💬 Canal WhatsApp

Varizes e Vasinhos

Mais sobre este vídeo

Varizes e Vasinhos

A doença venosa, que engloba desde os vasinhos (telangiectasias) até as varizes mais grossas, tem como principal fator de risco a genética. Outros elementos, co

Perguntas respondidas neste vídeo

eu estou recebendo aqui no nosso estúdio o doutor Alexandre Amato, que é cirurgião vascular e vai conversar com o doce sobre varízes e vasinhos, tudo bem, doutor?

Boa tarde! Tudo bom, boa tarde!

Mas recebemos aqui, viu?

Mas ele é todo meu, eu que agradeço!

Eu achei interessante o tema, realidade aumentada, você estava falando sobre a realidade aumentada?

E é uma coisa que a gente tem usado muito na medicina.

É fantástica, né?

É fantástica! E no tratamento das varízes está sendo aplicado a realidade aumentada. É muito interessante.

Porque às vezes é muito pequenininho, é muito ruim pra enxergar exatamente, né, doutor?

Exatamente! Nós temos veias que são muito superficiais, fáceis de ver e que incomodam as mulheres, mas por baixo dessas veias nós temos outras que são um pouquinho maiores, mas não são tão visíveis e elas são como a raiz que nutre o problema.

Transcrição completa do vídeo

eu estou recebendo aqui no nosso estúdio o doutor Alexandre Amato, que é cirurgião vascular e vai conversar com o doce sobre varízes e vasinhos, tudo bem, doutor? Boa tarde! Tudo bom, boa tarde! Mas recebemos aqui, viu? Mas ele é todo meu, eu que agradeço! Tem pra todo bosto, tem gente caçando Pokémon, mas o que a gente não pode fazer fica mal informado quanto à saúde, né, doutor? Com certeza! Eu achei interessante o tema, realidade aumentada, você estava falando sobre a realidade aumentada? E é uma coisa que a gente tem usado muito na medicina. É fantástica, né? É fantástica! E no tratamento das varízes está sendo aplicado a realidade aumentada. É muito interessante. Porque às vezes é muito pequenininho, é muito ruim pra enxergar exatamente, né, doutor? Exatamente! Nós temos veias que são muito superficiais, fáceis de ver e que incomodam as mulheres, mas por baixo dessas veias nós temos outras que são um pouquinho maiores, mas não são tão visíveis e elas são como a raiz que nutre o problema. Então a gente usa a realidade aumentada, é um aparelho que capta a projeção infravermelha e projeta na pele do paciente o desenho da anatomia da veia do próprio paciente. Isso já aqui no Brasil, doutor? Já, já. Isso a gente já faz há um tempo. A quanto tempo, mais ou menos? Ah, eu uso já no consultório, é mais de seis, sete anos. Que a realidade aumentada já é uma realidade, né? Já é uma realidade pra gente, já é uma realidade. Então, quando a gente projeta a imagem da anatomia no paciente, a gente consegue tratar olhando o paciente e olhando a anatomia dele, então a precisão é incrível. Eu achei interessante que calhou de ser o mesmo assunto, né? Exatamente! Doutor, eu vou perguntar mais então sobre esse assunto, mas antes eu queria entender um pouco sobre qual é a diferença entre varices e os vazinhos, como a gente costuma falar. Então, varices é uma doença bem, que tem várias classificações, né? A primeira fase das varices são os vazinhos, eles são chamados de teleanjectasias, são aqueles vazinhos fininhos e superficiais, vermelhinhos, azuis que incomodam as mulheres. As veias um pouquinho maiores são chamadas de reticulares, além disso, quando são maiores ainda, aí são as varices, são veias dilatadas e tortoosas visíveis ao uiunu. Então, os vazinhos seriam a classificação, a primeira classificação da doença venosa. Varices já é a segunda classificação, na classificação vai de 1 a 6, sendo a 6 é a catástrofe, é a fase final da doença. Quando a gente está falando de varices e vazinhos, a gente está falando das primeiras categorias. Doutor, vamos entender os motivos, eu queria saber se fatores genéticos ou alguma coisa que a gente faz, a gente ouve e fala muito de salto alto, anti-concepcional no caso das mulheres, ou até mesmo peso, isso tudo influencia? Tudo isso tem uma influência com pesos diferentes, o principal, sem