💬 Canal WhatsApp

Lipedema Talks #06 · Afinal, o que é Lipedema? Erros de Diagnóstico e Hormônios

Mais sobre este vídeo

Lipedema Talks #06 · Afinal, o que é Lipedema? Erros de Diagnóstico e Hormônios

# Lipedema Talks #06 · O que é Lipedema? Erros de Diagnóstico e Hormônios ## Resumo O episódio apresenta o Dr. Henrique Obata, endocrinologista com clínica mu

Capítulos

Perguntas respondidas neste vídeo

Saiu certo, doutor?

Saiu certo. É difícil. Eu entendo.

Já era aquela criança que falava: "Eu quero ser médico quando crescer?" Já sabia qual que era a especialidade?

Olha, ser bem sincero, minha história é um pouco foi bem longe da medicina. Comecei com 5 anos a jogar beisebol. >> Nossa, diferente.

Eh, tentei ter banda por 8 anos fui músico, né?

>> Nossa, >> é da água pro vinho.

e falei: "Agora vou estudar, eu fazer algo que, né, faça sentido para mim, né, que eu sempre fui uma pessoa que gostava de ajudar as as outras pessoas, né?

Então, enfim, foi mais assim um incentivo também, né, de um pai de um grande amigo, né, que é um padrinho meu que é o Dr. Paulo, esse meu grande amigo que é irmão também é o Dr. Itítono Miloni.

Como que isso surgiu?

assim, já tinha essa eh nunca, por exemplo, tinha um plano B na sua vida que você pensava que podia acontecer ou não. Já desde que entrou na medicina sempre esteve muito certo assim de como você queria sua rotina >> também não.

