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Eu Descobri os ALIMENTOS que Estavam Me MATANDO por Dentro | AmatoCast Ep 44

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Eu Descobri os ALIMENTOS que Estavam Me MATANDO por Dentro | AmatoCast Ep 44

O episódio discute como certos alimentos podem desencadear processos inflamatórios crônicos no organismo, levando ao desenvolvimento de doenças. O Dr. Alexandre

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Perguntas respondidas neste vídeo

Hoje, então, um assunto que, como o nosso último episódio, levanta uma certa polêmica, né?

Sim, com certeza. Tem gente que não acredita que alguns alimentos inflamam. E a gente vai falar sobre os alimentos que podem atuar no seu corpo.

Os alimentos podem fazer com que a pessoa desenvolva alguma doença?

Sem dúvida nenhuma. Tem vários alimentos que levam à formação de doenças. Antes de falar da formação de doença, para exemplificar o quanto...

O que vai acontecendo internamente no corpo?

Existem vários processos que acabam levando à inflamação. Eu vou pegar de uma doença que todo mundo já ouviu falar e é mais fácil explicar, mas existem outros também. Por exemplo, a doença celíaca.

E como que isso acontece?

Então a molécula do glúten vai entrar em contato com a mucosa do intestino e isso vai desencadear todo o sistema imune, criando um super anticorpo contra essa molécula. E esse super anticorpo vai causar um processo inflamatório gigantesco no local, causando dano.

É meio que aquele polvo, sabe?

Que também viralizou nos Estados Unidos, ponto de vista aqui no Brasil. Mas que as pessoas brincam com essa situação. Por exemplo, ah, eu prefiro comer algo que eu gosto, mas que eu tenho a intolerância do que ficar sem.

Transcrição completa do vídeo

Olá, meu nome é Letícia Miyamoto e está no ar mais um AmatoCast pelo canal do Instituto Amato. E agradeço mais uma vez o carinho da sua audiência e participação aqui conosco para falar sobre tudo o que envolve qualidade de vida. Nos últimos episódios, nós estivemos aqui com o doutor Alexandre Amato, cirurgião vascular.

No último, inclusive, foi bastante polêmico sobre o poder dos chás. E antes, nós conversamos também com o doutor Alexandre sobre a importância do cuidado com a saúde vascular. Hoje, ele volta ao AmatoCast, mas desta vez para falar sobre alimentos que inflamam e podem causar dor.

Vamos lá. O professor doutor Alexandre Amato é médico e cirurgião vascular e endovascular do Instituto Amato. O especialista é doutor em ciências pela Universidade de São Paulo.

Atualmente, faz pesquisa científica em lipedema e é presidente da Associação Brasileira de Lipedema. Além disso, é autor de diversos livros sobre saúde. Mais uma vez, bem-vindo, doutor.

Obrigado. Hoje, então, um assunto que, como o nosso último episódio, levanta uma certa polêmica, né? Sim, com certeza. Tem gente que não acredita que alguns alimentos inflamam.

E a gente vai falar sobre os alimentos que podem atuar no seu corpo. Doutor, então, para começar, eu queria já esclarecer essa questão dos processos inflamatórios. Eu não sou médica para afirmar, mas pelo que eu entendo, os processos inflamatórios já fazem parte de algo natural do corpo.

Sim, é fundamental a gente separar isso. Inflamação, a gente tem que ter. Se a gente não tiver inflamação, a gente não sobrevive.

Ela faz parte do nosso mecanismo de defesa. Então, a gente tem que separar inflamação aguda, que é aquela que dispara quando tem algum evento no nosso corpo, e aí o corpo precisa entrar num processo de recuperação. E esse processo de recuperação é um processo de cura.

E tem aquela inflamação crônica, aquela que não desliga nunca, e essa é a maléfica. Então, a inflamação aguda faz bem. Se você tem um corte na perna e precisa cicatrizar, precisa da inflamação para que isso ocorra.

Agora, aquela inflamação que vai continuamente, que não desliga, que fica o tempo todo lá, deixando o seu sistema imune alerta, essa não é boa. Essa é a que vai trazer as doenças degenerativas ao longo da vida. O problema então, doutor, é quando se torna algo crônico ali do processo inflamatório, que esse processo inflamatório, inclusive dos próprios alimentos, que é o nosso foco do episódio de hoje, pode causar doenças.

Os alimentos podem fazer com que a pessoa desenvolva alguma doença? Sem dúvida nenhuma. Tem vários alimentos que levam à formação de doenças. Antes de falar da formação de doença, para exemplificar o quanto... As pessoas não acreditam o quanto que os alimentos influenciam na nossa vida.

Eu sugiro comer uma pimenta, uma Carolina Reaper, puro, e me falar o que você sente. E aí, depois disso, falar que os alimentos não causam nada no nosso corpo. Quero ver se vai ter coragem.

Não tem. Por quê? Porque nós somos o que nós absorvemos ao comer. Então a gente vai lá, coloca alguma coisa para dentro do nosso corpo, isso vai ser digerido, absorvido, todas aquelas moléculas vão entrar na nossa circulação, a gente vai usar algumas delas, outras não, e aquilo faz parte do nosso corpo de alguma forma.

Se a gente começa a colocar no nosso corpo coisas que não serão úteis, ou que vão danificar o nosso corpo, é óbvio que a gente vai sofrer as consequências. A questão é, muitas vezes não é tão rápido quanto da pimenta que eu falei, que você come e na hora já está sentindo. Algumas vezes esse processo é mais lento, e as pessoas não fazem a correlação.

Comi isso, aconteceu isso. E aí precisa ter um pouquinho de consciência corporal para entender que isso está acontecendo, por decisões erradas lá atrás. E doutor, dentro do organismo, por exemplo, igual você citou agora alguns alimentos, a pessoa não sente já imediatamente o efeito maléfico na saúde.

