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Adoçantes: benefícios e riscos para a saúde cardiovascular. Má Circulação pelo adoçante?

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Adoçantes: benefícios e riscos para a saúde cardiovascular. Má Circulação pelo adoçante?

O Dr. Alexandre Amato aborda a relação entre adoçantes e saúde cardiovascular. Ele destaca que, embora sejam uma alternativa ao açúcar, seu uso deve ser transit

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Perguntas respondidas neste vídeo

Sair de um suco, acrescentar do açúcar, né?

Passar pra água. Mas nem todo mundo consegue fazer isso, então, às vezes, o adoçante é um passo pra ajudar nisso aí. A questão é que a gente tem que entender tudo que está em volta desse problema.

O adoçante, a curto prazo, pra adoçar e ajudar a melhorar o paladar, com o passar do tempo, e atingir uma alimentação sem o adoçante, óbvio que seria melhor, né?

Mas você tem que ter isso como meta.

Nem todo mundo consegue trocar o suco pela água, assim, de cara, né?

Precisa de alguma coisa no meio. Então, alguns estudos mostraram uma relação do adoçante com derrame, principalmente em mulheres pós-menopausa. Então, só isso já é um alerta pra gente ficar atento, porque derrame é uma doença cardiovascular, é uma obstrução da carótida por a aterosclerose, que é um dos piores problemas vasculares que existe, é a primeira causa de morte no mundo.

Ou tem pressão alta e tá usando adoçante?

Toda essa associação de fatores de risco que pode tá levando a esse aumento do risco cardiovascular. A gente, normalmente, não pega alguém que é 100% saudável, que não tem nada, e tá tomando adoçante.

Então, como que a gente separa isso?

As pesquisas são difíceis de serem realizadas, mas a gente tem que tomar alguma decisão baseada no que a gente tem. No dia a dia, a gente tem que entender que uma coisa é um adoçante que você tá colocando, por exemplo, no cafezinho.

Transcrição completa do vídeo

Olá, sou o doutor Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato, e hoje eu vou falar sobre a influência dos adoçantes, em geral, na circulação. Então, será que eles fazem bem? Será que eles fazem mal? Eu já tenho um vídeo inteiro aqui falando do açúcar, e uma realidade é que o melhor é tirar o açúcar, né? Sair de um suco, acrescentar do açúcar, né? Passar pra água. Mas nem todo mundo consegue fazer isso, então, às vezes, o adoçante é um passo pra ajudar nisso aí.

A questão é que a gente tem que entender tudo que está em volta desse problema. O adoçante, a curto prazo, pra adoçar e ajudar a melhorar o paladar, com o passar do tempo, e atingir uma alimentação sem o adoçante, óbvio que seria melhor, né? Mas você tem que ter isso como meta. Nem todo mundo consegue trocar o suco pela água, assim, de cara, né? Precisa de alguma coisa no meio.

Então, alguns estudos mostraram uma relação do adoçante com derrame, principalmente em mulheres pós-menopausa. Então, só isso já é um alerta pra gente ficar atento, porque derrame é uma doença cardiovascular, é uma obstrução da carótida por a aterosclerose, que é um dos piores problemas vasculares que existe, é a primeira causa de morte no mundo. Agora, é muito difícil fazer um trabalho científico pra avaliar isso, porque, normalmente, quem tá consumindo um adoçante é quem já tem outro fator de risco pra doença cardiovascular.

Então, por exemplo, já tá obeso, então começa a usar o adoçante. Então, será que não foi a obesidade que levou à aterosclerose? Ou tem diabetes e tá usando adoçante? Mesma coisa. Ou tem pressão alta e tá usando adoçante? Toda essa associação de fatores de risco que pode tá levando a esse aumento do risco cardiovascular.

A gente, normalmente, não pega alguém que é 100% saudável, que não tem nada, e tá tomando adoçante. Então, como que a gente separa isso? As pesquisas são difíceis de serem realizadas, mas a gente tem que tomar alguma decisão baseada no que a gente tem. No dia a dia, a gente tem que entender que uma coisa é um adoçante que você tá colocando, por exemplo, no cafezinho.

Outra coisa é tomar um refrigerante diet, um refrigerante com adoçante. Esse refrigerante não vai ter só o adoçante ou a falta do açúcar e só isso que tá influenciando na sua saúde, não. O refrigerante tem vários outros produtos químicos que vão influenciar positiva ou negativamente na sua saúde.

