A endocrinologista Lorena Amato discute os princípios de uma dieta verdadeiramente saudável, desmistificando conceitos comuns. O tema central é a importância da
Ou para emagrecer, ou dieta para o take, ou jejum, as dietas da moda, todo mundo já ouviu falar. Então, vendo aqui, estando com a gente até o final, com certeza, agora a pessoa vai ter embasamento para conseguir entender quais são os papéis da dieta, o que realmente funciona, o que é mito, o que é verdade, e como de fato melhorar seu estilo de vida para não ficar entrando em mais dietas e não resolvendo todo ano, todo mês, fazendo a dieta nova sem o resultado esperado.
É, dieta a gente acaba seguindo a dieta que viu alguém fazer. E, teoricamente, deveria ser por indicação médica ou de nutricionista. Então, vamos tentar dar uma melhorada nos conceitos aqui para ajudar quem está nos assistindo a conseguir, de fato, mudar alguma coisa no estilo de vida.
É, com certeza. As pessoas já têm alguma noção do que seria uma alimentação saudável. O que eu gosto de reforçar bastante é a questão dos ultraprocessados, que, hoje em dia, está muito prevalente da alimentação, inclusive de crianças, o que me preocupa ainda mais.
Pacotinhos. Quando você abre pacotes, embalagens, quanto mais embalagens, pior é o alimento geralmente.
Os que têm ali menos ingredientes, são um pouco mais saudáveis, não têm tantos conservantes. Então, existe como ainda, hoje, a gente tem opções de pacotes que a gente possa abrir, mas que possa ter uma alimentação saudável dentro desse contexto de indústria alimentícia.
Olá, meu nome é Letícia Miyamoto. Está
no ar mais um AmatoCast pelo canal do Instituto Amato. Agradeço mais uma vez o
carinho da sua audiência e participação aqui conosco para falar sobre tudo
o que envolve qualidade de vida. Nos últimos episódios, nós estivemos aqui com
o Dr. Fernando Amato, que é cirurgião plástico,
e conversamos sobre cirurgias plásticas,
procedimentos estéticos feitos por famosos. Alguns que deram certo e outros que
nem tanto assim. E antes, com o Dr. Marcelo Amato, que é neurocirurgião,
nós falamos sobre hérnia de disco. Hoje, nós estamos aqui com a Dra. Lorena Amato, que é endocrinologista,
para falar sobre tudo o que envolve
dietas saudáveis. Bem-vinda, doutora. Obrigada. Vamos lá. Vamos lá. Então, a gente está começando o episódio um pouco
diferente desde o último aqui que a gente esteve
com o Dr. Fernando. Então, eu queria saber de
você o que é mais importante sobre esse tema. Para as pessoas que estão já nos acompanhando,
por que é importante a gente falar sobre isso? E o que a gente vai poder abordar nesse assunto
até o final agora do episódio? Com certeza, todo mundo já se viu tentando alguma dieta,
né? Ou para emagrecer, ou dieta para o take, ou jejum, as dietas da moda,
todo mundo já ouviu falar. Então, vendo aqui, estando com a gente até
o final, com certeza, agora a pessoa vai ter embasamento para conseguir entender quais são
os papéis da dieta, o que realmente funciona, o que é mito, o que é verdade, e como de
fato melhorar seu estilo de vida para não ficar entrando em mais dietas e não resolvendo
todo ano, todo mês, fazendo a dieta nova sem o resultado esperado. Perfeito. Inclusive,
você falou dessa questão de mito e verdade. A gente já também adianta que está tendo um
quadro novo no final, que a gente traz mitos e verdades. Aquilo que é muito conhecido na
internet, que é, sabe o que a mãe comenta,
que a tia comenta, que passa de vó para mãe,
para tia. E a gente desvenda também isso que,
às vezes, as pessoas costumam acreditar
que é verdade, mas que não é bem assim,
né, doutora? É, dieta a gente acaba
seguindo a dieta que viu alguém fazer. E, teoricamente, deveria ser por
indicação médica ou de nutricionista. Então, vamos tentar dar uma melhorada nos
conceitos aqui para ajudar quem está nos
assistindo a conseguir, de fato, mudar
alguma coisa no estilo de vida. Perfeito. Bom, então, para a gente iniciar, o que é de
fato alimentação saudável? Porque eu já acredito, fazendo uma breve pesquisa também, já consegui entender que, às vezes, a pessoa está comendo muita coisa que considera saudável, está tendo um modo de vida mesmo, fazendo exercício, fazendo aquelas dietas consideradas meio malucas, acha que está conseguindo fazer o melhor para o corpo, que vai ter um corpo bonito, mas nem sempre a pessoa está, de fato, saudável, né, doutora? É, com certeza. As pessoas já têm alguma noção do que seria uma alimentação saudável. O que eu gosto de reforçar bastante é a questão dos ultraprocessados, que, hoje em dia, está muito prevalente da alimentação, inclusive de crianças, o que me preocupa ainda mais. Crianças comendo ultraprocessados, o que seria isso? O que vem da indústria alimentícia, né? Pacotinhos. Quando você abre pacotes, embalagens, quanto mais embalagens, pior é o alimento geralmente. É claro que a gente
já sabe que a indústria viu essa demanda crescendo de necessidade de alimentos mais saudáveis, e
existem os industrializados do bem, entre aspas, né? Os que têm ali menos ingredientes, são um
pouco mais saudáveis, não têm tantos conservantes. Então, existe como ainda, hoje, a gente tem
opções de pacotes que a gente possa abrir,
mas que possa ter uma alimentação saudável
dentro desse contexto de indústria alimentícia. No entanto, a alimentação saudável seria a mais
in natura possível, o que a natureza oferece,
né? E lembrar que quantidade também, se
excessivo, está dentro de uma alimentação
não saudável. Então, às vezes, você está
comendo bem, em qualidade, alimentos in natura,
de origem boa, sem conservantes,
mas consome quantidade exagerada. Isso também é prejudicial à saúde e deixa de ser
saudável. Então, vamos ficar atentos à qualidade
e à quantidade dos alimentos. E a gente também,
quando diz de alimentação saudável, aquele prato colorido, por exemplo, né? Que as pessoas
dizem, quanto mais colorido, mais saudável. Como saber, na hora de balancear o que realmente
é preciso? Por exemplo, carboidrato, proteína,
não sei se estou falando certo aí nessa questão,
mas como saber de fato? Quando que é a quantidade
ideal? Ou isso é um médico que vai poder avaliar? A pessoa consegue já lidar bem com isso sozinha? Como que a pessoa escolhe? É claro que uma
avaliação personalizada, para um profissional,
seria o ideal. Mas existem, hoje em dia,
a gente sabe, a divisão de um prato ideal,
seria ali, um terço, eventualmente, em
alguns lugares, eles trazem um pouco mais,
um terço, um quarto do prato de
fontes de carboidratos, às vezes,
um pouco mais, se você fizer um prato. A
outra, leguminosas e proteínas, o outro quarto. E a outra metade, você colocar legumes e
verduras. Isso é, basicamente, a pessoa olhando o prato, ou seja, divide em quatro,
uma partezinha desses quatro para carboidratos, outra para leguminosas e proteínas, que seria
feijão, lentilha, ervilha, proteínas, carnes, né? E a outra metade, você já fazendo uma
dieta bem, e existem vários modelos, a metade
de legumes e verduras. Tem alguns estudos, já
que mostram, que é importante o prato variado. A gente fala isso, prato colorido. Mas
a variabilidade alimentar excessiva
pode levar ao ganho de peso. O que é
isso? Cada dia eu como de um jeito. Ah, hoje eu quero comer isso, hoje
eu quero comer aquilo. Não precisa,
é importante você variar legumes e verduras
e frutas, né? Porque tem as vitaminas. Mas o
carboidrato, as leguminosas, as proteínas,
você tem ali carne, peixe, frango, acabou. Você não precisa ficar, não, hoje eu quero frito,
hoje eu quero grelhado. Isso também pode
estar associado a um excesso de calorias e, consequentemente, a obesidade, que é
o grande mal da atualidade, né? Então,
a gente tem que ter um prato variado, sim,
mas não uma grande variabilidade no padrão,
no tipo de alimento que a gente vai comer. Variado em cores, em frutas, verduras e legumes. Mas não, Ana, hoje o arroz, o carboidrato,
eu quero arroz, amanhã eu quero batata,
amanhã eu quero frito, amanhã eu quero coisa... Não precisa, né? Carboidrato é carboidrato,
pode ser arroz todo dia, leguminosa, pode ser
feijão, oscila com a lentilha. Não precisa de
grandes variabilidades no que você vai comer no
dia a dia, inclusive isso pode estar associado
a um aumento do consumo calórico. É, até acaba
facilitando, né? Porque quando complica demais,
às vezes as pessoas acabam se perdendo e elas até
abrem mão, né? Vai pelo mais fácil na questão do
industrializado, né? Porque tem tanta regra ali
na hora de cumprir o que precisa e o que não precisa que acaba desistindo, né? Exatamente,
não precisa se dificultar muito, o arroz,
o feijão, a proteína, o legume, a
verdura, dá pra ser em conta e saudável. Não precisa incrementar demais. Quando
a gente fala também dessa variação,
