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Você Sabe Quais Alimentos que Inflamam o Corpo e Causam Inchaço?

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Você Sabe Quais Alimentos que Inflamam o Corpo e Causam Inchaço?

O tema central são os alimentos e substâncias que causam inchaço (edema) no corpo, explicando os mecanismos fisiológicos envolvidos. O principal ponto é que o e

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Perguntas respondidas neste vídeo

Será que sua mão fica inchada?

Escreve lá embaixo que eu quero saber. Então, pega esse vídeo e encaminha praquela pessoa que você sabe que sofre com um pouquinho de inchaço, porque eu tenho certeza que vai ajudar. A primeira coisa que as pessoas tentam fazer quando sentem inchaço é diminuir a quantidade de água, ou tomando diurético, ou diminuindo a quantidade de ingesta de água, e isso não é a solução ideal.

E aí, você digere bem o açúcar?

Escreve lá embaixo no comentário, quero saber. Os carboidratos em geral, eles também se transformam muito facilmente em açúcar, caindo em todo esse processo que eu acabei de falar. Então, evitar os carboidratos.

E você pergunta, como é que isso aqui fica num formato de comida ainda?

Provavelmente está usando ou algum outro espessante, ou esse que eu estou falando, que é o carragenã. Vários estudos em animais mostraram que altas doses disso podem causar alterações gastrointestinais, inflamações.

Na verdade, ele vai acabar mexendo em outro paladar, que é o paladar umami, né?

É o outro sabor que a gente consegue sentir. E ele pode, para algumas pessoas, causar vários sintomas inflamatórios e inchaço. Ele é um sal, um aminoácido não essencial, que acaba atuando em vários processos metabólicos do nosso corpo.

Por que tudo nesse país deve ser coberto com glutamato monossódico?

Você nem pode dizer isso. Seria a síndrome do restaurante chinês, que aí vem com o rubor facial, o inchaço, com dor de cabeça, náusea e cansaço. Mas, realmente, falta estudo científico aí, direcionado para esse assunto.

Transcrição completa do vídeo

Olá, sou o doutor Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato, e hoje vamos continuar o assunto sobre os alimentos que incham, os alimentos que causam edema no seu corpo. Então, a gente fez um vídeo recentemente que o pessoal gostou, então eu volto aqui pra completar o assunto. Não vou ser repetitivo, eu acho que vale a pena assistir aquele outro vídeo e completar com as informações que eu vou trazer aqui.

Então, o inchaço incomoda muita gente. Pode ser nas pernas, nas mãos, por exemplo, pra tirar, colocar um anel. Será que sua mão fica inchada? Escreve lá embaixo que eu quero saber.

Então, pega esse vídeo e encaminha praquela pessoa que você sabe que sofre com um pouquinho de inchaço, porque eu tenho certeza que vai ajudar. A primeira coisa que as pessoas tentam fazer quando sentem inchaço é diminuir a quantidade de água, ou tomando diurético, ou diminuindo a quantidade de ingesta de água, e isso não é a solução ideal. Quando, por exemplo, o problema é linfático, a linfa, que é o líquido que causa o inchaço, ele é muito rico em proteínas, então se a gente tira a água do nosso corpo, ele vai ficar mais espesso, e aí o nosso sistema linfático vai ter mais dificuldade ainda pra bombear e trazer essa linfa de volta pra circulação.

Então a gente tem que deixar a linfa fluída pra conseguir ter a movimentação dela pelo corpo. Por isso, só retirar a água, ou só ficar desidratado, não resolve o problema, e muitas vezes até piora a médio e longo prazo. E aqui eu também não vou falar do inchaço por causa de alergia.

Alergia é outro assunto, mais complicado. Posso até falar lá na frente, se vocês quiserem, comentem lá embaixo. Mas o assunto aqui é o inchaço puro.

E o inchaço ocorre por alteração da concentração, da pressão osmótica nos tecidos. Então vocês podem lembrar lá da época da escola, das aulas de ciência, de pressão osmótica, coloidosmótica, então um tecido ou um líquido que tenha uma concentração de algum sal maior, ele vai acabar atraindo a entrada de líquido de outro que tenha uma concentração menor. E é essa movimentação do líquido que acaba causando o inchaço por alteração da pressão osmótica, juntamente com a filtração capilar e o aumento da permeabilidade capilar.

Então imagina que essas membranas que separam, elas têm a capacidade de aumentar ou diminuir a sua permeabilidade. Quando está mais permeável, fica mais fácil o líquido passar de um lado para o outro. Quando está menos permeável, esse líquido não fica passando o tempo todo de um lado para o outro.