dúvida nenhuma, é o fator genético. A gente carrega a genética dos nossos pais e isso não tem como mudar, não existe nenhuma terapia genética, vamos mudar o nosso gen para parar de apresentar a doença venosa. Mas existem os fatores de piora, então o sedentarismo, a obesidade, usar o salto alto não necessariamente causa varices, mas ele pode causar os sintomas da varices, então quem usa salto alto por muito tempo pode sentir dor, enchaço, um peso nas pernas e isso às vezes nem está relacionado com uma doença venosa, mas tem os sintomas muito parecidos. Então, quando a gente pensa em vez, entupidas, logo a gente pensa em comer gordura, em comer bobagem, isso pode agravar de fato no caso das varices? Das varices não, comer gordura, comer bobagem, estar acima do peso, não controlar o colesterol, tudo isso causa a deposição de placa nas artérias, que são os vasos que levam o sangue para nossa periferia, os vasos que trazem o sangue de volta para o coração são as veias, então quando a gente fala de gordura a gente normalmente está falando das artérias, quando a gente fala de veia não é o problema principal, o que pode acontecer e que muitas vezes assusta as pessoas é a trombose, a trombose venosa que é a formação de um coágulo dentro dessas veias obstruindo o retorno venoso, esse coágulo quando fica ali parado é um problema local, tem que ser tratado, tem que ser rápido, não pode enrolar, mas o problema maior é quando esse coágulo desprende e vai até o pulmão, nessa situação ocorre uma embolia pulmonar que é gravíssimo. E muitas vezes pode até levar morte, não? Sim, sim, a embolia pulmonar pode. Doutora, especificamente sobre desde os vasinhos até as varices, explica um pouco para a gente quais podem ser as complicações para a saúde com relação a isso. Ok, então quando a gente está falando das primeiras categorias aí da doença venosa pode ter sintomas, então dor, enchaço, sensação de peso, às vezes formigamento, algumas pessoas têm câmbra, a síndrome das pernas balançantes, ficar balançando a perna, pode ser até um sintoma de doença venosa, além disso a doença pode começar a causar danos na pele e no subcutâneo que é o tecido embaixo da pele e isso pode causar endurecimento da pele, manchas e até a abertura de feridas. Essas feridas são a fase final da doença que seriam as úlceras venosas. Nessa fase o tratamento existe tratamento mas é o tratamento já é mais complicado, então por isso é o ideal é sempre tratar antes no início da doença. Muitas mulheres principalmente eu sei que também pode acontecer com homens mas eu acho que quando a gente está falando do começo dos vasinhos é questão estética muitas vezes incomoda as mulheres demais. Ainda que a mulher não sinta ou mesmo homem, não sintadores mas começam a aparecer esses vasinhos e se percebam um aumento que está incomodando ali na estética apesar de não estar incomodando com dores e tudo mais. Vale procurar um médico, vale já começar a tratar? Deve, eu vou explicar porquê. As mulheres chegam antes no médico exatamente por causa do problema estético, então o que me incomoda esse vasinho passa no médico e acaba identificando um problema maior que tinha atrás e que ela não percebia e aí a gente trata no início da doença. Os homens nem sempre estão preocupados com a estética e eles demoram um pouquinho mais para chegar no médio, então mais frequentemente as mulheres chegam no início da doença na categoria 1 e 2 os homens acabam chegando na categoria 3 e 4, ou seja, chegam mais tarde. Porque eles só vão por conta da dor mesmo, né? Porque por conta da estética, dificilmente o homem vai. Isso quando não vem arrastado pela esposa. Com dor mas ainda se arrastava, né? E falando que não está sentindo nada, mas isso porque a costuma, como é uma doença de uma evolução muito lenta e progressiva, o nosso cérebro para não ficar sofrendo o tempo todo, ele se acostuma com a dor e a gente para de sentir, porque não é uma dor aguda, é uma dor crônica. Então é interessante. Eu estou com aquela minha dor, né? A pessoa fala assim às