Mas como que isso funciona de uma forma mais específica, até uma explicação médica mesmo para esse processo inflamatório que pode causar uma doença aos poucos? O que vai acontecendo internamente no corpo? Existem vários processos que acabam levando à inflamação. Eu vou pegar de uma doença que todo mundo já ouviu falar e é mais fácil explicar, mas existem outros também. Por exemplo, a doença celíaca.

Doença celíaca, os celíacos são aquelas pessoas que não podem com glúten. O glúten causa um dano muito grande no intestino, o sangramento acaba sendo internado por causa disso, é uma doença grave. E como que isso acontece? Então a molécula do glúten vai entrar em contato com a mucosa do intestino e isso vai desencadear todo o sistema imune, criando um super anticorpo contra essa molécula.

E esse super anticorpo vai causar um processo inflamatório gigantesco no local, causando dano. Então esse é um exemplo clássico. Mas existem outros processos também.

Então, por exemplo, quem tem o leaky gut, a síndrome da permeabilidade intestinal, pode ter várias intolerâncias a vários alimentos que estão passando no filtro da parede intestinal e desencadeando continuamente a liberação de citoquinas inflamatórias pelo sistema imune. Então essas são duas formas que os alimentos podem causar inflamação. Doutor, chegou a viralizar nas redes sociais, mais especificamente no Tik Tok, uma trend que as pessoas brincam com essa questão da intolerância.

A intolerância a diversas formas de alimentos, lactose, enfim, tudo mais. Essa trend, pra quem não acompanhou, vou explicar basicamente como que é. É um vídeo curto, mas que as pessoas mostram comendo ali algo que tem a intolerância e que depois mostra indo ao banheiro, ficando o dia inteiro mal. E aí coloca, ah, eu prefiro... É meio que aquele polvo, sabe? Que também viralizou nos Estados Unidos, ponto de vista aqui no Brasil.

Mas que as pessoas brincam com essa situação. Por exemplo, ah, eu prefiro comer algo que eu gosto, mas que eu tenho a intolerância do que ficar sem. Doutor, isso pode causar danos na saúde a longo prazo? Ou se a pessoa lida com a situação de ter que ficar o dia inteiro no banheiro, não tem nenhum problema? Pois é, né? Essa pergunta é muito interessante.

Me lembra uma história que aconteceu recentemente. Eu não sei se vocês viram um documentário chamado Super Size Me. Era um documentário, vou falar até o nome da rede, porque aparece ostensivamente no documentário.

Era um cara super atleta e super bem de hábitos de vida que resolveu, da noite pro dia, documentar a evolução dele comendo McDonald's todo dia. E aí, no decorrer do documentário, ele mostra o ganho de peso e uma alteração absurda nos seus exames laboratoriais. E aí ele percebeu, depois eu não lembro exatamente quanto tempo foi o documentário, sei lá, dois, três meses, alguma coisa assim, mas foi absurda a mudança pra pior na qualidade de vida dele.

E recentemente ele faleceu. Né? É aquela decisão idiota em que, quando você é mais jovem, você acha que é tolerante. Então, nossos sistemas de defesa são mais complacentes.

Então, você faz uma coisa errada e aí o corpo tenta se ajustar e volta como tava antes. Com o passar do tempo, a gente vai perdendo essa capacidade e o corpo começa a sofrer mais. E a gente vai colhendo os frutos do que a gente plantou lá atrás.

Então, o que aconteceu com esse indivíduo? Ele tava super saudável e fez uma coisa que foi muito ruim pra saúde dele. E ele faleceu, se não me engano, com 52, 53 anos, alguma coisa assim. Será que esse óbito dele tem alguma coisa a ver com esse documentário que ele fez? Ou com a mudança alimentar? Ele tentou voltar depois, e ele mostra no documentário, que ele não conseguiu voltar ao estágio inicial.

Então, a gente tem que tomar muito cuidado com isso. E não pode ignorar os sinais do nosso corpo. Nosso corpo fala, nosso corpo avisa que tem alguma coisa errada.

Não tenta lutar contra. Quando a pessoa tem uma intolerância, por exemplo, a lactose, que eu acho, acredito que seja uma das mais difíceis de lidar, por conta da substância, em vários tipos de alimento. Tem alguma forma da pessoa tratar de uma maneira que ela consiga consumir todos os alimentos de uma forma livre? Ou não vai ter que ter essa restrição? A intolerância à lactose, eu, pessoalmente, não acho que é a pior de todas.

Eu acho que a pior de todas é o trigo e o glúten. Mas a intolerância à lactose está lá nas principais, com certeza. E a maior parte das pessoas acha que só comprando algum industrializado sem lactose, resolveu o problema.

E, na verdade, não. Porque qualquer coisa que está lá escrito sem lactose, a indústria jogou uma enzima chamada lactase. E essa lactase vai quebrar a molécula da lactose, que é um açúcar que você não ia conseguir absorver, em duas moléculas, que é de galactose e de glicose, que você absorve e que também são inflamatórias.

Então, a busca por alimentos sem lactose não é a solução definitiva. Você acaba comendo uma coisa que tem como se fosse mais açúcar adicionado, e você acaba inflamando por outra via. E o leite tem uma outra substância, que é a caseína, que é formada no queijo e tudo mais, que também é extremamente pró-inflamatória.

Existem várias moléculas de caseína diferentes. Se não me engano, é a beta-caseomorfina, que é uma das piores, que mais causa inflamação. Aí tem alguns leites que acabam produzindo menos dessa substância.

Então, existe também uma alteração genética. Todo mundo, sem exceção, vai ficar intolerante ao leite, no decorrer da vida. A gente tem uma produção de lactase nossa, endógena, grande no início da vida, e isso vai caindo no decorrer da vida.

