💬 Canal WhatsApp

Candidíase: Como Prevenir e Identificar os Sintomas

Mais sobre este vídeo

Candidíase: Como Prevenir e Identificar os Sintomas

A candidíase vaginal é uma infecção fúngica extremamente comum, afetando cerca de 75% das mulheres em algum momento da vida, sendo a Candida albicans o agente m

Capítulos

Perguntas respondidas neste vídeo

Lembra aquela coceira na vagina, aquele corrimento mais esbranquiçado?

Cola aqui nesse vídeo, fica até o final que nós vamos conversar sobre a candidíase e a candidíase recorrente e eu vou dar algumas dicas de como se prevenir. Eu sou a doutora Juliana Amato, sou ginecologista do Instituto Amato e vamos iniciar a nossa conversa.

E quais são os sintomas da candidíase?

Muitas mulheres já sabem, já passaram por isso. É aquela coceira vaginal que não para, é irritante de dia, de noite. Às vezes a mulher, ela chega até a se machucar de tanto que incomoda.

E por que que a gente tem candidíase?

Então vamos conversar um pouquinho sobre as causas dessa candidíase. A alimentação, ela está muito relacionada ao aumento fúngico. Pessoas que têm uma alimentação exagerada em carboidratos, em açúcares, elas têm uma maior chance de desenvolvimento de candidíase.

Quais são esses alimentos que são mais alérgenos?

E não são alérgenos só para determinada pessoa, são alérgenos para a maioria da população. O leite, o leite é um alimento muito alérgeno. O leite que a gente consome hoje em dia, que a gente compra ou na padaria ou no supermercado, ele já tem muita química ali dentro.

O que são esses polimorfismos genéticos?

São alterações genéticas que você pode ter no seu corpo e que propiciam uma determinada doença ou não.

Transcrição completa do vídeo

Olá! Por acaso você já sofreu de candidíase em alguma época da sua vida? Lembra aquela coceira na vagina, aquele corrimento mais esbranquiçado? Cola aqui nesse vídeo, fica até o final que nós vamos conversar sobre a candidíase e a candidíase recorrente e eu vou dar algumas dicas de como se prevenir. Eu sou a doutora Juliana Amato, sou ginecologista do Instituto Amato e vamos iniciar a nossa conversa. A candidíase, ela é uma condição muito frequente na vida da mulher.

Cerca de 75% das mulheres, elas vão apresentar um episódio de candidíase ao longo da sua vida. A boa notícia é que somente 4% dessas mulheres vão apresentar essa candidíase de forma recorrente, ou seja, vai apresentar vários episódios ao ano. E quando a gente diz que uma candidíase é recorrente, quando a gente tem 4 ou mais episódios dessa infecção fúngica ao longo do ano.

O microorganismo mais comum causador da candida é a candida albicans, que é responsável por cerca de 90% dos casos dessa infecção. Mas existem outros tipos de candida que também podem causar uma candidíase vulvovaginal, por exemplo, a candida glabrata, a candida tropicalis. Então o aumento exagerado na população desses fungos dentro da nossa vagina é que dão a infecção fúngica.

E quais são os sintomas da candidíase? Muitas mulheres já sabem, já passaram por isso. É aquela coceira vaginal que não para, é irritante de dia, de noite. Às vezes a mulher, ela chega até a se machucar de tanto que incomoda.

Um corrimento esbranquiçado, que parece tal como molhado, ou papel de jornal molhado, também é característico da candida. Mas algumas mulheres, elas podem iniciar a candidíase sem esse corrimento específico. E mais com essa sensação de ardência urinar, a sensação de coceira.

A região, ela pode ficar mais avermelhada, que é o eritema. Pela coceira, podem causar fissuras. Ou mesmo pela presença dessa candida nessa região, quando já está muito acentuada essa infecção, também pode causar fissuras, porque a pele da vagina e da vulva, ela é muito sensível.

Dor na relação também pode ocorrer, dependendo do grau de infecção dessa candida albicans. Um aspecto muito comum do corrimento da candida, é que não tem cheiro. Então as mulheres não sentem aquele odor característico de outras infecções bacterianas relacionadas à vagina.

A candida, ela é uma queixa muito frequente no consultório ginecológico. Porém, o diagnóstico, ele não é tão simples quanto parece. Porque outros corrimentos também cursam com ardência, com coceira.

Por exemplo, a vaginose bacteriana, em 30% dos casos, ela dá os mesmos sintomas da candida. Ela só modifica pela característica do corrimento. Porém, o prurido que a coceira vai ter, a disúria, que é a dor a urinar, a vermelhidão também vai ocorrer.

Por isso, muitas vezes, o médico, ele tem que estar muito atento para um diagnóstico correto da candidíase. Porque se for uma vaginose bacteriana, não adianta tratar com medicações antifúngicas, que seriam muito eficazes para a candida. Porque não trataria o problema da vaginose.

Então uma dica importante aqui, se você está tendo esses sintomas, não vá na farmácia e compre o primeiro antifúngico que você acha que deveria ser tomado. Ou que o médico já indicou uma vez para você e você lembra do nome do remédio. Não faça isso.

O ideal é que você marque uma consulta com o seu ginecologista para que ele avalie se aquilo realmente é uma candidíase ou se pode ser outro tipo de corrimento. E por que que a gente tem candidíase? Então vamos conversar um pouquinho sobre as causas dessa candidíase. A alimentação, ela está muito relacionada ao aumento fúngico.

Pessoas que têm uma alimentação exagerada em carboidratos, em açúcares, elas têm uma maior chance de desenvolvimento de candidíase. Por quê? Porque o açúcar, ele é o substrato que faz o fungo proliferar. Então às vezes você pode até pensar, mas eu não como muito doce.

