# Nutrigenética e Inflamação: A Dieta que o Seu DNA Pede O episódio #14 do **Lipedema Talks** aborda a nutrigenética — ciência que analisa como a genética infl
Eu já vou apresentar, apresentar aqui a nossa convidada especial de hoje, a nossa especialista que é a Tatiane Fuji, nutricionista formada pelo Centro Universitário São Camilo, mestre e doutora pela USP, professora internacional da Universidade Científica do Peru, CEO da cromatina nutrição de precisão e cofundadora da Exon Healthc.
Perfeito. Tudo começou quando na adolescência eu comecei a ganhar muito peso. Então eu me vi com a necessidade de fazer mais exercício e também de passar para um nutricionista para fazer uma dieta.
É isso >> também. a gente pode ter esse cenário. Então, a gente vai descobrir, por exemplo, se aquela pessoa ela responde alguma suplementação, um exemplo, vitamina D.
Porque exatamente a resposta está na genética. Muitas vezes é a forma de metabolizar esse nutriente. Às vezes a gente tem algumas particularidades de uma pessoa para outra.
Toda história tem dois lados. Primeiro lado é que existe sim a informação genética, mas ela não é determinante. Então eu posso ter sim pacientes que têm uma predisposição a ganhar peso, mas também tenham alterações de comportamento.
Olá, meu nome é Letícia Mia Moto, está no ar mais um episódio do LipDM Talks.
E mais uma vez agradeço o carinho da sua audiência e participação aqui com a gente para falar sobre tudo que envolve qualidade de vida.
O tema de hoje é justamente nutrigenética e inflamação.
O que a sua genética pode revelar sobre a alimentação? Eu já vou apresentar, apresentar aqui a nossa convidada especial de hoje, a nossa especialista que é a Tatiane Fuji, nutricionista formada pelo Centro Universitário São Camilo, mestre e doutora pela USP, professora internacional da Universidade Científica do Peru, CEO da cromatina nutrição de precisão e cofundadora da Exon Healthc.
Bem-vinda, Tatiane.
>> Muito obrigada, Letícia.
Muito obrigada pelo convite.
>> Já queria começar sabendo um pouquinho como que foi a escolha que você fez na época da faculdade.
Enfim, você sempre que ser nutricionista, como que foi? E hoje qual que é a sua rotina? Se você tem contato com bastante, porque aqui, né, Lipedema Talx, se você tem muito contato com pacientes que foram diagnosticada com lipema, se existe uma dúvida, se elas chegam para querer fazer o diagnóstico, como que funciona aí na na prática do seu dia a dia da profissão? Perfeito.
Tudo começou quando na adolescência eu comecei a ganhar muito peso.
Então eu me vi com a necessidade de fazer mais exercício e também de passar para um nutricionista para fazer uma dieta.
E eu comecei a me apaixonar por esse mundo porque eu observei resultados muito significativos na minha adolescência.
E quando eu entrei no terceiro colegial, naquela época colegial, né, a gente viu a genética junto e eu falei: "Gente, que mundo perfeito".
E aí eu decidi pela nutrição já naquela época.
Eu sabia que eu queria algo ligado à saúde, porque eu já tinha essa experiência, sempre fui bem eh cheinha, bem gordinha.
E eu queria realmente algo que me tornasse eh com resultados.
Eu queria resultados de alguma maneira.
Quando eu fui prestar vestibular, eu prestei medicina e prestei nutrição.
Eu entrei em nutrição.
Hoje eu sou muito realizada dentro da nutrição.
Atendo sim pacientes com lipema, pacientes principalmente mulheres que procuram mais a prevenção.
Meu foco é muito prevenção.
E hoje eu também trabalho com a abordagem da aplicação dos testes de nutrigenética, que são exames genéticos preventivos e preditivos.
a gente não faz nenhum diagnóstico, mas ajuda muito para que o paciente ele possa ter uma alimentação mais personalizada e um acompanhamento nutricional e médico também de forma individualizada.
