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Entrevista Infertilidade e Reprodução Humana

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Entrevista Infertilidade e Reprodução Humana

A entrevista aborda a infertilidade como uma questão do casal, desmistificando a ideia de que é um problema exclusivamente feminino. As causas são distribuídas

Perguntas respondidas neste vídeo

Vamos falar de fertilidade, eu tenho aqui a doutora Juliana Mato, gimicologista, doutora muito obrigada pela presença, tem uma muito interessante para a gente falar sobre a questão psicológica emocional também, de ter um filho, não ter, não poder ter, e diz uma coisa, para a gente começar, eu gostaria de desmistificar um pouco essa questão de que só a mulher pode ser infertil, como é que é, como é que é essa questão em termos de porcentagem homens, mulheres?

Então o casal pode ser infertil, nem só a mulher, mas o homem também, ele pode ter problemas de fertilidade, cerca de 30%, a 40% das causas são fatores femininos ligadas ao sexo feminino, e cerca de 30%, a 40% ligadas ao sexo masculino, então são os casos de homens que tiveram caxumba na infância ou algum trauma na região, na região íntima, homens que têm varicoselli, alguma doença genética ligada ao cromossomo Y, então o homem, ele também pode ser a causa da infertilidade desse casal.

Também é um tabu?

Sim, já foi quebrado, estudos mostram que o homem tem andropausa, então um pouquinho depois da menopausa da mulher, que acontece aos 50, 50 e poucos anos... O homem é um pouquinho mais para frente, mas ele tem uma diminuição dessa qualidade espermática dele também.

Aí, gente, existe andropausa, não é?

Existe menopausa, andropausa...

É percebido para ele como a menopausa da mulher que é tão desagradável, não é?

Ela tem aqueles sintomas físicos desagradáveis, o homem chega a sentir... O homem não tem aqueles sintomas como as mulheres, mas ele vai perceber mais no dia-a-dia mesmo que ele já não tem mais tanto desejo sexual, começa a diminuir um pouquinho, a ereção é mais difícil.

Vamos pensar em álcool, em fumo ou em drogas, isso pode trazer o declínio da fertilidade?

Sim, tabagismo, já tem vários estudos mostrando que eles diminuem tanto a quantidade de espematozoides no homem, quanto a piora da qualidade de óvulos na mulher. O alcolismo também, a anabolizante em homem é uma coisa que...

