O episódio apresenta o personal trainer Rodolfo Vieira, que atua com os doutores Amato há mais de uma década, para discutir os pilares da longevidade. Ele criti
É engraçado que eu vejo o tempo passar pelos filhos do Alexandre e da Ju, do Ale e da Ju, que é assim que eu chamo eles. Porque quando eu comecei a dar aula para eles, o mais novo, o mais velho tinha dois anos, bem pequenininho, tinha acabado de nascer a filha e hoje eles estão praticamente do meu tamanho.
Não, você falou bem, eu amava educação física, sonho como todo brasileiro era ser jogador de futebol, então as outras matérias eu não gostava de estudar, só educação física, fazia três turmas diferentes.
Eu trabalhei numa academia na Avenida Paulista durante muito tempo, aí saí de lá em 2016 e atualmente é só em casa, em condomínio aqui na região do Jardim Itaim, nessa região.
Aquela coisa estética, estética, estética. E aí, naturalmente, com a minha filosofia de trabalho, eu fui desconectando. E aí chegou uma hora que eu falei, cara, que eu não tô mais conectado com o ambiente em academia.
Olhar assim no espelho no final do dia.
Meu nome é Letícia Miyamoto e está no ar mais um AmatoCast pelo canal do Instituto Amato e agradeço mais uma vez o carinho da sua audiência e participação aqui conosco para falar sobre tudo que envolve qualidade de vida. Nos últimos episódios nós recebemos convidados especiais para falarmos sobre saúde e tênis de mesa, a ligação sobre esses dois pontos e antes também falamos sobre os problemas na saúde do Brasil com um convidado especial. Hoje nós novamente recebemos uma pessoa que nunca participou aqui do AmatoCast, que vai ser muito legal, um convidado especial, personal trainer Rodolfo, que vai falar sobre os pilares da longevidade.
Agora eu vou apresentar o currículo aqui do nosso especialista antes de dar as boas-vindas para ele, para vocês entenderem quem que a gente está trazendo aqui hoje. Rodolfo Vieira é formado em Educação Física pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, pós-graduado em Nutrição Aplicada ao Exercício Físico pela USP, Life Coach pela Sociedade Brasileira de Coaching, atua desde 2009 como professor, ajudando seus alunos a atingirem os objetivos sem métodos milagrosos, ensinando e vivendo na prática a filosofia Viva Mais e Melhor. Ele acredita que para atingir seus objetivos é fundamental que você cuide diariamente dos seis pilares da longevidade.
Além disso, é personal trainer do doutor Alexandre Amato e da doutora Juliana Amato desde 2012, é bastante tempo. Finalmente, bem-vindo Rodolfo. Olá, muito obrigado, obrigado pelo convite e vamos lá.
E é muito interessante isso que você, a gente teve no episódio anterior aqui uma pessoa envolvida na área do exercício físico ali, da saúde, que está com o doutor Alexandre já há um certo tempo, há uns dois anos, e você já há muito tempo, há mais de dez anos, personal trainer dos dois, inclusive foi indicação do doutor Alexandre a gente te trazer aqui, como é que foi essa relação, como é que vocês começaram? É engraçado que eu vejo o tempo passar pelos filhos do Alexandre e da Ju, do Ale e da Ju, que é assim que eu chamo eles. Porque quando eu comecei a dar aula para eles, o mais novo, o mais velho tinha dois anos, bem pequenininho, tinha acabado de nascer a filha e hoje eles estão praticamente do meu tamanho. Então, olha, eu falo, caraca, o tempo passa, os cabelos brancos chegam, mas é interessante ao longo desse tempo toda a relação que a gente criou como professor e aluno e também acaba indo além disso.
Então é muito legal ver o Alexandre, principalmente, quando ele foi lá para fora e trouxe a novidade do lipedema e o que se tornou hoje, ele é a maior referência, então isso é muito legal. Legal. E outra coisa que eu queria saber, como que você escolheu a profissão? Você sempre gostou dessa parte de atividade física? Na escola você era aquele aluno que era o primeiro a correr quando tinha aula de educação física, o primeiro a participar, sempre agitar todo mundo ou não? Foi uma surpresa na sua vida? Não, você falou bem, eu amava educação física, sonho como todo brasileiro era ser jogador de futebol, então as outras matérias eu não gostava de estudar, só educação física, fazia três turmas diferentes.
E aí, como eu não consegui ser profissional do futebol, eu falei, não tem outra profissão a não ser a educação física, já que eu não consegui ser jogador, eu vou ajudar as pessoas a serem mais saudáveis. Aí a opção A, B e C sempre foi a educação física e eu sou muito feliz na área que eu atuo, já me formei em 2010 para 15 anos e assim, tudo que eu tenho, as viagens que eu fiz, tudo é graças à educação física. Então eu sou eternamente grato à minha área, que é infelizmente ainda pouco valorizada como uma área da saúde, mas assim é uma área extraordinária, que é a única que a gente, se a gente pensar, é a única que consegue retardar os processos do envelhecimento, cuidar da saúde, da longevidade, antes que as doenças cheguem.
Então é uma área extraordinária. Que inclusive é o nosso principal assunto de hoje, os seis pilares da longevidade. Quando eu fui apresentar aqui o seu currículo, eu já citei que você tem essa filosofia do Viva Mais e Melhor, a gente também já vai explicar melhor o que é isso, mas antes, só uma dúvida, você atua mais em academia hoje, mais em personal trainer ali com pessoas na casa das pessoas, de forma particular? Eu trabalhei numa academia na Avenida Paulista durante muito tempo, aí saí de lá em 2016 e atualmente é só em casa, em condomínio aqui na região do Jardim Itaim, nessa região.
Eu imagino que muda muito, né? Como que você vê o que os alunos procuram, como que você consegue aplicar ali, né? Durante muito tempo em academia, você percebe que a galera busca muito imediatismo, né? Aquela coisa estética, estética, estética. E aí, naturalmente, com a minha filosofia de trabalho, eu fui desconectando. E aí chegou uma hora que eu falei, cara, que eu não tô mais conectado com o ambiente em academia.
Não que eu seja contra a academia, mas o que a academia sabe é que aquele ambiente da galera faz qualquer coisa por estética. E a estética tem que ser uma consequência. Isso é muito da filosofia vival mais melhor que eu defendo.
Então o foco é no médio e longo prazo. Tira o foco do curto prazo. Olha lá na frente, ah, eu quero perder 10 quilos.
A galera ganha esses 10 quilos em dois anos. Mas quer perder em 15 dias, em 15 dias. E não é assim que funciona.
Se você coloca uma meta de médio e longo prazo, você muda os seus hábitos, que é o mais importante. Algo que o Alê defende muito no Lipedema. Em primeiro, mudança de hábitos.
E aí, naturalmente, você vai perder e vai perder pra sempre. Não aquela estratégia milagrosa que, ah, estamos na semana do Carnaval. Pô, só alegria.
Vou chegar bem. E nossa. Aí a pessoa, na sequência, abandona porque é um método muito radical.
Aquela coisa é insustentável. E depois ganha, ao invés de 10, ganha 12, 13. Ganha mais quilo ainda do que ela deveria.
Sim. E falando sobre essa rapidez que as pessoas costumam procurar, eu já vou te lançar uma pergunta polêmica. Mas antes de ir pra essa pergunta, eu só vou citar aqui.
Pra quem já é antigo no nosso canal, pra quem sempre acompanha o MatoCast, já sabe. Mas pra quem é novo, eu quero agradecer aqui o patrocínio da Sigvares, que oferece meias de compressão para todos os momentos da sua vida. Vamos acompanhar.
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Rodolfo, então a minha pergunta polêmica que eu ia fazer pra você é sobre a rapidez, né, porque as pessoas que você também disse que você costumava ver nos alunos, principalmente de academia, né, de querer esse imediatismo, de querer em 15 dias um resultado, às vezes eu mesma já fui assim de olhar na frente do espelho e fazer um dia, e me matar ali de fazer agachamento e olhar e falar, será que já está dando resultado? Olhar assim no espelho no final do dia. Ou acordar no dia seguinte com aquela dor e falar, olha, acho que está crescendo, hein? Está dando resultado, hein? Está dando resultado. O treino foi bom.
Exatamente, e aquele, né, está pago, o story lá, que tem que ter, né, senão não faz efeito. Não resolveu. Exatamente.