E quem tem essa genética para intolerância à lactose, acaba tendo essa perda da produção da lactase bem mais cedo. Então, é interessante, porque algumas pessoas falam, puxa, eu não tinha nada com leite, e agora eu tenho. Pois é, chegou a hora, não está mais produzindo lactase.

Doutor, tem gente, inclusive, que fala que toma 2 litros de leite por dia, que é uma coisa comum de se ouvir falar, mas que acaba sendo meio assustador pela quantidade. Faz mal tomar tudo isso? Então, para quem tem a tolerância, não faz mal. E eu não posso sair recriminando o leite, que é um alimento também super nutritivo, em algumas regiões a gente tem que ficar atento, porque é a fonte de nutrição da pessoa, então eu não posso criticar o leite de cara, para aquela pessoa que mora na roça, que toma o leite da vaca direto, e é uma fonte alimentar super importante para ela.

Se ela for tolerante, puxa, maravilha. E até essa tolerância ao leite dos animais, foi um grande avanço para a espécie do ser humano. Isso trouxe uma vantagem evolutiva muito grande, que era um alimento que estava disponível, e que ajudou a alimentar populações grandes.

Então, eu não posso sair dando tiro em tudo que tem leite. Algumas pessoas têm uma intolerância, e a gente tem que ficar atento a isso, e essas pessoas, sim, tem que evitar. E doutor, em questão dos malefícios desses alimentos inflamatórios, tem outras questões também que acabam prejudicando, quando são associadas com, por exemplo, uma noite de sono, enfim, toda a qualidade de vida da pessoa, influencia nessa questão dos malefícios desses alimentos que a gente está dizendo, não apenas os alimentos em si.

Ah, sem dúvida. Por exemplo, estresse, dormir mal, ritmo circadiano que não funciona, a gente vai somando tudo isso durante a vida, são coisas que vão criando inflamação, criando situações em que nosso corpo tem que lutar contra. E aí entra mais essa questão alimentar.

Então, eu fico só imaginando a pessoa estressada, no trânsito, parando num drive-thru qualquer, comprando um lixo de comida fast-food, e está só aumentando a bola de neve. Uma hora o negócio vai cobrar e com juros. Fico com medo dessas falas.

Doutor, agora em questão das doenças mais graves, mais sérias, o que a gente pode dizer que esses alimentos inflamatórios podem trazer de malefício? Até pode trazer um pouco mais para a sua especialidade, que é a cirurgia vascular, a parte vascular das pessoas. Enfim, o que a gente pode causar de mais alerta em relação a esse tipo de alimento? Ok, então primeiro eu vou falar da parte mais clássica da cirurgia vascular, depois eu vou falar do lipedema. Então a parte mais clássica são as artérias, as veias, né? As artérias, elas são danificadas ao longo da vida, e no final o problema são as placas ateroscleróticas.

Então tem a aterosclerose, tem o dano na parede endotelial, e tudo isso é uma inflamação crônica. E essa inflamação crônica pode ser gerada pela alimentação. Eu acredito que um dos grandes erros da medicina, isso faz parte de todo o processo evolutivo da ciência também, foi colocar muito peso na questão de que eram as gorduras o problema.

Então tem que tirar toda a gordura da alimentação, e aí melhora e não vai ter a formação de placas ateroscleróticas. E foi visto que não é isso que acontece, não é a gordura o problema. A gordura pode fazer parte do problema quando tem uma outra questão muito maior acontecendo, que é a inflamação.

Então as suas escolhas alimentares hoje, você pode não sentir nada hoje, amanhã, mas vai definir o que vai acontecer quando você tiver com idade. Então vai ter doença vascular, vai ter placa aterosclerótica, é o que você comeu ao longo da vida. Agora do lipedema.

O lipedema, as pessoas acham que é a doença da gordura nas pernas e ponto final. Mas na verdade não é só isso. Aquela gordura na perna é um método que o corpo encontrou pra tentar se defender dessa inflamação crônica.

Então muitas vezes, não é sempre, mas muitas vezes, isso tá relacionado diretamente com a alimentação. Eu já vi vídeo de médico falando, ah, o lipedema não tem nada a ver com a alimentação. Desculpa, não tá atualizado.

A alimentação influencia muito na inflamação da gordura na perna e nos sintomas, que é dor, peso, cansaço, inchaço e formação de roxos. Doutor, e como saber que você tá chegando num nível preocupante desses alimentos inflamatórios? Você citou alguns sintomas agora do lipedema especificamente, mas tem algo que a pessoa consegue já perceber no próprio corpo que já, olha, precisa tomar um certo cuidado, mudar o tipo de alimentação, ou que já tá num nível realmente crítico ali pra pessoa? Então, o lipedema eu vejo como um sinal de aviso de que alguma coisa tá errada. Então, quem tem o lipedema tem essa vantagem evolutiva, que é um sinalzinho vermelho falando, olha, você tem que cuidar da sua vida, da sua alimentação, e ele avisa como? De uma forma que a pessoa não gosta, né? Com a questão estética, com a dor, inchaço e tudo mais.

Agora, as pessoas que não têm o lipedema, muitas vezes não têm esse alerta. Essas pessoas vão progredindo sem sintomas. Então, no homem, é muito frequente o acúmulo de gordura visceral.

Aquelas pessoas que falam, ah, tem a barriguinha de chope, ou passou dos 40, quem não tiver barriga, não tem história pra contar. Na verdade, aquilo é a inflamação crônica sendo acumulada continuamente. Então, essa parte da gordura localizada pode ser um alerta, tanto pra homens como pra mulheres? O homem não vai ter a gordura localizada, o lipedema, como aviso da inflamação.