né? Que quando acaba sendo demais, pode ser
prejudicial, entra na questão de vitamina,
né? Quando a pessoa deixa de comer um
desses ingredientes, né? Que a gente
pode dizer assim. Acaba, às vezes, sai no
exame de sangue ali, é comum acontecer, né? Que tá faltando vitamina B12 ou que tá faltando
vitamina D, cada hora tá faltando uma vitamina. E eu já ouvi falar também, é bom a gente
esclarecer, não sei se é mito ou verdade,
já adiantando aqui, que às vezes as pessoas
comentam que quando é demais, a pessoa não precisa
daquela vitamina e começa a tomar o suplemento,
também pode ser prejudicial. Isso é verdade,
doutora? Com certeza. Na grande maioria das
vezes, o prejuízo vai ser mais pro bolso. A pessoa vai gastar dinheiro sem necessidade,
né? Se a pessoa tem uma alimentação saudável, não tem nenhuma doença intestinal, ela
precisa do suplemento da grande maioria
das vitaminas. Existem algumas
que a gente tem deficiência,
mesmo tendo uma alimentação saudável, a D é
uma que frequentemente a gente tem deficiência,
porque é pela exposição ao sol e não pela
alimentação. Pouco vem da alimentação. Mas, geralmente, se você tem uma alimentação
saudável, você não precisa de suplementos
vitamínicos, né? A gente vê o pessoal comprando um
monte de vitamina, mas se você comer equilibrado,
você já tem aquelas vitaminas. E o máximo que
vai acontecer é o corpo identificar que tá
em excesso e mandar embora pela urina, pelas
fezes. No entanto, hoje em dia, esse exagero
tá tão grande que a pessoa pode chegar a doses
que intoxica, intoxicação de algumas vitaminas
devido a esse excesso, né? Mas não deveria
acontecer, não deveria chegar a esse ponto. Mas, hoje em dia, tem acontecido esse afã
de consumir vitaminas, de estar muito bem, sempre as pessoas estão chegando ao excesso,
que também é prejudicial. E como saber se a pessoa tá nesse limite já, né? Tem sintomas? Até nos dois extremos é bom a gente citar, né? Quando a pessoa tá necessitando muito,
às vezes não tá frequente ali no médico, né? Fazendo os exames. Tem algum sintoma? Olha,
tem uma vitamina muito importante que a pessoa precisa tomar e ela tá com uma deficiência,
consegue sentir isso no dia a dia e quando tá demais também consegue perceber? A gente consegue
dosar nos exames de sangue todas as intoxicações. Geralmente, o limiar pra intoxicação é
alto. Então, é segura as doses que se tomam aí nos comprimidos que se compra em
farmácias. No entanto, como eu tô dizendo, as pessoas têm exagerado tanto que tem esse vício
de intoxicação, mas geralmente isso não acontece. Mas existem sintomas pra cada vitamina,
é um sintoma específico e a gente pode dosar no sangue e identificar que a pessoa tá
intoxicada ou com deficiência. Aí, como eu falei, a grande maioria das vitaminas, se a pessoa
tem um intestino saudável, não tem uma doença intestinal e uma alimentação equilibrada, ela
não vai ter deficiência da grande maioria das vitaminas. Não precisaria nem ficar dosando,
a gente só de ter um acompanhamento da pessoa, já saberia que ela tem uma alimentação
saudável e que não precisa fazer reposição. O mais importante, então, pra ter certeza se
tá tudo certo é manter esses exames em dia. Um check-up anual já é suficiente pra
identificar deficiências vitamínicas. A gente acaba pedindo a dosagem das mais comuns. E agora, em questão de benefícios da alimentação
saudável, são muitos, não só com essa questão da estética que a gente citou, que acaba sendo
nítido na pessoa que mantém já esse... no modo de vida mesmo, mas também até a questão hormonal,
questão que envolve ali o corpo todo. Então, queria entender melhor como que isso afeta,
até pra gente depois citar um do outro lado, no outro extremo, que é a questão da obesidade,
que tá crescendo cada vez mais no Brasil, mas da importância de ter essa alimentação saudável. De uma forma bem simples, Liz, eu falo pros meus
pacientes, é tão fácil entender que o que a gente
coloca como energia, como combustível pro nosso
organismo, é essencial pra saber da performance
do organismo, pra prever a performance. Então, se você coloca um combustível ruim,
a performance daquela máquina vai ser ruim. Eu faço uma analogia com carros sempre. Eu falo, pra homens, isso é muito fácil. Eles não colocam qualquer combustível no
carro deles. Agora, dentro do nosso corpo,
a gente acaba colocando qualquer combustível. E o alimento é a energia pra máquina funcionar. Se a gente coloca um combustível ruim, de
má qualidade, a máquina vai funcionar mal. Vai funcionar, vai. Ninguém vai morrer do
um dia pro outro, mas vai funcionar mal. Se você coloca um combustível
de qualidade, diferenciado, a máquina vai funcionar bem. Então, isso é
muito fácil de você imaginar. É óbvio, até. Mas, quando a gente coloca a pessoa nossa mesmo, não tinha parado pra pensar nisso. Então,
como é que você quer que você funcione bem, tenha boa performance nos diversos aspectos
cognitivo, pra função, ter energia, ter mais disposição, se você coloca o combustível
da pior qualidade pra dentro de você? Não vai ter. Não vai ter disposição, não vai ter
concentração, não vai ter o que você quer ter. Porque as pessoas querem concentração, disposição,
aí vão buscar o quê? Medicamentos pra ter isso. Vitaminas pra ter isso. Quando você só teria
que colocar o combustível certo, saudável. E é importante também a gente citar,
que fazendo também uma breve pesquisa, eu vi que quando a alimentação a longo prazo,
até queria entender como que isso funciona, mas uma aliment é ruim a longo prazo, pode
desenvolver problemas graves. A gente tá falando de a curto prazo, que a pessoa pode desenvolver
diabetes, pode desenvolver, não tão a curto prazo, mas coisas que são consideradas ainda piores,
como, por exemplo, até um câncer. Então, é importante que agora, mais cedo, as pessoas
tenham essa consciência, porque cada vez mais cedo também, as crianças, até pela praticidade, acabam
comendo industrializado, né? E entra pra rotina. Então, é importante destacar isso, porque a
longo prazo, a consequência pode ser ainda pior, né doutora? Com certeza. Além de
eventos cardiovasculares, infarto, AVC, câncer de intestino tem se diagnosticado
cada vez mais cedo. E provavelmente tem isso, né? Essa questão da mudança do padrão alimentar, o intestino tá ali em contato direto
com os alimentos que a gente consome. Então, as consequências negativas virão a curto
a longo prazo. A obesidade, que a gente citou,
é um dos problemas mais comuns, né? Que a
gente já tinha até falado em outro episódio,
que a gente comentou sobre o Ozempic,
né? Que é usado pro tratamento. Mas a
gente pode associar que a obesidade tá
ligada a essa questão da praticidade,
né? Até a obesidade infantil, que eu trouxe
alguns dados aqui, que também cresceu bastante,
mas isso a gente pode até relacionar a uma
questão não só estética, porque a gente
também comentou em outro episódio que às vezes a
pessoa tem essa condição, mas não é tão visível,
né? Ela tem esse problema, uma questão da gordura
ali, mas não é tão visível na questão estética. A obesidade, ela também... Existe o termo
de obesidade visceral. A pessoa tá com peso
relativamente normal, mas tem aquele acúmulo
visceral. O que isso quer dizer? Na barriga, na região das vísceras ali, do
fígado, do coração, dos intestinos. E essa obesidade visceral, ela também
causa prejuízos, risco de diabetes, risco de infarto, outras inflamações. São
tantos prejuízos. A gente pode listar, passar um dia falando das
consequências do excesso de peso. E tá alarmante o crescimento da obesidade em
crianças e em adultos também. E o problema maior da questão das crianças é porque
é uma instalação mais precoce. Então, o problema vai ficar ainda mais grave,
porque vai ter mais tempo de obesidade. A gente fala de uma geração hoje de adultos
que se tornaram obesos depois de adultos. Quando a gente for tratar essas crianças, que
serão adultos obesos, muito provavelmente, eles vão ter um tempo de obesidade muito
maior. As complicações são muito maiores. Tanto relacionadas a câncer, a obesidade
está associada a 13 tipos de câncer, pelo menos pelo Instituto Nacional do Câncer
e as outras complicações da obesidade. Então, a gente vai ver essas consequências,
infelizmente. Então, de fato, quando a pessoa é criança,
já desenvolve essa condição. Quando é adulta, é mais difícil
de tratar. O tempo de doença tem a ver com dificuldade. Quanto mais
tempo você está naquela situação, mais difícil é você voltar para um peso
eutrófico, que a gente fala que seria adequado. É bom a gente citar também, né, que a gente
comenta bastante de dado, que tem aumentado, mas olha só, o índice de obesidade no Brasil
entre pessoas de 18 a 24 anos, de acordo com um levantamento que foi divulgado em junho de