Queria te perguntar sobre, imagino que você já duvida de muitas pessoas, sobre aquelas canetinhas de emagrecimento, sobre suplemento, qual que é a sua opinião sobre essas coisas externas pra ajudar ali no objetivo da pessoa? As canetinhas hoje, né, muito conhecidas, inclusive está chegando uma outra aí nova, que agora é grande novidade, é um preço cinco vezes mais caro do que o atual, que deve ser utilizado na grande maioria pra quem tem diabetes, né, esse é o principal objetivo, aí as pessoas querendo, mais uma vez, encurtar caminhos, começaram a utilizar, e aí quem precisava utilizar pro diabetes, não estava tendo porque a galera da estética estava utilizando. Então, sempre, acompanhamento de um nutricionista e de um endócrino, nunca fazer nada por conta, que é o que aconteceu. Inclusive, essa semana assisti uma aula com a minha professora da USP, da POS, e ela comentou que estão fazendo até em farmácias de manipulação, que a gente sabe que vão pro caminho errado, fórmulas semelhantes que vão trazer um resultado parecido.
Então, assim, sou completamente contra. Se você conseguir, no seu dia a dia, ter uma rotina que você cuide pequenos passos em relação aos seis pilares da longevidade, você vai conseguir, naturalmente, ir atingindo os objetivos, sem aquele desespero. Então, em relação às canetinhas, tem pessoas, obesidade, um nível que é mais intenso, que precisa, com acompanhamento do profissional, pô, legal, sempre o endócrino, nutricionista, para conseguir ajustar a dieta, sou a favor.
E qual é o outro ponto que você tinha falado, além das canetinhas? Sobre, também, suplementos. Ah, o suplemento. Que a gente vê vários tipos, nem sei citar todos, mas todo mundo que começa na academia já começa com um suplemento ou outro, você acha que é válido mesmo ou que é desnecessário? A indústria agradece muito, porque a maioria dos suplementos não tem nenhum resultado comprovado.
Os que tem hoje, a minha pausa, inclusive, na USP, foi relacionada a isso. Cafeína, creatina, whey protein, maltodextrina, e agora um tamponante, que ainda é começo de estudo, já tem algumas coisas, mas esses são os que já tem evidências científicas comprovadas, são positivos. Os outros, a maioria é efeito placebo.
Ah, mas vai melhorar meu sistema imune. Putz. Que aí falam de BCAA, do outro que eu esqueci o nome, porque usam muito.
E aquele creatina? Não, a creatina tem muita evidência. Tem? Creatina é... Esse realmente é válido. Só que aí, quando alguma aluna minha chega e fala assim, viu, minha amiga tá tomando creatina.
Eu falo, é excelente, eu tomo, gosto muito, mas alinha antes com nutricionista, vê se realmente você precisa, porque às vezes na alimentação você consegue, no seu caso não precisa, mas tem um efeito colateral. Para a mulherada, 99,9% elas abandonam. Adivinha qual é? Imagino que seja de menstruação.
Aumenta do peso corporal de um quilo e meio a dois. Quando você fala isso para a mulherada, o quê? Vai aumentar na balan... Não, não quero mais tomar. Então a maioria já acaba desistindo.
Entendi. Mas assim, é um suplemento que eu gosto muito. Ele ajuda... O que as pessoas confundem em relação, ah, vou tomar a creatina, vou aumentar massa muscular.
Não, ela age de forma indireta. Então você toma a creatina, ela te ajuda a ter mais volume de treino. Com mais volume de treino, síntese proteica, aí naturalmente você aumenta a sua massa magra, massa muscular.
Então não é um suplemento que age direto, que nem a whey protein. O whey protein ele age diretamente para o aumento de massa magra, massa muscular. A creatina ela aumenta aí a síntese de ATP, dando mais energia, você tem mais volume de treino, e aí você consegue aumentar a massa muscular.
O whey você gosta então também? Também recomendo. Mas assim, eu nunca recomendo... É interessante a dívida da ênfase. Ah, comece a tomar creatina, comece a tomar o whey.
O suplemento, como o próprio nome já diz, é algo para suprir algo que você não está conseguindo na alimentação. Então a maioria das pessoas, às vezes, consegue através da alimentação, ter uma boa ingestão de proteínas, creatina, não precisa suplementar. É porque a galera quer sempre o caminho mais fácil.
Ah, não, vou tomar ali já pós-treino, que aí vai me fazer malbento. Então é importante ter isso. Todo suplemento é para suprir algo que você não consegue através da alimentação.
O que é o cenário ideal? O acompanhamento de um nutricionista para ele ver. A sua rotina, porque tem inúmeras variáveis. A sua rotina, trabalho, família, preparar os alimentos.
É um quebra-cabeça, que aí ele vai conseguir encaixar tudo certinho para que você consiga ter a ingestão apropriada dos nutrientes para que você consiga atingir seu objetivo. Seja aumentar a massa muscular, reduzir gordura corporal. É porque quem começa às vezes a ir para a academia, fazer alguma atividade física, já começa, faz parte ali do combo de fitness.
Que é postar no Instagram, postar uma foto, tomar suplemento, ter aquela roupa de uma marca que eu não gostava, porque eles não estão patrocinando a gente, mas você já sabe qual é, porque as mulheres estão amando. Sim. Eu tenho certeza que já veio na cabeça de quem está acompanhando aqui.
Está bombando, exato. Então assim, já faz um pacote combo ali, que realmente às vezes não tem o acompanhamento da nutricionista, mas todo mundo toma, então eu preciso tomar também, porque se eu estou fazendo exercício, faz parte do meu novo estilo de vida. Sim, o suplemento eu lembrei, o glutamina.
Nossa, vou tomar glutamina, porque vai assustar, ajudar meu sistema imune, e a gente sabe que é gastar dinheiro. Então tem muito suplemento. Ah, os pré-treinos, que são muito famosos.
Ah, o que você acha dos pré-treinos? A maioria, a galera compra lá fora, demora até a Anvisa traz de fora, e aí tem algumas coisas misturadas, quantidades inadequadas, que aí a galera, nossa, está dormindo, está assim, é o ideal, não é legal você criar, o problema é mente. Todo mundo tem. Hoje eu dei algumas aulas de manhã, cheguei em casa e tinha que treinar a perna, aí deu aquela preguiça, era nove da manhã, eu falei, não, é a primeira série, na segunda já vou despertar, porque é fisiológico, libera hormônios que na segunda, terceira série, você já não está mais naquela nhaca, sabe, aquela coisa que você fala, nossa, quebrei, porque é pico de adrenalina, libera as catecolaminas, você já fica com outra disposição, aí o treino vai que vai, e no final melhor ainda, os hormônios do prazer que libera, você fala, nossa, valeu muito a pena, ainda bem que eu não deixei, a gente trabalhar nosso mental, eu tenho o hábito, às vezes, eu dou uma batidinha assim, minha mente está querendo, calma aí, eu tenho que treinar, eu tenho um objetivo maior, quero viver muito, então... E para você que sempre teve essa proximidade com atividade física, com esporte na sua vida, você acha que é muito mais determinação do que motivação, ou para quem realmente segue uma vida regrada com isso, é porque a pessoa acabou gostando de fato, de seguir essa vida fitness? A ótima pergunta, porque assim, tem pessoas que não tem nenhum fator genético, não é privilegiado, e aí a pessoa acaba, como que eu posso dizer, mesmo assim, ela vai, sabe, fala assim, cara, já que eu não sou, eu vou fazer por onde? Então esse é um perfil, e os outros que já tem, é um perfil mais mago, não que eu não estou colocando nenhum estereótipo como certo ou errado, e aí a pessoa acaba ficando mais, então eu vou só de vez em quando, onde é o ponto chave? Seja você, o seu estereótipo, é ter um objetivo, eu acho que é isso que faz a diferença, e é isso que eu tento, em todos os meus alunos, despertar, tenha algum objetivo, seja ele qual for, mas algo que você transforme ele como prazeroso e não como um carma.
Às vezes, você tem rotina, você trabalha, você tem família, tem tudo o que envolve, o treino tem que ser algo que some na sua vida, não algo que, essa história do tá pago, eu sou um pouco contra, inclusive, porque você acaba colocando na sua mente algo que tipo assim, nossa, tá pago, graças a Deus, ao invés de, o que eu tento despertar nos meus alunos, nas pessoas, é, puta, mais um dia que eu ganhei de longevidade com qualidade lá na frente. Então, tem o livro Out to Live, que é a arte e a ciência de viver mais e melhor, que ele fala muito de health span, é o tempo de qualidade, então você tá ganhando tempo de qualidade lá na frente. Você, seus últimos dez anos de vida, como que você quer chegar? Com certeza, bem, né, claro que mulher tem muito dessa parte estética, não dá pra negar, eu quero tá bonita esteticamente, mas também tem que ter saúde, né, tem que não pode subir uma escada e ficar morrendo, porque apesar de ser nova, eu, quando não tô levando a sério assim essas coisas, ainda mais na minha profissão, né, que eu falei pra você, na reportagem, às vezes faz uma operação, sobe um morro, sobe lá no topo do morro e já tô morrendo.
