O câncer de pele, o mais prevalente no Brasil, possui três tipos principais: o carcinoma basocelular (o mais frequente), o carcinoma espinocelular e o melanoma.
Boa noite, queria agradecer o convite para falar do câncer de pele, principalmente nesse mês tão importante de concentração e prevenção. Então, como a gente falou aqui, o câncer de pele é o câncer mais prevalente no Brasil e no mundo, o câncer de pele ocorre em cerca de 30...
Então, primeiro, separando entre os cânceres não melanoma e os melanomas. Então, os não melanomas que seriam o carcinoma basocelular e o carcinoma espino celular, como o Fernando falou, em geral, conseguem ver uns vazinhos de sangue, isso também é muito característico do carcinoma basocelular.
Então, assim, todo mundo que tem um monte de pinta, a gente tem um padrão. Então, as pintas seguem um padrão de cor, de tamanho, e enfim. E quando a gente vê uma lesão muito diferente disso, uma lesão que se destaca do padrão das outras, a gente acaba tendo uma atenção maior com essa lesão.
Porque se você determinar que alguma lesão está muito diferente daquilo que você considera seu padrão, também é um sinal de alerta para a gente procurar o dermatológico. Então, acho que isso é legal também de saber para a gente poder fazer no nosso opusão.
Então, o carcinoma solar, que é o mais frequente de todos, o espino celular. A gente tem uma taxa de cura elevada, mas isso depende muito também de um diagnóstico precoce. E até o melanoma, que é uma lesão potencialmente muito mais grave, muito mais letal, se a gente diagnostica logo no início, a gente tem uma taxa de até 90% de chance de cura.
e espalho. Boa noite pra todos, eu sou o Dr. Juliana Amato, cirurgia uma plaça Instituto Amato e a gente está na nossa terceira rodada Bom, a gente está aqui com problemas técnicos aqui no som, no áudio, vamos só ajustar problemas técnicos no som. Boa noite a todos, eu sou o Dr. Juliana Amato, cirurgia uma plaça Instituto Amato, a gente está na nossa terceira rodada de lives aqui no nosso canal do YouTube e hoje a gente está no dezembro laranja, que é a gente usa ele pra falar de dezembro laranja pelo câncer de pele. É um mês que a gente tem que trabalhar para prevenir o câncer de pele. E hoje a gente está aqui com a doutora Luciana, que é dermatologista aqui no Instituto e ela é dermatologista, ela tem bastante experiência com câncer de pele, colesão de pele, ela vai estar aqui contribuindo com algumas informações úteis, principalmente na prevenção do câncer de pele. Bom, nem todo mundo sabe, mas existem vários tipos de câncer de pele, são três, os principais câncer de pele, o mais frequente é o carcinoma basocelular, ele chega a 80% dos casos de câncer de pele, o espino celular, que ocorre em 10% a 15% e o melanoma, esses são os três principais, existem outros câncer de pele, mas esses três têm suas particularidades e importância. O basocelular pela frequência e o espino celular também pela frequência, por ele poder ter uma certa agressão e o melanoma, que se ele não tiver um diagnóstico precoce, ele pode ter um despejo muito ruim. E o que acho que todo mundo fica preocupado é, e como identificar um câncer de pele, doutora Luciana? Boa noite, queria agradecer o convite para falar do câncer de pele, principalmente nesse mês tão importante de concentração e prevenção. Então, como a gente falou aqui, o câncer de pele é o câncer mais prevalente no Brasil e no mundo, o câncer de pele ocorre em cerca de 30... em 85 mil novos casos por ano, no sentido de agrôs de casos, então tem uma relevância muito importante e é muito importante que a gente faça uma prevenção e principalmente um diagnóstico precoce para tentar evitar que a gente tenha desfechos não tão bons como poderia ter sido se a gente tivesse feito diagnósticos precoces. Então, acho que o mais importante aqui é a gente tentar saber que a gente precisa de um acompanhamento dermatológico. A gente entender como a gente pode identificar possíveis lesões que possam ser câncer de pele. Então, a gente dividindo novamente entre esses três principais tipos de câncer de pele, como que a gente poderia pensar em uma possível lesão suspeita? Então, primeiro, separando entre os cânceres não melanoma e os melanomas. Então, os não melanomas que seriam o carcinoma basocelular e o carcinoma espino celular, como o Fernando falou, em geral, conseguem ver uns vazinhos de sangue, isso também é muito característico do carcinoma basocelular. Algumas lesões que são, que tem como se fossem feridas no centro, que não cicatrizam, que eventualmente sangue podem ser lesões consideradas suspeitas. Então, em geral, algumas lesões que no início a gente pode achar que parecem espinhas, que não melhoram um pouquinho, mas sempre que estão por ali podem ser lesões suspeitas. Alguma ferida que não cicatrizam, que eventualmente piora, sangra também pode ser um carcinoma basocelular. Já um carcinoma espino celular, em geral, a gente consegue observar lesões que parecem feridas machucadas, então, às vezes umas placas avermelhadas com uma casquinha, às vezes tem aquelas ca... Essas crônicas, que não cicatrizam por tempos prolongados, podem ter uma transformação em um carcinoma espino celular até cicatrizos de queimaduras. Então, em geral, são lesões mais criatôsicas que a gente fala. A gente tem essa placa um pouco mais esbranquiçada, como se fosse uma casquinha, às vezes elas são até maiores, mais vegetantes que a gente fala, podem ser lesões de carcinoma espino celular. Já o melanoma, o melanoma é um câncer de pele que ele vem das células produtoras do pigmento. Então, em geral, são lesões pigmentadas, são as conhecidas pintas, ou algumas lesões acastanhadas que a gente tem. Então, é muito importante a gente conhecer as pintas e observar a evolução dessas pintas. E aí, a gente entra um pouco naquele mimnemônico tão conhecido do melanoma, que seriam alguns alertas para a lesão suspeita, para a gente fazer esse alto exame e poder identificar uma lesão