2023, é o mais recente, doutora. Em 2022, 9%
da população tinha massa corporal que configura a
obesidade. Em 2023, o percentual subiu para 17,1%. Então, foi de um ano, realmente,
um crescimento muito grande. Tem os dados da obesidade infantil,
que é um levantamento realizado pelo Observatório de Saúde na infância. Mostrou que há crianças de até 5 anos,
o excesso de peso afetou uma em cada 10 crianças
brasileiras e uma em cada 3 adolescentes. Então, realmente, é algo que
cresceu demais. Covid-19, doutora,
aqui tem um dado que mostra que fez com
que esse índice aumentasse também, né,
durante o período ali de lockdown, até o período
de home office, fez que não só crianças não tinham
home office, mas que os adultos têm uma certa
associação, né, desse período. Com certeza. Por vários aspectos, fica até difícil avaliar, né,
ansiedade por não ter contato social, as pessoas
acabaram comendo mais de forma ruim, todo mundo
muito ansioso, sem saber o que aconteceu, todo
dia queria ter um prazer, vindo do paladar, né,
todo mundo pedindo iFood em casa, todos os dias,
já que não podiam sair, não podiam se encontrar. Então, isso se tornou, de certa forma, um consolo, né, e a falta de atividade física, que muitas
pessoas acabaram ficando sem fazer atividade física, por mais que a gente tentasse dar
alternativas dentro de casa, a gente vivia falando sobre isso, como fazer movimento,
se movimentar dentro de um espaço pequeno, até no apartamento, haveriam alternativas,
muitos personagens treinando, fazendo vídeos, né, de treinamentos que davam, mas muitas pessoas
não fizeram, né, não foi o que a gente viu na prática. Então, com certeza, por vários fatores,
ansiedade, alimentação, inatividade física, a obesidade, certamente, influenciou, né,
esse aumento, essa pandemia que nós vivemos. Chama atenção também, porque eu percebo que
cada vez mais cedo, as pessoas têm essa questão de fitness, né, na cabeça, de, às vezes, influenciado
mesmo por celebridades, né, enfim, na internet, às vezes, tenta trazer para o estilo de vida essa
questão mais saudável, eu percebo que virou uma febre, né, na internet, mostrar que você está com
um estilo de vida saudável, que você está fazendo exercício, está comendo bem, mas tem esses dois
extremos, né, porque também essa questão do iFood,
da facilidade, ali, dos deliveries, também faz
com que tenha uma dificuldade. Então, os dados
mostram um aumento, mas, ao mesmo tempo, tem essa
consciência mais dos jovens, né, de trazerem esse
estilo de vida mais novos. Que bom, né, que está
crescendo, mas uma coisa que me chama atenção e que me preocupa é até, às vezes, os excessos, o
extremo oposto, a ortorexia, a pessoa achar que tem que, ou é o 8 ou 80, ou come ali totalmente
saudável, não pode sair da regra, o equilíbrio, né, o equilíbrio é tudo, você nem pode, não
tem problema comer um alimento industrializado, não é, isso seria o que a gente até chama
de ortorexia, a pessoa que não sai da dieta, é até, você tem que ficar até um pouco assustado,
dependendo da idade da pessoa, se for adolescente, se isso não pode virar um transtorno alimentar,
porque a vida, no dia a dia, cotidiana,
acaba contemplando a gente comer coisas que não
são tão saudáveis e que são industrializadas. A questão é o hábito, aquilo está presente no
seu dia a dia, né, então a exceção não pode virar regra, e ter as exceções, isso é natural, não tem
um problema, então, às vezes, até eu vejo esses vídeos bem apelativos, né, desses influencers,
né, que eu fico até, tem um extremo oposto,
da pessoa ficar, achar que qualquer erro alimentar
já é um grande problema, não, se você comer uma
coisa errada, não tem problema se isso não for
uma regra na sua vida. Isso é muito importante
esclarecer. Quando deixa de ser visível, também
passa a ser uma coisa interna, como, por exemplo,
uma gordura no fígado, a gente falou bastante da
obesidade e tem essa questão de quando tem alguns
sintomas, já que a pessoa consegue começar a
perceber que ela está com esse problema, mas o que
seria de fato a gordura no fígado? Seria algo mais
preocupante do que, por exemplo, uma obesidade? Como que a pessoa consegue ter a certeza que
ela está com essa condição e como tratar isso? A questão da esteatose, que é a gordura no fígado,
ela é a terceira causa de cirrose no mundo. Cirrose, todo mundo sabe, é a gravidade, né? A
gente fica atribuindo ao álcool, às hepatites, perde para o álcool que é a hepatite, etilismo,
mas está concorrendo, ela está muito associada
à obesidade e está concorrendo bem ao segundo
lugar de causa de cirrose e transplante hepático. A gente sabe a gravidade. A cirrose é uma
doença que leva a qualidade de vida muito
baixa e uma quantidade de vida, encurta a
vida, morbidade e mortalidade muito alta. A pessoa morre mais cedo, morre mais
rapidamente. Então, você pegar que a
esteatose e uma das grandes causas é
o excesso de peso e a má alimentação
está aí como uma causa importante de cirrose
e câncer de fígado, também câncer de fígado,
a gente vê a importância de cuidar dessa
condição. E existem duas situações. A obesidade está associada à esteatose,
mas existe a esteatose sem a obesidade, quando a pessoa tem aquela obesidade visceral, quando a gente está falando que não tem outras
causas, por bebida alcoólica, a gordura no fígado, por causas de alimentação e maus hábitos. Então,
às vezes a pessoa tem esteatose porque tem aquela gordura visceral aumentada. Você calcula
o IMC, que é o índice de massa corporal, nem dá obesidade, às vezes o sobrepeso,
mas já tem gordura no fígado, esteatose. E as consequências dela vão ser as mesmas
para quem tem excesso de peso, que é isso, cirrose e até câncer de fígado. Então, o
tratamento passa pelo estilo de vida também, dieta, alimentação saudável. Existem medicações,
mas o foco em todas as diretrizes é perda de peso, perda dessa gordura visceral, mudança
do padrão alimentar e atividade física. Está aí, justamente, a gente citou essa questão
da gordura no fígado porque é importante a pessoa entender realmente como está sendo tudo
que está fazendo, não só a questão visual,
porque às vezes, visualmente, a pessoa é uma
pessoa magra, mas tem essa questão de estar
pecando em outros aspectos. E o diagnóstico,
você me perguntou, acabei não falando,
é por ultrassonografia. É um exame simples, de
fácil acesso, faz a ultrassonografia do fígado,
a gente sabe, consegue ver que está com sobrecarga
de gordura e aí a conduta, o médico vai determinar
de acordo com a condição, a possível causa e,
na grande maioria das vezes, está associada a
excesso de peso, excesso de gordura visceral, às
vezes, não necessariamente o peso corporal total. E nesse caso, quando não está visível, a pessoa,
para fazer um exame de imagem, ela precisa
ter alguma recomendação ali médica, mas ela
começa a sentir algum sintoma que faz com que
ela procure um médico? Muito frequentemente
é assintomático, mas um exame médico básico, um exame físico, o médico vai avaliar a
circunferência abdominal, que é o que a gente chama de obesidade visceral. Então, às vezes, a
pessoa está com peso e altura normal, ou seja, não está obeso, mas vai lá e vê a circunferência
abdominal com a fita, veja como é simples. Ah, podemos fazer a impedância do corpo inteiro? Podemos e podemos ver isso para esses exames, mas está acessível a todo mundo, está
acessível nas unidades básicas de saúde. Uma fita já tem critérios de excesso de
obesidade visceral. De forma bem prática, a circunferência abdominal não deveria passar
metade da sua altura. Então, se você tem 1,60, não deveria passar 80 centímetros, né? São, assim, o que trazem os estudos. Então, é claro, você pode lançar mão
dessa investigação com exames. Existem, vão mostrar, né? Tudo, ressonância,
tomografia, densitometria, tudo,
de corpo inteiro. A gente pode fazer
essa avaliação de corpo inteiro. Vai mostrar essa gordura visceral. Mas, só de
você ver a circunferência abdominal aumentada em um exame simples, a gente já consegue imaginar
que essa pessoa tem essa gordura visceral. E, pensando que tem a gordura visceral, você já
pede um ultrassom, que também é um exame simples, de fácil acesso, e consegue detectar essa gordura
no fígado esteatosa e começar o tratamento. Legal, vale até o alerta para a própria
pessoa, né? Que estiver ali com uma dúvida,
consegue já ver, mais ou menos, tem uma noção. Aí,
já chega no médico, já, né? Já preparado. Já preparado para o que vem pela frente. Bom, agora falando sobre o que vem
pela frente, que são as dietas,
né? Importante a gente explicar, primeiro, o que
é dieta, né? Não é só essa questão de aquelas que
a gente está no começo, né? Algo maluco ali,
que a pessoa precisa deixar de comer tudo,