Quando chega lá, eu falo, gente, mas eu tenho 25 anos, como que eu tô morrendo quando chega lá no topo do morro, sabe, então é isso que você falou, de ter essa consciência que se a gente não fizer, também não vai conseguir ter essa, ver, né, na vida ali uma qualidade melhor. É, esse é o grande ponto, assim, a gente sabe, familiares, teve familiares que chegaram lá nos últimos 10 anos de vida totalmente dependentes, tem familiares que chegaram super bem, e aí, quem que você quer seguir? Ah, mas teve um que não fez nada, esse é a exceção. A maioria que não fez nada, não cuidou dos seis pilares da longevidade, vai chegar mal.
Então, o estético, eu também me preocupo com o estético. Ah, no final do ano, eu dei uma abusada, eu casei ano passado, aí tinha minhas metas, né, isso que eu falei, que é muito importante de ter metas, eu amo viagem, então eu viajei na lua de mel, eu fiz duas luas de mel, primeira, aí, pô, tava maravilha, praia, aí a segunda, depois pra Noronha também, quero chegar bem, aí depois eu e minha esposa, assim, deu uma, porque foi um ano de, não sei se você já casou, mas assim, é um ano de pressão, tudo, aí eu dei uma, no final do ano eu cheguei, esteticamente, eu comparando eu comigo mesmo, eu fico assim, pô, meus alunos, ah Rodolfo, para, não enche o saco, para de falar isso, você tá super bem, eu falei, não, mas é eu comigo mesmo, eu quero estar bem, então aí eu comecei o ano, então acho que o grande ponto é, tem uma meta que te motive. Sim, eu até falava assim, ah, eu acho que a mulher gosta mais de treinar a perna, imagino que você vê, você vê isso também, né, nas suas alunas.
Com certeza. Mas eu falei assim, ah, eu não tô nem no evento ainda, mas assim, falei, ah, pro casamento, eu quero estar com o braço bonito no vestido, então eu preciso treinar mais braço, porque vai aparecer ali fora do vestido, a perna não vai aparecer, porque quando você fica com o vestido longo, né, a perna não aparece, aí começa a virar outra prioridade, né, você quer estar exatamente com as costas bonitas, com o braço ali, né, bem definido, porque vai aparecer na foto, enfim, então. Essa inclusive é a meta que quando a mulher fala, ah, eu vou casar, eu falo, nossa, que coisa maravilhosa, porque tudo que eu falar, ela vai fazer, porque eu falo, tá chegando, hein, qual é a data, mas tem que ser algo prazeroso, sabe, às vezes na semana você não conseguiu, eu falo muito do, eu que gosto muito de futebol, eu brinco com os alunos que eu falo assim, ó, toda semana a gente tem que vencer o placar, como assim vencer o placar? São sete dias, o placar tem que ser no mínimo quatro a três, então no mínimo você tem que se movimentar quatro vezes e três vezes se você não conseguir, por outro, tudo bem, mas a semana não pode ser o placar invertido, ah, quatro dias não fiz nada e três, por quê? A Organização Mundial da Saúde, ela tem a preconização dela, que na minha opinião precisa até alterar, porque cada vez mais a gente tá mais sedentário, mais parado, ah, quer pedir a comida, aplicativo, hoje quer namorar, tem um aplicativo lá, seleciona, é tudo na palma da mão, aí é carro, é elevador, é escada rolante, tudo leva a gente a ficar mais sedentário, então a gente tem que ir contra isso, porque a gente vai ficar muito tempo sentado, e isso tem inúmeras pesquisas que mostram, o ficar sentado diminui tempo de vida, aumenta problemas cardíacos, né, no AutoLibre ele até fala dos quatro cavalheiros, que é câncer, doenças neurológicas, diabetes e distúrbios metabólicos, então ele fala disso, e tá diretamente ligado ao ficar sentado, tudo que a gente tem é criar um cenário pra que a gente se movimente mais e cuide dos outros cinco pilares, né, aproveitando os seis pilares da longevidade.
A gente podia te perguntar quais são, né, finalmente, pra quem tá esperando. É, o movimento, e aí o movimento, eu vou pegar o exemplo do doutor Alexandre Amato, mais conhecido como o maior rival do tênis de mesa aqui em São Paulo, que eu dou aula pra ele há muito tempo, e não encontrava uma atividade que ele sentia prazer, e ele é um dos cases que eu sempre menciono, que um dia ele comentou comigo, falou assim, ah, quando eu morava fora, eu jogava bastante tênis de mesa, aí eu, falei, precisa encontrar algo que te dê prazer. E aí eu, falando com a Ju, comprou a mesa, deu de presente pra ele, e aí ele saiu de um aluno que treinava duas, três vezes só comigo ali, e não fazia mais nada, pra um aluno que eu tenho que falar, calma, diminui um pouco, tá treinando demais, porque ele encontrou a atividade que gosta.
Então isso faz muita diferença, encontrar a atividade que gosta. Porque naturalmente você vai encontrar prioridade na sua agenda. Quando você faz algo que você não gosta, não te dá prazer, sempre vai ser aquele carmo, aí vai ser, ah, eu tô apago, e não é aquilo que você fala, não, hoje eu vou.
Ele acorda de domingo, eu até brinquei com a Ju essa semana no treino, de domingo, e vai lá, joga o campeonato na manhã inteira. Aí eu falei, Ju, eu vivi pra ver isso, o Alê, né, ter essa disposição. Então, encontrar a atividade que você goste.
Um exemplo, ah, Rô, mas eu quero estética, óbvio, tem atividades que são mais indicadas, a musculação, mas se você, o cardio, você encontrar algo que te dê prazer, tem uma aluna minha de oitenta e três anos, e ela queria perder peso, perder peso não conseguia. Aí ela falou assim, não, eu sempre tive vontade de fazer dança, eu dança, só o básico. Falei, então, encontra um aluno que dança.
Um professor, um aluno não, um professor. Ela encontrou um professor, Diego, um cara extraordinário, inclusive, e aí faz seis, sete anos que ela fez, naturalmente foi perdendo peso, hoje ela tá super bem, super autônoma, e encontrou uma atividade. Então ela faz três dias comigo, duas vezes com ele, cinco vezes na semana.
Então eu brinco, e aí, placar da semana, ela cinco a dois, ótimo, é isso. Então, no pilar primeiro, que é o movimento, é, encontre algo que você gosta, que naturalmente você vai encontrar prioridade na sua agenda, que aquela desculpa dela, ah, não tenho tempo, a gente sabe que é falta de prioridade. Porque se você tem prioridade, você tem tempo.
Ninguém falta tempo pra tomar banho, pra escovar o dente, pra comer, então tem que ser isso, né, também, uma coisa ali que faz parte, realmente, da, não, obrigação parece algo que você não gosta de fazer, né, e você gosta disso, mas assim, obrigação no sentido que eu falo, ah, é uma coisa que eu preciso pra me sentir bem, não no... Exato, é mudar a chavinha mesmo. Fala, não, calma aí, fiz o treino, que legal, é mais um dia que eu ganho de qualidade de vida hoje, porque vai me dar uma baita disposição pro dia, ou pra dormir, e lá na frente, é um degrauzinho que eu subi do autonomia, longevidade, health span. O segundo pilar, alimentação, terceiro, o sono, os outros três, você faz ideia do que seja? Eu já ia falar alimentação e sono, porque é o que todos os especialistas, a gente recebe bastante médico aqui, né, que eles falam, não tem uma doença, que na hora da, quando chega a novagem da prevenção, eles não citem alimentação e sono, e atividade física, né, e que é o que a gente já tá falando agora, então os três.
Mas agora, os outros três, eu imagino que seja saúde mental, tá? Saúde mental é super importante também. Tá na lista. Entra, mas não é os seis que eu defendo, assim, de prioridade.
Tá, porque também já entra na parte da saúde como um todo, né? Sim, exato. Quais que são os outros três? Seria agentes estressores, então é controlar os agentes estressores. Ah, já entra na parte também de saúde.
Vou dar um exemplo. Você. Ah, cuido da saúde, da alimentação, mas não tô conseguindo mais resultado.
Aí eu pergunto. Lê, como que tá o seu dia a dia? Aí você fala assim, desculpa que eu tenho a habito de chamar de... Imagina, eu prefiro, inclusive. É. E aí, como que tá o restante do seu dia? Nossa, meu trabalho tá muito estressante, eu não aguento mais.
Nossa, eu fico o dia inteiro. Opa, calma aí. Então, assim, tudo que você faz, a gente sabe, tem alterações fisiológicas, hormônios do estresse lá em cima, que vai prejudicar o seu treino, você não vai conseguir ter o mesmo desempenho, o seu sono não vai ser um sono de qualidade, e na hora de absorver os nutrientes da alimentação, você não consegue também.
