O episódio aborda o tratamento cirúrgico da tireoide, com foco nas indicações e evolução das técnicas. A cirurgia ainda é a abordagem mais utilizada, especialme
É uma brincadeira aí que os pacientes começaram a fazer com a gente e pegou. E hoje o pessoal fala isso da gente mesmo. Exatamente.
Até do tratamento cirúrgico, identificar quando a tireoide não vai bem.
Se dói, se não dói, se é feito em consultório, se é feito em hospital. Então é bom a gente ter essa divisão.
Bem, o que as pessoas vão poder entender melhor é como, você mesmo disse, como a gente identifica que a tireoide não vai bem. Identificar as principais diferenças entre a tireoide funcionando muito, a tireoide funcionando pouco, os nódulos de tireoide, como a gente maneja tudo isso.
Bem, então, primeiro a gente tem que entender que a abordagem dos nódulos de tireoide tem mudado muito ao longo do tempo. Antigamente, nós esperávamos, no caso dos nódulos benignos, o nódulo atingir um tamanho e começasse a causar algum sintoma para o paciente, e aí a única forma de tratamento para esses nódulos comprovadamente benignos era a cirurgia.
Olá, meu nome é Letícia Miyamoto e está no ar mais um AmatoCast pelo canal do Instituto Amato.
Agradeço mais uma vez o carinho da sua audiência e participação aqui comigo pra falar sobre tudo que envolve qualidade de vida.
Nos últimos episódios nós estivemos aqui com o doutor Fernando Amato pra falar sobre cirurgias plásticas em famosos, cirurgião plástico, e antes com a endocrinologista doutora Lorena Amato pra falar sobre dietas saudáveis.
Hoje nós estamos aqui com o cirurgião de cabeças e pescoço, o doutor Erivelto Volpe, pra falar sobre um assunto muito interessante e muito necessário, tratamento cirúrgico da tireoide.
Bem-vindo mais uma vez, doutor.
Obrigado, Letícia, pelo convite.
É um grande prazer estar aqui com vocês mais uma vez.
É isso.
Pra quem não está entendendo muito bem, que a gente trouxe aqui um dia relembrando.
O doutor Erivelto é a dupla que faz parte, que trabalha em conjunto com o doutor Antônio Raal, que vai vir aqui também no nosso próximo episódio pra dar continuidade a esse tema de hoje, falar um pouquinho sobre tratamento, diagnóstico, como que funciona a questão da ablação, que é um tratamento considerado minimamente invasivo pra quem é diagnosticado com nódulo ou até mesmo câncer de tireoide.
Eles trabalham em conjunto e são conhecidos como Batman e Robin da medicina, né, doutor? É uma brincadeira aí que os pacientes começaram a fazer com a gente e pegou.
E hoje o pessoal fala isso da gente mesmo.
Exatamente.
A gente trouxe aqui os dois uma vez no episódio pra falar sobre a tireoide, mas o objetivo dessa vez é dividir os assuntos justamente pra poder aprofundar um pouco mais como que funciona essa questão da tireoide em si, né, doutor? Até do tratamento cirúrgico, identificar quando a tireoide não vai bem.
Então é isso que a gente vai falar hoje, depois com o doutor Antônio Raal, um pouquinho de diagnóstico em si, a questão da imagem, né? Se dói, se não dói, se é feito em consultório, se é feito em hospital.
Então é bom a gente ter essa divisão.
A gente tem começado os episódios agora de uma forma um pouco mais diferente, então eu queria saber da sua parte o que as pessoas que vão acompanhar até o final vão poder, sem dar muito spoiler, mas o que elas vão poder conferir quando se trata de tireoide? Bem, o que as pessoas vão poder entender melhor é como, você mesmo disse, como a gente identifica que a tireoide não vai bem.
Identificar as principais diferenças entre a tireoide funcionando muito, a tireoide funcionando pouco, os nódulos de tireoide, como a gente maneja tudo isso.
Como nós fazemos o diagnóstico e quais são as formas de tratamento para todas as doenças da tireoide.
Perfeito, então vamos lá.
Primeira pergunta, doutor, a cirurgia que a gente já tinha falado, que ainda é a técnica, se é que a gente pode dizer assim, ainda mais utilizada, a gente já trouxe, eu citei aqui a questão do Antônio Rauch, eu falei, ah, tem gente que não vai entender muito bem, porque eles costumam ser vistos juntos, né? Eles fazem essa questão do tratamento minimamente invasivo, que é a ablação, de forma conjunta, mas é importante a gente citar da cirurgia, que ainda é a mais utilizada, né? Então, quando que a cirurgia é indicada? Um nódulo pode ser tratado a partir de uma cirurgia ou só quando a pessoa tem um câncer? Como que é feito esse direcionamento no consultório? Bem, então, primeiro a gente tem que entender que a abordagem dos nódulos de tireoide tem mudado muito ao longo do tempo.
Antigamente, nós esperávamos, no caso dos nódulos benignos, o nódulo atingir um tamanho e começasse a causar algum sintoma para o paciente, e aí a única forma de tratamento para esses nódulos comprovadamente benignos era a cirurgia.
Então, até um determinado tempo atrás, ou você não fazia nada ou você operava.
Hoje em dia, nós temos, como você já disse, a possibilidade de realizar um tratamento minimamente invasivo que preserva a glândula tireoide e preserva a função que é a ablação por radiofrequência.
No caso dos nódulos malignos, que são cerca aí de 5% a 10% de todos os nódulos de tireoide, nós temos aí a opção da cirurgia, que é a opção mais tradicional, e a opção da ablação por radiofrequência nos tumores iniciais, nos tumores com menos de um centímetro no maior diâmetro.
Então, nós estamos falando para os tumores iniciais a possibilidade de um tratamento minimamente invasivo.
No entanto, uma parte significativa dos cânceres de tireoide ou são maiores do que isso ou mesmo o tumor sendo menor do que um centímetro não permite a realização da ablação por uma série de fatores, seja por causa do tipo de célula que é a origem do tumor, seja por causa da localização do tumor, seja por causa de nódulos metastáticos já na presença de um nódulo pequeno.
Enfim, existem algumas situações em que a ablação não é o melhor tratamento.
E aí nós temos a cirurgia.
E a cirurgia, o tratamento do câncer de tireoide, também mudou muito ao longo dos últimos anos.
Antigamente, todo paciente com câncer de tireoide fazia a tireoidectomia total e obrigatoriamente fazia o tratamento com iodo radioativo.
Lembrando que o iodo radioativo só é utilizado na glândula tireoide e para alguns tipos de tumores, que nós chamamos de cânceres diferenciados de tireoide, que representam mais de 95% de todos os tumores de tireoide.
Mas nos últimos anos, primeiro, que nós conseguimos perceber que o iodo radioativo não era necessário para todos os pacientes.
E segundo, que a gente também não precisava tirar toda a tireoide de todos os pacientes.
Assim, o tratamento dos tumores malignos de tireoide, ele tem evoluído ao longo do tempo com tratamentos cada vez mais eficazes e cada vez menos agressivos.
Ou seja, a gente antigamente fazia cirurgia e iodoterapia para todo mundo.
Cirurgia, tireoidectomia total.
