O café, segunda bebida mais consumida no mundo, possui mais de mil compostos, sendo a cafeína apenas um deles. Seu impacto na saúde vascular varia conforme a qu
Quais São os Sinais de Má Circulação? Má circulação sintomas que o cirurgião vascular procura.
2
Café: vilão ou aliado da saúde vascular? Descubra os fatos!
3
Suas artérias estão entupidas? Descubra como desentupir e evitar a amputação
4
Dermatite ocre. Tem como clarear as manchas nas pernas?
5
Coenzima Q10: Estatina rouba sua energia? Blindagem total contra infarto e AVC!
Não, não significa isso. Significa que a sua propensão, a sua disposição de tomar café está relacionada com a propensão de ter mais ou menos varízes. Então não precisa se preocupar se você está tomando mais ou menos café.
Escreve aqui embaixo que eu quero saber. Inscreva-se no nosso canal, compartilhe o nosso vídeo e espera um pouquinho que eu vou colocar um vídeo perfeito para você seguir assistindo o nosso canal.
Olá, sou o doutor Alexandre Amato,
cirurgião vascular do Instituto Amato, e hoje vou falar sobre o cafezinho e a saúde
vascular. O café, que é a segunda bebida mais consumida no mundo, só vem depois da água, é
uma bebida extremamente disseminada por aí e extremamente complexa. Aqui nesse cafezinho,
a gente tem mais de mil compostos diferentes. Então, as pessoas acabam achando que a gente está
falando só da cafeína, o café e a relação do café com a cafeína, mas a cafeína é apenas um desses
mil compostos que existem aqui nessa bebida. E mais, essa cafeína não existe só no café, a
cafeína a gente vai encontrar em outros alimentos, em outras bebidas também. Portanto, o cafezinho
é a droga psicoativa mais utilizada no mundo. Não estou falando que é nada ilegal, não, só
estou falando que ela mexe com o nosso cérebro e pode mexer com a nossa circulação, que é o
que a gente vai ver hoje nesse vídeo. Existe um preconceito de que o cafezinho faz mal para o
coração, e não é bem assim que funciona. Existem vários estudos, até estudos antagônicos,
um fala uma coisa, o outro fala outra, mas hoje a gente já entende muito mais dessa
bebida, muito embora aqueles mil compostos a gente não tenha identificado todos ainda.
É óbvio que existe uma questão de quantidade. Se a gente fala de tomar café numa quantidade pequena,
é diferente de tomar café numa quantidade moderada ou alta. E também, obviamente, a forma com que
esse café é feito, os cafés mais concentrados, como um expresso ou aquele chafé que é mais
diluído, cada um vai ter uma quantidade diferente de substâncias, substâncias
diferentes que passam ou não pelo filtro. Como a regra geral, que a gente pode levar
para a vida toda e para muitas outras coisas, qualquer extremo faz mal, exagerar não deve
ser uma boa ideia. Mas a gente vai ver sobre isso. Uma coisa muito importante sobre o café
é que ele é metabolizado pelo fígado, e as pessoas metabolizam o café de forma diferente, e
existem vários fatores externos que metabolizam esse café de forma diferente em cada um.
Então, é por isso que o café não vai ter o mesmo efeito para todo mundo. Algumas pessoas
são mais sensíveis, mais suscetíveis aos efeitos do café, e outras pessoas menos. Então,
por exemplo, o uso de anticoncepcionais ou mulheres tem um metabolismo mais baixo do café.
E o tabagismo, por exemplo, o ato de fumar, aumenta o metabolismo desse café. O café passa
pela barreira encefálica, então as substâncias que tem no café, que caem na circulação, elas
vão entrar em contato direto com o cérebro, também atravessam a barreira placentária,
então elas vão para o feto também. Então a gente tem que entender esses efeitos para fazer
o bom uso dessa bebida que é tão disseminada. O café, quando consumido em grande quantidade, ele
tem também um efeito diurético, ou seja, ele vai acabar colocando o líquido para fora, aumentando
a filtração do sangue, e você vai acabar urinando mais, podendo entrar em desidratação. Alguns
trabalhos mostram que uma dose mais baixa de 50, 200mg dia, pode aumentar o alerta, melhorar, dar
um bom humor, dar uma disposição melhor e até mesmo aumentar a memória. Enquanto o uso de doses
mais altas, acima de 400, 500mg dia, pode aumentar a ansiedade, aumentar o estresse, dar taquicardia,
seria palpitação, tremor, nervosismo e até mesmo influenciar na qualidade do seu sono.