Então, é um pilar que às vezes a pessoa acaba negligenciando, e é um pilar tão importante quanto. Então, o que eu falo muito dos seis pilares, não tem um que é mais importante que o outro. Sim.
Cada um tem a sua parcela, que é tão importante quanto, e juntos, a gente consegue a longevidade. Esse é um dos. O outro é espiritualidade, independente de religião.
É você se conectar com o que você acredita. Uma atividade que é legal é, ah, mas não tenho religião, não acredito, eu sou... Tudo bem. Então, o que você tem gratidão na vida? Quais são as coisas que você tem? Então, para, um minutinho do dia, fecha os olhos, mentaliza isso, que vai te fazer, não tenho dúvida nenhuma, muito bem.
E o último pilar é baseado na pesquisa mais longa de Harvard, que é o estudo da felicidade. Que aí, é o pilar das relações sociais. Que muitas pessoas acabam, ah, não, relações sociais, não, eu vivo bem sozinho.
E nesse estudo, que é o mais longo de Harvard, ele mostra as pessoas que vivem em sociedade, que tem bastante amigos, contato com familiares, são os que vivem mais, são os mais bem-sucedidos, que tem menos doenças. Quando chega lá no final da vida, os que sentem menos dor. Então, esses são os seis pilares que eu defendo.
E aí, eu sempre, com os alunos, às vezes, eu, e aí, como tá? Não, treinei direitinho. E o pilar das relações? E aí, manda mensagem pra alguém que você tá magoado da sua família. Sabe, pequenas, eu sempre vou nos pequenos passos, pra você conseguir, né, atingir os objetivos.
Nada radical. Porque na vida, nada radical. Se a gente pensar relacionamento, ah, aquele que é muito intenso, aquela coisa... Dificilmente ele vai continuar.
É uma construção diária, é entendendo, aprendendo, e naturalmente as coisas vão fluindo pra algo mais duradouro. Investimento. Você não fica rico da noite pro dia.
Ah, ganhando a Mega Sena, tá? Sua chance é 1 em 50 mil. Você vai depender disso? Não, mas você plantando pequenas sementes, em cada um dos seis pilares, você vai prevenir doenças, os quatro cavaleiros que eu falei, que são as doenças aí, o câncer, as doenças cardíacas, diabetes, as metabólicas, e vai conseguir chegar lá na frente, nos dez últimos anos de vida, é muito bem. Sim.
É, e isso é importante ouvir o de um personal falando, porque é muito raro, né, porque as pessoas que às vezes entram nessa questão de vida fitness, né, é o que as pessoas mais chamam, é, pelo menos das pessoas mais próximas, assim, da minha idade até, que é da faixa entre os 20 e 30 anos, que eu vejo que você até falou dos aplicativos, né, que as pessoas usam bastante agora, ficam mais sedentárias, mas, por outro lado, eu imagino que você também veja que as pessoas mais novas pelas redes sociais também acabam tendo essa preocupação de ter uma vida saudável, as pessoas da minha, do meu meio social e da minha faixa etária, começaram a ter essa preocupação, porque ficou na moda também, é, você usar essas roupas, sabe, ter esse estilo de vida, a gente chega no final de semana, eu vou correr, enfim, e às vezes as pessoas ficam tão focadas nisso, né, bitoladas mesmo nessa, tanto na questão estética, como nessa questão da vida fitness e tudo mais, que deixa tudo isso que você falou de lado, porque aquilo acaba virando o único objetivo da pessoa, né, tanto pela parte estética, mas também pela, pelo, como que é demonstrar que tá vivendo aquilo, né, então escutar isso de um personal, imagino, pra quem tá acompanhando, é muito importante. É, o que acontece, tem uma frase que eu gosto muito, que ela fala assim, é do José Menegate, ele fala, o ser humano é uma fraude biológica, enquanto todas as outras espécies fazem de tudo pra sobreviver, nós seres humanos, fazemos de tudo pra morrer. Cita pra mim, algumas coisas que a gente faz de tudo pra morrer.
Ao invés da gente, coisas que a gente faz, né, que ao invés da gente ganhar mais tempo de vida, a gente vai encurtando. Ah, a gente acabou de falar do celular, né, imagino que ficar sempre conectado ali nas redes sociais, inclusive do sedentarismo, né, de usar as plataformas de comida e tudo mais, eu imagino que isso seja ali, entre os principais, dormir pouco, porque eu, pelo menos, a vida corrida, cada vez durmo menos, faço mais coisas, então é muito difícil aplicar na prática, né, o que a gente escuta, mas é isso que você falou, da sementinha, achar que não é do dia pra noite, também, que tudo vai se transformar, né, que você vai dormir oito horas por dia, porque eu e minhas amigas, as pessoas mais próximas, é difícil, na nossa faixa etária, dormir oito horas por dia. Não, e aquilo, é fase de vida também, né, é tirar o peso, que às vezes a gente olha assim, no Instagram tem muita gente perfeita, né, aquela vida que você fala, nossa, vida do sonho.
Como que a pessoa consegue fazer tudo isso, né? Ah, o dia dessa pessoa tem mais de 24 horas, porque não é possível, como que eu não consigo me esforçando tanto, e a pessoa ainda cuida de filha, que a gente estava falando aqui antes de conversar, né, ou podcast, que tudo muda quando tem crianças, e às vezes eu vejo as blogueiras assim, e falo, gente, essa blogueira tem a minha idade, tem filho, é casada, cuida da casa da criança, vai pra academia, consegue, ainda trabalha, dorme as oito horas por dia, faz rotina de skin care, como que ela faz tudo isso e eu, correndo o dia inteiro, não consigo fazer metade? Então, é complicado, né? O primeiro ponto é a gente não se comparar à vida alheia. Isso já tira um peso muito grande. Isso, as mídias sociais, tem um ponto positivo e negativo.
O ponto positivo, trouxe exatamente o que você falou. Puta, a gente olha, as moças motivam e querem cuidar da saúde, que legal, eu nunca fui contra as blogueiras fitness. A galera da minha área postava com o creche, ah, eu tenho creche.
Eu falei, não, olha que legal, quantas pessoas que eram sedentárias, que, inspirada por essas mulheres blogueiras, tudo, agora estão começando a se movimentar, agora tá na hora. Que a gente, que é da área, ir lá e mostrar, falar, ó, calma aí, né, bem por aí, isso que elas estão fazendo. É a nossa oportunidade.
Então, que legal, eu tento sempre ver tudo pela ótica do, o que eu posso ver pelo positivo. Então, foi muito bom isso, sabe? Trouxe uma galera que era sedentária pra se movimentar. Então, o nosso papel é também estar presente nas mídias sociais, com conteúdos que engajam essas pessoas e falam, ó, faz correto, não faz essas loucuras.
Então, esse é o ponto positivo que eu vi. Já o ponto negativo é isso, a gente se comparar com a vida alheia. Não, dentro da minha realidade, o que que eu posso melhorar? Isso entra muito na filosofia viva mais melhor que eu falo.
O que que eu posso melhorar um por cento? Pô, não tô conseguindo rotina de trabalho, eu acordo cedo, dormir às oito horas. Como que eu posso melhorar, então, essas horas que eu estou dormindo? A qualidade. É deixar meu quarto completamente escuro, tirar a TV do quarto, que a gente sabe que seja uma luzinha vermelha, ela vai afetar no sono.
Sabe? Ah, é antes de dormir, fazer uma meditação. Quais são as pequenas ações que eu posso incluir no meu dia pra que eu consiga ir melhorando aos poucos, comparando o Rodolfo com o Rodolfo, a Letícia com a Letícia, você entendeu? É isso, é tirar o... porque as medidas sociais acabam, a gente tá ali e a gente sabe, ela é totalmente projetada pra dar pequenas doses de dopamina, inclusive o livro maravilhoso que é o Nação Dopamina, ele mostra. Ela é totalmente projetada pra dar pequenas doses ali, ó. Nossa, ela tá treinando.
Ó, aí vai dando. E a gente fica ali um tempão que a gente poderia estar investindo nos seis pilares, pequenas coisas. Isso até desanima, né, que você tá ali focado nos seus objetivos, mas você vê alguém que parece que tá conseguindo fazer muito melhor que você, ou que tá tendo muito mais resultado do que você, e você já fala comigo não funciona, comigo não tá dando certo.
Exato, e não deve, porque assim, você tem a sua realidade, a sua vida, os seus objetivos, então quando você tira esse peso de ah, não vou mais me comparar com o outro, a vida fica mais leve, e aí foca no que realmente é importante pra você, e não sabe, às vezes ah, vou postar, porque, nossa, não, realmente, pô, você gostou, fez um treino legal, quer inspirar outras pessoas, legal, posta lá. Eu não sou adepto a autopago, né, como eu já falei, mas ó, pra inspirar outras pessoas, ó, o treino hoje não faz, sabe, é um pouco mais de verdade nas mídias sociais. Puta, hoje não foi fácil, não tava querendo, mas eu venci, e eu treinei.
