O programa discute a pandemia de Covid-19, analisando os novos recordes de casos e mortes no estado de São Paulo. Os especialistas destacam a necessidade de man
Boa tarde a todos, é sempre um prazer participar de gente que fala. Vamos lá, o nosso primeiro tema da nossa conversa por aqui. Olha pessoal, um dia depois do governo de São Paulo anunciar que pela primeira vez houve redução de novas mortes pela Covid-19, em comparação com a semana anterior, o Estado de São Paulo registrou novos recordes de mortes e casos de coronavírus confirmados em 24 horas.
Eu acredito que um quadro geral é mais interessante de abordar, vendo o histórico. São 11 mil mortes no Estado. Basicamente, é o mesmo número de óbitos por tuberculose no ano passado no Brasil.
Nós não temos uma condição econômica tão estável e tão favorável quanto os outros países que tiveram picos tão elevados de casos como os italianos, os espanhóis e os americanos, e mesmo lá a economia está sofrida.
Agora eu vejo as pessoas totalmente enroladas de como fazer higienização, de como mexer na máscara, então são hábitos que elas realmente ainda não conseguiram incorporar no nosso dia a dia.
Então assim, eu acho que toda essa pandemia ela veio para ressaltar a nossa fragilidade como ser humano, a nossa fragilidade e na condição sanitária do nosso país, a nossa fragilidade educacional e a nossa grande dificuldade em estabelecer uma rede de comunicação eficaz para a nossa população, eu acho que isso é, isso para mim fica muito gritante e eu fico muito triste, porque eu acredito piamente no que veio, o que você falou agora no início da reportagem, Mauro.
e atingência. Olá, ouvintes espectadores do programa Agente que Fala, boa tarde e seja bem-vindo, meio dia I1, eu sou o Mauro Frismo, nós estamos no ar na Rádio Trianó, a M740 de São Paulo e Rádio Universal, a M810 de Santos. Você nos acompanha pelas redes sociais, nos vê por imagens no Instagram e também no Facebook, inscreva-se no nosso canal no YouTube ou seus nossos podcasts disponíveis no blog gentequefala.com.br e interaja com a gente a partir de agora pelo WhatsApp número 973350038, de novo 973350038 e também claro pelas redes sociais, pelo Instagram, pelo Facebook, marcando a hashtag programa agente que fala. E hoje é quarta-feira, dia de falar de saúde por aqui, os nossos convidados, os nossos especialistas, saúde bem-estar, os nossos especialistas convidados para esse bate-papo de hoje, o Dr. Alexandre Campos Morais Amato, cirurgia vascular e endovascular. Dr. Alexandre, seja bem-vindo a gente que fala. Muito obrigado, muito prazer, é sempre uma honra estar aqui com vocês. Bem connosco a doutora Moura Neves, o Torrino Laringo Logista, doutora em Ciências da Saúde pela Faculdade de Medicina, Dona Universidade de São Paulo, seja bem-vinda doutora Moura Neves. Olá, boa tarde a todos, a todos os ouvintes, muito obrigada pelo convite e vamos lá, vamos conversar. Isso aí, vamos lá. Também com a gente Marcia Brito, esteticista, visagista, seja bem-vinda Marcia, tudo bem por aí? Olá, tudo bem? Um prazer estar com vocês, muito obrigada, espero bater um papo muito bacana com todos vocês. E fechando aqui a nossa bancada de especialistas, o doutor Ennio Zimman, médico dermatologista, especialista em alergia e imuno-patologia, doutor Ennio seja bem-vindo ao programa A Gente Que Fala, mais uma vez, tudo bem? Boa tarde a todos, é sempre um prazer participar de gente que fala. Vamos lá, o nosso primeiro tema da nossa conversa por aqui. Olha pessoal, um dia depois do governo de São Paulo anunciar que pela primeira vez houve redução de novas mortes pela Covid-19, em comparação com a semana anterior, o Estado de São Paulo registrou novos recordes de mortes e casos de coronavírus confirmados em 24 horas. Doutor Ennio, 8.825 novos casos de diagnósticos e 365 mortes pela doença de acordo com dados da Secretaria Estadual da Saúde. No total, o Estado de São Paulo, desde o início da pandemia, soma 190.285 casos de Covid e 11.132 mortes em razão da doença. Em todo o Brasil, os números devem superar, ainda nessa semana, as marcas de 1 milhão de infectados e 50 mil mortos. Doutor Alexandre, esse assunto da Covid não adianta, é uma análise a cada dia que tem que ser feita por conta do aprendizado de todos, de toda classe médica, de toda ciência em relação a essa pandemia. O governo de São Paulo diz que, por conta desse novo recorde registrado ontem, não se descarta que a média de mortes semanais possa voltar a subir. O que a gente pode analisar a partir desses dados de ontem aqui em São Paulo e também, claro, um quadro geral em relação a um país? Eu acredito que um quadro geral é mais interessante de abordar, vendo o histórico. São 11 mil mortes no Estado. Basicamente, é o mesmo número de óbitos por tuberculose no ano passado no Brasil. Nós tivemos, no ano passado, se não me engano, 84 mil mortes por infecção e pneumonia no Brasil. Eu já não tenho o número do Estado. Eu acho interessante que todos se voltaram para se preocupar com a saúde. Essa é uma coisa que a gente não via no passado. A gente já passou por outras crises, por outros vírus, várias. Vamos passar por outras depois desse Covid, o que a gente está aprendendo muito é criando os protocolos para lidar com esses novos aparecimentos. Eu acho que é aprendizado. A gente tem aprendido muito com esse evento e tentar diminuir os danos, o controle de danos é necessário. Sim, doutor Ennio, sou a avaliação sobre esses últimos dados em especial aqui no estado de São Paulo. Essa situação que não se esperava e esse fato do próprio governo admitir que a média de mortes semanais pode voltar a subir. Você é bastante complexo e terrível nesse momento em que nós tentamos voltar a abrir o comércio, a sair as ruas. É uma alerta que as pessoas não se descontraiam, passem a cometer prudências, como a gente tem visto. No final da semana vimos aí o pessoal sem máscara, se aglomerando para porta de loja, tentando aumentar o tempo de abertura dos comércios. É uma coisa importante de voltar a trabalhar, porém os cuidados devem ser redobrados, os cuidados com higiene, uso de máscara, evitar aglomeração, tem alguém muito perto, tenta se afastar, que realmente é um risco de vida, a gente está lidando com uma molécula altamente infecciosa, com índice de letalidade apreciável, então é muito importante