# Resumo: Lipedema Talks #10 · Energia e Metabolismo O episódio traz uma conversa com o Dr. Juliano Nadai, especialista em medicina esportiva e metabólica, sob
A gente vai responder essa pergunta e também várias outras relacionadas a esse assunto. Antes de tudo, eu vou apresentar o nosso especialista, o nosso convidado especial de hoje, que é o Dr. Juliano Nadai.
E fiz faculdade de medicina em Itajubá. Depois eu acabei fazendo minha primeira especialização foi em otorrinolaringologia. Especializei em labirintopatias da Escola Paulista de Medicina e foi onde eu tive meu primeiro contato com oligoterapia, para quem não sabe, terapias com minerais.
>> Consultório. A gente atende, eu atendo mais um consultório particular. Realmente às vezes tem pacientes que vem, a minha esposa, a Dra.
Tem que ter um tratamento adequado. >> Sim. Eh, eu acho assim, Letícia, que uma das maiores reações bioquímicas do nosso organismo é o que a gente tá vivendo agora aqui, a produção de energia.
Ah, quando eu peguei todos os sinais e sintomas que os pacientes relatam, indiretamente eles estão relacionados com o déficit da maior reação bioquímica do corpo, que é a produção de energia. Então, a gente trabalha muito a respeito do como melhorar essa via na produção de energia.
Olá, meu nome é Letícia Mia Moto, está no ar mais um episódio do Liped Matalcos e agradeço mais uma vez o carinho da sua audiência e participação aqui com a gente para falar sobre tudo que envolve qualidade de vida.
No episódio de hoje a gente vai falar um pouquinho sobre energia do corpo, metabolismo e lipedema.
O que acontece por dentro do organismo? A gente vai responder essa pergunta e também várias outras relacionadas a esse assunto.
Antes de tudo, eu vou apresentar o nosso especialista, o nosso convidado especial de hoje, que é o Dr.
Juliano Nadai.
O Dr.
Juliano atua na área de medicina esportiva e metabólica com foco em saúde, desempenho físico, composição corporal e funcionamento metabólico.
Trabalha com uma visão integrada do organismo, buscando entender como o corpo produz energia, responde aos estímulos e influencia diretamente a qualidade de vida.
Bem-vindo, doutor.
>> Obrigado.
Queria agradecer toda a oportunidade de poder estar aqui, dividir um pouquinho de conhecimento, experiência com vocês.
>> Doutor, antes de tudo, então, queria saber um pouco como que foi a escolha da medicina do esporte.
Você sempre quis ser médico, começa por aí.
>> Sim.
Eh, com 7 anos de idade, eu dizia pra minha mãe, pro meu pai que eu queria ser médico.
Esse era um sonho meu.
A gente vem de uma de uma de uma família, posso dizer de classe média.
E papai falava: "Poxa, ele tá falando que quer salvar vidas".
E eles guardaram tudo para poder automaticamente formar um filho médico e mudar toda a história e do decorrer da família.
Então eu não venho de famílias de pessoas estudadas, né? E fiz faculdade de medicina em Itajubá.
Depois eu acabei fazendo minha primeira especialização foi em otorrinolaringologia.
Especializei em labirintopatias da Escola Paulista de Medicina e foi onde eu tive meu primeiro contato com oligoterapia, para quem não sabe, terapias com minerais.
e onde foi abriu um leque na minha cabeça entre a medicina da doença e a medicina da saúde.
Eh, foi aí que eu hoje dou aula no Instituto Passil de Educação Continuada e eu tive o meu primeiro contato com a metabolômica.
O grande hype do momento hoje tá sendo a metabolômica.
Então, para quem tá em casa nos assistindo, ah, saber que tudo que todo macronutriente, tudo que a gente come, ele necessita de uma boa digestibilidade para ser reduzido a micronutriente, senão o nosso intestino não absorve.
O grande problema vem que depois que esse micronutriente ele ganha a corrente sanguínea, nós estudamos no exame de sangue a biodisponibilidade.
Isso não significa que a tua célula obrigatoriamente absorveu aquele nutriente ou aquele hormônio ou aquela vitamina e automaticamente utilizou.