Um monte de gente vai se conectar, porque pra mal galera também não é, nossa, eu vou lá, que nem a galera, nossa, mais um treino, pô, todo dia a pessoa tá assim, nem o ser humano é assim, né, vão ser verdadeiros. Então acho que esse é o ponto, é pegar o que tem de positivo, negativo entender, e filtrar de um modo que não faça mal pra gente. Quando a gente pensa, voltando na frase aí do a gente faz de tudo pra não sobreviver, é o cigarro, é as drogas, é os atalhos, se a gente pensa na minha área, vou sempre jogar pra minha área.
Antigamente, eu tenho até uma revista, ela que foi um dos comunistas na época, que era aquelas que tinha aquelas mensagens sensacionalistas, sete quilos em quatorze dias. Pô, se desse certo, todo mundo tava bem, feliz, mas não, a gente sabe que não resolve, porque tá focado no curto prazo, a gente tem que pensar no médio e longo prazo. Quais são as pequenas ações que eu vou fazer hoje, que vai fazer com que eu atinja meu objetivo e que eles sejam duradouros.
É difícil mesmo unir tudo isso, mas acho que o ponto principal que você falou, que vale até um corte aqui já pro nosso podcast, é essa questão de você se comparar com você mesmo, e nem que seja um por cento todos os dias, pensar o que você pode melhorar na sua realidade, e não até pode usar como motivação, exemplo e tudo mais, as pessoas que você tem por perto, não só nas redes sociais, mas do seu ciclo, mas também você sempre trazer de volta pra comparação com o que você era. Olha o quanto eu melhorei de seis meses pra cá, o quanto eu evoluí, não só às vezes você não consegue ver no espelho, mas eu mudei minha cabeça em seis meses, então daqui a pouco eu vou começar a ver uma mudança física, enfim. É o que eu sempre falo, saúde em primeiro lugar, sempre.
A estética é uma consequência. Se você diariamente, pega os seis pilares então, vou pegar rapidamente. Então, toda semana eu vou vencer a semana.
4x3 vai ser infalível. Eu vou ganhar todo dia, toda semana o placar. Ah, na alimentação, então eu vou cortar farinha branca e açúcar.
Sabe, pequenas mudanças. Em relação ao sono, eu vou parar de mexer no celular, pelo menos 30 minutos antes. Eu faço isso, pra mim foi difícil.
Não foi fácil, e agora eu deixo ele na sala. Eu deixo ele na sala, eu vou pro quarto, aí eu tento meditar, rezar, que eu sou católico, e aí eu durmo. Foi difícil? Foi.
Mas agora já virou um hábito. Aí, a gente, estressores, a gente mora em São Paulo. É uma cidade que tem muito... Vou dar o exemplo do trânsito.
Do trânsito, eu fico louco, fico maluco, nossa, não sei. A cidade é assim. Pra tudo a gente tem uma solução, só uma que a gente não tem uma solução, e essa é infalível.
Quando ela chega, não tem jeito. Exatamente, é a morte. Então, como você pode? Você já sabe que é assim.
Ou você muda de cidade, ou você vai criar estratégias. Ah, vou colocar um podcast pra ouvir, um livro, um audiobook, pra tornar que não fique essa coisa amassante. Então foi sono, alimentação, agentes estressores, espiritualidade.
Ah, eu tenho minha religião e tô distante dela. Quero me aproximar de novo. Legal, volta ainda uma vez por mês.
Sabe? Ah, não, vou começar a meditar pra me conectar comigo mesmo. Tem inúmeras formas. Relações sociais.
Eu adorava encontrar aquelas minhas amigas, ou amigos, e aí teve um atrito e a gente se afastou. Mas eu sinto falta toda semana. Manda uma mensagem.
Sabe? Deixa o seu ego de lado, manda uma mensagem pra pessoa. Então, você vê, são pequenas pílulas diárias que você vai fazendo. Ah, hoje eu fiz três dos seis.
Hoje eu fiz quatro. E aí, naturalmente, você vai incluindo. Sem aquela coisa de não, é pra ontem.
Isso. Em tantos dias. Não, de forma leve.
Sabe? Tem que ser prazeroso. Passa tão rápido a vida. Eu ontem tava formando, já faz 15 anos que eu sou formado.
Cabelo branco, eu vejo os filhos da Lei e da Ju que estão do meu tamanho e eu falo, nossa, mas já... Vai bater no desespero. Então é importante, sabe, a gente aproveitar isso. Deixar leve, prazeroso e sempre ter um objetivo, que é legal ter um objetivo.
Ele tira a gente das ondas de conforto. Com certeza. Agora, falando um pouquinho das condições relacionadas aos exercícios físicos, que a gente tá falando sobre essa mudança geral na vida das pessoas, que envolve a atividade física, que muita gente não tem ainda na rotina e quer colocar ou quer aumentar a quantidade.
Rodolfo, recentemente, a gente viu muitas pessoas jovens que acabaram tendo algum problema fazendo a atividade física e até chegaram a morrer na academia. Então, não posso deixar de citar uma pergunta que as pessoas, eu tenho certeza, estão querendo saber. Eu já fiz reportagem de várias pessoas jovens que até, pessoas que tinham menos de 25 anos que foram fazer ali o exercício físico não tinham essa prática e acabaram morrendo na academia mesmo.
Isso pode acontecer pela prática exagerada ou a pessoa tinha alguma condição? Na sua avaliação, tinha alguma condição médica que a pessoa não sabia? Do que você já viu também nos seus estudos, o que aconteceu nesses casos? É assim, infelizmente os poucos que eu já aconteceu, inclusive na academia, um caso na academia que eu dei aula na Avenida Paulista durante muito tempo, foi o uso de anabolizantes. Então, o uso de anabolizantes e aí a pessoa vai ganhando confiança, vai ganhando confiança, dando ouvido para pessoas que isso, quando eu trabalhava lá, tinha gente que gostava muito de treinar, dos meus treinos. Nossa, adoro o seu treino.
Pô, eu quero. Mas olha o seguinte, eu vou dar uma aditivada, né? Usou esse termo. Aí eu falo, cara, olha o meu braço.
Cara, vai completamente contra o que eu defendo de longevidade, de saúde, bem-estar. Então, nesses casos, a grande maioria é aquilo, o atalho. Ah, eu quero ficar grande logo.
Aí começa, e pode acontecer também, da pessoa começar a treinar, não procurar médico, não fazer nenhum exame, para saber se está apto ou não, se tem alguma restrição cardiológica. Isso pode acontecer, mas eu acho mais difícil. Se tem um acompanhamento de um bom profissional, correto, ele vai começar gradativamente, aumentando a intensidade.
Não vai começar já com um treino super forte, porque se ela tiver qualquer predisposição cardiovascular, ela pode ter um piripaque. Mas os que tem na grande maioria, na minha opinião, é relacionado ao uso de esteroide anabolizantes que eu abomino. E aí me perguntam, ah, Rodolfo, tem gente que fala, não, mas fiz os exames, está tudo certo, está todo dia tudo bem.
Mas tem um ponto que é muito importante. Biologicamente, o que a bomba faz? Ela acelera os processos, porque você quer ficar forte logo, você quer emagrecer, tem bombas que é para emagrecer, sendo bem genérico em relação aos tipos. Mas elas aceleram, tem um objetivo em comum em todas, elas aceleram as nossas células, a nossa biologia.
Se elas aceleram todas as células do nosso corpo, se a gente tem alguma célula que tem uma predisposição para câncer, o que vai acontecer? Então não tem a bomba que vai acelerar, ah não, só para ficar forte, bonito e saudável. A conta vai chegar uma hora. Então, nesse ponto eu falo, acabou a discussão.
Eu sempre vou ser contra, eu defendo saúde, bem-estar, longevidade, foco no médio e longo prazo. Isso vai te dar ali o resultado rápido, mas vale a pena. Aquele termo ciclar também é de bomba.
O pessoal fala, na academia a gente escuta muito. Sim, está no ciclo. E aí do nada você vê, em seis meses, a pessoa quer emagrecer e você fala, nossa! E aí traz vários problemas, porque assim, o músculo ele cresce muito rápido, ligamento, tendão eles não acompanham.
E aí sobrecarrega para o coração, do nada você está com uma massa muscular que aumentou em um curtíssimo espaço de tempo. Então é onde acontece esses problemas. Eu sou completamente contra.
Não vale a pena. Vai no caminho mais tranquilo, você vai ficar bem com isso. E às vezes é muito importante o acompanhamento de todas as áreas da saúde em conjunto.
