A endocrinologista Lorena Amato aborda como a identificação do padrão alimentar individual é crucial para o sucesso do tratamento de perda de peso. Ela descreve
Você já ouviu falar disso e como isso pode estar te atrapalhando a emagrecer por não reconhecer adequadamente o seu padrão alimentar. O bom médico endocrinologista nunca deixa de avaliar o padrão alimentar do paciente.
A pessoa nem come muito em volume, mas ela tem que estar com alguma coisa na boca o tempo todo, tem que estar beliscando, tá ali com a mão o tempo todo pegando alguma coisa. E essas pessoas, geralmente, elas se beneficiam de um tratamento um pouquinho diferente relacionado ao peso.
A pessoa não menisca, não come nada, mas quando ela para para comer, ela come uma montanha. Então, realmente come em volume, em quantidade, sente fome. Quando senta para comer, o volume que a pessoa precisa para comer é, tem que ser o volume grande para que ela se sinta saciada.
Olá, eu sou a doutora Lorena Amato, endocrinologista, endocrinopediatra, e hoje eu vou falar sobre padrão alimentar e como isso pode estar atrapalhando você a perder peso. Antes de continuar, convido vocês a se inscreverem no canal, ativar as notificações para sempre estarem recebendo os nossos conteúdos aqui, produzidos com a melhor qualidade para que você tenha uma melhora no seu estilo de vida. Qual que é a importância dos padrões alimentares? Você já ouviu falar disso e como isso pode estar te atrapalhando a emagrecer por não reconhecer adequadamente o seu padrão alimentar. O bom médico endocrinologista nunca deixa de avaliar o padrão alimentar do paciente. Existem alguns, eu vou falar aqui para vocês, e o tratamento para a perda de peso muda de acordo com o padrão alimentar. Então, existe um padrão alimentar chamado beliscador. Como é que é isso? A pessoa nem come muito em volume, mas ela tem que estar com alguma coisa na boca o tempo todo, tem que estar beliscando, tá ali com a mão o tempo todo pegando alguma coisa. E essas pessoas, geralmente, elas se beneficiam de um tratamento um pouquinho diferente relacionado ao peso. É muito comum que essas pessoas tenham alguma questão relacionada com a ansiedade, que precisam estar o tempo todo ali mastigando alguma coisa, comendo alguma coisa, mesmo que como em pouco volume. É comum também que essas pessoas tenham preferências por doces. Você tem um padrão alimentar um pouco mais doce, não que não possa ter o beliscador também que belisca saudado, mas existe uma relação, porque como tem alguma relação com a ansiedade, esse padrão beliscador que fica ali com a mãozinho o tempo todo beliscando, e nem come um grande volume, essas pessoas têm que ter uma atenção, porque existe uma forma específica de tratar essas pessoas que têm esse padrão alimentar e ter essa relação eventualmente com a ansiedade e com uma vontade um pouco maior de consumir doces. Existem algumas estratégias também para ajudar essas pessoas, já tem estudo que mostraram que esconder a comida do campo de visão da pessoa faz com que ela diminua a ingesta. A pessoa me fala, mas eu sempre guardei a comida, é só ir lá e pegar. Mas não, se você tira do campo de visão, tira ali a fruteira da mesa com alguma uva que você fica beliscando alguma fruta, você acaba comendo menos. Então, já uma dica para quem tem esse padrão, como eu não vou falar de tratamento medicamentoso para cada um dos padrões aqui pela internet, isso tem que ser do consultório através de uma consulta médica, mas uma dica é tirar esse alimento, esses amendoim, uma castanha que você pega ali e dá uma beliscada e nem percebe, tira do campo de visão. O fato de tirar do campo de visão já reduz a ingesta, e isso aí já tem alguns estudos que mostraram até perda de peso com essa medida simples. Existe também o padrão que nós chamamos de hiperfágio, o que que é isso? A pessoa não menisca, não come nada, mas quando ela para para comer, ela come uma montanha. Então, realmente come em volume, em quantidade, sente fome. Quando senta para comer, o volume que a pessoa precisa para comer é, tem que ser o volume grande para que ela se sinta saciada. Geralmente essas pessoas