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Combate ao fumo e tabagismo: parar de fumar

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Combate ao fumo e tabagismo: parar de fumar

O tabagismo é um dos principais fatores determinantes para doenças cardiovasculares e câncer, sendo o tabaco um produto legal que mata metade de seus usuários.

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Perguntas respondidas neste vídeo

E o que acontece se o indivíduo parar de fumar?

Bom, se já atingiu alguns danos irreversíveis, como o enfisema e a doença pulmonar obstrutiva crônica, esses não vão regredir. Porém, 20 minutos após parar de fumar, a frequência cardíaca e a pressão arterial voltam ao normal.

Transcrição completa do vídeo

Eu sou Dr. Marisa Amato, cardiologista aqui do Instituto Amato e hoje nós vamos falar sobre as doenças causadas pelo hábito de fumar. O tabaco é o único produto de consumo legal que mata metade dos seus usuários. Ele é um dos fatores determinantes das maiores causas de morte, que são as doenças cardiovasculares e o câncer. O tabaco, na fumaça do tabaco, existem mais de 5 mil substâncias nocivas, sendo que as mais conhecidas são a nicotina e o monóxido de carbono. A nicotina, o efeito da nicotina, é aumentar a frequência cardíaca e a pressão arterial prejudicando muita irrigação sanguínea. O cigarro, a nicotina, também causa uma falsa sensação de tranquilidade, de equilíbrio emocional e a inalação contínua dessa fumaça causa uma tolerância, essa droga, fazendo com que cada vez o indivíduo precise fumar mais. O monóxido de carbono ocupa o lugar do oxigênio nos glóbulos vermelhos do sangue. Ele também agride a parede arterial e aumenta a viscosidade do sangue, causando uma incidência maior de trombose arterial. A gravidade dos efeitos do tabagismo dependem de dois fatores, da quantidade e do tempo de uso. Os efeitos imediatos são o aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca, a diminuição da temperatura da pele, causando as extremidades frias, o mal-álito, a diminuição do apetite, tontura, diminuição da capacidade respiratória, torce e aumento da trombose arterial. Agora, os efeitos ao longo prazo são principalmente o câncer e o órgão mais atingido é o pulmão, mas também atinge a laringe, cavidade oral, a bexiga, pâncreas, útero, rim, fígado, quase todos os órgãos. E o alcatrão é a substância cancerígena responsável pelo início do câncer. 87% das mortes de câncer de pulmão são consequentes ao tabagismo. As doenças respiratórias obstrutivas, como o enfisema e a bronquite crônica, elas são quase que definitivas, porque a fumaça destrói os cílios que existem no epitélio do pulmão e isso causa um acúmulo de muco nas vias aéreas respiratórias. A fumaça também danifica completamente os alveolos que perdem a capacidade de absorver o oxigênio do ar. E também os pulmões acabam perdendo a elasticidade e não conseguem expandir e contrair, levando o indivíduo até aquela respiração ofegante e falto de ar. As doenças arteriais, como o infarto, acidente vascular cerebral e doença arterial obstrutiva crônica, elas também são consequência da nicotina que causa uma vasoconstrução e diminui a elasticidade das artérias e do monóxido de carbono que diminui o transporte de oxigênio para os órgãos e lesa a parede das artérias. As alterações a longo prazo são, como por exemplo, a impotência masculina, a infertilidade, tanto masculina como feminina, aquela cor amarelada nos dentes, as placas bacterianas, as gengivites, acabam perdendo dentes, rugas precoces, osteopenia, osteoporose, a perda da visão, a rouquidão, o abaixamento da voz e a maior propensão a ter doenças infecciosas. Bom, a expectativa de vida de um fumante é em média de 20 a 25 anos menor do que a do não fumante. E o que acontece se o indivíduo parar de fumar? Bom, se já atingiu alguns danos irreversíveis, como o enfisema e a doença pulmonar obstrutiva crônica, esses não vão regredir. Porém, 20 minutos após parar de fumar, a frequência cardíaca e a pressão arterial voltam ao normal. Duas horas depois, não há mais nicotina no sangue. Oito horas depois, o nível de oxigênio está normal no sangu e. Doze horas depois, a capacidade pulmonar já melhorou. Dois dias, o paladar e o olfato estão normalizados. Em três semanas, já existe uma boa melhora da capacidade respiratória. Em um ano, o risco de morte por infarto já caiu pela metade. Em dez anos, o risco de câncer caiu pela metade e o de infarto é igual ao de quem nunca fumou. E em 20 anos, o risco de câncer é igual ao de quem nunca fumou. Bom, o risco do câncer é drasticamente reduzido depois de dez anos de parar de fumar. Principalmente se a interrupção do vício acontecer antes dos 40 anos de idade. Por isso, é preciso colocar numa balança o prazer de fumar e os danos causados ao organismo e, assim, tomar uma decisão. É preciso colocar numa balança o prazer de fumar e os danos causados ao organismo e tomar uma decisão. Para maiores informações, acesse as nossas redes sociais.

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Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.