Algumas sociedades médicas sugerem como uma dose recomendável, 3mg por kg de peso do
paciente por dia. Então exatamente por esses efeitos de melhorar o alerta, melhorar
o humor, até mesmo limitar a depressão, é uma bebida muito frequentemente consumida
no café da manhã, para a gente dar aquele início no dia. Mas o primeiro alerta que a
gente tem que dar com relação ao café, é que ele pode e vai influenciar o sono das pessoas.
E algumas pessoas são muito mais sensíveis ao café e a essa influência. E não é só o café que
toma no final da tarde ou à noite. Tem alguns trabalhos que mostram que mesmo o café tomado
de manhã, ele vai diminuir o tempo de sono, ele vai diminuir a qualidade do sono lá na noite.
Então para pessoas mais suscetíveis, a gente tem que ficar muito mais alerta com esse consumo de
café. A questão é, a gente tem que identificar quem são essas pessoas suscetíveis. A gente
tem que ter esse autoconhecimento e saber se a gente é ou não mais suscetível a essa influência.
Também tem um grupo de pessoas que é extremamente influenciado pelo cafezinho na sua ansiedade.
Então são pessoas que tomam o cafezinho e vão aumentar drasticamente o nível de ansiedade.
Isso não acontece com todo mundo e também o uso contínuo pode até desenvolver
uma certa tolerância a esse efeito. Mas a gente tem que lembrar que se você já tem um
nível de ansiedade elevado, o cafezinho não está ajudando em nada. Mas um outro efeito positivo
do cafezinho no cérebro, já foi demonstrado que ele diminui a velocidade de aparecimento
até de algumas doenças, como o Alzheimer, o Parkinson. E ele pode aumentar o nível
cognitivo, principalmente nas pessoas mais idosas. Então a gente não tem que sair tirando o cafezinho
de todo mundo. A gente tem que entender o efeito do cafezinho em cada um e até na fase da vida
em que essa pessoa está, para saber se pode fazer mal, se está fazendo bem. Estou falando
do ponto de vista do cérebro por enquanto. Tem até um trabalho que mostra que ele pode
diminuir a probabilidade de um derrame, de um AVC. Agora, interessante saber que o
cafezinho não causa dependência. Mas para aquelas pessoas que estavam tomando muito cafezinho,
muito frequentemente, a retirada abrupta do cafezinho pode causar alguns sintomas para algumas
pessoas, como uma dor de cabeça, por exemplo. É interessante saber também que o cafezinho já foi
associado com uma diminuição da fibrose hepática, principalmente para quem tem doença no fígado,
para quem tem cirrose, para quem tem doença hepática crônica. Quem tem essas doenças e
toma o cafezinho, tem uma melhor evolução, tem uma diminuição da formação dessa fibrose, dessa
cicatriz no fígado. Isso sugere que pode diminuir a fibrose em algumas outras doenças também.
Obviamente não tem nada comprovado e a gente tem sempre que equilibrar esse efeito.
O que parece é que o cafezinho faz isso com um efeito anti-inflamatório. Ele
diminui essa inflamação porque ele tem, dentre esses mil compostos, ele tem vários
compostos que têm um efeito antioxidante. Então parece que o efeito vem por aí. Tanto
que o cafezinho descafeinado também tem esse efeito. Então não é a cafeína que vai
trazer esse efeito de diminuição da fibrose. Agora vamos falar do cafezinho mais
ligado com os efeitos cardiovasculares, com a má circulação. Então o cafezinho está
relacionado com uma diminuição de diabetes tipo 2. Não que quem tenha diabetes tipo 2 vai
diminuir a sua diabetes por causa do uso do cafezinho. Não é isso que eu estou falando.
É que quem é visto em uma população geral, a população que toma mais cafezinho, tem
um menor desenvolvimento ou aparecimento da diabetes tipo 2. E a diabetes tipo 2 está
extremamente relacionada com a aterosclerose, com as doenças vasculares, como eu já falei em
vários vídeos aqui. Por outro lado, o cafezinho tem um efeito de liberar as catecolaminas, de
liberar a hipinefrina, de aumentar a pressão arterial, de dar a taquicardia, a palpitação.