No homem, aparece mais como a gordura visceral. Tá, e na mulher, a gordura visceral, que é a que costuma incomodar também, né? Pode ser um sinal também de alerta? Pode, tem muita mulher onde a gordura visceral acontece primeiro. Tá, doutor, então aqui tem o top 5 dos alimentos que aparecem como mais inflamatórios, e também trouxe alguns que são anti-inflamatórios, porque a gente tá falando do problema, então é bom também a gente citar como que faz pra resolver, né? Agora, os que mais inflamam pras pessoas terem um certo cuidado, o primeiro aparece o açúcar, é o top 1 mesmo? Ah, não tenho dúvida nenhuma.

Eu vivo falando dos pós-brancos que destroem uma sociedade. São vários pós-brancos. A cocaína, o açúcar, o trigo e o sal.

São os pós-brancos que a gente tem que tomar cuidado. E o açúcar, sim, é um problemão. Ele é muito inflamatório.

Ah, mas veio da cana-de-açúcar. A cana-de-açúcar não tá lá mais, não sobrou nada da cana-de-açúcar. É uma molécula de glicose, sacarose, puramente inflamatória, com caloria vazia, e que é adicionado em todo alimento industrializado pra que você vicie e fique pedindo mais.

Tem que fugir do açúcar. O açúcar é, sim, superinflamatório. Aqueles alimentos que aparecem sem açúcar, mas que ainda assim são, por exemplo, chocolates, já tem, de fato, um benefício a mais? O que é sem açúcar, mas não colocou nada pra melhorar o sabor ou adoçar, tem mais chance de ser saudável.

O problema é que tem alguns adoçantes que também não são tão indicados assim. E quando você fala de chocolate, acho que é muito generalizado pra eu sair falando, pode comer todos, tem que ver um a um, o que que tá lá dentro. Tem que ver qual o adoçante que tá sendo usado, se for usado algum.

Se não tiver adoçante nenhum, e for um chocolate sem o açúcar, é óbvio que ele vai ser mais saudável. Vai naquela linha da pegadinha lá pra ficar atento. Exato, tem que saber ler rótulo, uma coisa importante é saber ler rótulo.

Eu vou falar de uma coisa aqui, eu não sou patrocinado por eles, não tenho nada a ver com eles, mas é tão bom que eu acho que merece ser comentado. Tem um aplicativo pro celular, chama Desrotulando, e que você consegue ver, ao colocar o código de barra dos produtos, se ele é saudável ou não, e ele dá uma nota. E é bem interessante, é bem prático.

Legal, pedir pro pessoal comentar também, né, se alguém já usou, se alguém testou. Doutor, o próximo que aparece é alimentos ricos em gorduras saturadas ou gorduras trans. Importante a gente citar o que é gordura trans, porque desde sempre, desde criança, todo mundo vê, ah, não pode, tem que aparecer lá, sem gordura trans, parece que é mais legal, mas ninguém nem sabe o que é isso.

Então, o que é isso, doutor? Ah, esse papo da gordura vai longe, né. Eu lembro a época em que começaram a falar que margarina era melhor do que manteiga, né. E aí todo mundo começou a usar margarina, que teoricamente era mais saudável.

Aí depois percebeu-se que não mudou a evolução das doenças. Aí agora todo mundo voltando pra manteiga, né. Ah, então ela é mais saudável do que a margarina.

A questão é, estão colocando muito foco nas gorduras, como sendo a gordura o problema, e a gordura não é, o nosso corpo precisa do colesterol, precisa da gordura pra funcionar. Ele é precursor de vários hormônios. Então, já ficou bem evidente que toda dieta que zera a gordura não trouxe benefício pra saúde.

Então, a vontade de tirar carne por causa da gordura não é necessária. A vontade de tirar manteiga por causa da gordura não é necessário. Agora, a gente tem que focar na inflamação, e não é a gordura que causa a inflamação, e a gente necessita de gordura pra produzir hormônios e outras substâncias no nosso corpo.

Então, acho que as pessoas nem precisam se preocupar muito com a presença de gordura trans ou não. Eu acho que quando tá escrito isso num pacote, é um pacote já de alguma coisa industrializada. E aí você tem que fugir porque é um industrializado.

Como é natural, né? Não tá escrito lá no açougue se aquela carne tem gordura trans ou não. Você tá vendo a carne, tem a gordura, e aquela gordura é saudável. Obviamente, desde que seja em uma quantidade razoável, né? Não tô falando em exageros.

Sim. O próximo, doutor, é carboidratos refinados nessa linha de alimentos que causam a inflamação. Ah, carboidratos refinados é quase um crime.

E pode dar um exemplo também do que é, pras pessoas entenderem bem. Carboidratos refinados, então tudo que passa por um processo de industrialização e acaba, por exemplo, uma bolacha, um biscoito, no Brasil cada um fala de um jeito, mas bolo, tudo que usa a farinha de trigo, isso é um carboidrato refinado. Se você pega uma batata, uma batata doce, esse não é um carboidrato refinado, mas continua sendo um carboidrato.

O carboidrato é uma molécula que quando quebrada, então ela vai chegar no estômago, vai ser quebrada e vai virar glicose no final. Depois de várias quebras, acaba virando açúcar de alguma forma. A questão é o tamanho desse carboidrato.

Existem carboidratos menores e que chega no estômago, ele é quebrado rapidinho em açúcar, e tem carboidratos maiores e mais complexos que precisam de muito processo de quebra pra virar um açúcar. Esses carboidratos complexos, eles são melhores pro corpo. Os carboidratos mais refinados e mais simples e que viram açúcar muito rápido, eles são um problema.

Então, fugir desses industrializados. Uma outra coisa é os carboidratos. Se você faz, por exemplo, o arroz tem carboidrato, então se você faz um arroz, congela e depois come, ele vai sofrer um processo de mudança dessa molécula e que vai dificultar a absorção pelo nosso corpo.

Então é bom, você faz um carboidrato, congela e depois come, esse melhor, ou melhor, dificulta a nossa transformação desse carboidrato em açúcar. Isso é bom. Agora, álcool, a gente não precisa explicar quais são as formas de encontrar, mas também tá no top 5 aí, doutor.