tem regra pra tudo, não pode comer nada. Doutora, o que é uma dieta? Dieta é o conjunto de hábitos alimentares da pessoa, né? Ficou tão associado com restrição, né? Mas aí, quando a gente está fazendo restrição, é uma dieta restritiva. Mas qualquer padrão alimentar é a dieta, né? Pode ser uma dieta normal, normocalórica, até uma dieta hipercalórica, né? Existem pessoas que precisam, né? Um ganho de peso, que é com excesso de calorias. Então, dieta não necessariamente é aquela restritiva que a gente está acostumado. Inclusive, quando a gente tem hábitos saudáveis, eu, inclusive, recebo essa crítica. Pessoal, mas vive de dieta. Olha lá, eu não vivo de dieta. É meu hábito de vida. É assim. É a minha dieta. Não é que eu está vivendo em restrição. Não. É um padrão alimentar equilibrado. Então, dieta é isso. É o que a pessoa se alimenta e é, claro, o mais equilibrado possível, que seria o ideal. E não ficar seguindo modismos que a gente vê por aí, né? E é importante também que a pessoa siga, né? Ou até junto com o médico, decida algo
que ela vai conseguir manter. Porque às vezes
faz uma coisa muito radical ali no começo, está
empolgada com a academia, está empolgada com tudo,
não consegue manter. E aí, quando volta, às vezes
acaba voltando de uma forma pior, né? Com certeza. Tudo que a gente vai conseguir manter a
longo prazo é o ideal. E a longo prazo
tem que ser equilibrado. É claro que
por um período, se a gente fizer uma
restrição pequena com orientação médica e
nutricional, não haveria um problema também. A gente fala, não, por um período eu vou
fazer uma restrição controlada, bem orientado,
mas depois eu vou voltar de maneira equilibrada,
com a dieta bem equilibrada. Isso pode acontecer,
né? A gente, por um período, a pessoa está
com alteração de colesterol, a gente faz
uma restrição um pouco maior, até que tudo se
organize, um diabetes descompensado. A gente faz uma restrição de alguns alimentos, porque o diabético pode comer tudo se ele tiver compensado. Mas durante a descompensação, a gente evita, assim, os alimentos que tem, que a gente chama de alto índice glicêmico, muito açúcar, carboidrato. Então, por um período, a gente pode até ser um pouco restritivo, mas de forma que depois a pessoa consiga fazer um segmento de forma equilibrada. E não ficar se restringindo e depois volta a comer tudo errado e fica aquela sanfona, né? Que também é tão prejudicial. Perfeito. Tem um assunto que é importante a gente citar, que são os superalimentos. Importante a gente explicar o que é, né? Como que a gente pode definir o superalimento, como que eles são encontrados e isso encaixa na dieta também. Às vezes a pessoa não come algo ali, pode compensar, digamos assim, de uma outra forma. E quais são os exemplos que a gente pode citar? Com certeza. Eu diria que seria a cereja do bolo, né? É claro que a pessoa que tem a alimentação
saudável, simples, como a gente conhece, arroz, feijão, legume, verdura, aqueles que a gente
conhece estão disponíveis em cada região,
né? Não precisa inventar a roda, né? Fazer
a dieta mais maluca e difícil do mundo. Não, está acessível a todos. É o suficiente
para nutrir as pessoas. Mas é claro, existem
também os superalimentos, que são aqueles que são
ricos em nutrientes, com alto valor nutricional. A gente pode citar salmão, abacate, quinoa,
berries, né? Blueberry, né? Que seria o mirtilho. Vários alimentos. Então, alimentos que vão te
dar um grande valor nutricional ingerindo aquilo. Geralmente, eles também são calóricos, né? A gente
sabe abacate e salmão são bem calóricos, mas são
calorias boas que a gente fala. É um alimento que
é extremamente nutritivo. Vai nutrir o organismo. Então, aí seria a cereja do bolo. É
claro que se a pessoa tiver acesso,
infelizmente, às vezes, não são tão acessíveis,
né? São alimentos um pouco mais complexos. Não é tão fácil o acesso para o dia-a-dia. Mas se a pessoa conseguir incrementar a dieta com
esses superalimentos, aí sim ele não vai precisar ficar tomando um monte de polivitamínicos. Então,
eu falo, gasta mais dinheiro na quitanda e menos na farmácia. Vale mais a pena, né? Então, você,
se puder, em vez de ficar comprando, gastando dinheiro, que fica caro essas vitaminas, compre
esses superalimentos, ingira esses superalimentos, procure, pesquise e tente se alimentar
também, colocar esses superalimentos na dieta, que você vai acabar tendo tudo que você
precisa, né? Sem precisar ficar comprando, tomando um monte de cápsula, né? Então, isso que é cada vez mais comum, né? Quando a pessoa tem uma dieta mais restritiva,
como, por exemplo, a pessoa é vegana e não come, por exemplo, a carne e precisa substituir
alguma questão de alimento, né? De nutrição. Como que isso pode ser feito sem que a pessoa
tenha algo mais grave ali no organismo? Eu aconselho que todas as pessoas que queiram
seguir uma dieta vegana ou vegetariana, busque ajuda profissional. Porque não é tão
fácil você obter a quantidade de proteínas que você precisa sem a fonte animal, né? A gente
consegue? Consegue. Consegue obter as proteínas, consegue obter as vitaminas,
mas precisa de orientação, porque provavelmente você vai ter que se nutrir
de alguns desses superalimentos pra suprir, porque as carnes têm muitas vitaminas,
né? Têm muitos nutrientes, ferro, enfim. E aí, se você tira isso da dieta, os
vegetarianos tiram origem animal. Os veganos tiram tudo de origem animal,
né? Nem comem ovo, nem tomam leite, nem comem queijo. E também veganos
têm uma questão do estilo de vida. Eles também não usam, por exemplo,
um couro animal pra se vestir. Então, o vegano também tem um estilo de vida, não
só a dieta, mas um estilo de vida. Então, se não tiver orientação adequada,
ah, vou virar vegano, vegetariano, e vou só comer aqui as coisas que eu acho
que eu tenho que comer, sem orientação. Tem grande chance de ter deficiência nutricional. E os veganos, ainda mesmo seguindo orientação, eventualmente ainda precisam de uma
suplementação, de algumas vitaminas. Então, é importante ter um
apoio profissional junto. Isso seria, por exemplo, com algo manipulado,
né? Pros veganos, e não com superalimentos. Ou superalimentos é uma opção nesse caso? Poderiam. Não necessariamente você tem que colocar cápsulas. Se você seguir uma dieta bem orientada,
você até conseguiria ter uma dieta sem ter que colocar cápsulas. Pro
vegano, é um pouco mais estrito, porque o vegetariano ainda come ovo,
muitas vezes leite, queijo, derivados,
mas o vegano não. Então, até consegue mais com
boa orientação nutricional, com os superalimentos. Até consegue ficar sem as cápsulas, né? De suplementação, mas fica... Quanto mais restritiva, mais difícil é você não ter
que ter uma suplementação de vitamina. É, entendi. É mais difícil você conseguir
manejar essa questão de como que vai encontrar esse nutriente, mas também não
é impossível ficar sem a cápsula, né? Não. Às vezes as pessoas não gostam de ficar
tomando... Suplementos, né? Mas vai ficando cada vez mais difícil. Quanto mais
restrito, mais difícil é de você não ter que fazer uma suplementação, mas dá. Com a boa orientação nutricional, também dá. E tem benefícios também dessas dietas mais
restritivas? A gente vai citar algumas outras que, inclusive, eu encontrei na pesquisa que não são
tão conhecidas como uma, já adiantando aqui, paleolítica, né? Que é um nome bem diferente,
a gente já vai chegar nela. Mas na questão do vegetarianismo e do veganismo, as pessoas
têm benefícios também de alguma retirada ali, ou até eu vi em questão de prevenção
de doença também. Então, o que a gente pode citar de benefícios dessas dietas? É,
tem várias particularidades, mas, assim, a carne vermelha tem muitos nutrientes, né? Mas a gente consegue viver muito bem sem ela. Inclusive, a recomendação da Organização Mundial
de Saúde é ingestas duas vezes por semana,
porque ingerir carne vermelha todo dia também
traria um benefício. Tem gordura saturada,
tem caloria, apesar de ter
muitas vitaminas e nutrientes,
tem calorias. Então, se você tira da
dieta, você pode ter os benefícios. Diminuir gordura saturada, você vai ingerir
peixe, no caso dos vegetarianos, não vai,
nem isso. Vegano, então, não vai ingerir nem
peixe, nem frango, nem carne. Aí você vai ter
que obter suas fontes proteicas de ovo, de
alguns vegetais que têm muitas proteínas. E os benefícios seria disso, diminuição de
consumo de gordura saturada. Geralmente, as pessoas que estão optando, geralmente, porque
eu já vi muito vegetariano comendo muito mal, vivendo de massa e arroz e achando que
está tudo bem porque é vegetariano, né? Aí está tudo muito mal. Então, pode haver
um benefício se tiver uma boa orientação porque a pessoa vai ser orientada a
diversificar as origens proteicas. Para a pessoa conseguir o aporte proteico diário