E a psicologia é fundamental nesse sentido. Porque você vê que a maioria dessas pessoas tem algum distúrbio de imagem, de autoestima e precisa se conhecer melhor. Então às vezes é mais o conhecer a si mesmo, do que sair tomando essas coisas para dar aquela massageada do ego, está um pouco melhor, é desenvolver outras coisas e às vezes chegar até a morte.
Que é muito triste. E as outras condições médicas, as pessoas acho que quase todas, elas estão aptas a fazer exercício físico, desde que seja com acompanhamento. Acho que são pouquíssimas as que têm qualquer tipo de restrição.
E quando a pessoa tem alguma restrição muito grave, aí normalmente o médico indica um fisioterapeuta especialista, se tem algum problema cardíaco muito grave, aí o fisioterapeuta ele vai até o ponto de a pessoa, agora ela já tem autonomia novamente. Não tem autonomia novamente, é profissional de educação física. Então às vezes passou por alguma cirurgia, aí fica debilitado durante um tempo, o fisioterapeuta olha e falou, está com os movimentos legais.
Aí é com um profissional de educação física. Então tem sempre essa, que é o cenário ideal. A gente fala bastante aqui no Amatocast do lipedema, que inclusive a gente conversou aqui antes de começar também o podcast, que o doutor Alexandre Amato já falou várias vezes sobre a condição, ele sempre fala que essa parte do exercício fica com o personal trainer ou com a fisioterapeuta, que ajuda, inclusive a gente até conversou, tem um episódio aqui com ela sobre isso.
Da sua parte, o lipedema, você acha que tem algum tipo de restrição para a musculação? Para a musculação é em relação à intensidade. Tem métodos que a galera, drop set, uma série metabólica, que aí gera muita inflamação, aí é o grande problema. E no lipedema a gente sabe que o grande problema é a inflamação.
A gente tem que controlar ao máximo essa inflamação. Quando a paciente, no caso, no meu caso é aluna, mas aí paciente de lipedema ela tem que se aprender a olhar para si e ver ah, estou num dia que estou sentindo mais dor, mais desconforto, está mais inflamado. Faz um treino mais leve, se possível natação, exercícios que vão te ajudar, principalmente no sistema linfático, a fazer esse retorno, melhorar, diminuir a inflamação.
Se falar assim, a musculação tem problema? Não, não tem nenhum. É só saber dosar a intensidade. Porque tem gente que não, se eu não treino, se eu não sinto que no outro dia está doendo, ao invés de estar indo no objetivo, você vai na contramão do que seria o ideal para você.
Para o lipedema a gente sabe que vai gerar mais inflamação ainda, aí dor, aí vai a impossibilidade de fazer atividade, e ao invés dela estar cada vez mais próxima do objetivo, ela está indo no sentido contrário. É que às vezes a pessoa até tem, nem sabe que tem o lipedema. Agora está ficando um assunto muito comentado.
Sim. O doutor Alexandre, para quem quer saber os indícios ali, os sinais, ele fala muito sobre que às vezes as pessoas confundem o que é e o que não é, mas às vezes a pessoa também vai, procura uma academia, faz sozinho ali, como você falou, tem aquele objetivo em curto prazo, e nem faz acompanhamento com ninguém, não sabe que tem alguma condição, e por isso acaba intensificando, e acontece um problema pior, até não relacionado ao lipedema, mas nos casos que a gente citou de morte, que a pessoa chegou a ter um, chegou a óbito, sem saber às vezes que tinha alguma coisa. É, assim, tem inúmeras formas da pessoa se movimentar, conseguir atingir os objetivos, controlando a inflamação, tranquilamente, tem a musculação, ela pode, ah, quero treinar em casa, é possível, é totalmente possível.
Hoje tem o TRX, que faz o próprio peso do corpo, você consegue adaptar a carga tranquilamente, aí tem natação, que a pessoa, às vezes, gosta muito de uma atividade, e ela fala, não, mas não, vou deixar de fazer, mas vale a pena, tá gerando muita inflamação, sabe, então ela, às vezes, deixar de lado por um tempo, melhorar, e aí diminui a quantidade, o que eu percebo muito é que a galera não, isso, não só pra pacientes de lipedema, mas como um todo, é, que eu brinco com meus alunos, e gosto, é montar o quebra-cabeça da rotina de treino. Vou dar um exemplo, eu, eu amo jogar futebol, por mim, eu jogaria todos os dias futebol, só que eu sou 30 mais, 35 mais, eu sei que se eu jogar todo dia, eu vou me lesionar, então eu tenho que montar um planejamento, que eu controle também, sabe, o que gera de sobrecarga, no dia do futebol, aí no outro dia eu vou fortalecer meus ligamentos, tendões e músculo, no outro dia eu vou fazer uma liberação meu facial pra soltar, sabe, você conseguindo, ao longo da sua semana, montar esse quebra-cabeça, essa rotina, você consegue fazer qualquer atividade. Ah, legal.
Nada é, sabe, é, impossível de realizar. Ah, o crossfit! O crossfit, já sabia. Ah, você viu, foi rápido.
Foi rápido, que eu ia falar, mas agora uma última pergunta polêmica, sobre o crossfit, você acha que dá pra encaixar com a musculação, com a academia, ou você é contra? Pra lipedema, depende do nível, não. Se for um nível mais inicial, uma vez na semana, sabe, aí eu controlo bem, porque o grande ponto e visão crítica que eu tenho, se é contra o crossfit ou não, não sou contra. Já fiz um tempo pra entender na prática também, que é interessante.
Com os meus alunos, pouco aplico, a metodologia do crossfit, mas quem gosta, tenho muitos amigos que gostam, amo, eu só falo, saiba dosar a intensidade. São exercícios de alta intensidade e alto volume. Aí é o grande problema, que aí as articulações, elas acabam ficando muito sobrecarregadas.
E esse é o ponto. Então tem gente que fala, ah, tô fazendo crossfit todo dia, perdi, nossa, em um mês, perdi. Eu falei, vamos ver até quando vai durar.
Porque não dura muito, as articulações geram um estresse muito grande. E esse é o grande ponto. Se a pessoa conseguir dosar, fui no crossfit um dia, descanso no outro, faço uma outra atividade pra tirar a pressão.
Legal, você vai ter vida longa. Mas se você entrar naquilo da competição do crossfit, tem um ditado que brinca, tem motoqueiro, os que já caíram e os que vão cair. E aí tem os crossfiteiros que já machucaram e os que vão machucar.
Mas se souber dosar, eu não sou contra. Só tem que ter essa análise crítica. Tem dia que a pessoa tá morta, nossa, fiz não sei quantos burpees, não sei quantos agachamentos na caixa, aí no outro dia vai lá e de novo.
Pensa na sua articulação. Não tem quem doente. É um esforço muito forte.
Inclusive eu fui fazer uma aula experimental falando a opinião pessoal aqui. O aquecimento é já morrendo o aquecimento. Acho que assim, você já tem pra começar no crossfit também já, não sei o que você pensa, mas já tem que ter um preparo também de outra coisa que você já tenha feito, sei lá.
Eu acho que se você não faz nada, já começar direto no crossfit já é mais perigoso, né? Não. Muito. Desculpa até que cortei.
Não, mas é isso. Eu vejo muita gente que não faz nada e já vai direto pro crossfit porque quer aquele negócio rápido de novo que a gente tava falando. Eu fui uma delas que fui fazer aula experimental e gente, eu saí da aula experimental falando, não, acabou o aquecimento, aí os professores lá agora vai começar.
Pensei, como assim agora vai começar? Isso era o aquecimento? Gente, era tipo assim cinco voltas no quarteirão, o quarteirão é enorme e aí parava e fazia aquele burp, né? Que o pessoal ficava lá pulando assim, pula assim. E aí fazia dez vezes o negócio, dava mais uma volta. Aí dez vezes o negócio dava mais uma volta.
Cinco vezes isso. O aquecimento. O aquecimento, pra quem não tem preparo, gente, isso é a morte.
Você pensa. Não, não tem como. Você pensa em alguém que tem lipedema ou alguém que tem sobrepeso pensa nas articulações dessa pessoa.
Quando a gente corre é o nosso peso corporal vezes 2,5. Nossa. Agora pensa a pessoa que tem cem quilos se ela der essa voltinha aí vezes 2,5 cem quilos.
É 250 quilos nas articulações assim. Não tem quem guente. É humanamente impossível.
Vai quebrar uma hora, vai se machucar. E aí quem tem lipedema se tá acima do peso junta dois pontos a sobrecarga nas articulações mais a inflamação que vai inflamar tudo. Comentam que você ficou cansada no dia no pós-codolorido ou não? Eu nunca mais queria passar muito eu fiquei uma semana doendo eu não queria nem passar perto porque eu falei aí fica aquele negócio que você acaba até se afastando da atividade física, né? Porque eu vi que eu nunca mais queria passar por isso na minha vida e aí eu tinha medo até de olhar pro crossfit e acabar entrando.