se tomar muito cuidado, se redobrar ou cuidar. Doutora Moura, nessa ânsia da volta ao trabalho e é lógico que muitas pessoas estavam na expectativa para que a abertura ocorresse, muita gente está perdendo mão da prevenção, dos cuidados, do uso da máscara, a importância de se usar o álcool gel, as pessoas estão esquecendo disso. Eu acredito que sim, eu acredito que seja fundamental a gente voltar ao trabalho, né? Nós não temos uma condição econômica tão estável e tão favorável quanto os outros países que tiveram picos tão elevados de casos como os italianos, os espanhóis e os americanos, e mesmo lá a economia está sofrida. Então aqui a nossa população tem sofrido. Eu acredito que ainda falta muito entendimento por parte da população e não medo, que são duas coisas muito distintas. O medo leva a uma reação muito desproporcional e a informação leva a uma reação um pouco mais racional, então eu acho que ainda falta para nossa população um pouco mais de informação acerca da gravidade da doença, um equilíbrio das nossas autoridades nessa reestruturação de abertura novamente. Eu acho que o Shopping devia ficar aberto mais tempo, sim. Se abre quatro horas as pessoas vão se aglomerar, talvez fosse uma estratégia mais interessante, stratificar um pouco mais esse tipo de abertura, mas de qualquer maneira ninguém nunca soube como fazer isso, né? Agora eu vejo as pessoas totalmente enroladas de como fazer higienização, de como mexer na máscara, então são hábitos que elas realmente ainda não conseguiram incorporar no nosso dia a dia. A gente sabe que o hábito entra após três meses que ele está sendo realizado, é aí que o ser humano automatiza isso, então usar a máscara, por a máscara, lavar a mão, né? Então assim, eu acho que toda essa pandemia ela veio para ressaltar a nossa fragilidade como ser humano, a nossa fragilidade e na condição sanitária do nosso país, a nossa fragilidade educacional e a nossa grande dificuldade em estabelecer uma rede de comunicação eficaz para a nossa população, eu acho que isso é, isso para mim fica muito gritante e eu fico muito triste, porque eu acredito piamente no que veio, o que você falou agora no início da reportagem, Mauro. Os casos vão aumentar, especialmente porque a rede pública não tem teste disponível para fazer em todas as pessoas que chegam com casos suspeitos, então muitas vezes só são testados os casos gritantes, os casos graves que necessitam de uma internação, então nós giramos cinco, uma subnotificação, as pessoas não sabem quanto que elas estão transmitindo e a doença vai se espalhar, isso é, para mim já está incorporado, para mim é fácil, é uma coisa que eu espero. Marcia, a sua área sofre bastante com esse momento, porque você lida com estética e está absolutamente tudo parado, né? O que tipo de protocolo você imagina quando houver a retomada nessa sua área em relação aos contatos que serão feitos com os clientes, que vai ser mais importante no dia a dia da sua função. Mauro, é o momento que a nossa área sofre bastante, né? Porque é um momento muito incerto, a gente não consegue dizer assim o que é certo e o que é errado, a gente tem que redobrar os cuidados, porém nós já criamos alguns protocolos para esse momento de retomada, mas é um momento em que as pessoas têm muito medo, o cliente tem medo profissional, ele tem receio, porque você tem que tomar aquelas medidas, os estanciamentos de dois metros, mas ao mesmo tempo o cliente pensa se os dois metros é o suficiente, eu ratifico o que a doutora Mauro falou, que as pessoas elas vão se contaminar mais, esse número vai crescer, porém o profissional ele precisa começar a voltar para a área do trabalho, mas nós precisamos usar máscara, nós precisamos usar materiais descartáveis, porém a gente tem que tomar cada vez mais cuidado, usar cada vez mais materiais descartáveis, só que esse material descartável a gente não sabe até que ponto ele é o suficiente, então as pessoas estão muito receosas, nós não temos ainda um treinamento específico para isso, nós estamos criando esse treinamento profissional da área, está criando esse treinamento, só que nós temos que sim tomar cada vez mais cuidado, porém até que ponto isso vai nos ajudar a voltar para a área de trabalho, então é um momento muito incerto, é um momento que a gente está tentando colaborar com a nossa equipe, a gente está treinando a equipe, mas ainda há muitas incertezas. Passando aqui para mais um assunto nessa nossa conversa aqui no programa Gente Que Fala, você nos acompanha pela Rádio Trianão, a M740 de São Paulo, Rádio Universal M810 de Santos e nas redes sociais no Instagram e no Facebook, marcando a hashtag Programa Gente Que Fala. Pessoal, com a Covid ou sem a Covid, gripe, resfriado, asma, bronquite, faringite, outras doenças respiratórias tendem a piorar no inverno, que já chega mais alguns dias, já que a baixa temperatura e a baixa humidade do ar criam um ambiente propício para proliferação dos vírus e também das bactérias. Sintomas como a tosse, peito conchiado, falta de ar, nariz empupido e coriza, acontecem frequentemente com a chegada da nova estação e os especialistas, claro, apontam uma série de cuidados que podem ser tomados para que tudo isso seja evitado. Doutora Mauranéves, eu como um alélico aqui de carteirinha e devoto de Nossa Senhora de Louradina e Santo Montelucaste, já estou aqui fazendo as minhas pressas para essa nova fase que vem aí. Quais são essas dicas que a gente pode adotar também? Eu vou te dar uma dica de adotar um novo santo, Mauro. O santo que cuida das dores de garganta, que é o Sombrais. Ele veio, é uma tradição portuguesa nossa, depois se vocês quiserem ler a respeito de Sombrais, é talvez o santo padroeiro dos otorrinos também, tá? E toda vez que tem uma dor de garganta muito forte lá no consultório, eu falo, oh, meu Deus do céu, vamos chamar Sombrais. Bem, falando das doenças respiratórias, a gente está em uma franca pandemia de um vírus respiratório, né? Mas assim, não é só o coronavírus que tem circulado. É lógico que quando um víruz, ele predomina sobre os outros, a circulação dos outros reduz. Mas nós temos outras condições respiratórias e climáticas que também favorecem as infecções. Então, a gente tem imensamente os vírus influência circulando e todos os outros noventa vírus que causam quadros respiratórios. As