Legal.
E na prática, Tatiane, como que isso funciona? Por exemplo, nos resultados desse teste, você é capaz de dizer quais são os melhores alimentos para aquela pessoa, baseado no que ela pode ter? É isso >> também.
a gente pode ter esse cenário.
Então, a gente vai descobrir, por exemplo, se aquela pessoa ela responde alguma suplementação, um exemplo, vitamina D.
Muitas pessoas suplementam vitamina D, mas por que que as pessoas que suplementam na mesma quantidade, elas não têm as mesmas respostas? Porque exatamente a resposta está na genética.
Muitas vezes é a forma de metabolizar esse nutriente.
Às vezes a gente tem algumas particularidades de uma pessoa para outra.
Então eu tenho que tomar uma dose maior ou eu tenho que tomar uma dose mais espaçada ou eu tenho que tomar uma dose menor para ter os mesmos benefícios.
Então, no teste a gente descobre exatamente como o seu corpo ele está pronto para receber aquele nutriente.
E aí a gente transforma aquele nutriente ou em suplementação ou em alimentação.
>> Ah, legal.
Então, basicamente o a orientação seria também para até para formar um cardápio, precisa ter esse estudo realmente de quem é aquela pessoa, do que que ela precisa, porque senão fica algo muito superficial.
E isso, exatamente.
A gente fala que se a gente não tem algo individualizado, fica numa média estatística.
Os grandes estudos populacionais, eles trazem essa média e que é muito bom para medidas de saúde pública.
Mas quando a gente tá ali frente à frente com o paciente, cheio de queixas e cheio de expectativas, trabalhar com a individualização é muito mais interessante na busca de resultados.
E aí quando a gente pensa nos testes de nutrigenética e na aplicação dessa informação, isso traz uma expectativa muito mais assertiva, porque é como se eu tivesse falando: "Olha, Letícia, você metaboliza esse nutriente e aquele outro você não metaboliza." Então, para esse a gente vai trabalhar com uma determinada ação e para aquele outro a gente vai trabalhar com uma ação em dose dupla.
Então eu vou sempre tomar mais cuidado para aquele outro porque você tem aquela alteração genética.
E é uma alteração que não traz diagnóstico.
Então, por exemplo, mesmo um paciente com lipedema e a gente sabe que o comportamento do lipema é ter um grau de inflamação, existem pacientes que vão ter mais e pacientes que vão ter menos.
Pacientes que vão melhorar com uma determinada estratégia nutricional e outros que vão demorar mais para melhorar.
Essa é a grande diferença quando a gente aplica os testes de nutriggenética na prática.
>> Legal.
E tá correto agora uma frase polêmica que as pessoas falam e que ah, eu tenho tendência a ganhar peso, eu tenho tendência a ser mais cheinha, mais gordinha.
Isso existe de fato uma certa dificuldade por algo genético, de alguém emagrecer, eh ser resistente à aquelas dietas ou isso, na verdade é porque a pessoa tá fazendo de alguma forma errada que não seja relacionado à genética daquela pessoa.
Existem os dois lados, né? Toda história tem dois lados.
Primeiro lado é que existe sim a informação genética, mas ela não é determinante.
Então eu posso ter sim pacientes que têm uma predisposição a ganhar peso, mas também tenham alterações de comportamento.
Então se eu juntar essas duas informações, juntar num clima frio e juntar que aquela pessoa ela gosta de se alimentar, gosta de comer, isso é o prato cheio para que ela realmente ganhe peso.
Agora, se eu tiver a mesma condição, mas uma paciente que diz: "Não, hoje eu vou fazer a minha atividade física, hoje eu vou ser acompanhada por um profissional e eu vou realmente ser disciplinada, a gente tem o oposto, porque exatamente a informação genética, ela traça um uma direção, mas quem tem o comando e o controle dessa direção são os nossos hábitos".
