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Sua Infecção Urinária Sempre Volta? Descubra a Causa Que Quase Ninguém Investiga

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Sua Infecção Urinária Sempre Volta? Descubra a Causa Que Quase Ninguém Investiga

# Resumo: Infecção Urinária Recorrente — A Causa Que Quase Ninguém Investiga A ginecologista Dra. Juliana Amato aborda um problema muito comum entre mulheres:

Capítulos

Perguntas respondidas neste vídeo

Às vezes parece que você acabou de sair de um tratamento e tudo começa de novo?

Se isso já aconteceu com você mais de uma vez, existe um ponto muito importante que precisa ser entendido. Muitas vezes o problema não é só tratar a bactéria, o problema é que quase ninguém investiga porque essa infecção continua voltando.

Por que que essa infecção está voltando?

Essa pergunta muda tudo, porque ela tira o foco apenas da crise e leva a investigação para a causa. Quando eu avalio uma paciente com a infecção urinária recorrente, eu não olho apenas o exame de urina.

Transcrição completa do vídeo

Você trata a infecção urinária, ela melhora e depois ela volta? Você tem ardência para urinar, vontade frequente de ir ao banheiro, desconforto na parte de baixo do abdômen? Às vezes parece que você acabou de sair de um tratamento e tudo começa de novo? Se isso já aconteceu com você mais de uma vez, existe um ponto muito importante que precisa ser entendido. Muitas vezes o problema não é só tratar a bactéria, o problema é que quase ninguém investiga porque essa infecção continua voltando. Eu sou a doutora Juliana Amato, ginecologista, e hoje eu quero conversar com você sobre esse assunto, porque a infecção urinária de repetição é muito comum entre as mulheres, mas ela não deveria ser tratada apenas como um problema passageiro quando começa a se repetir.

Em muitos casos existe uma causa por trás desse ciclo que está passando desapercebida. Nesse vídeo eu vou te mostrar o que realmente precisa ser avaliado quando a infecção urinária volta várias vezes, quais os fatores que quase nunca são investigados e da forma certa, e porque muitas vezes tratar só a crise não resolve o problema de verdade. Antes de tudo, vale esclarecer uma dúvida importante.

Na medicina a gente considera infecção urinária recorrente quando a mulher ela tem duas ou mais infecções em seis meses ou três ou mais em um ano, e isso é mais comum do que muita gente imagina, especialmente depois dos 40 anos e também mulheres que estão na perimenopausa ou mesmo na menopausa. O problema é que muitas vezes a mulher entre um ciclo muito desgastante. Ela tem infecção, toma antibiótico, melhora e depois de um tempo tudo volta.

E quando isso começa a se repetir, o foco não deveria estar só em resolver o episódio daquele momento. O mais importante passa a ser entender o que está favorecendo essa recorrência, porque na maioria das vezes existe sim um fator facilitador por trás disso. E é justamente aí que mora o ponto que quase ninguém investiga direito.

Um dos fatores mais negligenciados na infecção urinária de repetição é a saúde da flora vaginal. A vagina tem uma microbiota natural de proteção. Em outras palavras, ela tem um equilíbrio natural de bactérias benéficas que ajudam a proteger a região íntima.

Entre elas estão os lactobacilos que ajudam a manter o pH equilibrado e dificultam a proliferação de bactérias que podem causar a infecção. Quando essa proteção natural se altera, o ambiente fica mais vulnerável. E aí, bactérias da região intestinal, como a Echerichia coli, encontram mais facilidade para chegar até a uretra.

Esse é um ponto muito importante. Às vezes o problema não é apenas a bactéria que chega, é a proteção natural que se perdeu. E isso passa desapercebido com muita frequência.

A mulher trata a infecção, mas ninguém olha para o que está acontecendo com a barreira de proteção daquela região. E sem olhar para isso, o risco de repetição continua. Agora vem um apate que chama muita atenção, porque muitas vezes são coisas do dia a dia.

Algumas situações podem desequilibrar essa flora íntima. Por exemplo, uso frequente de antibióticos, a queda hormonal dessa mulher, especialmente na menopausa, o uso de duchas vaginais, o uso excessivo de sabonetes íntimos que são agressivos, produtos que irritam ou ressecam a região íntima. E aqui existe uma ironia importante.

Em alguns casos, a mulher está tentando se cuidar mais, mas sem perceber, acaba prejudicando a própria proteção natural. Ou seja, ela faz aquilo acreditando que está ajudando, quando na prática pode estar deixando a região mais vulnerável. Esse é um ponto muito importante, porque muda completamente a forma de pensar no problema.

Nem sempre a questão está só em combater a bactéria. Às vezes, o que está faltando é restaurar o equilíbrio que foi perdido. Outro fator muito importante, especialmente depois dos 40 anos, é o impacto hormonal.

Depois da menopausa, a queda do estrogênio provoca mudanças na vagina e também na uretra. Esses tecidos ficam mais finos, mais sensíveis, menos hidratados e com menos proteção natural. E isso facilita a entrada e a proliferação de bactérias.