têm uma preferência maior por alimentos salgados e esse padrão hiperfágico, geralmente homens, é mais comum, eventualmente jovens, e é claro que pode acontecer também em mulheres e em pessoas mais idosas, mas é um perfil um pouco mais comum. E esse padrão hiperfágico tem medicamentos específicos que atuam nesse padrão alimentar e uma dica prática simples, já que nós estamos aqui no vídeo aproveitando, é que já tiveram alguns estudos também relacionados a isso, medida até um pouco engraçada, que é usar um prato de sobremesa para se servir, usar um prato menor, porque consequentemente a pessoa também vai realmente dar, mas é só repetir, pegar uma outra vez, isso não vai mudar. Sim, mas você usar um prato menor já é uma pequena estratégia que já mostrou em estudos que faz com que as pessoas comam um pouco menos, então a pessoa ter esse padrão hiperfágico começa a servir num prato menor, eventualmente não precisa nem ser de sobremesa, não precisa ser um prato fundo, é um prato raso, um prato menor, isso vai forçar com que a pessoa não faça aquela montanha e não coma tanto também. E para essas pessoas existem outras medidas, medicamentos, outras medidas comportamentais, que também consulta o médico pode ajudar, mas o padrão hiperfágico também é bem característico, existem os pacientes que tem os dois padrões juntos, e aí é realmente um problema, a pessoa belisco o dia inteiro, e ainda quando senta para comer uma montanha é menos comum, não é tão comum enquanto ter um tipo de padrão alimentar o outro, mas também pode acontecer desses padrões, virem associados, a pessoa em geral tem dois, problemas e o tratamento pode abordar esses dois problemas, existe também um padrão alimentar que na verdade é um transtorno alimentar, que é o da compulsão alimentar, eu tenho um vídeo aqui já no canal que fala sobre compulsão alimentar, se você tem dúvida se você pode ter compulsão alimentar, vale a pena dar uma olhada lá nesse vídeo, porque o tratamento tem que ser multidisciplinar, alguns estudos já mostraram que muitos pacientes e obesos tem compulsão alimentar e não são adequadamente diagnosticados, e isso prejudica o tratamento da obesidade desses pacientes, eles têm episódios, é muito comum esses pacientes com compulsão alimentar, oscilarem muito peso, ficam muito magros, depois ficam muito obesos, depois emagrecem tudo de novo, porque eles em geral têm uma capacidade de restringir calorias quando querem, mas depois voltam a comer de uma forma relativamente descontrolada, com o padrão compulsivo, existe também alguns pacientes que estão associados à compulsão, que também promovem o que a gente chama de compulsão alimentar, como a gente pulgação após um episódio de compulsão, alguma atitude para atirar aquele alimento de organismo como induzir vômito, induzir de arreia, fazer atividade física de uma forma estenuante após um excesso alimentar, e esses padrões de pulgação, tanto compulsão quanto pulgação, podem caracterizar a bulimia e precisam de acompanhamento psicológico em conjunto, pacientes com compulsão e com algo que possa sugerir bulimia, tem que ser acompanhados com o psicólogo juro, você não vai ter sucesso para a perda de peso e muito menos para a aquisição de saúde, que é o que os pacientes buscam, e por fim existe também um padrão alimentar, que também é um transtorno alimentar, que é um padrão do comer no turno, eu tenho um vídeo aqui que eu falo sobre crononutrição, vale a pena dar uma conferida, mas existem algumas pessoas que acordam a noite para se alimentar, e isso é um transtorno que também precisa de acompanhamento multidisciplinar, existem medicamentos específicos para esse tipo de transtorno, pessoas que acordam a noite para comer, com fome no meio da noite e acabam se alimentando bastante no meio da noite, então me fala aqui, deixe nos comentários qual que é se você se identificou em algum padrão alimentar, se isso não foi falado para você, pode estar atrapalhando você a perder peso, encame esse vídeo para alguém que também possa se interessar pelo assunto, e curta e até os próximos vídeos.
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.