variações climáticas aqui em São Paulo, especificamente no Sudeste com o outono mais seco e com variações de temperatura, né? Mas causam uma sensibilidade respiratória muito maior. A gente tem que lembrar que o Brasil é um país continental, então eu não posso falar que o outono é frio e seco em todas as localidades, então o pessoal do Nordeste que estiver nos ouvindo, com certeza está falando frio e que seco como, aqui tá calor, eu tô com ar-condicionado ligado, né? Então e chove. Então são condições, na verdade, que são variáveis durante esse período. Apesar dessas variações climáticas no nosso país, a sazonalidade dos vírus respiratórios é sempre nesta época, então mesmo sendo quente no Amazonas, a gente tem coronavírus lá nessa mesma situação. Então a prevenção é alimentação inicialmente, uma alimentação mais saudável que você puder, então a minha sugestão é sempre uma alimentação colorida, tudo que é colorido e natural vai te trazer todos os nutrientes necessários para um equilíbrio corporal. Na sequência, vacina da gripe, pessoal, quem ainda não foi no posto de saúde tomar vacina, por favor, as nossas taxas de vacinação, especialmente para crianças entre seis meses até seis anos de idade, não são batidas desde ano passado, esse ano menos ainda as taxas, as mães não estão levando as crianças para vacinar, então todos os grupos, todas as faixas etárias já podem receber a vacina da gripe, a gente tem ela disponível nas postos de saúde e se você está por uma clínica privada, ela também está disponível só porque a gente tem uma pandemia de coronavírus, não significa que o influenza não esteja aí, então vai tomar sua vacina, por favor. E uma outra coisa importante que a gente tem muita evidência científica, Mauro, ela vai lavar o nariz com solução salina, além de lavar a mão e usar as máscaras, que isso serve também para todas as outras doenças respiratórias, o distanciamento social, então lavar o nariz com soro fisiológico é algo que reduz tanto as clíneques quanto as gripes e os resfriados, então são essas as minhas dicas, alimentação, vacina, lavagem nasal, máscara e isso. E como é que deve ser feita, quais as formas de fazer essa lavagem nasal? A lavagem nasal, a gente tem diversos mecanismos que estão disponíveis nas farmácias para cada um optar pelo que é mais adequado, a lavagem nasal ela pode ser feita com esses mecanismos, tanto de sprays ou aerosóis que estão disponíveis nas farmácias, alguma parte da nossa população às vezes não tem acesso a esses dispositivos, então a gente sugere que eles utilizem um frasco de soro com o uso da seringa como dispositivo de entrega, apesar de sugerir mais contaminação na solução salina, a gente sugere os mecanismos que são vendidos nas farmácias, então você aplica essa solução salina de maneira preventiva, de manhã e à noite, duas vezes ao dia, quando ficar doente, quatro vezes ao dia, porque a gente tem um aumento da produção de secreção, então aí você precisa lavar mais o nariz para poder fazer essa limpeza, liberar essas secreções, então de maneira que a salina entre e você pode deglutar, não tem problema nenhum engolir o soro, tá bom? Doutor Ennio, fala, Marcia, se pediu a palavra. Não? Doutora, posso fazer uma pergunta? Claro, claro. Você tem alguma experiência ou indica nesse momento que a gente fica muito em casa o uso de olhos essenciais como eucalipto para você colocar na água ou até no difusor para melhorar, porque a gente fica muito dentro de um ambiente, para melhorar essa saúde da área respiratória? Olha, Marcia, a gente não tem evidência científica de que isso atua melhorando a saúde respiratória, tá? A gente precisa ter um pouquinho mais de evidência, de como a aromaterapia teria uma implicância, né? Direta na parte física, eu acho que ela tem muita influência na nossa, no nosso humor no geral, na nossa psiquê, que de maneira geral, se não tiver equilibrado, você vai fragilizar o seu sistema de defesa. O que eu tenho indicado e agora, enfim, o coronavírus, o covid é um bichinho bem do malvado que um dos sintomas principais que ele causa é perda do olfato, né? Então, a gente tem indicado para as pessoas que têm a perda do olfato fazer o treinamento olfatório e aí sim a gente usa as essências, um oco ou alguma outra coisa que ele tenha em casa para fazer a recuperação da função do nervo olfatório e aí a gente pode usar o ecolípto como uma delas. Doutor Eniuszima, eu abri aqui esse tópico com aquela brincadeira dos santos, enfim, mas é evidentemente que eu citei duas substâncias e eu tenho a indicação médica para usá-las, né? Eu queria saber o seguinte, se tem muita gente que usa um indiscriminado de antialégicos sem passar pelos profissionais, sem saber qual é o medicamento, qual é a droga mais adequada para cada caso? Realmente, ninguém resiste a uma pomadinha, ninguém resiste a um antialégico, a um antiflamatório na hora que precisa de um medicamento. Muitas vezes escolhem feliz. Existem produtos mais adequados, muitas vezes estamínicos, dão sonolência, tem uma concentração no dia, com a pessoa se atrapalha, perde a hora, ainda não é sempre de quatro antenas, as pessoas se sujeitam mais acidentes domésticos. Então a gente gosta sempre de lembrar que é interessante o aconselhamento médico. E agora entrou na moda, por causa dessa quarentena, a tal da telemedicina. Então às vezes é interessante, a pessoa consegue realmente se ficar com medos e pedir uma orientação para não utilizar uma substância inadequada. Também nessa época de quarentena é muito importante cuidar da higiene local, a gente fala muito do álcool na mão etc., mas esquece dos cantinhos que acumulam poeira, esquece de aspirar sofá, tapetes ou de prevenção, até guardar os tapetes, porque o tapete realmente, a hora que levanta o tapete a gente vê quanta coisa tem embaixo do tapete que pode servir de substrato para ácaro, para fungos. O que é muito importante é que a higiene não é só na mão. Quando se indica um anti-estamínico e quando se indica um, eu digo, um anti-alérgico comum, e quando se indica um remédio à base de combate e essas alergias. Isso é bem importante, Mauro. Realmente a gente usa bastante liberalmente os anti-estamínicos, que agora a gente tem de termos bastante seguros, não sedantes, chamados de mais modernos, de segunda linha, de segunda etapa, que são não sedantes, essa