Transcrição completa do vídeo

Olá, meu nome é Letícia Minha Moto, está no ar mais um episódio do Lipedema Matalx e agradeço mais uma vez o carinho da sua audiência e participação aqui com a gente para falar sobre tudo que envolve qualidade de vida. O nosso episódio de hoje é sobre lipedema, de uma forma um pouco mais geral, abordagem fisiopatologia erros diagnósticos e tratamentos. Tem bastante coisa interessante para falar sobre isso. Antes eu vou apresentar para vocês o nosso entrevistado, nosso convidado especial, que é o Dr. Mitso Henrique Obata, é médico pela São Camilo de São Paulo, que atua na área de endocrinologia e metabologia clínica e também tem uma clínica multidisciplinar. Bem-vindo, doutor. E já adianto para todo mundo que foi difícil teminar a pronúncia aqui do nome sobrenome. Saiu certo, doutor? Saiu certo. É difícil. Eu entendo. Até falo para meus pacientes, né? Para se puder pode ser Henrique mesmo né? >> É mais fácil, né? >> Porque aí não tem erro, todo mundo sabe como é que falar só doutor, né? Que também doutor doutora, todo mundo que gravou aqui com a gente, doutor, doutora acaba sendo mais simples, né? >> Com certeza. >> Como que foi a escolha de medicina na sua vida? Você já queria ser médico desde criança? Já era aquela criança que falava: "Eu quero ser médico quando crescer?" Já sabia qual que era a especialidade? Olha, ser bem sincero, minha história é um pouco foi bem longe da medicina. Comecei com 5 anos a jogar beisebol. >> Nossa, diferente. >> Diferente. Não tem muita história. Eu comecei com 5 anos jogar beisebol, com 9 anos fui para o Japão jogar beisebol. Voltei para o Brasil depois. Eh, tentei ter banda por 8 anos fui músico, né? >> Nossa, >> é da água pro vinho. >> A música não deu certo, né? e falei: "Agora vou estudar, eu fazer algo que, né, faça sentido para mim, né, que eu sempre fui uma pessoa que gostava de ajudar as as outras pessoas, né? Então, enfim, foi mais assim um incentivo também, né, de um pai de um grande amigo, né, que é um padrinho meu que é o Dr. Paulo, esse meu grande amigo que é irmão também é o Dr. Itítono Miloni. >> Então eles me influenciaram nessa parte, me explicaram como que era e eu >> peguei um gosto e me apaixonei pela área. >> Legal. E hoje a escolha da especialidade, assim, na verdade, da de como seria sua rotina, eu digo, né? Como que isso surgiu? assim, já tinha essa eh nunca, por exemplo, tinha um plano B na sua vida que você pensava que podia acontecer ou não. Já desde que entrou na medicina sempre esteve muito certo assim de como você queria sua rotina >> também não. Eh, a minha a minha graduação toda foi pensando em fazer anestesia, então tudo era voltado paraa anestesia para ter um currículo bom para entrar na especialidade, né? Enfim, entrei, só que em dois meses eu larguei, né, porque não era aquilo, eu não me via fazendo aquilos. Então, desde a adolescência eu comecei a gostar de treinar, né, e com isso fui estudando treinos, né, gostava, gosto, gosto ainda muito de esporte e vi que a endocrinologia casava muito bem com o que eu gosto, né? Então, já estudava endocrinologia antes, né? Então, foi uma escolha assim automática, né, na Yamida. >> Legal. E o lipedema, tá? É comum assim na sua rotina? Hoje você atende mais que até eu falei aqui, né, que tem uma você tem uma clínica multidisciplinar, >> mas eh rotina de hospital, então você praticamente não vivencia hoje, né? Imagino que antes teve, mas eh paciente com ipedema é comum, assim, eu sei que tá muito ligada, né, endocrinologia. >> Sim. Eh, hoje, cerca, pelos estudos, né, mais de 2 milhões de mulheres sofrem com lipema, né? Eh, de fato, eh, a procura é muito grande, né? E por ser uma doença, né, que poucos profissionais assim t conseguem ter o acertar o diagnóstico, né, eh, tem um um certo preconceito com o lipedema, né, porque o lipedema ele ali é uma um acúmulo de gordura desproporcional nas pernas e também pega nos braços também, né? E é uma gordura inflamatória hormonal. Então, eh, o formato dessa gordura é diferente de uma gordura normal, né? E acontece das mulheres, né, me procurarem magras e com as pernas