mínimo necessário, porque aí o nutricionista que
vai calcular oscila de 0,8 a 1,2 até 1,6 grama
quilo dia de proteína para você atingir a meta
proteica mínima diária, você vai ter que
lançar mão de vários legumes, vai ter, ah,
não, vou ter que comer mais ervilha, lentilha,
não sei. Então, acaba que a pessoa diversifica
a dieta e fica mais diversificada. Talvez
essa fosse uma vantagem, mas a gente não
pode generalizar porque tem o vegetariano,
eu sou vegetariano, como massa todo dia. O benefício, nesse caso, é tipo
nenhum, né? Tirou a carne, tá,
e aí? O que você fez para melhorar? Nada,
então só piorou. Então, os benefícios são, depende de como você vai seguir essa dieta. Acho que é mais importante do que a dieta em si. Comer massa todo dia, é vegetariano, não
é? Mas, e aí? Trouxe benefício? Não. Ah, só porque é vegetariano está tendo algo
mais saudável. Tem que ficar de olho. E esse tipo de dieta, quando feito de maneira
saudável, tanto para o vegetariano como para o vegano, para qualquer idade, para qualquer
condição, às vezes a pessoa tem alguma doença ou está em alguma idade mais, a pessoa
é mais nova ou mais velha, isso poderia ser um impeditivo de seguir alguma dessas dietas? É, sim. A questão do veganismo é muito estrito, né? Então, eu sei que existem pessoas pais que seguem essa
dieta e acabam colocando para os seus filhos, e como eu falei, com uma boa orientação
nutricional, você consegue ter uma dieta adequada. Mas, fica bem difícil, né? Até
a questão da convivência social, você vai, a criança vai, se é vegano, vai em qualquer
festinha, né? Não vai achar um brigadeiro,
não é tão fácil achar um brigadeiro vegano, então,
já gera uma questão, a criança vai viver restrita,
né? Vai viver, não, ali, não, você não pode
comer isso, você não pode comer aquilo. O que acontece em outras situações de doença? Os
celíacos também têm dificuldades de se alimentar,
não podem ingerir coisa com
glúten, então, vão numa festa,
acabam tendo que evitar alguns alimentos. Então, enfim, pessoas teriam que passar
por uma avaliação médica para saber se tem
alguma restrição para seguir uma dieta. Tem
que ser com acompanhamento profissional,
não dá para a pessoa da cabeça dela, não,
vou tirar carne da minha vida e vou seguir
comendo o que eu acho que eu tenho que comer. Vale a pena uma orientação profissional, porque
não é o habitual. O corpo, nós estamos preparados, fisiologicamente, para receber a proteína
vinda de origem animal. Não estou dizendo que tem que receber, mas se a gente
resolve parar, seria importante que tivesse uma orientação nutricionista ou médico
para nutrólogo, endocrinologista, enfim, alguém que oriente o que a pessoa tem que comer para
não ficar com deficiência de proteína na dieta. Legal destacar isso. E a dieta paleolítica,
como que ela é definida? Ela é mais restritiva, não é muito conhecida, né? Eu vi que
tem uma ligação aí com tempos passados, por isso que ela é chamada assim. Eu acho muito
engraçado o que as pessoas querem inventar. Com certeza a obesidade virou uma epidemia e
está associada ao estilo de vida moderno. Mas você voltar lá para o paleolítico, não precisa ser
tão antigo, né? Porque qual que é o preconizado? Você não pode comer, por exemplo, grãos. Por quê? Porque era uma época que não tinha plantações. Então, você tem que viver como
se você vivesse no paleolítico, mas a gente não vive mais. Inclusive,
a pessoa do paleolítico deveria fazer muita atividade física, né? Porque imagina
ter que correr, caçar para comer. Então, a pessoa de repente acha que vai
comer do jeito do pale também. Não, a gente está no mundo assim. Tem as suas
vantagens, né? Ela preconiza tirada de alimentos industrializados, o que é ótimo. Você comer
os alimentos mais in natura, peixes frescos, caso vá comer carne que seja o mais, assim,
fresca possível, né? Morto o mais breve possível. Então, tem as suas vantagens, né? Da
dieta paleolítica. Mas a desvantagem é, a gente não está mais no paleolítico. A gente tem
os benefícios de alimentos que a gente pode
adquirir, industrializados, eventualmente,
como eu falei, que podem trazer benefícios,
né? E você não comer grãos, não ingerir grãos. A agricultura trouxe tanto benefício,
né? As leguminosas, o arroz,
enfim. Você evitar isso é questionável,
né? E torna a dieta muito difícil. A gente convém que você seguir uma dieta tão
estrita, só com alimentos in natura,
você acaba tendo uma grande dificuldade, né? E tem que ter uma questão de diversidade. Talvez não seja compatível com o mundo moderno,
que exige que nós estejamos com muitas funções
ao mesmo tempo, né? Ali fazendo várias funções,
manejando muitas funções. Paleolítico, acho que
não exigiam tanto das pessoas, né? De equilibrar
tantos pratos, né? Como a gente falou hoje mais
cedo, de fazer tantas coisas. Então, era possível
a pessoa ir caçar seu próprio peixe, pescar. Afinal, era isso que a pessoa fazia. Aí agora, a gente querer voltar,
pegar o peixe fresco, já é tão
difícil se alimentar bem. Então,
acho que tem suas vantagens, mas
eu tenho realmente minhas críticas. Porque realmente, eu acho que a gente pode pegar
um aprendizado de comer os alimentos in natura,
mas pegar o que a gente aprendeu com tantos
anos, né? Também o que melhorou. Então, a gente tem a agricultura, a gente tem os nutrientes disponíveis, por que não utilizá-los, né? Essas dietas acabam entrando naquela questão meio extremista, né? Exato. O vegano que não pode nem encostar em nada que seja de origem animal. E aí, o paleolítico, essa dieta paleolítica que também até leva pra questão de proteína, né? A pessoa come muita proteína, pode ter uma consequência pra saúde por conta disso. É, se comer excesso de proteínas, que acaba a pessoa ficando cercada, né? Vai comer o quê? Então, acaba às vezes exagerando nas proteínas e pode ter consequências, com certeza. Aumento de colesterol, as proteínas de origem animal podem elevar, piorar o perfil lipídico, né? A pessoa tem uma dieta hiperproteica, acaba sendo difícil. Mas se exagerar, eventualmente até uma sobrecarga renal, se não tiver uns rins funcionando bem. Então, tem que avaliar. Eu sou de acordo com você, o equilíbrio é tudo. O extremo, você ir pra algo muito longe, o
paleolítico tá bem longe do que a gente vive
hoje em dia. Fica difícil manter a longo
prazo e fica ali no limiar do extremismo,
da ortorexia que eu falo, do rigor alimentar muito
extremo. Porque a pessoa acaba ficando difícil
até de conviver, né? Tem que ter até um nicho de
convivência, porque a pessoa fica muito estrita. Ah, não posso comer isso, não posso comer
aquilo, não posso comer aquilo. E aí vai
ficando cada vez mais difícil. É, acho que isso é
o mais importante, né? Pra gente destacar, porque
às vezes o pessoal, até a questão do vegano, né? Ele gosta daquele estilo de vida, se dá melhor
com aquilo, né? Acredita nas coisas e aquilo tá
tudo certo, né? Cada um com as suas escolhas. Mas também pra questão de manejar vai ser
mais difícil, né? Esse é o importante a
gente destacar. Que não dá pra deixar de
lado. Tudo bem seguir algo mais restritivo, mas que vai ter uma dificuldade maior
pra conseguir manter a questão saudável. Vai ter que ter um empenho maior. E a gente
não pode esquecer um detalhe que a gente nem ia abordar, que dieta também é socialização. Principalmente pros seres humanos é socialização. A gente não come só pra nutrir. A gente
come pra socializar também. Então, isso acaba criando aspectos complexos
em relação a dietas muito restritivas. Porque aí você acaba tendo dificuldades, né? A
gente tem ceias, né? De Natal, Dia Novo, a gente tem celebrações vinculadas à dieta. E quando você
tá seguindo uma dieta muito estrita, isso acaba, não o impede, claro, mas tem algumas dificuldades
ali pra nesses momentos de socialização em torno da dieta. Até quando você não come uma questão
ali, a pessoa não come carne, por exemplo. Às vezes é difícil, né? Não tomar
refrigerante. Em festa de criança, eu não tomava. E eu lembro de sofrer com isso. Tinha festa que não tinha refrigerante, e eu ficava lá. Com sede, né? Porque
não achava nada. Todo mundo, nossa, mas por que não toma? A família não deixa? Ou
tá fazendo dieta? Eu não gosto do gás até hoje. E aí todo mundo, mas por quê? Não quer? Tá
querendo emagrecer? Ficava até me zombando às vezes, viu? Nossa, mas é tão magra, não toma
refrigerante, por quê? É isso que eu falo. E pra uma criança, por exemplo, vegana, imaginei numa
festinha. Não vai comer, acha uma coisa ou outra, mas quase nada, porque tudo que tiver
leite, que tiver ovo, não vai poder comer. Então, fica bem. Eu acho que é difícil. É difícil. Estou pensando aqui, o que pode? Uma fruta. Pode
ter uma fruta. Tem que levar, né? Tem que levar. Ou leva lancheira, né? Não tem jeito. Bom,