Hoje, a gente não faz iodoterapia para todo mundo e a gente também não faz tireoidectomia total para todo mundo.
Uma parte significativa dos pacientes vão se beneficiar de uma cirurgia parcial.
E por uma parte ainda dos pacientes, a gente consegue fazer a ablação por radiofrequência.
É importante a gente frisar, Letícia, que para todos esses casos, para todas essas opções de tratamento, a gente precisa entender que a gente só pode oferecer esse tipo de tratamento quando os resultados para esse tipo de tratamento são os mesmos do tratamento convencional.
O que eu quero dizer com isso? É que a gente se baseia na tireoidectomia total com iodo radioativo.
Quando a gente sabe que a gente vai ter os mesmos resultados desse tratamento mais tradicional, fazendo uma cirurgia total, sem iodo, ou fazendo uma cirurgia parcial, ou fazendo uma ablação, a gente vai ter os mesmos resultados da tireoidectomia total com iodo radioativo, a gente oferece isso para o paciente.
Ou seja, para a gente poder oferecer um tratamento menor do que o tratamento convencional, a gente tem critérios muito bem estabelecidos, critérios muito rígidos, para que a gente possa oferecer para o paciente aquela mesma chance de cura do tratamento mais tradicional.
Importante pontuar isso.
A questão do câncer, que é o que faz com que a pessoa que recebeu o diagnóstico em algumas situações, em alguns diagnósticos, tenha que fazer a cirurgia e não possa fazer esses tratamentos, a gente não usa a palavra tratamentos alternativos, a gente até conversou uma vez sobre isso, né? Tratamentos minimamente invasivos.
Minimamente invasivos seria a palavra correta, né? Às vezes as pessoas acabam falando tratamento alternativo, porque tem essa ideia que a cirurgia ali é o típico tratamento, mas que surgiram novas opções.
Bom, a questão do câncer, então, não tem como a gente falar da cirurgia sem trazer quando que é mais comum, se tem de fato um crescimento no Brasil.
Então, fazendo uma breve pesquisa aqui para o nosso episódio, eu vi que o câncer de tiróide atinge três vezes mais as mulheres do que os homens, numa faixa de idade entre 20 a 65 anos.
Então, é uma faixa bem grande, né? Praticamente ninguém fica de fora quando começa a fazer já aqueles exames de rotina.
Então, doutor, por que isso acontece? Tem alguma relação com algo genético, modo de vida? O que a gente pode trazer para relacionar o diagnóstico do câncer de tiróide? Então, você sabe que o câncer de tiróide é o câncer que mais cresce no mundo em incidência.
E hoje, no mundo, o câncer de tiróide é o quinto câncer mais comum nas mulheres.
A Organização Mundial de Saúde estima que em alguns anos ele vai ser o terceiro câncer mais comum.
E por que o câncer de tiróide está aumentando tanto? E você fez uma observação muito interessante.
Você colocou um espectro de incidência muito amplo, dos 20 aos 60.
Isso é diferente de outros tipos de tumores.
A gente observa que o câncer de tiróide tem um pico de incidência numa população um pouco mais jovem do que outros tipos de tumor.
E nós, médicos, nos perguntamos e pesquisamos muito sobre isso.
O que está acontecendo que o câncer de tiróide está aumentando tanto a incidência, não só no Brasil, mas no mundo inteiro? E por que ele atinge pacientes tão jovens? Uma das coisas que mais se estuda hoje no mundo a respeito da incidência do câncer de tiróide são o que nós chamamos de disruptores endócrinos.
E o que são os disruptores endócrinos? São substâncias que estão presentes no nosso dia a dia.
Alguns agentes poluentes, alguns conservantes, até mesmo alguns agentes aerossóis que parece, a gente não pode afirmar nada ainda, mas parece que o contato a longo prazo com essas substâncias pode ser um fator que nos ajude a desenvolver nódulos de tiróide e, por consequência, nódulos malignos de tiróide.
Outros fatores que estão relacionados também é a genética.
Se você tem na sua família um parente próximo que teve câncer de tiróide, a sua incidência, a sua chance de ter uma incidência maior do que na população em geral também é maior.
A presença de inflamações na tiróide, as famosas tiroidites, também parece que é um fator que ajuda no desenvolvimento de câncer de tiróide.
Além disso, outras coisas menos frequentes, como presença de radiação, pacientes que foram submetidos a radioterapia prévia por algum tipo de câncer na região do pescoço, também parece que ajuda no aumento da incidência.
Mas tudo isso, embora a gente já tenha caminhado muito, ainda não tem nada estabelecido, como outros tipos de câncer, por exemplo, a gente sabe que o cigarro aumenta a incidência de câncer de pulmão, de câncer de bexiga, álcool aumenta a incidência de câncer da garganta, o HPV também, mas para a tiróide nós não temos nada estabelecido ainda.
Mas estamos estudando muito.
É que o pessoal fica preocupado, né, doutor? Às vezes sente ali algum incômodo na garganta, acha que às vezes até relaciona uma inflamação na garganta mesmo com um possível nódulo, até mesmo um diagnóstico de câncer.
Então é importante a gente pontuar em questão de sinal e sintoma, né? O que que deve ser de fato um alerta para as pessoas, quando fazer os exames? Essa questão mais específica de como funciona o exame já deu um spoiler aqui que a gente vai trazer o doutor Antônio Raal para falar.
Mas é importante a gente explicar o que leva a pessoa até o diagnóstico da doença.
Muito bem.
Então nós temos duas situações muito específicas, né? Primeiro, a gente tem que entender que hoje uma parte considerável dos nódulos de tiróide são diagnosticados assintomáticos.
Isso quer dizer o quê? Então o paciente vai fazer um check-up, o paciente vai no médico, o paciente está com uma dor de garganta ou quer fazer um preparo para fazer exercício, mulheres que vão casar, né? Enfim, existe uma série de situações onde são pedidos hoje ultrassons de rotina, né? Sem um motivo específico.
Ah, vamos fazer um check-up, vamos fazer um eletrocardiograma, vamos fazer uma série de ultrassons, vamos fazer alguns exames de sangue.
Aí nesse ultrassom detectam o nódulo.
Então uma parte significativa dos nódulos de tiróide são descobertos assintomaticamente.
Uma outra parte é quando o paciente percebe um nódulo no pescoço, né? E o que é mais comum? Como o nódulo ele fica aqui na região anterior do pescoço, aqui, bem abaixo do pomo de adão, bem abaixo do gogó.
O mais comum o que é? Uma outra pessoa que percebe o nódulo.
Então o paciente chega no consultório falando assim, ah, eu estava ali almoçando, eu estava conversando com um amigo meu, e aí ele fala assim, olha, tem um nódulo no seu pescoço.
Isso é uma das coisas bastante comuns.
Outras coisas, o próprio paciente percebe, quando está passando um creme ou quando está fazendo a barba, enfim, ou quando vai dar um nó na gravata, quando vai se arrumar, percebe o nódulo no pescoço.
E aí sim ele vai procurar o médico e aí é feito o ultrassom.
É importante que se diga que o ultrassom, ele é o principal exame para diagnóstico de nódulos de tiróide.
Vocês vão ter um outro programa com o Dr.