Transcrição completa do vídeo

ücke, Armed roz More Wi-WanOD Boa tarde, começando mais um Fréd, explica que é ao vivo na TV Geração Z, e hoje gente, um tema muito importante para você, mulher e homem, ok? Vamos falar de fertilidade, eu tenho aqui a doutora Juliana Mato, gimicologista, doutora muito obrigada pela presença, tem uma muito interessante para a gente falar sobre a questão psicológica emocional também, de ter um filho, não ter, não poder ter, e diz uma coisa, para a gente começar, eu gostaria de desmistificar um pouco essa questão de que só a mulher pode ser infertil, como é que é, como é que é essa questão em termos de porcentagem homens, mulheres? Então o casal pode ser infertil, nem só a mulher, mas o homem também, ele pode ter problemas de fertilidade, cerca de 30%, a 40% das causas são fatores femininos ligadas ao sexo feminino, e cerca de 30%, a 40% ligadas ao sexo masculino, então são os casos de homens que tiveram caxumba na infância ou algum trauma na região, na região íntima, homens que têm varicoselli, alguma doença genética ligada ao cromossomo Y, então o homem, ele também pode ser a causa da infertilidade desse casal. Quer dizer, é bom tirar esse conceito de que só a mulher é o problema, problemas na mulher, geralmente são ligados a trompo, vário, endometriose, a endometriose está muito em alta hoje em dia, porque a mulher, ela tem filhos mais tarde, ela tem essa opção de ter filhos mais tarde, e aí ela fica propensa a ter mais problemas de saúde, a endometriose é uma doença que vem aí a partir dos 32 anos começa a aparecer. Então ela tem mais chances de ter endometriose, fora isso, a mulher, com 35 anos, ela tem aí uma queda na fertilidade dela, na qualidade dos óvulos, porque a mulher, lá no nascimento dela, ela já nasce com um número de óvulos que ela vai gastar ao longo da sua vida. Então com 35 anos a gente vê que essa reserva variana já está diminuída, a qualidade já não está tão boa, são óvulos que já estão mais envelhecidos, e aí fica mais difícil de ter filhos mesmo. E por exemplo, a gente falando dessa questão de idade, hoje em dia a gente vê mulheres aí com 40 e poucos anos tendo filhos, até 48 anos eu ouvi uma pessoa vai ter um... A questão de doenças em relação a esses bebês, realmente ainda é grande, por exemplo, esquizofrenia, síndrome de Down, autismo e outras, o que dizer, ainda é... Sim, tudo relacionado à qualidade do óvulo. Então é uma questão de risco, por exemplo, eu querer ter um filho com 40 e poucos anos. Depois de 40 anos é arriscado ter essa síndrome, não quer dizer que vá ter, mas tem uma chance maior de ter. E o homem com a idade avançada também? Também. Esse tabu... Também é um tabu? Sim, já foi quebrado, estudos mostram que o homem tem andropausa, então um pouquinho depois da menopausa da mulher, que acontece aos 50, 50 e poucos anos... O homem é um pouquinho mais para frente, mas ele tem uma diminuição dessa qualidade espermática dele também. Aí, gente, existe andropausa, não é? Existe menopausa, andropausa... É percebido para ele como a menopausa da mulher que é tão desagradável, não é? Ela tem aqueles sintomas físicos desagradáveis, o homem chega a sentir... O homem não tem aqueles sintomas como as mulheres, mas ele vai perceber mais no dia-a-dia mesmo que ele já não tem mais tanto desejo sexual, começa a diminuir um pouquinho, a ereção é mais difícil. Ok, não é como uma mulher, os calores, o mal-estar... O que diz uma coisa? A gente falou da idade, a questão das drogas e anabolizantes, em geral, né? Vamos pensar em álcool, em fumo ou em drogas, isso pode trazer o declínio da fertilidade? Sim, tabagismo, já tem vários estudos mostrando que eles diminuem tanto a quantidade de espematozoides no homem, quanto a piora da qualidade de óvulos na mulher. O alcolismo também, a anabolizante em homem é uma coisa que... Que é bem cruel mesmo, né? É bem cruel, nossa, estraga mesmo. São homens que ficam até asosférmicos, sem espematozoide nenhum. Nossa, que coisa! É muito complicado. E as outras drogas também, né? Essas drogas tudo afetam a qualidade em relação à fertilidade tanto do homem quanto da mulher. Hoje em dia, Juliana, quando a gente fala em não ter a fertilidade e se tratar, né, casar o que quer engravidar, a gente tem, quer