Mas se você come muito carboidrato, se você come muito o arroz, se você come muito pão, se você come muito macarrão, às vezes não estão em quantidade exagerada, mas todos os dias já faz parte de uma rotina na sua vida, diminua o consumo desses alimentos para evitar a proliferação dessa candida. Outra causa para o aparecimento da candidíase também é quando a gente está com a imunidade mais baixa. Então repare, quando você está com resfriado, quando você acabou de sair de alguma infecção, que você usou antibiótico, que está com a imunidade mais baixa, você pode ter mais chances de ter essa proliferação desse fungo.

Voltando um pouquinho nas questões alimentares, alguns alimentos que são muito alérgenos, eles também podem alterar o pH intestinal, alterar o pH vaginal e produzir aí a proliferação desse fungo. Quais são esses alimentos que são mais alérgenos? E não são alérgenos só para determinada pessoa, são alérgenos para a maioria da população. O leite, o leite é um alimento muito alérgeno.

O leite que a gente consome hoje em dia, que a gente compra ou na padaria ou no supermercado, ele já tem muita química ali dentro. Então, por si só, ele já é um alimento alérgeno, ainda mais quando ele passa por todo esse processo industrial, ele fica mais alérgeno ainda. O amendoim é um alimento muito alérgeno, ele também pode causar uma alteração de pH intestinal, uma desbiose, uma alteração de pH vaginal e com isso ajudar aí na proliferação dessa cândida.

Hoje se fala muito nos polimorfismos genéticos. O que são esses polimorfismos genéticos? São alterações genéticas que você pode ter no seu corpo e que propiciam uma determinada doença ou não. Quer dizer que eu vou ter essa doença se eu tiver esse polimorfismo? Não, não quer dizer que você vai ter essa doença.

Quer dizer que você vai ter aquele gene que funciona como um botãozinho. Se você apertar esse botãozinho várias vezes, ou seja, se você tiver hábitos na sua vida, um estilo de vida que não é o ideal, alimentação, falta de exercício físico, obesidade, algumas doenças de base, esses fatores vão funcionar como um botãozinho que vai sendo apertado ali e esse gene pode se ativar em algum momento, causando algum dano à sua saúde. Aqui, como polimorfismo genético que facilita ter a candidíase, a gente tem dois polimorfismos, que são o ILB e o EL12B.

Ah, como que eu sei se eu tenho esse polimorfismo ou não? Existem hoje em dia exames genéticos que avaliam várias condições físicas e patológicas. Pergunte para o seu médico. Ele poderá pedir esse exame, solicitar esse exame e fazer uma avaliação das predisposições mais comuns.

Além disso, também alguns hábitos comportamentais, eles também influenciam na infecção fúngica, como o uso de roupas muito apertadas, uso de roupas sintéticas, onde a região vaginal não respira direito, não tem essa passagem de ar e aí vai ficando mais úmida a região e fungo adora uma umidade. Falando já em umidade, vamos lembrar então da praia. Biquínis molhados, maiôs molhados.

Quando você vai à academia e sua bastante, o ideal é tomar um banho, trocar de roupa logo que acabar o exercício físico, trocar a calcinha também. E na praia, evitar ficar muito tempo com esse maiô molhado ou na piscina. Se você vê que tá entrando muito na água e que vai ficar o dia inteiro ali, troca o maiô, coloca um maiô mais sequinho pra evitar essa umidade nessa região.

Algumas doenças, elas também estão relacionadas a candidias. Pacientes diabéticas. Pacientes diabéticas, elas têm uma glicemia um pouquinho maior, né? Então elas fazem o controle dessa glicemia.

Então elas têm mais propensão a desenvolver a candidias. Mas não é só o diabetes, não. Pacientes que não têm diabetes, mas que já têm uma resistência à insulina, ou seja, quando faz o exame de sangue, a glicemia tá normal, então não tenha diabetes.

Porém, quando se mede a insulina, ela sempre tá alta. E essa resistência da insulina, ela faz parte de uma síndrome, que é a síndrome metabólica, que também é um fator predisponente pra candidias. Então é importante cuidar da saúde, ir ao ginecologista todos os anos, fazer os seus exames de rotina, avaliar a saúde como um todo.

E como a gente conversou um pouquinho sobre alimentação, que tem um vínculo aí com o aumento de carboidratos e facilidade em ter a candidias, eu vou dar algumas dicas do que você pode fazer em casa pra prevenir essa candidias em relação a sua alimentação. O óleo de coco, ele tem uma ação bactericida e fungicida, então o ideal é você usar um pouquinho de óleo de coco na sua alimentação. Além disso, alguns temperos também, eles têm essa ação antifúngica, como o alecrim, como o orégano, como a cúrcuma, que é anti-inflamatória, o açafrão, o alho, a cebola, a famosa quercetina, que também é um potente anti-inflamatório.

Então abuse dessas especiarias na sua alimentação. Além dessas dicas, vou dar algumas dicas básicas, como por exemplo, vai à academia, acabou de fazer sua atividade física, toma um banho, troca de roupa, coloca uma roupa sequinha, está na praia, tente não ficar muito tempo com um maiô úmido, dê preferência às calcinhas de algodão e evite aquelas calcinhas que são de tecido sintético e que abafam a região vaginal. E use um sabonete íntimo na região vaginal que seja adequado.

Qual é ele? São sabonetes íntimos com pH neutro ou com pH idêntico ao da vagina e tem que ser sabonete líquido. O sabonete em barra, ele já tem um pH que não é igual ao pH da nossa vagina e ele pode piorar alguns tipos de infecção. Se você gostou desse vídeo, inscreva-se aqui no nosso canal, dê o seu like e ative o sininho de notificação.

Até o próximo! E aí

Consulte um especialista

Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.