Ah, com certeza. Primeiro que álcool não é alimento pra ninguém, né? As pessoas acham que é, tem muita gente que vive de álcool, nosso corpo até consegue quebrar o álcool e transformar ele num açúcar também, mas ele é caloria completamente vazia, não tem nenhum valor nutricional. E além disso, álcool é um solvente universal.

Álcool, ele vai destruir as células que ele entrar em contato. Álcool vai causar dano no corpo e se causou dano, vai gerar um processo inflamatório tentando a restauração. A questão é, se é eventual, nosso corpo dá conta.

Agora, a pessoa que tá bebendo continuamente, tá mantendo seu corpo inflamado por causa disso. Então, o álcool não tem escapatória, ele vai causar inflamação. O que aparece também são alimentos ultraprocessados à base de carne.

As pessoas têm essa dúvida, né? Se até que ponto a carne realmente é algo bom pra pessoa e até que ponto vira algo maléfico. Então, o que a gente pode dizer sobre a carne? Primeiro eu vou agradecer essa pergunta, porque isso precisa ser escancarado, né? Carne vermelha faz bem, carne vermelha não faz mal. Ponto.

Guarda isso. Todos os trabalhos que mostram que a carne faz mal, as pessoas não leram o título por completo e tá escrito carne processada. Então, eu tenho que diferenciar uma coisa da outra.

Carne vermelha é aquela que você vai no açougue, pede um pedaço de carne, corta, aquela picanha, aquela maminha, aquilo é carne vermelha, aquilo só faz bem. Carne processada é uma coisa completamente diferente. Carne processada é a linguiça, é o presunto, é a salsicha.

Esses alimentos, eles sofreram inúmeros processos industriais pra transformar naquilo lá que você tá vendo e preservação. Então, todos os trabalhos que mostram aumento de câncer, aumento de risco cardiovascular com carne, tá lá escrito que é a carne processada e não a carne vermelha. Só que as pessoas estão sendo manipuladas até pela mídia.

Eu peguei até vídeo de emissora famosa aí, que todo mundo sabe qual é, com áudio falando, a carne faz tão mal quanto um maço de cigarro. Isso é um absurdo, gente, é um crime falar uma coisa dessa. E tem toda essa motivação por trás pra tentar levar as pessoas pra uma vida mais vegana, mais vegetariana, tentando induzir as pessoas a acreditar que isso é, por si só, mais saudável.

E não é. A carne vermelha tem um monte de coisa que a gente não consegue obter de forma adequada nos vegetais. Por exemplo, o ferro. O ferro que tem na carne, ele é muito mais fácil de absorver.

Tem as vitaminas do complexo B12, são necessárias pra nossa sobrevivência. Ah, mas eu consigo isso com os vegetais. Ok, é possível, mas ser vegetariano ou vegano é uma coisa pra quem pode, não pra quem quer, porque vai ter que ficar fazendo exame, vendo o nível, se tá bom, vai ter que comprar uns vegetais que provavelmente você não tá comprando e colocando na sua alimentação pra suplementar o que falta, e muitas vezes isso é muito mais caro do que a carne.

Então, de novo, ser vegetariano ou vegano é pra quem pode, não pra quem quer. Ah, pra quem pode também no quesito genético. Tem que ter a genética adequada pra conseguir sobreviver a isso.

Então, qualquer generalização tá errada, né? Tem gente que pode não se dar bem com uma ou outra carne, mas eu conto nos dedos de uma mão as pessoas que eu conheço e que chegaram nesse ponto. Então, normalmente, a carne é saudável e não é inflamatória. Diferente da carne processada.

Carne processada é, sim, inflamatória. A gente escuta muito, principalmente da salsicha, né? Salsicha. Dizem até que tem jornal lá no meio, não sei se eu acredito nisso.

Dá medo de ver, né? A preparação. Jornal é demais. É, por incrível que pareça, salsicha eu não encontrei nenhuma até hoje que não tenha glúten.

Não tenha mais um outro elemento inflamatório. A gente tá falando bastante de alimentos ruins, né? Do que causa inflamação. Agora, vamos falar um pouquinho sobre alimentos anti-inflamatórios.

Tem alguns que podem ser associados pras pessoas, até como forma de prevenção dessas doenças que a gente citou? Tem, tem vários. Um que eu gosto de mencionar, que é válido aí pra todo mundo, sem exceção, é a cúrcuma. O açafrão da terra.

Ele é uma especiaria, um tempero, e que tem um baita de um efeito anti-inflamatório já mensurado. É até usado em tratamento de algumas doenças. E pode ser usado como um tempero comum e é super gostoso.

Ah, que outros que a gente pode citar, doutor? De alimentos anti-inflamatórios, tem os chás que a gente falou. Tem um outro episódio completo sobre isso? No episódio anterior, né? Tem vários fitoquímicos. Tem uma listinha aqui, ó, nessa pesquisa que eu coloquei.

Vamos comentar. Tomates, vou citar todos. Tomate.

Tomate tem licopeno. Algumas frutas, vegetais, tem o licopeno, que tem um efeito anti-inflamatório. É o que dá a tonalidade vermelho, mas não é todo vermelho que tem esse efeito anti-inflamatório.

Então o licopeno tá no tomate, tá na melancia, acho que na goiaba também. E especificamente o licopeno, pra gente conseguir extrair a parte boa dele, é um dos poucos fitoquímicos que precisa processar bastante o tomate. Processar não no sentido industrial, mas se você cozinhar bastante pra fazer um molho de tomate, você consegue extrair mais licopeno do que comendo um tomate puro.

Aparecem também frutas como morango, laranja, limão e abacaxi. Calma aí. Morango, laranja, limão e abacaxi.