dizer, vocês estão com um avanço muito grande nessa questão, quer dizer. Mas ainda existe uma porcentagem que não consegue... Sim, ainda existe uma porcentagem. A maioria consegue o resultado... A maioria acaba conseguindo, mas existe ainda uma porcentagem que fazendo vários tratamentos ainda não consegue. É um lado um pouco obscuro da medicina que provavelmente é alguma coisa que não foi descoberta ainda. A gente estava até comentando, gente, aqui no início, antes do programa, que realmente vocês não descobrem, quer dizer, uma causa, né? Exatamente. Não tem porquê, né? É, às vezes a gente faz todo o screening do casal, todos os exames, não é achado nenhum tipo de problema e esse casal não engravida. Não sei, ou pode ser alguma coisa que a medicina ainda não descobriu, que está em estudo, que um dia descobriremos, alguma coisa ligada ao gene, nenhuma incompatibilidade do casal. Do próprio casal, né? E isso eu acredito que possa levar até a uma frustração muito grande do casal, até por esse questionamento, né? Será que somos nós dois juntos, né? É, com certeza. Meste muito com o psicológico do homem e da mulher, né? E geral, né? A questão da infertilidade na mulher é algo muito... Meste com o feminino, né? Sim, com a feminilidade da mulher, né? Meste muito. Porque a mulher já nasce brincando de boneca, brincando de casinha, já tem o seu nenezinho lá, sua bonequinha, que dá mamá, que brinca de cozinhar, então ela pensa, a maioria pensa em ter filhos mais pra frente, né? É lógico que muita coisa acontece na nossa vida, às vezes até o casal deseja não ter filhos, que hoje está em moda, casais que não querem ter filhos. Sim, exato. E até de falar isso, hoje está mais, né? Sim. Ainda existe um certo preconceito da sociedade, né? Com isso, mas existe essa decisão, né? Do casal. É, que é uma decisão do casal, acho que cada um, né? A gente tem que respeitar, né? Trilha a sua vida da maneira que acha que é melhor pra ele, né? Correto, né? Exato, exato. Filho não traz felicidade sempre, né? Às vezes até... É, eu acho que... Causa problemas. Sim, as pessoas às vezes eu acho, Juliana, que você pega muito na fantasia de brincar de casinha. Bem, isso. É como você falou, a gente brincava com a barba, com a boneca, vestia. Sim. E a gente pequena tem aquela sensação daquela fantasia de casar, né? Com o príncipe ter filhos e... Conforme o tempo vai passando, a gente percebe que a vida é difícil e é dura e... Financeramente, emocionalmente, quer dizer. Sim. Então, eu acho que é uma escolha que deve ser pensada mesmo, né? É. É, porque é pro resto da vida, né? E tem as dificuldades, né? Em todas as idades, educar não é fácil. Exatamente. E não adianta deixar com alguém, né? É. Quer dizer, ser mãe por ser mãe, né? Sim. Eu vejo, eu me assusto muito, hoje em dia, vendo essas moças... Crianças, na verdade, né? São crianças de 12, 13, 14, 15 anos grávidas, né? É. E às vezes com três filhos e quatro filhos, que loucura isso, né? É, muita loucura. É falta de informação, falta de educação, falta dos pais estarem junto, acompanhando. Sim. Não é? Uma família desestruturada aí, né? É, porque... A mulher entrou no mercado de trabalho, ela também tem que trabalhar, não é como antigamente, que nossas mães ficavam em casa cuidando da gente, né? Exatamente. Então, essa terceirização do filho, é complicado, né? É. Porque a maioria deixa... Se brinca com vocês feministas, é destruíram com a gente. Não é? Tem mulher que deixa o filho em período integral na escola. Exato. E depois com o babá, né? Então, isso foi muito complicado. Qual é a questão do tratamento para a reprodução assistida? Quais casos é sugerido e como é que essa reprodução é assistida para o público entender? Quando o casal tem mais dificuldade para engravidar, existem alguns tratamentos para ajudá-los a obter o sucesso da gravidez. Depende muito de caso a caso casal. Então, se é mulher que tem problema, se é homem que tem problema, se são os dois juntos. Então, cada casal tem que ser avaliado individualmente. Ok. Porque a gente tem três tipos de tratamento. Então, pode ser de um tratamento mais simples até o tratamento mais complexo. O tratamento mais simples seria uma indução da ovulação para se realizar um coito programado em casa. Ok. Então, a mulher