Então, imagina que um refrigerante pode ter uma alta quantidade de sódio, que também é péssima pra sua saúde. Ou pode ter até mesmo vários ácidos. Pega aquele refrigerante que você gosta, faz uma experiência.

Primeiro, lê atrás tudo que tem, vê quantas substâncias você reconhece ali como alimentos e não como produto químico. Uma outra experiência seria, coloca um refrigerante que você gosta numa panela e deixa com o fogo ligado em baixa intensidade até ver o que vai sobrar ali, que vai evaporar água. Vamos ver o que sobra no resto da panela.

Você usa adoçante? Ou você toma refrigerante adocicado? Por que você chegou aqui nesse vídeo? Escreve ali no comentário que eu quero saber. Tem muito debate sobre os adoçantes com a possibilidade de causar câncer e até mesmo outras doenças. Mas eu vou focar o vídeo de hoje no aspecto do adoçante e da circulação e da saúde vascular.

Afinal, sou cirurgião vascular. Aparentemente, os adoçantes têm um efeito meio que neutro na glicemia, na medida da glicose do açúcar no sangue. Mas a grande maioria dos estudos foi feito a curto prazo, não a longo prazo.

Qual é o efeito do uso diário de adoçante depois de 10, 20 anos? O que isso vai acabar acarretando para a parede do vaso? Então eu vou dar a dica de uso dos adoçantes, vou falar qual que é o melhor, se você quiser, qual que você vai buscar. Vou dar todas as dicas concentradas no final do vídeo, mas eu vou explicar todos os efeitos aqui antes. Então quando a gente fala de adoçante, a gente tem uma ampla gama de substâncias químicas que são utilizadas para adoçar os alimentos.

O aspartame, por exemplo, é muito conhecido. Ele foi descrito em 1865, por aí. Ele tem uma propriedade de adocicar em torno de 200, a medida de doçura que existe é de 200.

E o aspartame é instável no calor, então não dá para cozinhar alguma coisa ou fazer algum bolo assado com aspartame, que ele acaba perdendo as suas propriedades e tendo outros efeitos deletérios. Por exemplo, quem tem fenilcetonúria tem que passar longe de um aspartame. Tem um outro adoçante que é o neutame, que é um derivado também do aspartame, esse aí tem um nível de doçura de 13 mil, é absurdo, é super alto.

A sucralose tem um nível de doçura de 600, acaba levando a desbiose, não tem nada de natural, é uma substância que não vai fazer bem para sua microbiota intestinal. E ela está muito presente nos alimentos industrializados. O ciclamato, a sacarina, tem um nível de doçura em torno de 300, foi descrita, se não me engano, em 1878, alguma coisa assim, bem antiga, ela é muito barata, mas ela é uma das piores para a nossa saúde.

Ela chega a aumentar até mesmo a resistência à insulina. O xilitol e o eritritol são açúcares naturais, o xilitol a gente consegue metabolizar um pouco dele, então ele tem um pouquinho de caloria, acaba consumindo muito, vai ter uma diarreia osmótica, acaba atraindo água para dentro do intestino e acaba tendo um efeito laxativo. Esse efeito laxativo também tem no eritritol, embora o eritritol a gente não consegue metabolizar quase nada, então a quantidade de caloria que existe é próxima de zero.

Agora o adoçante mais natural, o adoçante que pode ser mais benéfico para a gente é o stévia. O stévia é uma erva natural, uma plantinha, que a gente não consegue metabolizar. Muito embora a nossa microbiota, dependendo de que bactéria está vivendo lá no seu intestino, a nossa microbiota pode ser capaz de acabar metabolizando o stévia.

Mas considerando que não teve esse metabolismo, ele é zero carboidrato. Agora o stévia tem alguns efeitos na saúde que são benéficos, então por isso que a gente acaba sugerindo. Ele pode até mesmo diminuir a pressão arterial, tem um efeito anti-inflamatório, tem um efeito anti-glicêmico, sugere-se até mesmo um efeito anti-câncer.

Obviamente, tudo isso precisa de muito estudo ainda e teria até mesmo um efeito imunomodulador, melhorando aí, ou pelo menos colocando a nossa resposta imune em um nível adequado. O grande problema com o stévia é que no mercado a gente encontra, normalmente, ele associado a outro adoçante. Normalmente um aspartame, uma sucralose, que tem efeito deletério.

Então não adianta nada você pegar o stévia e ter outro adoçante junto. E um problema prático do stévia é o sabor amargo que ele tem no final. Principalmente se você exagera na quantidade ou lá no finalzinho do gosto tem um toque metálico, um toque meio amargo e nem todo mundo gosta disso.