vezes, né? Trabalhei o dia inteiro. Como que minha perna não vai doer no final do dia? É normal, mas não é normal. Doutora, eu queria entender sobre o risco da automedicação. Quando a gente fala de varizes e vasinos, a gente tem até algumas propagandas falando sobre o uso e isso, o uso e aquilo. Com exceção daquilo que é totalmente natural, agora eu estou pensando em medicamentos, a gente tem que tomar muito cuidado, não tem? Muito, na automedicação, para tudo, não só varizes. Eu vou falar das varizes, mas a automedicação é perigosa para tudo. Existe muita medicação natural para varizes e elas funcionam atuando no sintoma, não na causa. Então, primeiro que não existe remédio milagroso que vai fazer as veias desaparecerem. O que existe? São medicamentos que diminuem o sintoma. Então, pode melhorar um pouquinho a dor, melhora um pouquinho o inchaço, mas não trata a causa. E aí, a pessoa pode estar se auto-enganando. Ela vai, aliás, na verdade, eu imagino até o senhor me corrige que a doença pode até evoluir, porque a pessoa vai, ah, passou a minha dor, eu vou continuar tomando isso aqui. Exatamente. E aí, acaba chegando no médico mais tarde e se tivesse vindo antes, talvez o problema fosse mais fácil e menor de tratar. Mais rápido até. Mais rápido. Menos invasivo. Doutoria, que eles... Ah, falando invasivo, tem muitas perguntas para fazer. Me dá até um negócio aqui pensando nas varizes. E aquelas que a gente vê comuns em algumas pessoas, depende da facetária, às vezes em homens também, que são grossas e parece que você sente ali pulsar quando a pessoa fala que está com dor. Meu Deus, me dá uma agonia. Fala pra gente sobre isso, Doutor. Essas são as veias varicosas. Essa já é a classificação de dois para cima. Mas esses verdes até, né, Doutor? Sim, sim. Essas aí, o interessante de varizes é que é uma doença muito prevalente, muito frequente. Muito, muito tosso. Se você não pensa com esse alguém que tem, né? Então, qual que é o bom disso? Que tem muita gente estudando o assunto. Então, existem muitos tratamentos atuais. Então, quando eu falar, esse tratamento pode ser feito, mas existem alternativas. Então, a gente tem que conseguir unir o desejo do paciente com o objetivo dele e com a necessidade. É o que ele quer, não é só o que ele quer, é o que ele precisa, é o que ele pode. E o que ele deve fazer, né? Eu vou abrir aqui pra ver se tem perguntas, você entra na nossa página, facebook.com.br, jaquelinestefano e deixa que sua pergunta pra gente, tô só conectando e queria entender então um pouco sobre tratamento. Doutor, a pessoa que chega no começo, às vezes até vai, portanto, pela questão estética e já começa a tratar. Como a pessoa que chega aí, de repente, nesse grau cinco, como se a pessoa se divercita pra gente. Os tratamentos são muito diferentes. Muito, muito. Na primeira fase, que são os vazinhos, são as telhingectasias, é uma fase mais estética. Então, existem vários tratamentos atuais, como a escleroterapia, a injeção de glicose, a injeção de vários medicamentos esclerosantes. Eu queria falar de um tratamento específico, que é o CLAX. CLAX é o Crio Laser associado a Crio Glicose. Então, eu pego duas técnicas de escleroterapia, que são de baixo risco e com poder não tão alto de esclerosar, mas na hora que eu uso os dois, eles acabam se multiplicando. Então, intensifica o poder. Então, na hora que eu faço um tratamento com o laser em cima dessas veias, associado com a escleroterapia, a gente começa a ter resultados melhores com menos risco. Então, assim, as diversas técnicas existentes apareceram nas últimas décadas e agora a gente está estudando como que a gente vai associar essas técnicas para conseguir ter um resultado melhor, mais rápido e atingindo o objetivo da mulher, ou do homem também, resolvendo tanto o problema estético como o problema da doença também. Então, quer dizer, a doença para, de evoluir, além de tudo, a mulher, principalmente, eu falo porque a questão estética conta muito para a gente, se livra daquelas varices que muitas vezes a mulher deixa de usar saia, às