suspeita. Então, a gente parte daquele princípio daquele mimnemônico de ABCDE. E aí, então, a gente analisa as nossas próprias pintas para tentar avaliar algum tipo de lesão mais suspeita. Então, o A seria a asimetria. Então, quando a gente divide a lesão visualmente em quatro quadrantes, ou até dividir ao meio, a gente não vê uma cimetria. Então, esses quadrantes não são semelhantes nem iguais. Se a gente tem uma cimetria, isso pode ser um sinal de uma lesão suspeita. O B seriam as bordas, então, as bordas não sendo regulares. Elas não são redondinhas, não são bonitinhas, às vezes elas são meio chamfradas. Também pode ser um sinal de que é uma lesão suspeita. O C seria a cor. Então, quando a gente tem mais de dois tons de castanho, quando a gente tem uma lesão muito escurecida, algum tom mais azulado, mais esbranquiçado, às vezes até mais avermelhado, a gente também pode ter uma suspeita de um melanoma. O D seria o diâmetro. Então, uma lesão que tem um diâmetro maior do que seis milímetros é uma lesão mais suspeita. O E é a evolução. Então, quando a gente tem uma lesão que muda, muda suas características, ela cresce, ou ela muda de cor, ou ela começa a sangrar, ou ela tem alguma característica diferente. A gente também tem uma suspeita maior e a gente precisa procurar um dermatologista. E eu acho que uma coisa que vai além desse ABCD, que eu acho interessante de falar, que é uma coisa que a gente usa muito na nossa prática, na consulta, que é uma avaliação macroscópica. O paciente é lógico que na consulta a gente tem o dermatoscópico, tem aquele aparelho que tem um conjunto de lentes que aumenta a lesão, e que faz com que a gente consiga ver de uma forma mais específica. Mas a gente sempre olha o paciente de uma forma geral. Existe uma coisa que a gente chama de lesão do patinho feio, né? Então, assim, todo mundo que tem um monte de pinta, a gente tem um padrão. Então, as pintas seguem um padrão de cor, de tamanho, e enfim. E quando a gente vê uma lesão muito diferente disso, uma lesão que se destaca do padrão das outras, a gente acaba tendo uma atenção maior com essa lesão. Então, acho que isso é uma coisa legal de a gente saber em casa, né? Porque se você determinar que alguma lesão está muito diferente daquilo que você considera seu padrão, também é um sinal de alerta para a gente procurar o dermatológico. Então, acho que isso é legal também de saber para a gente poder fazer no nosso opusão. E me fala uma coisa, é que todas essas lesões, elas têm cura? Então, felizmente o câncer de pele, principalmente os mais frequentes, né? Então, o carcinoma solar, que é o mais frequente de todos, o espino celular. A gente tem uma taxa de cura elevada, mas isso depende muito também de um diagnóstico precoce. E até o melanoma, que é uma lesão potencialmente muito mais grave, muito mais letal, se a gente diagnostica logo no início, a gente tem uma taxa de até 90% de chance de cura. Então, assim, isso demonstra ainda mais o quanto é importante a gente ter um diagnóstico precoce. Então, o importante é fazer o diagnóstico precoce, ou seja, procurar um dermatologista, né? Mas, desde enquanto, tem que procurar um dermatologista. Então, não existe uma idade, né, de específica, mas a gente sabe que os nevos congentes, que são aquelas pintas que já estão presentes ao nascimento ou que se desenvolvem nos primeiros meses de vida, os nevos menores, os nevos congentes menores têm menor risco de se transformar no melanoma, mas os maiores têm um risco ainda um pouquinho maior. De qualquer forma, a presença desses nevos já indica um certo risco maior para se desenvolver o melanoma. Então, uma criança que tem algum nevo congento, que ela nasceu com aquela lesão ou que surgiu nos primeiros meses de vida, é importante a gente analisar e fazer um acompanhamento. Então, desde a infância, a gente precisa fazer esse acompanhamento. E, de uma forma geral, todas as pessoas devem passar por um dermatologista, pelo menos uma vez por ano, para avaliar fazer um check-up geral da pele, e a gente vê se tem alguma lesão suspeita, de alguma forma. E, assim, tem países que fazem até uma check-up de rotina a cada seis meses, mas, assim, quem tem essas pintas tem um período que tem que ir assim? É, então, na verdade, depende muito de alguns fatores, então, se você já teve alguma lesão, se você já teve um câncer de pele, a gente faz um seguimento mais próximo e, independente disso, eu costumo fazer um seguimento um pouco mais próximo, então, pelo menos a cada seis meses, uma pessoa que tem maior fator de risco, a gente vai falar sobre esses fatores de risco ainda, mas é uma pessoa que tem história familiar de câncer de pele, eu costumo fazer um acompanhamento um pouco mais próximo, então, mais ou menos a cada seis meses. Mas, e pessoas que têm algum nevo que a gente tem uma certa suspeita, que a gente precisa fazer um acompanhamento mais próximo, às vezes, a gente analisa a cada três meses, mas, de uma maneira geral, uma vez por ano, é uma frequência adequada para a gente fazer esse acompanhamento. Meu filho, tem umas pintinhas no pé, eu tenho que levar ali no dermatologista? Tem, na verdade, assim, é importante, é importante a gente entender, né, pintar no pé é muito comum, porque as pessoas ficam muito preocupadas com pintas em plantas do pé, palma da mão, porque não é uma área tão exposta, então, ela não é tão frequente, não é tão frequente a presença de nevos, de pintas nessas regiões, mas, a gente sabe que o melanoma, que seria o nosso maior medo, com relação a essas pintas, a Kral, que é esse melanoma localizado na região de planta de pé, palma de mão, ele não é tão frequente, ele é muito mais raro, mas, ainda assim, a gente sempre precisa analisar essas pintas, fazer um segmento, e, caso a gente tenha uma suspeita maior, a gente faz a retirada para a análise, mas, sim, a gente precisa, pelo menos, avaliar uma vez inicialmente e fazer um acompanhamento clínico. E quais são os fatores de risco para