Raal que vai explicar os detalhes, mas eu sempre costumo dizer que o ultrassom é o melhor exame.
Ele é um exame simples, rápido e barato.
E totalmente sem contraindicação.
Os outros exames, a tomografia, a ressonância, eles são míopes para ver a tiróide.
O exame que dá mais informação para o médico é o ultrassom.
Perfeito.
Então, pessoa feita, recebeu ali o diagnóstico, confirmou que realmente está com câncer e o tratamento adequado vai ter que ser a cirurgia.
Como que funciona na prática? A cirurgia precisa de um preparo, é um tratamento rápido? Como que é o pós? Então, como que funciona todo esse processo da cirurgia, doutor? E o mais importante, né? Sempre feito em hospital.
Ah, sim.
No caso da cirurgia, não tem como fugir.
Não.
A cirurgia tem que ser feita em ambiente hospitalar.
A imensa maioria das cirurgias de tiróide demoram ao redor de uma hora e meia.
O tempo de internação é entre 18 e 24 horas.
E o paciente, hoje em dia, com as modernas técnicas operatórias, se recupera muito rapidamente.
Mas a cirurgia, ela tem alguns detalhes muito importantes, muito significativos, né? A tiróide, ela fica muito próximo, como eu disse aqui, ao gogó, ao pomo de adão.
E aqui dentro do gogó estão as nossas cordas vocais.
Então, a nossa voz, ela é produzida aqui dentro da laringe.
O gogó, o nome científico é laringe.
Então, as cordas vocais estão aqui e a tiróide fica logo aqui embaixo.
Qual que é a importância disso? Os nervos que inervam as cordas vocais, que são os nervos laríngeos, né? Nós temos um nervo pra corda vocal do lado esquerdo e um nervo pra corda vocal do lado direito.
Esses nervos passam exatamente atrás da tiróide.
Grudadinhos na tiróide, né? Bem coladinhos na tiróide.
E eles vão entrar ali na laringe, bem próximos aqui à parte do pedículo superior.
Bem na pontinha da tiróide, lá em cima.
Então, quando a gente faz a cirurgia, eu sempre digo para os meus pacientes que a parte mais fácil da cirurgia é tirar a tiróide.
Antes da gente tirar a tiróide, a gente tem que ir pra trás da tiróide, encontrar o nervo da voz, isolar o nervo da voz e separar esse nervo da tiróide.
Isso se chama dissecção.
Ou seja, quando a gente faz a cirurgia, obrigatoriamente a gente manipula os nervos da voz.
E é por causa disso que alguns pacientes, quando fazem a cirurgia, ficam roucos.
Porque por mais delicado que o cirurgião seja, por mais tecnologia que a gente tenha hoje, e hoje em dia a cirurgia é muito mais segura do que era 10 ou 15 anos atrás, existe uma porcentagem pequena, né? Nas mãos de um cirurgião experiente, essa porcentagem varia ao redor de 2% a 3%, mas nessa porcentagem os pacientes vão ter alguma alteração de voz no pós-operatório.
Então essa é a principal preocupação dos pacientes.
Porque esse é um risco que não importa a extensão da cirurgia.
Isso quer dizer o quê? Se você fizer uma tireoidectomia total ou você fizer uma tireoidectomia parcial, ou seja, tirar toda a tiróide ou tirar só uma parte da tireoide, você vai ter que manipular os nervos.
Então você sempre tem um risco pequeno, como eu expliquei, de ter alguma alteração de voz.
E tem uma segunda questão, que são as glândulas paratireóides.
As glândulas paratireóides são 4 glândulas muito pequenininhas que a gente tem atrás da tireoide.
E elas ficam bem grudadinhas na tireoide.
As glândulas paratireóides têm entre 6 a 8 milímetros no maior diâmetro.
Ou seja, são muito pequenininhas, mais ou menos ali do tamanho de um grãozinho de arroz.
E essas glândulas michurucas, elas ficam ali atrás da tireoide e são responsáveis por todo o metabolismo do cálcio do nosso corpo.
O cálcio que o seu intestino absorve, o cálcio que o seu rim elimina, o cálcio que tem no seu sangue e o cálcio que tem no seu osso são controlados por essas glândulas aí.
E aí quando a gente faz a cirurgia da tireoide, do mesmo jeito que a gente disseca e preserva os nervos da voz, a gente também tem que dissecar e preservar essas paratireóides.
Por isso que quando a gente faz a tireoidectomia total, existe uma chance de você machucar essas glândulas ao redor aí de 5%.
Quando você faz a tireoidectomia parcial, essa chance cai para menos de 0,5%.
Por quê? Porque, como eu disse, são quatro glândulas.
Duas do lado direito, duas do lado esquerdo.
Quando você preserva um dos lados da tireoide, ou seja, quando você tira apenas um lado da tireoide ou o lado direito ou o lado esquerdo, você também vai preservar duas paratireóides.
E aí a chance de você ter uma lesão que tenha manifestação clínica quando você faz a tireoidectomia parcial é praticamente zero.
E qual que é a manifestação clínica da lesão das paratireóides? O cálcio, quando a gente lesa as paratireóides, ele cai rapidamente no nosso sangue.
Ele diminui de uma maneira muito rápida.
E aí você vai ter sintomas relativos à queda desse cálcio, que são basicamente formigamentos pelo corpo e câimbras.
E aí você tem que fazer a reposição de cálcio, muitas vezes vioral, e em alguns pacientes tem que tomar esse cálcio endovenoso, porque a queda é muito forte, muito significativa.
Como que é feita a definição, doutor, para decidir se a cirurgia vai ser parcial ou total, por exemplo? Tudo isso depende do tipo de câncer, de como ele se manifesta.
É um médico que toma essa decisão? Sim.
Veja, para definir, então, a gente tem que oferecer um tratamento, como eu já disse, menos agressivo, com os mesmos resultados do tratamento convencional.
Mas também, como eu falei também, você tem alguns critérios muito bem estabelecidos.
Então, o primeiro critério é o tipo de tumor.
A maioria dos tumores malignos de tireóide são os carcinomas papilíferos.
Então, se esse carcinoma tem até 2, 3 centímetros e ele está restrito a um lado da tireóide e o outro lado da tireóide é normal, ou seja, não tem nenhum tipo de nódulo, seja benigno ou maligno, você pode considerar realizar a cirurgia parcial.
Se esse tumor é um tumor, um carcinoma folicular, por exemplo, ele já não pode ser submetido a uma cirurgia parcial.
Ele tem que ser submetido a uma cirurgia total.
Ou, se esse tumor é pequenininho, vamos dizer, tem um tumor, um carcinoma papilífero de 7, 8 milímetros e aí você, na investigação, você surpreende um nódulozinho fora da tireóide já com a mesma doença da tireóide, nós chamamos isso de metástase, esse paciente também não vai poder ser submetido a uma cirurgia parcial.
Então, para a gente definir basicamente é tipo de tumor, tamanho do tumor e localização do tumor e ausência de outros nódulos fora da tireóide.
E, acima de tudo, a gente tem que propor para o paciente as formas de tratamento, porque hoje em dia os modernos conceitos, que inclusive vão ser publicados agora esse ano nos consensos da Associação Americana de Tiroides, eles colocam o paciente no centro das decisões.