E a metabolômica entra nessa jogada por ser uma uma uma avaliação, uma um, eu posso assim dizer, ela é uma ciência que estuda esses metabólitos que são depurados, substâncias muito pequenininhas, de 150.000 daltons em que a tecnologia brasileira, infelizmente, não consegue mensurar.
Então isso é enviado pros Estados Unidos e lá a gente consegue entender como que o corpo utiliza a glicose, como o corpo utiliza os aminoácidos, como que é o processo de oxidação de gorduras, avalia os metabólitos intestinais, avalia a função hormonal.
Então, um exemplo muito palpável é eu falar assim: "Letícia, você tem 1 milhão de progesterona, mas se você não tiver um receptor, você tem zero, porque quem faz função não é quantidade e sim é o feedback".
Então assim, são coisas que me levou a estudar uma medicina completamente diferente, não sentido de pensar no paciente como um todo, mas no he spam, pensando naquilo que o corpo realmente está metabolizando.
E eu tive a oportunidade de conhecer o o grande mestre, professor aí e amigo Alexandre Amato, num desses congressos em Roma.
E a gente trocou muita figurinha a respeito desse assunto.
E esse é o segundo ano que eu venho aqui poder dar uma palestra a respeito desse assunto.
>> E hoje o Lipedema também tá presente assim no seu dia a dia, na sua rotina.
Como que é? É mais consultório mesmo, né? >> Consultório.
A gente atende, eu atendo mais um consultório particular.
Realmente às vezes tem pacientes que vem, a minha esposa, a Dra.
Ana Carolina, ela é uma cirurgia de braço.
Então, às vezes as pacientes vêm de fora ou vem do Brasil inteiro até do mundo para operar e quando no pré-operatório ela valia que não tá com uma condições clínica adequada, ela quer que eu faça esse controle metabólico para colocar esses essas pacientes com mais segurança dentro do de um ambiente cirúrgico para aquilo que é um sonho não se torne um pesadelo ou enfim eh não ten os resultados almejados pelo pelo próprio paciente.
>> Sim.
E doutor, essas pacientes de lipedema, como que a gente explica, por exemplo, elas se sentirem às vezes mais cansadas, falar que tem dificuldade para emagrecer, >> tudo isso tá relacionado à condição, né? Tem que ter um tratamento adequado.
>> Sim.
Eh, eu acho assim, Letícia, que uma das maiores reações bioquímicas do nosso organismo é o que a gente tá vivendo agora aqui, a produção de energia.
Se não tivesse energia, nós não eh estaríamos conseguindo gravar, não estaríamos conseguir depois fazer essa transmissão, não teríamos a iluminação.
Enfim, a gente tem que pensar isso como um todo.
E quando você olha os sinais e sintomas da paciente com lipedema, isso me levou, eu sou o cara da bioquímica, tá? Ah, quando eu peguei todos os sinais e sintomas que os pacientes relatam, indiretamente eles estão relacionados com o déficit da maior reação bioquímica do corpo, que é a produção de energia.
Então, a gente trabalha muito a respeito do como melhorar essa via na produção de energia.
Eu, obviamente, a gente coloca isso ah como o exercício físico, né? Não vamos falar atividade física.
Então aqui tem um conceito muito diferente.
O exercício físico, eh, você tem que fazer diariamente, eh, com o programa, com o relógio, olhando oxímetro, diferente da atividade física, que é gesticular, agachar, dançar.
Ah, onde quando você coloca essas pacientes para fazer um uma atividade física, você liga o G da sobrevivência.
Então hoje, infelizmente, tem um trabalho muito interessante publicado na década de 1970, em que eles mostravam que o homem americano dava 18.000 passos por dia.
E em 2005 essa realidade caiu para 5.000 passos.
Isso causou um impacto em 15 kg a mais no homem moderno e 12 kg a mais na mulher moderna.
E automaticamente quanto mais parado você fica, o teu corpo entende o quê? Menos energia eu preciso.
E perante ao paciente com o lipedema, o a dificuldade que nós temos hoje é o quê? Um diagnóstico precoce.
Os pacientes não têm estágio um e estágio dois, às vezes passam desapercebidos por não ter um marcador específico para sei lá, você tem o lipederma.