desenvolver esses três cânceres de pele que a gente está falando? O vaso celular, o espino celular e o melanoma. Quais são esses fatores de risco? Então, o principal fator de risco para qualquer tipo de câncer de pele, sem dúvida, é a exposição, a radiação ultravioleta. Esse é o maior fator de risco, sem dúvida. Existem outros fatores de risco como o fototipo. O que é o fototipo? Basicamente, é o tom da pele. Então, a gente tem uma classificação de fototipo, a gente divide os fototipos de um a seis. Sendo um, o fototipo mais baixo, aquelas pessoas que são muito clarinhas, tem olhos claros, cabelos claros, que têm uma sensibilidade ao sol muito grande, que nunca se bronzeiam, sempre se queimam. O fototipo dois é uma pessoa que também é bem clarinha, que tem uma sensibilidade muito grande ao sol, que sempre se queimam, que eventualmente se bronzeiam um pouquinho. Já o fototipo três, a gente tem uma pele um pouco mais morena, que eventualmente se queima também, mais que se bronzeia, com certa frequência. O fototipo quatro já é uma pele um pouquinho mais morena, que mais se bronzeia do que se queima. O fototipo cinco, quase nunca se queimam, mas sempre se bronzeiam. Seriam as peles negras, que não têm muito pouca sensibilidade ao sol. E aí, os fototipos baixos, principalmente um e dois, têm maior risco de desenvolvimento de câncer de pele. Outra fator importante de risco seria a predisposição genética. A gente sabe que existem alguns tipos de câncer de pele, que não estão ligados ao fototipo e à exposição solar, necessariamente. Por isso que é tão importante a gente entender que uma pessoa que tem um histórico familiar de câncer de pele, principalmente parentes de primeiro grau, tem um maior risco de desenvolvimento de câncer de pele. E além disso, a gente sabe que ele acontece mais em pacientes idosos. Então, acima de 50 a 60 anos, isso a gente entende quando a gente pensa numa exposição solar crônica. Então, pacientes idosos tiveram uma exposição solar maior ao longo da vida, uma exposição a radiação maior. Então, tem maior risco de desenvolvimento de câncer de pele. E ainda, um outro subgrupo que não é tão comum, mas que existe, que também tem maior risco de desenvolvimento de câncer de pele, são os pacientes que têm algum tipo de imunosupressão. Ou seja, eles têm um sistema imunológico mais deficiente, seja por alguma doença, seja por uso de alguma medicação... Transplantado, né? Transplantado tem mais risco de câncer de pele. Exatamente. Ele toma medicamentos e imunosupressores, e isso aumenta muito o risco de câncer de pele. E especificamente, mais o carcinoma espinocelular, é mais comum nos transplantados. Então, assim, você está falando dos fototipos, que fototipo é a cor do paciente, que por tonalidade, né? As pessoas que têm uma tonalidade mais escura, são precisando de protetor solar? Então, isso, na verdade, a gente acaba pensando isso. Parece ser um pouco lógico, porque a pessoa que tem um fototipo mais alto, realmente ela tem uma proteção um pouco maior, por conta da própria quantidade de melanina que ela tem. Mas o que acontece é que não existe nenhuma dose, uma quantidade de radiação ultravioleta, que a gente consegue mensurar como segura. Então, a gente orienta que mesmo pessoas com fototipos mais altos usem o protetor solar, porque a gente não consegue mensurar isso, né? Então, ao longo da vida a pessoa estando submetida a radiação ultravioleta, a gente não consegue garantir que ela não vá ter um risco aumentado de desenvolvimento de câncer de pele. E qual filtro solar que a gente tem que usar? O número 15 já funciona? Não sei. Eu realmente tenho dificuldade no gosto de usar, como cirurgião plástico, eu sou obrigado a usar, pelo menos eu falo dos pacientes que eu uso. Mas eu não sei qual que é. Eu vejo aquele 15 lá, passo no gosto, passo no corpo, é isso mesmo? Pode passar? Então, na verdade, pra gente escolher um protetor, a gente tem que, na verdade, avaliar duas coisas. Então, o primeiro é o fator de proteção contra radiação UVB e o fator de proteção contra radiação UVA. Então, explicando um pouquinho disso, né? Então, a radiação ultravioleta a gente divide em UVA, UVB e UVC. O UVC, ela é completamente bloqueada pela camada de ozônio, então, não chega na superfície da Terra. O UVA e UVB chega. O UVA está muito mais relacionado com o foto-envelhecimento, com o aparecimento de manchas. E o UVB é muito mais relacionado com queimaduras solares e, consequentemente, com o câncer de pele. Mas a gente precisa ter essas duas proteções. Então, a gente precisa ter tanto proteção contra UVA quanto o UVB. A sigla FPS, na verdade, ele se refere apenas à proteção contra o UVB. E a gente sabe que existe uma outra sigla que também está descrita nos rótulos dos filtros solares, que é o PPD. O PPD está relacionado com a proteção contra o UVA. A gente sabe que o PPD, para ser um PPD adequado, ele tem que ser, no mínimo, um terço do valor do FPS. Então, a gente já tem que saber que tem que ser um FPS com o PPD pelo menos um terço, idealmente metade, mas pelo menos um terço. E aí a gente vai para a questão do FPS, que é aquele valor que a gente conhece, que todo mundo sabe, que você fica na dúvida entre 15 e 30. Qual que seria o ideal? 