característica é bastante segura, a gente indica uma certa segurança. O corticóide, ele foi muito criminalizado, assustou muito, mas hoje a gente não consegue tratar uma asma ou uma alergia sem um corticóide inalatório. Então, é importante tirar essa ideia de que o corticóide é bandido, é isso aqui, porque ele é muito útil, só que tem que ser bem usado, não esqueralmente. Ninguém deve sair comprando o corticóide e usando, nem bovifando, nem tomando, porque são medicações que têm medicação, têm cuidado, não são todos iguais, alguns são absorvidos, outros não são absorvidos, são muito pouco absorvidos. É importante se ter uma orientação sobre o que tipo de produtos utilizados. Doutor Alexandre, como é que a sua área observa essa questão das alergias? Como é que isso chega até ao seu consultório? E já que falamos do corticóide, temos essa notícia desde ontem, anunciada pela Organização Mundial da Saúde da DECSA Metazona, que tem resultados importantes, que foram observados no tratamento dos pacientes de covid, pacientes já em situação mais grave. Eu só espero que ela não desapareça das farmácias com todo mundo saindo, comprando indiscriminadamente, como eu vi várias acontecendo. Como sumiu a toda, né? É só sair algum indício, esse indício é maior, pelo amor de Deus, não estou falando que não, mas é como o Enio disse, não tomar corticóide de jeito nenhum sem indicação. O corticóide é um medicamento excelente, só que ele tem que ser acompanhado e bem indicado. Até o assunto que a gente vai conversar, o lipedema, ele pode ser desencadeado em algumas situações por uso crônico do corticóide. Mas assim, o uso crônico do corticóide, mas o corticóide mal usado pode causar várias outras coisas, né? A gente, na cirurgia vascular, a gente lida pouco com alergias, são mais questões inflamatórias, o que a gente vai falar em seguida depois, mas o que a gente vê é essa sazonalidade, né? Agora, eu queria perguntar uma coisa pra Maura, você não acha que essa é uma sensação minha, que vai competir o covid com a influenza? É assim, óbvio, todo mundo tem que ir atrás da vacinação e tudo mais, mas será que nesse ano não vai ser menos do que no ano passado por causa dessa competição e de toda essa restrição que a gente está tendo por causa do covid? Será que não vai ser um número interessante? Eu acho, Alexandre, eu acho, mesmo porque os grandes transmissores, né, são as crianças que estão em casa, então eles só voltam, né, em agosto, que está em agosto, mas mesmo assim eu continuo estimulando a vacinação, porque quando eu sou uma plantonista de pronto socorro, né, sem doutor rindo laringologista, quando a pessoa fala pra mim, doutora, eu vacinei contra o influenza, é um teste a mesmos que eu tenho que fazer, porque se ele está vacinado, porque mesmo sendo menos, né, mesmo a gente tem uma chance de ter um número menor de casos, ele ainda está aí, né, e o quadro clínico inicial é muito parecido, né, mesmo também com a SARS, né, com as insuprincências expiratórias, as pneumonites, então o diagnóstico diferencial a gente precisa fazer, então se ele está vacinado, ele já me ajuda lá na frente, e lógico que a gente tem que partir pra imunizar a vacinação, mas eu acho que esse é um número muito interessante mesmo, viu, Alexandre, pra gente ver... Não teve nada no passado próximo que a gente possa comparar, né, eu queria ver no final se a somatória do covid com influenza vai dar o mesmo número dos anos passados, porque a influência é grave também, as pessoas não dão a devida importância. A gente tem um número de mortes que não é possível na morte do influenza, né. Exato, 84 mil no ano passado, assim, todo mundo começou a falar do covid agora, ótimo, acho relevante falar do covid, mas por que que não trazia toda essa importância nos anos passados que se passaram, né? E ainda estimulo, Alexandre, mas ainda, né, a gente está com a epidemia de sarampo, gente. Sarampo! O ano passado matou 18 mil pessoas, 18 mil! Sim, feliz! A gente vai ter a terceira área que eu não vi na minha época de faculdade, mas a gente vai ver agora, porque o pessoal parou de se preocupar. Mas pelo menos o sarampo é algo que a gente ainda tem vacina, né, que as pessoas estão negligenciando, então eu acho muito... É uma coisa assim, eu tenho pensado muito nisso, sabe, Alexandre? E até o doutor que quiser opinar, por favor, a gente está todo mundo encerrado em casa há três meses com medo de uma doença porque não tem vacina. E as doenças que têm vacina disponível na unidade básica de saúde, de graça, porque o nosso país pode ter muito defeito, mas o plano de vacinação do governo é muito bom, né, tudo de graça nos outros países são pagos e as pessoas não vão vacinar, não vão ter vacina. E a gente tem 18 mil mortes de sarampo que ninguém fala, né, tipo, ninguém tá falando nada. 15 mil de tuberculose. Essa questão da não vacinação, que é, muitas vezes, um aspecto da negligência de cada um em relação a isso, mas tem também os movimentos anti-vacina que acabam complicando ainda mais. Quer ouvir o doutro Nenho a respeito disso? Como é que a classe médica lida para combater essa questão do movimento anti-vacina que visa convencer as pessoas de que a vacina não deve ser tomada, não é importante, que não resolve, que não faz bem tempo? Estamos com sarampo praticamente erradicado. Muitos anos sem ver casos de sarampo, muitos colegas se formaram sem ver sarampo. A gente que tem um pouquinho mais de rodagem aí viu muito sarampo, sarampo internado, isolamento. Hoje é difícil alguém ter experiência, alguém fazer diagnóstico misódio de sarampo, porque não viu. E hoje o vírus selvagem volta com tudo agressivo e dá até uma impressão de uma agressividade maior do que o que eu vi antigamente, talvez o que a gente tenha se acostumado, né. E o pessoal me fala em não tomar vacina, em combater vacina de poliomielite. Gente, quem nunca viu um paciente sequelado de poliomerite, eu acho uma coisa assim que incomoda a gente que mexe com imunologia, uma pessoa que fala contra vacina, não, eu acho que é melhor não, vai diminuir, não, resistência vai ter, quer desenvolver resistência, vai, leva a vida, sai, respira, a gente tem contato com fumes e com bactérias, não tão patogênicas, não tão agressivas, e a gente vai ter uma imunidade natural. Mas a vacina contra as doenças graves, patogênicas, contra