Então, mesmo que no teste apareça, ah, você tem uma tendência a ganhar peso e pode aparecer, viu, Letícia? Muitas pessoas têm realmente, mas quando você olha pro perfil da pessoa, você vê, nossa, mas é uma pessoa saudável, uma pessoa magra.
Isso vale também para risco de diabetes, risco de doença cardiovascular.
E a pessoa tem os marcadores ótimos.
Por quê? Porque ela escolheu um estilo de vida saudável.
>> Uhum.
E também esse teste genético, ele consegue mostrar, por exemplo, se a pessoa tem uma, acho que aquilo vai até com a minha primeira pergunta sobre o teste genético especificamente, consegue mostrar se a pessoa continuar usando, comendo um certo alimento, se ela pode desenvolver até uma doença como câncer, por exemplo.
É assim capaz de mostrar isso.
>> Sim, existem alguns marcadores mais específicos.
Então, por exemplo, toda vez que a gente tem eh exposição a algumas toxinas que pode ser do ambiente, pode ser do clima, pode ser da água que a gente consome ou dos alimentos, né? Se a gente pegar os alimentos ultraprocessados, cheios de aditivos, de corantes, aqueles, essas substâncias químicas, elas fazem mal pro nosso corpo e elas modificam as nossas células.
Então, já é uma predisposição independente da genética para ter, por exemplo, um câncer.
Agora imagina uma pessoa que não tem um bom reconhecimento dessas toxinas, uma pessoa que não consegue eliminar essas toxinas de forma adequada, então ela acumula e aí esse acúmulo começa a provocar alterações nas nossas células e essas alterações ao longo prazo pode sim aumentar o risco pro desenvolvimento de um câncer, por exemplo.
>> Como que funcionam esses testes genéticos? A exame de sangue ou de outra forma? >> Dá para fazer exame de sangue, né? Então, no laboratório ele eles podem coletar o sangue, mas também na prática, principalmente do nutricionista, a gente faz a coleta por suab.
Então o laboratório manda um kit pro consultório e aí a gente faz a coleta do paciente.
O paciente fica em jejum de 30 minutos e a gente faz a coleta por suab.
Bem simples.
Em dolor, dá para fazer em criança, adulto, idoso, bem tranquilo.
Em pacientes de lipedema.
Então você vê um padrão do que aparece nesses exames, do que é acaba sendo talvez um padrão que aparece da genética ou até um padrão alimentar mesmo dessas pacientes.
Você consegue traçar um comportamento também ou é só a parte genética? Acho que dá pra gente observar os dois, né? quando a gente tem uma visão completa melhor ainda.
Então, muitas vezes esses pacientes eles chegam no consultório sem nenhum exame ou com os exames clássicos, né, sem nenhum exame genético.
Então, a gente começa a observar dentro daquilo que ele traz na consulta, eu sempre falo, a resposta tá dentro da gente.
Então, esse paciente, ele já tem muitas vezes alguma alteração de comportamento, alguma alteração hormonal que é muito frequente, né? a gente fala muito de predominância estrogênica que leva ao acúmulo eh toda mulher já tem um certo acúmulo de gordura no quadril, né? A gente já tem ali em nas pernas, mas essas mulheres ou pessoas com lipedema acabam tendo um pouquinho mais.
E aí a gente já começa a observar, então na hora que a gente vai pro teste, é, é assim, é meio que um indicador, a gente já vai para essas variantes genéticas, esses marcadores genéticos para realmente bater com que aquilo que a clínica tá me trazendo.
Então, por exemplo, se eu já sei que o lipedema ele tem uma base inflamatória, na hora que a gente pega o teste, a gente confronta com essa realidade e a gente vê realmente tem marcadores de resposta inflamatória.
Porque, por exemplo, um paciente que é um atleta, que tem baixo percentual de gordura corporal, por exemplo, vai ter.