15 está bom, né? Então, o que acontece é que a curva de proteção, de porcentagem de proteção, que o fator de proteção gera, ela tem uma queda exponencial. Então, a gente sabe que a diferença de proteção entre um fator muito alto, por exemplo, um fator 99, para um fator 60, um fator 70, não é tão grande, a gente tem uma queda de proteção pequena com essa redução. Agora, uma redução do 30 para o 15 já tem uma redução de proteção muito grande, porque a gente tem essa queda exponencial. E aí, por alguns estudos, se observou que um fator de proteção 30 gera em torno de 96,7% de proteção. Seria uma proteção considerada boa. Já um fator 60, como ele tem esse ganho pequeno, porque a queda é exponencial, então, dos fatores mais altos, a gente não tem um ganho tão grande de proteção. O fator 60 teria uma proteção de 98,4% mais ou menos. Então, o que se observou por todos esses estudos é que um fator 30 seria um fator ideal para a gente ter uma proteção boa, e abaixo disso, a gente teria uma perda muito importante de proteção. Então, 30 seria um fator adequado, mas tem uma questão além disso. A gente precisa ter um fator 30 aplicado em uma quantidade suficiente, que vá garantir essa proteção de 96,7%. E quanto é essa quantidade? Essa quantidade foi medida, e a gente sabe que é de 2 mg de filtro solar por centímetro quadrado de pele. É lógico que ninguém vai medir isso, não tem como a gente fazer essa medida. Então, a gente fez uma analogia com colher de chá, e aí a gente orienta os pacientes dessa forma. Então, uma quantidade adequada de aplicação do produto solar seria... Então, vamos supor. Para o rosto, o pescoço e o cor cabeludo, no caso de quem não tem cabelo, seria a quantidade de uma colher de chá. Para o tronco, a parte da frente do tronco, então, tórax e abdomen... Aí tem que levar uma colher de chá para a praia? É, mais ou menos. A gente faz essa associação, mas não dá para saber exatamente... Exatamente, uma pocinha mais ou menos equivalente a uma colher de chá. Então, uma colher de chá na parte da frente do tronco, uma colher de chá na parte de trás do tronco, em cada braço, uma colher de chá, e em cada perna, duas colheres de chá. Essa seria uma quantidade adequada. Mas a gente sabe que as pessoas não passam essa quantidade. Na maioria das vezes, a gente passa menos do que isso. Então, é por isso que a gente acaba orientando o uso de protetores com fatores de proteção um pouquinho maiores. Então, na maioria das vezes, quando você vai nos dermatologistas, a gente acaba orientando o uso do fator 50, 60, 70. Por que? Porque a gente imagina que você vai aplicar uma quantidade talvez menor do que o ideal. E aí, aumentando um pouco o fator de proteção, a gente consegue ter um ganho de proteção um pouquinho maior que seja equivalente ao fator 30, numa quantidade adequada. E aquele protetor com o fator 99? Então, aquele fator 99 é exatamente isso que a gente acabou de falar aqui. A gente tem um aumento de porcentagem de proteção, mas ele não é tão grande. Então, do 30 para o 60, vai de 96,7 para 98,4. O 99 vai ser 98,9%. Tá, tem uma outra pergunta. Eu não uso maquiagem. Eu já bem claro que eu uso maquiagem. Mas tem maquiagem, não sei quem me falou isso, que tem protetor solar. Então, se eu usar uma maquiagem que tem protetor solar, não vou usar maquiagem. Mas digamos que tenha, alguém vai usar uma maquiagem de protetor solar. Não precisa usar protetor solar? Então, na verdade, as maquiagens, em geral, elas não têm um fator de proteção de 30 ou mais. Em geral, tem menos. E a questão é que a gente não passa a maquiagem numa quantidade que seria essa quantidade que a gente tá falando de quantidade de alta. A gente sempre passa menos do que isso. Então, de uma maneira geral, a gente orienta que não use a maquiagem apenas como fator de proteção. A gente orienta a maquiagem e o protetor solar. E qual passa primeiro? Em geral, a maquiagem acaba sendo a última coisa que a gente vai passar, né? Então, nesse caso, a gente passa o protetor solar e a maquiagem... E aí, digamos que a pessoa vai passar hidratante também. Ela passa o hidratante... Qual a ordem? Na verdade, essa ordem de hidratante, protetor, na verdade, não existe uma ordem que vá causar uma piora de ação de qualquer um deles. Em geral, eu oriento mais pela prática e, às vezes, até pelo veículo. Não, mas se você colocar o hidratante, o protetor... Quer dizer, colocar maquiagem, o hidratante e protetor, a maquiagem vai sair. A maquiagem por baixo, então, exatamente. Por isso que a maquiagem é sempre o último. Mas entre o hidratante e o protetor, em geral, eu oriento o hidratante por baixo e o protetor por cima. Sempre o protetor por último, no caso da maquiagem, seria por último que o objetivo dela é realmente fazer uma cobertura maior da pele. E, assim, também não uso muito, assim, hidratante corporal. Tem hidratante corporal que tem protetor solar. Então, quem usa o hidratante corporal não precisa usar protetor solar. É isso? Então, também, a gente vai pela mesma ideia. Então, em geral, a gente orienta que use o hidratante, mas use o filtro também. Porque o hidratante, na maioria das vezes, ele não vai ter a quantidade adequada de protetor. Por que que vende um negócio? Você usa o... Tem uma questão muito comercial nisso. É lógico que, assim, para uma pessoa que nunca usa protetor solar, se ela usar um hidratante que já tem um pouco de proteção, uma maquiagem que já tem um pouco de proteção, a gente consegue, de certa forma, um benefício, já que ela não usa o protetor. Mas, idealmente, a gente não tem que usar o hidratante ou a maquiagem como protetor solar. A gente pode usar associado, mas não que ele vá substituir o protetor solar, idealmente não. Mas, aí, tem outra dúvida. Eu vou colocar nesse negócio o protetor solar até acabar, porque eu não uso o hidratante. Mas, é o seguinte, eu preciso comprar um protetor diferente do corpo no rosto ou aquele do corpo pode ir para o rosto? Em termos de proteção, a gente poderia usar o do corpo para o rosto. Afinal, de contas, se ele tem aquela proteção, ele vai proteger tanto o corpo quanto o rosto. Mas, o que acontece é que a gente tem uma cosmética diferente. Então, a pele do rosto é muito diferente da pele do corpo. Se a gente usar no rosto o protetor do corpo, existe as chances de uma pessoa que tem uma pele mais oleosa, que tem uma tendência à acne, existe a chance dela piorar essa oleosidade, piorar essa acne, porque o filtro solar do corpo não é específico para aquele tipo de pele de rosto. A pessoa tem uma pele muito sensível. Então, para você que tem rosácia, que tem uma sensibilidade muito grande a produtos químicos no rosto, também não vai conseguir usar o mesmo protetor solar do