Isso é uma seita. É uma seita. Você falou sai daqui, eu não quero nem entrar.
Exatamente. Eu falava, gente, não aguento isso era uma sensação de morte mesmo assim, sabe? Não dá. Mas assim, é importante, eu não sou contra mas depois do mas é o que é o mais importante mas saiba controlar volume e intensidade.
Se você dosar, ao invés de fazer todos os dias, faz uma, duas vezes na semana e faz outra atividade pra quem tem lipedema só o primeiro estágio, sabe o que é um estágio mais avançado de jeito nenhum, porque aí vai gerar muita inflamação. Não vale a pena de forma alguma. Certo.
Bom, então agora Rodolfo, eu vou entrar nos mitos e verdades. Eu não sei se eu lembrei de citar pra você no início. A gente tem um último quadro aqui do Amatocast que é nos últimos 10 minutos aqui de participação, a gente faz o que está sendo mais procurado na internet, porque as pessoas, quando vão procurar aí do nosso tema de hoje o que elas mais procuram? Então, os trendy topics.
Aí eu trouxe algumas perguntas pra você falar se é verdade ou mentira. Então, isso não é relacionado a nada específico é a atividade física em geral. Sim.
Apenas a prática de atividades aeróbicas é suficiente para perder peso? Não. E hoje em dia tem muita controvérsia ainda que a atividade aeróbica nem é o principal relacionado ao emagrecimento. Se for a pessoa sobrepeso, obesidade são multifatores.
Aí entra seis pilares da longevidade, alimentação, o treino, tem que estar tudo combinado. E as vezes se a pessoa tem algum fator genético que é uma parcela menor é importante o acompanhamento de nutricionista e do endócrino. Mas a pessoa leva tudo certinho, por exemplo a alimentação, o sono, e na parte da academia não gosta da musculação, quer fazer só a parte aeróbica.
Funciona? É legal, entretanto, contudo, todavia o que acontece? Se ela ficar só no aeróbio todos os dias lembra das articulações, ligamentos, tendões pode sobrecarregar. As vezes ela pode ter, se for corrida, uma canelite. Então, não é interessante ela ir só pelo caminho do aeróbio.
Ela fazer um trabalho em conjunto de fortalecimento e o cardio. Eu vou no exemplo meu do futebol. Por mim é só jogar no futebol.
Mas eu sei que eu vou me machucar. Então eu faço o mínimo necessário para o fortalecimento, para que eu consiga jogar com qualidade e não me lesionar. É a mesma ideia voltada ao aeróbio.
Aeróbico e cardio é a mesma coisa, né? Mesma coisa. É só a nomenclatura, mas é o mesmo... Tá. São necessários 30 minutos por dia de exercícios.
Pra quê? Pra emagrecer? Pra qualidade de vida. Depende, né? Tem gente que fala, não, 30 minutos é o ideal pra queima de gordura. A gente tem 3 sistemas metabólicos.
Os 3 agem o tempo inteiro. O que muda são as proporções. Então, a ATP-CP ele é curto até 30 segundos.
Aí tem o outro que é via metabólica, glicolítica. E aí quando chega na queima de gordura, que falam que é a partir dos 30 minutos que tá emagrecendo. Essa é uma das lendas grandes que existem.
Não. Você tá o tempo inteiro. Aqui a gente tá perdendo gordura.
Só que a proporção é muito pequena. Quando a gente faz atividade regular o que vai acontecendo é o nosso corpo vai ficando mais eficiente em não queimar gordura que é, se fosse assim, a gente ia só na sauna, queima, tudo sai, tudo... Não. O nosso músculo fica mais eficiente em oxidar.
Porque é todo um ciclo complexo da gordura que tá armazenada. Ela vai ser quebrada. Corrente sanguínea entra dentro da mitocôndria.
Aí tem lá todo um ciclo que acontece até ser oxidada uma molécula de gordura. É complexo esse ciclo. Mas o que acontece é isso.
Os 30 minutos vai alternar quais são esses três tipos e aí depois a predominância maior do outro, que é a queima de gordura. Se treinar de acordo com a Organização Mundial da Saúde todo dia 30 minutos, legal, ótimo. O que eu indico é alternar as atividades.
Foco na atividade cardiovascular. Outro dia resistência muscular. No outro dia trabalho de flexibilidade, mobilidade.
Esses três seriam ideais. Tá, certo. Sem dor não há ganhos.
Completamente contra. Eu sou. Por quê? Não opendo a alguém.
Exatamente. Não opendo a alguém. Porque a atividade tem que ser prazerosa.
E aí você vai todo dia lá. Pega o crossfit como exemplo. Lá é dor todo dia.
Você vai no seu máximo tudo. Você vai se machucar. Vale a pena? Não vale a pena.
Então se a gente faz uma construção diária, monta um planejamento de treino com uma progressão gradativa tem treino que o aluno falou tá fácil. Falei que legal. Maravilha.
Não precisa amanhã ficar dolorido. Faz muito tempo. Quando eu dava aula experimental pra algum aluno novo eu falava assim meu treino não vai te deixar.
Eu não quero que você fique dois, três, quatro dias pensando porque não é numa sessão de treino que vai resolver. É uma consequência, uma construção. Então aqui eu quero que você entenda a metodologia do meu trabalho, como funciona e eu vou dar alguns estímulos.
Mas eu não quero que você fique. Porque tem muitos profissionais que falam vou matar o cara. Vai falar nossa o treino dele é o melhor.
Não. Numa sessão de treino Isso é outra coisa que eu ia te contar. Meu Deus do céu.
Não muda nada. Quantas aulas experimentadas eu já fiz? Porque eu já tive esse ciclo de querer, agora vai, agora não vai. Hoje sim, hoje sim.
Cada vez desse agora vai eu ficava uma semana sem conseguir descer uma calçada. Tipo assim, descer parece que descer dói mais do que subir, né? Porque você tem que segurar contra a gravidade todo o peso do seu corpo. Tá vendo? Então é muito melhor.
Meu Deus, pra descer uma calçada, pra descer da calçada tem até um nome isso, esqueci a viradinha da calçada. Pra descer era uma dor insuportável. Eu fico de pé o dia inteiro.
Na guia, você disse? Era esse o nome que eu queria lembrar. E às vezes pra sentar quando a gente tá ao vivo, a gente fica de pé esperando chamar. Mas às vezes quando a gente sabe que não vai chamar por um período longo a gente senta no chão, num banquinho, sabe? Vem pra sentar.
Tinha que todo mundo me segurar assim, ó. Ajuda ali, o cameraman ou todo mundo. Nossa, vergonha demais na frente de todo mundo. Então quando chega nesse nível de dor já tem alguma coisa errada.
Você não recomenda ficar desse jeito. Não, não vale a pena, porque lembra sempre é uma construção no longo prazo. Se resolvesse ah, faz uma sessão de treino e pronto já tá legal.
Mas não, a gente sabe que tem as adaptações neurais em primeiro que aquela no primeiro mês você olha e fala nossa, tô pegando até bem mais peso que eu comecei é adaptação neural. Sabe, a adaptação mitocondrial que é ali dentro do músculo ela leva mais tempo. Então eu sou contra porque é isso, foco no médio e longo prazo.
Às vezes é um pouco repetitivo mas é porque não vale a pena. Uma sessão de treino não resolve nada. Mas é legal, assim, o que eu falo muito com meus alunos, quando começa eu falava assim, não é a hora agora vai chegar a hora que você vai falar caramba, o treino foi intenso, mas eu te preparei pra você chegar nisso.
Então depende do nível do aluno três meses, seis meses, mas aí vem os treinos que os caras falam, caramba falei, mas a gente preparou, lembra? Eu fui aumentando gradativamente respeitando a individualidade biológica, que é o que a maioria não faz quando dá uns métodos que a pessoa quer socar peso e não respeita. Legal, isso é importante esclarecer. Beber isotônicos durante os exercícios é essencial? Não é essencial.
Pra atividades aeróbias, acima de uma hora, você vai fazer bike, duas horas de bike. Depois de uma hora, aí é interessante que você tome pra repor aí a sua glicemia, açúcar no sangue que vai te ajudar a prolongar a atividade aeróbia. Se você tomou café, se alimentou certinho, então a partir de uma hora você pode tomar.
Mas não que ela seja essencial, jamais. Praticar exercícios em jejum ajuda nos resultados? Eu sou também contra essa linha do AIJ, porque a galera que defende, fala muito do não, porque aí a via que está, como a gente está com a nossa reserva de glicogênio debilitada, o AIJ vai ajudar, porque você já está com a maior predominância de gordura, porque eles defendem isso. Eu vou contra, porque quando a gente cria corpos cetônicos, a noite, que a gente dorme e a gente acorda com bafo, são corpos cetônicos, e eles acabam atrapalhando a oxidação de gordura.