vezes falar não gosto mais de ir para a praia, não gosto de usar vestido. Impressionante como isso interfere, né? Exatamente. Tem gente que vem no inverno pedindo, assim, meu objetivo é ir na praia no verão. Ok, vamos então bolar um plano, uma estratégia de resolução, porque isso também é verdade. As pessoas acreditam que ah, eu vou no médico e vai ser uma pílula milagrosa que resolve ou um evento que a gente desenvolva e que vai desaparecer tudo. Muitas vezes tem ter uma estratégia por trás. A gente trata primeiro a doença maior, depois a doença menor, depois a parte estética. E o que dá para fazer junto a gente faz, mas muitas vezes são eventos diferentes e separados que precisam acontecer para ter um resultado bom. Então, de repente, se uma mãe e uma filha vão, um médico pode optar por tratamentos completamente diferentes, né? Pode, pode. Pela resposta de um de outra. Mas aí tem um outro aspecto. Quando é mãe e filha, a genética é parecida. Então, é mais ou menos o mesmo tratamento, né? É mais ou menos. Já operei várias mães de filhas no mesmo dia. Ah, legal! Uma fala, não, eu vou te dar coragem e a gente vai junto, né? Doutor, é... Mas tem outro aspecto também. Ah, porque uma não quer cuidar do pós-operatório da outra, né? Pronto, aí elas já se livram, as duas colocam os homens de casa para ajudar, né? É boa, Doutor, que se a minha filha fizer, eu vou ter que cuidar. Se a minha mãe fizer, eu vou ter que cuidar, já vai junto. Doutor, dói muito pensando nessa primeira etapa? Não, é um procedimento relativamente em dolor. Não é invasivo, esse, então? Não, não, não. É tudo transdérmico, né? A escleroterapia com glicose, que é a injeção. É uma injeção dérmica. O que tem nela? Só por curiosidade. Existem várias substâncias esclerosantes. A mais utilizada no Brasil é a glicose hipertônica, que é, pela alta osmolaridade, ele acaba destruindo o vaso. Mas existem diversas outras, como o polidocanal. A injeção não dói, não, Doutor? Então, primeiro, depende da mão de quem está aplicando, quando você aplica no vaso... Geralmente, o próprio médico faz isso? É para ser o médico, né? É para ser, né? A gente está para andar com o Brasil inteiro. Exatamente. O problema de outras pessoas fazerem é que elas não vão estar preocupadas com a doença atrás. Não é só estético, o médico tem que tratar a doença, né? Exatamente. A gente foca em tratar a doença e depois resolver a parte estética. Outras pessoas que não têm esse foco na doença vão ficar fazendo a escleroterapia seguida sem tratar a doença e não vai resolver o problema estético. E pode voltar no caso? Vai voltar, não é pode. Se não trata doença, vai voltar. Então, é por isso que eu acho importante. Mas a glicose, quando é aplicada, ela é aplicada em vazinhos bem superficiais. A agulha não chega nem a entrar a pontinha dela inteira. Ela fica metade para fora. Quando bem aplicada, ela é bem suportável. Fica anestesia. Existe a criolanestesia, que é muito legal. A criolanestesia é um argelado que a gente joga em cima da pele e esse argelado, a menos 30, a menos 20 graus, ele vai enganar o seu cérebro. Seu cérebro vai sentir frio naquele local, mas ele não consegue diferenciar o frio da dor. Ele fica com aquele friozinho, mas não compreende a dor. O frio de alguma forma vai dissipar no vingimento do cérebro o frio, o ador. E na hora que a gente usa o laser, essa criolanestesia tem duas funções. Abaixar a temperatura da pele para não queimar a pele, além de causar essa analgesia, a falta de não sentir dor pela temperatura. O torte tem várias perguntas chegando. Daniela, de vitória da conquista na Bahia, Daniela, obrigada pela sua participação, um beijo. Ela fala que ela começou a malhar e depois começaram a aparecer alguns vazinhos nas pernas dela, que ela não pegava muito peso. Pode ser a causa? Puxa, essa pergunta é muito frequente no consultório, muito. Em primeiro lugar, o exercício físico é bom para quem tem varices. Nunca vou falar, pare com o exercício que vai aparecer vazinho. O que pode acontecer é que com o exercício físico