Acho que cada um por uma substância diferente. Não consigo fazer um grupo grande aí. Mas falando do morango, eu lembrei do outro vermelho também, que é um anti-inflamatório, que é o resveratrol.

O resveratrol tem na casca de algumas frutas, principalmente a uva, aquela uva mais escura. E o resveratrol é um baita de um anti-inflamatório natural. É, aliás, a grande desculpa dos tomadores de vinho.

Eu tomo um vinho de vez em quando. E ele é anti-inflamatório. E são as frutas que precisam se proteger do dano solar.

Então, por isso que fica na casca. Esse resveratrol é produzido pela fruta para se proteger da mutação genética que o sol causa na fruta. Então, quanto mais escuro, quanto mais vermelho, mais resveratrol.

Aparecem nozes. As nozes têm bastante substâncias benéficas. Tem um pouco de ômega 3 também, que trazem um efeito anti-inflamatório.

Sim, é super bom. Quando a gente tá falando de nozes, não é só as nozes, né? Tem vários grãos aí. Castanha do Parás, castanha do Caju, todas essas entram dentro dessa categoria.

A minha sugestão seria um punhado por dia. Essa daí eu também já escutei falar bastante. Azeite de oliva extra-virgem? Azeite de oliva é super benéfico.

É um dos óleos melhores que tem. Eu fico só pensando o quanto, quando a gente compra um extra-virgem, e que ele é extra-virgem mesmo, se não tem uma manipulação do mercado. O azeite extra-virgem é o que mais tem as substâncias benéficas.

E, se for possível, ir atrás dele. Uma das coisas que se fala, ou se falava bastante, era que o azeite perdia os seus efeitos benéficos quando ele era aquecido na panela. E tem um trabalhinho que mostrou que não, não perde não.

Então, se conseguir, o ideal é fazer os alimentos com azeite. Ah, mas é muito caro. Ok, mas uma desculpa para não exagerar na quantidade.

Coloca pouquinho e aí você usa os efeitos benéficos sem exagerar nas calorias. Hortaliças? Hortaliças, aí é uma variedade enorme de substâncias. Tem a quercetina, tem um monte de outros fitoquímicos.

A cebola é super rica em quercetina, que é um dos melhores. Tem efeito antioxidante, anti-inflamatório, estabilizante da parede do mastócito. Tem até alguns trabalhos que sugerem efeito anticancerígeno in vitro.

Precisa de mais estudos para conseguir aplicar isso no ser humano. Mas que é uma substância que merece ter um carinho e colocar na sua alimentação no dia a dia. Ah, sem dúvida nenhuma.

E por último, peixes como salmão, atum e sardinha. Ok, isso é uma verdade, mas que precisa de um alerta. Porque o atum, salmão, sardinha, teoricamente eles tem que ter bastante ômega 3, tem que ter um monte de substância boa, mas são aqueles que são pegos no mar, em água gelada.

E muitas vezes o que a gente está comendo é peixe de criadouro, e que ele não tem mais essa quantidade de ômega 3 necessária. Então, por exemplo, até o salmão, eu lembro que eu fui num restaurante japonês uma vez, acho que eles foram muito honestos até, que ao invés de estar escrito salmão, estava escrito truta salmonada. Então, era um peixe que recebia uma ração que ia deixar a carne dele vermelhinha, parecendo salmão, mas que não era o salmão.

Aí depois nunca mais ouvi isso. Será que o que a gente está comendo num restaurante japonês é truta salmonada, ou é o salmão que veio das águas geladas? Eu não tenho muita dúvida não. Mais um alerta da pegadinha.

Mais um alerta. Por mais que a gente busque o alimento que tem o ômega 3, eu acho que hoje em dia está quase impossível a gente conseguir isso somente nos alimentos. Porque mesmo indo no alimento certo, a gente não consegue a quantidade adequada.

E doutor, as pessoas que não conseguem substituir esses alimentos, que são anti-inflamatórios, tem algum tipo de tratamento? Porque a gente disse, tratamento é diferente de medicamento, mas algum tipo de tratamento para poder equilibrar essa parte inflamatória do corpo? Eu acredito que o autoconhecimento é essa chave. Eu vejo muita gente que tem intolerância ao trigoglutem, muita gente que tem intolerância ao leite, e que não sabe, e que ficam insistindo, continuam comendo. E o corpo fala, o corpo avisa, a pessoa vai lá, come alguma coisa, se sente empaixado, tem uma dificuldade de digestão, e continua fazendo isso.

A pessoa vai lá, toma cerveja, fica um balão, e continua fazendo isso. Insiste. O corpo está avisando.

Gente, não está legal, não estou bem. Por que você continua colocando isso para dentro? Por isso que eu acho que o autoconhecimento é fundamental. Porque tirar um alimento de uma pessoa que não vai sentir nada de mal com esse alimento, também não faz sentido.

Eu não posso sair tirando o trigoglutem de todo mundo. Tem muita gente que é perfeitamente tolerante a esse alimento. Mesma coisa com o leite.

Pegando o exemplo do trigoglutem. Foi recentemente que foram feitas várias mutações genéticas no trigo para conseguir aumentar a sua produtividade. Isso acabou gerando um glúten que é mais aglutinado, em maior quantidade, esse grude, essa cola, que acaba trazendo um gosto melhor para os alimentos.

Isso teve o lado positivo também. Diminuiu a fome no mundo. Então a África tinha muito problema de carência nutricional e de fome.

Esse trigo modificado geneticamente ajudou bastante. Agora, muita gente que tinha intolerância já, com esse glúten em maior quantidade, acabou piorando mais ainda. Então a gente tem que identificar as pessoas que precisam de uma atenção nutricional e retirar esses alimentos e as pessoas que não precisam.

A gente precisa individualizar isso. Doutor, agora então vamos para mitos e verdades, que são aqueles assuntos mais comentados. Vou tirar alguns que a gente já comentou, mas ainda tem algumas coisas que a gente precisa esclarecer.

