O vídeo aborda a segurança na quantidade de gordura que pode ser extraída durante a lipoaspiração no tratamento cirúrgico do lipedema. Existem normas que estabe
O que a gente pode ver aqui é que a gordura está bem, a marelinha, ou seja, tem pouco sangue nessa gordura, ela saiu bem, saiu sem lesão de vaso, com bastante sangramento. E a gente vê aqui embaixo, um pouquinho vermelho, tem pouco líquido.
Existem as normas do conselho regional de medicina, as normas que devem ser seguidas de segurança, que ditam o seguinte, quando é feita a técnica infiltrativa, é possível retirar 7% do peso corporal. Quando é já feita uma técnica não infiltrativa, até 5% do peso corporal.
Bom, às vezes você passa esse limite a 140 kmh e não acontece nada. Agora, se aconteceu um acidente, se aconteceu um problema no percurso, o dano vai ser muito maior, o trauma vai ser muito maior e as complicações vão ser muito maiores.
Olá, sou o Dr. Alexandre Amato e hoje vou falar sobre a gordura retirada no lipedema, na cirurgia do lipedema, que é a lipospiração e a segurança que a gente precisa ter para fazer isso. Bom, esse aqui é um frasco retirado numa cirurgia de lipedema. É possível ver que tem um conteúdo sobrenadante, é o que está por cima aqui, essa parte é a gordura retirada. O sobrenadante é tudo que boia, tudo que está acima dessa linha. A baixo é líquido não gorduroso, a cima é gordura, o sobrenadante. Aqui embaixo é líquido, líquido misturado com sangue, misturado com anestésico, misturado com a infiltração que foi realizada. Tem vários frascos no mercado, esse frasco aqui tem 3 mil remelhos, ou seja, 3 litros, né? O que a gente pode ver aqui é que a gordura está bem, a marelinha, ou seja, tem pouco sangue nessa gordura, ela saiu bem, saiu sem lesão de vaso, com bastante sangramento. E a gente vê aqui embaixo, um pouquinho vermelho, tem pouco líquido. A questão é o quanto que isso aqui é considerado. Então, a gente tem 3 litros, nesse caso aqui, a gente pode medir e fazer a proporção aqui. Eu já fiz o cálculo, vai dar 80% desse frasco aqui, é gordura, vai dar 2400 ml de gordura nesse frasco. O quanto que a gente pode tirar em cada caso e o que deve ser considerado? Existem as normas do conselho regional de medicina, as normas que devem ser seguidas de segurança, que ditam o seguinte, quando é feita a técnica infiltrativa, é possível retirar 7% do peso corporal. Quando é já feita uma técnica não infiltrativa, até 5% do peso corporal. Então, 7% do peso corporal e um paciente com 70 quilos, dentro da 4,9 litros. Então, a gente considera a gordura que entrar nesse limite. A questão é que não é a única coisa que deve ser considerada, a gente deve considerar os parâmetros enodinâmicos. E esse conteúdo abaixo aqui dá muita indicação disso. Então, se estiver saindo muito sangue, se estiver sangrando muito, aqui foi bem maior do que isso, a gente tem que ficar preocupado com a segurança da bomba, então do coração, da quantidade de sangue, para evitar a necessidade de uma reposição volêmica, uma reposição de sangue. Uma questão muito frequente é que as pacientes com lipedema querem tirar o máximo possível. Então, se o problema é o volume de gordura, vamos tirar o máximo possível e, se possível, vamos passar um pouquinho esse limite. A questão é que passar os limites aumenta risco. Aumenta risco de trombose, aumenta risco de um sangramento exagerado que necessita de uma transversão sanguínea, que também tem seus riscos. Então, a gente não precisa chegar no volume máximo. Essa é a primeira questão. O limite é o volume máximo, não o volume mínimo. O volume mínimo não existe. Agora, a gente não precisa, igual dirigir um carro na estrada. Se a velocidade máxima é 120 kmh, a gente não precisa ficar o tempo todo a 120 kmh. Vai ter uma curva, vai