ela diminui a primeira camada de gordura da pele. E aí começam a aparecer mais vazinhos que muitas vezes já até estavam lá. Quando a gente perde essa camada que estava escondendo os vazinhos, eles vão aparecer. Então, na verdade, só deixa visível aquilo que já estava lá? Exatamente. Alguns exercícios isométricos, em que é feito muita pressão, muita força, mas aí eu estou falando de exageros, pode aumentar a pressão nesses vazinhos e acabar fazendo aparecer um ou outro. O que deve acontecer apenas com atletas ou pessoas que estão querendo pegar muito pesado? Eu acho que é um pouquinho diferente. Acontece em quem tem a genética para isso. Quem não tem genética não vai acontecer... Pode pegar o pescoar que isso não vai ter relação. Então, o fator principal é sempre a genética. Ou a doença secundária, quem tem varízes por conta de uma outra doença que teve antes. Por exemplo, se você tem uma trombose hoje, daqui a anos, às vezes décadas, você pode ter uma doença varicosa por causa da trombose. Mas aí é muito mais grave. É outra história. Doutor, e fala um pouco mais sobre os tipos de tratamento que existem. Conta para nós, a gente estava falando aqui dos vazinhos que já são tratados à doença e à questão estética. Vamos evoluindo um pouco para as outras fases. Não posso deixar de falar do tratamento conservador. Não vamos operar. A melhor cirurgia é aquela que a gente consegue evitar. Gostei dessa frase. O tratamento conservador é tratamento clínico. Existe tratamento clínico. Então, existem esses medicamentos sintomáticos quando bem prescritos, associados à meia elástica, que também deve ser prescrita pelo especialista. A meia elástica comprime o sistema venoso superficial, terminando o fluxo venoso para o sistema venoso profundo. E isso tira os sintomas e, entre aspas, aí estaciona a doença. Ela não vai progredir, só que não tem melhor estética. Então, por isso, eu sempre comento com os pacientes, existe os dois tratamentos. Você pode partir para o tratamento conservador, mas se tem um desejo estético, a gente vai ter que ser um pouquinho mais invasivo, porque a meia elástica não vai resolver a estética. A doença resolve o sintoma ou, pelo menos, melhora. Dependendo da faxitária, essa pessoa fala, não vou me submeter a isso, porque eu já tenho tal idade, não me preocupo muito com isso, não é nessa cidade. Exatamente. Tem a opção do tratamento conservador. Agora, quando a gente fala em cirurgias, primeiro que existem várias técnicas cirúrgicas, a cirurgia tradicional que a gente arranca as veias, existe a cirurgia agora com o laser também. Então, a gente faz um pequeno furinho, entra com uma fibra ótica dentro dessa veia. Essas coisas são fantásticas. É uma maravilha, eu adoro tecnologia. Fantástico. Então, estava falando do Pokémon, é impressionante a que ponto chegamos com a tecnologia. Então, a gente coloca a fibra ótica dentro da veia, essa fibra vai emitir um laser, esse laser coagula a parede do vaso, o vaso se fecha, e aí o seu próprio corpo vai reabsorver essa veia no futuro. Então, uma cirurgia que era feita em hospital, com anestesia, muitas vezes geral, agora dá para ser feita até em day hospital, ou até no consultório, com anestesia local. Isso significa, inclusive, se você pensa em todo o aparato, gasta menos, né? Embora a tecnologia possa ser um pouco mais cara, no todo você está pagando mesmo, não? Mas a tendência da tecnologia, à medida que ela é mais utilizada, vai diminuir o preço. E tem as tecnologias que estão para vir, nos Estados Unidos estão, está sendo estudada uma cola. Então, a gente injeta a cola, a cola gruda veia, ela se fecha e resolve o problema. Fantástico, né? É fantástico, mas como a gente acabou de comentar essa cola, é caríssima lá, né? Chegando aqui vai ser... Um absurdo por enquanto, né? E não chegou ainda que está numa fase de estudos. Mas é uma possibilidade, quem sabe se der certo lá, quem sabe não... Não possa dar certo aqui também, em breve, né? Não chega aqui em breve. Pois é, gostei dessa ideia. Doutor, como são as cirurgias? Por