a tosse cumprida, contra o sarampo, contra o velo, são essenciais e não se pode pensar em abrir mão delas. Existe um consenso, aí sim, existe evidência científica à vontade, indubitável, a favor da vacina. E não há nenhuma evidência científica, vamos dizer, contra a vacina. Lógico, e o uso da vacina deve ser feito de uma forma bem orientada, as posologias certas, como se fosse vacina de hepatite, coisa fantástica. Mas como é que a gente vai ensinar contra a vacina? É uma coisa que me incomoda. Você acompanha o programa A Gente que Fala na Rádio Trianon, AM740 de São Paulo, Rádio Universal AM810 de Santos, e nas redes sociais, no Instagram, no Facebook e também no YouTube. Perguntas para os nossos especialistas, estamos falando de saúde, bem-estar, na esta quarta-feira, 973-350038, e, claro, suas mensagens também pelas redes sociais, marcando a hashtag programa A Gente que Fala. O nosso próximo tema é o Lipedema, uma doença vascular crônica de origem hormonal que acomete principalmente as mulheres. O quadro é caracterizado pelo depósito de gordura e encharço nas pernas e braços com exclusão das mãos de pés. E é comum que a paciente senta dores nessas áreas afetadas. Segundo os especialistas, alguns estágios da vida são mais propícios ao seu desenvolvimento, como a puberdade, a gravidez e a menopausa, por se tratar de um problema que tem sua origem no sistema endócrino. Doutor Alexandre, qual é a prevalência deste problema do Lipedema nas mulheres? O Lipedema é extremamente prevalente e extremamente subdiagnosticado. Existe uma estimativa feita por Fold, Fold que é na Alemanha, que em torno de 11% das mulheres tem Lipedema e não sabem. 11% tem uma em cada dez mulheres, é muita coisa. A questão é que é uma doença genética e que ela tem que ter um início, ela tem um gatilho que começa com os sintomas. Então existem algumas cortadoras da doença e que não trazem o sintoma. A questão é, se você tem uma doença que é extremamente prevalente como essa e muito subdiagnosticada, foi criado o junho de conscientização do Lipedema, tanto para lembrar os médicos do diagnóstico e lembrar as pacientes que também pode haver esse diagnóstico. Os sintomas são muito semelhantes com outras doenças vasculares, então como pode ter dor, cansaço, fadiga, peso nas pernas, tem a deposição de gordura nas pernas e é uma gordura difícil de sair. É aquela paciente que fala, olha, já fiz muito dieta, já faço exercício e não consigo perder a gordura nas pernas. Perde na barriga, não perde nas pernas, às vezes no braço. Essa gordura é uma gordura doente, uma gordura que inflama muito fácil e que traz esses sintomas. Rochos que aparecem sem explicação na perna. Selulite, muitas vezes a selulite é decorrente da do Lipedema, ocorre esse processo inflamatório, a retração da pele acaba aparecendo essa questão estética. É uma gordura prejudicial ao sistema cardiovascular ou é mais uma questão estética, doutor Alexandre? Não, por incrível que pareça, é uma gordura que até protege. É a gordura visceral, abdominal, que é pior para o sistema cardiovascular. A gordura não é perica nem tanto. Existem alguns trabalhos que ela até que protege, mas eu não vou falar que protege, pelo amor de Deus. Isso deve ser combatido. Agora, ela é muito confundida com obesidade e tem um viés meio anti-obesidade na sociedade. Qualquer um que chega e está acima do peso, pronto, a culpa é sua, está comendo demais, obeso, obeso, obeso, obeso. Mas às vezes existem doenças que acabam fazendo isso. Em um dos casos é o Lipedema. E são pessoas que não conseguem emagrecer com dieta e exercício que não sejam direcionados. Então, tem um problema muito grave na sociedade quando essas pessoas são acusadas, entre aspas aí, de serem obesas, mas na verdade é uma doença e acabam não indo atrás do tratamento. Você falou do subdiagnóstico. Qual é a causa desse subdiagnóstico? As pessoas não sabem qual o profissional deve ser procurado. Aliás, qual é o médico que cuida disso? É a sua especialidade? O cirurgião vascular costuma cuidar, porque o Lipedema tem quatro fases. Nas primeiras três fases tem uma lentificação do sistema linfático e o sistema linfático é o vascular que cuida. Na quarta fase, que é a fase final, é o Lipo Linfedema, onde tem um problema linfático bem estabelecido. A questão é que é muito fácil fazer o diagnóstico na fase 4. É aquele paciente que a gente vê a um quilômetro de distância pelo formato, a gente já sabe que tem um Lipedema. E é extremamente difícil fazer o diagnóstico numa fase inicial, numa fase 1, onde o paciente está começando a ter os sintomas. E aí, às vezes, o paciente tem varizes associadas. Veja, varizes é muito frequente. Acima de 50% da população tem varizes. Se a pessoa chega no médico, com queixa de dor nas pernas e encontra-se varizes lá, mas tem a dor na perna. A dor na perna pode não vir das varizes, pode vir do Lipedema. Só que é muito mais fácil colocar a culpa nas varizes. Então, é um assunto que não é ensinado nas faculdades. Depois, os colegas podem falar se aprenderam o Lipedema na faculdade. Não está no currículo básico das varizes. Apesar de ser uma doença já descrita desde 1940. E o tratamento, doutor, na base dos medicamentos. Os medicamentos são bem desenvolvidos para isso. Coisas alternativas na área da estética, por exemplo, que a Márcia pode falar, a drenagem linfática? A drenagem linfática ajuda bastante. É tudo um contexto. O tratamento tem o tratamento clínico e tem o tratamento cirúrgico. O tratamento é uma lipoaspiração bem apropriada e feita para isso, para proteger os vasos linfáticos. Existe o tratamento clínico. O tratamento clínico não é só a medicação. O tratamento clínico envolve dieta, exercício apropriado, envolve drenagem linfática e hábitos de vida. Mudando todos esses hábitos de vida, acertando toda essa questão de qualidade de vida, dieta e tudo isso, a gente consegue atingir em torno de 35% de melhora nos sintomas. Então, paciente diminui dor, diminui enchaço, diminui cansaço na perna, diminui hematoma, tudo isso com o tratamento clínico. Agora, depois que houve uma deposição de gordura muito grande, a gente fica muito limitado nessa perda de gordura. Então, existem dietas apropriadas para isso, em que é possível, ou essa lipoaspiração para os vasos linfáticos. E aí, a gente atinge em torno de 60% de