Existem algumas situações no nosso corpo que aumentam essa permeabilidade capilar. Uma delas é o estresse oxidativo, ou seja, a inflamação. Quando a gente está inflamado em geral, aumenta a permeabilidade capilar.

E aumentando a permeabilidade capilar, vai ter um extravasamento maior do líquido para o tecido circunjacente. Só que esse aumento da permeabilidade não acontece só nos capilares, só nos vasos. Acontece em outras partes do corpo também.

Uma delas muito importante é o intestino. E o aumento da permeabilidade intestinal acaba levando àquela síndrome do Leak Gut, ou síndrome da permeabilidade intestinal. E esse aumento da permeabilidade intestinal também vai causar um aumento da inflamação por translocação bacteriana ou de macromoléculas alimentares que acabam disparando o nosso sistema imune.

E isso ocorre por várias razões, mas entre elas também por uma alteração do microbioma intestinal. A alteração das bactérias que vivem lá no nosso intestino começa a aumentar a quantidade de bactérias maléficas e diminuir aquelas bactérias boazinhas. Só para vocês terem uma ideia, tem bactéria até que quebra a celulose.

Então você vai lá, come alface, a alface chega no intestino, se tiver essa bactéria quebrando a celulose, ela vai transformar a celulose em uma forma de açúcar. Então a gente vive dependente das bactérias que estão no nosso corpo. Como eu não vou ser repetitivo comparado com o meu outro vídeo, vou falar informações a mais aqui.

Então um dos alimentos que causam inchaço é o açúcar, que eu já tenho um vídeo inteiro falando do açúcar. Eu menciono o açúcar no vídeo sobre inflamação e inchaço também. Mas eu vou falar como que o açúcar pode causar isso.

Um dos aspectos é que o excesso de açúcar pode dificultar a digestão, alterar a microbiota intestinal. Altas quantidades de açúcar, até pode parecer fácil para o nosso corpo quebrar e transformar em energia. Mas a gente não foi feito para isso, nosso corpo não tem essa facilidade de lidar com uma quantidade grande de açúcar.

O açúcar por si só, principalmente o refinado, também pode aumentar a quantidade de inflamação e de estresse oxidativo no nosso corpo. E como eu já disse, a inflamação aumenta a permeabilidade capilar, que também pode aumentar o inchaço. Normalmente os alimentos ricos em açúcar, principalmente os industrializados, também vão ser muito ricos em sódio.

E o aumento do sódio vai aumentar também a retenção líquida, que acaba também levando ao inchaço. Existe intolerância também ao açúcar. Primeiro que são vários tipos de açúcares, então lactose é um tipo de açúcar.

Tem gente que é intolerante à lactose, não consegue quebrar a lactose. Mas no geral a gente pode falar que tem muitas pessoas que não conseguem lidar com açúcar. E aí, você digere bem o açúcar? Escreve lá embaixo no comentário, quero saber.

Os carboidratos em geral, eles também se transformam muito facilmente em açúcar, caindo em todo esse processo que eu acabei de falar. Então, evitar os carboidratos. O sal por si só, eu já mencionei, o sódio vai aumentar a retenção de água e acaba levando ao inchaço.

As gorduras hidrogenadas, gorduras trans, são gorduras que foram modificadas quimicamente de alguma forma. São muito utilizadas em alimentos industrializados e podem também gerar um inchaço. Essas gorduras são usadas principalmente para melhorar a textura de algum alimento.

Gorduras trans, ômega 6, 9, são alimentos normais da nossa dieta, mas quando tem um desbalanço do ômega 3 e do ômega 6 e 9, isso pode se transformar em inflamatório e causar inchaço. Então, ômega 6 e ômega 9 tem que ter na nossa alimentação, mas tem que ser embasado também a quantidade de ômega 3 para equilibrar tudo isso. A cafeína e a telbromina que tem no cacau são substâncias que podem até ter um efeito diurético dependendo da quantidade que você está usando.

E o efeito diurético entra naquilo que eu falei. A gente coloca o líquido para fora, pode até parecer que está desinchando, mas vai aumentar a concentração proteica da linfa que pode alterar essa movimentação líquida pela pressão osmótica. Falei bastante no vídeo anterior sobre o álcool, tenho um vídeo inteirinho também falando sobre o álcool, sobre os laticínios e sobre os cereais, incluindo trigo, glúten.

Eu tenho vídeos sobre todos esses assuntos aqui no canal. Então, agora vamos continuar sobre o que eu não falei ainda. Vamos falar das substâncias parecidas com o estrógeno no nosso corpo.