exemplo, utilizando o que eu falei, que foi a realidade aumentada, a gente começou aqui o nosso bate-papo. Quais cirurgias são essas? Bom, é mais na fase inicial da doença, tá? A gente identifica, não só esses vazinhos, mas a gente identifica as veias reticulares, que nutrem esses vazinhos com a realidade aumentada. A gente consegue identificar, nitidamente, qual que é a veia que está nutrindo e qual que é o problema. A gente pode fazer uma marcação cirúrgica e tirar essa veia cirurgicamente, o que eu tenho feito é tratar com o laser externo. Então, a gente dispara o laser de modo transdérmico numa veia que a olho não é visível e eu consigo fazer ela fechar antes dela aparecer e, consequentemente, resolver os problemas superficiais dos vazinhos que estão incomodando. Doutor, pensando no POS, de qualquer um dos tratamentos que a gente cita aqui, são muito diferentes, como é que funciona? Ah, são, a cirurgia tradicional, se a gente fala de algumas décadas, poucas décadas atrás, a cirurgia tradicional, recuperação era de 30 dias para cima. Mesmo a cirurgia tradicional já diminuiu isso, então a gente já consegue uma recuperação um pouco mais rápida. O primeiro de pessoas que falavam que tinha um dificuldade até para pôr o pé no chão, no começo, alguma coisa assim, né? A cirurgia era muito agressiva, por isso a tendência antiga era posterga o seu problema máximo que puder para operar, assim, no fim da vida, se precisar. Hoje em dia a gente pensa diferente. Resolve o problema hoje que é pequeno, se precisar resolver de novo depois, vai ser um problema pequeno de novo. É melhor resolver várias vezes pequeno do que um gigante depois. Então, a cirurgia tradicional tem essa recuperação, mas as cirurgias minimamente invasivas, assim, opera de manhã, se for com anestesia local, na hora do almoço já está indo para casa e já está se mexendo, já está pronta para recuperar. Aí depende de médico para médico, sempre conversa com seu cirurgião vascular antes para entender, mas um afastamento de uma semana, e não é afastamento para ficar deitada o tempo todo não, deve se movimentar, é bom para cuidar da própria saúde. Se a pessoa de repente trabalha em casa, o home care pode até continuar normalmente. Pode continuar. A pessoa vai se sentir tão bem, tão normal no dia seguinte, que vai sentir a vontade de voltar a trabalhar. Essas pessoas que têm essa ânsia por trabalhar, às vezes, ficam tão focadas no trabalho, que não sentem uma pequena dorzinha, alguma coisa, que é o corpo falando, está na hora de descansar um pouquinho com a perna para cima, e aí vai acumulando, no final do dia, sente um pouquinho de dor. Então, para evitar... Melhor ficar uma semana fora mesmo. Melhor ficar uma semana fora. Moutor, tem uma facetária de maior incidência, apesar de ser genético? Ah, tem. Dos 20 aos 50 anos, é uma faixa que acontece bastante, mas, à medida que a idade vai aumentando, eles também aumentam o aparecimento. A sua mensagem, eu cheguei aos 40 cento livre, infelizmente, ainda pode aparecer. Eu já operei até criança, com o varice, mas aí era um caso específico, que nasceu sem as válvulas venosas, e não é frequente. Mas pode acontecer, infelizmente. Pode acontecer. Doutor, chegaram mais perguntas aqui. Deixa eu pegar essa pergunta da Josemilda. Ela disse que fez uma cirurgia para varices, no dia 23 de junho, e tirou essa fena. Sim. Estou sentindo muita dor, isso é normal. Ainda estou sentindo muita dor, isso é normal. É, já faz um bom tempo, né? É uma primeira coisa que eu tenho que recomendar, é voltar no próprio médico e, em vez de chegar, não estou examinando, eu não tenho como ter certeza do que aconteceu. Mas não é para estar sentindo dor. Se não é para estar sentindo do dor, tem que investigar, tem que ir atrás. Chegou uma outra pergunta aqui para a gente, da Sol Ramos. É muito longa, vou só ler a introdução para o doutor poder te orientar. Ela disse que tem muitas dores internas na perna, e ela creia que é varices. Ela foi ao médico e o médico disse que não, que são só vazinhos e que são bem