Mas qual que é a grande diferença? Porque existe a combinação, então só a inflamação, pode sim estar associado com comportamento, pode estar associado com metabolismo hormonal, pode estar associado com outras predisposições.
E aí tudo isso combinado faz com que esse paciente de lipedema ele tem essa combinação, esse pacotinho de informações que só através de um exame a gente consegue ter esse direcionamento mais personalizado.
O que eu quero dizer aqui, Letícia, é que não é mandatório obrigatório, porque às vezes o paciente tá escutando a gente aqui, tá ouvindo, ele fala: "Não, mas meu médico não pediu nenhum exame desse, então não é obrigatório, é mais uma ferramenta da prática clínica".
o médico ele pode optar ou o profissional ele pode optar ou não por fazer um exame desse.
É que hoje com a evolução da ciência a gente começa a observar que essas ferramentas elas nos ajudam, nos auxiliam dentro do consultório.
Por exemplo, a gente tem vários estudos com dietas cetogênicas, mas às vezes vai ter um paciente ou outro que ele vai responder menos e aí muitas vezes ele acha que ele tem que ser aquele padrão, porque se a maioria responde, eu tenho que responder também.
Então, a ideia também de trazer a ferramenta genética é tirar muitas vezes aquele peso que o paciente com lipedema ele carrega de não ter tantos resultados tão rápidos ou para ele sempre demora esse resultado.
Então, com a ferramenta a gente já consegue direcionar melhor.
Então, a sua dieta ela vai ser dessa forma, como o seu DNA vai responder e não de forma padronizada algo que vai ser comum paraa média populacional.
>> Uhum.
E existe um alguma lista de restrições para quem tem para quem foi diagnosticada com lipedema, algo que você fala não adianta, independente do que aparecer nesse exame, tá na lista de alimentos para evitar.
Olha, acho que os alimentos que nós deveríamos como um todo evitar, mas para esse paciente em especial são alimentos com calorias vazias, então são alimentos que não trazem um aporte nutricional, são alimentos que eles vão ter eh geralmente um valor energético alto, então ele vai trazer energia, mas ele não traz nutrientes, tá? Os alimentos ultraprocessados, os alimentos embutidos, alimentos com alteor de sódio, com alteor de gordura saturada.
Por quê? a gente observa no paciente com epidemma uma disfunção do tecido adiposo, que é o tecido de gordura, onde a gente acumula naturalmente gordura.
Mas esses pacientes, eles têm ali eh um o que a mais, né? Eles têm uma condição a mais que a gente chama de disfunção.
Então tudo para ele pode ser um pouquinho mais exacerbado no sentido, por exemplo, todo mundo tem uma resposta inflamatória, mas para o tecido de gordura dele é um pouquinho mais inflamado.
É como se o tecido de gordura dele ficasse em constante tentativa de reparo, como se fosse um machucado.
Toda vez que a gente se machuca, o nosso corpo tenta fazer uma reparação, uma cicatrização.
Esse paciente com lipedema, ele tenta constantemente fazer essa cicatrização, essa reparação.
Por isso que muitas vezes não adianta somente uma estratégia convencional para que ele tenha resultados positivos.
a gente precisa trabalhar com algo muito mais individualizado.
Então, em geral, como ele tem essa disfunção no tecido de gordura e também no tecido linfático, que ajuda na drenagem, a gente precisa cuidar, por exemplo, do sódio, precisa cuidar dos micronutrientes que a gente, o sódio que ajuda nessa retenção hídrica, nessa sensação de inchaço, a gordura saturada em excesso, que também promove alterações desse comportamento de acúmulo de gordura, o açúcar em excesso.
Muitas vezes a gente tem que controlar um pouquinho de frutose também.
Às vezes a pessoa eh ela acha isso também é muito importante, porque a gente sempre fala enquanto nutricionista, a gente recomenda o consumo de frutas.
Frutas quanto mais variadas de cor, de textura, melhor, tem mais fibras, tem mais nutrientes.