melhora. Márcio, é muito comum no seu espaço esse tipo de problema? As mulheres chegam agoniadas com o lipedema? É muito comum, mas, porém, como o doutor Alexandre falou, nem sempre é uma coisa que você consegue diagnosticar com uma certa rapidez. Eu gostaria de fazer uma pergunta para o doutor Alexandre. Esse tipo de problema, você acredita? Você acredita? Não, na verdade, você com certeza consegue me responder. É um problema que ele começa em que faxetária principal ou não tem uma faxetária? Eu vou responder e vou completar com outra informação que eu acho que é importante. Saber que, nos Estados Unidos, quem mais faz diagnóstico de lipedema são os terapeutas que fazem drenagem linfática. Não é o médico. É mais fácil para quem está fazendo drenagem linfática falar, nossa, você dói mais do que as outras pessoas. Não é para oê. Então, lá o diagnóstico vem daí. Como é uma doença genética, a pessoa nasce carregando o gene, mas ela vai desencadear um processo inflamatório, normalmente, num momento de grande variação hormonal. Então, vai ser ou na puberdade, ou numa gestação, ou numa menopausa. Esses são os mais frequentes. Pode acontecer também em um uso de hormônio exógeno. Tomou hormônio por alguma razão, também pode acontecer. E no corticóide, eu tenho visto alguém que fez uso de corticóide por um longo período em alta dose, também às vezes é o momento em que inicia a doença. Então, sempre depois da puberdade. Pode ser na puberdade ou pode ser mais tarde. Pode acontecer hoje. Posso? Porque a gente hoje come alimentos que tem muita quantidade de frango, né? O frango, eles injetam muito hormônio para o crescimento do frango. Um exemplo, né? Isso pode antecipar esse acontecimento do lipedema. Aí, antecipa a puberdade, né? A gente tem um problema de puberdade precoce por causa desses hormônios, e naturalmente pode, assim, indiretamente acabar acelerando o início do lipedema. A questão da dieta, tudo bem, a dieta orgânica também ajuda bastante. A questão é que a gente come muitos alimentos proinflamatórios, sem saber. E normalmente esses alimentos proinflamatórios a gente consegue usar algumas pessoas nem tanto e possuem órgãos alvo. Quem não tem um órgão alvo come alguma coisa exagerado, vai sentir outro de barriga ou outro pode ter dor de cabeça. Pode acontecer qualquer coisa. Agora, quem tem lipedema, o órgão alvo é a perna. Então, se comer algum alimento proinflamatório que varia de pessoa para pessoa, eu até posso listar os mais comuns, mas não quer dizer que é para o mundo, né? Pode desencadear dor, inchaço só por causa da alimentação. É bem interessante isso, é um assunto muito pouco explorado. Pessoal, vamos seguir com mais um tema aqui no programa Agente que fala de hoje. As embalagens de cosméticos e as maquiagens, nessas embalagens, a gente lê dermatologicamente testado, hipoalergênico. Mesmo assim, é comum ocorrerem reações alérgicas inesperadas, tinturas, shampoos, desodorantes e esmaltes para unhas. O tratamento dessas alergias aos cosméticos consiste basicamente no afastamento, eliminar o produto. Mas existem empresas especializadas na produção e comercialização de produtos para pacientes alérgicos. Doutor Únio, a gente deve confiar cegamente nessas frases que vêm estampadas dermatologicamente testado, hipoalergênico, ou os produtos mais seguem lei de rotulagem, por isso tem que apresentar essa informação. Hoje a gente não confia cegamente em nada, nós vivemos em uma época de uma crise de credibilidade, mas realmente existem testes que são feitos de produtos que normalmente são controlados na economia financeira, tem um controle de qualidade, o Inmetro, o médio muitas vezes, se a quantidade de produtos que eles colocam é razoável. Então tudo existe uma certa fiscalização e ela se acentua quando aparecem os efeitos colaterais, as reações. O hábito de utilizar cosméticos, de utilizar maquiagem e outros produtos, é uma coisa muito antiga, a gente vê o índio se pintando na terra, a gente vê relatos de Cleópatra utilizando tintura para cabelo e são coisas que vieram e vão evoluir bastante. Cada vez a qualidade desse produto tem melhorado e justamente as mesmas empresas que produzem os produtos médicos convencionais produzem produtos hipoalergênicos, é alguma coisa que vai no rótulo, é alguma coisa que a gente é obrigado a confiar, por exemplo, alguma coisa, porém quando a gente fala em hipoalergênico, hipoalergênico não significa não alérgeno, ele é menos problemático, ele contém menos substâncias, então por exemplo, como com um esmalte hipoalergênico, ele não vai conter tolueno, não vai conter formaldeído, mas ele pode conter outras coisas que podem realmente afetar pessoas sensíveis. E a solução é de não parar com o uso do produto ou muitas vezes só parar, não resolve, acaba tendo que fazer um tratamento para corrigir aquele problema causado. Normalmente quem usa o cosmético precisa ter, é difícil com uma pessoa que trabalha numa empresa que se apresenta, tem que precisar que a funcionária trabalhe maquiada, então para isso existem os produtos hipoalergênicos, eu não pretendo comer chandais em nenhuma empresa em especial, mas hoje com adventos da internet, se procurando se encontra empresas que produzem produtos hipoalergênicos próprios para o paciente alérgico, existem empresas especializadas em pacientes alérgicos e eventualmente conversando com o médico alergista também, a orientação, então a gente tem esmalte hipoalergênico, tintura para a empresa hipoalergênia, filtro solar hipoalergênico e por aí vai. É importante, doutor Ennio, quando alguém nota que determinado produto causou problema, causou um tipo de alergia, não só parar com o uso, informar a empresa fabricante do ocorrido para que eles tenham conhecimento disso e que tomem as empresas ainda necessárias para evitar outros problemas. Importante, mas normalmente essas empresas tem um departamento científico, tem um farmacêutico responsável, um gênero químico responsável e eles se preocupam com isso e procuram evitar, porém na área de cosmetologia, a doutora Márcia, evitar acostumado a realizar uma função de produtos, realmente é quase possível se livrar de todos os curantes conservantes que podem eventualmente causar uma reação alérgica. Realmente quem tem que trabalhar com esse tipo de produto tem que tomar certos cuidados e muitas vezes é