visíveis. Aí ela conta de alguns produtos naturais que ela já utilizou, castanha da Índia, outras medicações, enfim. Ainda não passou. Ela tem 56 anos e 80 quilos. Será genético? Primeiro, é lógico que o doutor vai tentar te orientar, precisava... Ela fez uma introdução enorme para fazer uma pergunta muito simples. É genético, sim. É genética, a gente já concluiu que é. Não, mas eu faço um contexto todo com relação a isso. As pessoas acreditam que esses vazinhos superficiais que incomodam esteticamente causam muita dor. Mas é raro ter essa ligação desses vazinhos com dor. Então, no começo da doença, ela não causa tanta dor mesmo? Não, não é para causar. Então, se for somente esses vazinhos da classe 1, normalmente não causam dor. E tem que investigar outras causas. Isso é um importante, é o que tem que ser feito. Para quem já tem varices, por exemplo, a Rauriana Matos, ela diz que ela tem varices. Ela ainda fala sim por causa do meu pai. E daí... Cuidado, ele também recebeu a genética de... Ele tem que ter culpa de alguém. O pai dele também recebeu, né? Pode ir lá para trás. Tem mais para trás aí, gente. Aí a Rauriana pergunta, ela fala que doem muito quando ela coloca salto alto. Quem já tem varicescente mais dor, de fato? Mas o salto alto... A gente pode fazer um programa inteiro para falar só de salto alto, falar com a tropedista também. Não, mas esse aqui toquei. Vai, está médiozinho. O salto alto impede a movimentação do pé e, consequentemente, vai para cima. Por causa disso, com o bombeamento diminuído, a pessoa vai sentir dor, vai sentir enchaço, vai sentir todos os sintomas da doença venosa. E tem todo o aspecto ortopédico também. O salto alto pode causar alterações ortopédicas que causam dor também. Até nos tendões, gente, que eu conto que eu tenho alterações aqui. O ideal... As três dedos podem ser usadas. Aqui está super dedo. Três dedões, talvez. Mas a plataforma não tem esse problema. Agora, uma coisa que eu faço e recomendo para as mulheres, muitas de nós, em algumas ocasiões, por exemplo, no trabalho, quando vai para uma entrevista de emprego, a gente gosta de usar salto alto. Então, deixa o salto alto na bolsa. Eu faço muito isso, estou aqui no centro de São Paulo e tudo mais. Aí, quando estou aqui, eu coloco salto alto, na verdade. A minha esposa tem o sapato do carro. Pois é, meu carro é cheio de sapato, porque precisou para a casinha colocar salto, né? Exatamente. Eu sei que tem gente que considera isso essencial para o serviço, às vezes é enorme, mas tenta minimizar o tempo de uso. Se a gente for pensar nas ruas, você fala que por São Paulo é tudo esburacado. Além de estragar o sapato, você está sempre tropeçando com salto alto sempre o risco maior, né, doutor? Nossa, eu tenho uma lesão ligamentar, uma torção, isso é... Quebrar o salto caríssimo, minha gente. É muito prejuíto. Eu pensei no pé, quebrar o pé. A primeira coisa que eu penso quando engancha, você está de salto na rua. Qual que é o sapato? Para ver o tamanho do prejuízo, não precisa nem no pé, doutor, não pode. Aqui, muito obrigada. Eu queria que você deixasse uma orientação final, porque muitas pessoas se mandaram mensagens e não dá para responder tudo. Eu acho que prevenção é uma boa, né? A prevenção é uma boa. Então, passar com especialista, o que é o cirurgião vascular, consulte seu cirurgião vascular. Se tiver qualquer dúvida, porque tem muita coisa sendo falada por aí, o acesso à informação está muito fácil, mas a informação nem sempre é de qualidade. Então, converse com o seu médico, com o seu vascular. Exercício físico se não tiver nenhuma outra contraindicação. Mesmo que tem varices, pode fazer. Deve fazer. Exercício físico é bom. Fortaleça a musculatura da perna, da panturrilha, que vai fazer bem. Muito obrigada. Quem quiser entrar em contato, tem o site, www.amato.com.br e o telefone. Zero pera doura 11, 50, 53, 2, 2, 2, 2. Mais uma vez, obrigada e uma ótima tarde.

Consulte um especialista

Este conteúdo é informativo. Para diagnóstico e tratamento, consulte um médico especialista.