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SÍndrome da Fadiga Crônica

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SÍndrome da Fadiga Crônica

A síndrome da fadiga crônica, com prevalência de cerca de 3% e mais comum em mulheres jovens, é caracterizada por cansaço constante e esgotamento após esforços.

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Hoje vamos falar sobre a síndrome da fadiga crônica. É muito comum nos consultores do endocrinologista que pacientes procurem, busquem causas endocrinológicas, metabólicas para uma sensação de cansaço que se estende aí por vários meses, uma fadiga crônica. Nós sabemos que a síndrome da fadiga crônica ela tem uma prevalência em torno de 3% da população, sendo mais comum em mulheres e mulheres mais jovens.

É caracterizada por uma sensação constante de cansaço, a pessoa se sente o tempo todo sem energia, além depois de atividade física, uma sensação de esgotamento muito importante. A síndrome da fadiga crônica ela é muito pouco compreendida ainda, mas frente a esses sintomas o paciente deve sim procurar ajuda médica para descartar algumas doenças bem conhecidas que podem causar essa sensação de cansaço. Dentro da endocrinologia nós temos algumas doenças que podem justificar essa sensação de fadiga crônica, como o hipotiroidismo ou também até o hipertiroidismo, deficiência do hormônio do crescimento, deficiência de hormônios sexuais como testosterona ou estrogênio caracterizando um hipogonadismo, insuficiência adrenal e até mesmo síndrome de Cushing caracterizada pelo excesso de cortisol.

Tudo isso pode trazer sensação de cansaço de fadiga crônica. Além dessas causas endocrinológicas existem causas de outras especialidades que também podem cursar com fadiga crônica, como doenças autoimunes, intoxicações por metais pesados, doenças psiquiátricas como depressão. Tudo isso também são os diagnósticos diferenciais de um paciente que traz essa sensação, essa queixa de fadiga crônica.

Como eu falei, ainda é muito pouco compreendida a causa. Está também associada a fadiga crônica com pós-infecção, infecção viral. Os pacientes têm alguma infecção viral, pode ser mononucleose que é tradicionalmente descrita.

Atualmente nós não sabemos a repercussão pós-infecção pelo covid-19, por exemplo. Esses pacientes podem manifestar até seis meses depois uma sensação de fadiga que não cessa. O tratamento tem tratamentos específicos para cada situação.

É claro que durante a investigação a gente tem que descartar essas doenças endocrinológicas e de outras especialidades, como eu falei, mas se você fica só com a fadiga pós-viral, você também tem abordagens que podem melhorar a fadiga dos pacientes. Então se você suspeita que possa ter síndrome da fadiga crônica, não deixe de procurar um endocrinologista para fazer uma boa investigação hormonal, excluir qualquer alteração hormonal que pode ser facilmente tratada e melhorar sua qualidade de vida. Se você acha que esse vídeo trouxe informações relevantes para você, se inscreva no canal, compartilhe, curta o vídeo e até a próxima.

Consulte um especialista

Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.