E às vezes essas pacientes já vê no estágio três, no tipo três ou no tipo quatro, em vários graus, em que quando elas começam a fazer um exercício físico, ela vive o maior pesadelo dela, que é o quê? Dores, inchaços, ã ã ã, elas têm uma certa repulsa ao exercício físico.
Por quê? Porque todo o início da atividade física, até você ter uma readaptação do organismo, que é uma analogia, como se o carro tivesse guardado, parado, você tira um carro para mover, né? Esse carro você vai enfrentar certos probleminhas.
E nesses 30 primeiros dias elas acabam abandonando pela liberação de muitas substâncias que causam dores, inchaço, edema.
Então, por isso que é importante a gente ter essa abordagem multidisciplinar de um médico, de um nutricionista, de um personal trainer, usar as as meias elásticas de compressão, colocar essa paciente de repente dentro da piscina, né, onde o a própria ação da da gravidade da água ajuda no retorno venoso.
Então, ou seja, acho que o primeiro gatilho, apesar de tudo que é falado, que a gente tá nesse evento maravilhoso, é para poder cada um dividir a sua experiência, mas a gente tem que levar em conta que qualquer vitamina, qualquer substrato energético, qualquer aminoácido, qualquer tipo de dieta, qualquer tipo de hormônio que você reponha sem energia, isso pode ser vago.
Então, é complexo essa abordagem do que a gente tá falando, mas eu sempre coloco essa analogia para minhas pacientes.
Eu pego um slide, então eu tenho uma TV dentro do meu consultório e eu falo: "Olha, esse aqui é um carrinho e a gente restaurou ele." Você gostaria desse carrinho demais, doutor? Então, toda a suplementação, toda abordagem, olhando intestino, olhando função hormonal, olhando bioenergética, eu vou fazer para você, mas você só vai conseguir transformar aquele carro nesse se você botar ele para rodar.
Então, não existe produção de energia sem você automaticamente botar o teu corpo para movimentar.
Não sei se ficou claro isso, se ficou bem lúcido, porque isso é muito importante para as pacientes.
Sei que envolve muito eh uma das brigas eh nossa é com relação até o uso dessas cadeiras para as pacientes que a gente entende a limitação, mas essas cadeiras e elétricas que tem muito nos Estados Unidos, é selar pro paciente de vez a ter respostas inflamatórias, ou seja, a ter uma piora desse quadro e até mesmo evoluir para uma sarcopenia, que é uma perda de força muscular.
Então acho que nessa abordagem a gente tenta imaginar o paciente como um todo.
Então assim, não é tudo cirúrgico, não é tudo tratamento clínico, não, todo mundo tem as suas fases, todo mundo tem as suas vertentes, mas eu acho que é um evento como esse que vai fazer a nossa cabeça abrir para melhorar ainda mais a protagonista do Centro das Atenções, que são nossos pacientes com lipedema.
Doutor, agora tirando uma dúvida do lado de paciente mesmo, que eu tenho certeza que quem tá acompanhando e é paciente vai se identificar, que a gente tem uma ideia, às vezes a gente procura o médico do esporte com uma cabeça que é um médico que vai deixar a gente bonita, né? Tem esse lado além da cirurgia plástica, >> que é um médico que vai se preocupar com essa parte estética, que vai dar um norte ali do que é melhor fazer pro que pro nosso o resultado que a gente espera.
É difícil isso.
Até uma pergunta de bastidor mesmo, quando chega no seu consultório, virar a cabeça da paciente, principalmente com lipema.
Sim, >> do que é importante saúde dela por trás de toda essa parte estética, porque a parte estética vai acabar sendo uma consecia, né, de tudo isso.
>> Nossa, Letícia, excelente pergunta.
Obrigado.
E assim, fantástico, porque apesar de eu falar que eu sou médico do esporte, eu fiz meu título de especialização em medicina, esporte, mas eu sempre quis ah entender a base da fisiologia.
E uma vez que nesse congresso eu vi importantes o exercício físico, da sinesiologia, do movimento, eu quis entender não para cuidar de atletas, mas sim para cuidar dos nossos pacientes com lipema.