Mas para esse paciente de lipedem, a gente tem que ter um controle um pouquinho maior.
Muitas vezes um suco.
Então, ao invés de tomar o suco, vamos comer a fruta porque tem fibra, tem casca.
Ao invés de, por exemplo, fazer uma vitamina, não, eu prefiro os alimentos ali mais sólidos ou aqueles alimentos mais desidratados, frutas secas, a gente evita porque eles concentram mais açúcar e aí ele vai acabar comendo menos porque pela pelo tamanho e ele acaba tendo ali um excesso de calorias, porque esse alimento ele não tem tanta fibra assim.
Isso também pode até influenciar não somente no paladar, mas no comportamento alimentar, na sensação de fome e sensação de saciedade.
>> Uhum.
>> E pode acabar tendo efeito contrário, né? levando em consideração isso, se começa a a comer algo achando que pode fazer bem, sem o acompanhamento e pode acabar piorando a condição do lipema, porque a gente sabe que até o exercício, a gente tava falando no episódio anterior com uma fisioterapeuta, ela falou: "O exercício errado pode piorar a condição." Imagino que a alimentação mesma coisa a mesma coisa, mesma coisa.
Imagina, por exemplo, se eh a pessoa ela tá com o exercício certo, com alimentação errada ou o contrário, né? Então, por isso que o paciente ele também precisa ser acompanhado por vários profissionais para que ele consiga ter resultados mais satisfatórios a curto prazo, né, pensando nessa evolução.
Então é um paciente que, por exemplo, por mais que ele goste de um exercício de alto impacto para aquela condição naquele momento, pode não ser um indicado para ele.
E da mesma forma dieta e aí muitas vezes fica nessas tentativas e erros e isso é muito tempo do paciente, né? Então, custa eh esse tempo que é tão precioso pra gente.
E eu também queria agora uma outra, nossa, tá cheio de pergunta polêmica agora hoje, hein, sobre dietas e alimentos milagrosos.
Porque na internet a gente costuma ver bastante, né? Ah, esse alimento come, toma esse chá que vai não sei o quê, vai melhorar em uma semana outra pessoa.
Você acha que vale, que não exclui uma dieta boa ou você acha que pode ser perigoso até no sentido de desanimar mesmo aquela paciente, né, vê que não tá dando efeito e acaba todo o resto vira aquela bola de neve, né? Aí começa a não fazer exercício física, não leva alimentação a sério.
Qual que é a sua avaliação sobre esses alimentos quando alguém chega no consultório te falando: "Doutor, eu vi ali." É, é comum, né? É comum porque as pessoas elas precisam eh buscar alguma esperança, né? Mas é muito mais comum pro paciente que não está bem orientado.
Então, um paciente que não tá bem orientado, ele vai para qualquer caminho.
Então, o caminho do milagre, o caminho mais facilitado, mais importado, parece eh ele consegue observar uma esperança mais rápida.
Então, o paciente que ele é bem orientado, ele é diferente.
Ele te questiona o que que você acha disso? O paciente que busca esse milagre e que tá mal orientado, ele já vai atuar, ele então ele já vai praticar, ele já chega praticando no consultório, que é muito perigoso.
Por quê? A gente tem que lembrar que, por exemplo, chás, ah, chá é inofensivo, não é inofensivo, porque eles podem interagir.
Todas aquelas ervas que estão presentes, aqueles fitoquímicos, eles podem interagir com a medicação.
A gente não sabe se esse paciente tá tomando alguma medicação em conjunto, se, por exemplo, a capacidade gástrica desse paciente então começa a aumentar acidez no estômago, ele começa a ter enjoos, ele começa a comer alguns alimentos e passar mal, ou pode piorar, por exemplo, o trânsito intestinal.
Às vezes um paciente que pode ter mais constipação, intestino preso ou pode ter quadros de diarreia, ele pode irritar também o intestino.
Então são vários pontos sem pensar no fígado, né, que o fígado ele precisa dar conta de toda essa metabolização.