inchadas, né, e já fizeram de tudo e não conseguem resolver o problema, né, que é dor se eh um acúmulo, né, de uma sensação de acúmulo na de peso nas pernas, né, toque a dor, assim, aparecem hematomas que são os roxos na perna, né, e é totalmente desproporcional com o tronco, né, Então vem muitas mulheres se queixando que já escutaram de profissionais que isso faz parte da vida, é assim mesmo, né? E não é bem não é bem por aí, porque hoje agora, né, já se foi muita falado em moda que era lipidema, mas hoje existe um C, né? Então é uma doença mesmo que precisa ser tratada e tem como tratar ela, né? >> Sim. E uma paciente que é diagnosticada com lipa, doutor, a gente pode afirmar que todo o resto do corpo acaba eh não digo comprometido, mas assim, todo o resto do corpo acaba também entrando num em um ciclo por conta da doença, né? A gente diz que tudo tá tá interligado. Dá para afirmar isso. >> Uhum. Dá para afirmar isso, né? Assim, a obesidade, a obesidade tá muito interligada a isso, né? Mas o estilo de vida também muito interligado. Só que é uma coisa, né, assim que as mulheres não tm controle, né? Então, eh, é assim, a mulher vai ter o lipedema ou na puberdade, pósgitação, perimenopausa ou menopausa, Letícia. Então, em algum momento dessa vida, ela elas vão apresentar, né, esse acúmulo desproporcional de gordura e não entendem porquê, né? E isso daí é porque por conta do ciclo hormonal da mulher, né? Porque não sei se você se lembra, se passou minarca, não foi certinho, né? >> Sim. >> Para regular tudo certinho, né? Então esse desbalanço de estrogênio, que é um hormônio, né, antes da ovulação, que faz acumular, né, essa gordura, né, inflamatória hormonal, né, dependendo do que ela come, dependendo se ela faz exercício ou não. Então, a vai aparecer em algum momento, dependendo do estilo de vida dela. >> Uhum. E por que que alguns algumas pacientes, a gente fala mais do feminino porque é mais comum para as mulheres, né? Sim. >> Eh, por que algumas pacientes sentem essa dor, esse inchaço, esse peso que você disse no início aqui da nossa do nosso podcast e alguns algumas pacientes não tá ligado a algo que essa paciente faz ou tá ligado mesmo a algo genético daquela mulher? Enfim, não tem como explicar de fato >> assim, muitas o eh o que eu escuto muito é que a pergunta a pergunta não, né? Eles, elas relatam que já passaram por outros profissionais e faz parte da vida da mulher. Se for pensar de uma forma assim, num contexto geral, vai fazer parte, mas tem que entender que tem tem tratamento para isso, para amenizar isso, né? Então assim, a 90% das mulheres já sente essa essa dor nas pernas, né? Não só com isso, também tem um sofrimento emocional nas mulheres. Então, os estudos falam que 87% das mulheres já sofre com uma dor emocional, né, que é assim, tem um uma vergonha de mostrar as pernas, porque de fato é uma perna toda irregular, né? Eh, então isso afeta muito, né? Eu atendo eu atendo uma uma adolescente de 13 anos que tem lipidema. Então, a abordagem também tem que ser diferente, né? porque ela tem que entender que ela não tem culpa daquilo, né? Então assim, eh por isso também é um tratamento multidisciplinar, né? Também qu envolve a alimentação, envolve o treinador, que é o personal, envolve a parte da medicina, essa parte de regular os hormônios, né? Deixar a mulher desinflamada. Então, eh, é um trabalho que precisa ser multidisciplinar mesmo. Por isso que que o intuito da minha clínica é esse mesmo, tem >> vários profissionais. >> E você acha que já tá tudo bem esclarecido sobre LPEDMO? Ainda tem alguns temas que precisam ser estudados, eh, algumas técnicas talvez que ainda precisam ser esclarecidas, ainda deve avançar o tratamento no Unipedema? >> Olha, primeiro tem muito erro diagnóstico, né? assim, confundir obesidade com lipedema, né? É muito diferente. Então, já é o primeiro ponto. O lipedema, ele pega as duas pernas, né? Então, se não, ele ele é simétrico. Se não for simétrico, já é um parâmetro que não é diagnóstico, né? E pega braços também. Então, se você for fazer uma prega, né, que a gente faz uma pinça, vai aparecer ali a