Isso quer dizer o quê? Muitas vezes o paciente, por exemplo, isso acontece com alguma frequência no meu consultório, o paciente é um caso perfeito para você fazer a ablação por radiofrequência.
É um câncer maligno, um papilífero de 8 milímetros, sem metástase, lá no miolinho da tireóide, função tireoideana normal.
Caso perfeito.
Mas o paciente não quer fazer a ablação por radiofrequência.
Ele diz, eu prefiro fazer a cirurgia, eu me sinto mais confortável em fazer a cirurgia.
Então, nesta situação, a gente realiza a cirurgia.
Ou o paciente tem um nódulo que é possível fazer uma cirurgia parcial, mas o paciente prefere fazer uma cirurgia total, mesmo sabendo dos riscos aumentados.
Então, a gente realiza.
O importante é que não pode ser ao contrário.
O paciente tem um tumor de 3 centímetros, com a presença de metástases, o paciente fala assim, eu quero fazer uma cirurgia parcial.
Aí a gente não pode fazer a cirurgia parcial, porque aí a gente vai estar oferecendo para o paciente uma chance de cura muito reduzida.
Mas se o paciente tem a opção de fazer um tratamento menos agressivo e opta por fazer um tratamento maior, desde que ele esteja consciente dos riscos e benefícios de cada forma de tratamento, a opção é do paciente.
Em questão de recuperação, funciona da mesma forma ali? Se a pessoa já está sendo submetida a uma cirurgia, se é parcial, se é total, costuma ser da mesma forma? Como que o tempo que a pessoa vai precisar ir fora do trabalho, o tempo que vai ficar internada, por exemplo? Normalmente, tanto a cirurgia parcial quanto a cirurgia total, elas têm tempos de recuperações semelhantes.
Evidentemente que a cirurgia tiroidectomia total, remoção completa da tiroide, é uma cirurgia um pouco mais demorada, 20 minutos, meia hora a mais em média do que uma cirurgia parcial.
A recuperação do paciente é muito semelhante, o tempo de internação também.
A única diferença é a seguinte, quando a gente faz a tiroidectomia total, hoje em dia, o paciente já sai do hospital tomando o hormônio tiroidiano.
A gente já entra com a levotiroxina para o paciente, já durante a internação, a gente opera o paciente hoje, amanhã o paciente já recebe alta com a reposição hormonal, porque a tireoide produz os hormônios do metabolismo, são hormônios extremamente importantes para o nosso corpo e a gente não vive sem os hormônios da tiroide.
Mas quando o paciente faz a cirurgia parcial da tireoide, de cada 10 pacientes que fazem a cirurgia parcial, 6 vão ter a função tiroidiana preservada e 4 vão precisar tomar alguma quantidade de hormônio.
E como é que a gente sabe disso? Quando a gente faz a cirurgia parcial, a gente não dá hormônio para o paciente, espera algumas semanas, faz a dosagem dos hormônios tiroidianos.
Se a tireoide funcionar bem, parabéns, tudo certo, foi perfeito.
Se a tireoide não funcionar bem, vamos repor aquela quantidade que o organismo do paciente precisa.
Ótimo.
Depois, então, desse tempo de recuperação, seguimos para o pós-operatório, que, na verdade, tratamento pós-cirúrgico seria a palavra mais certa, né? Pós-operatório é esse período de recuperação.
Então, não são todos os casos que as pessoas precisam do iodo...
do iodo radioativo, não.
Radioativo, isso.
Não.
Aí, também, vamos lá.
Por que a gente faz iodo radioativo nos pacientes com câncer diferenciado de tiroide, que são os carcinomas papilífero e folicular? Primeiro, o único órgão do nosso corpo que usa iodo é a tireoide, tá? Nenhum outro órgão do nosso organismo utiliza iodo.
O iodo, ele é a matéria-prima para que a tireoide produza o T3 e o T4, que são os hormônios da tireoide, os hormônios do metabolismo.
T3 quer dizer tri-iodotironina, três moléculas de iodo.
T4 é tetra-iodotironina, quatro moléculas de iodo.
Então, o único órgão, como eu disse, que utiliza iodo é a tireoide.
Um dia aí, na década de 50, se descobriu que a gente poderia tratar os pacientes com câncer de tiroide com iodo radioativo.
Por quê? Porque seria um tratamento que você daria o iodo, como eu gosto de dizer, envenenado.
Daria o paciente, ingere esse iodo com radiação.
Então, as células tireoidianas e as células dos cânceres diferenciados de tireoide, carcinoma papilífero e carcinoma folicular, eles se chamam cânceres diferenciados de tireoide porque a célula do câncer é parecida com a célula da tireoide normal.
E uma dessas coisas que são parecidas é a avidez por iodo.
Ou seja, a célula do câncer papilífero e a célula do câncer folicular gostam de iodo.
E aí, quando passa aquele iodo radioativo lá, a célula tumoral não sabe que o iodo está envenenado.
Ela vai lá e absorve o iodo.
Quando ela absorve, a radiação destrói essa célula.
Esse é o princípio.
Só que o iodo radioativo, antigamente, a gente fazia para todos os pacientes com câncer de tireoide.
E com o tempo, com os estudos populacionais, começou-se a perceber que em muitos casos era desnecessário.
Porque quando você comparava a evolução do paciente que tomou iodo radioativo com a evolução do paciente que não tomou iodo radioativo, os resultados eram os mesmos.
Então, quando que a gente faz hoje o iodo radioativo? Quando o paciente tem alguma condição que favorece um tumor mais agravado.
Um tumor que seja um pouco mais agressivo.
Ou porque ele tem uma variante celular mais agressiva.
Ou porque ele tem uma ruptura de cápsula.
O que é ruptura de cápsula? Imagina que a tireoide é um ovo e o tumor lá é um carocinho.
Esse tumor vai crescendo e quebra a casquinha do ovo.
O tumor começa a sair pra fora da tireoide.
Isso é uma ruptura de cápsula.
Ou ele tem uma invasão vascular.
Quando o médico patologista faz a análise do nódulo, ele percebe que tem um vazinho lá com célula tumoral dentro.
Então, são alguns critérios específicos hoje que a gente utiliza pra indicar iodo radioativo.
Depois que a pessoa tira a questão da...
Até faz parte desse tratamento pós-cirúrgico o iodo em algumas situações, como você explicou.
E quais são as possíveis consequências em questão até de risco, né? Por exemplo, dor de garganta.
Fazendo essa pesquisa também, eu separei uma lista de coisas que podem acontecer.
Como, por exemplo, arroquidão, alteração na voz, lesão de nervo, diminuição desses níveis do cálcio no sangue.
Que foram questões que a gente já citou.
Mas como que isso pode prejudicar a vida do paciente? Como evitar que isso aconteça? E qual, de fato, é o risco de chegar a esse tipo de situação depois de uma cirurgia? Então, vamos lá.
A lesão do nervo da voz, que é o que causa a arroquidão, ela pode ser uma lesão de diferentes graus de agressividade.
Essa agressão sobre os nervos, ela varia por condições próprias do paciente.
Então, a anatomia do nervo, que varia muito de paciente para paciente.