Isso é muito fantástico, porque às vezes existe essa individualidade, igual uma bela aula que nós assistimos agora do do Daniel Benit, em que existe a individualidade de cada um.
Às vezes você, eu sou daquele que tomo um café, deito e durmo.
Você toma um café e fica três dias sem dormir.
Então, ah, no protocolo do que a o Lipedema Foundation coloca, isso é bem claro.
Você tem uma série de ã ã ã bolinhas, né, como se fossem circunferências, em que eles deixam no centro os exercícios físicos de resistência.
Então acho que isso que é muito importante.
A gente não tá ali para transformar o paciente num atleta, mas eu falho, você tem que mexer o molho, ficar parado, não vamos conseguir almejar esses resultados positivos.
Então tem pacientes que geneticamente quando eles fazem exercícios físicos com carga, eles ganham muita massa muscular.
E para alguns pacientes com lipedema, isso pode fazer um volume muscular muito grande e atrapalhar o retorno venoso, aumentar as dores nas pernas, aumentar o inchaço.
E aí que esses pacientes acabam abandonando.
Falam: "Opa, não é para abandonar.
Uma coisa é opção, a outra é a condição.
Você não tem como não fazer o exercício.
Só que a sua condição nos propicia fazer exercícios sem carga.
Eu não quero exercício com carga.
É a hora que eu tiro o os equipamentos e eu começo a trabalhar com elásticos, com isomeria, como se fosse exercícios de calicenia.
E aonde a paciente fala: "Mas doutor, eu passei com um médico titualizado em em em lipedema, ele falou que eu tô perdendo músculo".
Eu falei: "Não, querida, você não está perdendo o músculo.
Pensa no coração.
Uma vez que a pessoa infarta aquela parte do coração, não volta mais a funcionar.
Então, se você perdeu o teu músculo, você não recupera mais o músculo.
O que você está perdendo é o volume muscular.
Esse volume é o que a gente chama de glicogênio.
Então, tem pacientes com fibras que acumulam mais energia.
Então vamos pensar agora pro lado por bodybuilder.
Ele tem força e explosão máxima, mas ele não tem resistência.
Assim como um maratonista, ele é magrinho, ele tem um outro tipo de fibra muscular, mas se depender da mesma força do bodybuilder, ele não vai conseguir.
Então a gente tenta confluir isso pros pacientes com lipedema, com os testes genéticos, com bioimpedância, com dexa e fala: "Olha, isso é para você e não é que é para você que vai ser para todo mundo".
Então a gente tá nesse nesse quebra-cabeça de individualizar, né, e colocar certos programas pro paciente de acordo com a individualidade daquele paciente.
Mas o que você comentou é fato, às vezes não é para ficar bonita, bela porque às vezes dá até uma certa alimentação.
Tem pacientes que se dão muito bem com dieta cetogênica, muito bem colocado pelos pacientes.
Nossa, eu fiz dieta cetogênica, minhas dores melhorou.
Opa, pera aí.
A dieta cetogênica, ela vai automaticamente fazer com que você tenha uma menor ingestão de carboidrato.
Se você tem uma menor ingestão de carboidrato, você perde o quê? O volume muscular.
Isso melhora o fluxo linfático e venoso.
Só que não é uma dieta autosustentável.
A paciente volta lá depois de 45, doutor, aquela dieta que estava ótima, agora para mim, eu não tô conseguindo fazer meus exercícios.
Opa.
O principal combustível pro exercício físico é a glicose.
Então, eu não consigo às vezes colocar pacientes com exercício físico sem colocar glicose, sem colocar carboidrato para esse paciente.
Então, a gente tem que começar a individualizar geneticamente.
Alguns respondem bem a carboidratos, outros respondem bem a dietas cetogênicas e outros respondem até aicens dietas mais de gordura.
Então é essa dificuldade e individualização que a gente demora lá duas 2 horas meia no paciente com lipedema numa consulta.
E doutor, agora também uma pergunta polêmica que muita gente fala assim, eh, tem até uma frase conhecida, né, que fala: "Faça cansado, faça com dor, faça, mas faça".
