O depoimento aborda as dificuldades práticas enfrentadas por uma pessoa com lipedema, focando principalmente na adaptação alimentar. A paciente, que é confeitei
Bom, eu tive momentos assim, eu não gosto de academia, por exemplo, é uma coisa que foi chato para mim ter que fazer, tanto que hoje eu me encontrei fazendo ioga, eu tô fazendo outras atividades. Alimentação, alimentação é um negócio complicado. Como eu falei, eu sou confeiteira também, além de secretária.
Então, coincidentemente, quando eu me consultei, passei em consulta, o meu médico disse para eu tentar uma dieta ou anti-inflamatória ou uma dieta cetogênica para a gente estudar os resultados, já que a cetogênica foca principalmente na gordura para eliminar como fonte de energia para o organismo, ela usa gordura. Enfim, foi bem na época do Natal, eu falei não vou conseguir, não vou conseguir, imagina cetogênica, eu, Adriana, eu, a rainha do doce, formigona, não vou conseguir. E eu estava muito acima do peso, foi o começo, o momento que eu falei, acho que não vai dar.
Aí eu lembro que eu voltei na consulta com ele e falei, vou tentar, não garanto, mas eu vou fazer o meu máximo. E deu certo. E acho que o mais difícil para mim é isso, porque eu tô o tempo todo olhando para a cara do doce, eu mexo com brigadeiro, glacê, marshmallow, até os meus gatos têm nome de doce.
E eu tenho que me policiar, né, até porque eu tenho uma predisposição a engordar, então se eu saio um pouco, já ganho um peso, a gente já se preocupa com o lipedema. Acho que a pior parte mesmo é a alimentação. É difícil se conscientizar, é difícil manter, porque a gente vive uma vida muito louca, né, o tempo todo, tá aqui, tá ali, trabalha, volta, pandemia, escritório, problema, família, então é muito difícil a gente vive um mundo ansioso, né.
A alimentação para mim é bem, bem complicado. Acho que não só para mim, né, a maioria das pessoas têm essa dificuldade.
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