necessário utilizar, voltando aos anti-alérgicos, eventualmente com os corticóides, são os antitópicos tópicos e uso interno, porque realmente muitas vezes a gente tem que romper o controle da alergia, coceira, da irritação e isso, na mesma vez, não só considera que medicamento. Márcia, certamente na sua área, no seu espaço, as mulheres já chegam dizendo que tem problema com determinado produto e vocês, esteticistas, claro, naquele cuidado de perguntar se as pessoas já têm algum tipo de reação ao produto A ou ao produto B para poder desenvolver um bom trabalho. Isso, na verdade, esses casos acontecem com uma certa frequência, mas nós temos o cuidado de perguntar antes, até para uma indicação ou perguntar o que ela usa para saber o que está acontecendo com esse cliente, até para fazer indicação da dermatologista, do alergista, para entender o que está acontecendo, mas isso é muito comum, um cliente usar até um produto que diz que é hipolítico e acontece as reações adversas. Olha pessoal, um outro assunto aqui para a gente abordar, o valor da imagem hoje é muito maior do que antigamente, já que muitas empresas têm verificado até as redes sociais dos seus funcionários e isso deve aumentar ainda mais no pós-pandemia, que reduziu muitas vezes o mercado de trabalho. Nesse momento, a ajuda de um visagista pode ser fundamental na gestão da sua imagem, já que além da roupa, a cor e o corte de cabelo, os acessórios e a sua postura também podem transmitir mais confiança e credibilidade para definir as suas chances profissionais. Bom, eu acabei de dizer que o profissional que cuida dessa questão da imagem é o visagista, não é, como é que essa função surge, em que momento isso aparece e mais especificamente vem para auxiliar no cuidado da imagem pessoal para o mercado profissional, principalmente a partir desse momento que de pós-pandemia, no pós-pandemia, nesse momento muita gente, perdendo aí as suas atividades, perdendo emprego, vão precisar prestar atenção nisso para recolocação no mercado de trabalho. Vamos lá. Na verdade, assim, eu vou só falar rapidinho o que é o visagismo, porque muita gente se confunde em visagismo, porque muita gente entende às vezes que o visagismo é paisagismo, né, e na verdade o visagismo é uma ciência e vem da palavra visagem e que significa o estudo do rosto, porque isma é ciência e visagem é um estudo. Então, Mauro, o que significa isso? É uma ciência que estuda o rosto, mas nós buscamos uma beleza plena e essa beleza plena tem que se transpor para o corpo inteiro, certo? Nesse momento que a gente vive, a gente não pode muito falar sobre consumo, então, porque chega a ser uma coisa ofensiva, a gente fica falando muito sobre consumo, falar sobre consumir não é uma coisa que está na moda. Então, o visagismo nesse momento ele vai auxiliar as pessoas a fazer o que a gente está fazendo agora, né, as lives. Então, ele irá se encaixar nesse momento agora. Então, quem for um profissional de visagismo poderá auxiliar a gente no meio online. Como que a gente pode fazer isso? A gente pode incluir o visagismo na luz, na roupa, no corte de cabelo, porque muita gente acha que o visagismo ele está associado só a cortar cabelo e na verdade o visagismo vai além disso. O visagismo é uma ferramenta para você para projetos e aí esses projetos eles vão muito além. É muito comum, Márcia, uma pessoa passar um determinado tipo de presença que não é compatível com a personalidade dela, ou seja, ela tem uma imagem, mas aquela imagem ela distoa daquela personalidade e a mensagem que ela quer para um ambiente de trabalho não é adequada. Sim, isso é muito comum, mas a imagem você transmite ela de muitas formas. Você pode transmitir ela da forma com que você caminha, você transmite ela pelo óculos que você usa, você transmite ela pelo seu coxo de cabelo, você transmite ela pelo ambiente que você está inserido. Vou dar um exemplo. O Alexandre, com certeza, normalmente trabalha num consultório, então ele trabalha num consultório. Se esse consultório ele não tiver adequado ao que ele quer transmitir, isso pode transmitir para o cliente uma outra informação, sendo que na verdade o que ele precisa transmitir é a segurança do trabalho dele. Então, o visagem também atua dessa forma. A Moura, por exemplo, ela é um motorrino. Muitas vezes a forma com que ela está vestida, se não tiver adequada à imagem que ela quer transmitir, ela pode transmitir uma imagem que não seja séria. Eu só deixei de usar a gravata por o Covid. Passou para hoje de usar? É, a gravata encosta no paciente. E aí já não é mais adequado para o momento. Hoje as mulheres, por exemplo, podem até se maquiar, mas elas não vão usar mais batom. Deixa eu puxar aqui para o... Fala, Marcia. Então, hoje o que acontece? Hoje nós vamos ter que usar o visagismo para a situação em que a gente está vivendo. Então, o visagismo ele vem para uma adequação da imagem. Então, você pode inserir ele em vários pontos. Deixa eu puxar aqui para a minha área, para a área da imprensa, porque muitos apresentadores, jornalistas, figuras públicas são conhecidos do público por conta da exposição da sua imagem na televisão. E eu sei que você faz a equipe dos visagistas da CNN Brasil, então vocês cuidam da imagem dos apresentadores, dos repórteres, para que eles justamente transmitam aquela imagem que seja compatível com a função que eles desempenham e compatível com a personalidade de cada um. É isso aí, você tem que criar todos esses elementos que fazem parte da rotina, da equipe profissional, para que tudo isso se virje e dê esse resultado da mensagem, é isso? Exatamente, isso mesmo. Por exemplo, vamos lá, você está com óculos que ele é quadrado. Esse óculos, essa linha quadrada, ela demonstra o que? Você tem que transmitir mais seriedade, que você entende o que você está falando. Se você está com óculos mais redondos, demonstra um pouco mais de amabilidade, que você é um pouco mais criativo, entendeu? Então, depende do que você quer transmitir para o seu ouvinte. Então, ele brinca muito com o que você quer. Se você estivesse com óculos mais coloridos, por exemplo, o seu óculos é azul? Isso? É cinza. Cinza. Então, se você estivesse com óculos mais amarelo, ele traz um pouco mais de criatividade. Então, depende muito do que você quer transmitir para o seu público. Tá bem. Pessoal, perguntas