Então, o mais conhecido é a soja. A soja contém substâncias que são as isoflavonas, que são muito parecidas na forma molecular com o estrógeno do ser humano. Então, ele vai competir com os receptores no nosso corpo desse hormônio, fazendo com que o estrogênio não consiga agir de forma adequada e tendo uma atuação um pouquinho diferente desse hormônio natural.

Então, isso não quer dizer que a isoflavona ou que a soja seja ruim para o corpo. Não, ele vai ter efeito no corpo, isso é importante. Esse efeito pode ser benéfico em alguns casos, por exemplo, numa menopausa, em algum momento em que precise diminuir os sintomas de uma menopausa, mas também pode ter um efeito maléfico dependendo do que você está usando e na quantidade, obviamente.

Agora, existem fitoestrógenos também em outros alimentos, até mesmo no trigo, na cevada, no gergelim, na aveia. A quantidade é bem menor do que na soja, mas também tem um pouquinho. Então, tomar cuidado para não exagerar nesses alimentos.

Lembrando que o estrogênio, para muitas mulheres, acaba causando o inchaço. Agora eu vou falar de um outro alimento que você não conhece, tenho certeza, e com certeza come, que é o carragenã. É um extrato de uma alga vermelha.

Ele é utilizado como um espessante estabilizante, principalmente em comidas industrializadas. É usado principalmente para modificar a textura dos alimentos. Então, quando você pega algum alimento no supermercado, que está lá, é zero não sei o quê, diet, mais zero, não tem nada de estrutura lá.

E você pergunta, como é que isso aqui fica num formato de comida ainda? Provavelmente está usando ou algum outro espessante, ou esse que eu estou falando, que é o carragenã. Vários estudos em animais mostraram que altas doses disso podem causar alterações gastrointestinais, inflamações. Foram feitos em animais, mas ainda é muito discutível o impacto na saúde humana.

Mas com certeza, exagerar nisso aí, em industrializados, deve piorar. O outro é o glutamato monossódico. É um... parece um sal, né, que a gente coloca nos alimentos.

Ele realça o sabor. Na verdade, ele vai acabar mexendo em outro paladar, que é o paladar umami, né? É o outro sabor que a gente consegue sentir. E ele pode, para algumas pessoas, causar vários sintomas inflamatórios e inchaço.

Ele é um sal, um aminoácido não essencial, que acaba atuando em vários processos metabólicos do nosso corpo. Algumas pessoas vão, por exemplo, num restaurante chinês, que costuma usar bastante glutamato monossódico, e tem uma síndrome pós-alimentar. Por que tudo nesse país deve ser coberto com glutamato monossódico? Você nem pode dizer isso.

Seria a síndrome do restaurante chinês, que aí vem com o rubor facial, o inchaço, com dor de cabeça, náusea e cansaço. Mas, realmente, falta estudo científico aí, direcionado para esse assunto. E tem vários químicos que a gente tem contato no dia a dia, que são disruptores endócrinos.

Ou seja, eles fazem o nosso corpo parar de funcionar como deveria. O primeiro deles são os eftalatos. Os eftalatos são um grupo de produtos químicos usados em vários produtos de consumo.

Então eles estão espalhados por aí, e muitas vezes nos plásticos. Então a gente tem que lembrar que os plásticos que a gente usa na cozinha têm que ser isentos dos eftalatos, do bisfenol também. Vários produtos do dia a dia, como garrafas de água, podem ter esse bisfenol, que é um disruptor dos hormônios endócrinos.

Existem plásticos que são isentos de bisfenol e eftalatos, mas você tem que procurar por isso. Ou, na cozinha, usar tudo com vidro. É melhor.

Você acaba se protegendo desse risco. Um outro é o glifosato, que é um herbicida. Quando a gente fala de alimentos orgânicos, é para fugir de vários compostos utilizados para proteger as plantas.

O glifosato é um herbicida que já está provado de várias formas, que pode causar um monte de sintomas no corpo, entre náusea, vômito, irritação de pele, inchaço e muito mais. É um herbicida usado para tirar as ervas daninhas da produção de alguma planta. Então, como que esses químicos funcionam? Eles acabam mudando a produção hormonal do nosso corpo, alterando o nosso metabolismo, causam também a morte mitocondrial, eles mudam a resposta da célula aos nossos hormônios.

Então a gente não vai ter alteração do hormônio necessariamente, mas muda como as nossas células respondem a esses hormônios. E muitas vezes acabam mudando microbiota, microbioma e tudo mais. Por isso, é muito importante ficar atento a todos esses químicos que estão à nossa volta.

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