Todo alimento industrializado é inflamatório? Ah, se eu for generalizar alguma coisa, correndo o risco de errar, sim. Não vamos falar que abrir o saquinho está comendo errado, tem que descascar. Ah, isso é bom, hein? Essa é para guardar na mente a frase.

O açúcar a gente já comentou. Existe uma dieta própria para evitar os processos inflamatórios? Então, aí seria a dieta anti-inflamatória. E aí vai chover gente criticando por esse termo.

Porque não tem um padrão de dieta anti-inflamatória. Quando eu falo dieta anti-inflamatória, eu estou pensando uma coisa. Mas eu tenho certeza que tem um monte de gente pensando coisas diferentes.

Então, o que é uma dieta anti-inflamatória? Tirar os alimentos que a gente comentou e colocar os alimentos que a gente falou aqui da lista? Essa é uma ideia. Fazer uma dieta mediterrânea, isso também tem um efeito anti-inflamatório. Ou uma dieta DASH, também tem um efeito anti-inflamatório.

Ou vamos fazer o seguinte, vamos... Dieta da eliminação, vamos tirar os alimentos por um tempo e aí depois na reintrodução a gente vê se traz sintomas. Isso também tem um efeito anti-inflamatório. Ou vamos numa dieta cetogênica radical, que também é super anti-inflamatória.

Então, esse é o problema da definição de uma dieta anti-inflamatória. Ninguém se entende. Cada um fala uma coisa e os outros pensam outra.

Agora, todas elas têm pelo menos um desejo em comum, que é diminuir a inflamação no corpo. A questão é, não tenta fazer várias delas ao mesmo tempo, que no final você vai ficar comendo gelo, não sobra nada. Siga uma e veja se ela é adequada pra você.

Encontre algum profissional que queira te ajudar nesse processo. Há alimentos anti-inflamatórios que todo mundo pode consumir? Alimentos anti-inflamatórios? Se eu for generalizar algumas coisas, a cúrcuma e o ômega 3. São dois suplementos que a gente encontra em alimentos. Então, a cúrcuma é no açafrão da terra, você pode colocar como tempero.

Meus filhos adoram o arroz amarelinho da cúrcuma. E o ômega 3, que teoricamente a gente encontraria nos peixes, principalmente de água gelada. Esses são, generalizando aí, talvez o resveratrol, mas aí muita gente vai querer ir pro vinho e o suco de uva tem muito açúcar, então não é uma boa solução.

Mas talvez as frutas vermelhas possam ajudar nesse quesito. Glúten e lactose causam inflamação em qualquer pessoa? Não. Causam pra quem tem a sensibilidade.

Quem é tolerante vai ter um pouco de inflamação, mas é contido. Isso é um processo que o corpo resolve rápido e toca. Agora, separando as duas, o leite todo mundo vai ficar intolerante em algum momento da vida.

A pergunta é só quando. Você pode estar ou não intolerante no momento. E o trigo e o glúten dependem muito da genética e da suscetibilidade.

O que eu posso falar é o seguinte, tem muita gente intolerante ao glúten por aí e tá até fazendo piadinha com essa intolerância generalizada. Simplesmente porque não percebeu o seu corpo avisando. Essa genética é extremamente comum.

Tá disseminada por aí. O vinho é uma bebida anti-inflamatória? Pois é. Ele tem o resveratrol, que causa a desinflamação, e tem o álcool, que causa a inflamação e a vasodilatação. Uma quantidade bem moderada de vinho por dia já mostrou que tem algum efeito benéfico para o sistema cardiovascular.

Mas não existe quantidade benéfica de álcool para o cérebro. E eu quero o cérebro funcionando sempre. Então a gente tem que tomar cuidado.

Certo. Bom, então agora as perguntas, as dúvidas das pessoas. Se a gente já não tiver respondido, a gente vai esclarecer.

Oi doutor, carne vermelha pode inflamar e prejudicar a circulação ou é só exagero? Fernando São Paulo, essa a gente até explicou. Então eu não ia fugir dessa minha mensagem. Só lembrando, carne vermelha não inflama.

Carne vermelha faz bem, carne de porco também, carne de peixe também. A questão é a carne processada. Se você for comer nugget, salsicha, linguiça, presunto, todas essas coisas, sim, inflamam.

Boa tarde, doutor. O pãozinho nosso de cada dia pode piorar a circulação? Dizem que o glúten não ajuda muito, né? Dona Maria Rio de Janeiro. Exatamente.

Já falamos bastante, para quem tem a genética da intolerância, sim, piora bastante e causa uma inflamação crônica. E muita gente está andando por aí achando que não tem nada e tem. Gostei do pãozinho nosso de cada dia.

Pãozinho nosso de cada dia. Oi, doutor. Alimentos fritos realmente pioram a circulação? Aqui no Nordeste a gente come muito e estou preocupada.

Luciana Salvador. Pois é. Essa pergunta me remete a uma outra coisa que a gente não falou aqui, que são os aides. São produtos da glicação avançada em alimentos que foram submetidos a altas temperaturas.

E eu vou jogar por terra aqui uma coisa que todo mundo adora, inclusive eu. Qualquer coisa crocante sofreu o processo de aides e isso é inflamatório. Então, aquele queijinho que derreteu e ficou crocante, aquela parte do pão que é mais durinha, aquela do pão italiano, todos eles sofreram esse processo e vão causar mais inflamação e a gente tem que tomar cuidado.

Doutor, açúcar é tão ruim assim pra circulação? Minha família adora um docinho aqui no Sul. Julia Porto Alegre. Quem não gosta de um docinho? Quem não gosta de um doce? Tem as pessoas que gostam mais de salgado, tem as pessoas que gostam mais de doce, tem até a genética que induz você a gostar mais de um ou de outro.