muitos cas muitos dos casos é uma celulite e não lipedema, né? Então tem esse erro diagnóstico, né? Tem muito, a medicina tem muito para avançar, né, no tratamento por ser eh difícil de o tratamento por por conta de ser multidisciplinar mesmo, né? >> Porque para ter essa desinflamação do corpo depende muito da pessoa também querer muito, né? Hoje a gente tem temos poucas ferramentas, né? Temos eh promessas, mas poucas poucas ferramentas para serem usadas, né? Mas temos sim protocolos injetáveis, né? Eh, temos protocolos de suplementações para ajudar essas mulheres, né, a sentir e vejo uma melhora assim significativa, né? E o que eu vejo também assim muito eh uma promessa, vender um sonho paraa mulher. Então vão lá e falam: "Vamos usar gestinos, né, que vai ajudar". Mas a não é não é toda mulher que precisa de estrin no LPD. Algumas vão precisar, algumas não vão precisar. Então, eh, falta essa parte de critério clínico, né, a parte também, né, só paraente também falar como todo, envolve até a esteticista também, uma drenagem apropriada pro lipida, o treinamento também tem que ser apropriado por pro lipidema, não pode ter impacto porque já é uma perna inflamada, né? Então a gente tem que cabe a nós, né, os médicos a orientar tudo isso, né, deixar ela bem consciente disso, né, e entender que como é uma doença, né, o tem que ter um acompanhamento, né? Se a gente for comparar assim, pressão alta, diabetes, tem um acompanhamento, não é do dia paraa noite que você pode falar, melhorei minha pressão, vou parar de tomar remédio, né? Então, e eu vejo muito que tem uma certa ansiedade em resultados, né? Isso é difícil. Isso é difícil. Isso é a parte mais difícil. É, ainda mais das mulheres que têm essa preocupação estética, né, que é tudo para ontem, realmente esse Pode, pode falar, quer comentar >> era isso que as mulheres às vezes, claro que a parte da saúde como um todo é importante, a gente sabe que é, mas claro, não tem como negar que acho que 99, não sei, no seu consultório ser assim, mas a preocupação acaba sendo sempre a frente estética, né? Às vezes você descobre até uma condição, descobre uma doença com uma preocupação estética no início, né? Foi por algo estético que você descobriu que tinha uma uma situação, uma doença por trás disso, né? >> É assim, as mulheres me procuram, né? E eu faço diagnóstico de outras doenças antes, porque não adianta, ah, quero tratar meu lipidema, não tá perfeito, mas tem uma diabetes, né? tem o colesterol alto, você está com com o corpo inflamado, precisa perder peso, a gente tem que preparar o corpo para começar o tratamento. Então, até o os injetáveis, né, eles são muito bons, só que não até me procuram querendo injetáveis, só que eu tenho que explicar que não é o momento, porque a gente precisa preparar aquele terreno, né, que é o terreno biológico que a gente fala que é a parte interna do nosso corpo, né, para depois fazer esse tratamento, senão a pessoa ela, a mulher ela acaba se frustrando, né? Aí ela se frustra muitas vezes, porque já ouv entra em paciente, as mulheres em tratamento comigo, vejam, elas olham que se está tudo bem, tá indo bem, evoluindo bem, aí erra um pouquinho na alimentação, ele ele aparece de novo >> que desanima também, né? desanima a pessoa. Então envolve trabalho multidisciplinar ali com outro olhar, né, para essas mulheres, né, porque elas são, vocês são taxadas de assim muita de que é frescura isso, >> e não é não é frescura isso. >> Ainda assim tem o mesmo em 2026 ainda falam bastante com preconceito, né? >> Muito preconceito, não só no LPD, né? Mas assim, até tô falando de de ciclo mensual, né? Porque >> eh tem a famosa TPM, né, assim, tem o hormônio que chama estrogênio, que é antes, né, da ovulação, depois tem a progesterona, esse hormônio estrogênio, ele causa ali, né, está muito ligado ao humor, né? Então, às vezes a mulher fica mais melancólica, ansiosa, brava, né, é depressiva. Aí depois que passa esse momento, el vai vir a progesterona. Aí a progesterona faz a mulher querer comer, certo? Algo específico ou ela nem sabe o que ela quer comer. Uhum. Ela come, come, come, sem