Tudo isso levando até a um enrijecimento da parede arterial e diminuindo a vasodilatação.
Tudo isso piora o sistema cardiovascular. Mas a questão é como que isso acontece,
em que momento que isso acontece, em qual pessoa que isso vai acontecer. Então para
aquelas pessoas que não são consumidoras de café, esse efeito vai ser muito maior.
Para as pessoas que já consomem o café frequentemente, esse efeito, a pessoa já
tem uma tolerância, esse efeito vai ser muito menor. De forma que tem vários trabalhos
que mostram até que o consumo crônico, o consumo frequente do café, diminui os eventos
cardiovasculares. Ou seja, pode proteger de um evento cardíaco, pode proteger até de um infarto.
Mas obviamente que isso também depende da sua genética. Existem pessoas com uma genética mais
suscetível a isso e pessoas com uma genética que não é tão suscetível. Então a gente não tem como
prever exatamente o que vai acontecer com cada um. Esse aumento das catecolaminas, da
hipinefrina, vai ativar o sistema nervoso simpático. É ativado tanto pelo café
descafeinado como pelo café normal. Ou seja, não é só a cafeína que tem esse efeito.
E essa ativação do sistema nervoso simpático pode aumentar a ansiedade, pode aumentar o
estresse, pode desencadear um certo nervosismo. Agora fazendo esse vídeo, eu fui pesquisar
as últimas novidades e achei até mesmo o café relacionado com o varízes. Mas veja, a relação é
um pouquinho diferente do que você pode imaginar. Então foi um estudo que mostrou uma
avaliação genética da predisposição a tomar café e essa predisposição genética
ou essa mutação genética relacionada com o aparecimento de varízes. E parece que tem sim
uma relação. Então existem alguns genes que estão relacionados ao consumo do café que estão
relacionados com o aparecimento das varízes. O que isso significa? Ah, eu vou tomar café e
vai aparecer varízes? Ou eu vou tomar café e vai diminuir varízes? Não, não significa isso.
Significa que a sua propensão, a sua disposição de tomar café está relacionada com a propensão de
ter mais ou menos varízes. Então não precisa se preocupar se você está tomando mais ou menos café.
Não é isso que vai aumentar ou diminuir as varízes, mas sim a sua genética por trás, o
que te induziu a tomar o café. E chegando na pior situação de circulação que existe, que é
a aterosclerose, vários estudos foram feitos e uma meta-análise deles mostrou, deixou bem
claro, que o cafezinho não está relacionado com a aterosclerose. Então a formação de
placas nas artérias ou o entupimento das artérias não é desencadeado pelo consumo do café.
E associado a isso foi feita uma avaliação com chás também, porque tem uns chás que têm cafeína,
e aí a relação foi inversa. Quem toma esses chás tem uma proteção da formação da aterosclerose,
da formação das placas ateroscleróticas. Então resumindo, no final, o uso moderado ou
até mesmo alto do café está relacionado com uma diminuição do risco cardiovascular
e o ponto ótimo disso é quando a gente fica em torno de 3 a 5 cafezinhos por dia.
Mas eu queria deixar um recado aqui que isso varia de pessoa para pessoa e para você
saber o quanto que isso está te influenciando, a melhor forma é ficar um período sem o café, não
estar tomando sempre para não desenvolver essa tolerância e tomar o café para ver o que isso
vai desenvolver no seu caso. Lembrando que tem algumas pessoas que são muito suscetíveis
a essa ansiedade desencadeada pelo café, tem algumas pessoas que são muito suscetíveis
à alteração do sono e essa alteração do sono e ansiedade tem um efeito negativo na nossa saúde.
Então a gente tem que conhecer o nosso corpo, a gente tem que ter essa fase de autoconhecimento
para entender o que o café vai fazer para a gente. E aí, o que você sente quando toma um
cafezinho? Escreve aqui embaixo que eu quero saber. Inscreva-se no nosso canal,
compartilhe o nosso vídeo e espera um pouquinho que eu vou colocar um vídeo perfeito
para você seguir assistindo o nosso canal.
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.