilização ir diminuindo, mas existe um custo do procedimento.
Então, acho que o paciente tem que balancear os custos para ver qual é a melhor. Custos é o valor? Custos monetários, é isso? Agora, a vasectomia, sim. Veja, um casal.
A conscientização, isso é muito importante. O casal, ele está trabalhando para pegar os recursos e manter a família. Quanto custa um filho? Em função disso, é que eles buscam esse controle da anticoncepção.
Aí tem o lado, a mulher vai fazer a laqueadura, o homem já quer empurrar para lá. Agora, veja, a laqueadura é um procedimento de um porte maior. Então, a vasectomia é mais simples.
Uma anestesia local, mas é uma cirurgia. É mais simples do que a laqueadura? Sem dúvida. Porque normalmente a laqueadura era feita no momento de uma cesariana.
Assim, no último filho. Não era bem a recomendação na época. Porque esperava-se que a criança atingisse um ano de idade.
Houve problemas jurídicos muito graves sobre isso? Porque o médico já aproveitava nesses rincões todos aí? Porque a criança, cada vez menos, mas no passado a incidência de morte de um recém-nascido era muito grande. Hoje é praticamente nulo. Quase nada.
Mas imagine um casal que perde um filho até um ano de idade e vai querer um outro. Então, não é. Mas hoje tem o congelamento também. E reforçando o congelamento, existe uma busca grande de congelamento tanto na parte masculina como da mulher com relação a tumores e câncer.
Antes do tratamento de tumores, que com certeza vai levar a uma esterilidade através da radioterapia, até químio, mas normalmente uma radioterapia se faz um congelamento. Tanto para o homem como para a mulher para preservar. Isso não é novidade.
Doutora Juliana, aproveitando a presença da senhora aqui, mitos e verdades sobre a higiene feminina. Mitos e verdades. O que a mulher tem que pensar quando se fala em higiene feminina? O órgão da mulher, o órgão genital da mulher ele fica muito escondidinho.
Então, é uma região úmida, é uma região que fica mais quente. Então, tem propensão a ter mais infecção, a ter mais escorrimento. O que é orientado é que ela use na hora do banho, água para se lavar.
Não é indicado muito sabonete em pedra. Se for usar sabonete, o melhor é o sabonete líquido. E esses sabonetes que vendem, esses sabonetes de região íntima que vendem em supermercado, eles são bons, mas eles não são essenciais para a higiene da mulher.
A higiene da mulher não precisa de sabão. Só água, limpar direitinho os cantinhos e deixar sempre bem seco. E nada de usar aqueles lencinhos umedecidos, porque aquilo tem um pouquinho de álcool, tem um pouquinho de hidratante e para a região genital da mulher não é bom.
Com relação a roupas? A roupas, que ela use mais calcinha de algodão, porque deixa a área respirar mais e que se utilize menos de laicra, que a laicra ela retém o calor. E usar menos roupas apertadas, que as roupas apertadas também propiciam mais infecção genital. Eu abordei muito o lado masculino do nosso programa hoje, até com muita ironia várias vezes, porque eu acho que é necessário a gente conscientizar as pessoas, mas eu disse logo no começo que as mulheres são mais fáceis de serem, de procurarem especialistas, mas existem casos específicos em que as mulheres se recusam a abordar este assunto sobre higiene íntima? Dificilmente.
Normalmente, quando elas têm um corrimento ou alguma coisa, elas já vão para o consultório e sempre tem uma orientação até quando criança, quando inicia menstruação, a gente já orienta como se limpar, quando vai ao banheiro, evacuar, que é de trás para frente, quando de frente para trás, quando vai ao banheiro se limpar para fazer xixi, para não ficar passando muito papel, para dar uma limpadinha de leve, só para secar. Como eu encontro o livro Em Busca da Fertilidade? A gente vende pela Amazon, na internet. Pela internet? Isso.
E tem um site específico para a doutora Juliana Amato? Da clínica. Eu posso localizá-la com facilidade? Sim, com certeza. É o www.amato.com.br Amato, que é da Amato Instituto de Medicina Avançada.
Isso. Agradeço a tua gentileza por ter vindo Obrigada. Dr. Silvich, uma forma de encontrá-lo pela internet, como eu faço? Sim, para qualquer dúvida, é saúdeh.com.br Saúde do homem, saúdeh.
Isso. Saúde. O DH é minúsculo, no caso.
É tudo? Saúdeh.com.br Muito bom, muito bom. Grato por ter vindo, mais uma vez, ao nosso Gente que Fala. Espero reencontrá-los várias vezes neste ano de 2016.
Gente que Fala tem a direção-geral do jornalista Fausto Camunha, diretora de produção Zenilda Salvato, redação Raela Brandão Pedro Schiavon, na pauta José Carlos Sicarelli, produção cultural Ricardo Godói, na pauta José Carlos Sicarelli, na rádio Trianon BNBN, Cleo Rodrigues, Neildo Neres, Ricardo Valim, na direção da TV Guarulhos, Fernando Mauro, na direção da Outv Alberto Luquetti, na técnica James Eduardo, Marcelo Fontan, Sérgio Oliveira, Iago Matsumoto. Estaremos de volta amanhã, meio-dia, gratos. Até lá.
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