a próxima dieta que eu tenho aqui na lista
é a cetogênica. Essa eu também não conhecia. Como que ela é definida, doutora? A ideia da
cetogênica é a gente restringir o
aporte de carboidratos do corpo. Nossa energia principal é carboidrato. O
que nos dá energia rápida é carboidrato. Tanto é que os pré-treinos, né? É
carboidrato. Você está fazendo uma corrida, você tem o Carb Up. Sim, não estão
ganhando nada a fazer propaganda. Aliás, eu fico, né? Se quiser... É, né? Já
fica a dica. Mas você tem os suplementos que, durante a atividade física, você tem... Você pode usar um pouco de carboidrato para
te dar energia. Energia rápida. O que a cetogênica faz? Ela tira as fontes de carboidrato. Está quase zero. Quase zero a fonte de carboidrato. Então, você vai estar ingerindo
nutrientes, mas você não tem essa energia rápida. Quando não tem energia
rápida, o que o corpo vai fazer? Falar, opa, não tem energia rápida. Eu vou
recrutar outras fontes de energia. Que, com uma longa história, produz corpos
cetônicos que vão ser usados como fontes de energia depois de alguns dias. Esses
corpos cetônicos é o que é responsável, algumas vezes, para a gente ficar nauseado quando a gente fica em jejum muito tempo. Algumas pessoas com dor de cabeça. Mas que é transitório. Se a pessoa se acostuma a
usar os corpos cetônicos como fonte de energia, esses sintomas passam. Ela acaba aprendendo, o corpo acaba aprendendo a usar com
frequência e acaba evoluindo bem. Existe toda uma complexidade. A dieta cetogênica,
ela já está muito bem estabelecida, por exemplo, em algumas situações, como pessoas que
têm epilepsia refratária. Crianças que têm epilepsia e usam vários medicamentos
e não conseguem controlar as convulsões. A dieta cetogênica se mostrou benéfica
nessas situações. E aí vieram vários estudos tentando questionar a implementação da
dieta cetogênica em outras situações, como até alguns déficits cognitivos, déficit de atenção e
hiperatividade, e também emagrecimento, como se fosse anti-inflamatório. Para outras indicações,
a gente tem poucos estudos para bater o martelo. Falar, ah, não, tenho déficit de atenção,
tenho que fazer dieta cetogênica. Não, isso ainda não está totalmente estabelecido. E outra coisa, é muito restritiva. Se você come, pensa na criança,
vai comer um docinho, acabou, quebrou a cetose, entendeu? Aí você tem
que ficar mais alguns dias para voltar. Você deu a fonte ali para o corpo, ele
falou, opa, veio o carboidrato fácil, vou parar de usar esses corpos cetônicos. Então, a dieta cetogênica é muito restritiva. Tem alguns benefícios, benefício comprovado,
epilepsia refratária. Crianças que têm essa dificuldade de controle de convulsão,
tem benefício comprovado. O restante, tem muitos estudos, mas carece de
estudos com uma boa base científica, com uma boa evidência, para a gente começar a
recomendar a cetogênica em outras situações. Existem os benefícios, a gente até fez
vídeo já sobre dieta cetogênica aqui. Então, eu acredito nos benefícios, sim. Mas, na minha opinião, a curto prazo, porque é muito restritiva. Então, você ficar o resto da vida em cetogênica, é bem restritivo. Você não pode ter nenhum carboidrato simples. Por exemplo, vários legumes não entram, frutas várias não entram, na dieta cetogênica, porque tem muito carboidrato. Aí, não entra por agora, não, é pra sempre. Você vai ter que, frutas é restritivo. Então, pra você seguir como hábito pro resto da vida, acho muito difícil e restritiva. Essa é mais peculiar. É bem peculiar. É extremo, né? Como eu falei, os extremos sempre pesam, né? Porque aí você vai estar ali numa situação que você até fica difícil conviver, né? Porque a pessoa cetogênica fica bem restritiva. E é mais difícil conhecer alguém também, né? Que tá dentro dessa dieta. Tem uma próxima aqui, até o nome... Ah, tem uma antes, na verdade, a Mediterrânea. Como que é essa, doutora? Eu sou fã da dieta Mediterrânea. Existem alguns estudos que mostram
que a dieta Mediterrânea é uma das melhores para serem seguidas. Essa é sua
preferida? É a minha preferida. Inclusive,
tem as Blue Zones, que são as
áreas no mundo de pessoas longevas. Pessoas que vivem bem. Não só vivem muito, mas
vivem bem. Chega lá os seus... Não vou falar 100
anos, mas aquele pessoal que chega aos 90 e bem,
né? Não é chegar aos 90 de qualquer jeito, não. E foram avaliando essas Blue Zones. E
a região do Mediterrâneo é uma das que
tem essas regiões que tem essa dieta
Mediterrânea e está associada a essa
longevidade saudável. Então, a dieta
Mediterrânea inclui muitos peixes,
inclui ovos, laticínios, não todo
dia, mas algumas vezes por semana. Inclui nozes, óleos bons, né? Como
azeite, óleo de origem boa. Então,
assim, a dieta Mediterrânea seria
equilibrada e baseada nos povos
do Mediterrâneo, né? Claro que a gente
pode adaptar. É uma dieta equilibrada. É saudável, rico em gorduras
boas. Você tem ingestão de carne, você tem ingestão de grãos, você tem ingestão de várias fontes de boas gorduras e proteínas, legumes. Então, seria a dieta mais equilibrada. Eu acho bem interessante. Mais próxima também daqui, né? Da nossa região. Mais próxima da gente conseguir adaptar pra cá, né? A gente conseguir se adaptar. Então, é mais equilibrada, é anti-inflamatório, enfim. Ela tem vários estudos mostrando que ela tem uma boa repercussão. E olha que interessante, até em questão ambiental, né? Porque os veganos falam muito da questão ambiental. A dieta Mediterrânea, ela foi associada a melhor preservação ambiental, né? Porque ela não indica ingestão de carne vermelha todos os dias. Então, ela tem uma questão também com equilíbrio ambiental. Por ser mais, quem estuda essas questões de preservação, a dieta Mediterrânea, ela teve uma equiparação, um equilíbrio maior dessa questão de preservação ambiental. Então, além disso, ainda é
mais ecologicamente correta, mais sustentável, digamos assim. Então, eu
acho bem interessante. Quem tiver curiosidade,
tem muitos livros que falam sobre a
dieta Mediterrânea, quiser seguir. Não é tão difícil, né? Você consegue se informar,
ler a respeito e seguir a dieta Mediterrânea
com facilidade. Legal. A próxima, então, que o
nome é um pouquinho diferente, que é ketopant,
que fala? É, o pessoal inventa, né? Seria
a cetogênica baseada em plantas, né? Exato. Baseado, não, porque tem a cetogênica que a pessoa
baseia-se em gorduras animais, carne vermelha,
tudo aí, pode elevar bastante colesterol, né? Então, tem que ter atenção. E tem essa agora,
né? Que é a cetogênica baseada em
plantas. A gente consegue? Consegue. Difícil? Imagine que sim. Você seguir uma
dieta cetogênica, ou seja, sem origem de
baixo índice de carboidrato, baixíssimo
índice de carboidrato. Vinda de plantas,
legumes, verduras, tem que ter orientação. Acho difícil a pessoa, não, vou seguir agora. Tem alguns cardápios na internet, mas até assim eu acho difícil também. É assim, então, é mais
sensitiva ainda do que a... A cetogênica sozinha. A cetogênica sozinha, sim. Nossa, vai
ficando cada vez mais assustadora aqui, meu Deus. Não come nada, uma folha
de alface, aí já tá tudo certo. Cada vez mais diferente também. Acaba que é por isso que emagrece, né? A pessoa não acha a comida, né? Do jeito
que tá orientado no cardápio. Então, é um viés, né? Na prática, as pessoas falam a dieta emagrece
por si só o que vale a caloria pro emagrecimento. Quantas calorias você ingere. No entanto, na prática, essas pessoas fazendo essas dietas acabam
emagrecendo. Por quê? Porque vai procurar um alimento cetogênico em qualquer lugar pra
comer, em qualquer banquinha que você parar. Você não vai achar. Então, você já tem
que se preparar, e já vai melhorando o estilo de vida nessa questão. A pessoa já
tem que se organizar, comprar os alimentos. Então, já vai se organizando nessa questão aí. Vai
precisar ir muito, né? Muito. Se for a escolha. Pra conseguir, né? Aí, a última que eu trouxe aqui
é a dieta ciclo de carboidratos, né? Tá em inglês, mas traduzindo ciclo de carboidratos. Então, isso
também é uma forma de até junto com a questão de atividade física, mesmo de academia, que é mais
utilizada essa? Assim, a gente pode... As pessoas inventam, né? Tem um milhão de dietas,
né? Vão inventando. Já tem a cetogênica. A cetógênica agora é baseada em plantas. Tem uma dieta que é plant-based,
que as pessoas acham que é vegetariana,
mas não é. É você pegar os alimentos mais
de origem natural. Então, quer dizer,
tem vários tipos de dieta hoje em dia. O que importa é a pessoa saber se ela
vai conseguir levar aquilo como estilo
de vida mais saudável. Então, se ela
conseguir levar aquilo a longo prazo,
é o que vai... E se for muito restritiva,
tem uma boa orientação nutricional. Porque as pessoas vão inventando dietas, dietas, e o
