O vídeo aborda a relação entre o lipedema, uma condição crônica caracterizada pelo acúmulo anormal e doloroso de gordura nos membros inferiores (e às vezes supe
Essa é uma condição que a mulher que tem lipedema também pode ter. Esse tipo de gordura, ele tende a não responder a certos tipos de dieta e exercícios físicos. Então, isso gera na mulher uma frustração, que por mais que ela faça uma dieta restritiva e faça muita atividade física, ela não perde gordura nessa região.
Essa mulher acumularia mais gordura nessa região, isso afetaria o funcionamento das suas articulações e dos seus joelhos, podendo levar a problemas de mobilidade no futuro. O lipedema, ela é uma condição quase que exclusivamente das mulheres, por isso tem-se estudado muito a associação do hormônio estrogênio com a doença.
E acredita-se que as mulheres que têm altas dosagens de estrogênio circulante, que elas têm uma predisposição estrogênica, elas têm uma sensibilidade maior à distribuição de gordura no seu corpo. E não para por aí não, muitos estudos, eles acreditam e mostram que o estrogênio, ele está associado à modulação da resposta inflamatória do nosso corpo, ou seja, ele está associado nos processos de inflamação.
Olá! Hoje, nesse vídeo, a gente vai conversar um pouquinho sobre lipedema e o uso de hormônios. Aqui no consultório, eu atendo muitas pacientes com lipedema que usam anticoncepcional oral e tem muitas dúvidas quanto ao uso do hormônio, se piora ou não a sua condição. Se você não conhece ainda o que é lipedema e está se perguntando o que a doutora está falando, eu vou dar uma breve explicação do que seria essa condição.
O lipedema é uma condição onde a mulher tem uma distribuição de gordura diferente no seu corpo. Ela tem um acúmulo maior de gordura na região inferior do corpo. Muitas vezes, as mulheres que têm lipedema falam, eu tenho dois corpos, porque na parte de cima eu sou magrinha e na parte de baixo eu tenho mais gordura acumulada.
Essa gordura, ela acumula-se mais na região de pernas, quadril, pode se acumular nos braços, mas a incidência é menor. E ela é uma gordura muito característica porque é uma gordura que se dói, é uma gordura que inflama muito fácil e o principal sintoma é a dor. Pode ter sensibilidade ao toque e sabe quando você fica roxinha e você não bateu em nada e você fica na dúvida, nossa, eu tô cheia de roxo no meu corpo? Essa é uma condição que a mulher que tem lipedema também pode ter.
Esse tipo de gordura, ele tende a não responder a certos tipos de dieta e exercícios físicos. Então, isso gera na mulher uma frustração, que por mais que ela faça uma dieta restritiva e faça muita atividade física, ela não perde gordura nessa região. E é uma condição que tem que ser acompanhada, tem que ser tratada, porque como ela é progressiva, ela é crônica e progressiva, ela não tem uma cura, mas ela tem um controle.
E como seria se essa doença progredisse? Essa mulher acumularia mais gordura nessa região, isso afetaria o funcionamento das suas articulações e dos seus joelhos, podendo levar a problemas de mobilidade no futuro. O lipedema, ela é uma condição quase que exclusivamente das mulheres, por isso tem-se estudado muito a associação do hormônio estrogênio com a doença. E existem evidências sugerindo que o estrogênio, ele pode estar atuando no desenvolvimento do lipedema e na progressão da doença.
E você sabia que o estrogênio, ele é um hormônio que influencia a distribuição de gordura no nosso corpo? E acredita-se que as mulheres que têm altas dosagens de estrogênio circulante, que elas têm uma predisposição estrogênica, elas têm uma sensibilidade maior à distribuição de gordura no seu corpo. E não para por aí não, muitos estudos, eles acreditam e mostram que o estrogênio, ele está associado à modulação da resposta inflamatória do nosso corpo, ou seja, ele está associado nos processos de inflamação. Além disso, ele pode contribuir para a fragilidade de capilar, por isso que mulheres que têm lipedema, elas têm hematomas com mais frequência e também associado com o acúmulo de líquidos no nosso corpo, por isso que muitas mulheres, elas retém mais líquido nessa região de articulações e de membros inferiores.
Então, você imagina, aqui a gente já tem uma fragilidade capilar, o aumento do acúmulo de líquidos, a inflamação e a distribuição diferenciada de gordura no corpo. Por isso, as mulheres que possuem esses sintomas, não têm o diagnóstico de lipedema, devem procurar um médico para saber se elas possuem essa condição, porque se sim, elas devem ser avaliadas e acompanhadas do ponto de vista hormonal. Eu, como ginecologista, eu avalio caso a caso, porque existem mulheres que podem ser mais sensíveis ao estrogênio do que outras.
Normalmente, essas mulheres que têm uma predisposição estrogênica, uma predominância estrogênica maior, elas são mais sensíveis se tomam um anticoncepcional oral e isso piora os sintomas da sua perna e piora a redistribuição dessa gordura na parte inferior. Então, o ideal é que seja avaliado caso a caso. E nessas mulheres que têm lipedema já diagnosticado, o ideal é que elas usem como método anticoncepcional os métodos não hormonais.
Por exemplo, um dil de cobre, um dil de prata. E uma observação que eu quero deixar aqui no vídeo, é que o estrogênio, com tudo que a gente falou, ele não é um vilão. O estrogênio, ele também está associado com a nossa saúde óssea e com a nossa saúde cardiovascular.
Então, a gente tem que avaliar caso a caso. E se você gostou desse vídeo, inscreva-se aqui no nosso canal, deixe o seu comentário e até o próximo vídeo!
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.