corpo, porque ele pode irritar. Então, é por isso que a gente sempre orienta um filtro solar para o rosto e um para o corpo, porque o rosto vai ser mais adequado para o seu tipo de pele e não necessariamente o do rosto vai ser bom para isso também. O do corpo, desculpa. Esse negócio de passar a cada duas horas é piada, ou tem que passar a cada duas horas. Tem que passar a cada duas horas. O protetor perde o efeito. A cada duas horas? Tem que reaplicar a cada duas horas, principalmente quando você se mantém exposto à radiação. Não é tipo 4 horas, não? 2 é 4 horas? Não, 2 horas é o ideal. Então, por exemplo, se você estiver na praia, se você estiver muito suado, para a piscina, a gente tem que reaplicar com uma frequência maior. Porque o protetor sai e a gente perde o efeito. Mas quem não vai para o sol também não precisa passar protetor solar? Na verdade, assim, se você... o raio solar, vamos pensar em uma pessoa que está dentro de casa, a radiação, através do vidro, ela consegue bloquear mas o VA passa. É lógico que o VA tem menos, a gente tem menos associação com câncer de pele, mas tem também. Então a gente também tem que pensar que a gente está recebendo um pouquinho de radiação mesmo no ambiente fechado. E independente disso, independente da luz da janela, enfim, a gente sabe que as luzes visíveis, então a luz artificial, a luz de telas, ela não tem um poder de gerar câncer de pele, mas ela pode gerar mancha. Então por isso que a gente acaba também no orientando de protetor solar mesmo dentro de casa. Não necessariamente por conta da proteção contra o câncer de pele, mas por conta desses outros tipos de leitores. Vou continuar falando desse negócio de protetor solar identificado. Mas antes, aproveitando que eu não fiz, no Instagram, por favor, pode ir no YouTube, esse vídeo vai gravar no YouTube, e a gente ir no YouTube dá para interagir um pouquinho mais, se quiser mandar alguma mensagem, é mais fácil. Se mandarem no Instagram, infelizmente a gente não consegue atender as perguntas. Se alguém tiver alguma pergunta, pode mandar aqui no YouTube, que a gente lê, eu estou toda hora pegando a foto de educação aqui, é o YouTube que eu estou vendo. Também peço que vocês curtirem o vídeo, comentarem, compartilharem com quem pode ter interesse, eu acho muito legal esse tema, acho muito interessante. Acho que é algo que a gente realmente vale ter um mês dedicado para ele, de exemplo, laranja, exatamente para conversar sobre isso, tirar essas dúvidas, e ano que vem a gente tirar essas dúvidas de novo, porque essas dúvidas voltam e o câncer de pele, o paciente não tem uma vez só, aquele que tem, às vezes ele tem mais vezes, e está toda hora tendo que fazer cirurgia, então se ele puder prevenir isso, é muito importante, quem tem um problema na família de câncer de pele tem que já começar a fazer investigação e passar no dermatologismo, está apenas para a orientação, porque tem muita coisa, olha, do protetor solar, tem gente que usa errado, faz um uso totalmente incorreto, quem quiser me seguir no Instagram, o meu é a rouba, meu ponto plástico, ponto pro, e da doutora Luciana, é o... Doutora Luciana Langue. Doutora Luciana Langue, ela também, a doutora Luciana também gravou uns vídeos no YouTube, tem vídeo também de câncer de pele, vai ser um pouquinho mais curto, mais resumido, mas a gente tem esses vídeos lá para vocês poder aproveitar, deve ter alguns vídeos também de câncer de pele, algumas coisas mais antigas, então sempre atualizando, e a gente está falando de câncer de pele, dezembro laranja, e estamos falando do filtro solar, eu estou empolgadíssimo, porque você ainda aqui, eu já vou passar protetor solar, eu preciso passar protetor solar, eu estou achando que eu preciso, porque o Emmanuel que faz as gravações aqui, coloca tanta luz aqui, no sentido queimando, que se fosse um vampiro, já tinha desfeito aqui, eu preciso passar protetor com luz artificial? Sim, então, a luz artificial, ela não vai ter, então, o risco de desenvolvimento de câncer de pele, mas ela é uma luz visível que gera mancha, então se você já tem alguma condição de pele, que favorece o surgimento de mancha, então quem tem melasma, quem tem uma maior chance de fazer o que a gente chama de hiperpigmentação pós-inflamatória, todas essas predisposições para mancha, a gente tem que tomar muito cuidado com esse tipo de luz visível, e agora, ainda mais com uma história de home office, que todo mundo fica na frente de tela o dia inteiro, a gente acaba esquecendo um pouquinho disso, porque está dentro de casa, acha que está protegido, então é importante a gente usar o protetor solar, e uma coisa que é importante falar, principalmente para quem tem mancha, é que o protetor solar, hoje em dia existem alguns protetores novos, que tem algumas substâncias que protegem da luz visível, mas na maioria das vezes, os protetores que protegem da luz visível são aqueles que têm aquela cor de base, aquela camada de base, então é importante isso também se a gente está pensando numa proteção mais importante contra manchas. Já tem uma pergunta muito legal da Glaucia, que é boa noite, doutor, tem uma mancha em cima do meu analis e ela tem uma forma de uma casquinha, eu tiro e ela volta, já tem uns quatro meses, pode não ser um câncer de pele, a gente tem que pensar que como a doutora Lucela falou no começo, tem o ABCDE, que é uma regrinha simples para você desconfiar de uma lesão de pele, se pode ser um câncer de pele, e também tem a questão de feridas, feridas que não se cicatrizam, então tem um risco aumentado de ser câncer de pele ou uma lesão pré-neoplásica, uma teratose actínica, então eu pelo menos já falo, passou de três semanas, já com uma feridinha que não fecha, é melhor procurar um profissional, eu sou cirurgião plástico, se vier para mim eu vou operar, não tem problema nenhum, pode ser uma espinha, por exemplo, eu vou operar, mas o correto é passar no dermatologista, porque eles fazem uma dermatoscopia, é uma