vai ao consultório, toma hormônios, faz um acompanhamento ultracionográfico e quando ela estiver ovulando e o médico olhar na ultração que ela está ovulando, orienta a ter relações em casa naquele período. A inseminação artificial já tem uma outra indicação para outro tipo de casais, que seria induzir essa ovulação com os hormônios. E a partir do momento que ela está ovulando, injeta o semen preparado do marido que foi colida em um laboratório já dentro do útero da mulher. Ok. E tem a fertilização em vitro. A fertilização em vitro seria induzir essa ovulação, retirar esses óvulos de dentro dos ovários, a paciente toma uma anestesia, pegar esse óvulo em laboratório, fazer a junção com o espematozoide do homem. Gente, isso é fantástico. É, eu acho. É o famoso bebê de proveita. É, o bebê de profunda. E quando chegar prontinho esse embrião, coloca no útero da mulher. É quase uma ficção científica, né? É, é, é. É muito incrível mesmo. É um trabalho muito bonito mesmo. Mas cada tratamento, ele tem que ser individualizado. Porque às vezes tem mulher, tem casal que chega e fala, eu vim aqui para fazer uma inseminação artificial. Então tem muita confusão ainda no que tipo de tratamento que é. Eles já chegam com o tratamento que eles querem, né? Mas será que isso é melhor para eles? Será que não? Será que realmente tem indicação de uma inseminação? O solo de um coito programado? Sim. Ou não já é um caso de fertilização em vitro? Normalmente, fertilização em vitro é quando a mulher tem algum problema nas trompas. Ok. É uma endometriose um pouco mais severa. Tem um exame, Juliana, que eu não me lembro o nome, mas que eu fiz uma vez, que é justamente aquele das trompas. O esterossalpingografia. Olha que eu tenho resistenciador. Mas esse, esse é cruel, né? Esse é a esterossalpingografia. Injeta um contraste no útero e esse contraste ele passa pelas trompas. Eu estava com a trompa, na verdade, completamente obstruída, assistos, né? Eu tive um problema de assisto, o dermoide, enfim. Eu sei que, assim, aquele dia foi sofrido. É dolorido. É dolorido. Por isso que não dá para fazer em qualquer laboratório, assim. Tem laboratórios que são menos, a paciente sente menos dor, mas se tiver a trompa obstruída, algum problema mais sério, sempre vai ter. Tem que fazer, né, gente? Porque é importante, né? Tem. Vamos ver aqui, gente. A gente está cheio de... De... Pessoal, programafroid explicarobagmail.com, ok? Então, vamos ver primeiro aqui. Aqui, a gente comentou, né? Ela disse para você, a Antônia, boa tarde. Gostaria de saber o que a doutora acha sobre os tempos atuais. Aonde as mulheres escolhem por não ter filhos. Não seria um desejo instintivo que nós, mulheres, estamos perdendo? É normal não sentir a vontade de ter um filho? É, é normal não sentir a vontade de ter um filho. É que a sociedade impõe aquele modelo de família para a gente. Exato. Não é? Mas se não houver o desejo, não há realmente... Às vezes o desejo é estudar, é viajar, é aproveitar a vida. Cada um é feliz de um jeito. Eu concordo. Não necessariamente com filhos ou sem filhos. E eu acho, gente, que deve se perder o preconceito. Sim. Sobre qualquer coisa. Quer dizer, eu acho que cada pessoa tem uma escolha. E ainda bem que a gente tem essa possibilidade da escolha. Então muitas vezes o que a sociedade diz que é certo para você não é certo para mim, não é certo para a Juliana. Quer dizer, não fazendo mal ao outro, eu acho que a gente precisa desse poder escolher realmente. Com certeza. Não é a sociedade que me diz, quer dizer, o comercial de margarina que vai me dizer que eu preciso ser... Que é o cérebro que é errado. Quer dizer, até porque na Juliana, muitas vezes esse comercial de margarina ele não está feliz, aquilo não é realidade. Então eu acho que isso é importante. A gente todo dia quebrar preconceitos, porque todos nós temos, e é sempre importante perceber quando ele surge para a gente estar quebrando. Sim. Juliana, como eu comentei com você, eu vi um vídeo que eu achei lindíssimo. E eu gostaria de passar para o pessoal assistir agora. Então, gente, assistam esse vídeo. E que é todo período de gestação. Vocês vão ver que bonito. E no próximo bloco a gente volta para responder as perguntas de vocês. Até lá. Até lá. Olá, voltando com