# Meias de Compressão: Guia Completo para Uso Correto Esta aula aborda de forma prática e desmistificada o uso das meias de compressão no tratamento da doença
>> O que é importante é o cirurgião vascular indicar a compressão adequada para o seu para o seu caso e nesse momento ele não está medindo a sua perna, ele está avaliando a sua a sua doença e qual que é a a compressão que ajudaria no seu caso >> [música] >> Em pé, ao longo do dia, a perna costuma inchar.
>> Usar uma três quartos já é melhor do que nada. >> [música] >> É melhor do que pegar aquela sete oitavos ou meia calça, dobrar, colocar na na gaveta e deixar lá parado e não usar nenhuma. >> Só não [música] troque sozinha.
A meia de compressão não [música] faz varizes nenhuma desaparecer e não é tratamento estético.
O que ela costuma fazer é tirar a dor, o peso [música] e o cansaço e empurrar o sangue na direção certa.
Na veia doente, parte [música] do sangue que deveria subir volta a descer, é o refluxo.
O segredo da meia está no jeito como ela aperta.
>> Então, o elástico é bem forte, mas ele é mais forte embaixo do que em cima.
Então, ele >> [música] >> faz essa compressão graduada, de forma que direciona o fluxo do sangue e da linfa de baixo para cima.
>> Top, essa diferença.
[música] >> Essa diferença de pressão empurra o sangue para o coração e ajuda a bomba da panturrilha.
A varizes que já existe [música] continua lá.
A força com que a meia aperta é a compressão, [música] medida em milímetros de mercúrio, em faixas: leve, média e alta.
E faixa não é tamanho.
>> [música] >> Então, baixa, média e alta compressão não significa P, M ou G, são coisas diferentes.
Então, uma meia de média compressão, é, se se for comprada num tamanho maior que o adequado, ela pode não [música] ter compressão nenhuma, vai ficar frouxa na perna.
>> Num tamanho menor, a mesma meia vira um garrote, um aperto [música] em faixa que prende o sangue.
Nos dois casos, o que não serviu foi a medida e não a meia.
>> [música] >> E quem decide quanto de compressão a sua meia deve ter? >> O que é importante é o cirurgião vascular indicar a compressão adequada para o seu para o seu caso e nesse momento ele não está medindo a sua perna, ele está avaliando a sua a sua doença e qual que é a a compressão que ajudaria no seu caso >> [música] >> Em pé, ao longo do dia, a perna costuma inchar.
Quem mede a meia no fim do dia, mede uma perna [música] inchada.
>> Você vai dormir, no dia seguinte você vai colocar essa essa meia numa perna mais desinchada, [música] essa meia vai estar frouxa.
>> Por isso, meça de manhã, logo depois de levantar.
>> [música] >> O tornozelo na parte mais fina, logo acima do osso e a panturrilha na mais grossa, [música] no mesmo ponto do dia zero.
Meia alta pede também a coxa [música] e o comprimento.
Anote no guia da meia.
Cada marca tem a sua tabela.
[música] Então, a primeira meia se compra numa casa de material médico, com gente treinada [música] para medir.
A três quartos vai até abaixo do joelho, a sete oitavos [música] até o meio da coxa e a meia calça até a cintura.
E se a mais longa for impossível para você? >> Usar uma três quartos já é melhor do que nada.
>> [música] >> É melhor do que pegar aquela sete oitavos ou meia calça, dobrar, colocar na na gaveta e deixar lá parado e não usar nenhuma.
>> Só não [música] troque sozinha.
Quem escolhe o comprimento é o vascular.
No lipedema ou em perna fora das tabelas, [música] a meia muitas vezes é sob medida.
>> [música] >> Calçar é o que mais faz gente desistir e costuma ser o mais fácil de resolver.
Vire a meia do avesso [música] até o calcanhar.
Encaixe o calcanhar no lugar.
Depois, vá desenrolando para cima, sem puxar pela borda de cima, que costuma deformar a malha.
>> Para espalhar a meia no membro, você pode usar >> [música] >> eh luvas de borracha.