ter um momento em que o perigo é maior e você não vai querer fazer 120 kmh. É a mesma coisa para retirada da gordura. A gente tem que avaliar o paciente no contexto geral e, principalmente, nos parâmetros hemodinâmicos. Se está sangrando demais, se está saindo muito líquido, se a gordura não está saindo com um aspecto de pouco sangramento, a gente tem que se preocupar com isso. Então, em alguns casos, pode ser necessário fazer um volume menor. Agora, de novo, voltando à analogia da estrada, se o limite é 120 kmh, as pessoas querem ficar a 120 kmh ao tempo todo. Vamos passar esse limite? Bom, às vezes você passa esse limite a 140 kmh e não acontece nada. Agora, se aconteceu um acidente, se aconteceu um problema no percurso, o dano vai ser muito maior, o trauma vai ser muito maior e as complicações vão ser muito maiores. Então, o que a gente precisa fazer é ficar dentro da margem de segurança. Dentro da margem de segurança não é batendo na porta do limite máximo. Dentro da margem de segurança é usar o limite máximo como uma referência e entender o contexto geral do paciente para mantê-lo seguro do ponto de vista hemodinâmico. Tirar o que é necessário para atingir os três objetivos principais do tratamento cirúrgico do lipedema. Em primeiro lugar, recuperar a mobilidade. Em segundo lugar, melhorar sintomas. Em terceiro e último lugar, a melhora estética. Não quer dizer que não vai ter melhora estética, quer dizer que a mobilidade e a melhora dos sintomas estão muito antes da estética. De nada adianta ficar com a perna bonita, mas com a perna ainda enchendo, ainda doendo, ainda incomodando. Para atingir essa melhora sintomática, não é necessário ultrapassar os limites permitidos. Veja, a sociedade americana de cirurgia plástica coloca cinco litros como o limite máximo seguro. Se os americanos falam isso, se a legislação brasileira também tem a margem de segurança, que inclui também a área corporal, a gente não pode passar de 40% da área corporal, então se vai fazer todo o membro inferior completo, mais mimbo superior, isso já dará mais do que 50%. E tem um outro aspecto que é a concomitância dos limites máximos. Então se você atinge um limite máximo, que seria o volume retirado, mais a área tratada, tudo isso aumenta exponencialmente os riscos. Não é necessário. O lipedema tem que ser tratado com segurança, e essa segurança tem que ser oferecida pelo cirurgião, entendendo as necessidades de cada paciente. Esse aqui é um frasco bonito de gordura lipidêmica. Veja, por mais que as pessoas falem que é possível separar a vista, a gordura lipidêmica da gordura normal, não é, ela é igual a uma gordura normal no frasco de coleta. É virtualmente impossível separar o aspecto dessa gordura, de uma gordura lipidêmica, de uma gordura normal. Este frasco aqui contém gordura lipidêmica, porque, como é que eu sei, por causa do exame clínico, do exame físico da paciente, e do contexto em que ela estava sendo tratada. Olhando assim, se eu não soubesse a história da paciente, eu não tinha como dizer que é gordura normal ou gordura lipidêmica. A quantidade grande de gordura, com saída pequena de líquido, mesmo sendo feita numa técnica turvescente. Então, isso aqui é um frasco seguro. É um frasco onde foi retirado gordura de uma forma segura, sem o paciente sofrer riscos desnecessários. Quanto mais vermelha essa gordura, quer dizer que houve mais sangramento na cirurgia. Então, a gente tem que se preocupar com esse sangramento, às vezes até, no caso extremo, tem que fazer uma transfusão. Então, a cirurgia tem que ser planejada para evitar uma transfusão. Essa é uma gordura numa paciente que foi tratada clínicamente antes, diminuindo a sua inflamação. Por isso esse resultado.
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.