Então ao invés de ajudar pode prejudicar.
Então ve ele às vezes ele acha que ele tá dando um passo à frente, ele tá dando vários para trás.
Então eu vejo muito isso no paciente que não é muito bem orientado.
Paciente que é orientado, paciente que acompanha o lipat, >> isso aí >> ele é bem orientado, então ele não vai fazer isso, né? Então por quê? Porque ele sempre vai questionar o profissional pelo qual ele tá sendo assistido.
Olha, eu vi isto aqui, faz sentido, né? Será que aqui? E é muito legal que o paciente traga isso para consultório, porque às vezes, né, o profissional tá ali naquele dia a dia, na loucura do dia a dia, na rotina, e não tem tempo para ver o Instagram, o TikTok, né, acompanha tudo que acontece.
Então, quando o paciente traz, falou assim: "Olha, eu vou dar uma olhadinha para ver o que que por que eles estão falando tanto sobre essa nova tendência, porque às vezes pode ser algo que seja relevante.
Olha, não tudo isso de erva dentro de um chá, mas um composto aqui eu acho que é bacana, pode funcionar.
Então isso também abre margens também para um diálogo, né? E o paciente quando ele é bem orientado ao que acontece que é muito bacana, ele tem também eh ele se sente à vontade de conversar com o profissional, então ele não fica com medo porque é muito ruim, muito prejudicial.
Quando você tá fazendo uma estratégia, você não sabe de fato que é que o seu paciente tá consumindo, você não tá vendo resultado porque muitas vezes não tem aquela confiança, a se eu falar, ele vou falar para eu parar.
E é muito bacana quando o profissional e o paciente estabelece essa relação de confiança, porque daí ele vai falar: "Olha, eu tô tomando isso, eu não aguentei, fui para aquilo, tô fazendo aquela estratégia, tô acompanhando".
Então isso é muito bacana.
Quando a gente observa que o paciente ele já tem esse tipo, esse nível de maturidade, o acompanhamento é outro.
Nutricional, médico, com fisioterapeuta é outro, totalmente diferente.
>> É.
E isso também, né? A gente, muitas pessoas têm a mania de mentir pro nutricionista com medo >> e aí às vezes ai a consulta tá marcada, daqui uma semana fica uma semana antes fazendo fazendo a dieta certinho para tentar recuperar ali com medo da do que vai aparecer no dia, né? Mas aí também a pessoa tá se enganando, né? Isso é importante, a confiança que você tá dizendo agora para que realmente o paciente entenda que imagino, né, que eh o que você faz, você não vai enganar o profissional, mas você tá se enganando, né, de fingir que tá fazendo o tratamento e no final aquele resultado realmente não vai chegar no ou pelo menos não vai chegar no tempo que a pessoa espera, né, justamente porque não é um contexto todo levado a sério.
>> Uhum.
É, exatamente.
E mais do que o tempo, até mesmo o investimento financeiro que esse paciente tem a percepção de perder é a própria saúde, né? Porque quando a gente vai para muitas tentativas, além do tempo que a gente perde, o paciente perde saúde, porque imagina, às vezes tem uma medicação dando super certo, uma estratégia nutricional dando super certo, aí o paciente decide por conta própria fazer outra coisa, algo milagroso, como você colocou.
Então, toda aquela estratégia, ela precisa ser interrompida, porque às vezes, por exemplo, um paciente, ele pode fazer um quadro importante, um quadro clínico importante, ele vai ter que parar tudo aquilo para cuidar daquele quadro clínico.
E aí, então toda aquela estratégia tava dando super certo, que às vezes é devagar, o super certo não é rápido, né? Isso que é bom deixar bem claro, porque cada um tem um tempo, porque cada um tem um material genético, nós somos diferentes e a gente precisa respeitar esse tempo também.
Vai ter pessoas que vai super responder rápido, vai ter pessoas que vão estar ali intermediário e tem pessoas que vão demorar para responder.