Queria sua opinião sobre isso.
Agora, claro, falando sobre pacientes com lipedema, que é o foco aqui da nossa conversa, mas também para pacientes em geral, de fato, faça cansado, faça com dor, faça triste, faça solitário ou não, ou tudo tem limite.
>> Faç.
Eu uso muita frase paraos meus alunos e em aula que eu falo que exercício físico é igual tomar banho, não fez, dormiu sujo.
E é como na analogia que eu te disse, como um carro, se você tem um carro, ele tá 5 anos dentro da garagem, não adianta você tirar o carro e querer sair de São Paulo até o Rio de Janeiro, que você vai parar em Guarulhos.
Mas nada impede da gente começar a andar com esse carro no bairro.
Opa, um pneu tá murcho.
Pera aí.
Acho que a bateria eu preciso trocar.
Ou seja, à medida que o paciente ele começa a fazer os exercícios físicos, ele automaticamente começa a desenvolver o gem da sobrevivência.
E o que a gente tem que olhar, pessoal, não existe fazer exercício físico sem olhar um frequência cardíaca.
E isso é individual de pessoa para pessoa.
Então acho que a grande dificuldade, é um exame muito pouco pedido, explorado, é o exame da do teste ergespirométrico.
Não é o teste de subir na esteira.
você sobe na esteira ou pr as pacientes com lipedema, eu peço no ciclo ergômetro, ela senta numa bicicleta e com a máscara de oxigênio a gente consegue saber aonde deve ser o exercício físico daquela paciente, eh, mediante ao batimento cardíaco.
Isso é individual.
Às vezes estou eu e a Letícia numa esteira, né, com certo grau de inclinação e de velocidade.
Se ela tiver com um batimento cardíaco superior, ela está a 150, fazendo um exemplo, e eu estou a 100 batimentos, óbvio que você vai cansar primeiro do que eu.
Então, de uma maneira, eu sempre falo pra paciente, eu quero que faça o exercício físico nessa janela e nessa janela.
Porém, como o corpo ele é tão inteligente, você pode até um dia, um desafio para você fala: "Eu quero fazer um exercício de resistência".
Você coloca uma esteira com 7% de inclinação e vai andando.
Você faz aquilo semanalmente.
Você vai observar que os batimentos cardíacos, vamos colocar 30 minutos, 10 20 30.
Esse batimento foi sempre progressivo.
120, 130, 150.
sem você aumentar a velocidade e sem você aumentar a inclinação.
Você vai ver que depois de batata escrito assim categórico, três semanas com o mesmo estímulo.
Aquilo que você demorava 30 minutos para chegar naquele batimento, você vai demorar 50 minutos.
Ou seja, houve uma adaptação do seu exercício quanto aquele estímulo.
E se você continuar a ficar naquele mesmo velocidade, inclinação, são as pacientes que fala: "Eu treino, treino, treino e não tenho resultado".
Por quê? Porque na janela de 0 a 30 você conseguiu chegar até 150 batimentos.
Só que depois para chegar em 150 você tava demorando uma hora.
E se você fizer só 30 minutos, seu batimento fica baixo.
E com batimento baixo, o corpo entende o quê? Não preciso mais produzir energia.
o tempo que ela está fazendo, eu tenho condições suficientes de dar essa energia nesse curto período.
Não sei se ficou confuso ou se você entendeu.
E é muito interessante que durante esse exercício que a gente tá falando, o principal combustível é a glicose.
E aonde que a gente armazena a glicose? No músculo e no fígado.
Quanto você armazena em calorias de glicose na forma de glicogênio? 100 kcalorias.
Então, depois de você fazer um exercício físico, analogia um carro, você gastou o combustível antes de ir para casa, você vai até o posto, enche para no dia seguinte você poder rodar novamente, correto? Então, depois de um exercício físico, entram alimentos ricos em carboidrato.
Então, assim, obviamente, não tendo a intolerância, a estamina de cada um, tem pacientes que eu deixo tomar açaí, tem pacientes que eu deixo tomar doce de leite.
Então, às vezes até a paciente com lipedema, doutor, mas é doce sim, agora é a hora de meter o pé na jaca.