que a pessoa acaba fazendo? Seguindo a dieta, segue por uma semana, sofre pra caramba, volta
a comer mais do que comia antes e vira confusão. Então, esse aqui é o problema. A gente chama de dietas da moda,
né? Vai virando moda, vai indo e vindo. As pessoas mudam o nome pra ficar legal. Veio a Dukan também, né? Duatin,
que são médicos que fizeram livros,
ficaram famosos. E aí solta a
dieta. Tem a dieta que a Adele fez,
que emagreceu pra caramba, que tinha
outro nome, que agora já me esqueci. Enfim, a questão é equilíbrio, né? E
algo que você mantenha pra sempre como
alimento saudável. Eu acho que é o foco. Não adianta ficar seguindo dieta maluca,
entra e sai, entra e sai e não segue nenhum
e não consegue manter pro resto da vida. Não vai mudar o hábito pra melhor, não vai
ter uma dieta equilibrada. Acho que a gente
pode passar essa mensagem, né? É, pelo jeito
não tem nem como citar todas as dietas aí. Eu achei que eu tava arrasando, trazendo
todas aqui, mas pelo jeito tem muito. Não, e o quanto você achar
que você já falou de dieta, vai aparecer outra, né? Já vai aparecer
outra. De juntar uma com uma e da outra, né? Tem dieta do tipo sanguíneo,
que a pessoa tem pelo tipo... Tem, tem livro, né? De acordo com o tipo sanguíneo,
você segue tais alimentos. E aí, é isso. Você vai viajar por um mundo de dietas,
de opções. Como eu falo, equilíbrio, né? E orientação profissional, se você fosse
restringir muito. E o mais natural possível. Então, acho que a gente acaba transmitindo a
mensagem, os meios de comunicação são muito importantes hoje em dia. Acho que ninguém pode
falar que nunca ouviu falar de dieta saudável, né? Hoje em dia, com as redes, né? A gente
tem como facilmente, de forma gratuita, atingir muitas pessoas com essa informação do que
é uma dieta saudável. Hoje está mais acessível, né? Do que antes, do que talvez 20 anos atrás,
30 anos atrás, do que é uma dieta saudável. Com certeza está mais acessível por programas
como esse, né? A gente está sempre trazendo essa informação. Acho que o mais importante é isso. A pessoa ter uma dieta equilibrada e saudável,
e se fosse restringir, por opção, por orientação
médica, que busque ajuda profissional pra ter um
cardápio equilibrado e não ter deficiência
de vitamina e acabar sofrendo com isso. Porque as vitaminas, a deficiência, acaba
levando as suas repercussões, né? Perfeito,
doutora. Conseguiu passar a mensagem de uma forma
muito clara e muito boa. Agora, no nosso... A
gente, inclusive, desde o último episódio, está
finalizando de uma forma um pouco diferente. A gente chegou agora nos 10 minutos
finais. E eu separei alguns mitos e verdades pra gente trazer sem ter uma explicação assim muito aprofundada, porque eu vou pedir pro pessoal comentar qual foi o tema que eles ficaram mais curiosos, que eles querem que a gente traga pra um próximo episódio mais claro, dando uma leve contextualizada pra gente entender porque é mito e porque é verdade. Então, vamos lá. O primeiro. Ter uma alimentação rica em fibras auxilia no emagrecimento? Verdade. Vamos ficar com isso. Não é só isso, mas verdade. Rapidamente, a fibra faz com que a gente coma mais devagar, o processo de digestão é mais lento, traz mais saciedade, e isso faz com que, idealmente, a gente coma menos. É importante lembrar que nem sempre que tem mais fibra, tem menos calorias. E a gente tem que se preocupar com caloria também, porque no final das contas, caloria acaba fazendo diferença. Perfeito. Próximo. Comer abacaxi após as refeições ajuda a emagrecer? Não. Emagrecer. Não, não é verdade. O abacaxi acaba auxiliando na digestão. As pessoas têm essa sensação de bem-estar quando comem muito e comem abacaxi porque tem substâncias que auxiliam na digestão, mas não tem nada a ver com o emagrecimento. Essa nunca tinha escutado. Vou até acrescentar uma que não tá na lista, mas o comer, substituir, na verdade, o suco de laranja, por exemplo, pela laranja em si, traz benefícios de verdade? Sim, com certeza. Essa é importante e não tava na lista. É, isso é bem importante. Eu sempre falo isso, ainda mais pra crianças que bebem muito suco. Se tira o suco, você já emagrece um monte. Tem que beber água. Pra fazer um copo de suco de laranja, vai ali três laranjas, você perde a fibra, que tem a questão da fibra e emagrecimento, então você perde a noção de saciedade. Bebeu o suco de laranja, parte pra próxima, pra próxima comida porque aquilo ali foi só a entrada. Se você come três laranjas, que foi o mesmo utilizado pra fazer o suco,
você já fica mais saciado, você já fica, opa, por quê? Porque você mastigou, porque você
ingeriu fibra junto e isso faz a diferença. Você consegue beber um suco de laranja e comer
um prato. Agora, se você comer três laranjas, você já vai comer com um pouco mais de dificuldade
porque você já tá um pouco mais saciado e tem a ver com a fibra, com a questão da mastigação
que a gente já falou. Essa é legal, porque normalmente as pessoas gostam de tomar algo e
comer ao mesmo tempo, né? É um costume bem comum. É uma medida simples que já ajuda a
emagrecer. Tira o suco e bebe água. Pronto. Quer beber como apreciar o suco eventualmente,
faça isso como uma apreciação, mas não como um hábito ficar tomando suco. A gente tem que beber
água. Vê como é simples, né? Troca por água. Não precisa complicar o suco natural, não sei
o quê, sem açúcar, carbo, não. Água. Ótimo. Suco de beterraba acaba com a anemia? Não,
também é outro mito, porque ela é vermelha, né? Acho que é por isso, né? Ela é
vermelha, parece sangue, a pessoa fala. Meu Deus. Mas a beterraba, apesar
de ser um alimento com muitos nutrientes, eu particularmente gosto, acho que dá pra
diversificar bastante, diversas formas dela, dá pra fazer salgada, doce, enfim, dá pra
fazer muita coisa, mas tem pouco ferro. Comparado, por exemplo, a uma proteína
de origem animal, né? Bife. Você tem muito mais ferro do que numa beterraba. Então, coma beterraba porque é saudável, se você não tiver nenhum problema,
mas não pra aumentar o ferro. Essa foi engraçada. Optar por pão integral
ao invés de pão branco ajuda a emagrecer? É complicado. Não vou falar nem mito, nem verdade. Por quê? Tem a fibra, né? O integral
tem a fibra, que a gente já falou, ajuda na saciedade, digestão,
legal. Mas, como eu falei, calorias importam no fim do dia. Então,
não adianta você comer bem, maravilhoso, mas muitas calorias, você vai continuar
com o excesso de peso, que é prejudicial. Então, você tá comendo bem, sim, mas
com excesso. Então, o pão integral, ele tem, muitas vezes, o mesmo tanto,
ou mais calorias do que o normal. Então, melhora porque você tem a fibra, melhora
a saciedade, mas caloria é igual. Então, só essa substituição, por si só, se
isso não te levar a reduzir outros alimentos, não vai te levar ao emagrecimento. Então,
ajuda porque tem fibra, mas emagrecer, precisaria reduzir caloria também. Praticar
exercícios em jejum emagrece? Mito. Exercício é sempre bom. A prática do jejum
intermitente, algumas pessoas gostam, mas porque você vai estar em
jejum ou não tem a ver com o seu bem-estar. Tem gente que não se sente
bem fazendo atividade física em jejum. Não faça. Tem gente que se sente
bem, faça. Não faça para emagrecer. Não tem nada a ver. Não que tenha uma ligação direta ali. O ovo aumenta
o colesterol? Também não. O que aumenta, o ovo tem colesterol,
mas você comer colesterol não aumenta o colesterol porque ele é digerido para absorver. O que aumenta muito o colesterol é a gordura
saturada. Se você fritar o ovo no óleo, aí vai
aumentar o colesterol, mas o ovo em si, não. Vinho tinto faz bem ao coração e vinho
branco, não? O vinho tinto tem a questão,
a cor dele, que tem os benefícios
da casca da uva, do vinho tinto,
que tem benefícios cardiovasculares, mas que
você pode obter também com o suco de uva tinto,
o suco de uva sem ser da uva verde. Então,
você falar que vai beber porque o álcool
já tem os seus potenciais malefícios à saúde
bem conhecidos e o potencial de abuso. Então,
que ninguém tome vinho, se force a tomar
vinho para ter melhor a cardiovascular. Não, se quiser tomar vinho, toma porque gosta,
mas não porque vai ter benefício
cardiovascular, porque você conseguiria
com o suco de uva. Perfeito. O chocolate
pode causar espinha? Isso é um mito. O chocolate tem bastante gordura e algumas
pessoas que têm alergia à proteína do leite, como às vezes tem muito leite, pode
ter um aumento da oleosidade e notar esse aumento de espinha, com o aumento
da ingesta de chocolate. No entanto, algumas pessoas não têm esse aumento de
oleosidade, mesmo comendo esse alimento muito gorduroso e mesmo consumindo leite. Então, é bem particular de pessoa para pessoa. Não é o chocolate que causa espinha,