lupa especial para ver pele, que é ver as características dessa lesão, se tem realmente uma suspeita de malignidade, e aí como sendo no nariz, a retirada dessa pinta, dessa lesão, sem escamificações, às vezes traz um dano muito grande estético, então às vezes a cirurgia é um pouquinho mais complexa, então realmente, eu acho que vale a pena uma consulta com o dermatologista para dar essa orientação e a cirurgia realizar como cirurgião plástico. Sim, com certeza, precisa ser avaliado sem dúvida, pode não ser, mas a gente tem que ser certificado. A gente está falando assim, é o risco, você está contando os sinais de risco, então se chama várias aletas, pelo característica, as feridinhas, que não usaram, quatro meses, no nariz, então são as áreas expostas, então para o câncer de pele, nariz, orelha, e para mulheres até perna, parece muito que mulher usa saia, então tem a perna também, mão, então a gente vê muito disso. Tem uma outra pergunta, qual o melhor protetor solar físico ou químico? Indicação de marca, a marca a gente não vai fazer, marca acho que não, mas acho que qual a proteção física ou química? Então é importante a gente entender essa diferença, então existem dois grandes grupos de protetores solares, então os físicos e os químicos, os físicos são moléculas inorgânicas, em geral são óxido de zinco, de óxido de titânio, então são substâncias que eles vão fazer como se fosse, eles fazem como se fosse uma proteção física mesmo, por isso que chama protetores físicos, porque eles refletem a radiação e aí a gente tem a proteção por essa reflexão, e não por uma reação química que acontece na pele, por isso que eles são chamados de protetores físicos. Já os protetores químicos, eles são substâncias orgânicas que absorvem essa radiação e através de uma reação química, eles transformam essa energia da radiação contra a violeta em calor, então eles protegem dessa forma, mas existe uma reação química, por isso que a gente chama de protetores químicos. A grande diferença é que o protetor físico, por não ter essa reação química, algumas peles mais sensíveis, peles de crianças muito pequenas, a gente acaba optando por eles, por eles terem menor risco de desenvolvimento de alguma irritação na pele ou algo do tipo, mas, por outro lado, em geral, a gente precisa de uma quantidade, e eu não digo a quantidade que a gente passa, mas a quantidade da substância no produto um pouquinho maior, eles são um pouquinho mais grossos, porque a gente precisa dessa camada física para ter a proteção. Então, às vezes, eles são um pouco mais grossos, as pessoas cosméticamente, eles não são, digamos, tão bons, mas não que isso interfira na proteção. Não dá para a gente dizer qual que é melhor, né? Eu acho que, se a gente for analisar vários fatores, a gente acaba escolhendo qual que é o melhor, então, pensando numa pele mais sensível, numa pele de criança, a gente acaba optando pelo protetor físico, pensando numa pele de adulto que não tem nenhuma restrição com relação à sensibilidade, nada disso, e que precisa de uma cosmética um pouquinho melhor, às vezes a gente acabou optando pelo químico, né? Vou fazer uma pergunta aí. O protetor solar do adulto pode usar na criança? Então, na criança, em geral, a gente divide... Porque eu tomo bronca, porque às vezes eu pego o meu, vou lá passar meus filhos e eu tomo bronca no entendo. Então, a gente divide por idade, então, crianças abaixo de seis meses, a gente não recomenda o uso de protetor solar, então, é importante e muito a gente proteger os bebês do protetor solar. Mas também, assim, não indica o protetor solar, mas também não fala para a criança ficar tomando sol, ela não vai tomar um sol. Exatamente, a gente tem que fazer uma proteção, mas aí é uma proteção física. Então, com roupas, então, chapéu, roupa, ficar na sombra debaixo do guarda-sol, então, essa proteção física, nesse sentido. Mas a gente não orienta que passe nenhum protetor solar na pele do bebê até seis meses. De seis meses a dois anos, a gente orienta os protetores físicos, como a gente estava falando, porque a gente não tem essa reação química, e aí, como a pele da criança é muito sensível, a gente consegue evitar qualquer tipo de alergia, qualquer tipo de reação usando os fatores físicos. Já uma criança acima de dois anos, teoricamente, pode usar um protetor químico, mas, como a pele ainda é mais sensível, a gente acaba optando pelos protetores indicados para a criança, que são os ditos pediátricos, porque, por mais que eles tenham esses componentes químicos, eles têm veículos menos irritantes e mais específicos para uma pele sensível de criança. Mas, a partir de dois anos, teoricamente, as crianças podem usar os filtros químicos. Ainda assim, a gente prefere os mais específicos para a pele sensível, que são mais determinados para a faixa pediátrica. Voltando nas dúvidas, eu acho que tem mais umas duas horas de pergunta de protetor solar. Brunziador solar, que tem protetor solar, ele protege, eu topo perdido, porque o negócio é para escurecer a pele, mas ele tem protetor solar, ele escurece menos, mas ele tem protetor solar, ele protege, ele escurece e protege ainda? Não, então, na verdade, ele não protege, porque ele tem um fator de proteção solar muito baixo, e a gente, voltando naquela história de que a curva de proteção solar, quando a gente diminui o FPS, o fator de proteção ela cai exponencialmente, então os bronzeadores, em geral, eles têm fator de proteção 2, 4, 8 no máximo, então isso é muito baixo, uma porcentagem de proteção muito baixa, então a gente não consegue uma proteção eficaz, e é exatamente por isso que ele bronzeia, porque ele não protege tanto, então na verdade, os bronzeadores não são considerados protetores solar, eles, por uma forma de marketing, eles acabam colocando algum tipo de protetor solar lá, mas a gente sabe que eles são muito baixos, então isso não vai estar protegendo de forma efetiva. Tem algumas perguntas aqui, a Rafaela pergunta, as