percepção de saciedade. Então, Letícia, você para mim a mulher é um ser cíclico, porque vocês fazem o ciclo menstrual todo mês e só por por esse fato vocês também são taxadas de loucas né? >> Porque é como assim? Um dia tá bem, um dia tá chorando, tá tá bravo, outro dia tá, né, do outro, mas eh tem que ter esse olhar diferente, que o universo feminino é totalmente diferente do homem né? >> Então é por isso que eh eu sempre tenho tento trazer na minha consulta eh a parte mais acolhedora, porque a mulher não escolheu teripema, né? >> Uhum. >> A gente não sabe o que que ela que que ela carrega, né? Que que ela que que ela carregou até chegar ali, né? >> Sim. >> É. Então, eh, tem que ter um respeito maior assim diferente. Agora, eh, você tinha citado, doutor, sobre erros diagnósticos, que eu acho que é um tema muito legal, que tem bastante coisa interessante que o pessoal gosta de saber. >> Eh, e o que que faz o um diagnóstico no lipedema, né, acontecer de forma errada? Porque ainda você, na sua opinião, os médicos, alguns médicos ainda não sabem direito sobre a conção ou a pessoa não consegue explicar direito os sintomas, o que que tá faltando quando acontece o diagnóstico errado? Olha, o diagnóstico errado é quando, olha, eu lembro muito da frase de uma mulher que passou comigo, que ela era muito magra na parte de cima e as pernas totalmente irregulares, né, que ela procurou uma médica e a médica falou para ela que aquilo era era só ela emagrecer, mas como que eu ia emagrecer mais, né? Ela tava bem magra. Então, na minha opinião, por ser uma doença nova, né, no né, que estão nessa geração, creio que falta um pouco de conhecimento, né? Falta conhecimento, falta também a abordagem também, né, de saber ali realmente se é ou não, porque o diagnóstico é clínico, né, né? diagram crica e quando tendo eu tenho dúvida, né, eu peço também o de imagem que aí a gente vai ver se realmente a gordura tem característica de lipedema ou não, que ela é diferente. A gordura do lipedema é tudo em bolinhas assim e a normal já é ela é reta assim. Então, eh, quando ainda tem dúvidas no diagnóstico clínico, né, eh eu peço de imagem, né, mas só que, eh, sempre a gente fala, né, a clínica é soberana. O que que é clínica? É o sintoma. Então o sintomo que você me relata é muito mais importante, né, do que a eh no número de exames, por exemplo, né? Você pode não estar inflamada no exame, mas pode estar com sentindo as pernas doloridas, inchadas, né? E acontece muito isso e é frequente essa queixa. >> Sim. E quais diagnósticos costumam ser confundidos com lipadeba nesse sentido? Ó, falta de treino, é, >> falta de treino, >> falta de vontade, >> eh, obesidade. Obesidade é o mais comum. >> É, >> obesidade é o mais comum porque ela está associada, sim, né? Mas, eh, são essas que são, não tem muito o que comparar, na verdade, ou linfedema também, né? Mas eh o é muito diferente a característica do lipedema para eh lipfedema, né? Então ou obesidade é muito diferente, porque a obesidade não já não pega as duas pernas, né? E o lipedema é as duas iguais, né? Então, e outra, tem muito erro diagnóstico, por quando se fala no lipedema, não sei, você, Letícia, você imagina uma mulher com uma perna bem grande assim, toda irregular ou você pensa assim numa modelo com lipedema? >> É, tem irregular. >> Irregular. Então, eu tenho modelo, uma modelo que tem limpedema e a gente trata o limpedema dela e ela é super magra, né? você olha para ela, parece que não tem, mas a gente já a gente cuida com suplementações, né, para ela. Eh, e tem graus, né? Então, por isso que muitas das vezes é o o diagnóstico não é feito. Tem o grau 1 2 3 4. É quando falipedema, escuto isso da própria paciente mesmo, né? Ah, eu achava que lipidema era aquela perna toda irregular, grande, mas não, né? Eh, tem todos os estágios, né? Então, tem essa parte do do erro. A gente só consegue saber mesmo fazendo um exame físico mesmo lá apertando, apalpando, né? O e correlacionando com eh a clíic que é o sintoma, e os exames laboratoriais. >> Sim. E quando acontece esse esse diagnóstico tardio que a gente situa agora, eh, o tratamento