Essa é o o a o o português.
Claro.
Por quê? Porque todo aquele combustível que ela gastou durante o exercício, ela precisa restaurar pro músculo.
E você tem 48 horas de restauro muscular.
Se você não coloca, são as pacientes que vão ter o quê? Câimbra, dor.
Então, câimbra não é problema de potássio.
Câimbra é o excesso de ácido lático.
Você acabou fazendo um estímulo muito maior do que você tinha de reserva de energia.
E esse excesso de estímulo gera ácido lático.
E esse ácido lático vai no músculo.
Então eu falo pra ciente, para você não ter as fortes dores a hora de colocar um carboidrato ou o chocolate que você queira ou doce de leite.
Obviamente que eu sigo muito a linha do IGG, eu falo: "Você tem tolerância? Doutor, eu sou fanático, eu amo a sair." A hora é essa, você coloca no pós-treino.
Então, ah, a gente também tem que entender que são seres humanos, né? Então assim, a gente entende a dor, a gente entende que a paciente com lipedema precisa, mas você já deve ter ouvido aqui de vários colegas que você entrevistou e você pode fazer essa pergunta.
Difícil você conseguir fazer exercício físico com o paciente que não faça ingestão de carboidrato? >> Sim, com certeza.
Ouvi.
E doutor, eh, agora sobre suplemento anabolizante, qual que é a sua opinião? Primeiro, eu sempre avalio o paciente com lipedema através de uma bela de uma bioimpedanciometria.
Então, no ano passado, eu tive o o privilégio, o prazer de dar uma aula explicando do como analisar a bioimpedância.
Então, para quem não sabe, a bioimpedância ela não foi feita para ver gordura, ela foi feita para ver água, onde 50 a 60% do nosso peso é água.
Então, imagina uma pessoa de 100 kg, 50 kg é água.
E a pergunta é: aonde que essa água está? 75%, ou seja, 37.5 kg, tá no músculo.
É a maneira que a gente armazena o glicogênio.
Aí todo mundo fala: "Por que que eu preciso armazenar o glicogênio?" Porque as emácias, as células que você tem cerca de 4 milhões, a única fonte de energia pra hemácia é a glicose.
Então, mesmo que você faça uma dieta cetogênica só comendo ovo, carne e frango, ela vai virar intermediários para ter glicose.
O corpo não vive sem glicose.
E às vezes você pode observar que são pacientes que comem grande quantidade de ovos, frango, o corpo vai através das enzimas do fígado, TGO e TGP, transformar aquele aminoácido.
Ele tira a parte amina porque é uma proteína, um aminoácido e ele vai transformar em energia para você armazenar no músculo.
Então, quando eu faço essa avaliação da paciente, eu olho, interpreto, tem os cálculos que a gente faz e eu vejo se ela tá em over de água.
Significa que é uma paciente que tem uma fibra, igual que eu te falei, com maior volume muscular.
Assim como eu faço as contas e vejo, olha, a sua quantidade de água está abaixo.
Quando a quantidade de água pela bioimpedans está abaixo do limite, é a paciente que tá fazendo sarcopenia.
Ou seja, sarcopenia não é sinônimo de perder apenas músculo.
Já é conceituados depois de Bringarter como uma perda de força.
Então o paciente que do seu consultório tem que levantar para fazer, ele já está fazendo sarcopenia.
E para esses pacientes, eu amo usar os anabolizantes, porque eles estão fazendo catabolismo, eles estão quebrando a proteína para gerar energia.
Então, oxandrolonas, nandrolonas, para pacientes idosos, até para pacientes com lipedema, eu uso.
A diferença que fique bem claro pro pessoal de casa, a diferença do remédio pro veneno é a dose.
Até a dose de água em excesso vai te trazer malefícios e não benefícios.
Então, quando a gente tá falando em anolizantes, nós não estamos falando para competidores ou para pessoas que querem botar uma medalha no peito, nós estamos falando pra saúde.
Aí eu sou completamente a favor.
>> Uhum.