Mas o mais importante é observar essa evolução.
E a gente só observa a evolução quando a gente tem autoconhecimento também, que é uma das propostas do teste de nutrigenética.
O teste, quando você abre o teste, você fala assim: "Nossa, é verdade, gente, algo simples." Por exemplo, ah, eu sempre desconfiei que o meu perfil que a gente fala, né, de eh o clock, que é o tempo que a gente gosta, por exemplo, ai, se você, se eu te perguntasse, Letícia, que horas que você gostaria de acordar todos os dias, você poderia me falar: "Não, 6 horas da manhã eu tô super tranquila.
Não, 10 horas da manhã eu gostaria de acordar, né?" Então esse ritmo que a gente fala de circadiano, que também influencia no depósito de gordura, ele também é determinado pela genética.
Então tem pessoas que são mais matutinas, tem pessoas que são mais noturnas.
Então quando a gente tem essa autoobservação e esse autoconhecimento, fica mais fácil de respeitar algumas algumas situações da nossa vida.
Então, de repente, aquela pessoa que tem um perfil mais maquetina, ela vai ter mesmo dificuldade para acordar muito, muito sendina.
Mas não quer dizer que ela é preguiçosa, não quer dizer que ela é desmotivada, não quer dizer que ela tem falta de disciplina.
Então isso também é importante porque o que a gente observa muito no consultório é que esse paciente ele chega com várias demandas e uma das demandas que eu acho que traz mais peso é a demanda emocional.
É uma carga de culpa.
Então, quando a gente abre o teste, o teste, na verdade, ele tem que ser libertador.
Então, à medida em que a gente vai conversando, eu vou falando pro paciente: "Olha, existe essa condição, o que que a gente pode fazer dentro do seu planejamento? O que que a gente pode negociar aqui?" Isso traz mais leveza pro pro tratamento e o paciente tende a ter respostas mais saudáveis, respeitando o próprio tempo e a longo prazo.
>> É, para você essa esse lado emocional deve contar muito, né? Nossa, deve ver muitas histórias, inclusive até de perguntar se tem alguma que chamou sua atenção, que de paciente que, sei lá, chegava e sem vontade nenhuma de seguir assim, acabou, sabe aquela frase que fala: "Ai, um dia você vai ficar viciada na dieta, vai ficar viciada na academia".
As pessoas falam: "Eu nunca".
Tem gente que fala isso, né? Eu inclusive trazer um relato pessoal aqui.
Eu dizia que eu nunca ia ser essa pessoa que ia sentir prazer em, sei lá, sair para comer uma salada e treinar, sabe? E hoje em dia, graças a Deus, faz um ano mais ou menos que eu consegui virar a chavinha assim, mas eu já sou um relato que é possível sim, gente, é possível.
Mas você costuma ver isso de gente que chega resistente ou que chega assim com autoestima igual você disse, lá embaixo porque vê que não consegue seguir porque se culpa, porque a alimentação é a nossa escolha, né? A gente come a gente escolhe.
>> E às vezes tem uma condição a pessoa fala: "Ah, eu nãoci com isso, não tem jeito." Mas a alimentação tem aquela carga, né? aquele peso que você fala, eu podia, mas eu não tenho força para seguir, não tenho, ah, eu consigo seguir a dieta.
Tem essa frase também, né? Sigo uma semana, depois de uma semana largo tudo.
É, existe, existe muito, muito isso.
E existe também aquele padrão do paciente que ele já chega repleto de suplemento, que na minha área também a gente vê muito suplemento, né? Suplemento que seja de micronutriente, suplemento de proteína, nem se fala.
E aí você fala assim: "Não, mas aqui tem muito, vamos tirar um pouquinho".
e ele já tá com aquela crença de que quanto mais melhor.
E aí muitas vezes você vem trazendo o contrário.
Você fala assim: "Não, o básico bemfeito é o melhor a seguir".