é mais difícil, dá para afirmar ou que acaba demorando mais para ver resultado ou isso é independente? >> Ó, o tardio é mais difícil por ser uma eh uma doença inflamatória hormonal, né? Então, se for uma mulher na menopausa é mais difícil, né? Se for uma mulher na PMA, mais difícil ainda. Eh, mas quanto antes detectado a gente vai conseguir ter sucesso, um sucesso maior, né? Mas é assim, é aquela famosa frase, né? Eu sempre tive a perna mais inchada, eu sempre tive a as as coxas mais inchadas e gostava, só que aí que tá, né? Já tinha um diagnóstico e não sabia, né? Mas é por isso que é importante a gente estar aqui, né? falando desse assunto, né, que às vezes a pess a mulher tem e não sabe e não é culpa dela, né, assim, vej é isso que eu falei para pra adolescente de 13 anos, que ela ficou muito chateada, muito chateada. Falei: "Ó, você não tem culpa disso, isso é um é uma é uma condição que acontece nas mulheres, não é? E hoje a gente está vendo acontecer em homens também. Então, eh, é totalmente um desbalanço hormonal, né? Então, eh, a gente tem que saber, né, bem a fisiopatologia, que que é como é que é que acontece essa doença para ver nos exames laboratoriais, né, de sangue, né, o que que tá alterado para começar a suspeitar, né, se tá se já tá começando ou não e orientar a pessoa a o começar o tratamento quanto antes, né? E tem alguma dificuldade quando é o diagnóstico é feito no homem, porque a gente tá falando todos os episódios focados na mulher, porque realmente é onde costuma aparecer, né? >> Mas quando é no homem, existe uma dificuldade maior no tratamento, algo que é considerado um desafio maior? >> Sim, com certeza. É muito mais difícil para você explicar pro homem que ele ele está com o hormônio feminino desegulado, é muito difícil. Então eu eu falo explico, mas não tem adesão. >> Não sei, né? A por isso que eu falo universo feminino com o masculino é muito diferente, né? E a gente fala: "Não, isso daqui é só emagrecer, é só emagrecer, só emagrecer". Mas não é por aí, né? A gente no exame laboratorial, né? No exame de sangue, né? a falando mais mais simples, a gente já consegue ver que tem esse desbalanço hormonal e é principalmente em homens mais eh que são mais que estão mais acima do peso. Por quê? Quem o como a gente eh a pessoa que tem mais gordura tende a produzir mais estrogênio, né? E o estrogênio ele tem a ação de inibir a produção de testosterona. Então, aumentando esse estrogênio, vai começar a formar esse essa gordura inflamatória hormonal nele. E é difícil de aceitar por um homem, né? Isso é muito difícil. >> E aí que tá uns diagnóstico também que eu vejo, o homem vem com uma test de 200 ali, por exemplo. Hoje é faixa, a gente fala de 600, 800, mas em literatura fala se fala em 1000, certo? Porque bem, o corpo vai se adaptando, né? Então ele vem com 200 e o médico olha assim e fala: "Ah, falta de testosterona". Vai lá e aplica testosterona. Só que aí é pior, pior o caso. Por quê? A testosterona é absorvida pela gordura e vira o estradiol. Aí piora o quadro do da pessoa, sendo que quem estava impedindo de produzir testosterona era a gordura. Então tem pessoas que eu oriento e, né, entendem o caso, perdem o peso e a testerana melhora, né? Só que tem outros casos que eh já vem tomando um hormônio e eles não aceitam isso, né, que é a gordura, né, e isso faz mal pra saúde, né, é suplementar quando não quando não tem necessidade, né? eh, que tem colateral, com certeza. Eu vejo, eu vejo diariamente isso no no meu consultório, as pessoas vindo já tomando o hormônio, suplementando testosterona e só viciado naquilo, naquela sensação, né, que causa uma dependência neuroendócrina, né, que é uma sensação muito boa, que ela tem disposição, mas depois quando começam a aparecer os colaterais, a pessoa quer tirar. Só que é assim, é difícil de tirar o eixo, né? Porque uma vez é como se você desligasse o a televisão aqui, parou de de vir o estímulo, parou, desligou. Aí para ligar esse estímulo de novo é muito difícil. Tem pessoas que voltam, tem pessoas que não voltam. Ah, essa pessoa vai ficar pro resto da vida dependendo de