Esse é um ponto que eu defendo. O segundo é que, se você colocar a quantidade total que você perdeu, oxidou, não queimou, de gordura, comparado à pessoa que se alimentou, a pessoa que se alimentou, ela conseguiu ter um desempenho melhor na esteira, na atividade. E aí, no volume total, a pessoa que se alimentou e não ficou em jejum, foi melhor do que o AIJ, porque a pessoa não consegue ter a mesma energia comparado à outra.
Nossa, mas eu não sei como conseguem fazer em jejum, porque eu já fui comendo pouco e quase passei mal de ver a estrelinha ter que sentar, sabe? Sim, do nada. O céu está estrelado. Não é catabolizado, o pessoal fala? É, esse é o termo da galera mais maromba, que tudo para eles é. Se você está com baixos níveis de glicemia, está catabolizando, está catabolizando, porque está depletando proteína para manter a glicemia, aquela coisa que eles têm, sabe? Então eles falam muito isso.
Eu tinha um cinegrafista que ele era desses... Bolander. Nossa. Ele, assim, agora já está aposentado disso, já vive uma vida normal, né? Mas como ele era muito, na época, ele foi personal também, mas era daqueles que... Sim.
Tipo, morabinho, sabe? Eu sou... Meu braço aqui não chega a 40 e ainda não sou da linha. Ele usava esse termo. Um dia eu cheguei lá falando assim... Nossa, fui na academia hoje, quase desmaiei.
Aí ele... Você catabolizou, não pode ficar sem comer. É, o termo... Mas, assim, o AEJ, né, em jejum, a galera que faz, normalmente, tem isso, né, do... Nossa, e essa preocupação? Não, porque agora eu estou só queimando a gordura. Não, não é tão, sabe, preciso assim.
Mas não vale a pena, né? Em resumo, eu não sou adepto. Eu prefiro sempre tomar um café, de acordo com o seu plano alimentar ali, que você fez, adequado. Você vai ter mais disposição, não vai ter perigo de passar mal, desmaiar.
Tá. A roupa pode afetar os resultados? Depende da... da prática, da atividade física. Na natação, teve uma época que eles usavam aquela roupa que foi proibida até na Olimpíada porque melhorava muito o desempenho.
Ah, não sabia. É, foi. Que eram aqueles macacões inteiros, aí depois eles cortaram só pra canela, porque estava dando diferença de um, dois segundos, se eu não me engano.
Isso eu não tenho certeza, porque eu não sou da natação. Mas estava dando diferença e foi proibido. Entendi.
E um, dois segundos, às vezes, é o primeiro e o quarto colocado numa Olimpíada. Então é muita coisa. Mas em relação à atividade física na academia, nesses dias de muito calor, se é uma academia que não tem ar-condicionado, atrapalha muito o seu desempenho.
Porque a temperatura interna do nosso corpo fica muito quente, se você vai com uma roupa que acaba esquentando mais ainda. Ao invés de você gastar energia pra realmente atividade física, seu corpo está tentando eliminar o calor interno pra transpirar, e aí você fica até mais... Nossa, tô meio mole. Nossa, tô meio mole.
É porque o corpo está tentando eliminar, aumenta a frequência cardíaca, você acaba sendo prejudicada na sua atividade. Ao invés do seu corpo mandar sangue pro músculo pra atividade que você está fazendo, ele está mandando pro corpo inteiro pra eliminar a temperatura interna através do suor pra ficar mais ameno. Mas aí você já fica mole.
Então é importante roupas leves, agradáveis, né? Essa era a próxima pergunta. Suar é sinal de perda de peso? Não, senão sauna seria a solução perfeita pra todo mundo emagrecer. Tem gente que posta depois da academia, e ele pinga, né? É, assim, legal, foi uma atividade intensa, mas o que você perdeu foi os sais minerais, líquido, tomou água, você já volta.
Então o maior erro também é o se pesar antes e depois do treino. O que você perdeu não representa em nada o que você perdeu de composição corporal pensando em gordura, que é um processo de médio a longo prazo, tendo um déficit calórico, né? Então não adianta a gente pensar num imediatismo de novo, né? Agora o último, tem vários aqui, mas a gente vai acabar estourando o tempo. Eu vou finalizar com esse que eu acho que é uma... eu nunca tinha escutado, pelo menos ninguém esclarecer sobre isso.
É melhor treinar à noite do que de manhã? Depende. E aí entra no princípio da individualidade biológica. Cada pessoa acha de um jeito.
Pra resultado é independente. Independente. Tem um estudo que eu vi faz um tempo já, mas falando que, ah, pegaram... Mas aí não dá pra gente aplicar todo mundo? Por quê? Foi um público específico que fizeram naquele estudo, tinha algumas áreas, e eu não lembro, assim, exatamente os detalhes desse estudo.
Eu vou muito no princípio da individualidade biológica porque, um exemplo, tem gente que funciona muito bem de manhã. Tem gente que funciona muito bem tarde e noite. E aí a pessoa tem que ver, testar.
Pô, eu vou de manhã durante um tempo, vejo como funcionou bem, foi melhor durante o meu dia inteiro. Ah, fui à noite, nossa, foi ótimo, melhorou demais minha noite de sono. Que legal.
Tem gente, ao contrário, que, nossa, eu treino à noite, eu fico ainda há muito tempo com a frequência alta, fico agitado, esse pico de adrenalina tá atrapalhando o meu sono. Então é, teste. É a melhor coisa.
Não tem, sabe, algo... Uma receitinha. Engessado, não existe, porque o ser humano, ele não é. Se fosse assim, ah, tá aqui, Letícia, quer emagrecer? Carnaval tá chegando, ah, quer ficar amuleirada, glúteos, pega essa receitinha aqui, três semanas você tá... Se fosse simples assim, seria uma maravilha, tava todo mundo só... Não, o indivíduo tem, tanto do aspecto biológico, fisiológico, o aspecto mental, social, tudo o que envolve. Então nada, é o radicalismo.
Tem que, aprende a olhar para si. Vê como que seu corpo reage, e qual é o melhor ajustado à sua rotina, à sua vida social, porque tem isso também, né, que é super importante. Com certeza, perfeito.
Foi super esclarecido. Ele, inclusive, me deu uma motivação de levar mais a sério as coisas, então imagino para quem esteja acompanhando também teve essa sensação, eu espero. Muito obrigada, Rodolfo.
Antes de pedir, de encerrar de fato com você, eu vou só agradecer mais um patrocinador aqui, mais um patrocínio para o Amatocache, que é do Laboratório Origem, especializado em saúde intestinal, que é onde tudo começa. O foco da Origem é qualidade de vida e prevenção. Tem tudo a ver com o que a gente está falando aqui no episódio de hoje.
Agora, Rodolfo, vou pedir para você passar as suas redes sociais, alguns sites, o que você preferir. Se a gente tiver alguma dúvida relacionada a esse assunto, ou se você se interessou por esse tema que a gente trouxe hoje, se quiser entrar em contato com você, por onde te encontrar? Pode ser através do Instagram, RodolfoVieira18. Se tiver alguma dúvida, quiser saber mais, Rodolfo, gostei da sua linha, não sou do imediatismo, ou era e não quero mais ser, pode me mandar uma mensagem lá, me adicionar, RodolfoVieira18, que eu estou super à disposição para ajudar o maior número, é o meu propósito de vida, ajudar o maior número possível de pessoas a viverem mais, melhor, e ter uma ótima, última década de vida.
Muito legal. Muito obrigada, Rodolfo, pela sua participação. Vou pedir para o pessoal também comentar, se ficou com alguma dúvida, se quer um outro tema para a gente trazer de novo, Rodolfo, aqui no nosso Amatocast.
Então, obrigada pela sua participação, espero que você volte mais vezes para dar essa motivação aqui para todo mundo, não só para mim, para a nossa equipe, para o doutor Alexandre, que sempre acompanha aqui, que deve estar vendo também, que deve estar acompanhando, para quem está assistindo de fora. Valeu, muito obrigado. Obrigado a todos e até.
Obrigada. Vou pedir para você também comentar, compartilhar e curtir o nosso vídeo, que ajuda muito na nossa divulgação. Não deixe de encaminhar para quem se interessa por esse tipo de assunto.
E como eu citei, se ficou alguma dúvida sobre esse assunto, pode comentar aqui no nosso vídeo ou mandar nas redes sociais do Rodolfo. Se você quer que traga de novo o Rodolfo aqui para falar de outro tema, pode comentar também, que a gente sempre está acompanhando todos os comentários. Obrigada.
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.