Então, tem nervo que é mais espesso, tem nervo que é mais fininho, tem nervo que está numa posição mais horizontal, tem nervo que tem uma tendência a verticalizar.
E essas coisas só dá pra descobrir na hora que você está operando.
Se o tumor está muito próximo do nervo, se a glândula tem processo inflamatório.
Então, essas condições são condições intrínsecas do paciente.
E tem as condições que são relativas ao cirurgião.
A experiência do cirurgião, a experiência do time cirúrgico, a agregação de tecnologias.
Hoje, por exemplo, a gente tem um sistema de monitorização intraoperatória de nervos durante a cirurgia de tiroides, que é uma coisa que ajuda bastante.
Ela não transforma um mau cirurgião num bom cirurgião, mas é um artifício a mais que a gente utiliza pra melhorar os resultados cirúrgicos.
E também a maioria dos cirurgiões hoje, eles operam com lupas.
Como os nervos são muito fininhos, muito delicadinhos, hoje em dia a gente opera, quase todos os cirurgiões operam com lupa porque causa uma magnificação da visão e o nervo fica um pouquinho mais fácil de ser encontrado.
Legal.
Até é importante a gente falar desse período pós, o que pode acontecer ali depois, pontuar sobre que a pessoa precisa fazer essa reposição em alguns casos depois que faz a cirurgia.
A gente vai entrar na questão da aplação e explicar também.
O Dr.
Raul vai poder trazer como funciona na prática, mas é importante a gente explicar como que funcionam ambas as técnicas.
E depois essa reposição é importante por conta da função da tireoide.
Sim, a tireoide produz os hormônios do metabolismo.
Os hormônios tireoidianos são os hormônios que regulam a entrada de energia dentro de cada célula do nosso corpo.
Eu sempre gosto de frisar que os hormônios tireoidianos são os únicos hormônios que atuam em todas as células do nosso organismo.
Desde a célula do nosso cérebro até a célula da nossa unha.
Todas essas células precisam de hormônio tireoidiano.
Então, é importantíssimo que você tenha uma manutenção da função tireoidiana para que você tenha uma boa qualidade de vida.
Então, como eu disse, quando você faz a tireoidectomia total, você já entra com o hormônio tireoidiano numa quantidade que é calculada mais ou menos de acordo com o peso do paciente, com a idade do paciente, com o sexo do paciente.
Então, a gente sabe, por exemplo, que para uma paciente jovem de 30 anos, de 55 quilos, mulher, a quantidade de hormônio vai ser diferente do homem de 60 anos com 80 quilos.
Então, muito embora esses dois pacientes tenham sido submetidos a uma tireoidectomia total, a dose de hormônio tireoidiano com que você vai iniciar essa reposição é diferente.
E depois os ajustes, eles são feitos de maneira muito sensível, muito específica através dos exames de sangue.
Quando você faz, então, a tireoidectomia parcial, aí você tem que esperar para ver como essa tireoide que sobrou vai funcionar.
Para você entender, se o paciente precisa de 100 unidades de hormônio tireoidiano por dia e a tireoide que ele ficou está produzindo 50, você vai ter que entrar com 50 unidades.
Se ela produzir 70, 30 unidades e assim por diante.
O que é importante saber é que nós temos condições de repor exatamente a quantidade de hormônio que o organismo do paciente necessita.
Isso é muito importante.
E nós temos aí hoje em dia uma série de medicamentos, uma série de doses de medicamentos que a gente consegue acertar de maneira muito precisa o metabolismo do paciente.
E se ouve muito falar quando a pessoa tem algum problema de tireoide em questão de peso, né? Se engorda, se emagrece.
Depois que é feita a cirurgia, isso pode influenciar na questão do peso da pessoa? Muitas pessoas falam que a cirurgia, quando a tireoide é retirada, a pessoa pode engordar.
Isso pode acontecer mesmo, doutor? Então, como é que acontece? Antigamente, quando a gente fazia tireoidectomia total, a gente deixava o paciente sem hormônio tireoidiano.
E aí a ausência do hormônio tireoidiano vai fazer com que o paciente ganhe alguns quilos e também vai fazer com que o paciente inche um pouquinho.
Causa um edema no corpo do paciente, né? Um pouquinho de inchaço.
Hoje em dia a gente evita isso, né? O que eu costumo dizer para os pacientes é o seguinte, a gente não pode deixar o seu cérebro perceber que você está sem a tireoide.
Por quê? Porque a tireoide é controlada por um hormônio que se chama TSH, que é o hormônio estimulante da tireoide.
Esse hormônio não é produzido pela tireoide.
Ele é produzido pelo cérebro, mais especificamente pela hipófise.
Então, quando o sangue passa pela hipófise, que é uma glandulazinha que a gente tem aqui atrás dos olhos, do tamanho de uma ervilha, quando o sangue passa pela hipófise, a hipófise lê a quantidade de hormônio tireoidiano que tem no sangue.
E aí ela fala para a tireoide.
Trabalhe mais, trabalhe menos.
O hipotireoidismo, por sinal, que é a doença mais comum da tireoide, a gente tem que entender que 8% das mulheres do mundo, ou seja, quase 1 em cada 10, vai ter alguma disfunção da tireoide.
E o hipotireoidismo é a disfunção mais comum, que é quando a tireoide para de funcionar.
Ela produz menos hormônios do que o organismo precisa.
Aí o paciente vai ter aqueles sintomas tradicionais, cansaço, sonolência, perdida da libido, queda de raciocínio, pele seca, e pode ganhar uns quilos também.
Então, tudo isso, a gente consegue hoje em dia fazer o diagnóstico muito preciso, muito fácil.
Por outro lado, o hipertireoidismo, que é quando a tireoide funciona muito, vai acontecer ao contrário.
A tireoide funciona muito, produz muito hormônio, começa a entrar muita energia dentro da célula, o paciente vai ter aumento da temperatura corporal, vai emagrecer, vai ter mais fome, mas vai emagrecer, vai cair cabelo, vai ficar agitada, vai ter insônia e vai ter tachocardia.
Então, a tireoide é uma glândula que, quando ela está fora do eixo, ela causa uma série de sintomas muito importantes, que repercutem muito na qualidade de vida do paciente.
Por causa disso é que todos esses tratamentos de nódulos de tireoide se busca cada vez mais fazer tratamentos menos agressivos, para preservar justamente a qualidade de vida do paciente.
E é importante a gente pontuar que esses tratamentos menos agressivos, eles já são aprovados, já são utilizados de forma oficial, que é importante a gente deixar bem claro o que a gente está querendo dizer.
Porque às vezes a pessoa escuta uma técnica que não é tão conhecida, a gente já citou bastante aqui, no canal já é bem conhecido, mas que a pessoa, ah, não conhece ninguém que fez, e fica com essa dúvida, mas será que vai ser eficiente mesmo? Então, a questão da ablação é algo que você, a gente trouxe na vez que era você e o doutor Antônio, que vocês explicaram que a pessoa, na diferença da cirurgia para a ablação, a cirurgia já sai, a pessoa já sai sem o nódulo, e a questão da ablação ela ainda vai sair com o nódulo, mas isso vai diminuindo aos poucos.