testerono, né? Então esse esse esse essa parte do homem é mais difícil, é muito mais difícil explicar. Alguns entendem, alguns não. Maravilhoso. >> E quando os pacientes de forma geral agora, né, recebem o diagnóstico para que a gente resuma tudo isso, né, qual que você é o maior erro, tanto na hora que a pessoa recebe o diagnóstico como durante todo esse processo? Algo que realmente deve ser um alerta para todo mundo? >> Ó, quando a pessoa recebe diagnóstico, ela vai ter que entender que não adianta só eu fazer a minha parte, né? não resiste, não vai ter milagre, né? Então, eh, ela vai ter que também ter uma alimentação adequada pro lipedema, ela vai ter que também ter um treino específico pro lipedema, ela vai ter que mudar os hábitos dela, né? Então, isso é muito difícil. A gente fala de uma dieta anti autoimune, que é uma dieta anti-inflamatória, que é muito difícil, mas lá no instituto, na clínica, a gente nem não gosta nem de falar de dieta. Porque Letícia, se eu falar para você dieta só com se uma coisa rigorosa, né? >> É, a palavra já assusta, né? >> Assusta, né? Então eu falo assim que é uma reeducação. A gente pega, por exemplo, se fosse você ia falar: "Letícia, que que você come hoje? O que que o o nutricionista vai fazer com você? Que que você come hoje? A gente vai trazer para cá e vai e vai reeducar. Você vai retirando os alimentos que inflamam eh de acordo com a sua evolução né? A aí com isso, quando vai estreitando esse funil aí sim, né, vira uma dieta, né? Mas isso é é interessante porque quanto mais a pessoa faz a dieta, mais melhor, né? Então ela vai vendo que a a dieta em si ela é a é a base do tratamento e tem muito erro de também do treino. A o treino não pode ter muito impacto igual e hoje, né, o pessoal tá muito a correnda, né, a corrida também já não tem muito impacto, não é muito aconselhável, né, eh, ou colocar muita carga numa perna que já está inflamada, né? Então aí o profissional da a gente precisa do profissional, né, da educação física também alinhado com a gente, né? Então a gente tem ali eh uma ligação, né, direta, né? Na clínica é mais fácil porque tem eu e os e os nutricionistas, né? Mas aí a gente tem que fazer essa ligação com o personal também que ele também é essencial para pro, né, desenvolvimento além do sucesso da pessoa né? >> Sim. Tudo anda junto, né? E por isso que é é multidisciplinar o tratamento, por isso que é difícil, porque, por exemplo, uma pessoa sedentária, como é que eu tenho que convencer ela a treinar? Uma pessoa que nunca comeu certo, tem o estilo de vinda, pois a mulher por uns 50 anos sempre teve aquele estilo de vinda de alimentação que vai ter que mudar. É difícil, é difícil para qualquer um. É difícil para qualquer um isso >> a minha abordagem é, né? É, hoje eu treino, eu treino de segunda a sábado, né? Mas eu falo, ó, pelo menos começa uma vez na semana, depois eu tenta duas, vai devagarzinho que demora para criar o hábito. Porque seria uma hipocrisia da minha parte, porque eu mesmo já fui uma pessoa que pagava academia uma vez e duas vezes no mês, né? Depois pagava seis meses, não tô pagando, vou, não ia, mas demorou para criar um hábito, né? É, é fácil falar, né? Então, mas eu tenho que entender. Eu eu passei por esse processo. Então, a a vai ter a evolução, né? 50% depende da pessoa mudar esse mindset da pessoa. >> É, isso é mais difícil. >> É, mas quando vira a chave também >> é uma vez só, né? E tem que acreditar que realmente vira. A gente comentou sobre isso em um outro episódio e é verdade assim, quantas pessoas já falaram: "Não, eu nunca, eu mesmo, a gente tá dando exemplo pro pessoal". Eu comentei no outro episódio que eu falava: "Eu jamais, eu não vou ser a pessoa que tem gosto de ir pra academia, que tem gosto de fazer dieta, mas que essa palavra realmente assusta, né? Mas comer certo, vai." E e hoje realmente eu faço questão e me sinto bem indo, não é também claro que a parte estética importa. Se eu falasse que não, estaria mentindo, né? Mas tem realmente aquela a forma que você vai levar a vida, o ambiente que você frequenta, como você consegue começa a enxergar as