Por isso, muitas mulheres começam a ter mais infecções urinárias justamente nessa fase da vida, mesmo sem nunca terem sofrido tanto com isso antes. E esse é um detalhe fundamental, porque muitas vezes o tratamento se concentra só na bactéria, mas não considera a mudança hormonal que está deixando aquela região mais vulnerável. Então a infecção é tratada, mas o terreno continua favorável para ela voltar.

E é por isso que algumas mulheres entram num ciclo tão frustrante. Elas fazem tratamento, melhoram por um tempo, mas não resolvem o fator de base. E sem investigar esse contexto hormonal, fica muito mais difícil interromper essa recorrência de forma consistente.

Também existem hábitos cotidianos que podem contribuir para esse quadro. Sozinhas eles nem sempre explicam tudo, mas quando se somam podem aumentar bastante o risco. Entre eles estão segurar a uína por muito tempo, beber pouca água e não prestar atenção à rotina urinária após a relação sexual.

O uso prolongado de roupas muito apertadas ou abafadas. O problema é que esses hábitos parecem pequenininhos e justamente por isso acabam sendo ignorados. Mas na prática eles podem sim participar desse cenário de repetição, principalmente quando a mulher já está com a flora vaginal desequilibrada ou quando existe uma vulnerabilidade hormonal associada.

Então não é uma causa única. Na maioria das vezes o que existe é a soma de fatores. E quando ninguém investiga essa soma, a mulher continua tratando só a pontinha do problema.

Existe uma situação muito comum que eu vejo no consultório. A mulher tem infecção, toma antibiótico, melhora, depois de um tempo a infecção volta. E aí toma outro antibiótico, melhora de novo e mais adiante volta outra vez.

Esse ciclo é muito frustrante, cansativo e desgastante. Porque a sensação é de que o problema nunca se resolve de verdade. E muitas vezes não se resolve mesmo.

Porque o antibiótico trata o episódio agudo, mas não corrige o fator que está facilitando essa repetição. Então a mulher melhora por um período, mas continua vulnerável. E isso vira um ciclo de tratamento sem prevenção.

Além do desconforto físico, isso também traz outro problema importante. O uso repetido de antibióticos pode favorecer a resistência bacteriana. E isso pode tornar infecções futuras mais difíceis de tratar.

Por isso, quando a infecção urinária começa a se repetir, não basta pensar só em qual antibiótico usar. É preciso fazer a pergunta certa. Por que que essa infecção está voltando? Essa pergunta muda tudo, porque ela tira o foco apenas da crise e leva a investigação para a causa.

Quando eu avalio uma paciente com a infecção urinária recorrente, eu não olho apenas o exame de urina. Eu preciso olhar o contexto como um todo. Eu avalio a saúde da flora vaginal, o momento hormonal dessa mulher, os seus hábitos urinários, a frequência dessas infecções, o histórico do uso de antibióticos e também a relação entre os episódios e determinadas fases da vida da mulher ou situações do seu dia a dia.

Porque tratar apenas a infecção é tratar a consequência. O mais importante aqui é entender a causa. E essa mudança de raciocínio faz toda a diferença.

Quando o foco sai só do tratamento da crise e passa para a investigação do que está favorecendo a recorrência, o cuidado fica muito mais completo e muito mais eficaz. Isso também traz alívio para a paciente, porque ela para de sentir que está apenas apagando incêndios e passa a enxergar que existe uma lógica por trás do problema. E aqui tem um ponto que eu gostaria muito de reforçar.

Infecção urinária é comum, mas ela não deve ser considerada normal quando começa a se repetir várias vezes. A mulher não precisa aceitar isso como se fosse parte inevitável da rotina. Não é normal viver com medo de viajar e ter uma nova crise.

Não é normal ficar dependendo de antibiótico repetidamente. Não é normal achar que sempre vai ser assim. Eu digo isso porque muitas mulheres acabam se acostumando com o sofrimento.

Elas pensam, ah comigo é assim mesmo, de tempos em tempos isso volta e eu já até sei qual remédio eu vou tomar. Mas quando esse problema começa a fazer parte da sua rotina, o sinal de alerta precisa acender, porque na maioria dos casos quando os fatores corretos eles são identificados, a gente consegue reduzir bastante as recorrências. Isso muda muito a qualidade de vida, porque não estamos falando só de uma infecção.

Estamos falando de dor, de incômodo, de medo, de insegurança, interrupção da rotina e desgaste emocional. Então quando esse quadro se repete ele merece investigação de verdade. Se você tem infecção urinária de repetição, o mais importante é entender isso.

Nem sempre o problema está só na bactéria. Muitas vezes o que está faltando é investigar o que tornou o seu corpo mais vulnerável a esse ciclo. Pode ser a flora vaginal, mudança hormonal, hábitos do dia a dia e muitas vezes é a soma de vários fatores ao mesmo tempo.

Por isso tratar apenas o episódio não é suficiente quando a infecção continua voltando. É preciso olhar a causa. Agora existe um erro muito comum que aumenta bastante o risco de desequilíbrio íntimo e que muitas mulheres cometem todos os dias sem perceber.

E o mais curioso é que muitas vezes isso acontece justamente na tentativa de se cuidar mais. Eu expliquei exatamente qual esse hábito em outro vídeo aqui no canal. Então se você tiver curiosidade acesse.

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Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.