pessoas têm muita dúvida mesmo, de quando ficam em casa, agora no romópsis, então são duas perguntas, uma está perguntando sobre as luzes emitidas, se a gente deve se preocupar com as luzes emitidas pelo computador em celulares, que é essa da Iane, e da Rafaela, que quando ela ficou dentro de casa, parou de passar protetor solar no roço, e começou a aparecer algumas pintinhas, e perguntou por que isso acontece, e se ela tem que passar a mesa quando está dentro de casa, então as pessoas não estão, não está claro para elas que estar dentro de casa, por elas não saem na rua, que elas precisam passar protetor solar, precisa passar o protetor solar em casa mesmo sem sair de casa? Sim, então assim, o que a gente tem que entender, é que o risco de desenvolvimento de câncer de pele dentro de casa, como a gente não está recebendo a radiação ultravioleta, principalmente a radiação UV, que é mais relacionada com câncer de pele, muito bem. Talvez essas pintinhas sejam manchas, podem ser melanose solares que a gente fala que são manchas, nada mais é do que uma mancha, não é uma pinta exatamente. Então é isso que a gente está falando, a gente precisa proteger contra o surgimento de manchas e aí o protetor solar vai ser importante e principalmente o protetor com cor porque a gente vai conseguir uma proteção maior e invisível só com o protetor com cor. Gente, desculpa, a gente teve uma intercorrência aqui com a transmissão, tá? Então a gente está ainda na terceira live aí nossa, tamo tendo alguns problemas, hoje foi o Miki e o computador que deu um problema, mas a gente está se divertindo, aprendendo, tem vocês desculpem, mas acho que o conteúdo ele continua sendo muito interessante. Tem uma pergunta aqui sobre spray, protetor solar em spray, funciona? Eu também tenho isso, às vezes eu passo aquele negócio assim, aí eu falo, mano, passou nada, tenho que ver aquele branco, aquele melado, entendeu? Mas o spray funciona? É, na verdade a dificuldade do spray é a quantidade, né? Porque como a gente falou, a gente só consegue aquela proteção, aquela porcentagem da proteção, se a gente aplica numa quantidade adequada. Então o protetor em spray é muito mais fácil de ele dispersar, né? Então ele dispersa pelo ambiente, a gente aplica com uma distância e ele tem vento, ele vai dispersar. Então a chance de a gente aplicar numa quantidade inferior ao ideal é muito grande. Então assim, não que o protetor em spray não funcione, mas a gente tem que tentar colocar numa quantidade adequada e isso é um pouquinho mais difícil. Eu acho que é isso que a gente tem que se atentar, não que ele, por si só, não seja bom. E aí, é bom, tem o Fernando aqui, o meu xará aqui, ele tem 70 anos e 20 anos frequentando a praia sem usar nada, ele se aproveitou, viu? Há oito anos faz crioterapia elétrica e agulação, obrigado pelo compartilhar, exatamente por isso que tem que usar protetor solar. Só que ele tá falando aqui, porque volta tudo de novo. Então, pelo meu entendimento de mero cirurgião plástico não dermatologista, né? O dano celular que a radiação solar ela causa na pele, esse dano no DNA, ele é cumulativo, ele vai se acumulando durante os anos de vida. Então eu brinco muito com os pacientes que eu sei do passado deles, que eles aproveitaram muito e aquilo lá é uma sequela e realmente o paciente que ele tem já o câncer de pele tem muito risco de ter câncer de pele novamente e ele acaba tendo que fazer várias terapias, fazer terapia fotodinâmica, electroterapia de câncer de pele, crioterapia, exerce, aí tem vários retalhos e eu pelo menos quando começa a ter muito câncer de pele, eu às vezes eu tiro com margem menor e faço as reconstruções mais simples pra não deformar tanto e vou acompanhando, só que é um paciente que ele não pode mais tomar sol, né? Ele tem que esquecer o sol, tem que controlar a vitamina D com medicações e ele tem que ter essa mudança de vida e vai ter muito câncer de pele e tem que identificar precocemente, você tem alguma, tem outra coisa, toma o banho de sol às 12 horas, 20 minutos em média e a vitamina D está em 80, não usa o protetor solar e tem a pele branca, o banho solar não é um dia, né? Que dá o sol a pino, né? Acho que o banho solar teria que ser mais 9, 10 horas e no seu caso, que já tem câncer de pele, não tem que tomar sol, ter melhor repouso a vitamina D com medicação. É, acho que isso é legal a gente falar porque a gente, né? Todo mundo escuta de que não pode tomar sol das 10 às 4 da tarde, que esse é o sol perigoso e tudo mais e por que isso acontece? Porque a radiação, então, voltando nessa, nessa divisão, a radiação UVA, ela acontece mais ou menos de uma forma contínua ao longo do dia todo e a radiação UVB, que é a mais responsável pelo esquema de dor solares e pelo câncer de pele, ela tem uma concentração maior entre 10 da manhã e 4 da tarde. Por isso que a gente diz que esse sol é um sol pior, tá? Então, assim, sem dúvida, como eu falei na questão dos fatores de proteção, a gente não tem nenhuma dose considerada segura de radiação ultravioleta, mas a gente sabe que nesses momentos em que a incidência da radiação UVB é maior, a gente tem que tomar um cuidado redobrado, né? E voltando para o paciente, nesse paciente que tem muitas lesões de câncer de pele recorrentes e tudo mais, é lógico que, como o Fernando falou, a gente tem que mudar o hábito de vida e passar a usar protetor solar, mas a gente tem que entender que o passado condena, né? Então, assim, tudo o que aconteceu, o dano cumulativo já aconteceu. É lógico que a gente não vai piorar continuando com esses hábitos de cuidado do sol, mas ele, mesmo ele parando de tomar sol, o dano cumulativo no DNA já aconteceu, então ele pode continuar apresentando câncer de pele com certeza. É, acho que talvez uma coisa que a gente também não falou aqui, são dos tratamentos, né? Que a cada câncer de pele tem um tratamento diferente, né? Então, a terapia fotodinâmica, que é passar um medicamento que pode reagir com uma luz