coisas, com quem você anda, porque tudo muda, né? >> Nossa, isso muda muito. A ambiência muda muito. Eu vejo muito, muitas mulheres sofrendo, né? Mães, por exemplo, ah, mas o lá na minha casa é o estilo de alimentação. Eu sou só eu sou sozinha. Meu meu margarido gosta de álcool, gosta no final de semana e comer, né, ir fora e tudo. Aí eu sempre oriento, né, ó, entendo que é difícil, né, mas eh tenta fazer pelo menos ter que levar uma vidinha em equilíbrio, porque também ser muito restrito não é bom, né? Porque a eu vejo que a vida é feita de momentos, né? Então se você, não sei se você é mãe, né? Se você fosse mãe, mãe, por exemplo, eu não ia aconselhar você a não tomar um sorvete com seus filhos. Aham. Eu tenho uma lembrança do meu pai levantando domingo para comer bolinho de carne. Isso eu nem eu nem sei quantos anos eu tinha, né? >> Esses momentos de felicidade não podem ser, né, deixados para trás, né? Né? Mas com equilíbrio a gente consegue, né? Fazer tudo. >> E na escolha, né? Quando a gente tem a opção de escolher algo melhor, já ajuda. >> É o que orienta. Exatamente. Você orienta quando você for em tal lugar ou deante antes, né? Ou escolhe escolha algo que vai fazer menos pior para você, >> né? Então, mas aí quando ela vai aprendendo, né? Que é é a é assim, eu falo só quando ela vivencia a experiência que ela vai entender, né? Mas quando vê o resultado v, eu tenho uma uma mulher, uma paciente que não é que ela virou a chave, ela fazia nutrição esportiva para ela e ela treinava dieta certinho e o corpo dela era tudo inchado. Cheguei para ela, a gente falou: "Ó, ela ela tinha ela tem problema de tireoide também, né, de de rashimoto que a gente fala, né? E a dieta é a mesma também. E ela ela falou, ela depois ela falou: "Mas que que eu vou comer então", né? Ela passou per nutricionista que é especialista, né, em dieta autoimune, dieta antiflamatória. E ela começou, ela é muito regrada, né? Entãoou fazer tudo certo, tudo certo, todo dia, todo dia. E em dois meses a a diferença que aconteceu assim eh é absurdo. Falo para ela, ela ela é um exemplo. Tanto é que tem outras mulheres que estão se inspirando. Lar, falei, né? Será que não posso falar nome? Fulana, continue postando que outras mulheres estão se inspirando em você, né? Olha a sua dedicação a você. E como se se a gente se se ingerir alimentos que inflamam, né, a gente tende a ficar mais preguiçoso, né, assim, eu é ruim. E aí ela relata assim, né, para mim, minha qualidade de vida melhorou muito. Hoje eu não tenho sono, não tenho preguiça, tô muito mais exposta, tô treinando melhor, né, o meu humor melhorou porque eu tá desinflamada né? Essa parte é muito importante, muito gratificante quando a pessoa confia e, né, no no que no que eu falo, >> a faz certinho, ela vê o resultado. Então aí ela ess essa pessoa, ela visu no processo, ela falou assim, ó, assim, dois meses eu fiquei assim na renda que seis meses. >> É isso aí virou a chave e vai embora, né? >> Vai embora, vai embora. >> Doutor, muito obrigada, viu? Ficou ótima sua participação. Quero deixar então esse espaço aberto. Se você quiser passar alguma rede social, algum site, como que as pessoas conseguem te achar aqui, >> tá? Eu primeiramente te agradeço, tá? Pela oportunidade, tá? Let um prazer estar aqui. Eh, a minha rede social é nitsul.Oobata, tá? Quem quiser me procurar, eu atendo presencial em Londrina, no Paraná. Inclusive é um tor muito grato em estar representando o Paraná aqui. Legal, >> né? Eh, >> a gente vai deixar o link também. >> É, a gente deixa o link e eu também faço, tenho muita dúvida, né, Leti se eu atendo online ou não, né? Mas eu faço também o atendimento online, é igual e tenho resultados incríveis também. >> Ai, que ótimo. Então, perfeito. A gente vai deixar os links. Obrigada mais uma vez, doutor. Parabéns pelo trabalho. Obrigada a você que acompanhou até o final. Não deixe de curtir, comentar e compartilhar, que é muito importante para que a gente continue trazendo aqui os nossos especialistas. Muito obrigada e até a próxima.

Consulte um especialista

Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.