Então, normalmente, depois da meia colocada, você vai espalhar essa meia para baixo, tentando tirar todos esses eh eh esses pequenos garrotes.
Agora, tome cuidado.
>> [música] >> Evite qualquer garroteamento da meia, se a meia dobrar e formar um garroteamento na [música] na pele, isso pode causar uma tromboflebite, eu já vi até trombose >> [música] >> por causa disso, então a meia tem que ser muito bem medida.
>> Se a perna doer, inchar ou avermelhar num ponto, tire a meia e procure o médico.
Para quem tem pouca força nas [música] mãos, existem os calçadores: a gaiola, o plástico liso e o modelo com alça.
>> Para algumas pessoas que levam mais tempo para inchar a perna, dá para levantar da cama, tomar um banho e depois coloca a meia sem problema nenhum.
Para aquelas pessoas que levantam e o inchaço já começa, aí talvez [música] seja necessário, depois do banho, deitar, colocar a perna para cima, esperar uns cinco minutinhos aí para [música] para esvaziar.
>> Depois do banho, seque bem a perna.
Na pele úmida, a malha costuma prender e dobrar.
A coceira ao tirar a meia costuma [música] ser pele seca somada à doença venosa e cuidar da pele ajuda.
Se usar hidratante, o mais prático costuma ser à noite, depois de tirar a meia.
Coceira com mancha ou bolha onde a meia encosta, merece o olho do vascular.
>> Se você já tem a doença, aí é para usar continuamente, coloca de manhã, [música] tira à noite.
>> Para dormir, em geral, a meia sai.
E existe um teste caseiro para saber se ela é a certa.
>> Se está usando a meia elástica e tira no final do dia a meia elástica e fala: "Nossa, graças a Deus eu tirei essa porcaria", tem alguma coisa errada.
É para tirar e falar: "Nossa, que alívio que eu estava usando essa [música] meia elástica".
>> Se usar a meia é um martírio, ela é a meia errada e isso tem conserto.
[música] E a doença venosa crônica não tem cura, tem controle.
Enquanto a indicação existir, o uso costuma ser contínuo [música] e quem reavalia é o seu vascular.
O ponto mais importante ficou para o fim.
Tem gente que não pode sair comprando meia de compressão.
>> Pelo amor de Deus, gente, não saiam comprando uma meia de média a alta compressão, elas têm contraindicação.
Se tiver uma doença arterial, por exemplo, pode não ser benéfica.
[música] Agora uma meia de leve compressão, uma meia de suave compressão, é possível comprar sem a receita médica.
>> Mas atenção, >> [música] >> com o sinal de doença arterial, nem a meia leve antes do vascular.
O sinal típico é a dor na panturrilha ao caminhar, [música] que melhora quando você para.
O pé frio e pálido também conta.
>> E se eu coloco uma coisa apertando [música] uma artéria, eu vou diminuir o aporte de sangue.
Assim, se eu coloco numa pessoa que não tem [música] problema arterial nenhum, isso não vai aparecer como algo importante.
Mas para alguém que já tem uma obstrução dessa artéria, já não tá chegando o sangue, depois eu coloco uma meia que aperta mais ainda, aí eu [música] acabo desencadeando, muitas vezes, uma isquemia.
>> O vascular decide e começa pelo pulso do seu pé.
Diabetes sem [música] sensibilidade nos pés, pele frágil, coração descompensado, ferida infeccionada ou sinal de trombose também passam [música] primeiro pelo médico.
A missão desta semana: se a meia foi indicada para você, meça a perna [música] de manhã, confira na embalagem o tamanho e a compressão da meia da gaveta e anote no guia da meia, ao lado [música] do dia zero.
Ela passa no teste se a medida bate com a tabela e se, no fim do dia, tirar a meia [música] for um alívio.
Se não passar, leve à consulta.
Quase sempre [música] tem solução.
A meia certa não faz variz desaparecer, mas costuma tirar a dor, o peso e o cansaço e empurra o sangue na direção [música] certa.
Na próxima aula, a gente olha a pele e os pés, onde a doença venosa costuma avisar antes de complicar.
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.