E em geral, doutor, então a mensagem, eu acredito que tá bem clara, né? Mas assim, eh, mesmo que a pessoa não tenha esse objetivo de ser um atleta, que tem alguma condição como o lipedema que a gente tanto falou, é importante que mesmo uma alguém que leva os exercícios ali na rotina, que tem uma alimentação equilibrada, que tenha um tratamento também personalizado para levar em consideração o metabolismo, que foi o título do nosso >> Você pegou recado maravilhoso, excelente pergunta.
Eu achei fantástico isso que você perguntou, porque eh eu tenho 51 anos de idade, né? E eu me lembro de de certas coisas que eu vivia no passado e que a gente carregava e que automaticamente hoje quando eu falo pro meu filho, por exemplo, ele não consegue ter essas correlações.
Então, por exemplo, ah, eu carregava uma frase muito à noite, minha mãe: "Filho, não come à noite porque senão você não vai dormir bem, você vai ter pesadelo." E na realidade a gente vê que quando você coloca proteínas de origem animal noturna, o processo de digestibilidade ele é lento e isso dificulta você entrar numa indução de um sono de qualidade.
Então, ou seja, são pequenos detalhezinhos que a gente sempre fala, fic fal jantar antigamente era 6 horas da tarde, a gente jantava, tinha novela das 7, Jornal Nacional, novela das 8 e depois ia dormir.
Então assim, e hoje as v as pessoas deitando, dormindo 11, 11:30 da noite, come aquele hambúrguer, aquela fala: "Cara, não vai dormir bem, vai ter pesadelo, porque o corpo ele vai falar: "Olha, eu preciso e de mandar todo o fluxo sanguíneo para aquele estômago para promover uma boa digestibilidade, para absorver aqueles nutrientes, para depois eu me preocupar com a qualidade do sono." Então, assim, o mesmo é válido pro exercício físico.
Então, nesse trabalho que eu comentei, eles até pegaram recentemente crianças jogando videogame, em que eles colocaram uma termografia e eles mudaram de propósito os botões e a criança, por conta do erro, tem um um aporte tão gigantesco de de fluxo de sanguíneo em que essas crianças elas elas queriam descontar em alimentos calóricos.
Então tinha lá coisas saudáveis e tinha eh comfort ou chunker foods.
Então eles iam em bolachas, Coca-Cola.
Por que que eles faziam isso? Porque dos macronutrientes, 75% do combustível pro teu cérebro é a glicose.
Então as pessoas que usam mais, a tendência é consumir mais.
E qual que seria uma maneira que a gente poderia fazer? O exercício físico, o exercício físico, a meditação são coisas que entram a favor.
Mas é basicamente isso, Letícia.
>> Mensagem tá super clara.
Foi uma aula mesmo aqui, né, doutor? Uma aula para pacientes agora.
>> Ah, fiquei feliz.
Que bom atender.
Eu vi que você tava prestando bastante atenção.
>> Sim.
É que a gente acaba ficando interessado mesmo, né? Mesmo sem ter o diagnóstico que eu falei.
Não é só para quem tem lipedema, né? Serve para tudo.
Doutor, muito obrigada.
Vou pedir, então, vou deixar esse espaço só para se quiser passar alguma rede social, algum site, fica à vontade.
Para quem tiver acompanhando, quiser te encontrar, como é que faz? Ã, tá lá drjuliano_line, tá? Quem tiver interesse da área da saúde, eu tenho um livro publicado a respeito dos princípios da metabolômica do final de 2024.
Hoje o tema da minha aula aqui no congresso vai ser a respeito do que a Letícia, tô quase levando ela lá, que ela vai dar uma aula a respeito da metabolômica.
Então, vim trazer um pouquinho mais ã desse estudo que eu acho que o o paciente com lipedema merece todo o carinho e a nossa atenção.
Obrigado, gente.
>> Obrigada mais uma vez, doutor.
Parabéns pelo trabalho.
>> Obrigado.
>> Obrigada a você que acompanhou até aqui.
Não deixe também de assistir os nossos outros episódios todos relacionados aí a Lipedema, outros assuntos interessantes.
E não deixe de curtir, comentar e compartilhar, que é muito importante para que a gente continue trazendo os nossos especialistas.
Muito obrigada e até a próxima.
Tchau, >> tchau, pessoal.
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.