Então, como que a gente pode explicar na prática a diferença da cirurgia para a ablação? Eu só vou fazer só uma observaçãozinha que eu acho super importante.
Claro.
Ter o ditado em medicina que é o seguinte, se você só tem um martelo, todos os seus problemas são pregos.
Isso quer dizer o quê? Quando você só tem uma opção de tratamento para oferecer para o seu paciente, não importa o problema do paciente, você sempre vai oferecer aquela forma de tratamento.
E hoje em dia é o contrário, hoje cada vez mais você tem diversas opções de tratamento.
Mas a filosofia da ablação diferente da cirurgia é isso, não é possível, isso é uma pergunta muito frequente no consultório, não é possível tecnicamente você fazer uma cirurgia e retirar apenas o nódulo.
Você sempre vai ter que tirar uma parte da tiroide.
Tecnicamente não é viável você conseguir tirar o nódulo.
E aí o que você consegue fazer em termos de tratamento mais conservador, seja para nódulos benignos ou para nódulos malignos, é a cirurgia parcial.
A ablação, a grande vantagem da ablação, isso é uma coisa que eu percebi conversando com os meus pacientes ao longo do tempo, é que a ablação trata o nódulo.
É um tratamento onde você insere uma agulha, um eletrodo que parece uma agulha, e você causa uma onda de calor, e essa onda de calor vai causar a necrose do nódulo, essa área de necrose se transforma num coágulo e o organismo absorve esse coágulo.
Então quando você faz a ablação, você preserva o tecido sadio, você preserva a tiroide.
Isso foi uma coisa muito interessante, porque quando eu comecei a fazer a ablação, eu achava que os pacientes iam querer evitar a cirurgia.
Isso não é verdade.
O que a imensa maioria dos pacientes me procura querendo evitar é a necessidade da utilização do hormônio tiroidiano.
Os pacientes falam assim para mim.
Doutor, eu sei que o senhor é um bom cirurgião, eu sei que o senhor tem bastante experiência, eu sei que os seus índices de complicação são muito baixos, mas eu não quero tomar hormônio tiroidiano para o resto da minha vida.
Eu quero preservar a minha qualidade de vida.
Então hoje, cada vez mais, a gente indica os tratamentos minimamente invasivos para os pacientes, e mais uma vez, desde que a gente consiga oferecer para o paciente os mesmos resultados da cirurgia convencional.
É importante pontuar que esse procedimento é feito com o cirurgião de cabeça e pescoço, no caso a sua especialidade, junto com o radiologista intervencionista que vai conseguir identificar a imagem em si e ele que vai manipular essa questão cirúrgica.
É essa a diferença? Por que vocês atuam junto? Essa também é uma pergunta muito interessante, porque a ablação pode ser feita por endocrinologistas, por cirurgiões, por radiologistas, todo aquele que tenha experiência em ultrassom de tireoide e tenha experiência em procedimentos de intervenção em nódulos de tireoide.
Na realidade, eu com o doutor Antônio Raal, quando nós fomos para a Coreia do Sul fazer a nossa especialização, ninguém fazia ablação no Brasil.
Então nós fomos, ficamos lá com o médico que desenvolveu a técnica, o doutor Beck, e voltamos para o Brasil.
E nos primeiros casos, nós resolvemos entrar juntos, porque como não havia ninguém mais experiente aqui no Brasil para nos orientar, a gente resolveu, vamos entrar juntos, porque um vai ajudar o outro.
E aí nós começamos a perceber que isso era benéfico para os pacientes, porque a minha expertise em cirurgia, somada à expertise do doutor Antônio em radiologia e intervenção, foi benéfica, nós tivemos resultados muito excelentes.
Os nossos tratamentos no início foram muito exitosos e por causa disso a gente resolveu continuar juntos.
Então hoje nós fazemos, vou dizer para você que 99,9% dos tratamentos de ablação nós fazemos juntos, eu com o doutor Antônio.
Porque isso a gente percebe que acima de tudo é melhor para o paciente.
O paciente se beneficia dessa somatória de experiências.
Perfeito.
Doutor, eu vou entrar agora num quadro que a gente trouxe também novo, igual aquele no início que a gente mudou um pouquinho, para trazer até outros subtemas.
Porque o tema da tireoide a gente já conversou bastante, como que funciona, por que é mais comum em mulher, enfim.
E é importante até para a gente lembrar de citar outros assuntos que podem ser dúvidas de quem nos acompanha.
Então vamos lá.
Primeiro, mito ou verdade, hipotireoidismo engorda? Hipotireoidismo engorda, mas hipotireoidismo não engorda tanto quanto as pessoas acham que engordam.
E o hipotireoidismo tratado, ele não engorda.
O que eu quero dizer com isso? Vamos lá.
Primeira coisa, se você tem um descontrole da sua tireoide, o hipotireoidismo pode causar um certo ganho de peso.
Pacientes que têm uma tireoide descontrolada, eles podem ter um ganho ao redor de 3 quilos, um pouco mais, um pouco menos.
Lógico, se você for piorando esse hipotireoidismo, para uma situação muito grave, esse peso vai aumentar não somente pelo ganho de peso, mas também pelo edema relacionado.
Agora, se você tem o hipotireoidismo, você está tomando aquela dose 6, 150, 120, 75, e os seus exames estão normais, e você está engordando, esse ganho de peso não é por causa da tireoide.
Esse ganho de peso tem outras causas.
A imensa maioria dos pacientes que tomam hormônio tiroidiano e têm o hormônio tiroidiano controlado, eles não vão ganhar peso por causa do hipotireoidismo controlado.
Agora, é importante que se diga, saiu uma pesquisa recente agora nos Estados Unidos, no final do ano, mostrando que 30% da população americana, 30% não tomam o hormônio tiroidiano direito.
Então, você vê, nos Estados Unidos, 1 em cada 3 pacientes não tomam o hormônio tiroidiano direito.
Então, no Brasil, deve ser alguma coisa semelhante.
Então, é muito importante que o paciente que faça uso do hormônio tiroidiano, faça os controles médicos adequados, e siga a orientação do médico.
Que aí depois não dá para esperar um resultado diferente.
Bom, 2.
Hipotireoidismo causa depressão? Sim.
Um dos sintomas mais importantes do hipotireoidismo é a depressão.
E eu vou te contar uma coisa.
Eu vou fazer esse ano 38 anos de formato.
E quando eu era estudante, não era incomum ver, hoje não, muito mais difícil ver, mas não era incomum ver pacientes sendo tratados de quadros graves de depressão com disfunção tiroidiana.
Entendeu? Hoje, a facilidade de realizar os exames e tal, e os psiquiatras hoje também, a maioria acaba pedindo hormônio tiroidiano.
Mas é muito mais difícil.
Mas sim, depressão pode ser causada pelo hipotireoidismo.
Ou, se você já tem a depressão e entra num quadro de hipotireoidismo, esse hipotireoidismo vai agravar essa depressão.
Importante, então.
Importante.
Porque, às vezes, realmente, naquela questão das especialidades, elas estão interligadas.
Importante estar atento a esses sinais que a gente citou lá no começo do que deve ser um alerta para as pessoas procurarem médico.