vermelha, eletrocoagulação, crioterapia, exérise, né? Que é a recepção cirúrgica, que mais? Tem medicações tópicas, né? Que a gente pode passar, né? Que pode fazer o monomodulador, né? Calterização química também pode fazer, calterização química. Tem muitos interessantes, né? Que esses câncerzinhos iniciais ou lesões pré-neoplásicas, eles regridem, né? Então, eu acho que até o cuidado dermatológico com a pele, né? Nesses pacientes, passar, fazer hidratante, protetor solar e até mesmo fazer pili e tudo, às vezes já tem alguma melhora. E no melanoma, pode ser uma coisa que o maior e aí pode se envolver biópsia de linfonodo-centinela, esvazimento de cadeia axilar ou inguinal, que aí tira os linfonodos. E eu acho que é isso, né? De tratamento, tem alguma outra... É, eu acho que é importante a gente, né? Porque às vezes as pessoas podem ficar em dúvida, né? De por que que um a gente trata de um jeito, o outro a gente trata de outro. Então, assim, a gente tem alguns que a gente analisa para fazer essa escolha de tratamento, né? E eu acho que, sem dúvida, ele gira em torno do risco de recidiva ou risco de disseminação sistêmica, né? Que seria esse câncer se espalhar para outras áreas do corpo. O melanoma é um câncer que tem grande risco de metástase, né? Então, de se espalhar para outras áreas do corpo. O carcinoma basocelular é um risco muito menor, mas a gente sempre analisa isso. Então, o risco de recidiva e o risco de disseminação sistêmica. E aí, para a gente fazer essa determinação de risco, a gente também avalia, então, a área onde o câncer está, né? Então, se é no rosto, se é na perna, onde que ele está localizado, o tamanho dele na biópsia, então, no anatomopatológico, a gente avalia o grau, então, assim, a espessura, né? O tamanho na pele que ele meteu, se ele já está mais profundo ou não, se ele acometeu tecidos adjacentes, então, cartilagem, osso ou outros tecidos ou não. E, além disso, a gente também avalia a condição do paciente, né? Então, a gente tem que entender também isso tudo naquele indivíduo, né? Cada paciente tem uma indicação. E aí, a partir disso, em geral, os cânceres que têm menor risco de recidiva e menor risco de recidivação e que, às vezes, acontecem em uma área que a cirurgia, por exemplo, vai gerar uma uma alteração funcional ou estética muito grande, quando o câncer é muito pequenininho, tem várias lesões, a gente opta por tratamentos que não são cirúrgicos, né? Que o cirúrgico, em geral, é o mais clássico e o que, de certa forma, vai ter maior chance de cura, né? Então, a gente acaba com esses de menor risco e com algumas condições específicas por fazer outros tipos de tratamento e aí a gente tem todas essas opções, né? Então, acho que é legal a gente falar um pouquinho. Legal. Então, assim, eu acho que o tema é muito bom, gostei muito das perguntas, gostei muito da interação, fiquei muito chateado de ter dificuldade no microfone aí no começo, fico feliz que vocês persistiram na live, também fiquei muito chateado de ter uma falha aí no computador aí que cortou por um período, não sei se isso fica no YouTube, às vezes não, não fica, né? Fica depois. E é um tema legal, quem tiver dúvida, quem tiver uma sugestão de tema que vocês querem falar, explorar disso, vai ser um prazer. Tanto eu quanto a doutora Luciana a gente falar, a gente gosta muito de falar, a gente é um perfil de paciente que gosta muito, é muito prazeroso, aliás, eu tenho um serviço que eu trabalho, que eu só estou lá por conta dos pacientes com câncer de pele, é o que me segura naquele local, não vou falar o nome porque não vem ao caso, mas é o que me segura nesse local, são os pacientes de câncer de pele. E aqui no instituto eu gosto muito desses pacientes porque a gente tem uma estrutura perfeita para atendimento desses pacientes, porque a gente tem uma dermatologista, tem um cirurgião plástico, a gente tem um centro cirúrgico e são cirurgias que a gente consegue fazer ambulatoriamente. E muitas vezes aqui como a gente tem um centro cirúrgico, a gente consegue ter um anestesista do lado, muitas vezes são pacientes idosos, tudo que precisam, só dar uma anestesia para relaxar e ficar o anestesista do lado, cuidando do paciente e ele vai para casa e não tem nenhum problema, não precisa ficar internado, não tem todo aquele desgaste de uma internação. Então, quem tiver alguma sugestão, faça a sugestão, comente, compartilhe, eu agradeço muito a doutora Luciana, deixo algumas palavras para ela poder falar aí de agradecimento e é com você. Com certeza é muito gratificante tratar o paciente com câncer de pele, eu acho que principalmente porque a gente tem esse potencial de cura e de bons resultados muito grande, eu acho que isso é muito gratificante. E eu acho que o mais importante, eu agradeço muito pela oportunidade de falar, porque assim é muito importante a gente ter essa consciência, entender todo esse funcionamento e do câncer de pele, de como fazer proteção. Eu acho que o mais importante também é que as pessoas acabam às vezes achando que o câncer de pele, como na maioria das vezes eles são lesões não tão graves, com os mais frequentes em geral não são tão graves, a gente acaba não dando tanto valor e na verdade acho que é muito importante a gente entender que uma pessoa que teve um câncer de pele que pode ter sido super tranquilo, que diagnosicou logo no início, que retirou a lesão, foi super tranquilo, não teve que fazer nenhum outro tipo de tratamento, tá curada, resolveu, não é bem assim, esse paciente tem um risco aumentado de ter outros tipos de câncer de pele, inclusive câncer mais graves, então melanoma que é um câncer potencialmente muito grave, então é importante a gente ter toda essa consciência e é muito legal a gente falar que a gente tem principalmente esse mês de campanha para fazer essa conscientização de prevenção e principalmente de diagnóstico precoce. Ok, muito obrigado, tchau tchau para todos.
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.