O tema central aborda a detecção incidental de nódulos tireoidianos, frequentemente assintomáticos, devido ao amplo acesso a exames de imagem como a ultrassonog
Então, eu como radiologista, hoje eu sou radiologista, trabalho com corte de imagem e intervencionista. Faz procedimentos minimamente invasivos, com a pulsão aspirativa, ambulação, guiados por imagem. Então, o que a gente vem percebendo cada vez mais é que a população tem, cada vez mais, tem acesso aos exames de imagem de screening.
Então, as sociedades médicas, elas não recomendam a realização do ultrassom de rotina como um screening preventivo. Diferente, por exemplo, do Papa Nicolau, da colonoscopia, do ultrassom de mama, que existe a recomendação para o diagnóstico precoce.
Eu vi que em muitos casos as pessoas são diagnosticadas, mas nunca tiveram, no mínimo, um sintoma. Então, isso costuma acontecer mesmo? Como que a pessoa acende o alerta? O exame precisa ser algo regular? Como que a pessoa pode, ou às vezes, sentir algo que chama a atenção? Tem algum caminho para isso? Então, eu como radiologista, hoje eu sou radiologista, trabalho com corte de imagem e intervencionista. Faz procedimentos minimamente invasivos, com a pulsão aspirativa, ambulação, guiados por imagem.
Então, o que a gente vem percebendo cada vez mais é que a população tem, cada vez mais, tem acesso aos exames de imagem de screening. E o melhor exame, que fica aqui claro, para fazer a avaliação de screening da tireoide é a ultrassonografia. Ultrassonografia de tireoide que é um exame absolutamente seguro.
Não tem radiação, não precisa necessariamente, a gente não faz contraste, faz demonstrações muito específicas, mas no screening não precisa. Um exame rápido, de realização rápida, mas é um exame operador dependente, depende de quem faz totalmente. Então, o que a gente tem percebido é que como as pessoas têm tido mais acesso, cada vez mais, a ultrassonografia de tireoide, cada vez mais a gente tem encontrado nódulos menores, os aparelhos cada vez melhores também, nódulos pequenos, são achados incidentais.
Então, o paciente vai fazer um screening, de repente foi no clínico geral, o clínico pediu, pega o ultrassom de tireoide, o ginecologista, às vezes cardiologista, pede o ultrassom de tireoide, pede os exames de sangue, pede o ultrassom de abdômen. Tem que fazer parte da rotina isso. Tem que fazer parte da rotina, exatamente.
E daí, neste exame, a gente vai lá e identifica um nódulo pequenininho, às vezes de 4, 5 milímetros, e que pode ser, às vezes, um câncer. Então, eu sempre falo aos pacientes o seguinte, que se você foi fazer um exame de tireoide, você identificou um nódulo que é um nódulo maligno, que a gente confirmou que é maligno com 4 milímetros, você pode comemorar duas vezes, porque você identificou e vai conseguir tratar numa fase em que você vai ficar absolutamente bem e hoje em dia até poder preservar a glândula tireoide. Doutor, e só pra gente esclarecer esse assunto do diagnóstico, a gente falou que as idades vai desde os 20 até os 65 anos, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer, mas tem alguma idade que esse exame precisa começar a ser feito de uma maneira mais regular, digamos assim? Então, as sociedades médicas, elas não recomendam a realização do ultrassom de rotina como um screening preventivo.
Diferente, por exemplo, do Papa Nicolau, da colonoscopia, do ultrassom de mama, que existe a recomendação para o diagnóstico precoce. Pra nódulo de tireoide, não existe essa recomendação. No entanto, como o doutor Antônio explicou muito bem, o ultrassom, como é um exame simples, fácil, inócuo, barato no nosso país, ele é feito com muita prevalência.
E isso acaba levando, então, ao achado de nódulos incidentais. Mas a gente não deve recomendar a ultrassonografia de rotina como screening de prevenção. Isso precisa ficar claro aqui.
As sociedades médicas não recomendam o screening. Mas, na prática, não só no Brasil, mas na maioria dos países, acabam se descobrindo nódulos muito precoces por conta disso. Quer dizer, hoje você vai fazer um check-up, acaba se fazendo um ultrassom de tireoide, você tem uma dor de garganta, acaba se fazendo um ultrassom do pescoço, acaba se descobrindo nódulos incidentais.
Mas não existe, olha, a partir de tal idade você deve fazer o ultrassom. Isso realmente não é recomendado.
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.