E vou falar também, até a microbiota intestinal influencia nos alimentos que você busca. Então, muitas vezes são as bactérias que estão vivendo no seu intestino que estão pedindo pra você comer mais doce, porque é isso que elas querem. É verdade.

Esse é outro assunto aí pra gente conversar. Então, será que é a sua família que adora o docinho ou são as bactérias que estão no intestino da sua família que estão pedindo o docinho? Nossa, agora fiquei com medo, porque é irresistível o doce pra mim. Oi, doutora Mato, e aquele churrasquinho com gordura? Ele pode afetar a circulação de verdade ou é só balela? Renato Goiania.

Legal, gostei da forma que perguntou, porque me mostra, me deixa mostrar o que realmente faz mal no churrasco. Então, a carne vermelha faz bem, ok. Ah, então tudo no churrasco vai fazer bem? Não, não é bem assim.

Lembra que eu acabei de falar do AIDS, que é o processo da glicação avançada, tudo que é exposto a alta temperatura. Então, aquela parte que ficou mais douradinha da carne, que ficou mais escurinha, isso é o processo de AIDS. Isso inflama.

Então, tem que ser aquela carne sangrante ali no meio. Outra coisa que é ruim, a gente não comentou aqui, mas é muito ruim, é o sal. E o sal grosso tem muito sódio, também causa um processo de inflamação.

E todo mundo esquece que vai no churrasco e fica tomando cerveja, tomando álcool, que inflama também. E vai lá e come também aquele pãozinho do churrasco, o pão de alho, que eu não vou negar, é gostoso, mas também está cheio de trigo. E aí a pessoa vai lá, se entope de tudo isso e põe a culpa na coitada da carne, que era o que estava fazendo bem.

É só o que vem junto que faz mal. Agora o próximo aqui, que a gente ainda não tinha falado especificamente, pulei dois que a gente já respondeu. Boa tarde, doutor Alexandre.

Queijos amarelos e muito gordurosos podem piorar a circulação mesmo? Cláudia Manaus. Pois é, esse é outro grande erro da medicina, eu acho. Porque colocou-se no passado que era gordura o problema, eu já mencionei isso aqui.

E aí a escolha dos queijos gordurosos e mais amarelos seria por causa disso. E o que se mostrou é que a gordura não é o vilão aqui. O que é o vilão é o processo inflamatório que pode ser desencadeado por outras coisas.

Então, um queijo que é de cura longa, ou seja, o queijo de prateleira que ficou muito tempo pra ficar pronto ou que é cheio de fungo, esses queijos já tiveram um processo de degradação natural das suas proteínas, da caseína, da lactose, e diminuiu isso. Então, provavelmente, esses queijos, eles são muito melhores pra saúde do que os queijos que eram leite a semana passada. Então, o queijo que pode ser até magro, o queijo branco, o queijo de Minas, ou o queijo cottage, ou essas outras coisas que muito recentemente eram leite, eles mantêm todas as propriedades dessas proteínas.

Então, buscar os queijos que levam mais tempo pra ficar pronto. Legal, é um assunto muito interessante, que aí tem muitos detalhes, muitas dúvidas que vai entrando em questões específicas da questão do alimento, porque tem muita coisa pra gente citar. Demais, demais.

Só cada um desses alimentos, acho que dá pra fazer um episódio inteiro. De cada um, né? Tinha uma dúvida do açúcar também, que a gente falou que acaba aparecendo no top 1 dos vilões, dos elementos inflamatórios. Ah, não tem dúvida, o açúcar é um dos piores.

É um dos piores porque ele não só inflama, como ele te induz a comer de novo. Você comeu açúcar, daqui a duas horas você tá pedindo açúcar de novo. E aquela coisa de às vezes acaba a refeição, a pessoa sente aquela necessidade e fala assim, é uma fala muito comum, né? Ah, meu corpo pede depois de uma refeição, nem que seja um docinho pequenininho, é eu mesmo que falo pra mim.

É o corpo mesmo ou são as bactérias que estão lá? Fica no ar. Tem que fazer o exame pra saber, doutor? Existe exame pra avaliar a microbiota, é um exame caro, que em alguns casos é necessário, mas eu não sairia fazendo pra todo mundo. Acho que financeiramente não vale a pena de cara, mas a gente tem que estar consciente de que boa parte do nosso corpo são bactérias e a gente acaba vivendo às custas do que elas estão produzindo lá, elas metabolizam boa parte do que a gente come e elas, ao liberarem neurotransmissores e tudo mais, elas sugerem pro nosso corpo o que a gente vai buscar como alimento.

Escravos das bactérias. Pois é. Vai dar o nome de outro episódio. Pois é. O título.

Obrigada, viu, doutor? Eu vou pedir, inclusive, pra quem tiver alguma dúvida relacionada a esses assuntos, alguma sugestão também do que a gente tenha citado e que dê pra gente trazer aqui de volta no Amatocast pra vocês comentarem, compartilharem também os vídeos com todo mundo que vocês conhecem e não deixarem de seguir a página, né, doutor? Que é muito importante pra divulgação. Com certeza. O podcast só vive por causa de vocês, né? A gente precisa que comentem ou que se inscrevam, cliquem no sininho, porque senão o YouTube não entrega os vídeos e a gente fica achando que ninguém quer acompanhar mais.

Exatamente. E dúvidas também podem mandar diretamente pro perfil do doutor Alexandre Amato no Instagram, né, nas outras redes sociais. Podem me encaminhar também, mas aqui nos comentários a gente sempre tá vendo todas as sugestões de vocês.

Muito obrigada. Papos, como sempre, muito esclarecedor, doutor. Obrigado de novo.

Até a próxima. E eu conto com a sua participação também no nosso próximo episódio aqui do Amatocast. Obrigada e até mais.

Tchau.

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