da nossa audiência. Eu vou fazer rapidinho aqui, porque o nosso tempo está voando bem rapidinho, um minuto para cada um. Eu aproveitando que você está com a palavra, Marcia. A Juliana Martins está no Instagram acompanhando a gente. Ela pergunta os cuidados com a imagem. Precisam ser ainda maiores em tempos de videoconferência? Ou você já falou um pouquinho sobre a figura do seu tema aqui? O que você acrescenta mais bem rapidinho? Os cuidados com a imagem devem, agora, eles devem ser, ao meu ver, redobrados no sentido que a gente não pode ofender a imagem que a gente deve passar para o outro. Porque nós estamos num momento em que a nossa imagem deve ter muito cuidado para não ofender as pessoas. A gente tem que ter muito cuidado. A gente tem que transmitir nesse momento, humildade, seriedade, boa vontade. Então, é isso que a gente tem que tomar um certo cuidado agora. Doutora Moura, o Rodrigo Monteiro está no Facebook, ele diz o seguinte. Olha só, ele fala que se por um lado as máscaras previnem, os contagios, ou ajudam a prevenir os contagios, por outro, ela própria sufoca quem usa a máscara. Ele pergunta se você tem alguma dica ou recomendação para tornar essa nova rotina menos trabalhável. Aí eu vou botar óculos, então, porque quem usa óculos com máscara é uma tortura. A dica de quem usa óculos com máscara, Moura, é colocar um micro-port bem aqui em cima. Aí você veda a passagem do ar e o óculos não embaça. Simples assim. Simples assim. É, Alexandre. Gente, não tem muito jeito, tá? Uma das coisas que o CDC americano acabou de dizer é que a transmissibilidade quando a gente pratica exercício físico, por exemplo, é muito menor do que a gente imaginava. Então, aquelas recomendações que nós temos de fazer exercício com máscara, elas estão começando a ficar em check. Todo dia muda, né? Então, a gente tem que tomar um pouco de cuidado. Para você não sufocar, entenda, você tem uma boa respiração nasal, porque a máscara não tem esse poder de focação, exceto, se você estiver fazendo uma atividade que aumente a sua frequência cardíaca, né? Então, é mais nesse sentido. Então, se você tem uma remissão, procura um profissional para poder tratar a sua remissão, para você poder respirar melhor, deixar sua via respiratória livre, porque a máscara, a gravata caiu, mas a máscara veio para ficar, viu? Pelo menos até a gente tem uma vacina que seja eficaz aí para o coronavírus e o distanciamento social não tem jeito. Doutor Alexandre, bem objetivamente, a Inês da Vila Sônia pergunta, uma alimentação saudável pode reduzir o lipedema e depois que se instalou, depois que se instalou, não adianta mais. Você até já tinha falado sobre alimentação saudável, claro, e para tudo, não só para isso. A alimentação saudável não é tão simples, mas eu vou conseguir falar em um minuto. O que é saudável para você não é para mim, que pode não ser para outra pessoa, né? Então, não existe fórmula pronta que sirva como uma luva para todo mundo. Precisa fazer uma avaliação do que é para o inflamatório, do que não é para o inflamatório para cada pessoa. Essa é a única maneira de identificar. Agora, depois que o lipedema se instalou, dá assim para regredir bastante. A doença fica lá, fica controlada. Ré de a curta, a gente consegue manter a doença sob controle. Sim. E, doutor Daniel Zima, a Cláudia do Ipiranga pergunta, embora as alergias não sejam um fator de risco para contrair a Covid-19, algumas delas podem se tornar um fator complicador da doença? Podem sim. Realmente, a gente dá uma época em que a gente viu uma pessoa torcendo, eu sou espirrando, a gente já discrimina, né? Um negócio meio complicado. Realmente, o vírus, ele é mais transmitido quando a gente espirra. Existem alguns estudos de número de partículas virais que precisa para a pessoa se envolver na infecção. Então, se fala aí por volta de mil partículas virais e falando, a gente libera 20 por minuto, espirrando, a gente vai liberar 400 partículas. Então, existem coisas que acendem a transmissibilidade e, realmente, podem averbar, podem facilitar, podem dificultar a vida do paciente alérgico. Doutor Daniel, cinco segundos para a sua pedida. Desculpa a correria. Eu agradeço de convite novamente e quem precisar de mais alguma informação, nós temos o nosso site, o www.thermatoenio.com.br, temos o Instagram também, que é procurando Enius Iman, me encontra, temos o canal do YouTube. Então, agradeço a participação e fico à disposição. Marcia, cinco segundos para a sua pedida, seus canais. Agradeço, agradeço demais. O programa de gente que fala. Bom, está aqui com vocês. E quem precisa me encontrar, me encontre no Instagram. Arroba Marcia Brito, 16. Foi um prazer. Obrigada. Doutora Moura, cinco segundos. Seu final e seus canais. Chará, muito obrigada novamente pelo convite. Agradeço a todos os ouvintes. Quem precisar de informações, pode procurar nas redes sociais. Instagram, roba doutora Moura Neves ou Arroba Rimos, que é a minha clínica ou também na família Respira. Muito obrigada. Doutora Alexandre, chave, você fecha com a chave de ouro. Bom, eu não vim fazer propaganda de mim. Então, eu sou fácil de encontrar a questão nessa. Eu vim falar sobre a conscientização do Lipe Dema, Junho, é o mês de conscientização. A Associação Brasileira de Lipe Dema, no site www.lipedema.org.br. Ela está fazendo essa divulgação tanto para leigos quanto para médicos, prescritores, não prescritores, para se conscientizar de que é uma doença subdiagnosticada e que tem tratamento. É isso. Essa é a minha mensagem. Muito obrigado pela presença de todos nessa edição do programa A Gente Que Fala, o agradecimento e nome da equipe de todo o programa. Aos médicos, doutora Juliana Amato, Dra. Juliana Amato, a doutora Moura Neves, o doutor Enius Iman e também a presença de visagista Marce Abrito. Aqui rapidinho a nossa ficha técnica do encerramento. Na mesa do som, Sérgio Souza, também gerente técnico da Rádio Tiranom, apresentação minha Mauro Frisman, Palta e Redação Pedro Esquiavon, no apoio aqui na sala de videoconferência, o jornalista Ricardo Godoy, a diretora de produção azineu da Salvatto, o jornalista Fausto Camunha, o diretor geral do programa e do outro lado do Gente Que Fala, você ouvinte expectador, a razão da nossa presença aqui todos os dias.
Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.