e sim aumento de oleosidade. Algumas
pessoas têm essa sensibilidade maior quando
comem alguns alimentos, outras não. Então,
a gente não pode atribuir ao chocolate. E sim a pessoa ter mais essa sensibilidade de
aumentar a oleosidade da pele quando ingere alguns
alimentos. Muito café causa gastrite? Também,
não tem muita relação, apesar de que a cafeína
está associada a uma irritabilidade do estômago. E
para uma pessoa que tem um estômago mais sensível, isso pode levar a uma irritação, mas
não é a culpa do café, necessariamente. Geralmente, a gastrite está envolvendo
uma série de outros fatores, e não é só o café. Comer antes de deitar
engorda? Também, isso é um mito,
apesar de que eu desaconselho. O que engorda,
como eu falei, são calorias, no final das contas. Vamos falar, eu gosto de exagerar
para a pessoa entender. Tá bom,
vou comer só antes de deitar. No dia inteiro eu não como mais. Eu vou engordar? Não vou. Então,
a questão de calorias é o que faz a
gente engordar ou não. No entanto,
não é muito bom para a logística do metabolismo
você comer muito próximo da hora de deitar. Você sobrecarrega o corpo com um monte
de alimento para digerir no momento que o
corpo vai estar em repouso. Então, ele vai pegar
aquilo e vai guardar tudo. Então, desaconselho. Além disso, pode piorar refluxo, pode piorar vários
sintomas relacionados ao retorno de alimentos, até rouquidão, as pessoas que têm refluxo. Então,
desaconselho, mas não engorda. Essa veio da
pergunta de vó, né? Pergunta não, afirmação. Da pesadelo, né? Dormir de barriga cheia
da pesadelo. É verdade. Eu escutava os
dois que dava pesadelo e que engordava também. Agora o último, que é o mais famoso
que chega a ser até engraçado,
né? De tanto que falam. Manga com leite faz mal? Não tem problema. Manga com leite não faz mal. São dois alimentos relativamente pesados, né? Mas sorvete, por exemplo, às vezes vai manga
e vai leite. E aí ninguém vai ter problema
com isso. Mas são dois alimentos pesados. Então, talvez algumas pessoas se sintam
mal. Eu falo que todo ditado popular tem
algum sentido. Tem um fundo de verdade. A história da vó falar que engorda
não engorda, mas a gente desaconselha,
porque não é o momento ideal pra comer. Então,
algumas pessoas podem se sentir mal fazendo essa associação, porque são dois alimentos que
podem pesar pra digestão. Mas não tem problema. Se a pessoa come, se sente
bem, continue. Não vai morrer, né? Causa da morte. Tomou leite e comeu manga. É, não. Bom, agora eu vou pegar
a nossa caixa de perguntas aqui,
que estava escondida pro final. São as perguntas anatórias que a gente chama, que é pra conhecer
um pouco dos médicos, dos especialistas
que costumam participar aqui do Amatocast. Então, a gente começou no último episódio. Algumas
perguntas a gente ainda nem fez. Várias perguntas. Então, eu vou tirar a primeira. A parte que
o pessoal mais gosta, né? É. Dá até medo,
né? Daquilo que vem aqui. Dá medo. Por isso que essa caixinha aqui não pode
enfiar a mão, né? Vou tirar essa pra você,
e aí você tira a próxima. Noite ou dia? Sobre as suas preferências. Sem dúvida dia. Eu sou diurna, e acho que todos
nós deveríamos ser mais diurnos. Eu falo um pouco sobre crononutrição. Tem pessoas
que tem um jet lag social que a gente fala. Assuntos que ficam pros próximas cenas,
né? Se gostarem aí, perguntem. Mas, dia. E nós somos diurnos. Então, você pode até não ser tão diurno, mas
somos feitos pra ficar acordada. Mais saudável
fazer as coisas de dia. Um assunto importante
pra gente trazer pra um próximo episódio. Exatamente. O crononutrição e jet lag social. Se você não sabe o que é, já pergunta aí. Até a pergunta, já pra descontrair,
já leva um assunto médico. Não tem jeito. É pessoal, mas eu já dou a dica. É verdade. Pode querer tirar a próxima? Vai
ser difícil colocar a mão. É de pé
foro cortante, porque é perigoso. Inclusive, a gente sempre destaca que
a gente não está sendo patrocinado aqui
pela marca, né? Mas que se eles tiverem
interesse... Qual que é a próxima? Ai, ai,
ai. Essa aqui... Qual cirurgia você já fez
nenhuma? É a hora da verdade. Ai, meu Deus. Vamos lá. Vou ser sincera, hein? Pode
contar. Nossa senhora, vai demais. Tem que pegar a irmã. Não parece
que fez nenhuma. Já fiz miopia. Usava óculos. Fundo de garrafa. Eu fiz miopia há muito tempo já. Duas cesarianas. Tenho os dois filhos. Já fiz... Coloquei prótese de silicone. Tirei prótese de silicone depois dos filhos. Tirei, graças a Deus. Já fiz abdominoplastia. Na verdade, correção de diástase de reto,
porque eu fiquei com a hernia umbilical depois dos filhos. E o estômago, a barriga
até jeito. Grudei de novo, doutor Fernanda aí. A Vale, inclusive, é mais uma curiosidade
que a doutora Lorena, pra quem não sabe,
é casada com o doutor Fernanda. Exato. Já me ajudou bastante. Já fiz de varizes também. Inclusive com
o meu... Cesariana com a minha cunhada,
Juliana que já participou. Varizes
com o meu cunhado, vascular. Já fiz cirurgia de varizes e
acho que só. Mas já foi bem só,
né? Bastante, mas não parece nenhuma. Que bom. No rosto ainda não, mas faremos. Se precisar hoje
em dia, não tem problema. Eu não ia citar nenhuma, porque eu não lembrava de nenhuma, mas a cirurgia
de miopia foi uma que eu fiz recentemente. E a gente esquece da miopia. É, essa
daí parece que é só um procedimento, né? A gente não conta como cirurgia. A gente
fica, é, né? Mas a cirurgia, né? Verdade, eu fiz a da miopia que foi, nossa, foi a que
eu tava esperando a vida inteira pra fazer. Maravilhosa, né? Melhora muito a qualidade
de vida. Melhora muito. E de
resto eu não lembro de nenhuma. Ah, fiz uma que não é só cirurgia estética,
né? A gente tá esquecendo isso. É. Eu fiz
uma cirurgia que eu tinha uma suspeita de
câncer até, a gente pode trazer, porque
tinha uma mancha embaixo da unha, pode trazer um
dermatologista pra falar sobre isso. Muito legal. Eu sempre tava com esmalte, nunca tinha, né? Nunca
aparecia. E aí, uma vez eu tava indo pro médico,
ia ser depois, eu fui, passei na consulta com
o dermatologista e depois ia fazer a unha,
já tinha marcado, ia direto pro
salão. E eu aproveitei e falei olha, eu tenho uma mancha aqui, eu posso, tem alguma coisa que dá pra fazer pra tirar essa mancha? Porque me incomoda, eu sempre passo esmalte escuro por causa dela. E quando ele viu, ele chamou a esposa, que era a oncologista da clínica, e nossa, foi uma movimentação na clínica, todo mundo um correndo pro lado e eu não entendendo nada, aí chamaram minha mãe, eu era adolescente, assim, criança, tinha uns 11, 12 anos. E aí falaram que poderia ser câncer e que eu ia ter que fazer biópsia pra ver se realmente não era. E aí fiz a cirurgia dois dias depois, foi uma cirurgia de emergência assim, porque ninguém sabia que eu tinha aquilo. E aí no final mandaram pra biópsia e não era nada, era só uma mancha mesmo. Não, mas é uma atenção, unha, couro cabeludo, que são regiões que pegam o sol e a gente não vê, sola dos pés, tem que sempre dar uma olhadinha. É, então, lugares que ficam escondidos, né? E cirurgia dentária, né, também, que
foi ali pra meu dente de leite não cair, os da frente, aí eu precisei
fazer a cirurgia pra crescer. Eu tirei os quatro sisos também. Ah,
os sisos também! Já escreveu aí, ó. Começa
a aparecer. Tirei a amígdala também. A amígdala é ótima, é verdade, essa
eu não tirei, mas o do siso contou. Então a última pergunta agora pra gente
finalizar. Essa foi a mais capriciosa. Essa foi a segunda, né? Foi. Mas
foi capriciosa, né? Cirurgia,
já botei na mesa aqui. Salada ou churrasco? Essa a gente fez com o doutor Fernando. Ele falou churrasco com certeza, eu falo salada
com certeza. Salada. É bom que tem o equilíbrio. É, tem o equilíbrio. Eu respondi churrasco,
mas eu comecei a comer carne há uns dois anos,
no máximo um ano, dois anos. E tá na carne já. Eu comia só no hambúrguer, e agora no
churrasco até como uma coisa ou outra. E já responde churrasco. Então, se for
só contar só a salada, eu vou sofrer, porque eu tenho gosto paladar infantil,
sabe? Vamos a outra coisa, tem várias dicas. Preciso melhorar isso também. Para
uma próxima. Nosso episódio já serviu. Então a próxima que a gente
pode falar disso. Exatamente. Muito obrigada pela sua participação, doutora. Eu que agradeço, sempre um prazer. Vou
pedir pra vocês comentarem como sempre, se ficou alguma dúvida, esses assuntos paralelos
que a gente trouxe, às vezes a gente trouxe alguma questão que a gente pode trazer em
outro episódio, pode comentar. E por favor, curta, comenta, compartilha com os amigos que
é muito importante para a nossa divulgação. Obrigada pela sua participação
e conto com a sua presença aqui online nos próximos episódios. Até mais. Tchau.
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.