Terceira, hipotireoidismo faz perder cabelos? Não, o que o hipotireoidismo faz, você vê, por exemplo, eu não tenho hipotireoidismo, e estou perdendo cabelo.
Mas o hipotireoidismo deixa o cabelo mais ressecado, que, às vezes, faz o cabelo crescer.
É o hipertiroidismo.
Desculpe, o cabelo cair com mais facilidade, ficar muito fino e quebradiço é o hipertireoidismo.
Mas na tireoide funciona muito.
Isso facilita, sim, a queda de cabelo.
Mas é importante entender também que tudo isso, você tem que ter um hipo ou um hiper bem exacerbado.
Não é aquele pequeno desajustezinho na tireoide que vai causar esses sintomas.
Quando você tem o que nós chamamos de hipotireoidismo ou hipertireoidismo manifesto.
Isso quer dizer o quê? Que o paciente tem uma série de sintomas que quando ele senta na sua cadeira no consultório, você já sabe.
O paciente não precisa nem falar nada.
Você senta, você já sabe.
Esse paciente tem hipotireoidismo e esse paciente tem hipertireoidismo.
Porque, às vezes, também são sintomas tão considerados comuns que a pessoa vê pentelha, principalmente as mulheres, eu que o diga, está lá penteando o cabelo depois do banho, vê a escova cheia de cabelo e fala, meu Deus, eu estou com a doença aqui.
Então, realmente...
É o que você falou, né? Cansaço, desânimo, sonolência, fraqueza, tristeza.
Tem uma série de coisas que causam esses sintomas.
Queda de cabelo, alterações de pele.
Então, o importante é que você vá procurar um bom profissional para ele poder fazer um diagnóstico adequado e tratar o paciente corretamente.
Perfeito.
Agora, vamos para o quarto.
Hipotireoidismo atrasa o metabolismo? Sim, atrasa.
Atrasa de uma maneira significativa, porque é daquela forma que eu expliquei.
O hormão tireoidiano, ele regula a entrada da energia dentro das células.
Se você tem...
Esse regulador não está trabalhando, imagina um porteiro, né? O porteiro é que deixa lá a energia entrar dentro das células.
Se o porteiro não vai trabalhar naquele dia, a energia não entra dentro das células.
Então, atrasa o metabolismo, sim.
Agora, o próximo a gente já respondeu, mas só para deixar bem pontuado, né? Hipotireoidismo não afeta a qualidade de vida? Afeta e afeta extremamente.
Acabamos de falar aqui os sintomas que podem ser importantes na vida.
Agora, o quinto também, para quem já acompanhou tanto o outro episódio e prestou atenção nesse primeiro, já vai conseguir responder sozinho.
Todo nódulo de tireoide é câncer? Então, é isso aí.
É aquilo que a gente fala.
Mais de 90% dos nódulos de tireoide são benignos.
Benignos, né? Então, a imensa maioria dos nódulos não vai precisar sequer de tratamento.
Eu tenho pacientes, por exemplo, que vão no meu consultório há mais de 20 anos.
Todo ano eles vão lá, fazem o ultrassom, a gente examina o nódulo.
O nódulo tem aquelas características boazinhas, não tem nenhuma suspeita, não cresceu ou cresceu muito pouquinho, ainda é um nódulo pequeno.
Não faz nada.
Como eu gosto de dizer, vai lá no consultório carimbar o passaporte todo ano.
Só, né? Visitar o doutor.
Isso.
Hipotireoidismo só surge em mulheres? Não.
Não.
Ele é muito mais frequente em mulheres.
Como eu disse para você, cerca de 8% das mulheres do mundo tem alguma disfunção da tireoide.
Mas é importante citar que o hipotireoidismo, em sinês, está aumentando em homens também.
É lógico, é muito menor do que nas mulheres.
Ainda é muito menor.
Mas cada vez mais os homens estão tendo hipotireoidismo.
Então não dá para se livrar completamente, né? Hipotireoidismo pode interferir na função sexual? Sim.
Não só na função sexual, como na concepção e na gravidez.
Então a perda de libido, como eu já disse antes, é uma das consequências do hipotireoidismo.
E tem muitas mulheres que não conseguem engravidar por causa da disfunção da tireoide.
Eu, por exemplo, tenho no consultório pacientes que só tomam hormônio tiroidiano durante a gravidez.
E tem muitas pacientes, inclusive operadas de câncer de tiroides, é importante que se diga, né? O fato de você ter câncer de tiroides não é contraindicação para engravidar.
Mas muitas pacientes que quando engravidam, elas têm que aumentar a dose do hormônio tiroidiano durante a gravidez.
Por quê? Porque quando o nenê está na barriga da mãe, ele precisa do hormônio tiroidiano para crescer.
Só que a tireoide do nenê só vai começar a funcionar muito devagarzinho, devagarinho, a partir do quinto mês da gravidez.
Então o nenê precisa muito do hormônio tiroidiano da mãe para poder se desenvolver adequadamente.
Por isso que várias mulheres que tomam hormônio tiroidiano, elas precisam aumentar a dose durante a gravidez.
Ótimo.
Só idosos desenvolvem hipotireoidismo? Não.
É uma doença que afeta qualquer idade.
E especialmente pacientes jovens na fase mais produtiva da vida.
Então é bem comum você ter pacientes jovens, acima dos 20 anos, já com problema de tireoide.
É muito frequente.
Entra até naquela faixa de idade do câncer, né? Que a gente citou também, que pode ser comum.
Agora, alimentação ajuda na redução dos sintomas do hipotireoidismo? É possível controlar o hipotireoidismo com alimentação? Então, isso é muito importante porque, assim, vamos lá.
A alimentação, é evidente que qualquer alimentação saudável, uma alimentação equilibrada, ela é muito importante.
Então nós temos duas coisas que são importantes para a manutenção dos hormônios tiroidianos.
O iodo, conforme eu já falei, e o selênio, que também é importante na construção dos hormônios tiroidianos.
Só que a gente tem que lembrar o seguinte, a nossa dieta aqui no Brasil, ela já é muito rica em iodo.
Ela é muito rica em iodo.
Se o seu problema é hipotireoidismo, não é porque você não tem gasolina, ou seja, não é porque você não tem iodo para fornecer para a sua tireoide.
É porque o motor, a tireoide, não está funcionando bem.
Por isso que é contraindicado, especialmente no Brasil, onde, como eu disse, a nossa iodação da dieta já é bastante significativa, é contraindicado você suplementar iodo.
Entendeu? Porque você vai ajudar a causar uma inflamação na tireoide se você der uma quantidade excessiva de iodo.
Com relação ao selênio também, quem quer tomar, ajudar a tireoide, pode comer uma castanha de caju por dia, porque uma castanha de caju tem a quantidade necessária de selênio que o nosso organismo precisa.
Outras coisas que é bastante comum, soja, brócolis e tal, que não come soja porque vai prejudicar a sua tireoide.
Para a soja prejudicar a sua tireoide, você tem que comer muita soja.
Para o brócolis prejudicar a sua tireoide, você tem que comer uma quantidade excessiva.
Então, os alimentos, de uma maneira geral, eles não são nocivos à tireoide.
É importante que senão também já fica um paranoico, né? É, exatamente.