o Freud Explica, hoje falando sobre fertilidade. E eu acabo de saber que o vídeozinho que a gente passou, gente, é do filho. Filho e filha, né, da doutora Juliana? O parte é do meu filho, uma tração dele e outra tração dele. Que bacana. Ficou lindo mesmo, né? Muito bonito. Vamos ver aqui, gente. Aqui a Kéuzinha pergunta para você, Juliana. Uma mulher que tentou engravidar duas vezes e sofreu abortos espontâneos no início da gestação fica muito assustada de tentar de novo. Há como saber o porquê dessas perdas e como finalmente ter uma gestação completa é o meu grande sonho ser mãe. Sim. Existe. A gente tem uma condição que se chama Boutes Recorrentes. A gente começa a investigar a partir do terceiro abortamento espontâneo. Mas quando a paciente já está mais ansiosa, já passou por dois abortos, já está fragilizada porque não é fácil passar por dois abortamentos. É complicado. Não deve dar muito medo de tentar de novo e perder. Lógico. E perder novamente. Aí a gente pode fazer alguns testes. Hoje em dia tem muita questão associada à trombofilia, essas perdas recorrentes. E tem tratamento. Se for uma trombofilia, tem tratamento. A paciente trata durante a gravidez inteira e consegue levar a gestação a termo. Mas tem que ser investigado. A Kéuzinha tem tratamento e tem que correr atrás. Se é o seu sonho, ser mãe, eu acho que... Que vale a pena. E geralmente, quer dizer, esses abortos são... Porque geralmente se cuida, Juliana, até os três meses a mulher tem que sempre tomar o cuidado maior. Tem que se cuidar porque a chance de abortamento nesse início de gravidez... Ela é alta, né? É, para qualquer mulher. É, para qualquer mulher. Tá. Por isso que eu, pras minhas pacientes, eu falo, olha, você está grávida. Todo mundo está esperando. Espero um pouquinho para contar. Sim. Espero esses dois mesizinhos, né? Não que vá perder, mas que se acontecer alguma coisa, pelo menos ninguém vai ficar contando a você e falando, ah, então, vamos ficar. E aí, né? Sim. E a pessoa já está fragilizada e... Sim. Aqui acaba de chegar da Elaine Luz. Ela diz o seguinte... Boa tarde, Tati. Muito feliz por ter conseguido te assistir ao vivo hoje. Bacana, Elaine. Gostaria de saber a opinião de vocês se há uma relação entre homens egoístas e infertilidade. Tenho duas amigas casadas com homens dependentes e egoístas, que hagem como filhos delas e não maridos. Que nunca conseguiram engravidar, mesmo comprovando que não havia problema com nenhum deles através de exames. Uma delas se separou, casou de novo e logo engravidou. Era como se eles não quisessem engravidá-las para não perder em seu lugar. Um abraço. Quer dizer, pode ter essa relação da personalidade, de quem eu sou, de quem esse homem é? É, assim, eu acho que no outro sentido. Eu acho ele evitando ter filhos com ela para não perder o posto dele. Aham, tá. Mas, é, evitando de ter relações em certo período, que ele saiba que é um período fértil da mulher. Ok, quer dizer, ele pode dar uma manipulada aí nesse sentido. Esse sentido. Saber o período fértil dela e... Sim, e dar uma escapa de linha, né? E falar não. Sim, sim. Também... É, é interessante essa pergunta, porque realmente existem muitos homens que realmente não querem perder esse papel que eles acabam fazendo e tendo de filhos e não maridos. Quer dizer, essa proteção, muitas vezes que não recebem da mãe, enfim, quer dizer. Aquela dependência da mulher e da linda. E essa aí, às vezes, quando a mulher engravida, gera uma inveja, né? Um ciúme da mulher, quer dizer. É, e vai perder o posto, né? Porque depois que o neném nasce... Exato. O marido realmente lhe perde, o homem lhe perde um pouquinho da atenção, né? Ele não vai ser mais o bebê, né? Não, não vai. Quer dizer, ela vai dar atenção para o bebê e... Então acho que o mais relacionado a isso. Bacana. Aqui vamos ver da Branca. Boa tarde, Tati, doutora Juliana. Tenho 39 anos e já fiz três abortos nas idades de 15, 26 e 34 anos. Só me sinto preparada agora. Posso ser inferte por causa dos abortos? É, pelo que eu entendo, aqui são abortos provocados, né? Quer dizer, aborto provocado, Juliana? Pode causar infertilidade na mulher? É, infelizmente pode. Tá. Porque o que acontece com aborto provocado? Ele... você toma a medicação, né? Tem um sangramento, ou