E aí ele tem essa resistência mesmo de ficar retirando.
Então, além, claro, de você de mudar esse paradigma, olha, você vai sentir prazer numa alimentação saudável quando você realmente vivenciar os benefícios, os benefícios de uma noite bem dormida, os benefícios de você não ter mais as enchaquecas que você tem.
E isso o paciente ele precisa passar, é uma experiência própria.
Então a questão de sair para comer uma salada e fazer atividade física é a sua experiência.
E de repente outros pacientes que estejam nos vendo aqui, nos ouvindo, vai ter outras experiências também muito vantajosas que vai determinar muitas vezes o padrão ali de estilo de vida da própria casa.
Se a gente tá falando dentro de um conceito ali familiar, vai influenciar os hábitos dos filhos, dos filas, dos filhos e assim por diante, né? Então, quando a gente observa um paciente que tem realmente eh uma certa crença, seja para mais ou para menos, e aí uma coisa que eu sempre falo, mas vamos fazer pelo menos uma tentativa, porque se você me permitir, eu sempre falo assim, ó, eu só consigo te ajudar se você me permitir.
Eu não consigo simplesmente entrar na sua vida e determinar algo.
Quem sou eu para determinar algo? Então, se você me buscou, porque você quer uma orientação, eu quero te orientar, mas você quer realmente aceitar a orientação? E recentemente atendi uma paciente com lipema fazendo uso de tirepatina cheia de suplemento, com uma crença gigantesca de que se ela não tomasse ela não ia conseguir melhorar de várias queixas.
E aí f vamos fazer uma uma tentativa porque realmente olhando, estudando ali os exames, estudando a rotina dela, era muita coisa.
Então a gente reduziu, sem brincadeira, uns 70%.
Isso.
Ela teve menos investimento financeiro, né? Ela consumia muito menos cápsulas por dia, consumia muito mais alimentos e ela está consumindo menos e ela teve uma melhora muito significativa, muito.
Então, muitas vezes o menos é mais.
Eu creio muito nisso, sabe? Claro, tem contextos e contextos.
Tem hora que o paciente realmente vai precisar de um suporte nutricional maior.
Mas isso não vale como regra geral para todo lugar.
Tem pacientes e pacientes.
Às vezes você metaboliza super bem a vitamina A.
Eu no metabolismo também, então eu preciso do suplemento, você não precisa.
>> Uhum.
>> E assim por diante.
Por isso que o teste, na minha opinião, ele é uma ferramenta clínica que ele nos dá esse direcionamento e separa realmente aqueles que precisam aqueles que não têm tanta necessidade, que às vezes pontualmente pode ser que em algum período da vida tem uma necessidade pontual, mas é só aquela necessidade e pronto.
Sim.
E o legal, isso que você disse, né, de você falar pro paciente para se ele permite, se ele quer realmente tudo isso, porque eu acho que pelo menos vale tentar, né? Sim, que às vezes tem um tem gente que fala que nunca fez, que não não gosta, que não faz, mas nunca testou para ver como se sente, né, fazendo para testar um outro estilo de vida, que foi justamente essa minha experiência que eu pude trazer aqui também.
Eu acho que isso é muito importante pra gente para pelo menos trazer uma reflexão para quem veio acompanhar porque tem a à vontade ou, né, por qualquer que seja o motivo que se interessou pelo assunto da da nutrição.
Muito obrigada, viu, Tatiane? Eu que agradeço.
Eu vou deixar esse espaço então agora para você passar, não sei se você tem algum site, alguma rede social, quem quiser te encontrar, como que pode te achar? Então, aqui podem me achar pelo @tatianefugi com dois no final e o meu site também, www.tatianefugi.com.br.
Tudo bem? >> Ótimo.
Muito obrigada mais uma vez.
>> Obrigada a você que acompanhou até aqui.
Não deixe de ver também os nossos episódios anteriores e os próximos episódios.
Obrigada e até a próxima.
Tchau.
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.