Vou comer o brócolis e vou ter o tabuleiro.
Exatamente.
Uma alimentação saudável é fundamental.
Ótimo.
Vamos para o penúltimo aqui, porque ainda tem uma caixinha de perguntas para a gente fazer com você.
Hipotireoidismo pode causar distúrbios neurológicos em crianças? Então, o teste do pezinho que o nenê faz quando ele nasce, uma das coisas é para detectar o hipotireoidismo congênito.
Porque tem gente que nasce sem a tireoide ou a tireoide não funciona adequadamente desde o nascimento.
E o teste do pezinho, ele faz justamente isso.
Ele detecta a necessidade de hormônio tireoideano.
Então, tem algumas pessoas que tomam, eu mesmo tenho um colega médico, que ele nasceu sem a tireoide.
E aí ele fez o teste do pezinho e começou a tomar o hormônio tireoideano desde que nasceu.
Ele teve uma vida absolutamente normal.
Se formou médico, tem família e tal.
E se você não faz o diagnóstico ao nascimento, a criança vai ter um retardo mental, um retardo de desenvolvimento neuropsíquico e um retardo de desenvolvimento físico muito significativo.
Então, sim, o hipotireoidismo pode causar todas essas alterações.
Legal, legal, importante, né? As pessoas estarem atentas a isso.
Por isso que é importantíssimo o teste do pezinho.
Sim.
Bom, então a nossa última pergunta aqui do Mito Verdade, que é, é importante fazer ultrassom uma vez por ano para ter o diagnóstico do câncer de tireoide? Porque aí já dá um gancho para o nosso próximo episódio com o Dr.
Antônio Raul.
Então, vamos lá.
As sociedades médicas, elas não recomendam que se faça o ultrassom de rotina para pacientes assintomáticos, né? Quando o paciente tem, sim, algum nódulo já diagnosticado por algum motivo, já tem alguma alteração de tireoide, isso sim, é importante.
Mas não é recomendado que o paciente faça uma busca ativa.
O que que é isso? Diferente, por exemplo, das mulheres que precisam fazer a mamografia após uma determinada idade, as sociedades médicas atualmente, elas não recomendam que se faça ultrassom, que se indique ultrassonografia para screening de nódulos, para pesquisa de nódulos de tireoide.
A gente acaba fazendo na prática, por tudo isso que eu comentei com você no início da nossa conversa, mas isso não é uma recomendação.
É uma coisa que acaba se fazendo, isso se faz no mundo inteiro pelos motivos que eu já mencionei, mas assim, não tem que fazer o ultrassom da tireoide não, isso não é recomendado.
Ótimo, e aí no próximo episódio a gente explica então com o Dr.
Antônio Real como que funciona, né? Exatamente.
Quando a pessoa precisa fazer esse diagnóstico e também como que funciona na prática o ultrassom, que é o mais utilizado, né? Que você citou.
Então eu vou pegar aqui a nossa caixa.
Primeira vez que você participa do Amatocast que a gente trouxe São perguntas aleatórias para conhecer um pouco mais os especialistas que participam sempre aqui do Amatocast.
Então eu vou tirar o nosso primeiro, lembrando que não estamos sendo patrocinados pela Descarpaque.
Mas vamos lá.
Uma dica de saúde.
Olha, começou já.
Essa é muito boa.
Tentou fugir da medicina, mas não deu.
Atividade física regular, boa alimentação e dormir bem.
Eu sei que isso é fácil de dizer e difícil de fazer para a maioria dos pacientes.
Mas seguramente você tendo esses bons hábitos de vida, fazendo uma atividade física com regularidade, procurando ter uma boa alimentação e dormindo adequadamente, o que o seu corpo pede, né? Isso vai te ajudar de uma maneira muito significativa, muito eficaz a diminuir a incidência de quaisquer doenças, não só as doenças da tiroides.
Problemas de coração, hipertensão e vários tipos de câncer que nós sabemos que hoje estão relacionados à qualidade de vida.
A gente acabou de falar tudo o que pode causar, então é importante estar atento a essas dicas.
Quer pegar o próximo aqui? Vamos lá.
A gente costuma tirar pelo menos três.
Três? Estamos em cima do horário aqui, mas já está terminando.
Vamos lá.
Letra do doutor Fernando, hein? Qual o seu hobby? É isso? É.
Qual o seu hobby? Bom, meus hobbies são basicamente dois hobbies, né? Eu gosto muito de leitura, eu leio muito menos do que eu gostaria atualmente.
Relacionado à medicina ou não? Não, não.
De fora, tá? Eu leio muita medicina por necessidade, né? A gente nunca para de estudar, mas eu gosto muito de ler.
Ler pra mim é uma das minhas grandes paixões.
E quando possível, eu gosto de viajar um pouco também.
Viajar de final de semana, ali dar uma descansada.
Dar uma descansada, dar umas escapadas aí.
Às vezes a gente vai fazer um congresso e aí fica dois, três dias a mais para conhecer o lugar.
Ah, já aproveita, né? E livro? Qual que está lendo agora? Agora eu estou lendo um livro muito interessante que se chama A Revolta de Atlas.
Hum, legal.
Que é um livro bem interessante.
Legal.
Ficou a dica para quem quiser ver.
Agora, próximo.
E último.
Eita.
Polêmico.
Churrasco ou salada? Ah, sem dúvida churrasco.
Não tem polêmica nenhuma.
Ficou uma polêmica com o doutor Fernando que caiu para os dois.
Para quem não sabe também, a gente já trouxe essa curiosidade.
Ele é casado com a doutora Lorena, né? Endocrinologista que participou.
Ela falou salada, ele falou churrasco.
Aí ficou...
Ah, sem dúvida.
Dividido ali.
Não tem polêmica, não.
Churrasco...
Então você não tem nem o que pensar.
Não, não.
Quando eu vou com a minha família, minha mulher, por exemplo, ela se diverte no bufê de saladas.
Mas a gente gosta mesmo.
É uma bela picanha, né? Ótimo.
Muito obrigada, viu doutor? Muito legal saber dessas curiosidades.
Mas ainda ficou muito esclarecedor sobre esse assunto.
Que como eu disse, né? A gente já tinha trazido uma vez.
Vou pedir, inclusive, para as pessoas comentarem se ficou alguma dúvida sobre esse assunto da tireoide.
Para a gente trazer aqui de novo o doutor Erivelto Volpi, que é cirurgião de cabeça e pescoço.
Mas em questão de diagnóstico, né? Como que funciona.
Se dói, se não dói.
Como a gente citou aqui várias vezes durante o episódio.
O doutor Antônio Rao será o próximo convidado do episódio.
Mais uma vez, obrigada pela sua participação.
E conto de novo aqui no próximo episódio sobre esse assunto, viu doutor? Muito obrigada, Letícia, pelo convite.
É um grande prazer poder participar.
E é muito gostoso aqui a conversa com você.
Muito obrigada.
Obrigada.
Obrigada a você também pela sua participação aqui no Amatocast.
Não esqueça de curtir, comentar, compartilhar.
Que é muito importante para a nossa divulgação aqui do conteúdo.
Até mais.
E aguardo a sua participação também no próximo episódio.
Tchau.
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.