mesmo vai para o hospital num primeiro momento e tem que fazer a curetagem. Tem estudos mostrando que tem uma síndrome chamada de síndrome diácea, né? Tá. Que é muito comum em quem faz aborto recorrente e que por causa da curetagem, o endometro ele colaba. Ah, tá, ok. E é a região aonde o embrião ele vai fixar para crescer. Então, sim, pode ter, sim, uma infertilidade por causa disso. Você falou do endometrio, no caso do endometriose, como é que... o que é endometriose? Para a gente entender melhor. A endometriose, ela é um processo inflamatório da cavidade pélvica que está relacionada ao ciclo menstrual. Ok. Então, não se sabe o certo mecanismo, mas esses focos de endometrio que a gente tem dentro do útero, eles começam a formar, tem uma regurgitação pela trompa, algumas teorias espalham. E esse tecido endometrial, ele se espalha pela cavidade abdominal. Então, ele pode pegar intestino, ele pode pegar a bichiga e ele vai se infiltrando. Pode ser perigoso, pode ser um caso perigoso. Ele pode invadir intestino e é para a gente ter problemas intestinais, alteração de hábito, às vezes tem que passar por uma cirurgia porque está muito extensa sendo endometriose, perder um pedaço do intestino, um pedaço da bichiga, é complicado. E parece que a dor é insuportável, né? É, sentem muita dor. É uma dor insuportável, é uma cólica menstrual assim, mas existem os casos também que a dor é um pouquinho mais amena, mas existe dor todo mês. Tá, tá. Eu já tive suspeita, meu médico achava, porque eu tenho dois terríveis, mas não era endometriose. Ah, que bom. E, aliás, vim que eu se descobriu o porquê. O porquê. Então, é... Então, no caso aqui, ela se diz que a dor é um pouco mais amena, então, no caso aqui, ela se identifica como branca. É branca, então, no caso dela, ela pinta como saber, quer dizer, tendo provocado esses agores, se ela pode, fazendo os exames, ela pode saber se ela ainda pode ter filho. Sim. Pra branca, o que eu indico é que ela procure o médico dela, relate o acontecido, provavelmente ele vai pedir um exame chamado estereoscopia, que é uma camerazinha que coloca na entrada do útero, como se fosse uma endoscopia, uma camerazinha pra ver se tá tudo bem, não entre o útero nela, se tem essa síndrome, esse colabamento, se não, fazer uma dosagem do monalve, como tá reserva ovariana. Bacana, legal. Vamos ver aqui... Opa, de um homem. Rodrigo. Da tarde, existe algum outro exame, além do espermograma, para saber se o homem é inferto? Existe, mas aí já entra em outras causas de fertilidade. O escrime basal do homem é o espermograma. Tá. Se o espermograma é muito alterado, aí vai procurar as causas dessas alterações de espermograma, uma mais de esperia, alguma coisa. Pode ser uma varicossélia, e a urologista vai solicitar um tração de bolsa escrotal, pode ser alguma doença ligada ao cromossomo Y, vai fazer um cariótipo. Então, existem sim, mas quando o espermograma dá alterado? Ok, então eu quis dizer, a primeira coisa realmente é o espermograma para esses... Realmente é o espermograma. Ok, é o ponto de partida. Sim. Para saber. Aqui a Mara, ela pergunta novamente, a gente comentou já, como é feita a reprodução em vitro e se ainda é muito utilizada? É, muito utilizada. É, bastante, hein? Bastante. Hoje em dia a gente usa em muitos casais, a fertilização em vitro, todos os tipos de tratamento, tanto o coito programado, quanto a inseminação artificial, a fertilização em vitro, são muito utilizadas. É engraçado, né? As pessoas ainda têm essa sensação de que é algo passado, né? Quer dizer... É, não. É bem atual. E é muito atual, por quê? Porque hoje em dia os casais casam na estade, eles querem ter filhos na estade, casou lá com 34, 35 anos, ah, mas eu não quero ter filho agora. Sim, sim, é verdade. Então eu vou esperar 1, 2, 3 anos para ter esse filho. Às vezes já chega com 38, 39, já pode ter algum tipo de dificuldade. Por isso que hoje a gente faz muito a criopreservação de óvulo. Então congela-se óvulo para essas mulheres, se quiserem ter filho mais tarde, congelar e fica tranquila. Gente, isso é muito interessante, que a doutora está falando, porque o óvulo realmente vai manter essa fertilidade, né? Quer dizer... Ele não envelhece, né? Não envelhece, né? É muito bacana isso. Essa possibilidade