Agora, o stévia é um arbusto originário lá da fronteira do Brasil com o Paraguai. É uma coisa bem da América do Sul mesmo, então a gente pode valorizar os nossos produtos. Então alguns estudos em ratinhos mostraram que a sucralose e o acessulfame estão relacionados com endurecimento da parede arterial.

Então eles pegaram os ratinhos e abriram depois de alimentar bastante com adoçante e viram que aqueles ratinhos que usavam esses adoçantes tinham a parede da horta mais endurecida. E o endurecimento da horta é indicativo de aterosclerose. Esse mesmo estudo sugeriu um aumento do tecido adiposo nesses ratinhos.

Obviamente ainda precisa de mais estudos, precisa comparar isso com os seres humanos, o que não é nada fácil, mas é um indicativo. Então vamos falar sobre as dicas de uso, como que a gente faz para usar adoçante de uma forma saudável. Em primeiro lugar a gente tem que entender o paladar do brasileiro.

Quando eu era criança eu morei 6 meses na Alemanha e eu lembro que lá o açúcar vinha da beterraba, eu não sei se ainda é assim, e era um açúcar diferente, um açúcar que a gente podia colocar várias colheres e não adocicava igual o nosso açúcar aqui derivado da cana de açúcar. Então o Brasil é ávido pelo gosto açucarado por causa da nossa história com a cana de açúcar. A primeira grande dica é cuidado com o esguicho.

Várias pessoas contam que tomam adoçante, quantas gotinhas, duas esguichadas. A esguichada é um veneno, então imagina que você está tomando um produto químico ali, tem que tomar muito cuidado com isso. O ideal é você ir mudando o seu paladar, desenvolvendo o paladar para apreciar outros aspectos da comida.

Porque o doce, mesmo que seja de um adoçante, ele vai pedir mais, seu corpo vai querer mais, sempre tem um algo a mais. Então o ideal é você aprender a saborear, aprender a gostar dos outros sabores. E assim você não teria aquele efeito recompensa, né? Aí eu já não estou falando um efeito direto no sangue, mas se você come alguma coisa que tem um efeito doce, o seu cérebro tem um feedback positivo lá, opa, gostei disso, quero mais, e incentiva você a comer mais.

Então o ideal é a gente ir tirando o adoçante. Lembrando que diet não é light, né? Qualquer alimento que não tenha açúcar e tenha adoçante, não quer dizer que não tenha carboidrato. Pode estar cheio de outros carboidratos lá e ser extremamente calórico e ter adoçante.

Então não quer dizer que peguei um alimento diet, posso comer o quanto quiser, de jeito nenhum. Lembrar que a indústria alimentícia não está a seu favor nesse momento. Então a ideia é sempre te viciar a pedir mais, que é assim que eles vão ganhar dinheiro.

E tem algumas coisas na alimentação que induzem esse vício, gordura, sódio, mas o açúcar. Mas não só o açúcar, o gosto adocicado. Então, às vezes, ao colocar um alimento com adoçante, para induzir esse vício, tem que aumentar um pouquinho a gordura, aumentar um pouquinho o sódio, e aí acaba desencadeando da mesma forma toda essa recompensa.

Não seja inocente, cuidado com a indústria alimentícia. E assim, falando para o futuro da próxima geração, eu já vi adultos dando refrigerante para criança. Assim, eu não posso ensinar as outras pessoas como que elas devem cuidar dos próprios filhos, mas eu posso orientar aqui no canal, eu posso falar.

Não vamos ensinar as crianças desde cedo a gostar do doce. O ideal seria aprenderem o doce só mais tarde na vida, porque assim elas desenvolvem o paladar para outros sabores. E tem a fruta do milagre.

A fruta do milagre é uma plantinha muito interessante, essa entra aí como uma curiosidade. É uma frutinha que se você come, e depois come qualquer outra coisa, ela vai alterar o sabor. Então, por exemplo, se você come uma frutinha do milagre e depois chupa um limão, esse limão tem sabor de mel, é impressionante.

É uma curiosidade, tem essa frutinha, é difícil encontrar, mas existe aí, é acessível, eu plantei na minha casa aqui, mas é uma dificuldade fazer brotar o frutinho, mas quando brota é uma festa com as crianças. Então essas são as minhas dicas para usar o adoçante de forma saudável. Gostou desse vídeo? Inscreva-se no nosso canal, compartilhe com seus amigos e fica aí que eu vou colocar o próximo melhor vídeo para você assistir.

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Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.