de eu poder, sei lá, querer mais um tempo, né? É. E deixar congelado. Eu acho muito legal isso. Congela o dia que bateu o desejo de ser mãe, não? Agora eu quero. Aí faz uma fertilização em vito, pega esse óvulo, descongela, fertiliza com o seiminho do marido, ou do parceiro e engravida. Essa questão de, quer dizer, programar o sexo do bebê, né? Então... Como é que é isso? Eu acho que... Não é permitido. A lei não permite, né? A lei não permite a escolha de sexo. Sim. O que você acha disso? Ah, eu acho que realmente tem que ter algumas regras. Eu concordo também. Você não... Ah, eu gosto mais de menina. Aí um monte de... Eu acho meio assustador. É, eu escolhi o set que eu quero, né? Algo meio futurista demais, eu não sei, né? Eu acho que... Parece uma fabricação em massa, assim, né? Eu acho que... Mas, assim, se a lei permitisse, seria possível isso? Seria. Seria possível. Eu escolhi ali... Que coisa. Seria. Mas a lei não permite. Tá. Que bom, né? Eu acho que... Eu acho que... Eu acho que tem que ser converado. Eu acho que tem que ser converado. Sim, sim, né? Você não sabe o que isso pode virar, né? É, porque daqui a pouco você tá escolhendo cor de olhos e... É... É... Depois desequilíbrio a população. Exato, exato. Tem uma coisa que comentou muito também. É... Probabilidade de, por exemplo, irmãos se encontrarem, né? Quer dizer... Como é que é a questão de um possível relacionamento entre irmãos que não sabem que são irmãos, né? Quer dizer, isso pode trazer também várias doenças, né? Pode, pode trazer. Mas atualmente o que se tem feito, principalmente com esses... Óvulos doados, esfermatozoides doados, eles têm que ser regionalizados. Ah, tá. Né? Ok. Então usou nessa região aqui. Então vamos tomar cuidado, né? Ok. Porque realmente pode acontecer, né? Pode, pode acontecer. Na vida a gente nunca sabe. Mas é regionalizado pra não ter problema, assim. Pra evitar, né? Aqui a Janna, ela diz o seguinte, sobre a questão da idade avançada, qual porcentagem que uma mulher de 43 anos tem de ter um filho autista esquizofrênico-oldão. Então depende muito da idade que essa paciente entrou na Menarca, mestrou a primeira vez. Ok, o histórico dela. O histórico dela, a idade que a mãe entrou na menopausa. Ah, tá. Depende da reserva ovariana dela, depende um pouquinho dos exames dela mesmo. Ok. Então dá pra falar, assim, uma porcentagem. Tá, ok. Ela teria que passar tudo isso, né, Janna? Isso. Para a sua médica, para estar avaliando. Avaliando, né? Sim. Aqui tem uma do Castro, ele diz, doutora Juliana, gostaria de saber se um alcoólatra recuperado pode ter problemas de fertilidade. É um pouco difícil de avaliar. Ele teria que fazer um espermograma para ver como é que está. Normalmente, quando você para de fumar, quando você para de beber, tem uma readaptação do organismo. Existe isso, tá? E você está me incentivando a parar de fumar de novo. É uma terceira vez que eu voltei, olha só, gente. É bom, vou fumar. E o homem, ele tem uma coisa a favor, porque ele tem a produção de espermatozoide deles, continua. Não é que nem a gente que nós temos nossos óculos que nós gastamos, né? Então, ele tem essa produção contínua. Então, ele separou de beber, você vai ter uma produção do seu espermatozoide já assim, os efeitos do álcool. Legal. Então, tem a chance, sim, de estar normalizado, de ser pai. Bacana. E essa questão dele, quer dizer, sempre o alcoólatra, vamos pensar alguém que tem esse histórico de alcoólatra na família e é alcoólatra, quer dizer, é uma probabilidade grande, né? Sim. De fertilidade. Sim. Então, isso é legal alertar, né? Ah, com certeza. Drogas, em geral. Rabagismo. Rabagismo também. Anabolizantes. Bom, doutora, eu queria agradecer muito, adorei, eu achei esse um tema fantástico. Obrigada, adorei também. Tudo é tão perfeitinho, né? É, é muito bonito mesmo, né? E venha sempre que quiser, ok? Obrigada, gostei muito do programa, você faz parabéns. Obrigada, viu? Pessoal, um beijo muito grande, eu vejo vocês na quarta-feira, a gente vai falar a quarta-feira sobre a terapia do riso, né? Como é bom a gente ir nessa época atual, de tanto estresse, de tanta loucura mesmo, que a gente passa. Então é isso aí, um beijo muito grande. Até quarta. 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